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8/16/2015

Transtorno de ansiedade generalizada

A ansiedade é uma reação normal do ser humano diante de situações que podem provocar medo, dúvida ou expectativa. No entanto, quando esse sentimento persiste por longos períodos de tempo e passa a interferir nas atividades do dia a dia, a ansiedade deixa de ser natural e passa a ser motivo de preocupação. 

Esse, na verdade, é o principal sintoma do Transtorno da ansiedade generalizada (TAG), um distúrbio caracterizado pela “preocupação excessiva ou expectativa apreensiva”, de acordo com a quarta edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-IV).

O transtorno da ansiedade generalizada é uma doença comum. Tal como acontece com muitas condições de saúde mental, não se sabe ao certo o que causa esse distúrbio. 

Acredita-se, porém, que o transtorno da ansiedade generalizada esteja diretamente relacionado a alguns neurotransmissores que ocorrem naturalmente em nosso cérebro, a exemplo da serotonina, dopamina e norepinefrina. 

Outra crença é a de que um conjunto de fatores possam estar envolvidos nas razões pelas quais um indivíduo possa vir a apresentar a doença, entre eles genética e fatores externos, como o estresse do dia a dia e a qualidade de vida da pessoa. 

Algumas condições físicas também podem ser associadas à ansiedade. Os exemplos incluem:
  • Doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) 
  • Doenças cardíacas 
  • Hipotireoidismo e hipertireoidismo 
  • Menopausa 
Fatores de risco 

Fatores que podem aumentar o risco do transtorno de ansiedade generalizada incluem: 

Gênero 

Mais do que o dobro do número de casos de transtorno de ansiedade generalizada ocorre em mulheres. Acredita-se que uma combinação de fatores, como mudanças hormonais e maior exposição ao estresse, possam agravar esse quadro. 

Trauma na infância

As crianças que sofreram abuso ou algum tipo de trauma, ou que até mesmo testemunharam eventos traumáticos, estão em maior risco de desenvolver transtorno de ansiedade generalizada em algum momento da vida.

Doenças concomitantes

Ter uma condição crônica de saúde ou doença grave, como o câncer, pode levar à constante preocupação com o futuro, ao tratamento e questões financeiras. Estresse do dia a dia pode desencadear no transtorno também.

Personalidade

As pessoas com alguns tipos de personalidade são mais propensas a transtornos de ansiedade do que outras. Além disso, alguns transtornos de personalidade, como o Borderline, também podem estar ligados ao TAG.

Genética

O transtorno de ansiedade generalizada também pode estar no sangue. Mais de uma pessoa da mesma família pode apresentar esse distúrbio.

Abuso de substâncias

Uso excessivo de drogas ou álcool pode piorar e até levar ao transtorno de ansiedade generalizada. A cafeína e a nicotina, presente no cigarro, também podem aumentar a ansiedade e conduzir o indivíduo à doença.

O principal sintoma do transtorno de ansiedade generalizada é a presença quase permanente de preocupação ou tensão, mesmo quando há poucos motivos ou quando não existe um motivo algum para isso. As preocupações parecem passar de um problema para outro, como questões familiares, amorosas, relacionadas ao trabalho, à saúde ou de várias outras origens.

Mesmo quando as pessoas com esse transtorno têm consciência de que suas preocupações ou medos são mais fortes do que o necessário, elas ainda têm dificuldade para controlar essas reações.

Ansiolíticos naturais

​Os ansiolíticos naturais são plantas ou alimentos com propriedades que ajudam a manter o nível de estresse controlado, relaxando o organismo e evitando problemas de concentração, insônia ou depressão, por exemplo.

Geralmente, os ansiolíticos naturais mais usados são os chás de plantas medicinais, como a valeriana, passiflora ou camomila, os alimentos ricos em triptofano, como queijo e banana, e os medicamentos naturais homeopáticos ou fitoterápicos.

Chás para acalmar
  • Os chás para acalmar devem ser ingeridos até 3 vezes por dia e alguns exemplos são: 
  • Camomila: tem ação calmante, sendo indicada em caso de ansiedade, nervosismo ou dificuldade para dormir. O chá de camomila deve ser feito com 2 a 3 colheres (de chá) de flores secas numa xícara de água fervente; 
  • Passiflora: possui propriedades relaxantes, anti-depressivas e indutoras do sono, indicadas para casos de ansiedade, nervosismo, depressão e insônia. O chá de passiflora deve ser feito com 15 gramas de folhas ou ½ colher (de chá) da flor de maracujá; 
  • Jujuba: ajuda a diminuir a ansiedade, devido à sua ação calmante. O chá de jujuba deve ser feito com 1 colher (de sobremesa) de folhas numa xícara de água fervente; 
  • Valeriana: tem ação calmante e sonífera e está indicada em caso de ansiedade e nervosismo. O chá de valeriana deve ser feito com 1 colher (de chá) da raiz picada numa xícara de água fervente; 
  • Erva-cidreira: possui propriedades calmantes que ajudam a diminuir a ansiedade, o nervosismo e a agitação, podendo ser usada por gestantes. O chá de erva-cidreira deve ser feito com 3 colheres (de sopa) numa xícara de água fervente; 
  • Lúpulo: devido à sua ação calmante e sonífera, pode ser usada em caso de ansiedade, agitação e perturbações do sono. O chá de Lúpulo deve ser feito com 1 colher (de chá) da erva numa xícara de água fervente; 
  • Centelha Asiática ou Gotu Kola: tem ação calmante, sendo muito utilizada em caso de nervosismo e ansiedade. O chá de centelha asiática deve ser feito com 1 colher (de sopa) da erva numa xícara de água fervente. 
Apesar de serem naturais, cada planta medicinal possui contraindicações que devem ser avaliadas antes da sua utilização. Por isso, mulheres grávidas, lactantes e pacientes com problemas cardiovasculares devem receber orientação profissional antes de tomar qualquer chá.

Remédios naturais para acalmar

Os medicamentos naturais para acalmar incluem capsulas fitoterápicas, como Hipericão, Valeriana e Passiflora, por exemplo, ou medicamentos homeopáticos, como Homeopax, Nervomed e Almeida Prado 35, que ajudam a reduzir a ansiedade, diminuindo o nervosismo e a insônia.

Os medicamentos naturais podem ser comprados em qualquer farmácia convencional ou de manipulação, mas devem ser ingeridos respeitando as contraindicações da bula e de acordo com a orientação do médico ou do fabricante.

Alimentos ricos em triptofano para acalmar

Uma alimentação rica em alimentos com triptofano é uma ótima forma de complementar o tratamento da insônia e reduzir o estresse, pois o triptofano é uma substância que ajuda a produzir serotonina, um hormônio responsável por aumentar a sensação de bem-estar.

Assim, alguns alimentos que ajudam a acalmar são cereja, aveia, milho, arroz, queijo, nozes, banana, morango, batata-doce e castanha-do-pará.

Alimentos contra a Ansiedade

A ansiedade pode impedir o indivíduo de tomar decisões corretas e até mesmo paralisá-lo diante de alguma situação. Uma forma natural de controlar a ansiedade é com o consumo de alimentos como:

Alface: O alface é rico em lactucina e folato, que atuam no organismo como calmantes e previnem a depressão e confusões mentais.

Ovos: Os ovos são fontes de vitaminas do complexo B, acetilcolina e niacina. A carência dessas substâncias no organismo pode provocar ansiedade, depressão e apatia. 2 ovos por semana são o suficiente para manter uma vida saudável.

