Escolha o Idioma

Mostrando postagens com marcador Impotência. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Impotência. Mostrar todas as postagens

8/17/2015

Dependência Química e Impotência Feminina

Disfunção sexual feminina são problemas durante algumas das fases do ciclo de resposta sexual da mulher, que a impedem de chegar ao prazer durante a relação sexual.

O ciclo de resposta sexual da mulher é dividido em quatro fases. Quando a mulher tem dificuldade de resposta em alguma delas, ela pode estar com alguma disfunção sexual feminina. Entenda melhor as quatro fases da resposta sexual feminina


Excitação

Esta é a fase em que a vontade pelo sexo é despertada, e costuma ter como característica as seguintes reações do corpo:
  • Aumento da tensão muscular
  • Aceleração dos batimentos cardíacos e da respiração
  • Intumescimento dos mamilos e aumento dos seios
  • Aumento do fluxo de sangue nos genitais
  • Começo da lubrificação vaginal e inchaço das paredes da vagina, clitóris e dos pequenos lábios.
Platô

A fase do platô está mais próxima do orgasmo em si, e nela há um aumento das características da excitação. Há um aumento principalmente da sensibilidade do clitóris, da intensidade dos batimentos cardíacos e da respiração e da tensão muscular.

Orgasmo
  • Momento de clímax da resposta sexual, ele é acompanhado das seguintes características:
  • Contrações musculares involuntárias.
  • Aumento da pressão arterial, frequência cardíaca e intensidade da respiração, para haver um mais rápido uso do oxigênio.
  • Contração dos músculos vaginais, além de contrações ritmadas do útero.
Resolução

A fase de recuperação do corpo, que normalmente é mais rápida nas mulheres do que nos homens, já que eles gastam mais energia com a ereção do pênis. Algumas mulheres conseguem retornar para a fase do orgasmo após a resolução, se continuarem sendo estimuladas, o que pode causar orgasmos múltiplos.

Tipos

Existem várias disfunções sexuais femininas, que variam de acordo com os sintomas. Podemos dividi-las em quatro grupos:

Baixo desejo sexual

Quando a mulher tem pouco ou nenhuma libido. Aqui entra o desejo sexual hipoativo (DSH), que corresponde à total falta de interesse pelo sexo.

Transtorno de excitação sexual

Também chamado de frigidez, é a incapacidade da mulher de manter a excitação e a lubrificação durante o ato sexual.

Transtornos orgásticos

Em que a mulher tem dificuldade de chegar ao orgasmo, ou mesmo não consegue atingi-lo, como na anorgasmia.

Transtornos de dor sexual

Neles a mulher tem dor associada ao contato vaginal ou à estimulação sexual. Entre eles temos:
  • Dispareunia: dor genital durante o ato sexual.
  • Vaginismo: contração involuntária dos músculos próximos à vagina que impedem a penetração do pênis, dedo ou qualquer outro objeto.
  • Fobia ou aversão sexual: pânico e sentimento de repulsa diante de relações sexuais ou que levem ao sexo.
Causas

Há muito tempo achava-se que apenas questões psicológicas e sociais estavam envolvidas nas disfunção sexual feminina. Hoje, no entanto, sabe-se que questões físicas e hormonais também podem causar esse tipo de problema. Entenda melhor os grupos de causas:

Fatores físicos e hormonais

Diversas condições médicas podem causar redução no desejo sexual e na libido da mulher, como:
  • Diabetes
  • Doenças cardíacas
  • Doenças neurológicas
  • Alcoolismo
  • Abuso de drogas.
A menopausa é uma fase muito relacionada à disfunção sexual feminina. Ela sinaliza o fim do período fértil da mulher e os ovários entram em falência, produzindo menos hormônios, inclusive reduzindo a síntese de testosterona, que apesar de ser um hormônio masculino, também circula no corpo da mulher e está relacionado à libido feminina.

A fase do ciclo menstrual também influencia na libido e no prazer da mulher. Na semana da menstruação, a sua libido pode ficar maior devido aos altos níveis hormonais, principalmente estrógeno e testosterona. Com o aumento de circulação sanguínea na região da pélvis, o clitóris também fica mais sensível e é mais fácil chegar ao orgasmo.

