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7/31/2015

Game pode melhorar capacidade cognitiva de idosos

Jogo multitarefas modifica o cérebro, diz pesquisa da revista 'Nature'. Idosos chegaram a superar resultados de jogadores mais jovens.

Um grupo de cientistas criou um videogame capaz de medir e reparar a deterioração neuronal relacionada ao envelhecimento, informou a revista científica britânica "Nature" nesta quarta-feira.

Segundo a pesquisa da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, o cérebro de uma pessoa idosa é mais flexível do que se acredita. Com treinamento concreto é possível evitar que diminuam com a idade algumas aptidões como atenção, memória e capacidade de realizar várias tarefas ao mesmo tempo.

Para comprovar a hipótese, os cientistas pediram que um grupo de especialistas em tecnologia e entretenimento projetasse um jogo de corrida, que recebeu o nome de "NeuroRacer", no qual o jogador poderia ter uma única tarefa ou várias ao mesmo tempo.

"Uma das condições do videogame foi que os jogadores estivessem expostos a distrações durante as partidas para analisar sua atenção e sua capacidade de realizar múltiplas tarefas", explicou Adam Gazzaley, chefe do projeto.

Após testar o jogo com um grupo de pessoas entre 20 e 79 anos, os pesquisadores concluíram que os participantes mais velhos tinham mais dificuldades para superar a versão com várias tarefas simultâneas.

Posteriormente, eles concentraram a avaliação em pessoas entre 60 e 85 anos e as dividiram em diversos grupos para que jogassem versões diferentes do "NeuroRacer" três horas por semana durante um mês.

Assim, os cientistas conseguiram comprovar que o grupo que jogou a versão multitarefas do "NeuroRacer" melhorou sua capacidade de desempenhar duas funções simultâneas que demandam atenção.

Após seis meses de treinamento contínuo, os idosos não só melhoraram essa capacidade mas também chegaram a superar os resultados dos jovens de 20 anos que não tinham treinado dessa forma.

“Eu gosto da ideia de que seja possível intervir no processo de envelhecimento das pessoas, e que os mais velhos possam melhorar suas capacidades cognitivas jogando”, disse Gazzaley.

Para demonstrar seus resultados, a equipe de cientistas da Califórnia também mediu a atividade cerebral dos participantes através de eletroencefalogramas, tanto antes como depois dos treinos.

“O jogo provocou mudanças no cérebro”, declarou o cientista em referência à maior atividade que se registrou nas ondas “theta” do cérebro dos participantes, associadas à memória plástica e à capacidade de aprendizagem.

Segundo o pesquisador da Califórnia, o treino contínuo com o “NeuroRacer” também trouxe melhoras para a memória de trabalho e para a atenção dos idosos.

"Esta é uma prova importante que confirma o que se pode conseguir com estes tratamentos, como diagnosticar deficiências neuronais e melhorar as capacidades cognitivas do cérebro", acrescentou o chefe do projeto.

Embora Gazzaley reconheça que ainda há muito trabalho pela frente, já foram iniciadas novas pesquisas, também com videogames, para estudar este tipo de tratamentos em jovens e crianças.

Jogos para melhorar a cognição em diversos aspectos


Exercite seu cérebro!

Jogos virtuais melhoram a atenção e a memória, segundo especialistas


Segundo especialista, jogos para a mente melhoram o desempenho quando praticados regularmente por pelo menos três meses. Seja pelo excesso de informação ou pelo ritmo de vida alucinante, você já deve ter parado um instante e esquecido o que estava procurando ou o que ia falar. A memória é infinita, mas precisa ser treinada para ter rápido acesso às informações escondidas no seu cérebro.

Com esta necessidade crescente para não perder tempo no seu dia a dia (lembrando onde deixou os óculos, por exemplo) ou no trabalho, surgiram diversos jogos especializados na tarefa. 

As “academias virtuais” prometem exercitar as funções do cérebro e deixá-lo melhor do que nunca. Mas estes jogos para a mente realmente funcionam?

As pesquisas científicas divergem, algumas afirmam que há melhoras, especialmente em pacientes com problemas de memória como o Alzheimer, outras não indicam ganhos significativos.

“Existem muitas pesquisas sobre o desenvolvimento do cérebro e jogos computadorizados, mas ainda não há provas científicas que possam esclarecer se eles são eficientes”, conta a neurocientista Mirna Wetters Portuguez, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS).

