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2/06/2016

8 doenças que causam cansaço excessivo


O cansaço excessivo pode indicar além de falta de tempo para descansar, algumas doenças como anemia, diabetes, alterações da tireóide ou até mesmo depressão. Nesse caso, o paciente se sente sempre cansado e não tem forças para realizar seu trabalho com excelência.
Ao identificar o cansaço frequente é aconselhado observar se existem outros sintomas associados e buscar auxílio médico para iniciar o tratamento adequado. Enquanto espera pela consulta, o que se pode fazer para combater este cansaço excessivo é utilizar o pó de guaraná. Veja como usar em: Remédio caseiro para o cansaço.
As 8 doenças que podem causar cansaço excessivo são:
Diabetes
A diabetes causa cansaço frequente porque nela a glicose do sangue não chega a todas as células e por isso falta energia no corpo para realizar as tarefas do dia a dia. Além disso o excesso de açúcar no sangue faz o indivíduo urinar mais, leva ao emagrecimento e diminuição dos músculos, assim é comum os diabéticos queixarem-se de cansaço muscular. Que médico procurar: Diabetologista ou endocrinologista, e os exames indicados são glicemia em jejum e o teste de glicemia. O que fazer para combater a diabetes: Deve-se tomar os remédios receitados pelo médico e ter cuidados com a alimentação. Veja o que comer na diabetes.
Anemia
A falta de ferro no sangue pode causar cansaço, sonolência e desânimo. Nas mulheres esse cansaço se torna ainda maior na época da menstruação, em que as reservas de ferro no organismo diminuem ainda mais. Que médico procurar: Clínico geral, e os exames indicados são hemograma. O que fazer para combater a anemia: Deve-se consumir alimentos ricos em ferro, de origem animal e vegetal, diariamente. Alguns exemplos são: Carnes vermelhas, beterraba e feijão. Veja um bom remédio caseiro para anemia.
Apneia do sono
A apneia do sono é caracterizada pela falta de ar nos pulmões durante o sono, que pode acontecer por breves períodos, várias vezes durante a noite, prejudicando o sono e o descanso do indivíduo. Ao dormir mal, é normal acordar muito cansaço, ter cansaço muscular e sentir sono durante o dia. Que médico procurar: Médico especialista em distúrbios do sono pode solicitar um exame chamado polissonografia. O que fazer para combater a apneia do sono: É importante descobrir a sua causa, que pode envolver o excesso de peso para adequar o tratamento que pode envolver dieta e uso de uma máscara de CPAP, própria para dormir.
Depressão
Um dos sintomas típicos da depressão é o cansaço físico e mental frequente, em que o indivíduo fica sem ânimo de realizar suas tarefas diárias e até mesmo de trabalhar. Apesar de ser uma doença que afeta a parte mental da pessoa, ela também acaba afetando o corpo. Que médico procurar: O mais indicado é o psiquiatra. O que fazer para combater a depressão: É aconselhado ser acompanhado por um psicólogo ou psiquiatra que pode indicar o uso de medicamentos, em alguns casos.
Fibromialgia
Na fibromialgia há um cansaço frequente, que persiste por anos, além de um aumento a sensibilidade à dor. As dores constantes podem causar dificuldade de concentração e como também afeta o sono, a pessoa já acorda cansada, como se não tive descansado nada durante a noite. Que médico procurar: Reumatologista que pode solicitar uma série de exames para excluir outras causas, mas o diagnóstico é demorado e pode demorar anos para chegar.
O que fazer para combater a fibromialgia: Recomenda-se tomar os remédios receitados pelo médico, fazer exercícios como Pilates, Yoga ou Natação, para promover o alongamento dos músculos e mantê-los devidamente fortalecidos para se tornar mais resistente a dor.
Doenças cardíacas
A arritmia e o entupimento das artérias podem causar cansaço e tonturas frequentes. Nesse caso, o coração não tem forças suficientes para fazer uma boa contração para enviar sangue para todo o corpo e por isso o indivíduo está sempre cansado. Que médico procurar: Cardiologista, que pode pedir exame de sangue e eletrocardiograma, por exemplo. O que fazer para combater as doenças cardíacas: Ir ao cardiologista e tomar os remédios receitados por ele. Além disso cuidar da alimentação, evitando gorduras e açúcar, e praticar exercícios supervisionados.
Infecções
Como gripes e resfriados podem causar muito cansaço porque nesse caso, o corpo tenta usar todas as energias para combater os micro-organismos envolvidos. Aqui, além do cansaço pode-se observar outros sintomas como a febre e a dor muscular, que devem ser investigadas pelo médico. Que médico procurar: Clínico geral, que pode pedir exames de sangue ou outros mais específicos, dependendo dos sintomas envolvidos. O que fazer para combater as infecções: Após descobrir de que infecção se trata, o médico poderá prescrever o medicamento para curar a doença. Ao seguir todas as recomendações médicas, a cura pode ser alcançada e o cansaço desaparece.
Alterações da tireoide
Como os hormônios tireoidianos são responsáveis por manter o metabolismo acelerado, quando estão afetados o cansaço se instala. Que médico procurar: Endocrinologista, que pode pedir o exame de sangue TSH, T3 e T4. O que fazer para combater a tireoide: É importante tomar os medicamentos receitados pelo médico para manter os níveis hormonais sob controle, porque assim o metabolismo volta ao normal e o cansaço desaparece.
Uma das melhores formas de combater o cansaço é tendo tempo suficiente para descansar e para dormir um sono reparador. Agendar umas férias pode ser uma boa solução para diminuir o stress e o ritmo de trabalho, mas se mesmo isso não for o suficiente deve ponderar a possibilidade de marcar uma consulta médica para investigar o que pode estar causando o cansaço excessivo.

