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8/17/2015
A maioria dos filhos de pais dependentes é abandonada e carrega sequelas por toda a vida
Herança trágica
Talvez Teresa*, um ano, nunca saiba que sua mãe tentou trocá-la por uma cesta básica mais R$ 20. Seus irmãos, Marcelo, quatro anos, e Mariana, dois, quase foram vendidos por R$ 600 e R$ 300, respectivamente.
A barganha está relatada num processo da Vara de Infância e Juventude de Araraquara, interior de São Paulo. Não se sabe o motivo pelo qual as negociações dos mais velhos foram frustradas. Teresa até chegou a ser vendida, mas a mãe, 21 anos, se arrependeu e a resgatou da casa do comprador dias depois.
Mas, em vez de berço, o nenê ganhou um cesto e, no lugar de colo, desprezo. Depois de denúncias por maus-tratos, Teresa e os irmãos foram abrigados no orfanato Renascer, naquela cidade, e estão sob a guarda do Estado.
O relato da negociação é apenas uma parte da história dessas crianças e de outros milhares iguais a elas. São os filhos do crack. Seus pais são dependentes de uma das drogas mais devastadoras que existem. É obtida a partir da mistura de cocaína com bicarbonato de sódio ou amônia e um solvente – éter ou acetona, por exemplo. O composto tem a forma de pequenos cristais.
São aquecidos e fumados em cachimbos, muitas vezes improvisados. Essa é a versão mais poderosa da cocaína. Seus efeitos são multiplicados e o usuário fica dependente em menos de 30 dias. É mais do que um estimulante. Tira a fome, o cansaço, a sede. Não existe mal-estar.
Quem inala aquela fumaça adquire uma força descomunal. Fica solto, corajoso, sem limites. A sensação dura 15 minutos. Logo em seguida, vem uma depressão insuportável. Bate a fissura. É preciso fumar mais e mais. A droga, em princípio barata (custa R$ 5 a pedra), torna-se cara. O normal é passar o dia fumando e não há dinheiro que baste. O jeito é roubar – não importa quem. A família, se estruturada, desmonta.
Maus-tratos
Para o dependente só existe a droga. Ele vira um mentiroso, um ator disposto a tudo para saciar seu vício. Acabam os amigos, a consciência, a casa, o amor. Como, então, cuidar de uma criança? Como apaziguar o choro, alimentar, dar banho, brincar?
Sem os cuidados básicos, os filhos do crack ficam entregues à própria sorte. Muitos perambulam pelas ruas, vão para instituições ou ficam sob a tutela de alguém da família. Os irmãos Teresa, Marcelo e Mariana felizmente foram abrigados num orfanato fora dos padrões.
Com 29 crianças, a entidade é mantida por famílias que perderam seus filhos de maneira trágica, em conjunto com comerciantes da cidade. No Renascer, elas vivem em pequenas casas que convergem para um pátio comum.
Têm carinho, alimentação e assistência. Teresa e os irmãos chegaram lá há cinco meses maltratados e subnutridos. Ela não anda. Começou a se sentar somente agora, com um ano (uma criança em geral se senta com cinco meses).
É tímida, reservada. Mariana ainda não fala. Tem crises de irritabilidade. O menino parece ser o mais saudável – emocional e fisicamente. É um moleque como outro qualquer – apronta e brinca o dia todo.
Pensar que os filhos de dependentes químicos nasçam com problemas é compreensível. Afinal, se apenas alguns cigarros durante a gestação comprometem o peso e muitas vezes o aparelho respiratório dos bebês, imagine o crack.
O médico Pérsio de Deus, do Departamento de Investigações Sobre Narcóticos (Denarc) afirma que essas crianças podem ter sequelas como hiperatividade e irritabilidade. “O feto também corre o risco de ter o fígado muito sobrecarregado e sofrer uma insuficiência hepática”, diz.
A experiência clínica de muitos especialistas mostra ainda que grande parte desses bebês nasce com problemas respiratórios e síndrome de abstinência. “A cocaína atravessa a placenta e circula livremente no feto. Quando o bebê nasce, acaba o suprimento da droga e ele sente falta”, diz o pediatra Cláudio Schvartsman, do Hospital Albert Einstein, de São Paulo.
Os sintomas são choro intenso, irritabilidade – o médico mal pode mexer na criança, tremores e dificuldade para mamar. Os pequenos pacientes sofrem e precisam ser tratados como os adultos, com tranquilizantes. Muitas vezes vão direto para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
No entanto, ainda é grande a polêmica sobre as consequências do crack nas crianças. A neonatologista Marisa Schorr Salgado, da Santa Casa de São Paulo, dedicou sua tese de doutorado ao assunto e ela afirma que os únicos efeitos comprovados são baixo peso e cérebro menor – o que não significa necessariamente algum retardo.
“É muito difícil associar problemas físicos somente com a droga. Em geral, a mãe dependente fuma, bebe, come pouco e não faz pré-natal. Por isso, os eventuais problemas do recém-nascido ocorrem por múltiplas causas”, explica.
Esse conjunto de fatores está presente no caso de Patrícia, que nasceu de oito meses na semana passada, na Santa Casa de São Paulo. Filha de Maria, 31 anos, o bebê tem 1,5 kg, está na UTI com dificuldades respiratórias e infecção generalizada devido a um problema no útero da mãe. Maria é dependente, fuma e bebe.
Mora na rua com a outra filha, de três anos. O pai da menina está preso. Ela garante que usou crack só no começo da gestação. “Meu bebê nasceu antes porque levei um susto. Fumei muito na primeira gravidez. Mas nessa não”, afirma. Os médicos, no entanto, contam que ela chegou ao hospital dopada.
Maria não é a única a negar a dependência. É comum as mães não revelarem sua condição. Mas ela está disposta a cuidar da filha. Quer levá-la para morar ao seu lado e da irmã, na rua. O chefe da Unidade Neonatal da Santa Casa, Paulo Pachi, diz que a menina inspira cuidados, mas deve ficar bem. “Esses casos ficam sub judice da Vara da Infância. A criança volta para a mãe se o juiz achar que ela tem condições de cuidar”, explica o médico.
Crescimento
Ainda não se sabe quantos são os filhos do crack. Sabe-se apenas que seu consumo cresce de maneira assustadora. Criado nos Estados Unidos, chegou ao Brasil há cerca de dez anos e espalhou-se principalmente em São Paulo. Por ser barato atingiu primeiramente os mais pobres. Hoje, está incrustado em todas as classes sociais – embora isso não seja dito – e começa a se espalhar pelo interior de São Paulo e outros Estados, como Minas, Bahia, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul.
No Rio ele não existe porque os traficantes temem que comprometa o negócio da cocaína. As mulheres formam boa parte do grupo de usuários. Uma amostra disso pode ser vista no Programa de Atendimento à Mulher Dependente (Promud), ligado ao Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo.
De 1996 até hoje, 203 usuárias foram atendidas pelo projeto. Cerca de 60% eram alcoólatras. Outras 65 eram dependentes de drogas – 49 delas usuárias de crack. Dessas mulheres, 21 tinham filhos e 12 utilizaram a droga na gestação. A coordenadora do programa, Patrícia Hochgraf, afirma que grande parte dessas mães é muito jovem. “Em geral, elas começam a fumar com 17 anos. A maioria é iniciada na droga pelos companheiros”, afirma.
Relatos de crianças maiores e das próprias mães confirmam a constatação da médica. Adriana, dez anos, conta que o pai fumava “pedra” e maconha. A mãe começou a usar influenciada por ele, assim como os quatro irmãos.
Pouco tempo depois, foi presa em flagrante num pequeno roubo. Hoje, a menina está num abrigo, o pai vive em Campinas, interior de São Paulo e os irmãos foram para a Febem, na capital. Os avós foram assassinados na sua frente. “Meu pai queria que eu aprendesse a fumar, mas não consegui. Meu sonho agora é que minha mãe volte e a gente fique junto, com saúde”, diz Adriana, emocionada.
O problema do crack envolvendo crianças tem crescido a ponto de mudar a composição da população dos abrigos. A assistente social Silvia Costa Teixeira, da Casa da Criança Cristo Rei, também em Araraquara, vê essa mudança no seu dia-a-dia. “Há alguns anos, as crianças que vinham para cá eram filhas de prostitutas ou alcoólatras. Hoje também chegam muitas por causa do crack”, observa.
Emoção
Nesse abandono, tão dolorosas como as sequelas físicas são as consequências emocionais. Talvez seja impossível para o adulto imaginar a dor de uma criança que, de um dia para o outro, se vê sozinha, num lugar estranho, com pessoas desconhecidas. Sem a mãe ou qualquer referência.
Essa situação muitas vezes se reflete no comportamento da criança ou em sintomas como a depressão infantil. Raquel, três anos e quatro meses, foi para a Casa da Criança em companhia da sua irmã, Ângela, um ano mais nova. O irmãozinho de nove meses foi para outro abrigo. Em poucos dias, Raquel, que mal forma frases, ficou num silêncio ainda maior. Não comia. Só balbuciava: “Mamãe, nenê.”
A assistente social Silvia percebeu que ela sentia falta não só da mãe como também do irmão. “Pedimos ao juiz para trazer o menino. Quando ele chegou, Raquel o abraçava e beijava de uma maneira tocante. Foi lindo. Os três são muito unidos e não podem ficar separados. Pena que no Brasil as adoções conjunta são raras...”
Às vezes, a separação é difícil também para as mães. A faxineira Cristina, 25 anos, é um exemplo da dor amargada por quem é separada dos filhos por causa do crack. Dependente há três anos, está numa clínica de recuperação em Campinas há três meses.
Foi a condição imposta pela Justiça para ela reaver os cinco filhos, enviados para um abrigo depois que vizinhos denunciaram a sua dependência. Deles, só possui algumas cartas e fotos guardadas como tesouro. “Me disseram que as crianças choram e estão cheias de piolho”, lamenta.
“Pena que a minha escolha pela recuperação tenha chegado um pouco tarde.” Cristina carrega a culpa pela morte de uma filha logo depois do parto. Ela usou crack durante os nove meses de gravidez. “Foi por minha causa que ela não veio ao mundo. Mas a sua morte me sacudiu.”
Dor e perda talvez sejam as palavras que mais bem exprimem o sentimento dessas mães. Solange, 43 anos, fica com os olhos cheios de lágrimas ao se lembrar da filha que teve há cinco anos. Quando estava grávida, queria parar com o crack, mas não conseguiu.
“No fundo, não desejava que ela nascesse, mas não tive coragem de abortar”, confessa. “Ela nasceu com 1,7 kg, foi para a incubadora e imaginei que ela poderia pegar uma infecção. Inconscientemente eu a matava.” A menina sobreviveu e ficou com a mãe por mais cinco meses, até que as duas foram encontradas na rua pela polícia.
A criança foi levada para a Febem e Solange nunca mais a viu. “Sei que foi adotada. Peço a Deus que a abençoe e aos pais dela também. Não tenho nada dela nem uma foto.” Solange teve outra filha, hoje com três anos. A criança não tem sequelas e está com a tia. A menina motivou Solange a se livrar da droga. Está internada numa clínica e se prepara para voltar para casa.
Executivos
Os filhos do crack fazem parte de uma realidade que não pode mais ser encoberta. Engana-se quem pensa que eles são gerados só por casais desestruturados e de classe baixa. O renomado psiquiatra Arthur Guerra, de São Paulo, atende em seu consultório até executivos dependentes.
São pais que buscam o tratamento quando percebem a desestruturação de sua família. O aumento do uso do crack é um problema social. Precisa ser combatido e, principalmente, evitado. No entanto, as iniciativas neste sentido são poucas.
O Departamento de Investigações Sobre Narcóticos (Denarc), de São Paulo, tem uma divisão que faz um trabalho direcionado para a prevenção. Também oferece um serviço de assistência ao dependente. “Vamos a creches e escolas, por exemplo, dar informações sobre os perigos da droga. É um trabalho de formiguinha, mas importante”, conta o investigador Alexandre Prado Avilez.