Uma semana após a menstruação, os níveis hormonais continuam altos e o seu corpo começa a se preparar para a ovulação - que ocorre aproximadamente 14 dias após a menstruação. Nesse período, a lubrificação vaginal está maior, favorecendo a penetração e trazendo mais conforto à mulher, que fica mais relaxada para ter orgasmos.

No meio do ciclo, ocorre a ovulação e pode ser um período doloroso para a mulher, menos favorável à relação sexual. Já na semana que antecede a menstruação, há queda da libido e TPM, sendo uma fase bem mais difícil de chegar ao orgasmo. Vale lembrar que é preciso respeitar esse tempo se não houver possibilidade de manter relações sexuais - afinal, dura apenas alguns dias.

Uso de medicamentos

Alguns remédios também podem afetar a libido da mulher e causar disfunção sexual feminina. O uso de anticoncepcionais, por exemplo, está fortemente relacionado ao problema, dizem algumas linhas de estudo. Alguns tipos de pílula anticoncepcional são feitas com um tipo de progesterona sintética chamada ciproterona. Esse hormônio interfere na produção de testosterona, reduzindo-a, podendo assim reduzir discretamente também a libido.

Medicamentos para depressão também pode reduzir o desejo sexual da mulher, assim como o do homem. São os que mexem com a serotonina, e vale conversar com o psiquiatra caso isso esteja acontecendo.

Alguns medicamentos podem alterar o metabolismo dos hormônios andrógenos, que são os maiores influenciadores da libido mesmo na mulher. Um deles é o diurético com espironolactona, receitado principalmente por cardiologistas, que atua na metabolização da testosterona, e pode causar reações até em homens. 

Além dele, alguns antifúngicos, usados principalmente para micose nos pés, que pode interferir nos hormônios masculinos no corpo das mulheres.

Fatores psicológicos

Diversas questões podem estar envolvidas na forma como a mulher lida com o sexo. Uma delas é a autoestima: quando a mulher se sente mal com seu corpo, certamente terá dificuldades com sua libido, já que o sexo envolve a exposição total do seu corpo. Com a autocrítica elevada, ela vai para o sexo se medindo, se comparando e a probabilidade de sua libido desaparecer é alta.

Além disso, fatores como ansiedade, insegurança e conflitos com o parceiro também podem interferir.

Mesmo a expectativa de querer chegar ao orgasmo pode causar o efeito inverso: deixar você ainda mais longe do clímax. Quando a mulher vivencia o relacionamento sexual preocupada tanto com o seu desempenho como com o objetivo de atingir o orgasmo, ela pode deixar de se entregar às sensações prazerosas do encontro sexual. Se você sentir que não consegue controlar essa ansiedade, converse com um psicólogo.

Fatores sociais

A educação rígida gera crenças falsas em relação ao sexo oposto, sexualidade, masturbação e orgasmo. Muitas mulheres que acreditam nisso se sentem culpadas, ficam preocupadas demais e não conseguem chegar ao orgasmo.

É importante buscar ajuda de um ginecologista caso a disfunção sexual feminina esteja atrapalhando sua vida sexual. O especialista avaliará se seu caso tem alguma relação física ou se é puramente psicológico e lhe indicará o tratamento mais adequado para o problema.

Na consulta médica

Especialistas que podem diagnosticar uma disfunção sexual feminina são:
  • Clínico geral
  • Ginecologista
  • Psicólogo especialista em sexualidade.
Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo. Dessa forma, você já pode chegar à consulta com algumas informações:

  • Uma lista com todos os sintomas e há quanto tempo eles apareceram
  • Histórico médico, incluindo outras condições que o paciente tenha e medicamentos ou suplementos que ele tome com regularidade
  • Se possível, peça para uma pessoa te acompanhar.

