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7/31/2015

Game pode melhorar capacidade cognitiva de idosos

Jogo multitarefas modifica o cérebro, diz pesquisa da revista 'Nature'. Idosos chegaram a superar resultados de jogadores mais jovens.

Um grupo de cientistas criou um videogame capaz de medir e reparar a deterioração neuronal relacionada ao envelhecimento, informou a revista científica britânica "Nature" nesta quarta-feira.

Segundo a pesquisa da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, o cérebro de uma pessoa idosa é mais flexível do que se acredita. Com treinamento concreto é possível evitar que diminuam com a idade algumas aptidões como atenção, memória e capacidade de realizar várias tarefas ao mesmo tempo.

Para comprovar a hipótese, os cientistas pediram que um grupo de especialistas em tecnologia e entretenimento projetasse um jogo de corrida, que recebeu o nome de "NeuroRacer", no qual o jogador poderia ter uma única tarefa ou várias ao mesmo tempo.

"Uma das condições do videogame foi que os jogadores estivessem expostos a distrações durante as partidas para analisar sua atenção e sua capacidade de realizar múltiplas tarefas", explicou Adam Gazzaley, chefe do projeto.

Após testar o jogo com um grupo de pessoas entre 20 e 79 anos, os pesquisadores concluíram que os participantes mais velhos tinham mais dificuldades para superar a versão com várias tarefas simultâneas.

Posteriormente, eles concentraram a avaliação em pessoas entre 60 e 85 anos e as dividiram em diversos grupos para que jogassem versões diferentes do "NeuroRacer" três horas por semana durante um mês.

Assim, os cientistas conseguiram comprovar que o grupo que jogou a versão multitarefas do "NeuroRacer" melhorou sua capacidade de desempenhar duas funções simultâneas que demandam atenção.

Após seis meses de treinamento contínuo, os idosos não só melhoraram essa capacidade mas também chegaram a superar os resultados dos jovens de 20 anos que não tinham treinado dessa forma.

“Eu gosto da ideia de que seja possível intervir no processo de envelhecimento das pessoas, e que os mais velhos possam melhorar suas capacidades cognitivas jogando”, disse Gazzaley.

Para demonstrar seus resultados, a equipe de cientistas da Califórnia também mediu a atividade cerebral dos participantes através de eletroencefalogramas, tanto antes como depois dos treinos.

“O jogo provocou mudanças no cérebro”, declarou o cientista em referência à maior atividade que se registrou nas ondas “theta” do cérebro dos participantes, associadas à memória plástica e à capacidade de aprendizagem.

Segundo o pesquisador da Califórnia, o treino contínuo com o “NeuroRacer” também trouxe melhoras para a memória de trabalho e para a atenção dos idosos.

"Esta é uma prova importante que confirma o que se pode conseguir com estes tratamentos, como diagnosticar deficiências neuronais e melhorar as capacidades cognitivas do cérebro", acrescentou o chefe do projeto.

Embora Gazzaley reconheça que ainda há muito trabalho pela frente, já foram iniciadas novas pesquisas, também com videogames, para estudar este tipo de tratamentos em jovens e crianças.

7/19/2015

DO NASCIMENTO A MORTE E O DESTINO FINAL

Caminhos Certos, Decisões, Enganos e Destino Final.

Quando um casal esta esperando o nascimento de uma criança, em vias normais fazem os preparativos e aguardam ansiosamente esse dia.

Após o nascimento os pais têm por obrigação de cuidar do recém nascido com amor e carinho sempre buscando a Deus para ensinar no tempo certo o caminho que a criança deve seguir. Os pais têm que se preocuparem com todo cuidado porque o lar é a base principal da formação da criança, temos na Bíblia exemplos maravilhosos de pais que mesmo antes do nascimento já estavam buscando a Deus para saberem como ensinar e conduzir seu filho no caminho certo, (Juízes 13:12) 

“Então, disse Manoá: Cumpram-se as tuas palavras; mas qual será o modo de viver e serviço do menino”? E ainda em (2 Timóteo 3:15) “E que, desde a tua meninice, sabes as sagradas letras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus”. Está escrito também em (Provérbios 22:6) “Instrui o menino no caminho em que deve andar, e, até quando envelhecer, não se desviará dele”.

Quase sempre as crianças são criadas com pequenos enganos que por sinal são até inofensivos, chupam chupetas como se fossem os peitos da mãe ou a mamadeira, isso é inofensivo e a meu ver é até bonito e serve de consolo para o pequenino.

Quando a criança aprende andar e distinguir as coisas ela quer mexer em tudo, ela está descobrindo um novo mundo e a tudo quer pegar, com raras exceções os adultos dizem não mexa aí senão a barata vem te pegar, se a criança vai fazer traquinagem no quarto principalmente a noite os pais dizem venha para cá porque aí tem bicho papão, quando a criança está para dormir os adultos costumam a cantar; dorme nenê que a cuca vem pegar, quando a criança chora, eles dizem pare de chorar senão você não vai passear ou pare de chorar que te darei um presente e depois não dá, esses são pequenos enganos até certo ponto inofensivos, porém, são enganos, principalmente quando diz sai daí do escuro que o bicho papão vem te pegar, porque a criança começa a ter medo de tudo, coisa que não tinha antes, tornando de certa maneira prejudicial. Essas coisas fazem parte de costumes antigos e tendem e precisa desaparecer.

A criança que não faz essas coisas por certo não são normal porque traquinagem é mesmo coisa de criança, cabe aos pais ensina-las com carinho à fazerem as coisas certas e muitas vezes se faz necessário uma correção, sem usar de violência porque muitos pais são violentos e isso em nada ajuda, pois, violência, gritos, palavrões às vezes até ferem-nas, mas isso só serve para deixá-la revoltada, rebelde e sem educação. 

Há filhos ainda tenros que tem medo de seus pais pela violência que são tratados, nunca tiveram o privilégio de brincar com eles, nunca conheceram carinho nem amor, mas só gritos e mais gritos. Os pais devem ser os maiores amigos dos filhos. Crianças tratadas com violência podem tomar caminhos desastrosos.

Hoje muitos pais para ficarem mais sossegados colocam as crianças enfrente uma baba eletrônica onde elas ainda em formação contemplam cenas impróprias mesmo tratando dos desenhos animados trazem cenas que de certa maneira induzem a violência e isso será sem duvida prejudicial. Hoje já se tem CDS que dizem serem evangélicos, mesmo assim é bom que os pais examinem bem porque as crianças não têm noção para tal. Eu sempre brinquei com meus filhos quando eram crianças e hoje os considero não só como filhos, mas como meus amigos.