À família cabe fazer a sua parte. Julgar o dependente e abandoná-lo à sua própria sorte – principalmente quando isso envolve crianças – não resolve. Até porque, quando elas são amadas e bem-tratadas, a sua sorte muda. Os irmãos Francisco e Rita são um exemplo do que um lar e carinho podem fazer por um filho do crack.
O pai morreu assassinado e a mãe desapareceu. Os dois foram parar na casa dos avós em péssimas condições. Francisco tinha 23 dias e pesava menos de um quilo. Rita tinha um ano e dois meses, não conseguia sentar e apresentava marcas de queimadura de cigarro. Os tios assumiram o problema.
Francisco ficou com Joana e Rita com José. Hoje, o menino tem cinco anos é esperto e saudável. Chama Joana de mãe e é extremamente amoroso. “Foi um presente que Deus me deu”, diz ela.
Rita também está feliz e, assim como a carga de sofrimento herdada dos pais parece estar bem longe, as marcas de queimadura também desapareceram. É uma mostra de que, se o problema for encarado com vontade e sem preconceito, tem solução. Os filhos do crack são gerados pela desestruturação da sociedade. São, portanto, filhos de todos nós.
7/30/2015
A Vida de Paulo para crianças (Torah)
A Vida de Paulo para crianças
No primeiro século durante o reinado de Herodes, na terra da Judeia havia uma agitação entre os judeus. Eles estavam esperando pelo Messias que viria e os livraria da opressão dos romanos. Os sinais dos tempos e as Escrituras apontavam para esse grande evento. Havia uma ausência de unidade entre a comunidade religiosa.
A história registra que havia cerca de vinte seitas religiosas nesta época. Entre eles estavam os fariseus, saduceus, essênios, nazarenos, etc... A sua interpretação das Escrituras variavam, alguns crendo na ressurreição, outros não. Houveram vários que se levantaram dizendo ser o Messias, porém confusão e violência se seguiam após tais declarações.
"E naquele dia levantou-se grande perseguição contra a Igreja em Jerusalém; e todos, exceto os apóstolos, foram dispersos pelas regiões da Judeia e Samaria". "E Saulo assolava a igreja, entrando pelas casas; e, arrastando homens e mulheres, os encerrava na prisão". (Atos 8.1,3) Este é Saulo de Tarso, que mais tarde foi conhecido com o apóstolo Paulo, que agora descreverei.
Ele foi e é um homem muito incompreendido. Até Pedro em seus últimos dias escreveu a respeito dele "... como também o nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada; Falando disto, como em todas as suas epístolas, entre as quais há pontos difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes torcem, e igualmente as outras Escrituras, para sua própria perdição" (II Pe 3.15,16).
Há um registro no livro de Atos de um evento monumental, que não apenas mudou a vida de Saulo de Tarso, mas também de todo o mundo gentio. "E, indo no caminho, aconteceu que, chegando perto de Damasco, subitamente o cercou um resplendor de luz do céu. E, caindo em terra, ouviu uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues? E ele disse: Quem és, Senhor? E disse o Senhor: Eu sou Jesus (Yeshua), a quem tu persegues..."
"E ele, tremendo e atônito, disse: Senhor, que queres que eu faça?" (At 9.3-6). De acordo com Atos 26.14 esta conversa foi em língua hebraica. As mudanças que aconteceram na vida de Saulo naquele dia não o afastaram da Torah (a Lei), mas lhe dariam um maior entendimento sobre ela. Saulo era judeu, do nascimento até a morte!
"Circuncidado ao oitavo dia, da linhagem de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu de hebreus; segundo a lei, fui fariseu; ... segundo a justiça que há na lei, irrepreensível" (Fp 3.5,6). Seu amor por seu povo Israel era menor apenas pelo amor que ele tinha pelo Deus de Israel. À igreja em Roma ele escreveu, "Em Cristo (Messias) digo a verdade, não minto (dando-me testemunho a minha consciência no Espírito Santo):
Que tenho grande tristeza e contínua dor no meu coração. Porque eu mesmo poderia desejar ser anátema de Cristo, por amor de meus irmãos, que são meus parentes segundo a carne; Que são israelitas, dos quais é a adoção de filhos, e a glória, e as alianças, e a lei, e o culto, e as promessas; Dos quais são os pais, e dos quais é Cristo (Messias) segundo a carne, o qual é sobre todos, Deus bendito eternamente. Amém". "Irmãos, o bom desejo do meu coração e a oração a Deus por Israel é para sua salvação" (Rm 9:1-5, 10:1)
Um homem pode escolher uma ocupação, ou o campo de trabalho no qual ele deseja desenvolver sua vida, mas no tocante às coisas espirituais, "...Porque os dons e a vocação de Deus são sem arrependimento". Rm 11:29
Havia um chamado especial sobre a vida de Saulo de Tarso. Sua vida mudou de direção em cento e oitenta graus. De um dedicado oponente o perseguidor da seita dos Nazarenos, ele tornou-se um ardente seguidor de seu Yeshua. A Torah começou a ser-lhe aberta. Ele começou a conhecer as Escrituras sob uma nova e maravilhosa luz, como ele nunca antes tinha visto. Seu chamado foi para estender a mensagem de esperança, vida e paz para as nações (gentios). Foi escrito por Moisés em Deuteronômio:
"A zelos me provocaram com aquilo que não é Deus; com as suas vaidades me provocaram à ira: portanto eu os provocarei a zelos com o que não é povo; com nação louca os despertarei à ira". Dt 32:21
E Isaías escreveu,
"Fui buscado dos que não perguntavam por mim, fui achado daqueles que não me buscavam; a uma nação que não se chamava do meu nome eu disse: Eis-me aqui. Eis-me aqui". Is 65:1
Desta e da outra Escritura ele viu que as nações (gentios) encontrariam o seu caminho para o Deus de Israel através de sua misericórdia. Há aqueles que gostariam de culpar esta teoria e rejeitar os gentios da adoração ao único e verdadeiro Deus, o "Deus de Israel".
Mas eu sou grato a este querido irmão, Saulo de Tarso, que apoiou sua fé na Tanach (Bíblia Hebraica). Através da sua fidelidade e misericórdia ao Deus de Israel, nós em nossa geração, judeus e gentios temos prazer na revelação das profecias concernentes ao plano da salvação e o profetizado Messias judeu, Yeshua. Assim, Saulo nunca abandonou o seu judaísmo.
"...Apressava-se, pois, para estar, se lhe fosse possível, em Jerusalém no dia de Pentecostes" At 20.16. Sobre sua partida para Jerusalém e o encontro com Tiago e os anciãos, ele foi novamente confrontado por aqueles que não viram a profundidade espiritual desta mensagem do Messias. Sua mensagem não foi destruída com a Torah (Lei), mas em vez disso ele sentiu a necessidade da Torah ser escrita nas tábuas de carne do coração. A alegria de fazer a vontade de Deus no Messias e não a carga do justo seguindo um mandamento. Mas muitos não o entenderam.
"... Bem vês, irmão, quantos milhares de judeus há que creem, e todos são zeladores da lei.
E já acerca de ti foram informados de que ensinas todos os judeus que estão entre os gentios a apartarem-se de Moisés, dizendo que não devem circuncidar seus filhos, nem andar segundo o costume da lei.
Que faremos pois? em todo o caso é necessário que a multidão se ajunte; porque terão ouvido que já és vindo.
Faze, pois, isto que te dizemos: Temos quatro homens que fizeram voto.
Toma estes contigo, e santifica-te com eles, e faze por eles os gastos para que rapem a cabeça, e todos ficarão sabendo que nada há daquilo de que foram informados acerca de ti, mas que também tu mesmo andas guardando a lei (Torah).
Todavia, quanto aos que creem dos gentios, já nós havemos escrito, e achado por bem, que nada disto observem; mas que só se guardem do que se sacrifica aos ídolos, e do sangue, e do sufocado e da prostituição.
Então Paulo, tomando consigo aqueles homens, entrou no dia seguinte no templo, já santificado com eles, anunciando serem já cumpridos os dias da purificação; e ficou ali até se oferecer por cada um deles a oferta" (Atos 21.20-26).
Em outra Escritura nós veremos a mensagem de Paulo aos gentios em profundidade. Mas deixe-me dizer aqui, ainda que a circuncisão não foi ordenada aos gentios, não foi proibida também. O fato que vemos aqui é que Saulo manteve a Torah (Lei) como esta escrito
"Mas confesso-te isto que, conforme aquele caminho que chamam seita, assim sirvo ao Deus de nossos pais, crendo tudo quanto está escrito na lei e nos profetas.
Tendo esperança em Deus, como estes mesmos também esperam, de que há de haver ressurreição de mortos, assim dos justos como dos injustos.
E por isso procuro sempre ter uma consciência sem ofensa, tanto para com Deus como para com os homens" (Atos 24.14-16).
E agora nós também, aqui no século vinte, que cremos em Yeshua como o único que cumpriu as Escrituras concernentes ao Messias, reconhecemos o judaísmo da "seita dos nazarenos". As raízes da fé de Saulo não eram Romanas, Gregas, Russas, Inglesas, etc... mas judaicas. Nós também reconhecemos que nossa fé e suas raízes provém do judaísmo.
Entretanto, nossa forma de adoração e estilo de vida são ambos messiânicos, como seguidores de Yeshua o Messias e "judeus" como seguidores da seita judaica dos nazarenos que ele estabeleceu! Bendito seja o seu Nome!
O nome de Paulo
O nome original do Apóstolo Paulo era Saulo; no judaico Saulo, em hebreu Shaul (Saul) e no grego Saulus. O Apóstolo Paulo nasceu entre os anos 5 e 10 dC, na cidade de Tarso da Cilícia . Por isso era e é chamado Paulo ou Saulo de Tarso.
“E disse-lhe o Senhor: Levanta-te, e vai à rua chamada Direita, e pergunta em casa de Judas por um homem de Tarso chamado Saulo; pois eis que ele está orando” (Atos 9:11).
A origem de Paulo
Era filho de judeus, da tribo de Benjamin e como era o costume foi circuncidado ao oitavo dia. Também cresceu seguindo a mais perfeita tradição judaica.
“Circuncidado ao oitavo dia, da linhagem de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu de hebreus; segundo a lei, fui fariseu” (Filipenses 3:5).
E também era cidadão romano.
“O tribuno mandou que o levassem para a fortaleza, dizendo que o examinassem com açoites, para saber por que causa assim clamavam contra ele. E, quando o estavam atando com correias, disse Paulo ao centurião que ali estava: É-vos lícito açoitar um romano, sem ser condenado? E, ouvindo isto, o centurião foi, e anunciou ao tribuno, dizendo:
Vê o que vais fazer, porque este homem é romano. E, vindo o tribuno, disse-lhe: Dize-me, és tu romano? E ele disse: Sim. E respondeu o tribuno: Eu com grande soma de dinheiro alcancei este direito de cidadão. Paulo disse: Mas eu o sou de nascimento” (Atos 22:24-28).
O caráter de Paulo
Lendo as Cartas percebemos o caráter do Apóstolo: às vezes muito meigo e carinhoso; às vezes, severo. Não abria mão das suas idéias e ameaçava com castigos. Escrevendo às comunidades comparava-se à mãe que acaricia os filhinhos e era capaz de dar a vida por eles.
“Antes fomos brandos entre vós, como a ama que cria seus filhos. Assim nós, sendo-vos tão afeiçoados, de boa vontade quiséramos comunicar-vos, não somente o evangelho de Deus, mas ainda as nossas próprias almas; porquanto nos éreis muito queridos” (I Tessalonicenses 2:7,8)
Sentia pelos fiéis as dores do parto.
“Meus filhinhos, por quem de novo sinto as dores de parto, até que Cristo seja formado em vós; Eu bem quisera agora estar presente convosco, e mudar a minha voz; porque estou perplexo a vosso respeito” (Gálatas 4:19,20).
Amava-os, e por isso se sacrificava ao máximo por eles.