Maçã: A maçã é rica em fibras, carboidratos, zinco e selênio. O consumo de maçã combate a ansiedade e relaxa.




Uva: A uva, além de ser uma fruta energética, é fonte de vitaminas do complexo B, que auxiliam no funcionamento do sistema nervoso Central. 

Mel: O mel ajuda o organismo a produzir a serotonina, um neurotransmissor responsável pela sensação de prazer e bem-estar, que regula as mudanças de humor que provocam a ansiedade. 

Laranja: Fonte de Vitaminas e cálcio, a laranja é uma fruta energética que relaxa os músculos, combate o estresse e a fadiga. 

Recomenda-se incluir esses alimentos na dieta diária, assim como praticar exercícios e utilizar técnicas de relaxamento. 

Suco relaxante

O suco relaxante é feito com camomila, maracujá e maçã porque esses ingredientes possuem propriedades calmantes e sedativas que ajudam a relaxar, aliviar as tensões e diminuem a ansiedade e o estresse.

Ingredientes
  • Cascas de 1 maçã, 
  • 1 colher de sopa de camomila, 
  • Meia xícara de suco de maracujá 
  • 2 xícaras de água. 
Modo de preparo

Ferver a casca de maçã por aproximadamente 10 minutos, após o tempo determinado desligar o fogo e adicione a camomila. Deixar a solução descansando por alguns minutos e coar. Adicionar a solução resultante no liquidificador juntamente com o suco de maracujá e alguns cubos de gelo e bater bem. Para adoçar utilizar-se 1 colher de chá de mel de abelha.

Para ajudar a relaxar deve beber-se esse suco 2 vezes ao dia, 1 copo no café da manhã e outro copo ao lanche. Utilizar esse suco pelo menos 3 vezes na semana garante uma melhor qualidade de vida livre dos nervosismos e tensões do dia-a-dia.

Dicas para controlar a Ansiedade

Saiba aqui 7 dicas para controlar a ansiedade e o nervosismo, um transtorno psicológico que aumenta a pressão e, consequentemente, o risco de infarto, e proteja-se deste mal:

  • Mude sua atitude em relação ao problema. Tente informar-se sobre o que está causando a ansiedade. 
  • Respeite suas limitações e, quando for preciso, peça ajuda. 
  • Respire fundo e calmamente. Feche os olhos, imagine-se numa praia e imagine um mar com ondas cada vez mais lentas. 
  • Mantenha pensamentos positivos e evite situações que remetam a pensamentos negativos ou autodestrutivos. 
  • Valorize e viva o presente. Se a ansiedade é causada pelo passado, nada poderá ser feito para mudá-lo e, se for relacionada ao futuro, poderá te impedir de viver o presente. 
  • Identifique o que causa ansiedade ou tristeza e mantenha-os longe. 
  • Dedique-se a alguma atividade no tempo presente e mantenha sua mente focada neste objetivo, evite distrações e, principalmente, as situações que podem causar ansiedade. 
A prática regular de atividade física de baixo impacto como caminhar, andar de bicicleta ou nadar são ótimas armas para lidar com a ansiedade. Por isso, recomenda-se que a pessoa ansiosa faça exercícios todos os dias e, durante os exercícios, tenha pensamento relacionados à própria atividade física ou outros pensamentos positivos. 

Ocupar a mente com algo que seja prazeroso e útil também é uma ótima forma de controlar a ansiedade.

Se, mesmo ao seguir todas estas orientações, a pessoa continuar manifestando sintomas de ansiedade, tais como: dor de barriga, dor de cabeça, enjoo, tontura, medo e ficar pensando sempre na mesma situação, de forma prejudicial, recomenda-se uma consulta com um psicólogo ou psiquiatra, pois eles podem indicar medicamentos para combater a ansiedade e a depressão, ou um calmante de Valeriana, por exemplo.

Ansiedade engorda

A ansiedade engorda porque quando o indivíduo fica ansioso o organismo libera maiores quantidades dos hormônios adrenalina e cortisol, que leva ao aumento do acumulo de gordura na barriga e diminui o volume dos músculos, fazendo com que o indivíduo pareça estar ainda mais gordo.

Outra situação que pode levar o indivíduo a engordar quando fica ansioso é o aumento do consumo de alimentos calóricos, ricos em açúcar ou em gordura. Ao ficar ansioso, o cérebro do indivíduo faz com que haja um certo aumento do apetite para este tipo de alimento, como uma forma rápida de sentir prazer, o que funciona a curto prazo, mas depois é comum que o indivíduo sinta-se culpado.

Sinais de aumento de peso relacionado ao stress e ansiedade são:
  • Maior concentração de gordura na barriga, coxas e braços, 
  • Depressão, fome compulsiva à noite e 
  • Aumento do peso após algum trauma, como separação, morte de parente próximo ou desemprego, por exemplo. 
Remédio para ansiedade engorda

Os remédios para ansiedade podem engordar pois eles podem ter como efeito colateral o aumento da ansiedade fazendo com que o indivíduo prefira alimentos que engordam como doces e fast food. Contudo, este efeito colateral não é observado em todos e em alguns indivíduos não há aumento de peso.

Como vencer a ansiedade e emagrecer

Para vencer a ansiedade e emagrecer sugere-se a prática regular de exercícios físicos. Os exercícios liberam endorfinas na corrente sanguínea conferindo uma sensação de bem estar e de prazer.

Em caso de ansiedade generalizada deve-se ter um bom acompanhamento médico para que ele receite medicamentos que sejam capazes de trazer alívio dos sintomas, com o mínimo de efeitos colaterais, e, em muitos casos, o acompanhamento de um psicólogo é eficaz.

12/15/2014

Dependência Química, Recuperação e Alimentação – Cacau

Cacau: planta (medicinal) com um efeito estimulante sobre o sistema nervoso, utilizado para tratar uma depressão ou depressão leve, mas também utilizado na prevenção de doenças cardiovasculares, se apresenta na forma de alimento (chocolate), bem como de cápsula.

O cacau cresce geralmente nos países tropicais. O cacau está na origem do chocolate, um alimento bastante consumido em todo o mundo, principalmente no ocidente. A origem do cacau vem dos Maias, para os quais este era considerado o "alimento dos Deuses". Do ponto de vista médico e nutritivo, estudos comprovaram o efeito benéfico do cacau (do chocolate meio amargo, de preferência) para tratar uma depressão passageira ou melhorar o sistema cardio-vascular. A concentração de cacau é superior no chocolate meio amargo, portanto, se você quiser ter os efeitos benéficos do cacau, dê preferência a este tipo de chocolate.

Constituintes 
Xantinas [teobromina,...], feniletilamina (responsável pelo efeito anti-depressivo), flavonoides, endorfinas, polifenóis.

Partes utilizadas 
Grãos 

Efeitos do cacau 
Ação sobre o sistema nervoso (leve anti-depressivo), antioxidante, emagrecedor, diurético.

Benefícios do cacau
- Consumido em forma de chocolate, ele pode ter um efeito contra a depressão leve e uma ação positiva sobre o sistema cardiovascular (graças ao efeito antioxidante.

- Em cápsula, ele pode ter um efeito positivo contra o excesso de peso e gordura. Atenção, na forma de chocolate (alimento) é completamente o oposto do que parece, especialmente se você consumir mais que duas barrinhas por dia.

- Outro estudo britânico realizado com 114 mil pessoas, publicado em Agosto de 2011, mostrou que pessoas que consomem duas barrinhas de chocolate (de preferência preto) por dia, tinham um risco 37% menor de sofrer de doenças cardiovasculares (por exemplo, infarto do coração), 29% menor de sofrer de AVC e 31% menor de sofrer de diabetes.