Adolescência

Essa faixa etária é uma das mais perigosas, com raras exceções o adolescente de ambos os pensam serem ajuizados, começam a sentirem os impulsos sexuais e para mostrar que já são adultos querem tomar decisões próprias e sem orientações e aí está o perigo porque sem maturidade podem tomar decisões erradas entrando pelos costumes do mundo aprendem a fumar, começam beber, e muitos se enveredam pelas drogas, prostituições estando a um passo a se tornarem criminosos parando em uma cadeia. 

Muitas vezes os adolescentes não tiveram orientações adequadas, porque nos lares que viveram presenciavam desarmonia, gritos, e muitas vezes agressões físicas e assim não receberam nenhuma orientação necessária para uma formação correta. Porque tais coisas acontecem? Pode acontecer por alguns motivos citaremos alguns; o primeiro é o que citamos acima, o segundo porque o adolescente não deu atenção à orientação paterna, não ouviu os bons conselhos, agindo erradamente atendeu convites maléficos desejou experimentar essas misérias e por fim caiu em desgraça com retorno dificílimo. 

E ainda outro motivo e também errado é que existem muitos pais que querem tratá-los como eles o foram no passado, que muitas vezes receberam tratamentos errados, que não se pode aplicar hoje. O mundo de hoje é outro, porém a Bíblia era e é e deverá continuar sendo para sempre nossa meta de ensino, ela e a Palavra de Deus, seus ensinos são perfeitos.

Em ambos os casos a tristeza para família é muito grande é um tremendo e horrível golpe, no primeiro caso os pais sentirão além da tristeza, culpa, angustia e remorsos por não terem dado exemplo e ensino na hora certa. No segundo caso os pais sentirão muita tristeza, até angustia, porem, não se sentirão culpados, pois houve orientação correta e exemplos que não foram atendidos, nem foram colocados em pratica pelos filhos.

Quando o adolescente recebe, houve e os obedecem, tomam caminhos sadios, se mantêm amáveis, começam a estudar e serão sem duvidas ótimos filhos, úteis á sociedade, considerados, estimados e honrados por todos os que lhe cercam.

Na adolescência se faz necessário muitos conselhos, orientações e compreensão, porém, mesmo assim existirão os desobedientes e rebeldes, são coisas deste mundo que jaz no maligno. Tenhamos muito cuidado com os adolescentes.

Juventude

A juventude trás em si reflexos da adolescência, uns bons e outros ruins. Os jovens que não foram bem orientados na adolescência poderão na juventude se enveredarem por caminhos da prostituição freqüentando casas noturnas e daí para todas as outras misérias que o mundo oferece. E o mundo está no maligno, (1 João 5:19) “Sabemos que somos de Deus e que todo o mundo está no maligno”. 

Os jovens desobedientes não aceitam conselhos dos mais velhos porque os consideram ultrapassados, caducos e ainda dizem que hoje é tudo diferente se esquecem que a vida em si é sempre a mesma coisa e que o pecado continua sendo pecado e em nada muda, os desejos carnais sempre serão iguais e devemos dominá-los mortificando nossos membros para o pecado veja o que o Apostolo Paulo diz em (Colossenses 3:5) “Mortificai, pois, os vossos membros que estão sobre a terra: a prostituição, a impureza, o apetite desordenado, a vil concupiscência e a avareza, que é idolatria”. Esse ensino deve ser obedecido por todos para que se possa ter uma vida sadia e de moral inquestionável.

Na juventude os perigos são os mesmos dos adolescentes, para se evitarem os caminhos errados é preciso atender os bons conselhos e principalmente os bíblicos, pois a Bíblia é a santa e maravilhosa Palavra de Deus.

No mundo os valores estão invertidos, hoje uma jovem ou um jovem ser virgem serão sem duvida alguma considerados como bobos, atrasados, um basbaque, cafona, mas para os ensinos de Deus isso faz parte da santidade e deve ter prioridade nos ensinos.

Aqueles que na juventude não atendem os conselhos andam para trás e não para frente conforme diz o Profeta de Deus, (Jeremias 7:24) “Mas não ouviram, nem inclinaram os ouvidos, mas andaram nos seus próprios conselhos, no propósito do seu coração malvado; e andaram para trás e não para diante”. Por esse motivo são entregues aos seus próprios conselhos e desejos, veja o que diz o Salmista no (Salmos 81:12) “Pelo que eu os entreguei aos desejos do seu coração, e andaram segundo os seus próprios conselhos”. 

Então eles caminham no caminho da morte, olhe o que diz em (Provérbios 16:25) “Há caminho que parece direito ao homem, mas o seu fim são os caminhos da morte”. Os que seguem por esse caminho muitas vezes desaparecem como a flor e somem como a sombra (Jó 14:2) “Sai como a flor e se seca; foge também como a sombra e não permanece”.

Para uma juventude sadía o jovem precisa atender os ensinos de Paulo conforme está escrito em (2 Timóteo 2:22) “Foge, também, dos desejos da mocidade; e segue a justiça, a fé, a caridade e a paz com os que, com um coração puro, invocam o Senhor”.

Não podemos negar que existem idosos que não tem condições de aconselhar alguém pela vida insana que tiveram, sem responsabilidade, no pecado, na devassidão e não podemos negar também que existem jovens que pode aconselhar a certos idosos safados que existem hoje. Esses são os jovens que tem uma vida reta de acordo com os bons conselhos que receberam de seus pais. Temos na Bíblia exemplos disso veja um deles; em (2 Timóteo 3:15) “E que, desde a tua meninice, sabes as sagradas letras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus”.

Esses jovens são os que foram bem ensinados desde criança, que tiveram adolescência sadia trazendo com isso alegria para todos e assim edificam suas casas sobre a rocha, essas nunca desmoronam, vencem as lutas e alcançam a vitória, veja ao que eles são comparados pela Bíblia, (Mateus 7:24 e 25) “Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha. E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e não caiu, porque estava edificada sobre a rocha”. Vêm as lutas, os contra tempos, mas eles sempre são vitoriosos.

Adultos

Na vida dos adultos também pode existir desvio, caminhos tortuosos e outros males bastam não vigiar e deixar de obedecer aos ensinos recebidos, tem um ditado que diz: Depois de velho perdeu o juízo, invertem os papeis e querem ser jovens de novo, entram para os caminhos errados, tornam-se indesejáveis, perversos, arrogantes espancam e até mesmo abandonam a família, tornam-se espetáculo a margem da vida, e transformam em amantes de si mesmos, (2 Timóteo 3:2) 

“Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos”. Esses tais enganados pelo pecado tornam se inimigos de si mesmo, entregando seus corpos a devassidão conforme diz o Apostolo de Cristo em (Efésios 4:19) “Os quais, havendo perdido todo o sentimento, se entregaram à dissolução, para, com avidez, cometerem toda impureza”.Quase sempre o fim dessas pessoas é o abandono, sarjetas das ruas, cadeia ou mortes trágicas. Tudo isso pode acontecer tanto com homens como com as mulheres.