“Eu de muito boa vontade gastarei, e me deixarei gastar pelas vossas almas, ainda que, amando-vos cada vez mais, seja menos amado” (II Corítnios 12:15).
Mas era também pai que educava e gerava as pessoas por meio do Evangelho à vida nova.
“Assim como bem sabeis de que modo vos exortávamos e consolávamos, a cada um de vós, como o pai a seus filhos” (I Tessalonicenses 2:11). “Porque ainda que tivésseis dez mil aios em Cristo, não teríeis, contudo, muitos pais; porque eu pelo evangelho vos gerei em Jesus Cristo” (I Coríntios 4:15).
Sentia, pelas comunidades que fundou, o ciúme de Deus, temendo que elas perdessem a fé.
“Porque estou zeloso de vós com zelo de Deus; porque vos tenho preparado para vos apresentar como uma virgem pura a um marido, a saber, a Cristo. Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos, e se apartem da simplicidade que há em Cristo” (II Coríntios 11:2,3).
Quando se fazia necessário exigia obediência.
“Que quereis? Irei ter convosco com vara ou com amor e espírito de mansidão?” (I Coríntios 4:21).
Muitas vezes Paulo é apresentado como alguém distante do povo e das suas comunidades, incapaz de manifestar sentimentos, indiferente ao drama das pessoas, anti-feminista, moralista e assim por diante. Os que vêem Paulo com esses olhos esquecem-se de suas viagens, cadeias, sofrimentos, perigos e, sobretudo, sua paixão por Jesus e pelo povo. Era capaz de amar todos os membros de todas as comunidades, sem distinção, chamando-os de queridos, amados, irmãos e até mesmo filhos. Queria que todos fossem fiéis a Deus.
É interessante ler as suas Cartas e anotar com quanta freqüência ele usava expressões, tais como: tudo, todo, sempre, continuamente, sem cessar, etc., e com elas expressar sua constante preocupação para com todos. E basta uma leitura mais cautelosa das suas Cartas para descobrir que Paulo não é assim tão insensível e que todo o seu apostolado vem carregado de sentimentos.
“O coríntios, a nossa boca está aberta para vós, o nosso coração está dilatado. Não estais estreitados em nós; mas estais estreitados nos vossos próprios afetos. Ora, em recompensa disto, (falo como a filhos) dilatai-vos também vós” (II Coríntios 6:11-13).
A família de paulo
Tinha uma irmã e um sobrinho que moravam em Jerusalém.
“E o filho da irmã de Paulo, tendo ouvido acerca desta cilada, foi, e entrou na fortaleza, e o anunciou a Paulo” (Atos 23:16).
A profissão de Paulo
Sua profissão era artesão, fabricante de tendas.
“E, como era do mesmo ofício, ficou com eles, e trabalhava; pois tinham por ofício fazer tendas” (Atos 18:3).
O estado civil de Paulo
O seu estado civil também é um tanto incerto, ainda que na maioria das vezes se afirme que era solteiro. Pelo que vemos nas cartas paulinas, parecia ele ser solteiro:
“Porque quereria que todos os homens fossem como eu mesmo; mas cada um tem de Deus o seu próprio dom, um de uma maneira e outro de outra. Digo, porém, aos solteiros e às viúvas, que lhes é bom se ficarem como eu” (I coríntios 7:7,8).
Alguns ficam em dúvida por causa do que está escrito em I Coríntios:
“Não temos nós direito de levar conosco uma esposa crente, como também os demais apóstolos, e os irmãos do Senhor, e Cefas?” (I Coríntios 9:6)
A formação de Paulo
Ainda jovem foi para Jerusalém e, na escola de Gamaliel, se especializou no conhecimento da sua religião. Tornou-se fariseu, ou seja, especialista rigoroso e irrepreensível no cumprimento de toda a Lei e seus pormenores.
“Quanto a mim, sou judeu, nascido em Tarso da Cilícia, e nesta cidade criado aos pés de Gamaliel, instruído conforme a verdade da lei de nossos pais, zeloso de Deus, como todos vós hoje sois” (AtOS 22:3).
A religião de Paulo
Cheio de zelo pela religião, começou a perseguir os cristãos.
“Segundo o zelo, perseguidor da igreja, segundo a justiça que há na lei, irrepreensível “(Filipenses 3:6).
Esteve presente no martírio de Estevão, cujos mantos foram depositados aos seus pés.
“E quando o sangue de Estêvão, tua testemunha, se derramava, também eu estava presente, e consentia na sua morte, e guardava as capas dos que o matavam” (Atos 22:20).
Continuou perseguindo a Igreja até que se encontrou com o Senhor na estrada de Damasco.
“E Saulo assolava a igreja, entrando pelas casas; e, arrastando homens e mulheres, os encerrava na prisão (Atos 8:3). E Saulo, respirando ainda ameaças e mortes contra os discípulos do Senhor, dirigiu-se ao sumo sacerdote. E pediu-lhe cartas para Damasco, para as sinagogas, a fim de que, se encontrasse alguns daquela seita, quer homens quer mulheres, os conduzisse presos a Jerusalém.
E, indo no caminho, aconteceu que, chegando perto de Damasco, subitamente o cercou um resplendor de luz do céu. E, caindo em terra, ouviu uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues? E ele disse: Quem és, Senhor? E disse o Senhor: Eu sou Jesus, a quem tu persegues. Duro é para ti recalcitrar contra os aguilhões” (Atos 9:1-5).
Era um homem bem preparado, além de conhecer bem a sua religião (o que pode ser comprovado pelas muitas citações ao AT), possuía boas noções de filosofia e das religiões gregas do seu tempo. Em Tarso, sua cidade natal, havia escolas filosóficas (dos estóicos e cínicos) e também escolas de educadores.
Ali nasceu Atenodoro, professor e amigo do imperador Augusto. Paulo algumas vezes utiliza frases desse educador: “Para toda criatura, a sua consciência é Deus” (Rm 14:22a). Ou: “Guarde para você, diante de Deus, a consciência que você tem” ou: “Comporte-se com o próximo como se Deus visse você, e fale com Deus como se os outros ouvissem você” (1Ts 2,3-7). Além disso conhecia bem o grego e o método da retórica. Esforçava-se para compreender o modo grego de viver.
Embora não mencione isso em suas cartas, como se o desprezasse, a sua verdadeira cidadania é outra pois sua visão era no reino celestial.
“Mas a nossa cidade está nos céus, de onde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo” (Filipenses 3:20).
A conversão de Pualo
A experiência de Paulo com Jesus mudou completamente a sua vida. De perseguidor passou a ser o anunciador até a sua morte.
Na sua primeira missão apostólica, entre os anos 45 e 49, anunciando o Evangelho em Chipre, Panfilia, Pisidia e Lacaônia (At 13-14), passou a usar o nome grego de Paulo de preferência a Saulo, seu nome judaico.
“Todavia Saulo, que também se chama Paulo, cheio do Espírito Santo, e fixando os olhos nele” (At 13,9).
Porém, ele soube tirar proveito desse título, bem como de toda a bagagem cultural adquirida, para conduzir todos a Jesus.
“Porque, sendo livre para com todos, fiz-me servo de todos para ganhar ainda mais. E fiz-me como judeu para os judeus, para ganhar os judeus; para os que estão debaixo da lei, como se estivesse debaixo da lei, para ganhar os que estão debaixo da lei. Para os que estão sem lei, como se estivesse sem lei (não estando sem lei para com Deus, mas debaixo da lei de Cristo), para ganhar os que estão sem lei.
Fiz-me como fraco para os fracos, para ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos, para por todos os meios chegar a salvar alguns. E eu faço isto por causa do evangelho, para ser também participante dele” (I Coríntios 9:19-23).
A missão de Paulo
Encontrou dificuldade para ser aceito como Apóstolo. As suspeitas vinham do fato ser um perseguidor e sobretudo porque não foi escolhido pessoalmente por Jesus. Quatorze anos após a sua conversão, subiu a Jerusalém, para o Concílio, onde defendeu a não circuncisão para os pagãos. Ele mesmo se defendeu das acusações.
“Mas faço-vos saber, irmãos, que o evangelho que por mim foi anunciado não é segundo os homens. Porque não o recebi, nem aprendi de homem algum, mas pela revelação de Jesus Cristo” (Gálatas 1:11,12).
Para ele, anunciar o Evangelho era uma obrigação:
“Porque, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim, se não anunciar o evangelho!” (I Coríntios 9:16).
Em sua incansável missão de anunciar o Evangelho Paulo sofreu muito, mas não desistiu. Ele mesmo relata algumas das situações difíceis que passou:
“São ministros de Cristo? (falo como fora de mim) eu ainda mais: em trabalhos, muito mais; em açoites, mais do que eles; em prisões, muito mais; em perigo de morte, muitas vezes. Recebi dos judeus cinco quarentenas de açoites menos um.
Três vezes fui açoitado com varas, uma vez fui apedrejado, três vezes sofri naufrágio, uma noite e um dia passei no abismo; Em viagens muitas vezes, em perigos de rios, em perigos de salteadores, em perigos dos da minha nação, em perigos dos gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre os falsos irmãos; Em trabalhos e fadiga, em vigílias muitas vezes, em fome e sede, em jejum muitas vezes, em frio e nudez” (II Coríntios 11:23-27).
Teve que lutar contra os falsos missionários (2Cor 10-12) que anunciavam um Evangelho fácil, que fugiam da humilhação e da tribulação. Anunciavam um Jesus sem a cruz. Paulo anunciava o Jesus Crucificado, ainda que isso fosse escândalo.
“Mas nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus, e loucura para os gregos” (I Coríntios 1:23).
Porém a cruz não era o fim. O mesmo Jesus da cruz é também o Jesus Ressuscitado (1Cor 15).
7/26/2015
ABORDAJE DESDE LA TERAPIA OCUPACIONAL CON PERROS
“La Terapia Ocupacional es el uso terapéutico en las actividades de autocuidado, trabajo y juego para incrementar la función independiente, mejorar el desarrollo y prevenir la discapacidad. Puede incluir la adaptación de las tareas y el entorno para lograr la máxima independencia y mejorar la calidad de vida”-American Occupational Therapy Association (AOTA). 1986
El perro cumple un rol fundamental como co-terapeuta, transformándose en un compañero de juegos, un amigo incondicional que le facilitará la tarea de interactuar en forma activa con su medio ambiente para mejorar la organización de su sistema nervioso.
Es un ser viviente, que permite establecer una interacción espontánea con el niño, favoreciendo el vínculo que se genera entre el terapeuta y el niño.
Todos nuestros perros están altamente entrenados para participar en las terapias y desarrollar diversas actividades.
Nuestro propósito es ayudar a niños y jóvenes con capacidades diferentes a despertar sus sentidos, creando un entorno rico en estímulos que permitan incrementar sus habilidades y potencialidades.
En las sesiones que se abordan desde el área de Terapia Ocupacional, se realiza una exhaustiva evaluación a partir de la observación clínica y directa de la conducta del niño, así como también una completa evaluación sensorial. A partir de allí se realiza un informe con objetivos a trabajar y plan de tratamiento individual.
Está dirigida a todos los niños con capacidades especiales que busquen experimentar un tratamiento distinto, donde predomina el juego, las sonrisas y la el trabajo en equipo.
ETAP es un Equipo de Terapias Asistidas con Perros en Pediatría, que trabaja de manera interdisciplinaria contando con profesionales de la salud de distintas áreas. Nos enfocamos en la estimulación del niño con capacidades diferentes y en el acompañamiento terapéutico de sus familias.
La Terapia Asistida con Perros es un abordaje terapéutico diferente, donde se utiliza a un perro como co-terapeuta o nexo entre el paciente y el terapeuta. Es una disciplina aplicada para mejorar la calidad de vida de las personas y la integración social.
Un Perro de Terapia es aquél que está seleccionado, entrenado y adiestrado específicamente para integrarse dentro de un programa terapéutico o educativo como herramienta al servicio del profesional para alcanzar los objetivos marcados de una forma más rápida y eficiente.