10/11/2015

Solidão

Solidão é a falta de companhia. Essa falta (ou carência) pode ser voluntária (quando a pessoa decide estar sozinha) ou involuntária (quando o sujeito se encontra sozinho por circunstâncias diversas da vida).

A solidão, por conseguinte, implica a falta de contato com outras pessoas. Trata-se de um sentimento ou estado subjetivo, tendo em conta que existem diferentes graus ou matizes de solidão podendo ser encarados de diferentes formas dependendo da pessoa.

Em princípio, a solidão absoluta não existe. Há sempre alguém com quem se mantenha uma certa proximidade, seja física ou emocional. Por outro lado, a solidão, em certas ocasiões, é valorizada por muitas pessoas, havendo, aliás, quem a considere imprescindível para descansar ou se concentrar.

Independentemente das diferenças pessoais, a solidão durante períodos extensos costuma ser considerada como algo que causa dor e insatisfação, razão pela qual as pessoas tendem a procurar contato social, seja em reuniões, passeios ou saídas.

Os monges de certas congregações decidem viver na solidão como uma forma de se ligarem ao seu mundo interior (espiritual). Aliás, existem grupos de monges que, apesar de viverem em comunidade, não conversam sequer uns com os outros.

Solidão é um sentimento no qual uma pessoa sente uma profunda sensação de vazio e isolamento. A solidão é mais do que o sentimento de querer uma companhia ou querer realizar alguma atividade com outra pessoa não por que simplesmente se isola, mas por que os seus sentimentos precisam de algo novo que as transforme. Solidão não é o mesmo que estar desacompanhado.

Muitas pessoas passam por momentos em que se encontram sozinhas, seja por força das circunstâncias ou por escolha própria. Estar sozinho pode ser uma experiência positiva, prazerosa e trazer alívio emocional, desde que esteja sob controle do indivíduo.

Pablo Neruda: Saudade é solidão acompanhada, é quando o amor ainda não foi embora, mas o amado já...

Friedrich Nietzsche: Minha solidão não tem nada a ver com a presença ou ausência de pessoas...detesto quem me rouba a solidão, sem em troca me oferecer verdadeiramente companhia ...

Augusto Cury: Quando somos abandonados pelo mundo, a solidão é superável; quando somos abandonados por nós mesmos, a solidão é quase incurável.

Luiz Gasparetto: Solidão é a distância que o separa de você mesmo e não a distância que o separa dos outros

Eu poderia colocar aqui diversos pensamentos e pontos de vista sobre a solidão.... Percebo que é um sentimento que difere de pessoa a pessoa, vejo que a palavra solidão tem muitos significados, e como é sentimento, cada um sente do seu jeito...

Se fosse eu dizer o que acho.... Diria tudo que já foi dito, que sentimos solidão acompanhados, em meio a uma multidão, que sentimos solidão quando alguém nos rouba a paz, que sentimos solidão quando estamos vazios de nós mesmos, sem rumo, sem objetivos, e queremos que o outro preencha o que só cabe a nós preencher...