Os adultos que sempre primaram pelos bons ensinos recebidos desde a meninice e procuraram ter uma profissão mesmo que simples, mas honestas sendo pessoas de uma vida exemplar diante dos filhos, netos, enfim diante de todos, durante sua vida ele anuncia as maravilhas de Deus conforme diz o Salmista no (Salmos 71:17) “Ensinaste-me, ó Deus, desde a minha mocidade; e até aqui tenho anunciado as tuas maravilhas”.

Quando esses adultos se tornam idosos são amados, honrados pela família, pelos amigos e pela sociedade, nunca serão desamparados porque se cumpre o que diz a Palavra de Deus no (Salmos 37:25) “Fui moço e agora sou velho; mas nunca vi desamparado o justo, nem a sua descendência a mendigar o pão”. É claro que na velhice diminui as força e o vigor, passam a necessitar de amparo e proteção, mas como eles também ensinaram seus filhos estes obedecendo aos ensinos da Palavra de Deus nunca desampararão os idosos, veja o que diz Salomão em (Provérbios 23:22) 

“Ouve a teu pai, que te gerou, e não desprezes a tua mãe, quando vier a envelhecer”. Manda ouvir o pai mesmo na velhice porque na presença de Deus os velhos ainda produzem frutos bons, leia no (Salmos 92:14) “Na velhice ainda darão frutos; serão viçosos e florescentes, para anunciarem que o SENHOR é reto; ele é a minha rocha, e nele não há injustiça”.

Em vias normais quando chega à hora de partir para a eternidade a família, igreja e os amigos sentem a separação, mas são consolados com as seguintes palavras: (Gênesis 25:8) “E Abraão expirou e morreu em boa velhice, velho e farto de dias; e foi congregado ao seu povo”. É certo que não há regras sem exceções há também os que são recolhidos bem novos, mas isso em nada desmerece os santos ensinos porque a palavra de Deus sempre consola os que ficam, (Isaías 40:1) “Consolai, consolai o meu povo, diz o vosso Deus”. Consolar com as palavras santas (1 Ts 4:18) “Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras”.

Chegando ao Epílogo

Com isso aprendemos que desde a infância os pais devem e necessitam educar seus filhos nos caminhos de Deus não deixando que desde pequenos sejam adotados pelo mundo e seus erros. Devem ensinar desde a infância para que nunca se desviem do caminho correto, conforme diz em (Provérbios 22:6) “Instrui o menino no caminho em que deve andar, e, até quando envelhecer, não se desviará dele”.

Na Adolescência

O que se aprendem na infância reflete muito na adolescência é necessário muito maior cuidado porque o adolescente, com raras exceções, pensa ser ajuizado e pela sua imaturidade tomam decisões que muitas vezes se transformam e tragédias irreparáveis. Nessa faze é que ele precisa de orientação correta para ter uma boa juventude.

Na Juventude

Na juventude não foge a regra, os que não foram bem ensinados ou não atenderam os bons ensinos recebidos na infância e adolescência, terão uma influência muito ruim na juventude, poderão tomar caminhos tortuosos indesejáveis trazendo muitos dissabores e tristezas para si e para suas famílias. Os que receberam bons ensinos na infância e adolescência e obedeceram principalmente se foram orientados pela Bíblia, por certo serão pessoas honestas sinceras que trarão alegria e satisfação a todos. 

Citaremos um exemplo bíblico cuja família aplicou esse ensino e está registrado em (II Timóteo 3:14 e 15) “Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste e de que foste inteirado, sabendo de quem o tens aprendido. E que, desde a tua meninice, sabes as sagradas letras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus”. Timóteo aprendeu desde cedo os bons ensinos e foi ele um grande companheiro do Apostolo Paulo, serviu com fidelidade a obra do Mestre Jesus.

Adultos

Os adultos trazem em si as influencia das fazes anteriores. Os que não tiveram boa orientação ou não atenderam os bons ensinos que tiveram dificilmente serão bom pai, bom marido, mas a tendência é para ser um cricri, machão, atrevido, estúpido, entram no pecado, nos vícios não se importacom a família, vivem nos bares e outros lugares que jamais deveriam freqüentar, quando chegam a casa grita com todos, não têm amor nos filhos e a esposa passa ser um objeto de prazer nada mais, além disso, muitas vezes entram em encrencas e encontram a morte ou a cadeia.

Há também exceções; encontramos adultos que mesmo sem terem recebidos no passado, bons ensinos e conselhos se tornaram pessoas honestas, sinceras, excelentes, tomaram decisões sábias e entraram pelo bom caminho, assim como há também adultos que foram bem ensinados e até com bons exemplos no tempo de infância e da adolescência e perdendo o juízo e enveredam pelo caminho do mal quando deveriam ser exemplos para os jovens.

Os adultos que receberam boas orientações ou os que mesmo sem orientação tomaram decisões sábias são sempre amados elogiados, pela família e pelos amigos.

Idosos

Os de idades avançadas que não tiveram boas orientações ou não quiseram obedecer aos bons ensinos paternos e outros que os fariam felizes e que tomaram caminhos tortuosos são muito raros porque quase sempre morrem mais cedo por causa da vida irregular que tiveram, foram enganados em suas decisões e reduzidos ao nada pelo pecado, alguns dormiam pelas calçadas, sem banho, sem alimento se definhando até a morte e muitas vezes são sepultados como indigentes. 

Diz a Bíblia que o salário do pecado é a morte, mas a vida eterna é dom gratuito de Deus para os que seguem Sua Palavra, (Romanos 6:23) “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus, nosso Senhor”. Esse versículo esclarece a situação dos que andam no mal e no bom caminho.

Não iremos falar sobre os idosos que seguiram os bons ensinos porque já falamos nas fazes anteriores que foram felizes e muitos deles tiveram vidas longas.

Conclusão

Em vias gerais a base de toda a vida de uma pessoa está na infância, adolescência, e na juventude, porém, em qualquer faixa etária da vida têm-se oportunidades para passar de um lado o outro seja ele o bom ou o mau caminho, mesmo na velhice, porém essa escolha só pode ser tomada pela própria pessoa. Qualquer um aceitando a Cristo e Seus ensinos passam imediatamente para o lado bom e com a vida transformada passa a ser chamada de Filho de Deus, (João 1:12) 

“Mas a todos quantos o receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus: aos que crêem no seu nome”. E se a pessoa do bom caminho quiser passar para o mau caminho também pode, porque Deus deu ao ser humano livre arbítrio. A recompensa, bênçãos ou sofrimentos maiores serão após a morte.