Franck Tarpin-Bernard, chefe de tecnologia da Scientific Brain Training, que possui o site de games para o cérebro Happy Neuron, afirma que os jogos são eficientes porque foram desenvolvidos para exercitar adequadamente áreas específicas do cérebro. O jogo pode ser um caça-palavras ou uma batalha naval, que estimula em níveis diferentes as funções cognitivas memória, atenção, linguagem, raciocínio lógico e visão espacial.

“Exercitamos regularmente áreas específicas do cérebro como memória e atenção, e temos programas interativos, em que existem níveis de dificuldade, então é possível ser desafiado constantemente e, assim, não desistir e melhorar suas funções cognitivas”, explica Tarpin-Bernard.

Portuguez concorda que os jogos virtuais melhoram o desempenho cognitivo, mas não há muita diferença em relação aos demais videogames.

“Jogos computadorizados funcionam como efeito estimulador no desenvolvimento intelectual, permitem maior flexibilidade de raciocínio, desafiam nosso funcionamento executivo, ajudam a treinar e estimular o pensamento lógico, o planejamento estratégico, a solução de problemas, a tomada de decisões, o reconhecimento de erros, a enfrentar situações novas, a inibir reações habituais quando se mostram inadequadas para o momento e o raciocínio dedutivo”, elenca.

Todas essas funções estão localizadas no lobo frontal, especialmente no córtex pré-frontal, que é responsável por essas manifestações cognitivas e comportamentais.

Por outro lado, ela acredita que os jogos não substituem relações sociais, que desenvolvem outras áreas do cérebro. “No entanto, essas habilidades são menos produtivas em algumas funções cognitivas muito importantes como linguagem, incluindo compreensão e expressão verbal, leitura, escrita e alguns aspectos comportamentais, como interagir com o mundo real, com as pessoas, tanto no âmbito afetivo como social”, pondera.

Sudoku

Sabe-se que várias atividades podem estimular e treinar o cérebro, como jogos de baralho, palavras-cruzadas, xadrez e a leitura. Em uma pesquisa realizada com mais de 5.000 chineses idosos, comparou-se grupos com diferentes atividades de lazer, como assistir à TV, ler e jogar Mahjong (considerado um jogo das 100 inteligências). Os idosos que tinham o hábito do jogo e da leitura apresentaram risco menor de prejuízos cognitivos.

Tarpin-Bernard diz que estes jogos ajudam a fortalecer ligações no cérebro, mas que elas não são usadas para funções do dia a dia. “A pessoa quer ter uma memória melhor para lembrar o que tem q comprar no supermercado, para coisas do dia a dia. Jogando muito sudoku o máximo que você vai conseguir é ser um expert em sudoku”, ironiza.

O grande diferencial, segundo ele, é que os jogos para o cérebro combinam funções cognitivas diferentes e aumentam a dificuldade gradativamente, o que permite a criação de novas conexões para se chegar à informação. “Os games ensinam como focar sua atenção e melhorar a concentração e ainda desenvolvem técnicas de memorização que você já usa naturalmente”, explica.

Pesquisa

Uma das principais pesquisas sobre a eficiência dos jogos para mente foi realizada pela BBC. A "Lab UK" Bang Goes the Theory testou cerca de 11 mil pessoas. Elas tinham que fazer determinadas atividades, no mínimo 10 minutos ao dia, três vezes na semana, por seis semanas. No final, as pessoas que realizaram treino cerebral e as que simplesmente usaram a internet durante mesmo tempo tiveram ganhos cognitivos semelhantes.

“Eles observaram melhoras progressivas no desempenho no jogo, mas os ganhos cognitivos não acompanharam essa 'performance'. Não identificaram melhoras no raciocínio geral, nas funções de memória, planejamento e nem nas habilidades visuais e espaciais”, lembra a neurocientista.

A resposta dos especialistas em jogos para a mente não diverge da conclusão da própria pesquisa: é necessário mais tempo de atividade para verificar benefícios no funcionamento cognitivo. “Um período curto, como foi feito na pesquisa em questão, não é suficiente para produzir modificações consistentes no cérebro”, analisa Portuguez.

Para o especialista em jogos para a mente, para se começar a ter resultados é necessário pelo menos 90 dias de treinamento regular, com 20 minutos a cada 2 dias.

Cérebro de adultos também se modifica a cada novo aprendizado

A memória é um sistema de redes complexo distribuído por todo o cérebro, responsável pela criação, armazenamento e lembrança das informações. Assim, não basta ter um dado gravado na sua cabeça, é preciso saber também como chegar até ele. 