O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:
  • Que problemas você está tendo na relação sexual?
  • O quanto esses problemas incomodam você?
  • Quão satisfeita você está em sua relação atual?
  • Quando você começou a ser sexualmente ativa?
  • Você se sente excitada em suas relações sexuais?
  • Você já teve um orgasmo? Se sim, em quais circunstâncias?
  • Você sente dor na relação?
  • Você usa algum método anticoncepcional? Qual?
  • Que medicações você toma?
  • Você abusa do álcool ou usa algum tipo de droga? Se sim, quanto você consome?
  • Você já fez alguma cirurgia que envolvesse seu sistema reprodutor?
  • Você já foi diagnosticada com outras condições de saúde, incluindo doenças mentais?
  • Você já foi vítima de violência sexual?
Também é importante levar suas dúvidas para a consulta por escrito, começando pela mais importante. Isso garante que você conseguirá respostas para todas as perguntas relevantes antes da consulta acabar. Para disfunção sexual feminina, algumas perguntas básicas incluem:
  • O que pode estar causando minha disfunção sexual?
  • Eu preciso de algum exame médico?
  • Qual tratamento você me recomenda?
  • Se você irá me prescrever algum medicamento, quais são os possíveis efeitos colaterais?
  • O quanto eu posso melhorar com esse tratamento?
  • Há alguma mudança no meu estilo de vida que eu possa fazer?
  • Você me indica fazer também terapia?
  • Meu parceiro(a) deve ser envolvido(a) no tratamento?
Não hesite em fazer outras perguntas, caso elas ocorram no momento da consulta.

O diagnóstico da disfunção sexual feminina em geral envolve um questionário detalhado do médico sobre sintomas, histórico médico, condições do relacionamento, experiências sexuais passadas e até mesmo sobre a autoestima e história de vida da paciente.

Quando a mulher também sente dor na relação, é necessário um exame da pélvis, que em geral não precisa da introdução de um espéculo nesses casos. A não ser que ele desconfie de uma DST, então pode ser que ele precisa analisar a parede vaginal, como em um exame Papanicolau.

A disfunção sexual feminina é um problema em geral multifatorial, portanto suas diversas causas precisam ser abordadas no tratamento.

Tratamento medicamentoso

Em geral esse tratamento é usado quando há alguma causa física secundária, como depressão, diabetes, menopausa... Nesses casos, o tratamento dessa condição em geral trará melhoras à disfunção sexual feminina.

Esse tipo de abordagem também pode ser usada quando algum medicamento está causando o problema. Nesse caso, o médico que o receito pode experimentar reduzir sua quantidade ou mesmo trocá-lo por um genérico ou similar.

Agora, quando a disfunção hormonal feminina é causada por alguma disfunção hormonal, alguns tratamentos podem ajudar, como, por exemplo:
  • Terapia com estrogênio: o estrogênio localizado é aplicado diretamente na vagina, seja em forma de creme, tablete ou anel. Seu uso ajuda a melhorar o tônus e elasticidade da vagina, aumentando o fluxo sanguíneo da região e também a lubrificação
  • Terapia com andrógenos: é a terapia feita com hormônios masculinos, como a testosterona, hormônio responsável pela libido também na mulher. No entanto, essa terapia ainda é controversa, enquanto alguns estudos mostram melhora da libido em mulher que apresentavam baixa testosterona, outros estudos não demonstraram efeito algum.
O risco desse tipo de terapia varia, e deve ser avaliado por seu ginecologista. Em alguns casos, esse tipo de tratamento requer monitoramento constante do seu médico.
Tratamento não medicamentoso

Muitas vezes, no entanto, a causa da disfunção sexual feminina não é apenas física. O lado emocional também é muito importante nessa equação. Nesses casos, vale testar algumas abordagens:

Questione-se e não se obrigue Antes de tudo vale se perguntar: por que eu não ando com vontade de fazer sexo? As respostas podem ser variadas e até mesmo incluir alguma insatisfação pessoal com o relacionamento. 

O primeiro quesito para se ter uma relação sexual de qualidade é um parceiro interessante e interessado. A relação é como um negócio, mas extremamente subjetivo, por ser baseado no que eu acredito que o meu parceiro pensa de mim.

Uma forma de perceber se o que falta é a química entre o casal está nas suas reações. A paciente que não tem vontade por problemas no relacionamento não percebe as mudanças físicas das preliminares - que devem ser sensações agradáveis - e, não raramente, encontra mil desculpas para que o clima não aconteça. Nesses casos, vale conversar com seu parceiro, procurar uma terapia de casais ou mesmo repensar seu relacionamento.

Conheça-se melhor E acredite, existem diversas formas de se conhecer melhor! A primeira delas, porém, é considerada um tabu por muitas mulheres: a masturbação. O garoto sempre é orientado a isso desde cedo e a menina, pelo contrário, é inibida a fazer isso, o que torna tudo mais complicado. 