El perro cumple un rol fundamental como co-terapeuta, transformándose en un compañero de juegos, un amigo incondicional que le facilitará la tarea de interactuar en forma activa con su medio ambiente para mejorar la organización de su sistema nervioso.
Es un ser viviente, que permite establecer una interacción espontánea con el paciente, favoreciendo el vínculo que se genera entre el terapeuta y el mismo.
Todos nuestros perros están altamente entrenados para participar en las terapias y desarrollar diversas actividades.
Esta terapia es sumamente satisfactoria porque genera en los pacientes una motivación extra, esa motivación y esas ganas con las que vienen a nuestras terapias es la que se necesita para rehabilitar, un niño feliz que se divierta mientras se rehabilita. Realizamos todas actividades adaptadas para el perro y el chico.
Las sesiones se abordan desde el área de Terapia Ocupacional, Consultoria Psicológica, Psicopedagogía y Fonoaudiología.
Niños y adolescentes diagnosticados con:
- Trastorno generalizado del desarrollo no especificado.
- Trastorno Autista.
- Trastorno de Asperger.
- Trastorno de Rett.
- Síndrome de Down.
- Parálisis cerebral.
- Síndrome de LennoxGastaut.
- Síndrome de Sanfilippo.
- Sindrome de West.
- Síndrome de Angelman.
- Síndrome de PraderWilli.
- Niños con disminución visual o ceguera.
- Niños hipoacúsicos.
- Sindromes Genéticos.
- Trastornos motores.
7/25/2015
Cães terapeutas: veja como eles auxiliam a saúde e o bem-estar
Alegres, inteligentes, companheiros e, acima de tudo, dotados de uma qualidade que nós, humanos, ainda não fomos capazes de desenvolver: dispostos a amar incondicionalmente a qualquer um, independente da aparência física, estado psicológico ou humor.
Os cachorros são assim mesmo - vão chegando e distribuindo afeto ao menor sinal de interação. E é com base neste comportamento que a Terapia Assistida por Cães auxilia na recuperação de diversos públicos, como crianças internadas, com distúrbios psicológicos ou cognitivos, idosos em asilos e dependentes químicos em reabilitação.
Companheiros e dispostos a dar afeto a quem quer que seja, os cães terapeutas ajudam a melhorar o bem-estar de crianças, idosos e dependentes químicos
A técnica é muito difundida em outros países, especialmente nos Estados Unidos e Europa, em países como Itália, Bélgica, Alemanha e Espanha. No Brasil, o trabalho vem crescendo, especialmente nas regiões Sul e Sudeste. O cão é o animal mais utilizado para este tipo de trabalho por ser mais adaptável. “Ele é o animal mais próximo do ser humano, é fácil de adestrar e transportar. Ele entra como motivador para as práticas terapêuticas”.
Já existem estudos que comprovam benefícios fisiológicos no ser humano quando em contato com os animais. Na TAC, os bichinhos atuam com uma equipe multidisciplinar, com fisioterapeutas, psicólogos, adestradores e outros profissionais, com o objetivo de trabalhar as relações afetivas entre paciente e animal, visando a melhoria do bem-estar.
Crianças
O trabalho na TAC com crianças pode ser feito de duas formas – ou como visitas, ou como parte de uma terapia. O ato de brincar com os animais facilita o desenvolvimento de questões psicológicas e a estimulação cognitiva. “Ele é o motivador, vai transformar uma sessão em algo mais lúdico, quebrando o gelo entre o paciente e o terapeuta”, explica.
Ele ressalta que no caso das crianças internadas, o grande benefício é a quebra do ambiente frio, hospitalar e pouco acolhedor. “As crianças com câncer podem melhorar a imunidade, e as questões emocionais; as cardíacas, acabam tendo uma redução da pressão arterial; crianças com distúrbios psiquiátricos têm uma aproximação ao nosso mundo real e melhoras do quadro de depressão; as autistas melhoram a sociabilização, a partir da interação com os cães".
Na prática percebe-se a melhora de crianças em situação de vulnerabilidade social, que na maioria das vezes desenvolvem problemas psicológicos decorrentes de traumas experienciados nos primeiros anos de vida. “O foco principal é trabalhar a inclusão. O maior papel do cachorro é o vínculo que se cria, porque é muito difícil ter uma criança que não goste de bicho e os cães gostam da pessoa independente do que ela é.”
Uma criança que, por ter um grave problema de descamação na pele, se tornou tímida e não conversava com ninguém. “Quando ele cumprimentava as pessoas, não olhava na cara. Até que ele percebeu que o cachorro lambia a cara dela mesmo assim. Três ou quatro visitas depois, começamos a ser recebidas por ela com abraço e beijo”, acrescentando que o tratamento auxilia também na recuperação da autoestima.
Idosos
Muitos dos idosos que são institucionalizados têm muitas perdas de uma só vez, como a capacidade física, cognitiva, de amigos da mesma idade e da sociedade. “Com essas perdas, eles têm um isolamento afetivo. Afinal, ‘para que vou me ligar emocionalmente à pessoa que está do meu lado se ela pode falecer?’. O cachorro consegue trazer um ganho afetivo sem nenhuma perda”.
Com isso, o benefício mais visível é a motivação. “Por meio desse afeto conseguimos fazer intervenções terapêuticas como fisioterapia, a pedagogia para trabalhar a memória, e a psicologia para lidar com a questão das perdas. O cachorro resgata a motivação de viver”.
Os ganhos para os idosos são muitos. “Eles decoram os nomes de todos os animais e sentem falta quando algum não vem. Até o relacionamento deles melhora, quem nunca conversava acaba interagindo por causa do cachorro”.
Dependentes químicos em recuperação
Na TAC, o projeto foi pensado para a recuperação de dependentes químicos a partir da educação de cães. Tudo começa no abrigo da cidade de Cruzeiro, onde fica a clínica parceira. Alguns cachorros são selecionados e os próprios dependentes químicos participam do adestramento. “Com isso, eles trabalham questões como empatia, paciência, reforço positivo, expressão corporal, coisas que perderam por causa da droga. Ele vai voltar a trabalhar estes valores e reaprender essas habilidades sociais”.
Os cachorrinhos também são beneficiados, pois depois de treinados são colocados para adoção e reintegrados na sociedade – com isso, o valor social e a cidadania também são trabalhados com a pessoa que pretende abandonar as drogas. “Hoje, o cachorro de rua é um problema social e de saúde pública. Ele também foi colocado à margem da sociedade, privado da sua liberdade, assim como o dependente químico. Acaba acontecendo uma identificação e ambos vão conseguir se reintegrar”, conclui.
Pré-requisitos
Não existem raças mais propensas ao trabalho de cão terapeuta, no entanto, todos precisam preencher alguns pré-requisitos. O ideal é que sejam adultos, castrados, dóceis e sociáveis. Além de uma pré-avaliação para análise comportamental, eles passam por um treinamento para não agir agressivamente em hipótese nenhuma e não ter nenhum tipo de medo excessivo, pois isso aumentaria o estresse do animal.
Histórias felizes
Uma história vivenciada em projeto em parceria com o Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas: “Temos uma criança autista que hoje está bem mais sociável, consegue brincar com as outras crianças, interagir e entender a dinâmica familiar melhor”.
Outra história de sucesso é a do comerciante Gastão Cervi Machado, 37, que está internado na Casa Ágape há cerca de três meses para se livrar do vício do crack. Ele conta que quando a cadelinha Ester chegou à instituição, alguns profissionais disseram que ela não tinha o perfil para cão terapeuta. “Só que eu já tinha criado um vínculo com ela em apenas dez minutos de conversa. Senti que estava acontecendo com ela o que aconteceu comigo várias vezes, pessoas me dizendo que eu não era capaz”.
Hoje, ele acredita que a amizade com a cachorrinha e o trabalho de educação que está ajudando a desenvolver são a válvula de escape para a reinserção na sociedade, para ambos. “Ela também está lutando para voltar para a sociedade. O que procuramos na droga é o prazer, que hoje, consigo encontrar através dos animais”, comemora.
7/17/2015
Eclesiastes para contar às crianças
Livro de Eclesiastes
Autor
O Livro de Eclesiastes não identifica diretamente o seu autor. Há alguns versículos que dão a entender que Salomão escreveu este livro. Existem alguns indícios no contexto que podem sugerir que uma outra pessoa escreveu o livro após a morte de Salomão, possivelmente centenas de anos mais tarde. Ainda assim, a crença convencional é que o autor era na verdade Salomão.
Quando foi escrito
O reinado de Salomão como rei de Israel durou de cerca de 970 AC até cerca de 930 AC. O livro de Eclesiastes foi provavelmente escrito no final do seu reinado, em aproximadamente 935 AC.
Propósito
Eclesiastes é um livro de perspectiva. A narrativa do “Pregador”, ou “Sábio”, revela a depressão que inevitavelmente resulta da procura da felicidade em coisas mundanas. Este livro dá aos Cristãos a oportunidade de ver o mundo através dos olhos de uma pessoa que, apesar de muito sábio, está tentando encontrar sentido em coisas humanas e temporárias. Quase todas as formas de prazer mundano são exploradas pelo Pregador, e nenhuma delas lhe dá sentido algum.
No final, o pregador chega a aceitar que a fé em Deus é a única maneira de encontrar um significado pessoal. Ele decide aceitar o fato de que a vida é breve e, no fim das contas, inútil sem Deus. O pregador aconselha o leitor a concentrar-se em um Deus eterno, em vez de prazer temporário.
Versículos-chave
Eclesiastes 1:2
“Vaidade de vaidades, diz o Pregador; vaidade de vaidades, tudo é vaidade.”
Eclesiastes 1:18
“Porque na muita sabedoria há muito enfado; e quem aumenta ciência aumenta tristeza.”
Eclesiastes 2:11
“Considerei todas as obras que fizeram as minhas mãos, como também o trabalho que eu, com fadigas, havia feito; e eis que tudo era vaidade e correr atrás do vento, e nenhum proveito havia debaixo do sol.”
Eclesiastes 12:1
“Lembra-te do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias, e cheguem os anos dos quais dirás: Não tenho neles prazer.”
Eclesiastes 12:13
“De tudo o que se tem ouvido, a suma é: Teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo homem.”
Resumo
Duas frases são repetidas muitas vezes em Eclesiastes. A palavra traduzida como “vaidade” aparece muitas vezes e é usada para enfatizar a natureza temporária das coisas mundanas. No fim das contas, mesmo as conquistas humanas mais impressionantes serão deixada para trás. A expressão “debaixo do sol” ocorre 28 vezes e refere-se ao mundo mortal. Quando o pregador se refere a “todas as coisas debaixo do sol”, ele está falando de coisas terrenas, temporárias e humanas.
Os sete primeiros capítulos do livro de Eclesiastes descrevem todas as coisas mundanas “debaixo do sol” nas quais o Pregador tenta encontrar satisfação. Ele tenta descobrimentos científicos (1:10-11), sabedoria e filosofia (1:13-18 ), alegria (2:1), álcool (2:3), arquitetura (2:4), bens (2:7-8) e luxúria (2:8). O Pregador concentrou-se em filosofias diferentes para encontrar um significado, tal como o materialismo (2:19-20) e até mesmo os códigos morais (incluindo os capítulos 8-9). Ele descobriu que tudo era vaidade, uma distração temporária que, sem Deus, não tinha nenhum propósito ou longevidade.
Os capítulos 8-12 de Eclesiastes descrevem as sugestões e comentários do Pregador sobre como a vida deve ser vivida. Ele chega à conclusão de que, sem Deus, não há nenhuma verdade ou sentido à vida. Ele já tinha visto muitos males e percebido que mesmo as melhores realizações do homem não valem nada a longo prazo. Assim, ele aconselha o leitor a conhecer a Deus desde a juventude (12:01) e seguir a Sua vontade (12:13-14).