Efeitos secundários 
Enxaqueca, distúrbios gastrointestinais, ganho de peso (no caso de consumo excessivo de chocolate).

Preparações à base de cacau

- Em forma de alimento: chocolate

- Infusão de cacau

- Cápsula de cacau

- Em forma de manteiga de cacau (contra o ressecamento labial)

Dependência Química, Recuperação e Alimentação – Alfazema

Alfazema: planta medicinal utilizada em uso interno para tratar a ansiedade ou o nervosismo, e em uso externo para desinfetar os ferimentos leves. Ela pode ser encontrada em cápsulas ou líquido. - A alfazema é uma planta muito comum na França e no Midi (Provence,...), e muitos moradores dessa região a colhem e a destilam através de um aparelho, para obter um óleo essencial. Ela também pode ser utilizada em infusão para os distúrbios do nervosismo e da ansiedade.  Esta planta tem um perfume extraordinário e pode ser utilizada para vários fins, experimente. 

O óleo essencial de lavanda é um bom óleo para tratar a acne. Este é o único óleo essencial que pode ser aplicado puro diretamente na pele, mas tenha cuidado com os olhos. 

Basta aplicar diretamente sobre a acne uma vez por dia. Este óleo essencial desinfeta e ajuda a pele a cicatrizar. É aconselhável aplicar na hora de dormir, uma vez que a lavanda, além do cheiro bom pode causar sonolência. 

Constituintes 

Óleos essenciais de alfazema 

Partes utilizadas 

Flores secas 

Propriedades da alfazema 

Em uso interno: 

Calmante, leve sonífero (distúrbios do sono), ansiolítico 

Em uso externo: 

Desinfetante, hiperemiante, antisséptico, anti-inflamatório, antifúngico, antimicrobiano 

Indicações da alfazema 

Em uso interno: 

Ansiedade, nervosismo, distúrbios do sono, estresse 

Em uso externo: 

Ferimentos leves, piolhos (essência para aplicar na nuca), acne 

Preparações à base de alfazema 

- Infusão de alfazema 

- Cápsulas de alfazema 

- Banho de alfazema 

- Óleo essencial de alfazema 

- Spray contra micoses 

- Tintura de alfazema 

- Alfazema para dormir

12/11/2014

Psicologia e Neuropsicologia


Avaliação Neuropsicológica

É um procedimento diagnóstico que visa mensurar e descrever o perfil de desempenho cognitivo (atenção, memória, raciocínio etc.), por meio de testes específicos, com objetivo de elucidar as manifestações comportamentais das funções cerebrais preservadas e/ou alteradas na ocorrência de lesões cerebrais ou na suspeita de disfunções cognitivas associadas a quadros neurológicos e/ou psiquiátricos. Questões de ordem médica, educacionais, jurídicas e de pesquisa requerem a realização da avaliação neuropsicológica.

Muitos objetivos podem ser alcançados pela avaliação neuropsicológica. Os resultados do exame auxiliam na identificação e na descrição de:
  • possíveis alterações psicológicas (cognitivas, comportamentais e emocionais)
  • grau de severidade das alterações identificadas
  • localização de danos cerebrais
  • diagnóstico clinico e diferencial entre diferentes transtornos (desordem neurológica, psiquiátrica, transtorno do desenvolvimento, condição de natureza não-médica)
  • avaliação de mudanças no padrão das alterações neuropsicológicas ao longo do tempo
  • estabelecimento de prognóstico/progressão das alterações identificadas
  • planejamento de intervenções para reabilitação cognitiva
  • planejamento educacional e orientação vocacional
  • orientação da equipe de saúde, dos familiares e cuidadores quanto às capacidades e limitações do paciente e intervenções possíveis.
Avaliação Neuropsicológica no Adulto

Investiga o perfil de funcionamento cognitivo e comportamental na presença de queixas cognitivas e de desempenho ocupacional e na vida diária. A avaliação neuropsicológica é indicada se houver uma desordem cerebral adquirida (traumatismo crânio-encefálico, acidente vascular cerebral, epilepsia, hidrocefalia, encefalites, encefalopatias em geral), na ocorrência de transtornos neuropsiquiátricos (depressão, ansiedade, transtorno do déficit de atenção e hiperatividade – TDAH, TOC, esquizofrenia), no abuso de substâncias (álcool, drogas, intoxicações medicamentosas), na suspeita de alterações ou desordens relacionadas ao envelhecimento (envelhecimento normal, declínio cognitivo leve, quadros demenciais). São aplicados testes e escalas para avaliação dos processos de cognição e comportamentais para auxiliar no diagnóstico clínico e no planejamento de intervenções psicológicos e/ou de reabilitação cognitiva mediante encaminhamento médico.

Reabilitação Neuropsicológica 

Tratamento das alterações cognitivas (atenção, memória, raciocínio etc.) e de comportamento decorrentes de disfunções cerebrais relacionadas a diversas patologias neurológicas, como lesões encefálicas adquiridas (traumatismo crânio-encefálico, acidente vascular cerebral, epilepsia, encefalites, encefalopatias em geral) ou desordens degenerativas relacionadas ou não ao envelhecimento (envelhecimento normal, declínio cognitivo leve, quadros demenciais, esclerose múltipla). O objetivo é minimizar o impacto destas alterações na autonomia do paciente para as atividades diárias, além de auxiliar na sua reinserção social, acadêmica e profissional.

Psicologia de Reabilitação

A psicoterapia na reabilitação é uma intervenção breve e baseia-se no acompanhamento individual do paciente. Atua também em orientações familiar e laboral, quando possível e desejado. Trata-se de um processo psicoterapêutico que visa auxiliar o paciente na elaboração do luto pelas perdas decorrentes de uma deficiência, facilitar a compreensão do impacto de diversas alterações na sua condição adaptativa e emocional, buscando favorecer o desenvolvimento de novos recursos de enfrentamento, considerando limitações e potencialidades. Busca-se conscientização das reais possibilidades e a estimulação da maior independência possível nas diferentes esferas da vida.

Orientação psicológica a familiares

A família faz parte do processo de reabilitação e, por isso, deve estar sempre envolvida nos diferentes programas oferecidos aos pacientes, independente do diagnóstico atendido. Cuidar gera desgaste físico e emocional, em função disso é preciso um olhar atento para as famílias e suas necessidades diante de um novo e angustiante contexto. É preciso atender às demandas identificadas durante o processo, a fim de oferecer às famílias dos pacientes não só suporte emocional e reforço motivacional, mas também oferecer um espaço para a reflexão, esclarecimento de possíveis dúvidas e demais orientações.

Nesse sentido, a abordagem familiar, além de propiciar o bom convívio com o paciente, também facilita e potencializa a qualidade do cuidado prestado, tendo ainda a finalidade de auxiliar a equipe para a continuidade dos cuidados terapêuticos em casa. O serviço de Psicologia Clínica do Centro de Reabilitação do Einstein oferece aos familiares/cuidadores orientações periódicas, e a frequência dos encontros é estabelecida conforme as demandas identificadas.

Terapia cognitivo-comportamental

Acompanhamento psicoterapêutico a pacientes sem histórico de doença incapacitante e que não estejam em acompanhamento da equipe multiprofissional. Indicado a aqueles que necessitam de psicoterapia em função de queixas emocionais e/ou comportamentais, baseado em técnicas da abordagem cognitivo-comportamental.