Ao se masturbar, a mulher começa a perceber que pontos e toques a agradam mais, e podem ensinar isso ao parceiro, facilitando assim o prazer a dois. Mas o mesmo vale para as carícias do seu parceiro, perceber o que você gosta ou não que ele faça e ver o que lhe estimula. 

O autoconhecimento é fundamental para que se possa entender e explicar ao parceiro pontos mais sensíveis e eventuais zonas que trazem sensações desagradáveis, logo que devem ser evitadas. Muitas mulheres gostam da sensação da língua na orelha, por exemplo, e outras detestam, portanto, vale avisar seu companheiro.

Invista em exercícios Os exercícios hoje em dia são a solução para quase todos os problemas, inclusive quando o problema é entrar no clima! Todas as atividades que se proponham a manter uma vida mais saudável ajudam na sexualidade, tanto por deixarem a sensação de bem-estar (pela liberação de endorfinas) quanto pela melhora circulatória e da autoimagem corporal. 

Ao haver uma melhora na circulação, o sangue flui melhor até mesmo pelos tecidos dos órgãos genitais, tornando-os mais sensíveis ao toque, e portanto trazendo mais prazer. Já os hormônios do bem-estar, como as endorfinas, ajudam a mulher a relaxar, facilitando a entrada no clima. Nesses quesitos, qualquer atividade aeróbica vale a pena!

Ao praticar regularmente atividades, o corpo sente melhoras como perda da flacidez e de algumas gordurinhas indesejadas, o que faz com que a mulher se sinta mais bonita, e reduza alguns dos desconfortos citados no slide anterior! 

Aqui entra toda a parte emocional, de saber que está empenhada e fazendo algo por si mesma. Mas não apenas a atividade física comum é indicada: exercícios para a musculatura do períneo fazem bem para saúde e também ajudam a fortalecer as paredes vaginais, melhorando o prazer da mulher e assim tornando-a mais disposta ao sexo!

Use lubrificante 

Muitas mulheres não conseguem ter lubrificação sozinhas, algo comum inclusive no início da vida sexual. Nesses casos, o uso do lubrificante é mais do que recomendado, minimizando dores e desconfortos, assim permitindo que a mulher sinta mais prazer na relação sexual.

Dependência Química e Impotência Masculina

Abuso de drogas leva a disfunção sexual

Entre usuários de álcool, cocaína, crack e ecstasy, 47% têm ejaculação precoce, redução de libido e impotência.

Alterações vasculares causadas por vícios dificultam a ereção.


Quase metade dos dependentes de álcool e outras drogas tem alguma disfunção sexual. O número encontrado, 47%, é bem maior do que o registrado na população em geral, que é de 18%, segundo o Estudo da Vida Sexual do Brasileiro, que ouviu mais de 7.000 pessoas em 2004.

Os principais problemas levantados pelos autores foram ejaculação precoce (39%), diminuição do desejo sexual (19%), dificuldade de ereção (12%), retardo na ejaculação (8%) e dor durante a relação sexual (4%).

Quase a metade dos entrevistados, com idade média de 35 anos, usava mais de um tipo de droga. A ironia é que, em pequenas doses, drogas como o álcool e o cigarro aumentam o desejo sexual e a excitação.

Pesquisas sobre as expectativas dos usuários mostram que 50% dos homens e 40% das mulheres acham que essas substâncias melhoram o desempenho na cama. Mas, depois, a situação se inverte: o uso frequente e abusivo começa a provocar alterações na função sexual. “A longo prazo isso traz prejuízos importantes”.

IMPOTÊNCIA

Resultado de imagem para impotence

As drogas causam alterações em neurotransmissores, no cérebro, envolvidos no controle da ejaculação. O álcool e a nicotina causam alterações vasculares que dificultam a ereção. A cocaína e maconha, se usadas em altas doses, derrubam a libido. Também é esse o efeito de drogas sintéticas, como o ecstasy e o LSD.

No caso do álcool, o abuso é definido pelo consumo diário de mais de três doses, para homens, e mais de duas, para mulheres (o padrão de uma dose é uma lata de cerveja, uma taça de vinho ou uma medida de destilado).

Mas o uso abusivo em situações esporádicas também é prejudicial, e o consumo de pequenas quantidades pode abrir caminho para excessos. “No Brasil, há poucos estudos sobre disfunção sexual em dependentes químicos”. “Os números encontrados são similares aos relatados em estudos internacionais”, diz.