Prenúncios
Para todas as vaidades descritas no livro de Eclesiastes, a resposta é Cristo. De acordo com Eclesiastes 3:17, Deus julga os justos e os ímpios, e os justos são apenas aqueles que estão em Cristo (2 Coríntios 5:21). Deus colocou o desejo pela eternidade em nossos corações (Eclesiastes 3:11) e tem providenciado o Caminho da vida eterna através de Cristo (João 3:16). Somos lembrados de que ir atrás da riqueza do mundo não só é vaidade, porque não satisfaz (Eclesiastes 5:10), mas mesmo se pudéssemos alcançá-la, sem Cristo perderíamos nossas almas e que proveito há nisso? (Marcos 8:36). No fim das contas, cada decepção e vaidade descrita em Eclesiastes encontra a sua solução em Cristo, na sabedoria de Deus e no único verdadeiro significado a ser encontrado na vida.
Aplicação Prática
Eclesiastes oferece ao Cristão a oportunidade de compreender o vazio e o desespero com os quais aqueles que não conhecem a Deus têm que lidar. Aqueles que não têm uma fé salvadora em Cristo se deparam com uma vida que no fim das contas vai acabar e tornar-se irrelevante. Se não há salvação, e não há Deus, então não existe nenhum sentido, propósito ou direção para a vida. O “mundo debaixo do sol”, longe de Deus, é frustrante, cruel, injusto, breve e total “vaidade”. No entanto, com Cristo a vida é apenas uma sombra das glórias por vir em um paraíso que só é acessível por meio dEle.
Ecle 1-Tudo é vaidade.
Vaidade das vaidades, tudo é vaidade. Uma geração vai, outra vem, mas as coisas permanecem. O Sol se levanta, e se põe. O vento sopra livre. Os rios vão para o mar, e ele não enche. Tudo se repete mais do que se pode dizer. O que foi é o que será. Não há nada de novo sob o Sol. Aquilo que é já existia, e o que há de ser já existiu. Deus chama de novo o que se passou.
Não há memória do que passou, nem se lembrarão do que é atual. A sabedoria entristece, e a ciência aumenta a dor. Olhei para as minhas obras, vi que tudo era vaidade de espírito, e não servia para nada.
Ecle 2-Sabedoria e loucura.
A sabedoria leva vantagem sobre a loucura, pois os olhos do sábio estão na cabeça, e os do insensato estão nas trevas. Notei que eles têm o mesmo destino, e pensei: ‘Para que serve muita sabedoria, se a memória do sábio não é mais eterna que a do insensato?’ Pois com o tempo, ambos serão esquecidos.
Conclusão do discurso.
O melhor para o homem é comer, beber e gozar o bem estar dado pelo seu trabalho, pois isso vem de Deus, pois se comemos e bebemos é graças a Ele. Deus dá sabedoria, ciência e alegria a quem lhe agrada, e ao pecador ele dá a tarefa de acumular bens, que depois (Deus) dará a quem lhe agradar.
Ecle 3- Tempo para tudo.
Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para tudo. Para nascer e morrer, plantar e colher, matar e curar, chorar e rir, construir e demolir, gemer e dançar, dar braços e apartar-se, procurar e perder, guardar e jogar fora, costurar e rasgar, calar e falar, amar e odiar, guerra e paz. Todas as coisas que Deus fez são boas no seu tempo. E tudo que ele fez subsistirá para sempre, sem que se possa ajuntar nem suprimir nada. Deus procede desse modo para ser respeitado.
Observei que a injustiça ocupa o lugar do direito, e a iniquidade o lugar da justiça, porque Deus quer provar aos homens, que eles são semelhantes aos animais, e têm o mesmo destino, um mesmo fim os espera.
MÁXIMAS
- - Vi que todo trabalho, toda a habilidade não passa de emulação do homem diante de seu próximo.
- - Aquele que ama o dinheiro nunca se farta, e aquele que ama a riqueza não tira proveito dela.
- - Eu achei uma coisa mais amarga que a morte, a mulher. Quem for bom diante de Deus escapa dela, mas o pecador será sua presa.
- - Procuro mas não ache, encontrei um homem em mil, mas nenhuma mulher entre todas. Mas descobri que: Deus criou o homem reto, mas é ele quem procura os extravios.
- - Aquele que observa o preceito não prova o mal, e o coração do sábio conhece o tempo e o julgamento.
- - O homem não é dono de sua vida, e nem é capaz de conservá-la.
- - Vi que a corrida não é para o ágil, nem a batalha para o bravo, nem o pão para o prudente, nem a riqueza para o inteligente, nem o favor para o sábio, todos estão à mercê de circunstâncias e sorte.
- - A sabedoria vale mais que as armas de guerra, mas um só pecador pode causar a perda de muitos bens.
- - Vi um mal, uma falha da parte do soberano: o insensato ocupa os mais altos cargos, e os homens de valor estão em trabalhos inferiores.
- - Quem observa o vento não semeia, se olha as nuvens não sega.
- - Do mesmo modo que não se sabe qual é o caminho do sopro da vida, e como se formam os ossos no seio da mãe, assim também se ignora a obra de Deus, que faz todas as coisas.
O Livro de Eclesiástico para contar às crianças
Eclesiástico
Capítulo 1
No início do século II a.C., os gregos procuravam impor aos judeus a sua cultura, religião e costumes. Isto ameaçava destruir a identidade cultural e religiosa dos judeus, pois entre eles havia uma corrente disposta a “unir-se” à cultura helênica. Esta corrente almejava adaptar o judaísmo a uma “civilização mais universal”.
Ora, uma vez que a cultura helênica tinha como características, entre outras, o culto do homem e a glorificação das forças da natureza, outra corrente de judeus, tendo por finalidade preservar a identidade e salvaguardar a fé e a vocação de Israel, se opôs à imposição da cultura helênica.
Foi neste cenário que Jesus ben Sirac escreveu o Eclesiástico, a fim de mostrar que o povo judeu possuía sua própria identidade.
No Capítulo 1, o Autor nos fala de onde vem a sabedoria, nos mostra a sua raiz e qual o seu primeiro fruto. Ele também nos revela o que é a sabedoria suprema.
A sabedoria vem de Deus (1,1) e Ele a revela para todo o mundo. Porém, só podemos começar a compreender o sentido do universo e da história se nos comprometemos com Deus (1, 8).
E como nos comprometemos com Deus? Através do “temor”, que quer dizer “viver conforme as regras e ensinamentos de Deus”. Portanto, o “temor” (respeito) é a raiz da Sabedoria (1, 18) e se tememos a Deus (ou seja, se vivemos conforme os seus ensinamentos) possuímos coração alegre, contentamento, vida longa e alcançaremos o Reino dos Céus no dia da morte (1, 9-11).
Após nos mostrar de onde vem a sabedoria e que o temor é a sua raiz, o Autor do Eclesiástico nos ensina que a paciência é o primeiro fruto da sabedoria (1, 19-21). Aquele que é paciente sabe resistir às intempéries da vida, segue sempre o caminho dos ensinamentos de Deus e alcança a Salvação, concedida por Ele (1, 20).
A partir do verso 22 até o verso 29, o Autor revela que a sabedoria suprema que Deus dá ao seu povo é a Lei. Não a lei dos homens, mas refere-se à Torá dos Judeus. Por isso, temos que a Bíblia é um livro de inspiração Divina e contem as normas fundamentais para seguir o caminho da justiça.
Irmãos, oremos para que a sabedoria de Deus encontre raízes profundas em nossas vidas, a fim de que sejamos obedientes a Ele e procedamos sempre conforme sua justiça, agindo diariamente com humildade, mansidão, paciência, respeitando o nosso próximo.
Capítulo 2
Constantemente reclamamos com Deus quando o que queremos para a nossa vida e para a vida dos que amamos demoram a acontecer. Muitas vezes tudo tem que ser no nosso tempo, e quando não acontece pensamos que Deus nos abandonou, nos irritamos e nos afastamos dele como que numa ¨vingança¨ por Deus ter “virado as costas para nós”.
A exemplo de Jesus, que quando com medo e em oração disse “Pai, se queres, afasta de mim este cálice! Contudo, não a minha vontade, mas a Tua seja feita” (Lc 22,42), pecisamos confiar e obedecer a Deus, esperando pacientemente que ele atenda aos nossos pedidos, em seu tempo e não no nosso.
Certamente honrar pai e mãe, mais do que por palavras, mas sobretudo amando, respeitando, dando carinho, cuidando.
Saber que isto é agradável a Deus e certamente caminho de salvação para nós, pois diz a Palavra: “Quem honra seu pai, terá alegria em seus próprios filhos” (06) e mais “A ajuda prestada a seu pai não será esquecida, mas será plantada em lugar de teus pecados”(15b/16)
“Com obras e palavras honra teu pai, para que dele venha sobre ti a bênção”, sabendo que “A bênção do pai consolida a casa dos filhos” (9-11)
Honrar, amar e respeitar pai e mãe é sobretudo obedecer a Deus. Ajudai Senhor todos aqueles que por algum motivo não conseguem amar seus pais, fazei brotar no coração de todos o perdão e o amor que possibilita a harmonia nas famílias. Amém!!!!
Partilhe conosco sua experiência com a leitura deste capítulo escrevendo um comentário logo abaixo.
Capítulo 4
O rei viu outra coisa tola: um homem sem família se cansar de tanto trabalhar em busca de riquezas. Em seguida, destaca o valor do trabalho em equipe a fim de obter melhores resultados. Se um cair, será ajudado por outro – a unidade os torna mais fortes.
O rei termina o capítulo descrevendo como um jovem pobre e sábio será mais estimado que um velho rei que não aceita qualquer conselho. As pessoas naturalmente seguirão o rapaz pelo seu discernimento e sabedoria.
Senhor, ajuda-me a não ter inveja das pessoas bem-sucedidas. Não me deixes fazer tudo sozinho. Por último, mas não menos importante, ajuda-me a reconhecer a verdadeira sabedoria e segui-la. Amém.
Capítulo 5
Com muita frequência costumamos colocar nossa segurança em coisas vãs: nas riquezas, na própria capacidade e na própria justiça. Contra essas falsas seguranças, Deus vem nos alertar com a sua Palavra:
“Não contes com riquezas injustas. Não digas: Tenho o suficiente para viver, pois no dia do castigo e da escuridão, isso de nada te servirá. Quando te sentires forte, não te entregues às cobiças de teu coração. Não digas: Como sou forte! ou: Quem me obrigará a prestar contas dos meus atos?, pois Deus tomará sua vingança. Não digas: Pequei, e o que me aconteceu de mal?, pois o Senhor é lento para castigar (os crimes).” (Eclo 5, 1-4).
Além disso, Deus vem nos alertar para o domínio da língua:
“A honra e a consideração acompanham a linguagem do sábio, mas a língua do imprudente é a sua própria ruína.” (Eclo 5, 15).
Façamos o propósito de colocar nossa segurança somente em Deus, e também de que Ele seja o Senhor da nossa língua.
Capítulo 6
Coloco abaixo alguns versículos que me chamaram a atenção.
“Tenha muitos conhecidos, mas um só confidente entre mil”. (versículo 6)
“Amigo fiel é proteção poderosa, e quem o encontrar, terá encontrado um tesouro. Amigo fiel não tem preço, e o seu valor é incalculável. Amigo fiel é remédio que cura, e os que temem ao Senhor o encontrarão”. (versículos 14 – 16)
Sobre a sabedoria, o versículo 18 diz: “Meu filho, empenhe-se na disciplina desde a juventude, e até na velhice você terá a sabedoria”. Esta é a promessa para nós, busquemos a sabedoria, oremos ao Senhor, meditemos a Palavra de Deus, que a sabedoria nos será dada e não nos deixará mais.
Capítulo 7
Saber viver é Lei e dom de Deus, é a habilidade de saber lidar, no dia-a-dia, de modo inteligente com seus afazeres, com seus amigos, com familiares, autoridade e sociedade. Deus nos apresenta a observância da Lei porque quer que convivamos em justiça, bondade, misericórdia, piedade e paz.
E, em Eclesiástico 7, como um verdadeiro presente ao cristão moderno, encontramos orientações preciosas sobre o que se deve fazer, segundo as Leis de Deus e o que se deve evitar em todos os sentidos da vida, quer seja em sociedade ou no relacionamento com os amigos, filhos, esposas, pais e com os pobres.