Que estar só, não faz com que nos sintamos obrigatoriamente em estado de solidão, que cada ser em particular, sabe decifrar o seu próprio mal e que muitas vezes é necessário, o estar só...para o autoconhecimento e para a criação...o artista é um ser naturalmente solitário.

"Minha alma tem o peso da luz. Tem o peso da música. Tem o peso da palavra nunca dita, prestes quem sabe a ser dita. Tem o peso de uma lembrança. Tem o peso de uma saudade. Tem o peso de um olhar. Pesa como pesa uma ausência. E a lágrima que não se chorou. Tem o imaterial peso da solidão no meio de outros." (Clarice Lispector)

Para sentir solidão, entretanto, o indivíduo passa por um estado de profunda separação. Isto pode se manifestar em sentimentos de abandono, rejeição, depressão, insegurança, ansiedade, falta de esperança, inutilidade, insignificância e ressentimento. Se tais sentimentos são prolongados eles podem se tornar debilitantes e bloquear a capacidade do indivíduo de ter um estilo de vida e relacionamentos saudáveis. Se o indivíduo está convencido de que não pode ser amado, isto vai aumentar a experiência de sofrimento e o consequente distanciamento do contato social. A baixa autoestima pode dar início à desconexão social que pode levar à solidão.

A solidão ocorre com frequência em cidades densamente populosas; nestas cidades muitas pessoas podem se sentir totalmente sozinhas e deslocadas, mesmo quando rodeadas de pessoas. Elas sentem a falta de uma comunidade identificável numa multidão anônima. É incerto se a solidão é uma condição agravada pela alta densidade populacional ou se é uma condição humana trazida à tona por tal estrutura social. 

De fato, a solidão ocorre mesmo em populações menores e menos densas, mas a quantidade de pessoas aleatórias que entram em contato com o indivíduo diariamente numa cidade grande pode levantar barreiras de interação social, uma vez que não há profundidade nos relacionamentos, e isso pode levar à sensação de deslocamento e solidão. A quantidade de contatos não se traduz na qualidade dos contatos.

A solidão parece ter se tornado particularmente prevalente nos tempos modernos. No começo do século XX as famílias, eram tipicamente maiores e mais estáveis, os divórcios eram raros e relativamente poucas pessoas viviam sozinhas. Hoje, há uma tendência de inversão desses valores.

A escola existencialista vê a solidão como essência do ser humano. Cada pessoa vem ao mundo sozinha, atravessa a vida como um ser em separado e, no final, morre sozinho. Aceitar o fato, lidar com isso e aprender como direcionar nossas próprias vidas de forma bela e satisfatória é a condição humana.

Alguns filósofos, como Jean-Paul Sartre, acreditaram numa solidão epistêmica, onde ela é parte fundamental da condição humana por causa do paradoxo entre o desejo consciente do homem de encontrar um significado dentro do isolamento e do vazio do universo. Entretanto, alguns existencialistas pensam o oposto: os indivíduos precisariam se engajar ativamente uns aos outros e formar o universo na medida em que se comunicam e criam, e a solidão é meramente o sentimento de estar fora desse processo.

Um outro tratamento, tanto para depressão quanto para a solidão, é a terapia de animais de estimação, ou terapia através da presença de animais de companhia, como cachorros, gatos, coelhos e até mesmo porquinhos-da-índia. De acordo com a agência Centers for Disease Control and Prevention, existem vários benefícios associados aos animais de estimação. 

Além de atenuar a sensação de solidão (mesmo porque isto pode também levar à socialização com outros donos de animais semelhantes), ter um animal de estimação diminui a ansiedade e, consequentemente, os níveis de stress no organismo.

A solidão é o resultado da quebra de confiança nas relações de um mundo globalizado, mas cada vez mais imerso nas distorções da busca por satisfação individual. As últimas novidades em tecnologia da comunicação e redes sociais atendem a esta demanda, portanto facilitando o estabelecimento de contatos de modo rápido e eficiente. 

Este modo de se relacionar, entendido mais como sintoma do que causa, revela a busca de quantidade em detrimento da qualidade no contato com o outro. Qualidade implica em encontros pessoais, disposição para acordos, que entre outras coisas, importa em tempo. Tempo para dar e receber é artigo de luxo, produto escasso no mercado. 

Se por um lado, a quantidade otimizada na equação tempo e amigos resolve o problema de não ficar sozinho e ter o que fazer, por outro lado encobre o fato de que a forma de contato é artificial, superficial e descartável, enfim inconsistente. 