Chegando a morte tudo estará terminado, mas a lembrança ficará por muito tempo e os comentários também, são baseados na vida dos que partiram. Uns deixam saudosas lembranças e outros deixam alivio e descanso para os que ficaram.

Destino Final

Uns foram para o descanso eterno e outros para o sofrimento eterno, receberão o que plantaram aqui na terra, vejamos o que diz a Bíblia para os do bom caminho (Mateus 25:21) “E o seu senhor lhe disse: Bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor”. 

E agora veja o que ela diz para os terminarem suas vidas no caminho do mal, está escrito em (Mateus 13:50) “E lançá-los-ão na fornalha de fogo; ali, haverá pranto e ranger de dentes”. Com muita tristeza temos que dizer não passa por essa caminhada aqueles que covardemente são assassinados por ordem e ou pelos próprios pais antes de nascerem Assim chegamos ao final desta matéria do nascimento a morte. Creia, Jesus Cristo é a Vitória.

Pr. Ismar Vieira Malta.

4/22/2015

O impacto da publicidade de bebidas alcoólicas sobre o consumo entre jovens

Os efeitos da propaganda sobre o processo de tomada de decisões
A influência das emoções como moduladoras de uma série de estímulos aferentes e eferentes é bem conhecida nos estudos sobre dor crônica (onde são bem diferenciados os conceitos de nocicepção, dor e sofrimento), fixação e recuperação de memórias, expressão de marcadores somáticos e no processo de tomada de decisões conscientes.
Por outro lado, os estudos psicológicos norte-americanos, nas décadas de 60 e 70, demonstraram que a influência do meio está longe de ser secundária na determinação do comportamento individual. Nesse contexto, o livre-arbítrio em sua concepção neoclássica (consciência livre e condições de discernir e escolher o bem ou o mal) perde espaço para sua contrapartida positivista (fatores internos ou externos, físicos, biológicos e sociais influenciam o psiquismo e o comportamento), na mesma proporção em que cresce nosso entendimento sobre a influência desses fatores, em escalas até aqui inimagináveis, sobre o processo de tomada das decisões humanas e sua racionalidade.
A verdade que se descortina é que não somos tão livres para pensar e decidir quanto queremos acreditar, fato que encontra seu viés bioético no entendimento que as decisões o tomadas dentro de certos “graus de liberdade”, mais ou menos condicionados interna e externamente. o à toa a bioética, por seu caráter transdisciplinar, foi capaz de absorver esse conceito muito antes da própria medicina ou da psicologia, pois quanto mais individual nossa perspectiva sobre a realidade, menor sua pretensa objetividade.
O mundo da publicidade, que até os anos 50 reconhecia intuitivamente essa limitação, passou a compreendê-la mais sistemática e cientificamente graças aos experimentos psicológicos sobre o comportamento humano, realizados ao longo dessa década e a seguinte, sustentados atualmente em estudos experimentais, observacionais e etológicos. Em nosso meio, Volchan et al. demonstraram, em uma série de elegantes experimentos, como estímulos visuais com conteúdo emocional o capazes de modular o processamento sensorial e as respostas motoras, a ponto de efetivamente modificarem o comportamento humano.
Esse conhecimento tem servido aos propósitos da propaganda do álcool, como de qualquer outra, apesar da negativa reiterada dos órgãos reguladores e dos aparelhos formadores. Infelizmente, a contestação da negativa esbarra justamente na ausência de modernos estudos qualitativos e quantitativos sobre o conteúdo da propaganda e seus efeitos diretos sobre o processo de tomada de decisão, demonstrando empiricamente a relação lógica aqui delineada. Tais estudos cessaram na década de 1970 por falta de financiamento e, não raras vezes, por seu caráter antiético, justamente por implicar na manipulação planejada e direcionada da mente humana no aspecto que lhe é mais caro: sua autonomia.
Do ponto de vista operativo, as estratégias de propaganda são bem sucedidas o apenas por associarem de forma direta o consumo de seu produto com uma série de imagens agradáveis, tornando a mensagem alegre, bonita, erótica ou engraçada, mas porque essa correlação está voltada à criação de memórias afetivas positivas, ou “âncoras”, fundamentais em qualquer processo de tomada de decisões.
Sempre que uma decisão precisar ser tomada, essa ancoragem acabará por determinar o grau de liberdade dessa decisão, na busca de um balanço positivo em nossa economia psíquica. Ou seja, a decisão tenderá a se manter no espectro de uma âncora associada a memórias positivas, razão pela qual a propaganda de álcool trabalha com ícones de prazer e satisfação do imaginário popular (beleza, saúde, força, sexo), que atuam mediados por neurotransmissores diretamente nos núcleos de prazer e reforço positivo (não por acaso, isso lembra os mecanismos da adição).
Assim, o indivíduo exposto tenderá a associar o consumo do álcool com prazer sempre que se colocar em uma situação ou ambiente que recorde as cenas “vivenciadas na propaganda (recall ambiental) ou sempre que necessitar buscar essas vivências para reequilibrar-se psiquicamente. Em qualquer uma das duas situações, o consumo do álcool surge como parte do quadro, seja por seus efeitos psicológicos, seja por seus efeitos psicotrópicos. Não liberdade de escolha.
Por essa razão, a fidelização de marca tende a estar associada a um aumento no consumo per capita de álcool, pois demanda um maior grau de identificação do consumidor com o produto. O álcool passa a fazer parte da própria autoimagem, a constituir um estilo, um jeito de ser, reforçando ainda mais positivamente a memória afetiva que ancora a escolha pelo produto.
Os efeitos da propaganda sobre o consumo de álcool
Os levantamentos epidemiológicos realizados no Brasil deixam notório o fato de que o consumo de bebidas alcoólicas - especialmente entre os jovens - é preocupante. Os dados que apoiam essa afirmação vêm de vários estudos, incluindo pesquisas com jovens estudantes entre 1987 e 1994, levantamentos entre jovens moradores de rua, dados sobre a admissão e internação em hospitais por dependência e três amplas pesquisas domiciliares ocorridas recentemente.
A recém concluída pesquisa probabilística nacional aponta que dos 36% de meninos adolescentes (14-17 anos) que bebem ao menos uma vez por ano, quase metade consumiu três ou mais doses em situações habituais de consumo. O levantamento nacional também mostra que homens e mulheres adultos bebem com frequências marcadamente diferentes.
Os homens apresentam índice de abstinência 40% menor do que as mulheres (35% para eles e 59% para elas). que se destacar que abstinência nesse levantamento incluiu tanto os indivíduos que relatam nunca terem bebido como aqueles que não beberam no último ano, mas já beberam na vida (cerca de 7% da amostra).