Avaliação Neuropsicológica

É um exame que tem como objetivo avaliar suspeitas de alterações cognitivas que podem ser decorrentes de desordens neurológicas e outros transtornos. Por meio de entrevista e testes neuropsicológicos padronizados, o psicólogo poderá investigar o funcionamento cognitivo e estabelecer as habilidades e as dificuldades específicas de uma pessoa para planejamento de intervenção.

Indicação

1. Para detectar uma desordem neurológica (por exemplo: lesões por anoxia, quadros de demência, acidente vascular cerebral, traumatismo crânio encefálico etc.).

2. Para estabelecer diagnóstico diferencial entre uma síndrome psicológica e uma síndrome neurológica.

3. Para monitorar a recuperação cognitiva ou evolução de uma desordem neurológica.

4. Para avaliar o funcionamento cognitivo de uma pessoa para propor um trabalho de reabilitação ou o desenvolvimento de estratégias para lidar com as dificuldades vividas por ela.

5. Para orientar os familiares do paciente sobre a melhor forma de ajudá-lo.

6. Para responder questões acerca das possibilidades do paciente dirigir veículo automotor, cuidar do seu dinheiro, retornar ao trabalho ou à escola, viver independentemente, tipo de terapia mais indicada etc.

Avaliação
  • O profissional avalia os seguintes pontos:
  • Atenção, memória e aprendizagem.
  • Planejamento e organização (funções executivas).
  • Habilidades perceptivas e motoras.
  • Habilidades visuo-espaciais.
  • Habilidades acadêmicas.
  • Resolução de problemas.
  • Capacidade de raciocínio e julgamento.
  • Linguagem.
  • Humor e comportamento.
Neuropsicologia e reabilitação neuropsicológica

A Reabilitação Neuropsicológica oferece atividades terapêuticas planejadas para cada paciente, para auxiliar a atingir o melhor nível possível de competências social, interpessoal, profissional e emocional.

O suporte emocional para o paciente e para seus familiares é oferecido em sessões individuais ou em grupo, com o neuropsicólogo, para auxiliar - o paciente e seus familiares - nos aspectos emocionais envolvidos em sua reabilitação.

Objetivos
  • Auxiliar a integração e o restabelecimento da qualidade de vida do paciente e de seus familiares.
  • Adaptar o indivíduo ao seu melhor nível de funcionamento psicossocial, visando ampliar a sua autonomia para as atividades de vida.
Indicação

Pessoas com algum tipo de disfunção ou lesão cerebral, com frequência experimentam uma grande variedade de dificuldades no dia-a-dia, em consequência de alterações emocionais, cognitivas ou comportamentais:
  • Problemas de orientação
  • Distúrbios de atenção e concentração
  • Distúrbios de percepção viso-espacial
  • Distúrbios de memória
  • Distúrbios de linguagem
  • Lentidão no processamento de informações
  • Dificuldades de raciocínio lógico, de planejamento e de julgamento
  • Falta de iniciativa
  • Distúrbios do Comportamento
  • Isolamento e afastamento social