A ideia de que ninguém vive sozinho e que o ser humano foi criado para ter o seu convívio dentro de uma sociedade não são conceitos novos. Inclusive, isso é algo tão enraizado na nossa cultura que o fato de alguém estar sozinho ou se sentir dessa forma pode ser algo que o leve facilmente a uma depressão.

O problema nisso é que as redes sociais passaram a representar quase uma obsessão pela autoimagem de um indivíduo. Muitos acabam dedicando horas à construção do que consideram um perfil adequado, selecionando apenas as fotografias que julgam conter os seus melhores ângulos e escrevendo apenas frases que transmitam um pouco da “pessoa ideal”, aquela sem qualquer tipo de falhas – a que todos gostariam de ser.

As pessoas se acostumam facilmente a “colecionar” amigos nas redes sociais, substituindo uma boa conversa pessoal por uma mera conexão. A cada dia a “qualidade” é trocada pela “quantidade” e a definição de “relacionamento” passa a ser representada pela troca de imagens e algumas poucas linhas de texto em um chat online.

Você passa a esperar menos das pessoas e começa a desejar que os métodos tecnológicos para a comunicação passem por evoluções que tragam funções novas. Muitos autores costumam dizer que o uso excessivo da internet faz você passar a vê-la como um modelo ideal de convivência e até mesmo a ter uma dificuldade muito maior para desenvolver relações pessoais.

Infelizmente, como resultado do uso excessivo desses meios para a comunicação, o que ocorre na maioria dos casos é que, mesmo que o indivíduo considere que tem muitos amigos, ele acaba se sentindo cada vez mais sozinho. Como somos vulneráveis à solidão, nos apegamos cada vez mais à tecnologia para tentar preencher esse vazio.

Isso porque as redes sociais trazem a impressão de que você pode passar uma imagem beirando a perfeição; sempre será ouvido e nunca estará sozinho. Assim, muitos passam a querer cada vez mais compartilhar experiências online para se sentirem “vivos” e “fazendo parte de um grande grupo”, e é por essas razões que a tecnologia mudou o conceito de estar sozinho e de sentir solidão.

A solidão é uma condição interior do Homem, uma sensação de carência absoluta, de um objetivo ou um desejo que sempre se desloca, gerando na alma esta percepção da falta. Os religiosos afirmam que este sentimento de separação, de desvinculação com alguma coisa que não se pode definir, indica que o ser humano está apartado do Criador, sinônimo de Eu Superior, Self ou o Todo no âmbito da psicologia.

Sociologicamente pode-se dizer que a solidão é fruto da marginalização social, da exclusão do indivíduo da sociedade convencional, por inadaptação ou pela recusa em seguir determinados parâmetros fixados socialmente. De acordo com esta ciência, quem não consegue conviver com as pessoas é, de certa forma, expulso do meio, e assim se sente sozinho.

Atualmente, com a conquista de uma liberdade financeira cada vez maior, muitas pessoas, independente de sexo ou faixa etária, vivem sós, mas não se sentem necessariamente sozinhas, pois elas revelam estar bem assim, pois optaram por esta condição existencial, o que não significa que elas foram excluídas ou se auto exilaram da vida social, mas apenas que escolheram manifestar sua independência desta forma. Mesmo porque alguém pode estar no meio de uma multidão e assim mesmo se sentir sozinho.

O sentimento da solidão também nasce da incapacidade das pessoas de se voltarem para si mesmas, de mergulharem no processo de autoconhecimento. Desta forma elas se distanciam de si mesmas e passam a procurar no outro o que deveriam buscar em seu íntimo.

O Homem deve aprender a ser só, a aceitar este estado natural, preparando-se assim para viver plenamente e concretizar suas metas. Pretender que não se está sozinho e não se alimenta a angústia na alma e tentar amenizar estas sensações vivendo a vida do outro, não soluciona em ninguém o problema da solidão.

A angústia provocada pela solidão é o sentimento que muitas pessoas experimentam quando se conscientizam de estarem sós no mundo. É o mal-estar que o ser humano experimenta quando descobre a possibilidade da morte em sua vida, tanto a morte física quanto a morte de cada uma das possibilidades da existência, a morte de cada desejo, de cada vontade, de cada projeto."