Os dados brasileiros estão em consenso com a avaliação da Organização Mundial de Saúde (OMS) para as regiões mundiais com maior impacto para problemas relacionados ao álcool. De fato, a estimativa de perdas devido a problemas de saúde atribuíveis ao álcool para a região da América do Sul é de 8 a 15% dos anos de vida perdidos por adoecimento ou mortalidade precoce, as mais altas do planeta. Entre os fatores passíveis de modificação que podem ter um impacto no aumento do consumo de álcool está a promoção das bebidas alcoólicas.
O marketing de bebidas alcoólicas é, atualmente, uma indústria que atua globalmente, tanto em países industrializados quanto naqueles em desenvolvimento. As marcas o muitas vezes vendidas mundialmente, mas os mercados são desenvolvidos por meio da sua associação com diferentes esportes, estilos de vida e identidades que variam de acordo com a cultura local. Assim, no Brasil, a cerveja é associada com futebol e carnaval, enquanto nos EUA, por exemplo, essa relação acontece com beisebol e o futebol americano (Super Bowl).
O discurso dos profissionais de propaganda e venda do álcool vai de encontro com a perspectiva da saúde pública que avalia que a publicidade teria influência sobre o consumo de bebidas alcoólicas. Segundo os profissionais dos grupos de interesse, o objetivo da publicidade não é aumentar o consumo, e sim promover a troca e a fidelidade à marca. Esse discurso apresenta certa variação em situações específicas.
Por exemplo, no Carnaval brasileiro, membros da indústria cervejeira admitem em seu relatório anual o aumento do consumo dessa época do ano associado com um esforço maior de publicidade. Em relação à questão da lealdade às marcas, estudos já demonstraram que apresentar fidelidade a uma marca per se pode predizer consumo em maior quantidade de álcool.
Além disso, se a propaganda aumenta o consumo de determinada marca, porém não diminui significativamente o consumo da marca concorrente, a única possibilidade é que ocorra aumento no consumo global, seja pelo aumento per capita, seja pela adesão de novos consumidores. Esse é um problema adicional, já que uma campanha bem sucedida estimula a concorrência a produzir uma resposta, gerando um “círculo virtuoso” (do ponto de vista das vendas).
Embora recentemente o assunto tenha voltado a ser visto como importante, debates sobre o tema remontam há várias décadas, especialmente nos EUA. Um livro dirigido ao assunto discute as várias “ondas de interesse desde a década de 50. Uma grande diferença na evolução desse movimento seria um distanciamento de discursos mais moralistas, privilegiando argumentos baseados em evidências científicas. Ao longo dos últimos 20 anos, a pesquisa da influência da propaganda no consumo tomou principalmente as formas de estudos econométricos, estudos de consumidores e descritivos.
No Brasil, apenas a indústria de cervejas fatura mais de R$ 20 bilhões por ano e gastou em publicidade, em 2006, mais de R$ 700 milhões (Folha de São Paulo, cotidiano, 22/05/2007). A propaganda, principalmente de cerveja, expandiu-se dos veículos mais tradicionais (televisão, mídia impressa) para o patrocínio de eventos anunciados também pela Internet e através de mensagens de texto em celulares (“torpedos”), por exemplo.
A propaganda de bebidas alcoólicas é regulamentada no Brasil pelo CONAR (Conselho Nacional de Auto-regulamentação Publicitária), que separa o álcool em três categorias: destilados, cervejas e vinhos e bebidas ice (misturas de destilado e suco de fruta ou refrigerante com teor alcoólico ligeiramente superior ao das cervejas).
dúvidas quanto à eficácia da auto-regulamentação no Brasil e no exterior e, recentemente, o governo brasileiro parece estar acordando para a importância da restrição da publicidade. Por conta do recente interesse no tema e da relevância do mesmo para o campo de problemas relacionados às bebidas alcoólicas, o objetivo deste artigo é oferecer uma atualização dos estudos internacionais sobre a publicidade do álcool.
Método
Utilizou-se para essa revisão os indexadores Medline, SciELO e PsychoINFO, além do Google Scholar, entre os anos de 1990 e 2008. Os termos consultados foram alcohol advertising”, alcohol policies”, media and alcohol”. Além disso, utilizou-se uma técnica tipo “bola de neve em que os autores mais profícuos na publicação de artigos sobre propaganda de álcool foram contatados para solicitar envio de todos seus trabalhos no assunto, além de sugerirem outros autores conhecidos que também investigam a questão.
Foram obtidos 128 artigos voltados especificamente para o assunto aqui investigado. Após a exclusão de editoriais, trabalhos experimentais e estudos que tratavam de temas tangenciais como contrapropaganda e campanhas de responsabilidade social, restaram selecionados 85 artigos originais e 20 artigos de revisão, além de três livros considerados relevantes pelos autores. Um artigo de cunho econométrico, considerado pioneiro na área e datado de 1980 também foi incluído.
Resultados
1. Estudos descritivos
Uma série de estudos analisa a frequência e conteúdo (apelos) da publicidade sob vários aspectos. Esses estudos iniciaram-se há muitos anos e ainda o realizados, de maneira mais dirigida, até hoje. A hipótese por trás desses estudos é que uma maior exposição à publicidade de bebidas alcoólicas com a utilização de apelos simpáticos aos adolescentes e adultos jovens associa-se com um aumento de consumo entre estes.
Embora a conclusão acima possa ser confirmada em estudos com metodologia mais sofisticada (como nos estudos de consumidores e econométricos), a maioria dos estudos descritivos encontrados parte desse pressuposto e conclui que menores de idade são alvo de campanhas de publicidade de álcool. Assim, Austin e Hust fizeram uma análise de conteúdo e frequência de propagandas de bebidas alcoólicas e não alcoólicas em revistas e televisão.
Os autores verificaram que as propagandas dos dois tipos de produtos usavam apelos parecidos e, dessa maneira, um em cada seis nas revistas e um em cada 14 na televisão pareciam ter como alvo os adolescentes. Em termos de frequência, os autores concluíram que as bebidas alcoólicas eram veiculadas constantemente em revistas e programas associados ao público juvenil.
Afirmações semelhantes a essa o encontradas em estudos do Center on Alcohol Marketing and Youth (CAMY http://camy.org). Por exemplo, Jerningan et al. relatam que mesmo com as restrições existentes nos EUA, quantidades significativas de publicidade de bebidas alcoólicas nos EUA o veiculadas em meios de comunicação para mais jovens per capita do que adultos.