9/29/2014

Consumo de drogas durante a gestação

A maconha é a substância ilícita mais consumida pelas mulheres em idade gestacional. Utilizada secularmente em algumas culturas orientais, começou a ganhar popularidade na Europa a partir do século XVI. Alvo de constantes polêmicas ao longo dos séculos, o consumo da maconha sempre alternou períodos de maior e menor aceitação. Nos últimos tempos, em virtude de novas polêmicas, a substância voltou a ser bastante estudada.
Ainda preso a discussões apaixonadas, por vezes baseadas em dogmas ou tabus, o consumo de maconha carece ainda de mais e melhores estudos, para que o tema possa receber a importância que merece. O consumo de maconha durante a gestação enfrenta o mesmo problema. Os estudos são recentes e as conclusões, incompletas. Além disso, boa parte destes é retrospectiva (baseada em informações de prontuários ou entrevistas com a gestante após o final da gestação), o que tornam imprecisas informações importantes, tais como a dose consumida, o período da gestação em que o consumo se deu, a presença de outros fatores (além da maconha) que poderiam causar danos semelhantes aos encontrados.
Alguns estudos afirmam que a maconha parece não possuir ação teratogênica, isto é, não causa malformações à constituição física do feto. Parece também, não afetar significativamente o andamento da gestação. Estudos demonstram que a maconha é capaz de aumentar a frequência e a intensidade das contrações uterinas. Esse aumento, no entanto, parece não está associado ao trabalho de parto prematuro. O princípio ativo da maconha (delta-9-THC) mostrou-se capaz de diminuir a concentração sanguínea de hormônio luteinizante (LH) e de prolactina, sem ação sobre o hormônio folículo-estimulante (FSH), em estudos animais. Isso gerou um aumento do tempo da gestação e aumento dos índices de natimortos. A repercussão disso em seres humanos, no entanto, é desconhecida e parece não ser observada na prática clínica.
A redução de peso e tamanho ao nascer foi detectada por alguns estudos. Tal diferença, no entanto, parece desaparecer até o final do primeiro ano de vida. Nas primeiras semanas de vida, os achados são divergentes. Há aqueles que detectaram sintomas neurológicos nos primeiros dias de vida (tremores, espasmos espontâneos e dificuldades de sucção quando amamentados) e outros que não encontraram qualquer diferença, mesmo entre usuárias pesadas.
O maior problema para os recém-nascidos expostos à maconha durante a gestação refere-se aos processos cognitivos superiores (atenção, memória, raciocínio.). Como a estruturação destes continua se desenvolver até a puberdade, essas alterações são detectadas tardiamente. Parece haver alterações relacionadas à estabilidade da atenção e prejuízos na aquisição de informações de natureza não-verbal. Isso parece não afetar a inteligência global. Porém, repercutem de maneira negativa sobre os processos relacionados ao planejamento e a avaliação das respostas captadas do ambiente externo. Há, ainda, relatos de impulsividade, hiperatividade e distúrbios de conduta entre esses indivíduos. De qualquer maneira, a maconha parece interferir de algum modo sobre o desenvolvimento do psiquismo infantil, podendo causar prejuízos em alguns casos.
Na tentativa de descobrir quais as consequências do uso de maconha na gravidez, uma equipe de neonatologistas, psicólogos e psiquiatras da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) investigou como a droga interfere no desenvolvimento neurológico do feto. A análise de bebês cujas mães consumiram maconha nos três últimos meses de gravidez constatou, nos primeiros dias de vida, que eles eram mais estressados, menos sensíveis a estímulos externos, mais chorões e mais difíceis de serem acalmados de crises de choro do que bebês que não foram expostos à droga.
A maconha é a droga ilícita mais consumida do mundo e cujos efeitos são os menos estudados. Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores avaliaram a coordenação motora, o reflexo, o tônus e procuraram sinais de estresse em 561 filhos de mães adolescentes saudáveis.
Foram estudados bebês com peso apropriado para a idade gestacional de 37 a 42 semanas que não enfrentaram nenhuma dificuldade durante o parto e cujas mães não consumiram nenhum outro tipo de droga durante a gravidez. Por meio da análise do fio de cabelo das adolescentes, o grupo detectou que 26 delas tinham consumido maconha nos últimos meses de gestação.
O teste foi confirmado com o estudo das primeiras fezes da criança, onde também foram encontrados resíduos da droga. Durante os exames, os bebês que tiveram contato com a maconha se mostraram mais inquietos, desatentos e estressados. Os pesquisadores observaram que eles tinham um sono conturbado e mais dificuldade de acordar. Neles, aqueles tremores e movimentos bruscos, bastante comuns entre recém-nascidos, apareceram com mais frequência.
Entre os testes para avaliar a atenção das crianças, os pesquisadores observaram sua capacidade de acompanhar com os olhos o movimento de uma bola vermelha, movimentada em frente ao rosto de cada uma delas. Algumas das que foram expostas à maconha mal olharam para a bola e a maioria delas demonstrou pouco interesse. Os cientistas utilizaram outros objetos como um chocalho e um apito para testar a reação a estímulos visuais e sonoros e concluíram que estas crianças eram mais desatentas.
Esse comportamento alterado nas primeiras 72 horas de vida significa que podem existir problemas na formação do cérebro dos bebês; é provável que o consumo de maconha pela mãe altere no bebê a comunicação entre os neurônios acionada pelo neurotransmissor dopamina e associada ao controle de sensações como a excitação e a irritabilidade.
O desenvolvimento do cérebro não depende apenas de fatores biológicos, mas também do ambiente e da maneira como esses bebês serão criados. Pequenos detalhes como a atenção, o cuidado, a disponibilidade da mãe e de outros familiares de estarem sempre perto, estimulando a percepção do bebê com brincadeiras e com afetividade, são decisivos para sua formação.
Sabendo disso, os pesquisadores decidiram traçar um perfil social, econômico e psicológico dessas mães adolescentes, para ter uma ideia do ambiente em que eles serão criados e quais as chances de obter um desenvolvimento saudável. O perfil foi traçado a partir de entrevistas com todas as 928 mães adolescentes que tiveram filhos durante os dois anos de estudo. Nesse número estão incluídas as 561 mães que participaram da pesquisa sobre a maconha e as demais mães adolescentes que haviam sido excluídas do estudo porque não atendiam ao padrão de saúde ou porque durante a gravidez consumiram outros tipos de droga.
Os pesquisadores encontraram um quadro desanimador: uma em cada cinco adolescentes, com faixa etária média de 15 anos, já era mãe do segundo filho e 90,4% delas estavam desempregadas. Mais de metade das meninas tinha baixa renda e até sete anos de escolaridade. Durante a gestação, 294 contaram usar álcool, 17 maconha e cocaína e 6 relataram uso de drogas injetáveis. Além disso, 8 em cada 10 adolescentes não pretendiam ser mães e por causa da gravidez 67,3% pararam de estudar.
Para complicar ainda mais esse quadro, em outro momento da vida, boa parte delas já tinha enfrentado problemas de violência doméstica, 81 tinham sido atacadas com arma e 51 meninas foram vítimas de violência sexual. Só no decorrer da gravidez a polícia precisou ser acionada em 21 ocasiões para resolver conflitos domésticos. E, como se não bastassem dificuldades, como a inexperiência da mãe adolescente e sua falta de maturidade, a equipe constatou que uma em cada três jovens tinha pelo menos uma desordem psiquiátrica, um índice bastante alto que provavelmente representa mais um obstáculo na criação e no crescimento sadio da criança.
O diagnóstico mais frequente foi depressão, transtorno do estresse pós-traumático e ansiedade. É bem provável que todos esses problemas não tenham se desenvolvido de maneira independente. Alguns estudos sugerem que quanto maior a pobreza, mais baixo o nível educacional e menor o suporte familiar, maiores são as taxas de gravidez na adolescência, associada ao consumo de drogas. Agora os pesquisadores pretendem acompanhar o crescimento dessas crianças tanto para descobrir quais são os efeitos de longo prazo da exposição do feto à maconha como para auxiliar e contribuir para seu desenvolvimento saudável.
No entanto, até o momento, o que a equipe constatou foi que os efeitos provocados pela exposição do feto à maconha apenas se somam a outros problemas encontrados no ambiente em que essas crianças irão crescer – alguns deles são sérios como a exposição à violência – e que provavelmente interferem de modo significativo no futuro delas.
Estou ótima, não posso usar alguma coisa só de vez em quando?
Tudo bem que tem um bebezinho crescendo aí na sua barriga, mas, mesmo assim -- pensa você --, a vida continua e, de vez em quando, dá aquela vontade de badalar e curtir as coisas de sempre com os amigos, incluindo as eventuais drogas recreativas que apareçam pelo caminho.
Sim, você tem toda razão que a "vida continua" e já se sabe há muito tempo que gravidez não é doença ou motivo para as mulheres ficarem isoladas ou de cama. O problema é que tudo que entra no seu corpo passa para o nenê através da corrente sanguínea e da placenta, principalmente substâncias químicas.
O bebê acaba sendo um consumir de drogas também, mesmo sem ter feito essa escolha. Ele é muito pequenininho para isso, os efeitos das substâncias no corpo e especialmente no cérebro dele podem durar para sempre.
Se você faz parte de um grupo que bebe muito e usa drogas, às vezes tem que fazer a opção de se afastar. A futura mãe precisa investir na saúde da família como um todo e no ambiente em que a criança crescerá. Isso inclui também o cigarro, motivo pelo qual os especialistas aconselham as futuras mães a parar de fumar.
Aí pode vir alguém e dizer para você que maconha é uma planta, uma substância da natureza que não vai fazer mal nem para você e nem para o seu filho. Só que o que as pesquisas mais recentes mostram não é bem assim.
Por mais que o filho de uma mulher que usou drogas nasça com a aparência normal, o comportamento da criança poderá não ser normal, nem na fase de bebê nem mais para a frente, quando já tiver idade de frequentar um colégio, segundo um estudo sobre uso de drogas por adolescentes na gravidez da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Crianças cujas mães consumiram maconha durante a gravidez tenderam a ser mais irritadas, mais impulsivas e menos atentas -- características que podem comprometer, e muito, a vida escolar, profissional, emocional e social de qualquer pessoa e de qualquer família.
Toda droga tem o mesmo efeito na gravidez?
Veja a seguir alguns dados mais específicos sobre os efeitos que outras substâncias tóxicas podem ter na gestação e no feto:
Cocaína:
A cocaína é um poderoso estimulante do sistema nervoso central e seu uso na gravidez pode causar problemas bem graves e, em certos casos, irreversíveis. No primeiro trimestre, pode aumentar as chances de um aborto espontâneo e nos últimos meses, de um parto prematuro.
Além disso, pode levar a placenta a se separar da parede uterina antes da hora do parto -- uma condição conhecida como descolamento de placenta, que provoca forte sangramento e pode ser fatal tanto para a mãe como para o bebê.
A maior parte dos bebês expostos ao uso de cocaína antes do nascimento não necessariamente terá uma anomalia, mas pesquisas indicam que correm sim mais riscos de isso acontecer (e os riscos são maiores conforme a frequência com que a mãe consome a droga). Algumas das anomalias associadas à cocaína são defeitos cerebrais, no rosto, nos olhos, coração, intestino e órgãos genitais do bebê.
Outro problema é que filhos de usuárias muitas vezes passam por crises de abstinência da droga, tendo maior dificuldade para ser confortados e se assustando ao menor toque ou barulho. Esse tipo de complicação pode durar de oito a dez semanas depois do nascimento ou até mais.
Ecstasy:
De acordo com uma pesquisa do Serviço de Informações de Teratologia Britânico, houve maior número de más-formações (especialmente de membros e coração) entre os bebês de consumidoras de ecstasy, especialmente se associado a outras drogas, do que de mães que não tomavam nada.
Heroína:
A heroína provoca diversos efeitos negativos no bebê em desenvolvimento, como menor crescimento fetal, nascimento prematuro -- cerca de metade dos filhos de mães viciadas em heroína nasce antes do tempo e até a morte mesmo antes do nascimento.
Crianças expostas à heroína durante a vida uterina costumam sofrer sintomas fortíssimos de crise de abstinência depois do parto, necessitando de tratamento que pode levar semanas. Entre os sintomas estão irritabilidade, desassossego e dificuldade de comer e respirar, e só especialistas no assunto são treinados para lidar corretamente e de maneira segura com esse tipo de situação.
Tem como parar?
Independentemente de você ser uma usuária casual de drogas ou fazer uso pesado delas, parar nem sempre é fácil, mesmo durante a gravidez. É uma decisão que exige coragem e muitas vezes uma mudança radical de estilo de vida por um bebê que você nem conhece ainda ou ama.
Por mais que a decisão seja exclusivamente sua, é sempre bom ter ajuda por perto nessas horas. Não deixe de comentar com o médico ou a enfermeira que acompanha seu pré-natal se você usou ou usa algum tipo de droga. Provavelmente vai dar vergonha de falar, mas lembre-se de que eles são profissionais que já viram coisa muito pior e são treinados para auxiliar e cuidar dos seus pacientes da melhor maneira possível.
Você certamente não será a primeira grávida nessa situação que eles conheceram e sua vontade de se informar mostrará o quanto você se importa com a saúde do bebê que está para chegar. Profissionais de saúde também têm o compromisso de não contar para ninguém o que é discutido dentro do consultório.
E quem usou sem saber que estava grávida? Vai fazer mal para o bebê?