Capítulo 8
Educação, prudência e cautela fazem parte das relações sociais. “Confia desconfiando”, “Antes só do que mal acompanhado”, “Ama o teu próximo como a ti mesmo” são ditados que nos acompanham dia a dia e nos auxiliam nestas relações.
O ser humano é um ser sociável, mas essa relação inicia com um simples gesto de educação, por exemplo um “bom dia”, para depois aprofundar essa relação.
Capítulo 9
A sociedade de Jerusalém naquele tempo estava sendo invadida por costumes novos e mulheres pouco discretas, e isso provocou nos habitantes uma reação bastante conservadora, a fim de orientar principalmente aos homens sobre os perigos dos encantos fora do lar.
A observância da Lei de Deus e dos seus mandamentos é um grande Dom, um julgo suave, que depois será aperfeiçoado por Jesus Cristo, que nos ajudará a seguir melhor as orientações deste livro.
Que nosso querido Deus continue a nos enviar suas orientações a fim de não nos desviarmos de seu caminho seguro.
Capítulo 10
O Senhor nos adverte quanto à soberba, que é o amor desordenado a si mesmo. Ela tem três filhos: o orgulho, a vaidade e o amor próprio. Se manifestam em nossas vidas, muitas vezes, confundidos como traços da personalidade, mas na verdade, são pecados que precisamos conhecer, administrar e extirpar de nós. Se manifesta, dentre outras coisas, na impaciência, dureza de juízo, rebeldia, rancor, hipocrisia, ironia, sarcasmo, inveja, indiferença, desinteresse e isolamento.
“O princípio de todo o pecado é a soberba” (v.15), mas o Senhor nos admoesta: “Deus anulou a memória dos soberbos, mas preservou a memória dos humildes.”
Peçamos ao Pai a graça do autoconhecimento, da prudência e disciplina, a fim de reconhecer-nos pobres e carentes do amor de Deus.
Capítulo 11
Com isso nos tornamos superficiais, impacientes e incapazes de nos alegrarmos com as pequenas coisas do dia a dia. Deixamos a contemplação, a reflexão e nos atiramos em fazer, em produzir. Muitas luzes e sons nos tiram da presença do Senhor e faz com que, vivamos sem sentido a nossa existência, sem saber qual é a vontade de Deus para a minha vida. Que tenhamos a coragem de desacelerar e dar mais tempo ao que realmente importa, uma refeição com a família, um momento de contar histórias aos filhos, mesmo que estes já estejam grandes. Todos temos tempo, basta colocar as prioridades.
Capítulo 12
Tais conselhos discordam das orientações de Jesus (Mt 5, 43-48; Lc 14, 12-14) embora condizentes com a norma: “Não deem aos cães o que é santo, nem atirem pérolas aos porcos; eles poderiam pisá-las com os pés e, virando-se despedaçar vocês.” (Mt 7, 6)
O cristão não deve ser tolo, e sim precavido para não se deixar enganar. A leitura deste capítulo serve com advertência ao cuidado que devemos ter diante daqueles que nos parecem muito espertos, ou aqueles que se apresentam como mansos e bondosos, “lobos vestidos como cordeiros”, mas que, apenas, querem aproveitar-se de nossa ingenuidade ou bom espírito.
Estar em oração constante e confiar plenamente em Deus nos ajudam a ser previdentes e ficar livre de tais armadilhas.
Capítulo 13
Deus perscruta os nossos corações, Ele sabe a intenção verdadeira das nossas atitudes. Que através da leitura deste capítulo possamos nos tornar pessoas melhores e mais humildes perante o nosso próximo. Somos todos iguais perante o nosso criador. “Em toda a tua vida ama a Deus e invoca-o para a tua salvação.” (Eclo 13,18).
Capítulo 14
Você deve conhecer alguém, que para ganhar um pouco mais aceita trapacear, passando os irmãos para trás. O problema não é ter bens, mas ser refém deles, existem pessoas que se privam do convívio dos amigos e familiares, em uma busca frenética, por bens e status, acabam por fim se privando da própria vida.
São como corredores que nunca chegam a linha de chegada, grandes navios sem bússola, a deriva no mar da vida.
No fim deste capítulo, mostra o homem que busca a Deus, que coloca Nele sua confiança, este encontra a felicidade já aqui e na eternidade. Sua riqueza é o Senhor, este achou o verdadeiro sentido da vida.
Capítulo 15
Neste capítulo 15, o Autor Jesus ben Sirac nos deixa duas mensagens: na primeira, ele mostra que o homem sábio alcança a felicidade; na segunda, ele mostra que Deus deu ao homem a liberdade.
Dos versículos 1 ao 10 Jesus ben Sirac nos fala que o homem que ama e honra o Senhor e que conhece a sua Lei se tornará sábio, ou seja, receberá a Sabedoria, que é um Dom Divino.
“Receber a Sabedoria” significa levar uma vida em conformidade com as Leis Divinas, ou seja, afastar-se do pecado para estar próximo de Deus. Por isso, a Sabedoria que vem de Deus torna o homem feliz.
Já os versículos de 11 a 20 nos mostram a grandeza e a generosidade de Deus, pois, ao criar o homem, deu-lhe a liberdade para agir e escolher.
Assim, ao homem são apresentados fogo e água, vida e morte e ele poderá escolher o que preferir (15, 16-17). Da mesma forma, a Lei é dada ao homem, que poderá escolher entre segui-la ou viver uma vida afastado de Deus.
Os acontecimentos em nossas vidas, principalmente os ruins, muitas vezes nos levam a pensar que “foi Deus quem quis assim...”. Porém, a liberdade que nos foi concedida por Ele atinge a nossa capacidade de tomar decisões, sejam elas boas ou más.
Por isso errar ou acertar é responsabilidade do próprio homem. Mas Deus nos convida, a todo momento, a rever nossas decisões, a fim de que possamos toma-las à luz de Seu projeto, pois Ele, que é Pai misericordioso, quer para seus filhos a liberdade e a vida.
Munidos do entendimento de que Deus fez o homem livre, sejamos sempre vigilantes e oremos para que nossas ações e escolhas estejam sempre em conformidade com as Leis de Deus.
Capítulo 16
Com a narração de histórias já vividas, trazem à lembrança como o Senhor foi firme com as nações condenadas pelo pecado, seus decendentes deveriam buscar a fidelidade para com Deus, evitando assim a sua ira.
Não nos deixemos enganar, pois o Senhor nos julga segundo nossas obras. Não podemos nos esconder de Deus, que nos conhece pelo nome, não passamos despercebidos em meio das multidões. O Senhor que tudo vê e tudo ouve quer que sejamos sábios para atendermos as suas palavras de coração.
Capítulo 17
Neste capítulo um resumo completo de toda a criação, Deus fez o homem e a mulher, a natureza e os animais. Deu ao homem e a mulher saber, inteligência e sabedoria (5/6) e o domínio sobre toda a criação, e, com isso a responsabilidade que disso decorre.
Cuidar da natureza e dos animais, deveres para com o próximo (12) e, sobretudo colocou o seu olhar nos corações do homem e da mulher para que vissem a majestade de suas obras e assim glorificassem o seu nome (7/8).
Peçamos, pois a Deus a luz do seu Santo Espírito, para vivermos bem nesta terra sabendo reconhecer Deus e sua criação, sua bondade e misericórdia e assim o louvemos e glorifiquemos antes de nossa morte, pois após a morte nada mais há, o louvor terminou (27).
Glória a Deus no mais alto dos céus, e paz na terra aos homens de boa vontade!!!!
Capítulo 18
o homens vive 100 anos no máximo e por ser um período que passa muito rápido o Senhor o alcança com suas misericórdias. o amor de Senhor é sem medida e sem preconceitos, olha por todos, já o homem vê somente seu próximo. somos levados a viver de forma sensata, cumprindo as promessas feitas, se não for assim. estaremos tentanto ao Senhor.
Capítulo 19
“Nunca repita um boato, e você não perderá nada.” (v. 7).
“Pergunte ao seu amigo: talvez ele não tenha feito o que estão dizendo dele: ou, se fez, não continuará fazendo.” (v. 13).
“Pergunte ao próximo: talvez ele não tenha falado o que estão dizendo; ou, se faltou, não o repetirá mais.” (v. 14).
“Pergunte ao amigo; porque muitas vezes se trata de calúnia. Não acredite em tudo o que se diz.” (v. 15).
Além disso, o Senhor nos fala que nem toda inteligência é sabedoria. Há uma inteligência depravada e uma prudência de má qualidade:
“É melhor ter pouca inteligência com temor, do que ser muito inteligente, mas transgressor da Lei.” (v. 21).
“Existe uma astúcia hábil, no entanto injusta, e há quem use meios fraudulentos para aparentar retidão.” (v. 22).
Diante destes conselhos, façamos o propósito de evitar os pecados da língua, e buscarmos a verdadeira sabedoria que vem do próprio Deus.
Capítulo 20
Para este capitulo de Eclesiástico convido você a reler, faça isso duas vezes. Como fazemos na Leitura Orante da Bíblia. Depois escolha o versículo que mais te chamou a atenção, busque no silêncio do seu coração o versículo que você precisa para a sua vida hoje. Medite este versículo durante toda essa semana, marque em um lugar onde você tem fácil acesso para visualiza-lo e sempre que ler louve a Deus, pela mudança que Ele já esta realizando em sua vida e acredite!
Perante a esta linda passagem, cheia de ensinamentos importantes, fico com o versículo 1: “Há repreensões inoportunas, e há quem se cala por prudência”. É isso que desejo hoje pra mim, a graça de saber me calar e desde já te louvo Senhor, por ser meu auxilio nesta busca, por me dar a prudência e te louvo também pela sabedoria!
Aproveito para partilhar com vocês sobre os versículos de 9 a 12, já li uma mensagem do Pe Reginaldo Manzotti sobre o que diz nesses versículos, que é a seguinte: “Lembremos que o barato sai caro. O barato quer dizer o fácil, e o fácil muitas vezes pode não edificar”. Nos dias de hoje as pessoas querem o rápido, o fácil, querem tudo pra ontem, devido à correria do dia a dia, mas vamos nós desacelerar e andar no compasso do nosso coração, no tempo certo que somente o Senhor sabe, pois é neste compasso, é nesse tempo, que esta a nossa edificação!
Capítulo 21
Por fim, o capítulo aborda a sabedoria em contraposição com a insensatez, comparando o coração e atitudes de um sábio com as de um insensato. Que a Palavra sábia ouvida hoje pelos cristãos seja acolhida em seus corações e que busquemos cada vez a sabedoria, ou seja, a perfeição do temor a Deus.
Capítulo 22
Segundo o modo de ver de Ben Sirac, a pessoa, estulta, ignorante ou insensata não tem remédio, essa também era a visão dos gregos (9-15).
Ben Sirac termina esse capítulo falando da amizade. Santo Inácio de Loyola refere se ao amigo dizendo que é o “colo de Deus”. Como é bom ter um amigo verdadeiro.
Capítulo 23
O escritor analisa o comportamento sexual impuro, e condena com muita firmeza as pessoas promiscuas, tanto homens como mulheres, tratando-os com igualdade, algo estranho, já que a cultura daquela época condenava com muito mais força as traições femininas. Não se percebe uma negação do valor do sexo na dimensão sagrada, critica-se apenas aqueles que praticam o sexo com abuso.
O temor de Deus e o cumprimento de seus mandamentos é o ponto essencial deste capítulo, que advertiu o povo daquele tempo e nós hoje. Que não nos enganemos achando que nosso Deus não está atento ao nosso pensar e ao nosso agir sempre.
Capítulo 24
Quem a ouve não será confundida, os que agem com ela não pecarão e para os que a tornam conhecida há uma promessa: terão a vida eterna.
Segundo São Bernardo, abade do século XII, são três as razões para fluírem em nossa boca a sabedoria e a prudência: confessar nossos pecados; dar graças e entoar louvores a Deus; e proferir palavras de edificação.