Outro dado que chamou a atenção dos pesquisadores foi o comportamento sexual de risco dos entrevistados. Além de 41% não usarem preservativos nas relações sexuais, a média de parceiras foi de cinco ao ano; na população geral, esse número é 2,96, nos homens. Essas pessoas ficam mais impulsivas e têm a capacidade de avaliar riscos reduzida.

Quais são as Causas da Impotência ?

Nós podemos classificar as causas da impotência, ou disfunção erétil, em dois grupos:
  • Causas puramente psicológicas (10% de todos os casos), e
  • Causas puramente orgânicas (90% de todos os casos).
Causas Psicológicas

Existem muitas razões para uma causa puramente psicológica ou orgânica da impotência. Ela pode começar abruptamente, geralmente após um grande trauma psicológico. Ou, ela pode se instalar gradualmente como resultado da depressão, ansiedade e estresse crônico. Além disso, em muitos distúrbios mentais, a libido sexual e a potência podem estar afetadas.

Por outro lado, existe uma situação muito comum, que afeta no mínimo uma vez todos os homens adultos, particularmente, aqueles envolvidos em relações sexuais casuais, a qual é chamada de "ansiedade de performance", ou medo de falhar. Muitas sociedades esperam do homem um papel sexual agressivo, e consideram que a falha em executá-lo é vergonhosa. Então, a auto-estima do homem pode ser afetada por uma impotência ocasional, e isto pode conduzir à ansiedade e inibição de reflexos sexuais.

Falhas ocasionais na performance também são encontradas em muitas outras situações. Elas podem ser, por exemplo, uma simples falta de diálogo com o parceiro sexual, um atrito conjugal (por ex., após uma briga), a presença de elementos perturbadores no ambiente, tais como barulho ou luz, uma diminuição temporária na libido sexual, devido a fadiga ou preocupações, ou medo de ser pego em relações ilícitas.

Uma questão importante feita pelos médicos para determinar a causa da impotência, é se o paciente frequentemente acorda com ereção. Ereções "matutinas" são psicológicas, e estão relacionadas aos mecanismos de suprimentos do sangue durante o sono, e não na excitação sexual. 

A presença destas ereções geralmente significam que a principal causa pode não ser orgânica. Usando um anel de selos de correio colados ao redor do pênis flácido durante a noite, é uma maneira simples de se detectar se ereções ocorrem durante o sono (o anel rompido pela manhã é uma prova.)

Entretanto, os fatores psicológicos também estão presentes quando a causa da impotência é puramente orgânica. A incapacidade de alcançar ereção nestes casos aumenta a ansiedade e o medo de não conseguir ter ereção.

Causas Físicas

Existem muitas causas físicas para a impotência temporária ou crônica, as quais podem se estender desde as mais curáveis ou preventivas, até as causas mais severas, as quais não podem ser curadas sem medidas invasivas ou radicais, tais como a cirurgia.

As seguintes causas são bem conhecidas e estudadas:
  • Problemas com o suprimento de sangue do pênis
  • Efeitos colaterais de drogas e medicamentos
  • Distúrbios do sistema nervoso
  • Distúrbios hormonais
  • Danos estruturais do pênis
  • Outras doenças, complexas e multissistêmicas
  • Doença Vascular Periférica
Esta é a causa mais comum da disfunção erétil, porque está correlacionada com muitas doenças sistêmicas que afetam os vasos sanguíneos da região genital, direta ou indiretamente. 

Doenças crônicas, tais como diabetes mellitus, colesterol alto e outras, levam a destruição das paredes contráteis das veias, ou provocam endurecimento, estreitamento ou bloqueio das artérias que chegam ao pênis. A ereção do pênis acontece quando o sangue, carreado pelas artérias do pênis, entumesce os corpos eréteis feitos de tecido esponjoso. 

Qualquer falha neste mecanismo de preenchimento, tal como o estreitamento das artérias e placas ateroscleróticas, podem conduzir a uma insuficiência erétil. A ereção é mantida por um aprisionamento fisiológico do fluxo de sangue acumulado no pênis, via vasos sanguíneos. 

Qualquer falha neste mecanismo (relaxamento do sistema vascular do pênis) resulta em ereções menos rígidas ou incapacidade em mantê-las pelo tempo suficiente para completar o coito.