O primeiro passo é realmente não usar mais nada, para não correr mais risco nenhum, ainda que seja no finalzinho da gravidez. Não pense que agora já não vai fazer mais diferença. Faz sim. Procure não ficar desesperada achando que seu filho vai nascer com mil problemas. A verdade é que não dá para ter certeza, por isso é tão importante fazer um pré-natal direitinho, com todas as consultas e ultrassons que forem pedidos.

9/25/2014

A enrolada!

Se alguém duvida que a Internet é a porta mais aberta para um adolescente entrar no mundo das drogas, basta perder alguns minutos pesquisando no Google e vai encontrar um arsenal de informação que supera em muito qualquer texto de qualidade e cujo uso seja proveitoso e que realmente acrescente alguma coisa interessante às cabeças já tão vazias de nossas crianças. Como profissional da área de tratamento e orientação para dependentes químicos, parece-me que já se podia haver pensado numa Wikidroga, droga essa que só seria pior do que a que lhe daria origem - Wikipedia, a maior coleção de asneiras que alguma vez encontrei em minha vida.
Assim como acreditar que uma “enciclopédia” digital nos moldes em que se estrutura a Wikipedia possa ser digna de qualquer confiança, só uma enciclopédia sobre drogas, de preferência usando o “digitês” que há muito substituiu o português como linguagem falada e escrita pelos “internautas”, permeada de memes (figuras, expressões, etc.), pois do jeito que a coisa vai só desenhando mesmo.
Mas vamos a essa pérola encontrada hoje na internet, escrita por algum imbecil que não tem absolutamente nada para fazer com o quase nada que tem na sua pobre cabecinha doente a não ser divulgar para outros tantos imbecis que, seguramente, se sentirão deleitados na vastidão de detalhes minúcias e dicas “importantíssimas no que tange à ciência de ponta para “enrolar um baseado”.
Como profissional não vou perder meu tempo discutindo o que escreveu esse pobre indivíduo mas sim fazer uma análise de como se pode observar os estragos feitos pela maconha no cérebro, na saúde e na vida daqueles que teimam em acreditar que maconha é natural e não faz mal à saúde.
Preocupa-me mais a cognição totalmente devastada desse indivíduo, a incapacidade de expor seu raciocínio de forma clara, a aparente satisfação com que se veste de mestre dos “novatos” do vício e, por fim, o absoluto desconhecimento de ética, moral e outros valores que lhe deviam haver sido ensinados.
Acreditem! É isso mesmo. Um manual de como enrolar um baseado para iniciantes. Os grifos em amarelo são meus. Vejamos:

Então você não tem a mínima ideia de como enrolar o seu primeiro baseado? E para quem perguntar quando não se conhece ninguém que saiba? Leia os passos a seguir e aprenda como fazê-lo.
Método 1 de 3: Enrolando um baseado de maconha
Escolher o seu papel para enrolar. Escolha um papel fino, ou seda, no tamanho padrão ou king size. Não sei o que é um tamanho padrão e menos um king, como a quem se dirige aparentemente deviam ser novatos, percebe-se que tal fato passa desapercebido e baseia-se apenas no conhecimento próprio. Algo egocêntrico e sem clareza, próprio de uma mente confusa e de um raciocínio pobre. Planeje como irá cortar o seu papel - comprido e quadrado é uma boa forma para começar e oferece versatilidade. Realmente um planejamento bastante adequado já que um quadrado comprido é uma revolução na geometria e demonstra claramente a ignorância do preceptor da ciência maconheira. Não sei se é uma boa forma para começar ou o momento adequado para parar, mas ele segue determinado. Você pode encontrar sedas online, em lojas de conveniência e tabacarias. Como eu disse até sedas eles compram pela internet.
o    Se você planeja levar sua seda por aí com você, pegue um protetor. Coloque sua seda nestas embalagens de metal pra evitar que elas sejam amassadas e rasgadas. Interessante perceber que o professor embora se dirija a supostos principiantes que vão experimentar a droga pela primeira vez já se preocupa com o estoque de seda de reserva para outros baseados. Na verdade o que ele faz é declarar “os cuidados” para garantir que não lhe falte a matéria prima na hora da fissura. Fala dele na verdade. Embalagem de metal deve ser algo muito vago para um marinheiro de primeira viagem.
o    Leve sedas reserva. Tiras com goma rasgadas de outra seda podem servir para tapar vazamentos e furos. Outra vez, levar sedas de reserva é garantir poder usar a qualquer momento, outra vez, quando bata a fissura. Leia-se: tenha sempre estoque para não ficar na mão.
Consiga a sua maconha. Consiga a sua maconha é ótimo. Quem nunca usou sabe lá onde conseguir ou que maconha comprar... Maconha de qualidade é frágil quando curtida e guardada propriamente. Essa afirmação é desconexa e sem sentido. Creio que o que ele quis dizer foi: maconha de qualidade é frágil; quando curtida deve ser guardada adequadamente. Maneje as flores com cuidado para proteger as delicadas glândulas de THC e use tesouras afiadas para cortar os pedaços. Aqui o rapaz tira uma de botânico experiente e entra no manejo de plantas e flores. Como um novato saberá o que são “glândulas de THC ou mesmo que diabos será THC? Tesouras pressupõe mais de uma. Será isso mesmo? Os pedaços importados geralmente sã o secos à força e comprimidos para o trânsito. Pedaços de que? Eles requerem menos cuidado (menos cuidado com o que?) e podem ser simplesmente quebrados e jogados na mistura. Quebrados? Jogados em que mistura? Guarde a parte não usada em um local escuro e gelado. Se a parte não usada é mais maconha, pressupõe que quem ía provar já comprou mais do que precisava. Para mim, local escuro e gelado deve ser na geladeira. Quanto cuidado e quanta tecnologia para apenas provar um baseado.
·         Remova todas as sementes e galhos e desfaça tudo em pedaços pequenos. Será que um novato, nervoso e ansioso sabe lá o que são as sementes e pode separar todos os galhos? Tem galho na maconha? Pedaços maiores (de que?) queimam mais devagar, o que fará que o seu cigarro queime de forma não uniforme. A verborragia não para e o uso de termos elaborados faz parte da personalidade dependente que se afirma por um suposto conhecimento do assunto que, além de distorcido, nada explica e só confunde. É o reflexo da mente confusa, de um cérebro comprometido e a evidência clara de um raciocínio sem nenhuma objetividade, redundante e circular. Os galhos são desagradáveis de se fumar e não contêm muito THC. Ôpa! Um aviso, vai experimentar, livre-se do que é desagradável e procure apenas o que dá uma doideira da pesada. Coitado desse principiante que já começa sendo induzido a agir como um viciado. Além disso, eles podem furar o papel e arruinar o seu baseado. Arruina o baseado e se não arruinar, despedaça a vida desse curioso inconsequente que resolveu aprender como enrolar para provar.
·         Faça a sua mistura. Mistura? Isso é comida de passarinho? Alguns adicionam tabaco, folhas (de que?) ou outras misturas de ervas (que ervas? E erva não tem folha?) à maconha, de modo que se possa "respirar" no baseado. Respirar no baseado eu nem imagino o que seja. Independentemente do que você usar, certifique-se de que a consistência está igual e que você removeu todos os galhos e sementes e deixou tudo em partes bem pequenas. Ou seja: Pegue a maconha, misture com qualquer merda, sei lá eu para que...e deixe tudo em partes bem pequenas se você souber o que são partes bem pequenas. Eu, lendo isso, jogava tudo num daqueles trituradores que mamãe tem na cozinha e acho que ficava bom.
·         Folha de cannabis. A folha de cannabis é bastante utilizada na maconha comercial. Ai meu Deus, e folha de cannabis não é maconha? Existe maconha que não seja comercial? Idealmente, as folhas são bem curadas; Acho que as folhas estavam doentes e para ser usadas foram curadas... se você pegar uma daquelas que vieram do topo de uma planta fêmea florescendo, elas podem ser bem potentes. Caraca! Além de ter que ir pegar uma folha no topo de um pé de maconha o desgraçado do iniciante ainda tem que saber que a folha vem de uma planta fêmea florescendo. E que lhe importa que elas sejam bem potentes se ele ainda nem sabe o que é potência? Esse professor tá bem dodói mesmo.
·         O tabaco é uma mistura comum em baseados de maconha enrolados na Europa; estes cigarros são chamados de "spliffs". Alguns usuários acreditam que o tabaco ajuda a maconha a queimar propriamente e melhora o gosto da fumaça. Ou seja: coloca tabaco porque o gosto da maconha é ruim. A desvantagem é o risco de dependência de nicotinanossa, preocupado com a dependência da nicotina? Não, o que ele quer é dizer que cigarro é uma porcaria e vicia. Maconha é natural e não faz mal. possivelmente um motivo porque a Europa possui taxas de fumantes mais altas do que os EUA, onde as propagandas dos cigarros modernos foram criadas. Essa conclusão é fantástica. Esse cara estava doidão quando escreveu essa porcaria. Quem faz propaganda? O que é cigarro moderno? A Europa tem mais fumantes que os EUA por causa da maconha? Alguém me ajude!
·         Haxixe. O haxixe vem em diferentes formas (será líquido, sólido e gasoso?). Para um iniciante provador meter a cara no haxixe já é muita pressa e está saltando etapas no caminho do vício. Esse professor tá querendo é coleguinhas de uso pesado ou o safado é traficante e se dirige ao seu futuro mercado consumidor... com grandes variações em qualidade. A maioria contém material das plantas e agentes aglutinantes. Material de plantas não diz nada. Pode ser comigo-ninguém-pode? Além de venenoso mata! Pode ter urtiga? O melhor é feito esfregando-se a resina colante dos topos florescentes, e o pior é cheio de produtos químicos. Ora! Outra vez preocupado com a sabotagem ao produto in natura, que não causa problemas .Imagina! Fumar maconha ou haxixe que contenha produtos químicos? Isso pode fazer mal à sua saúde menino. Quando for comprar, use de toda a sua ingenuidade iniciante e exija: Quero maconha da boa; sem química entendeu? O hash normalmente é aquecido com uma chama, desfeito em pó e então misturado com o tabaco ou uma mistura de ervas. Outra vez lá vem ele com as ervas, com o tabaco e com a chama. Conselho: use um maçarico. Assim queima tudo e você se livra de experimentar. Fica só o prejuízo de tudo que esse idiota já fez você gastar até agora.
·         Use o haxixe com cuidado. Alguns usuários experimentam reações adversas que vão desde ansiedade a pânico severo. Paranoia é possível e, embora raras, reações de surtos psicóticos agudos podem acontecer. Nossa! O cara dá uma de psiquiatra e ainda alerta para os possíveis perigos, “embora apenas possíveis”, de fumar haxixe. Mas não era maconha?
·         Óleo de resina. O genuíno óleo de resina é muito difícil de se conseguir e é incrivelmente potente. Ele vem na forma de um fluido oleoso preto, marrom ou transparente que se espalha pelo papel de enrolar ou se mistura com a maconha. Porra! Esse maluco já vai no óleo de resina e o coitado do novato ainda nem viu um modesto baseado, daqueles que tem um monte de merda de vaca e fedem de montão. O coitado nem sabe ainda o que é ficar doidão ou doidinho fumando merda.
·         Faça uma piteira. Opa, fumar de piteira deve dar status, fino esse mané. Uma piteira é um pedaço de papel que você coloca na ponta do baseado de maconha. Ele impede que o cigarro se entupa, que pedaços de maconha caiam, permite a fumaça fluir e impede que o cigarro dissolva na sua boca quando queimar até o fim. Muito ilustrativo. Não fume sem piteira pois ou a fumaça não flui ou a maconha cai ou entope o cigarro ou ele se dissolve na sua boca...