O Senhor nos conforta dizendo: “Vinde a mim, todos os que me desejais e fartai-vos dos meus frutos.” Peçamos ao Pai o dom da sabedoria, ela possa nos conduzir, para que tudo que façamos seja para poder, honra e glória do seu santo nome.
Capítulo 25
a) Comportamentos que agradam e os que desagradam Ao Senhor (1-4)
b) Conselhos aos jovens para que se tornem anciãos com sabedoria e tementes a Deus (5-8)
c) 10 máximas (9-16) que foram aperfeiçoadas por Jesus e são encontradas na lista das bem-aventuranças apresentadas no Sermão da Montanha (Mt 5, 1-11 e Lc 6, 20-22)
d) e a descrição da mulher segundo a visão da sociedade patriarcal da época que atribui à mulher a origem do mal e a responsabilidade sobre a infelicidade do marido (17-36)
Encontramos o ápice do capítulo no versículo 14: “O temor de Deus está acima de tudo”. Neste temor está contido toda reverência, todo respeito, toda submissão que devemos ter diante de Deus; e esta advertência é tão válida para aqueles tempos como é para os dias de hoje. A humildade é a porta de entrada do céu.
Capítulo 26
A mulher boa traz felicidade ao marido (1-2), é uma bênção porque teme ao Senhor(3), é graciosa e com seu saber fortalece o marido (13), é discreta e bem-educada (14), sensata e silenciosa (18), santa e casta (19), é como a lâmpada que brilha sobre o candelabro sagrado (22).
A mulher má é ciumenta (8), fofoqueira (9), alcoólatra (11), atrevida (13) e desavergonhada (14).
Mesmo que consideremos as diferenças existentes entre a mulher de hoje e a mulher do tempo em que o trecho foi escrito, ainda são válidas as qualidades e os defeitos apresentados. A diferença está no foco. Na época em que foi escrito o foco estava no marido (o mundo extremamente machista exigia da mulher um comportamento que agradasse ao homem). Hoje os atributos de uma mulher devem agradar, primeiramente, a ela mesma e, consequentemente, ao marido. Às suas fraquezas, infelizmente, acrescentaríamos outras.
Capítulo 27
Deus nos pede senso de justiça, bom exemplo, caráter, sinceridade, qualidades que todos nós deveríamos ter gravadas no nosso coração e nas nossas atitudes.
Nesta leitura convido-os para um exame de consciência diante de cada versículo aqui contido, que possamos examinar verdadeiramente a nossa vida diante dos conselhos e ordens de Deus e que façamos disso o começo de uma nova vida com Cristo.
Capítulo 28
Se você sopra uma fagulha, ela se inflama, e se você lhe cospe em cima, ela se apaga. Note bem que as duas coisas saem da mesma boca.(12)
A escolha é nossa de bem dizer alguém ou de amaldiçoa-la, caso não tenhamos nada de bom para falar de alguém, melhor será nos calar. Hoje muitos de nós reclamos, murmuramos contra tudo e todos, colocamos nas situações e nos outros a razão dos nossos fracassos. É mais fácil achar um culpado do que admitir nossos erros e omissões.
Pense em nossa breve existência, e se fale a pena nos agarrar a pequenos detalhes.
Capítulo 29
Neste capítulo 29, no qual o Autor nos fala sobre empréstimo, esmola, fiança e hospitalidade, podemos vislumbrar lições muito valiosas sobre a misericórdia e caridade, a fidelidade e gratidão.
O empréstimo é tratado nos versículos 1 a 7 e daqui extraímos que é misericordioso quem empresta ao irmão necessitado.
E este, por sua vez, deve agir com fidelidade, devolvendo ao credor no tempo certo e a quantia acordada, uma vez que no versículo 3 há uma advertência: “mantenha a palavra dada e seja fiel com o próximo, e em qualquer momento você encontrará o que precisa”.
E este, por sua vez, deve agir com fidelidade, devolvendo ao credor no tempo certo e a quantia acordada, uma vez que no versículo 3 há uma advertência: “mantenha a palavra dada e seja fiel com o próximo, e em qualquer momento você encontrará o que precisa”.
A esmola é tratada nos versos 8 a 13 e há aqui uma lição sobre a partilha. Ora, é dever de cada um socorrer os humildes e necessitados, auxiliando-os com bens materiais que são excedentes. O Autor nos ensina que os tais bens devem ser partilhados ao invés de guardados, pois usando-os dessa forma acumularemos tesouros que serão mais úteis perante o Senhor.
A fiança vem estampada nos versículos 14 a 20. Fiança, como sabemos, é dar uma garantia, é uma forma de arriscar-se pelo próximo. Assim, o homem que dá fiança por seu próximo pratica o bem e quem que a recebe jamais pode esquecer o favor (versos 14 e 15), caso contrário estará agindo como um pecador e ingrato. Muito bom notar ainda que a fiança não deve ser usada como meio de obter lucro, devendo cada um ajudar o próximo dentro de suas possibilidades (versículos 19 e 20).
Finalmente, temos a hospitalidade nos versículos 21 a 28. Vale mais para um homem sensato possuir uma casa simples do que banquetear-se como hóspede. Ou seja, é melhor suprir nossas necessidades básicas (alimento, vestuário e moradia) com muita simplicidade do que andar de casa em casa como um estranho. Devemos dar valor ao que temos, pois seria pior se dependêssemos dos outros.
Por tudo isso, fiquemos sempre alertas para praticar a partilha e ajudar àqueles que necessitam. Fiquemos atentos também para sabermos reconhecer o bem que o irmão nos fez. Dessa forma, acumulamos o verdadeiro tesouro: as boas obras que nos abrirão as portas da vida eterna junto de nosso Senhor.
Capítulo 30
Quando as leis de Deus, em relação à família, são desrespeitadas pelos homens, mais famílias são destruídas, e muitas lágrimas rolam dos olhos dos pais e dos filhos. Ninguém será feliz sem obedecer às leis de Deus.
Este tema – A Alegria -, nos remete ao último documento do Papa Francisco a respeito da Alegria do Evangelho. Nele o Papa diz aos cristãos para procurarem, em tudo, encontrar a alegria de viver. O mundo quer nos impor um padrão de felicidade, que sabemos ser uma alegria passageira, que no outro dia já se acabou. A alegria verdadeira é aquela que construímos juntos a Jesus Cristo nosso salvador!
Capítulo 31
Nos mostra a Palavra que uma coisa une o rico e o pobre: a ausência do sono; no rico por aumentar sua riqueza, e no pobre, pela preocupação com a subsistência.
Deus não quer isto para ninguém, nem para o rico, muito menos para o pobre. Tão desumanizadora é a riqueza que reduz o homem a um sedento de possuir algo, da mesma forma a pobreza que reduz o homem preocupado só com a subsistência. Tudo isto é fruto da cobiça humana que transtornou o plano harmônico de Deus e trouxe como efeito estes dois extremos.
Deus não quer isto para ninguém, nem para o rico, muito menos para o pobre. Tão desumanizadora é a riqueza que reduz o homem a um sedento de possuir algo, da mesma forma a pobreza que reduz o homem preocupado só com a subsistência. Tudo isto é fruto da cobiça humana que transtornou o plano harmônico de Deus e trouxe como efeito estes dois extremos.
“Feliz do rico que se conservou sem mancha, que não foi atrás do ouro e não pôs sua segurança no dinheiro e nos tesouros” (8), mas em Deus.
Feliz é “Quem pôde transgredir a lei e não a transgrediu, fazer o mal e não o fez. Por isso, seus bens foram estabelecidos no Senhor.” (10/11)
É propicio dizer que os excessos tanto para mais como para menos não é agradável e desejado por Deus, e por isso nos diz: “O vinho foi criado para a alegria e não para a embriaguez, desde o princípio.” (35)
Por fim nos fica o conselho: “Ouve-me filho, não me desprezes, e no fim compreenderás as minhas palavras.” (26)
Capítulo 32
Ressalta a ideia que não se deve vangloriar-se pelas oportunidades que temos na vida, antes sim aproveita -la da melhor maneira possível. não sou melhor do que ninguém, e no capítulo espelha muito essa verdade.Deve-se ser sóbrio no falar, modesto no agir. Temos uma Lei escrita por Deus para cumprir ( os mandamentos), tudo isso nos leva ao bom senso, sempre refletindo para firmeza de nossos passos. quem assim procede não ficará frustrado.
Capítulo 33
Das várias orientações desta Palavra de Deus para nós hoje, tomemos o trecho dos versículos 7 a 13 e reflitamos sobre cada sentença:
7. Por que um dia é mais importante do que o outro, se a luz de cada dia do ano vem sempre do sol? – Todos os dias são abençoados pelo Senhor!
8. Eles foram separados no pensamento do Senhor, que diferenciou as estações do ano e as festas. – Deus é o Senhor da criação!
9. Elevou e consagrou alguns deles, e deixou outros como dias comuns. - O Senhor quer que celebremos os dias especiais!
10. Também os homens vêm todos do mesmo solo, e da terra Adão foi criado. – Todos somos criados por Deus!
11. Mas o Senhor, na sua grande sabedoria, os distinguiu, e diversificou os caminhos deles. – É pela Graça que Deus nos escolhe!
12. A uns, ele abençoou e exaltou, consagrando-os e aproximando-os de si; a outros amaldiçoou e humilhou, derrubando-os de suas posições. – Pelo nosso comportamento, recebemos ou não a eleição de Deus!
13. Como argila na mão do oleiro, que ele amolda conforme quer, assim são os homens nas mãos do seu criador, que lhes retribui segundo o julgamento dele. – O Senhor quer que sejamos dóceis nas suas mãos e O deixemos no controle das nossas vidas!
Capítulo 34
Para mim foi difícil escolher um versículo que me chamasse mais a atenção, pois este capitulo, como um todo, é rico em ensinamentos, porém escolhi partilhar com vocês o versículo 16:
“O Senhor cuida daqueles que o amam. Ele é escudo poderoso e sustentáculo forte, abrigo contra o vento sufocante e abrigo contra o ardor do meio-dia, proteção contra os obstáculos e socorro contra as quedas.”
“O Senhor cuida daqueles que o amam. Ele é escudo poderoso e sustentáculo forte, abrigo contra o vento sufocante e abrigo contra o ardor do meio-dia, proteção contra os obstáculos e socorro contra as quedas.”
Nunca duvidemos do amor de Deus por nós e que Ele cuida da gente, como diz a passagem, Ele cuida de quem o ama! Por mais que as vezes para você não parece que Deus esta do seu lado, creia que Ele esta, pois essa é a verdade!
O Senhor é nosso escudo, nosso abrigo. Maior é Ele, que esta em nós, do que o que esta no mundo, Deus é fiel
Capítulo 35
E, assim como o verdadeiro sacrifício é baseado na justiça, o sacrifício perverso, praticado em meio à injustiça, é corrompido.
Portanto, irmãos, é importante lembrarmos que o verdadeiro sacrifício é aquele do dia-a-dia, ao praticarmos a justiça, a bondade, a misericórdia e a paz.
“Aquele que guarda a Lei faz muitas oferendas; sacrifício salutar é cumprir os preceitos (...) O que agrada o Senhor é afastar-se da iniquidade: propiciar pelos pecados é afastar-se da injustiça” (1-5).
Capítulo 36
A primeira parte (vv.1-12) pede a Deus intervenção urgente contra os inimigos de Israel, os gentios “infunde o teu temor nas nações que não te procuram” (v.2) e as nações estrangeiras (v.3).
A oração chega a clamar que esses povos reconheçam a Deus como eles o reconhecem (v.5), pois os pensamentos e atitudes dos inimigos são de extrema prepotência, pois dizem que não há outro fora deles (v.12).
A segunda parte (vv.13-19) pede a Deus a unificação do povo de Israel, pois nesta época se fala dos “judeus da dispersão”, isto é colônias de judeus que viviam em cidades fronteiras a Israel, e o sonho do autor é ver o povo unificado em Sião (Jerusalém).