Insuficiência vascular é talvez a causa que se correlaciona melhor com a idade. Geralmente, a impotência causada por fatores vasculares parece aumentar lentamente ao longo dos meses ou anos, primeiro causando uma diminuição na firmeza das ereções, para finalmente tornar-se o fator preponderante

A abordagem diagnóstica para a doença vascular é investigá-la com ultrassom, através de um método chamado cavernossonograma Doppler, o qual é capaz de desenhar a imagem colorida do fluxo sanguíneo no pênis.

Medicações e Drogas

Mais de 200 medicamentos do receituário médico são conhecidos por afetar a função erétil no homem. De fato, existem tantos, e para tantas condições, que isto deve ser uma das principais causas provocadoras da impotência orgânica. Algumas destas drogas promovem impotência por atuar no sistema nervoso central. Outras afetam a intensidade do suprimento sanguíneo do pênis, ou promovem relaxamento dos vasos sanguíneos. Entre elas estão:
  • Medicamentos usados para tratar hipertensão arterial (pressão alta), tais como espironolactona e diuréticos a base de tiazida, bem como beta-bloqueadores.
  • Medicamentos usados para tratar depressão (antidepressivos) e ansiedade (ansiolíticos), tal como fenotiazina.
  • Medicamentos usados para tratar distúrbios neurológicos, tais como doença de Parkinson e outras.
  • Medicamentos usados para tratar problemas gastrointestinais, tal como a cimetidina.
  • Medicamentos usados para tratar alergias.
Além disso, o abuso de substâncias, tais como álcool, tabaco, cocaina e outras é a maior causa de impotência nos dias de hoje. É irônico que estas substâncias de abuso são consideradas afrodisíacas, quando tomadas em pequenas quantidades. De fato, um cálice de vinho durante um encontro romântico pode "soltar" inibições e diminuir a ansiedade de performance ou outros fatores psicológicos inibidores explicados acima.

Um ansiolítico leve pode causar o mesmo efeito. Alguns fumantes ficam mais calmos ao desfrutarem lentamente um cigarro, cachimbo ou um charuto. Para algumas pessoas, a poderosa sensação de bem-estar que acompanha a ingestão de cocaína, metanfetaminas e outras drogas, pode atuar como excitante sexual. Entretanto, o abuso crônico e altas doses têm o efeito oposto.

Mais de 80 % dos alcoólatras sofrem de impotência sexual crônica. Estudos científicos têm mostrado que fumantes crônicos têm danos importantes no seu sistema suprimento sanguíneo genital.

As drogas causam impotência sexual

O desempenho e satisfação sexual dependem da substância utilizada e da intensidade deste consumo. No geral, nos casos mais graves de dependência por qualquer substância, o surgimento de conflitos domésticos, depressões secundárias e outras complicações por si só pioram qualquer relacionamento sexual. 

O álcool tem ação tóxica direta sobre a enervação do pênis e levam o indivíduo à impotência sexual.

Outras drogas como a cocaína e a anfetamina diminuem o desejo sexual em fases tardias. Seu mecanismo é incerto e parecem ser reversíveis.

A maconha é capaz de reduzir a produção de espermatozoides, também de modo reversível. Estudos recentes revelam situações de infertilidade, impotência, problemas menstruais e diminuição da libido e da satisfação sexual, entre usuários crônicos da maconha.

O uso crônico de esteroides pode trazer doenças cardíacas, enfermidades do fígado, problemas urinários, disfunções sexuais, calvície, acne, alterações na aparência, impotência, esterilidade e diminuição da expectativa de vida, podendo, em alguns casos ser fatal.

Dano Neurológico

Doenças nervosas ou danos aos nervos que controlam o processo de ereção estão entre as causas mais comuns de impotência.

O grande aumento na incidência de hiperplasias e de câncer da próstata nas últimas décadas é um dos maiores culpados. A cirurgia da próstata danifica os nervos em mais de 80 % dos casos. 

Parte destes pacientes recuperam a função sexual, completa ou parcialmente, após um ano ou mais, mas a maioria permanece impotente por toda a vida. A terapia por radiação do câncer de próstata, ainda que menos traumático, também tem um efeito sobre a potência sexual. Outras cirurgias pélvicas podem ter um efeito deletério da ereção.