Aristóteles dizia que uma vida de contemplação seria a melhor vida para um homem. Ele se referia ao modo observador, por ele muito empenhado. Einstein também dizia: "Olhe profundamente a natureza e então entenderá tudo melhor". Observe e reflita.

9/29/2015

A Humildade

A humildade é a virtude que dá o sentimento exato da nossa fraqueza, modéstia, respeito, pobreza, reverência e submissão.

Humildade vem do Latim “humus” que significa “filhos da terra”, ao analisarmos esta frase, encontramos material suficiente para aprender sobre a humildade.

Filhos da Terra: sentimo-nos oprimidos sabendo que nosso lugar não é aqui, fomos criados a imagem e semelhança do Criador, descemos por nosso próprio livre arbítrio, devendo retornar atarvés do nosso esforço e trabalho, fazendo florescer as virtudes latentes em nossa alma.

Se diz que a humildade é uma virtude humilde, quem se vangloria da sua, mostra simplesmente que lhe falta.

Ela torna as virtudes discretas, despercebidas de si mesma.

A humildade não depreciação de si mesmo, não é ignorância com relação ao que somos, mas ao contrário, se tem conhecimento exato do que não somos. Se apresenta com humildade, sem que a vaidade se manifeste.

Podem-se encontrar diferentes graus de humildade, como também falsas humildades, pode-se ser humildade em breves momentos, ante algo que nos parece grandioso.

São falsas humildades: Aqueles que se rebaixam ante os outros querendo parecer humildes, porém estão cheios de ressentimentos, inveja ou ambição.

Outra falsa humildade é não reconhecer ou não acreditar em seu real valor e se sentir inferior, pode até possuir humildade porém se inferioriza a tal ponto ante seus semelhantes, sentindo grande sofrimento em seu interior, este ser não respeita a sua dignidade.

Ter humildade não significa ser servil.

Ter humildade não é signo de fraqueza.

Pode-se ser humilde sem se depreciar ou reconhecer os valores de cada um.

Mas, a verdadeira humildade, é aquela que o homem tem consciência e possui uma convicção do que ele é, da sua capacidade, da sua força ou da sua fraqueza, compreende a sua inferioridade, reconhece seus limites, mas não sofre por isso, se esforça e trabalha para ser melhor e procura constantemente seu aperfeiçoamento físico, moral e espiritual.

Ser humilde é saber ir até o ponto de não interferir nos outros, ser humilde é não intrometer-se na vida dos outros.

Esta humildade, esta consciência, este sentimento se adquire lentamente pelo trabalho interior ou pode ser provocada pelo recolhimento da existência de algo superior em nós mesmos, reconhecer a grandeza de Deus, o Poder Superior, das suas Forças Universais ou das leis que as regem, ante essa compreensão e reconhecimento interior há humildade, reverência à grandeza do Criador.

A verdadeira humildade sempre está acompanhada de outras virtudes: caridade, misericórdia, amor, verdade e compaixão.

O Reparador deixou grandes ensinamentos de humildade: ao lavar os pés dos seus discípulos, assim como nos ensinou o amor ao próximo e a caridade, quando mitigava o sofrimento dos pobres.

O homem pode nascer com tendências à virtude da humildade, pode nascer humilde, como também pode trabalhar para adquiri-la.

A humildade é uma virtude que atua sem ilusão, sendo guiada pela razão. Um bom conhecimento teórico da humildade favorece o aprofundamento nesta virtude assim como também o conhecimento exato de nossas limitações.

A humildade produz no interior do homem alegria, paz e serenidade, todo o ser tem conformidade do que ele realmente é e se sente satisfeito em sua fraqueza.

A força da virtude está na alma e não precisamos ser santos para ter humildade, afastando o orgulho, a vaidade, a prepotência e o egoísmo.

Vander Campello

9/14/2015

VAMPIROS EMOCIONAIS



Sabe aquele tio, que na verdade nem tio é, só é casado com a sua tia, e que não perde uma oportunidade de ser extremamente indelicado e ofensivo com você? No jantar de Natal, com toda a família reunida, ele faz aquela piadinha regada de preconceito sobre homossexuais bem no ano em que você saiu do armário para a sua família. Ou faz um comentário ofensivo sobre pessoas tatuadas, alto o suficiente para que você e suas 9 tatuagens escutem. Ou te chama indiretamente de vagabunda e todos os piores nomes, por você estar usando uma mini saia, ou por ter ido morar com o seu namorado, ou por apenas existir.