De maneira mais detalhada, e sempre utilizando grandes bancos de dados das empresas de pesquisa de mercado, o mesmo grupo investiga diferenças de exposição entre meninos e meninas. Estudo realizado com dados sobre a exposição a 103 revistas americanas encontrou uma quantidade de propaganda massiva de destilados quando comparados com outros tipos de bebidas alcoólicas.
Também verificaram que meninas adolescentes de 12-20 anos eram mais expostas à publicidade de cerveja e outras bebidas com baixo teor alcoólico do que mulheres jovens do grupo de 21-34 anos. A exposição de meninas a essa publicidade aumentou 216% de 2001-2002, enquanto a de meninos teve um acréscimo de 46%. Outra pesquisa, examinando diferenças na exposição dos jovens à propaganda televisiva entre 1998-2002 encontrou uma maior exposição de meninos do que meninas.
Estudos descritivos de frequência também examinam outros parâmetros além de sexo e idade. Várias pesquisas, principalmente de origem americana, examinam a frequência de publicidade de álcool e tabaco em bairros mais habitados por minorias como os latinos e negros. Assim, Mitchell e Greenberg encontraram mais outdoors sobre bebidas alcoólicas em bairros negros e latinos de New Jersey. Na mesma linha, Hackbarth et al. apontam que, na cidade de Chicago, bairros habitados por minorias (o que nesse caso é sinônimo de pessoas economicamente desfavorecidas) possuíam três vezes mais outdoors de cigarros e cinco vezes mais outdoors de álcool.
Esse estudo foi confirmado pelo mesmo grupo alguns anos depois. Além disso, uma revisão de 1998 conclui que a publicidade de bebidas alcoólicas de maneira geral (não apenas a de outdoors), além da densidade de locais de venda de álcool, “concentram-se de maneira desproporcional em comunidades habitadas por minorias. Finalmente, um estudo bastante recente aponta que outdoors de publicidade em geral encontram-se em bairros habitados predominantemente por negros e que parte importante desses outdoors anunciam álcool ou cigarros. 
É muito mais raro encontrar-se estudos dessa linha fora dos EUA. Uma pesquisa japonesa examinou a frequência de propagandas de álcool anunciadas em revistas semanais. Comparados com dados americanos, a presença de publicidade de bebidas alcoólicas nas revistas japonesas examinadas era mais rara. Estudo australiano examinou a violação de regras de auto-regulamentação publicitária por anúncios de bebidas alcoólicas em 93 revistas populares entre jovens. 
Encontrou-se que, dos 142 anúncios originais (sem contar as repetições e incluindo propagandas e outros eventos promocionais), 52% pareciam violar ao menos uma seção do código de auto-regulamentação. Recente estudo espanhol apontou que a propaganda de álcool é frequente em jornais e revistas nacionais, expondo principalmente os mais jovens.
O único estudo brasileiro publicado com dados sobre o assunto examinou a frequência e conteúdo da propaganda de bebidas alcoólicas na televisão brasileira. As autoras encontraram uma maior frequência de propagandas de álcool do que de cigarros (na época sem restrições de veiculação), de bebidas não alcoólicas e medicamentos; as vinhetas eram mais frequentes que as de quaisquer outros produtos, incluindo alimentos e varejo. Em relação aos temas, os comerciais televisivos apresentavam conteúdos relacionados a humor, relaxamento, símbolos nacionais e outros.
tempos que as estratégias de propaganda e marketing de bebidas alcoólicas vêm se sofisticando. Os efeitos dessa promoção podem ser observados de vários pontos de vista. Um estudo analisou, por exemplo, a prevalência da menção às bebidas alcoólicas em 341 músicas de rap no decorrer de quase duas décadas. Ao observar o grande aumento nesse período às referências ao álcool, geralmente positivas, inclusive com menções a marcas específicas, o autor conclui que esse gênero musical “foi profundamente afetado por forças comerciais e pelo marketing de bebidas alcoólicas”.
Utilizando outro método, Zwarun investigou novas maneiras pelas quais a promoção de bebidas alcoólicas têm sido feita em esportes televisivos especialmente após questionamentos legais ocorrerem. A autora verificou que uma maior ênfase tem sido colocada no que ela denominou de “propaganda não-tradicional” (sinais em estádios, anúncios dos locutores, propaganda de bebidas alcoólicas em comerciais de outros produtos), mantendo a promoção desses produtos bastante evidente.
Finalmente, um último tipo de estudo descritivo tem se ocupado de investigar a eficácia da auto-regulamentação exercida por entidades ligadas à propaganda e/ou indústria das bebidas alcoólicas sobre o conteúdo das atividades promocionais. Esses estudos foram realizados principalmente na Austrália. Babor et al. têm trabalhado recentemente na construção de uma metodologia mais efetiva para realização dessa linha de trabalho, utilizando tanto metodologia descritiva como de consumidor.
2. Estudos de consumidores
Estudos de consumidores são aqueles que utilizam o indivíduo como unidade de análise, ou seja, tentam examinar e prever respostas dos indivíduos, quase sempre jovens, às propagandas de bebidas alcoólicas. A partir do momento que estudos bem desenhados foram encontrando evidências empíricas da influência (mesmo modesta) da propaganda sobre o consumo de bebidas alcoólicas de jovens, a área de estudos de consumidores foi adquirindo importância.
Em uma revisão recente de estudos econométricos e de consumidor, Hastings et al. afirmam que, principalmente esse segundo tipo de estudo “apresenta evidências crescentemente convincentes de que o marketing de bebidas alcoólicas tem tido um efeito no comportamento de beber dos jovens”. Os autores também consideram que os resultados do marketing devem ser vistos em combinação com outras estratégias de promoção tais como maior distribuição e menor preço de produtos.
Os estudos de consumidores o aqueles que utilizam o indivíduo como a unidade da análise, ou seja, tentam examinar e prever as respostas dos indivíduos, quase sempre jovens, às propagandas de bebidas alcoólicas. A maioria dos estudos de consumidores é transversal, mas há uma mais recente leva de estudos longitudinais, com maior possibilidade de apontar causalidade.
De maneira geral, os estudos apontam que, além da exposição, o conteúdo do marketing de álcool “formata a percepção dos jovens sobre as bebidas alcoólicas e as normas de beber. Por exemplo, em uma série de artigos, um grupo de pesquisadores da Nova Zelândia aponta que lembrar e gostar de propagandas de álcool aumentou a frequência do consumo atual de álcool e a expectativa de beber no futuro.