Outra causa da impotência é o trauma na virilha. Esta é mais comum do que imaginamos, particularmente em alguns esportes. Recentemente, um grupo de pesquisadores desvendou que o fato de que andar de bicicleta pode ser a maior causa da impotência, porque fortes golpes do períneo (o triângulo entre o ânus e a base do escroto) contra a barra frontal da bicicleta são muito danosos. Ainda precisa ser comprovado se o trauma constante, de baixa intensidade causado pela fricção do períneo contra o assento poderia também ser responsável pela disfunção erétil.

Algumas doenças nervosas afetam fortemente a capacidade de alcançar a ereção, porque elas atuam sobre estruturas cerebrais que são responsáveis pelo controle central do impulso sexual e sua performance. 

Elas são: doença de Parkinson e outras doenças do sistema motor, derrame, esclerose múltipla, alguns tumores do cérebro e da glândula hipófise, e epilepsia. Injúrias na medula espinhal ou nervos que vêm ou vão à área genital, é claro, também são muito comuns, tais como na compressão do disco vertebral e injúrias traumáticas, tais como paraplegia e tetraplegia, ou em paralisia regional.

Danos Estruturais do Pênis

Existem doenças menos comuns, entre elas, fibrose do tecido do pênis, causadas por doenças orgânicas, doença de Peyronie (ela leva a um encurvamento anormal do pênis) e cistos e tumores.

Distúrbios Hormonais

Aproximadamente 5 a 10 % da população masculina sofre de algum tipo de distúrbio hormonal. O mais comum, que também se correlaciona com a idade, é uma constante diminuição nos níveis de testosterona, o principal hormônio sexual do homem. Ela tem provavelmente alguma coisa a ver com a diminuição na capacidade das células testiculares em sintetizar o hormônio. 

Este fenômeno levou alguns especialistas a pronunciarem que existe um tipo de "menopausa" para o homem, não tão drástica como para a mulher, a qual foi chamada de andropausa. Ainda que isto seja controvertido, o fato permanece que muitos precursores metabólicos da testosterona (substâncias usadas pelo corpo no processo de síntese) tais como DHEA (dehidroxiepiandrosterona), diminui significativamente com a idade.

A diminuição de testosterona tem sido associada com a diminuição na libido sexual e performance, porque os circuitos cerebrais e os tecidos do pênis são dependentes destes níveis de hormônios (entretanto, uma porcentagem significativa de homens com baixos níveis de testosterona permanece com performance sexual inalterada). 

Quando baixos níveis de testosterona afetam as caraterísticas sexuais primárias e secundárias (por exemplo, quando o crescimento da barba é consideravelmente lento, ou existe perda de pelos no peito ou na pelve, ou mesmo a atrofia dos testículos e pênis, e um aumento na região das mamas chamado ginecomastia), nós dizemos que existe uma condição chamada hipogonadismo (de gônadas, ou glândula sexual). Existem dois tipos de hipogonadismo:

Hipogonadismo primário, causado por uma doença nas células produtoras de testosterona.
Hipogonadismo secundário, causado por uma doença ou disfunção nos sistemas que controlam a produção de testosterona, como a hipófise.

A forma mais comum de hipogonadismo secundário é chamado de hipogonadismo hipogonadotrófico, porque existe uma diminuição demonstrável nos níveis de FSH (Hormônio Folículo Estimulante), também chamado de hormônio gonadotrófico, que é produzido pela glândula hipófise. O hipogonadismo primário, em contraste, tem níveis normais ou até aumentados de FSH.

Outra condição que pode frequentemente levar à impotência sexual é chamada de hiperprolactinemia, que é um aumento anormal de outro hormônio produzido pela hipófise, denominado prolactina. 

Nas mulheres, a prolactina é responsável por estimular as glândulas mamárias para produzir leite. Os homens normalmente têm níveis baixos de prolactina, mas em algumas doenças eles podem estar aumentados, tais como em um tipo de tumor benigno chamado prolactinoma.

Nos exames diagnósticos feitos para diagnosticar as causas da impotência sexual, o médico normalmente pede testes de laboratório destinados a medir o nível de testosterona, FSH e prolactina. Simultaneamente, níveis baixos de testosterona e FSH significam um diagnóstico de hipogonadismo hipogonadotrófico, Hiperprolactinemia está também muitas vezes associada à esta condição.