Os encontros familiares, que deveriam ser felizes e agradáveis, se tornam um martírio para você, já que a cada reunião, uma nova oportunidade para uma nova ofensa disfarçada de piada, crítica, opinião ou crença. 

Sabe aquela amiga de infância que você coleciona agradáveis memórias mas que conforme os anos foram se passando ela foi ganhando um estranho gosto por te botar pra baixo? Pequenos comentários seguidos de risadinhas, seguidos de “tô brincando”, seguidos de qualquer desculpa que faça com que você aceite pacientemente suas crueldades. Mais uma vez. E mais uma. E mais uma. E mais até enquanto você permitir. Você tira uma nota boa na prova e a amiga ao invés de te parabenizar, comenta que a dela foi melhor. Você tem um encontro, ao qual ela obviamente não foi convidada, mas a amiga chora e faz chantagem emocional até você desistir de ir. Você ganha um presente maravilhoso e a amiga “acidentalmente” deixa cair no chão. Sempre que você está feliz passa magicamente a não estar no momento em que a encontra.

Sabe aquele seu colega de trabalho que sempre dá um jeito de te boicotar? Sempre que você vai abrir a boca numa reunião, na frente do chefe e de todo o resto da equipe, ele imediatamente te corta. Sempre que você dá uma ideia, a sua ideia por melhor que seja, é ruim, é péssima, é burra. E quando é boa, ele dá um jeito de tomar o crédito por ela. Sempre que você dá uma vacilada e chega depois do horário ou não entrega o relatório no tempo certo, ele faz questão de ir até o chefe fazer a sua caveira. Ele tem olhos de coruja em cima de você. Sorrindo quando te vê, mas esperando a primeira oportunidade de te apunhalar pelas costas.


Sabe aquele namorado que passou o namoro inteiro te proibindo de sair sozinha, de ter amigos, de usar decote/saia/short, invadindo seu e-mail, seu Facebook, suas mensagens, dizendo para deletar Fulano, para parar de falar com Ciclano, te botando pra baixo, te chamando de gorda, de feia, de puta, e quando você finalmente decide terminar, ele te relembra “por acaso” das fotos que tem de você linda, maravilhosa e completamente pelada? Ou faz um escândalo e diz que vai se matar. Ou faz um escândalo e diz que vai te matar. Ou faz um escândalo e diz que vai matar você, ele, o Fulano, o Ciclano e quem mais passar pela frente também. 

Sabe esse cara que te trata feito objeto, feito propriedade dele, feito um completo nada? Sabe, né?


E você não revida. Você nunca revida. Você não tem nem forças para revidar. E não sabe o porquê. Você finge, contrariada, que não escutou, que não viu, que não se magoou. E por que você faz isso?

Você faz isso porque de alguma forma o jogo sempre vira contra você. De alguma forma você acaba saindo como a ovelha negra da família por arrumar briga no Natal, ou a ingrata por não estar ao lado da amiga que cresceu com você, ou o funcionário que não sabe trabalhar em equipe, ou a namorada malvada que não se esforça para compreender o namorado de longa data que sua família tanto adora.

De alguma forma ninguém mais, nem seus amigos, seu chefe ou sua família, conseguem enxergar os abusos que por tanto tempo você tem engolido a seco. Para os outros, que não estão sentindo na pele, nunca é nada de mais.

E de tanto que tentam te convencer de que não foi nada, até você começa a acreditar. Talvez você esteja mesmo sendo injusta, ingrata, exagerada, louca. Talvez seja só um mal entendido. Talvez seja só o jeito da pessoa. Talvez esteja tudo bem em tomar umas mijadinhas de vez em quando, né? Talvez esteja tudo bem em aguentar calada insultos, covardias, rasteiras, preconceitos, chantagens e abusos, né?

Não. Não é. Vampiros emocionais não sossegam enquanto não sugam suas vítimas por inteiro. Não há piedade. Não há compaixão. Eles querem tudo. Eles querem cada gota de você. Enquanto restar um pingo de felicidade, vitalidade e energia em você, lá estará ele, sorrateiro, cruel e duas caras. Esperando uma brecha, um momento, uma oportunidade. Esperando você respirar, você se distrair, você sorrir, você se sentir feliz, você esquecer da última vez em que se sentiu miserável por causa dele. E assim que você estiver bem, ele surgirá para te mostrar que você pode se sentir ainda mais miserável.