Esses estudos, que utilizaram amostras com idades variadas (de crianças a jovens adultos) e diferentes metodologias (transversal, longitudinal, pesquisa por telefone e domiciliares), apontaram que respostas positivas (gostar) à propaganda de bebidas alcoólicas têm efeito direto e indireto (via expectativas positivas) no consumo de álcool e até em auto relatos de comportamento agressivo relacionado ao álcool. Esses achados, no entanto, variam de acordo com o tipo de bebida alcoólica, idades avaliadas e até o sexo dos indivíduos, sugerindo a complexidade coberta nas relações analisadas.
A variedade de aspectos envolvidos pode ser apreciada, por exemplo, em estudo recente de Austin et al. Os autores, experientes pesquisadores na área de propaganda de álcool, montam um modelo utilizando-se de análise de equação estrutural, relacionando variáveis como identificação, atração/desejo e ceticismo em relação a propagandas de bebidas alcoólicas e à maneira com que essas características podem prever o consumo de álcool por menores de idade.
O modelo final relaciona (positiva ou negativamente) essas características com gostar de produtos de marketing e marcas de bebidas alcoólicas que, por sua vez, prediz consumo de álcool. Os autores afirmam em sua conclusão que o efeito da propaganda sobre o consumo de álcool inclui um processo progressivo de tomada de decisões e que o foco exclusivo na exposição minimiza o impacto das relações.
Em outro estudo, um tanto menos elaborado sobre o assunto, Chen et al. avaliaram características de propagandas de álcool que eram percebidas como atrativas por adolescentes de 10 a 17 anos. Eles perceberam que gostar de elementos específicos da propaganda (história, humor, personagens) relacionava-se com gostar da propaganda de maneira geral e aumentava o desejo e a intenção de comprar o produto. Anúncios mais formais que se direcionavam à qualidade da bebida foram avaliados como menos atraentes pelos adolescentes.
Jovens com diferentes características podem ser afetados de maneiras diversas pelos anúncios de álcool. Em estudo exploratório sobre fatores pessoais de vulnerabilidade, Proctor et al. analisaram as percepções de estudantes universitários sobre duas propagandas de álcool. Pedia-se aos estudantes que avaliassem características dos atores das propagandas, como a quantidade que eles beberiam normalmente ou em situações festivas, sua idade e quão atraentes eles eram.
Os resultados apontaram que características pessoais dos sujeitos, desde sexo e idade, mas principalmente no tocante ao consumo próprio pesado de álcool influenciavam a percepção das propagandas. Nas palavras dos autores: “os achados sugerem que os anúncios apresentando situações de beber com atores jovens podem estar modelando o beber pesado episódico para o grupo de estudantes universitários mais sob risco de ter problemas futuros com o álcool”.
De qualquer maneira, a ênfase em exposição é clara em vários estudos sobre o assunto. O que varia nos estudos mais recentes é a análise de novos tipos de marketing de álcool e maneiras originais de analisar a exposição. Hurtz et al., por exemplo, avaliam com regressão logística em estudo transversal de estudantes de à 8ª séries a exposição a itens de marketing como objetos promocionais e propagandas em locais de venda.
Os resultados apontaram que estudantes mais expostos ao marketing tinham uma maior chance de terem bebido na vida e/ou de beber atualmente. Na mesma linha, McClure et al. verificaram que adolescentes que possuíam produtos de merchandising (ex: camisetas, bonés) de marcas de bebidas alcoólicas tinham maior probabilidade de iniciar consumo de álcool mais precocemente do que os que o possuíam tais itens após o controle para uma série de outras variáveis (demográficas, características de personalidade, estilo parental etc.).
Pasch et al. avaliaram em estudo longitudinal a exposição de adolescentes a um outro tipo de marketing de bebidas alcoólicas, o de outdoors- especificamente perto de escolas. As análises encontraram associação entre a exposição aos outdoors na série e a intenção de consumir álcool na 8ª série, mesmo entre aqueles estudantes que não bebiam na série.
Uma série de pesquisas longitudinais financiadas pelo National Institute of Alcoholism and Alcohol Abuse (NIAAA) trouxe importantes dados para a discussão da relação entre exposição à propaganda e consumo de álcool. Essas linhas de pesquisa são resumidas em um artigo de revisão, além de várias publicações de cada grupo. Todos esses artigos encontraram que quanto maior a exposição à propaganda, maior é o consumo dos adolescentes. Mas cada um trouxe uma contribuição específica.
Assim, Stacy et al. inovaram ao introduzir uma série de maneiras para medir a exposição às propagandas de televisão, além do tradicional auto relato. Os autores criaram, por exemplo, um índice de exposição perguntando aos adolescentes o quanto eles assistiam semanalmente de uma série de programas televisivos, tanto de sitcoms quanto de programas esportivos.
O índice foi criado ao multiplicar essas horas com a quantidade de propaganda de álcool veiculada em cada um desses programas (informação comprada junto a empresas de pesquisa de mercado). Além disso, os autores utilizaram dois outros métodos para avaliar a atenção e a lembrança em relação às propagandas (cued recall memory test e draw-an- event memory test), criando assim um índice possivelmente mais confiável de exposição à propaganda.
Já o grupo das pesquisadoras Collins e Ellickson avaliou uma série de possíveis fontes de propaganda (televisão, rádio, outdoors, revistas, ponto-de-venda, itens promocionais) e sua relação com o consumo de álcool em adolescentes mais jovens (6ª e 7ª séries) e mais velhos (7ª a 9ª séries). Nos dois casos, maior exposição relacionava-se com maior probabilidade de intenções de beber e consumo de álcool. 
No caso dos adolescentes mais jovens, no entanto, essa relação parece ser mais clara, mesmo após o ajuste a possíveis covariáveis. Já o início do consumo de álcool pelos adolescentes mais velhos relacionava-se apenas com exposição em pontos-de-venda (para aqueles que eram o bebedores na 7ª série). Em relação aos que já bebiam na 7ª série, a frequência do consumo de álcool na 9ª série estava relacionada com exposição a propagandas em revistas e locais de venda de bebidas alcoólicas em shows.
Um destaque especial deve ser dado, no entanto, ao artigo de Snyder et al. A pesquisa, que foi ferozmente criticada pela indústria de bebidas alcoólicas, traz, por seu desenho inovador, conclusões centrais sobre os efeitos da propaganda. Entre os pontos fortes desse estudo estão sua amostragem (nacional e longitudinal, embora com nível de aderência criticável) e o fato de ser um estudo tanto de consumidor (explora o auto relato de exposição dos jovens envolvidos), quanto econométrico (utiliza dados de empresas de pesquisa de mercado sobre os gastos em propaganda de cada um dos 24 mercados setoriais envolvidos no estudo).