Capítulo 37
A amizade deve ser antes de tudo verdadeira, gratuita, mas ao mesmo tempo ela nos exige empenho e dedicação. A amizade deve ser sempre uma aliança verdadeira, mas infelizmente, existem falsos amigos, os interesseiros, aqueles que nos momentos difíceis rompem esta aliança e nos viram as costas, quebrando laços que terminam com a beleza deste encontro fraterno.
A palavra do Senhor vem nos ensinar a ter muito cuidado com a escolha das pessoas que procuramos para pedir conselhos, elas devem ser encontradas entre as sábias, e não entre as que se julgam inteligentes.
A pessoa prudente, sensata, cautelosa, que procura viver com sabedoria, fortalece seu coração, não o deixa descuidado, desatento e incapacitado para orientar outra pessoa. O bom conselheiro se destaca, e está sempre preparado para distinguir o bem do mal, e não comete erros na hora do aconselhamento.
Ressalto ainda o verso 19, que nos traz um sábio conselho "Mas, em todas as coisas ora ao Altíssimo, para que Ele dirija teus passos na verdade”. Elevemos ao Pai nossas preces para que na vida sejamos agraciados com sinceras e fortes amizades.
Capítulo 38
O Senhor nos pede que honremos o médico e cuidemos de nossa saúde, pois foi criado pelo Altíssimo, bem como os medicamentos. A ciência nos foi dada por Deus, para que o honrássemos com as suas maravilhas.
Aprendamos também a viver o luto: chorar por aqueles que nos precederam no Reino dos Céus, não desprezar sua sepultura, mas depois consolar-nos da tristeza, pois dela derivam a morte e o abatimento.
Assim como o morto se foi, também iremos um dia, e deixar sua memória descansar faz bem a ambos.
Assim como o morto se foi, também iremos um dia, e deixar sua memória descansar faz bem a ambos.
O Senhor nos dê saúde, fortaleza, paz e sabedoria!
Capítulo 39
No livro de Eclesiástico nos fala sobre a valorização da sabedoria dos antigos, dos profetas, pede para que guardemos as palavras dos homens célebres, pede para que estudemos mais aprofundado a palavra do Senhor.Também nos ensina a buscar ao Senhor em vigília do nosso coração desde o amanhecer até o anoitecer, em todo tempo sem cessar.
O Senhor nos revela a promessa de sabedoria. Nos diz que dará sabedoria a todos que vos pedíeis, mais uma vez nos mostra o seu infinito amor por nós.
Capítulo 40
Dos versículos 12 a 17 encontramos uma comparação entre os frutos da maldade e os bens verdadeiros como a fidelidade, a bondade e a caridade; melhores ainda são (18-28): o amor à Sabedoria, “a língua suave”, o cuidado existente entre a mulher e o marido e acima de tudo o temor a Deus.
Não seria apropriado fazermos uma reflexão sobre as nossas atitudes? E o testemunho que damos diariamente de nossa fidelidade a Deus? Cabe lembrar que na 1º carta de João está escrito: “Se alguém disser: “Amo a Deus”, mas odeia seu irmão é mentiroso. Porque aquele que não ama seu irmão a quem vê, é incapaz de amar a Deus, a quem não vê”(1 Jo 4, 20).
Portanto, a proximidade com Deus compreende: estar atento às necessidades dos mais pobres e humilhados e supri-las; levar uma palavra de ânimo e edificação aos que estão sofrendo, física ou emocionalmente; manter a harmonia familiar e acima de tudo orar, agradecendo a Deus pelos bens recebidos e pedindo forças para a caminhada e sabedoria para as decisões a serem tomadas.
Capítulo 41
Neste capítulo vemos conselhos importantes para a nossa vida, as nossas atitudes, aquilo que deixaremos de herança para os nossos descendentes. Uma vida vivida nas leis do Senhor é uma vida fecunda e desta fecundidade perpetuarão bons exemplos e as futuras gerações serão abençoadas e tementes ao Senhor.
Tudo o que alcançamos de material aqui na Terra aqui ficará, o que levaremos é o que alcançamos de espiritual, o que ficou na nossa alma, o que engrandeceu o nosso espírito! Que possamos nos esforçar para conquistar o céu, é para isso que vivemos, este é o nosso fim, e quando ele vier que nos encontre preparados.
Capítulo 42
“Se Ele sabe tudo por que preciso rezar”, me fez essa pergunta um jovem há alguns anos atrás. Responderei aqui o que respondi a ele. Precisamos rezar para estabelecer um relacionamento com Deus, pois, amigos conversam e, por tanto, se relacionam.
O fato de Deus saber todas as coisas, não quer dizer que não devo falar com Ele, mas, significa que antes mesmo da palavra chegar em minha boca Ele já sabe, pois me ama. Nós temos um Deus apaixonado, por nós, mesmo sem merecermos. Um Deus que quer te ouvir, te consolar e levar-te a Ele.
Capítulo 43
Assim, no Capítulo 43, o autor ao nos mostrar a importância e a beleza do céu, do sol, da lua, dos astros, do arco-íris, dos fenômenos climáticos e dos mares (1-26), ensina que tudo isso é tão grandioso e perfeito porque foi criado por Deus, que deixou sua glória em tudo que fez e que vive.
Tão grandiosa e perfeita a obra de Deus que o autor, preferindo não se estender demais, assim conclui: "Ele é tudo" (27).
Ora, a grandeza de Deus refletida no universo provoca tanta admiração que só nos resta louva-Lo. Uma vez que o ser humano é o único que pode ter consciência da existência de Deus, é nosso dever glorifica-Lo, sempre e todos os dias, pois o Senhor Deus é o criador de tudo e aos que lhe são fiéis dá a Sabedoria.
Capítulo 44
Os grandes homens, enfocados neste capítulo, adquiriram fama em meio ao seu povo e mereceram ser lembrados e exaltados.
Quais são hoje os nomes que podemos exaltar? Quais são os exemplos para serem seguidos pelas gerações futuras? Atualmente alguns homens são reconhecidos e se destacaram no campo das ciências, das letras, das artes, da tecnologia e entre aqueles que promovem a paz. Recebem uma generosa quantia em dinheiro pelos seus feitos, mas poucos são os nomes que não foram rapidamente esquecidos.
Devemos nós também fazer uma reflexão sobre a nossa vida. Se buscarmos o bem da coletividade, e formos reconhecidos pelos nossos bons feitos, quando estes são voltados a ajudar ao próximo, nossos atos serão lembrados, e nosso Deus se alegrará com a nossa generosidade e bondade.
Capítulo 45
Começando já no primeiro versículo, toda uma declaração de amor de Deus para Moisés, depois também para Aarão e Finéias.
Faz-nos ver quão agradável o homem temente a Deus, que segue seus passos e se permite ser instrumento de Deus no meio do povo. Primeiramente a Moisés a quem Deus deu-lhe uma glória semelhante à dos santos. (2).
A Aarão Deus fez uma aliança eterna e deu-lhe o sacerdócio do seu povo, adornou-o com um cinto de honra e revestiu-o de um manto de glória. (8)
Quanto a Finéias, Deus fez com ele uma aliança de paz (30), pois imitou Moisés no temor do Senhor.
Que possamos, iluminados por Deus e seu Santo Espírito, e inspirados pela Palavra que é Espírito e Verdade, seguir os passos destes que Deus exaltou por suas atitudes, que possamos imita-los, a exemplo de Finéias que permaneceu firme no meio da idolatria do povo (29), e que possamos entender que como diz o ditado: “desta vida nada se leva”, saber levar uma vida sem egoísmo e ganância, pois nossa herança não esta nas coisas desta terra, mas que nossa verdadeira herança é o Senhor.(27). Amém!!!!!
Capítulo 46
Eram homes que adoravam ao Deus Criador verdadeiramente. Fizeram maravilhas no nome de Deus, são tidos como homens de Fé, e de fidelidade e muito amor pela obra de Deus.
O materialismo não era forma de vida, o testemunho fala mais forte e são exemplos a serem seguidos até os dia de hoje. Deus pode te usar para fazer a sua obra proclamando o seu Reino e alcançando vidas,
Deus pode através de você fazer maravilhas, basta se colocar na brecha e estar diante Dele com um perfeito testemunho de vida.
Capítulo 47
Ao continuar a narrar os feitos dos principais nomes da história do povo judeu, o autor sagrado faz um breve relato de quatro reis: Davi, Salomão, Roboão e Jeroboão.
Relata o grande reinado de Davi e a misericórdia de Deus, que perdoa seus pecados e faz com ele uma aliança na qual a realeza nunca seria lhe tirada.
De Salomão, descreve sua sabedoria e como ele pecou adorando deuses estrangeiros.
Sobre Roboão, fala sobre seu reinado como uma loucura para a nação.
Por fim, fala sobre Jeroboão, que levou o povo a uma profusão de pecados.
Temos neste capítulo quatro modelos a seguir. Escolhamos o modelo do rei Davi, pois a promessa que fez a sua descendência vale também para nós, conforme o versículo 24:
“Mas o Senhor não renunciou à sua misericórdia e não cancelou nenhuma de suas promessas. Não deixou perecer a posteridade do seu eleito, nem destruiu a descendência daquele que o tinha amado. Concedeu um resto a Jacó, e a Davi uma raiz que dele nasceu.”
Capítulo 48
A passagem nos fala sobre o profeta Elias, das coisas boas que ele fez em nome do Senhor, como profeta! Quando trouxe a vida quem já estava morto, as pessoas que tirou da cama, as pessoas que se converteram.
Elias é o homem do zelo e de ardor. Os que seguem a Deus precisam ser pessoas que se afastam do que é morno e sem vida. Elias é considerado como aquele que veio colocar as coisas em ordem, veio mostras às pessoas o Senhor e como tem que ser o caminho de conversão.
“Felizes aqueles que viram você e os que adormeceram no amor, porque nós também possuiremos a vida.” (versículos 11)
Apesar de tudo, muitos não se converteram, continuaram no pecado. Então coisas horríveis aconteceram, devido a postura do povo e então, como diz a passagem: “Invocaram o Senhor misericordioso e estenderam as mãos para ele. Do céu, o Santo os escutou imediatamente e os libertou por meio de Isaías.” (versículo 20)
O nosso Deus é misericordioso, Ele sempre esta pronto a nos perdoar, se é de coração que o povo se arrepende.
Capítulo 49
Capítulo 50
Ben Sirac homenageia o sumo sacerdote Simão ou Simeão(vv.1-23) que exerceu seu ministério entre os anos 219 e 196 a.C..Aos seus olhos Simeão foi um grande sacerdote realizando com grande devoção e respeito o ofício litúrgico, além do mais, parece que Simeão melhorou bastante as instalações do modesto templo que fora reconstruído dois ou três séculos antes dele.
Os vv.24-26 são um convite ao louvor e confiança em Deus pela Sua misericórdia e a esperança de libertação.
Os vv.27 e 28 não tem nenhuma relação com tudo o que foi dito da história de Israel. As três nações que o autor tanto detesta são: os habitantes de Seir (edomitas, descendentes de Esaú, “primos” dos israelitas), os filisteus ou “povos do mar”, inimigos desde a época da conquista da Terra Prometida e os samaritanos, irmãos dos israelitas, que junto com os edomitas após o exílio da Babilônia se opuseram a reconstrução de Jerusalém.
Capítulo 51
Contem neste capítulo uma linda oração, atribuída a Jesus Ben Sira, que teria vivido em Jerusalém, no início do séc. II a.C.
A oração de ação de graças eleva a voz e o pensamento para exaltar a busca e o encontro da sabedoria. Ben Sira orienta a todos, ricos ou pobres, a participarem dos ensinamentos e orações realizados no Templo ou nas Sinagogas, chamados de casa de instrução, a fim de que lá recebam orientações e compreendam os mistérios, para acalmarem seus corações, como aconteceu com ele próprio.
A grande misericórdia do Senhor é motivo de alegria também para nós hoje, em nossas súplicas somos ouvidos, o agradecemos com louvor sincero, e Deus no tempo que é só Dele, nos dará recompensas.
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