O aprendizado tem uma relação estreita com a plasticidade cerebral, que é a capacidade de reorganizar o cérebro conforme o uso, ou seja, você faz novas conexões em células nervosas para aprender. E não são poucas, estima-se que mais de 100 bilhões de células nervosas são usadas ao longo da vida no processo de aprendizagem.

“Na criança o circuito neuronal é extremamente plástico, moldável, em relação ao processo de formar aprendizado. Os primeiros 2 anos são extremamente sensíveis a criação de vias cerebrais para o funcionamento de diversas funções, como a memória, linguagem, percepção, atenção etc. 

A criança nasce e permanece, durante os primeiros cinco ou seis anos de vida, com as janelas de aprendizado totalmente abertas. Isso significa que toda criança já nasce pronta para aprender”, explica a neurocientista Mirna Wetters Portuguez, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS).

Mas a plasticidade não é exclusividade das crianças, o cérebro dos adultos também de adapta e reorganiza a comunicação entre os neurônios a cada novo aprendizado. E isto implica em mudanças tanto para massa cinzenta (formada pelos corpos neurônios, que compõe o córtex, a camada externa) quanto para a substância branca (os axônios, ou extensões do neurônios, que fazem a ligação) do cérebro.

Um exemplo é a alfabetização. A neurocientista destaca que diferente da linguagem falada que é uma característica biologicamente determinada que se desenvolve de forma natural e espontânea (se existir um ambiente estimulante), o mesmo não acontece com a leitura e a escrita. “A leitura e a escrita não são características genéticas da espécie humana e, portanto, sua aquisição requer aprendizado, esforço e a existência de um ambiente que motive essa atividade”.

Veja dicas para treinar o cérebro e turbinar a memória



Dicas dadas por especialistas em jogos para o cérebro e neurologia para você treinar seu cérebro e melhorar sua memória.

Aprenda o máximo que puder. Coisas novas mantêm a mente ativa e criam novas conexões.

Exercite o cérebro com frequência. O hábito de pensar, seja em jogos, leitura etc melhora as funções cognitivas e evita as perdas que vêm com a idade.

Tente pensar rápido. Busque novas respostas para antigas dúvidas. Esses atos desenvolvem as capacidades necessárias ao bom raciocínio lógico, da identificação de problemas ao estabelecimento de metas e execução de uma estratégia.

Faça associações. Ligue assuntos novos a algo que você já conhece. Quanto mais associações, mais uma coisa será lembrada.

Durma bem. O sono é o estado em que nosso cérebro consolida novas informações adquiridas e as armazenam como memória.

Preste atenção a alimentação. Uma dieta rica em ômega-3, vitamina B e antioxidantes é importante para a saúde do cérebro.

Faça exercícios físicos. Um estudo recente da Universidade da Pennsylvania sobre exercícios e memória descobriu que pessoas que praticavam rotineiramente exercícios com atenção mostraram melhorias mensuráveis em “desempenho cerebral”.