Os autores concluem que a exposição mensurada tanto por auto relato como por quantidade de dinheiro gasto com propaganda em cada mercado contribui para um maior consumo de bebidas alcoólicas por adolescentes e jovens. Por causa de seu delineamento, esse estudo, ainda mais quando em combinação com os outros de metodologia longitudinal, aponta uma relação causal entre exposição à propaganda de álcool e seu consumo.
3. Estudos econométricos
Estudos econométricos analisam a quantidade de propaganda de álcool (usada como indicador indireto de exposição) e sua relação com o nível total de consumo de bebidas alcoólicas (usado como indicador indireto dos prejuízos relacionados ao álcool).
Tanto a quantidade de propaganda quanto o nível de consumo de álcool podem ser medidos de diversas maneiras. Um dos métodos mais comuns para mensurar propaganda tem sido a análise de gastos periódicos com custos agregados, ou seja, quanto se gastou em publicidade de álcool em determinado país ou ampla região em determinado período. Da mesma forma, a imposição de banimento ou restrição à propaganda em países ou regiões também foi utilizada em algumas pesquisas como medida da quantidade de propaganda existente. Finalmente, e de maneira menos frequente, medidas transversais mais localizadas podem ser utilizadas.
Em relação às medidas de consumo de álcool, os estudos utilizam desde dados gerais sobre o consumo de álcool em um determinado país até gastos com problemas relacionados ao álcool, como acidentes automobilísticos e frequência de problemas clínicos consequentes ao uso crônico de álcool (como cirrose, por exemplo). Historicamente, os estudos econométricos da propaganda do álcool trazem resultados conflitantes e não é incomum autores entrarem em inflamados debates acadêmicos sobre as conclusões divergentes de seus artigos.
Saffer, um dos autores que mais publica artigos econométricos sobre propaganda de álcool e de cigarro, avalia em revisão recente que uma das razões pelas quais estudos econométricos têm apresentado resultados conflitantes deve-se justamente aos métodos utilizados para medir a quantidade de propaganda. Por exemplo, a relação de propaganda e consumo não é linear porque, a partir de certa quantidade de promoção (nível de saturação), o consumo de álcool passa a não ter mais relação (ser o-responsivo) com a frequência da propaganda. Outro aspecto é que a proibição de propaganda em alguns meios de comunicação pode ter como resultado o aumento de intensidade em outros meios, o que pode afetar o consumo de maneiras não estimadas.
Outras falhas apontadas para os estudos econométricos na revisão realizada por Hastings et al. incluem o fato de que estes tendem a agregar todos os públicos-alvo de propaganda, o que não permite a análise separada de suas variações. Além disso, essa maneira de contabilizar a propaganda minimiza os efeitos das variações na disponibilidade das propagandas ao longo do ano e seus efeitos de curto prazo, bem como mercados com maior número de adultos daqueles com maior número de indivíduos mais jovens. Dessa maneira, esses estudos muitas vezes não dizem nada especificamente a respeito do consumo dos adolescentes e de outros subgrupos de consumidores.
A partir da década de 90, alguns artigos, utilizando-se de amplos bancos de dados e metodologias mais sofisticadas, começaram a apresentar dados mais consistentes. Saffer e Dave utilizaram bancos de dados de duas grandes pesquisas americanas, o Monitoring the Future e o National Longitudinal Survey of Youth de 1997, assim como dados de pesquisa de mercado para avaliar o efeito da propaganda de álcool no consumo de adolescentes e jovens.
Os tipos de bancos de dados utilizados permitiam o controle por idade, etnia e outros dados socio demográficos relevantes. Eles verificaram que uma redução da quantidade de propaganda implicaria em uma modesta redução do consumo de álcool entre os adolescentes. Esses resultados variam por etnia e sexo, o que corrobora os estudos descritivos e de consumidor descritos acima.
Em outro vasto estudo utilizando banco de dados com mais de quatro milhões de americanos, pesquisadores avaliaram quais medidas de controle do consumo do álcool seriam, caso amplamente implementadas, mais eficientes para a prevenção de mortes relacionadas ao consumo abusivo de bebidas alcoólicas. Os autores incluíram entre essas medidas impostos maiores para as bebidas alcoólicas, programas educacionais e familiares, contrapropaganda, restrição da propaganda de bebidas alcoólicas e intervenções para prevenir o ato de dirigir intoxicado.
Foram excluídas duas medidas muito eficientes (idade mínima para beber de 21 anos e tolerância zero para consumo de menores de idade), porque essas medidas tinham sido implementadas em todos os estados americanos. Os resultados mostram que a restrição completa da propaganda de álcool e o aumento do imposto de produtos alcoólicos seriam as duas intervenções mais eficientes para reduzir o consumo entre os jovens e, dessa maneira, resultar em uma redução no número de mortes entre adultos.
Conclusão
Seja pela intensidade e frequência com que bombardeia o potencial ou atual consumidor, tornando-se quase onipresente, seja pelos efeitos neurocomportamentais consequentes à sua interferência nos circuitos emocionais, o certo é que a publicidade de bebidas alcoólicas é um dos importantes fatores influenciadores dos hábitos de consumo de álcool da população, em particular entre os mais jovens. Seu papel estratégico não pode e não deve ser menosprezado. 
Características como quão atraentes as propagandas são para esse segmento e sua exposição a elas relacionam-se com uma maior expectativa de consumo futuro e com um consumo maior e mais precoce por adolescentes. Essa opinião se sustenta em estudos recentes e na reserva de conhecimento disponível sobre o tema, tanto do ponto de vista econométrico e de efeitos individuais quanto neuroeconômico.
No Brasil, a publicidade de álcool, principalmente cerveja, é bastante apreciada por sua qualidade e criatividade, e os adolescentes e adultos jovens parecem estar especialmente expostos a ela, que os tem como alvo preferencial.

O conhecimento atual sobre o tema indica que a redução da exposição à publicidade tem impacto positivo e proporcional, ainda que o de forma linear, sobre o consumo de álcool, principalmente entre os mais jovens, justamente a população mais vulnerável. Além disso, outras medidas regulatórias da oferta do produto, seja por meio da sobretaxação, seja por meio da restrição na instalação e funcionamento dos pontos-de-venda têm se demonstrado eficazes na redução do consumo de álcool e, consequentemente, dos danos associados a esse consumo.