·         Rasgue uma faixa de um cartão de visitas. Dobre como se você estivesse tentando fazer um pequeno leque e enrole o resto da parte não dobrada em cima do próprio leque. Deve se parecer com um "W" dentro de um círculo. Se não for cartão de visitas não serve. Portanto, amigo iniciante, leve sempre com você um monte de cartões de visita mas não os apresente para procurar emprego não. Guarde no tal recipiente de metal, junto com as sedas quadradas e compridas para poder ter sempre um baseado quando a fissura bater.
·         O tamanho da piteira é de preferência pessoal. As maiores deixam mais fumaça passar, o que produz uma fumaça mais pesada, enquanto as mais finas esfriam a fumaça mas podem entupir. Tente algo no meio termo. Caraca! Quanta tecnologia para um simples baseado, estou começando a achar que o mestre aí tem uma indústria produtiva e rentosa.
·         Enrole o seu baseado. Existem várias maneiras de enrolar um baseado; este é um estilo livre.
·         Pegue um dos papeis e o dobre na metade, conferindo se o lado da cola está para cima. Não era seda? E essa de cola para cima agora... Nem cola eu sabia que tinha...
·         Enrole um dos cantos de baixo do papel; essa será a frente. Alguém que não saiba o que ele diz é capaz de entender essa frase?
·         Coloque a erva dentro (Dentro de que?) e certifique-se de distribuir uniformemente ao longo do cigarro para garantir uma queima por igual. Pura ciência; nunca imaginei que experimentar um baseado pela primeira vez desse tanto trabalho!
·         Não sobrecarregue (sobrecarga de maconha é muito interessante!) ou o baseado não fechará propriamente. Por outro lado, não seja mão-de-vaca com a mistura ou você acabará com uma "perna de grilo". Ou seja nem muito nem pouco, muito pelo contrário, pura lógica e de uma objetividade extraordinária.
·         Junte tudo (juntar o que?) e enrole para cima e para baixo (como será isso... estou começando a me cansar dessa tecnologia toda. E tudo isso era só para experimentar o cigarrinho) até que a mistura no papel esteja distribuída uniformemente e numa forma cilíndrica. Parece que aqui a geometria funcionou.
·         Coloque a piteira numa das pontas do baseado. Colocar a piteira antes de enrolar te livra de aborrecimentos e é mais provável que você consiga uma forma perfeita. Nossa! A forma perfeita deve ser incrível. Será que alguém na fissura se importa com a perfeição ou com um bom tapa?
·         Continue a apertar e enrolar a parte de trás do baseado, fechando-o; faça-o lambendo a cola. Lamber cola? Não é cheirar cola? Lambo para cima ou para baixo?
·         Enrole a ponta da frente um pouco mais e depois arranque a ponta com uma mordida, deixando uma pequena protuberância. É tanto frente e atrás que eu já me perdi com o lado certo para enfiar na boca... Agora, arrancar a ponta e deixar uma protuberância é demais para qualquer curioso.
·         Lamba a fita colante do papel e feche o baseado. Levemente enrole ambos os lados do baseado para evitar que a erva caia. Fecha de novo, enrola de novo, lambe de novo, que merda é essa?
Método 2 de 3: Enrolando um baseado com uma nota de dinheiro
·         Enrolar um baseado com uma nota de dinheiro é uma técnica simples utilizada por principiantes. Viu? Tem metodologia, técnica e ciência por trás de toda essa porcaria. Vejam quanto trabalho para ir se matando pouco a pouco ou ficar doido igual a esse professor.
·         Carregue. Carregue a nota de dinheiro com a sua mistura e molde-a gentilmente enrolando a nota para frente e para trás. Se você é um principiante ou tem dificuldades com o modo livre, utilizar uma nota pode ser um bom meio de começar. Modo livre parece alguma modalidade de esporte. Carregue a nota... para onde? Ou será que é igual revolver?
·         Coloque o seu papel. Coloque uma seda com o lado da cola para cima entre a sua mistura e a nota de dinheiro.
·         Enrole. Dobre a nota pela metade e enrole para cima com os seus polegares. Certifique-se de que o papel está se enrolando para formar um cilindro.
·         Empurre o baseado para fora. Remova o baseado da nota de dinheiro. Mantenha uma pressão firme no papel para que o cigarro não se desfaça.
·         Sele. Lamba a fita colante do papel e feche o baseado. Enrole levemente as pontas para evitar que a sua mistura caia. Aqui é tudo a mesma baboseira a não ser que o doidão acabe por enrolar o baseado com a nota e fume uma de cem reais.
Método 3 de 3: Enrolando um cigarro de maconha
·         Pegue os seus materiais. Você precisará de um cigarro, uma mistura de maconha, uma faca ou tesoura, um moedor e um isqueiro. Caramba, outra vez um arsenal de utensílios só para fazer um simples baseado. Agora veja, o cara é contra o tabaco mas te manda arrumar um cigarro. Já te ensina que usar maconha batizada é o bom e sem contar que além do moedor vais ter que andar com uma faca no bolso. Muito bom!
·         Corte. Lamba o seu cigarro para deixá-lo úmido. Viu só? Umedecer o cigarro é vital. Mas não babe de fissura no mesmo ou põe tudo a perder e tem que voltar lá no passo um. Pegue uma lâmina ou uma tesoura e corte no maior comprimento, Apareceu uma lâmina. Ou seja, saia de casa armado! de uma ponta a outra. Com o seu polegar, deslize o conteúdo para fora. Faça isso devagar e gentilmente, de modo que você não rasgue o envoltório do cigarro. Delicadeza meu filho, trate a droga com carinho e, em tempo, ela retribuirá com doenças, loucura e quem sabe uma morte com pouco sofrimento...
·         Rasgue a ponta. Corte ou rasgue a parte redonda na ponta do cigarro; criar esta forma retangular ajuda a diminuir as chances do papel colar prematuramente. Separe e use somente a parte mais interna do envoltório do cigarro, de modo que você pegue menos nicotina. Viu só a preocupação do ilustrado? Evite a nicotina!
·         Lamba as pontas. Lambas as pontas para fechar quaisquer pequenos rasgos. Então, enrole o envoltório até o centro como você faria ao enrolar um baseado. Fechar rasgo com lambida? Que coisa mais nojenta...
·         Adicione a erva. Coloque uma linha da sua mistura igualmente por todo o comprimento do cigarro. Seja generoso. Seja mesmo, quanto mais maconha mais rápido você e não o cigarro vai colapsar de verdade! Você tem que usar uma mistura suficiente para suportar o tamanho do envoltório; em geral o tamanho do envoltório depende da sua altura e peso e já é vendido pronto, em madeira e de diversas qualidades e preços. Consulte uma funerária para maiores detalhes... caso contrário, ele irá colapsar em si mesmo quando você tentar fumar.
·         Enrole. Cuidadosamente dobre e enrole o cigarro para cima, moldando-o conforme você enrola. Enrole o lado menor do papel em torno da mistura e continue enrolando. Seja cuidadoso para não colar as pontas. Lamba o resto do papel e pressione para baixo cuidadosamente. Pressiona, lambe, enrola, pressiona, lambe enrola, isso parece outra coisa...
·         Asse o cigarro. Corra com a chama do seu isqueiro para cima e para baixo do seu cigarro, de modo a "assá-lo". Gire o cigarro conforme você trabalha. Seu objetivo é escurecer levemente a cor e secar o envoltório sem colocar fogo no cigarro. Agora você está tendo uma aula de culinária maconheira. Asse o cigarro, bem passado por favor. Não gosto de sangue e menos quando ele corre por causa da droga. Não se preocupe, você vai aprender a lidar com isso. É só uma questão de tempo.
·         Acenda. Segure a chama na ponta do baseado. Gire em volta para distribuir igualmente o calor e minimizar a chance de queimá-lo pela metade.
·         Certifique-se de que ele não esteja muito apertado mas também não muito solto. Tente enrolar tão firme quanto um cigarro. Nem solto nem apertado... se você troca por nem folgado nem apertado já posso imaginar um traficante bem bonzinho te dando um trato porque você foi buscar a erva não tinha dinheiro e já estava devendo. Tem que pagar irmão ou senão... toma.

·         O objetivo de se enrolar as pontas é de prevenir que o conteúdo caia; Não se preocupe com essa parte. Nada vai cair. A única coisa que não há aqui é conteúdo. Toda essa papagaiada é fruto de uma mente doente que provavelmente só sabe enrolar baseado; e os fumar com muito prazer, claro. Agora, se depois dessa merda toda você ainda quiser enrolar um baseado, sugiro que peça a um colega que já foi introduzido nessa ciência e meta a boca na bosta. De vaca é claro. Se toda essa asneira te cansou, deixa o baseado para lá e vai provar coisas mais interessantes para tua vida e para teu futuro. Caso contrário, o que vai ser da tua vida será algo parecido a esse mané dando aula de enrolação de baseado na internet. Se tiver sorte, quem sabe monta um curso de como cheirar um pozinho. Mas isso vem depois. Não tenha pressa. Entrou nas drogas? Elas são pacientes e uma vez que te dominam, já era.