E claro, tudo muito discretamente, que é para ninguém ao redor perceber e ele continuar mantendo seu papel de vítima da situação. Mas aqui vai uma verdade que ninguém te fala: você não tem a menor obrigação de aguentar isso. Quanto vale a sua saúde mental? Quanto vale o seu bem estar emocional? Quanto vale você? Vale a pena não tomar uma atitude para agradar terceiros enquanto você murcha feito uma flor velha? Vale a pena dizer que é para não se estressar enquanto você se estressa calada e sozinha? Vale a pena se desfazer aos pouquinhos, se sentir cada vez mais infeliz e cansada, por motivos que às vezes nem você sabe ao certo?

Não adianta você achar que uma hora vai parar, uma hora vai mudar, uma hora vai voltar a ser o que era. Não adianta você se recusar a enxergar que por mais que tenham existido momentos agradáveis, eles foram embora junto com a pessoa que você achava que era uma coisa mas na verdade é outra. Não adianta você se prender ao que você gostaria que fosse e ignorar o que é. Não adianta você se esforçar ao máximo para agradar achando que com isso a pessoa se sentirá satisfeita e irá parar.

Vampiros emocionais não param. Eles são parados. Ou você decide tirá-los de vez da sua vida, ou nos casos de impossibilidade, se impôr, ou eles continuarão subindo em suas costas e fazendo mais peso do que você pode aguentar. E você sabe o que diz o ditado: em cavalo manso, todo mundo quer montar. Já está na hora de você dar uns belos coices e mandar o morcegão de volta pra tumba de onde nunca deveria ter saído.

8/16/2015

Autoestima

Autoestima inclui uma avaliação subjetiva que uma pessoa faz de si mesma como sendo intrinsecamente positiva ou negativa em algum grau. A autoestima envolve tanto crenças auto significantes (por exemplo: "eu sou competente/incompetente", "eu sou benquisto/malquisto") e emoções auto significantes associadas (por exemplo: triunfo/desespero, orgulho/vergonha). Também encontra expressão no comportamento (por exemplo: assertividade/temeridade, confiança/cautela).


O "si mesmo" pode ser definido como o conhecimento que o indivíduo tem de si próprio, pode-se dividir esse conhecimento em dois componentes distintos: um descritivo, chamado autoimagem, e outro valorativo, que se designa autoestima.
Outros dois termos são muitas vezes usados como sinônimos de autoestima: autoconfiança e auto aceitação. Uma análise mais aprofundada desses termos indica, no entanto, uma sutil diferença de uso: autoconfiança refere-se quase sempre à competência pessoal e é definida como a convicção que uma pessoa tem de ser capaz de fazer ou realizar alguma coisa. Autoestima é um termo mais amplo, incluindo, por exemplo, conceitos sobre as próprias qualidades etc.
Auto aceitação, por outro lado, é um termo ligado ao conceito de "aceitação incondicional" da abordagem centrada na pessoa e indica uma aceitação profunda de si mesmo, das próprias fraquezas e erros. A autoestima, a autoconfiança e a auto aceitação tendem a estar intimamente ligadas e se influenciam mutuamente.
Todas as pessoas são capazes de desenvolver a autoestima positiva, ao mesmo tempo em que ninguém apresenta uma autoestima totalmente sem desenvolver. Quanto mais flexível é a pessoa, tanto melhor resiste a tudo aquilo que, de outra forma, a faria cair na derrota ou no desespero.
A autoestima tem dois componentes: um sentimento de concorrência pessoal e um sentimento de valor pessoal, que refletem tanto seu julgamento implícito de sua capacidade para sobrelevar os reptos da vida bem como sua crença de que seus interesses, direitos e necessidades são importantes.
Os sentimentos de inferioridade podem ser expressados de muitas maneiras, e são comuns a todos, dado que nos achamos em situações que desejamos melhorar. Podemos definir o complexo de inferioridade como aquele que aparece frente a um problema ante o qual o indivíduo não se acha preparado e expressa sua convicção de que é incapaz do resolver.
O nível e a qualidade da autoestima, embora correlacionados, não são sinônimos. A autoestima pode ser elevada, mas frágil (por exemplo, narcisismo) e baixa, porém segura (por exemplo, humildade). Todavia, a qualidade da autoestima pode ser indiretamente avaliada de várias formas:

  • Em termos de sua constância através do tempo (estabilidade),
  • Em termos de sua independência ao se apresentarem condições particulares (não contingência),
  • Em termos de quão entranhada ela esteja num nível psicológico básico (inquestionabilidade ou automaticidade).
Criminosos violentos, frequentemente, se descrevem como superiores aos outros - em especial, como pessoas de elite, que merecem tratamento preferencial. Muitos assassinatos e ataques são cometidos em resposta a golpes contra a autoestima, tais como insultos e humilhação.
Para ser mais preciso, muitos perpetradores vivem em ambientes onde insultos são muito mais ameaçadores do que a opinião que têm de si mesmos. Estima e respeito estão ligados ao status na hierarquia social, e desonrar alguém pode ter consequências tangíveis e mesmo acarretar risco de perder a vida.
A mesma conclusão emergiu dos estudos de outra categoria de pessoas violentas. É relatado que membros de gangues de rua possuem opiniões favoráveis sobre si mesmos e recorrem à violência quando estas avaliações são contestadas.
Autoestima refere-se ao grau em que as pessoas gostam de si mesmas. O estudo sobre o assunto trouxe interessantes contribuições para o entendimento do comportamento humano no ambiente organizacional, uma vez que está diretamente relacionada às expectativas de sucesso.
A autoestima elevada nos indivíduos faz com que eles acreditem no seu potencial para ter sucesso no trabalho e aceitem tarefas desafiadoras. Abordando este assunto de uma maneira geral, foi descoberto que os indivíduos com baixa autoestima, são mais vulneráveis às influências externas e dependem de incentivos constantes.
Em consequência disso, buscam aprovação dos outros e se submeter às convicções e comportamento daquelas pessoas que respeitam, a probabilidade de assumir posições incomuns são menores que os indivíduos com autoestima elevada.
1. Auto aceitação: uma postura positiva com relação a si mesmo como pessoa. Inclui elementos como estar satisfeito e de acordo consigo mesmo, respeito a si próprio, ser "um consigo mesmo" e se sentir em casa no próprio corpo;
2. Autoconfiança: uma postura positiva com relação às próprias capacidades e desempenho. Inclui as convicções de saber e conseguir fazer alguma coisa, de fazê-lo bem, de conseguir alcançar alguma coisa, de suportar as dificuldades e de poder prescindir de algo;
3. Competência social: é a experiência de ser capaz de fazer contatos. Inclui saber lidar com outras pessoas, sentir-se capaz de lidar com situações difíceis, ter reações flexíveis, conseguir sentir a ressonância social dos próprios atos, saber regular a distância-proximidade com outras pessoas;

4. Rede social: estar ligado a uma rede de relacionamentos positivos. Inclui uma relação satisfatória com o parceiro e com a família, ter amigos, poder contar com eles e estar à disposição deles, ser importante para outras pessoas.

8/03/2015

Escala de Autoestima de Rosemberg

O estudo da autoestima gerou uma vasta literatura internacional nas últimas décadas e a Escala de Autoestima de Rosenberg tem sido um dos instrumentos mais utilizados). No Brasil, esse instrumento foi originalmente adaptado e validado para pesquisa por Hutz (2000) e essa versão tem sido utilizada por vários pesquisadores. A escala de auto-estima de Rosenberg é um instrumento criado em 1965, amplamente utilizado e conhecido internacionalmente (Rosenberg, 1989).

É uma medida unidimensional com 10 itens designados a avaliar globalmente a atitude positiva ou negativa de si mesmo. As opções de resposta são: concordo totalmente, concordo, discordo, discordo totalmente. Uma elevada auto-estima é indicada por um escore alto.


Com relação à pontuação, quanto maior o escore obtido na escala, maior o nível de autoestima do indivíduo.


Teste de Autoestima

Você acredita em você e em suas habilidades? Você é capaz de lidar com a rejeição e crítica de uma maneira saudável, o o comentário de outras pessoas arrasa você? A autoestima é parte integral da felicidade individual, preenchendo os relacionamentos e conquistas. Esse teste foi desenhado para avaliar o nível geral de sua autoestima e determinar onde você precisa trabalhar a sua imagem. Aprenda mais sobre sobre a verdadeira forma de como se vê.

Analise as afirmações que se seguem e avalie como elas se encaixam ao se auto descrever. Os resultados serão mais precisos na medida em que as respostas sejam as mais honestas possíveis.

Ao término do teste você receberá um resumo com uma introdução, um gráfico e uma interpretação personalizada para o resultado que obteve. 

(Em Inglês)
34 questions