12/14/2014

Demência

Demência é a perda ou redução progressiva das capacidades cognitivas, de forma parcial ou completa, permanente ou momentânea e esporádica, suficientemente importante a ponto de provocar uma perda de autonomia do indivíduo.
Dentre as causas potencialmente reversíveis estão disfunções metabólicas, endócrinas e hidroeletrolíticas, quadros infecciosos, déficits nutricionais, distúrbios psiquiátricos, como a depressão (pseudodemência depressiva) e as doenças passíveis de tratamento neurocirúrgico, principalmente a hidrocefalia do idoso (hidrocefalia de pressão normal), hematoma subdural crônico, higroma e tumores cerebrais.
Tipicamente, essa alteração cognitiva provoca a incapacidade de realizar atividades da vida diária. Os déficits cognitivos podem afetar qualquer das funções cerebrais, particularmente as áreas da memória, a linguagem (afasia), a atenção, as habilidades visuo construtivas, as práxis e as funções executivas, como a resolução de problemas e a inibição de respostas.
A demência pode afetar também a compreensão, a capacidade de identificar elementos de uso cotidiano, o tempo de reação e os traços da personalidade. Durante a evolução da doença, pode-se observar a perda de orientação espaço-temporal e de identidade. À medida que a doença avança, os dementes também podem apresentar traços psicóticos, depressivos e delírios ou alucinações.
Embora a alteração da memória possa, em poucos casos, não ser um sintoma inicialmente dominante, é alteração típica da atividade cognitiva nas demências - sobretudo para a mais frequente delas, ligada à doença de Alzheimer -, e sua presença é condição essencial para o diagnóstico. A depender da origem etiológica, a demência pode ser reversível ou irreversível.
Prevalência
O envelhecimento da população leva a um aumento das doenças crônicas e degenerativas, acarretando um maior custo-paciente na área de saúde e a necessidade de inúmeras adaptações sociais, ambientais e econômicas. É provável que em 2025, o Brasil se torne o 6o país com mais idosos no mundo então é importante começar o trabalho preventivo o mais cedo possível.
O número de vítimas de demências aumenta exponencialmente com a idade afetando apenas 1,1% dos idosos entre 65 e 70 anos e mais de 65% depois dos 100 anos. A doença de Alzheimer, o tipo de demência mais comum, é mais comum em mulheres enquanto as demências vasculares, segundo tipo mais comum, são mais comuns em homens.
A prevalência média de demência, acima dos 65 anos de idade, é de 2,2% na África, 5,5% na Ásia, 6,4% na América do Norte, 7,1% na América do Sul e 9,4% na Europa.
Tipos
A demência é um termo geral para várias doenças neurodegenerativas que afetam principalmente as pessoas da terceira idade. Todavia a expressão demência senil, embora ainda apareça na literatura, tende a cair em desuso. A maior parte do que se chamava demência pré-senil é de fato a doença de Alzheimer, que é a forma mais comum de demência neurodegenerativa em pessoas de idade.
Embora existam casos raros diagnosticados de pessoas na faixa de idade que vai dos 17 anos aos 50 anos e a prevalência na faixa etária de 60 aos 65 anos esteja abaixo de 1%, a partir dos 65 anos ela praticamente duplica a cada cinco anos. Depois dos 85 anos de idade, atinge 30 a 40% da população. Segundo a Organização Mundial da Saúde a exposição aos disruptores endócrinos poderá desencadear a doença deAlzheimer.
A demência pode ser descrita como um quadro clínico de declínio geral na cognição como também de prejuízo progressivo funcional, social e profissional. As demências mais comuns são:
* Demência no mal de Alzheimer;
* Demência vascular e;
* Demência com corpos de Lewy.
No dicionário internacional de doenças outras demências são classificadas como:
CID 10 - F02.0 Demência da doença de Pick
CID 10 - F02.1 Demência da doença de Creutzfeldt-Jakob
CID 10 - F02.2 Demência da doença de Huntington
CID 10 - F02.3 Demência da doença de Parkinson
CID 10 - F02.4 Demência da doença pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV)
Esses diagnósticos não são exclusivos sendo possível, por exemplo, a existência de Alzheimer simultaneamente com uma demência vascular. Outras classificações incluem a demência na Síndrome de Korsakoff.
Demência reversiva
Há fatores que podem causar demência e que podem ser revertidos.
O uso de drogas
Depressão
Hipotiroidismo, encefalite de Hashimoto
Perda progressiva de visão e audição
Infecções , SIDA, sífilis
Deficiência de vitamina b12, ácido fólico: anemia.
Tumores, hidrocefalia
Reações tóxicas a medicamentos: antidepressivos, antihistaminicos, anticonvulsivos, corticosteroides, sedativos, antiparkinsonianos, anticonvulsivos, antiansiolíticos
Tratamento integrativo
O tratamento integrativo que pretendemos avaliar foi proposto no estudo de. A amostra do estudo foi formada por 35 pacientes (20 do sexo masculino, 15 do feminino) com uma idade média de 71 anos, diagnosticados com demência moderada e depressão. O tratamento proposto pelos autores incluiu: antidepressivos (sertralina, citalopram ou venlafaxina XR, apenas ou em combinação com bupropiona XR), inibidores de colinesterase (donepezil, rivastigmine ou galantamine), como também vitaminas e suplementos (multivitaminas, vitamina E, ácido alfa lipóico, omega-3 e coenzima Q-10).
As pessoas participantes do estudo foram encorajadas a modificar a sua dieta e estilo de vida bem como a executarem exercícios físicos moderados. Os resultados do estudo demonstraram que a abordagem integrativa não apenas diminuiu o declínio cognitivo em 24 meses, mas até mesmo melhorou a cognição, especialmente a memória e as funções executivas (planejamento e pensamento abstrato).
Memória Reconstrutiva
Um estudo publicado no "Journal of Experimental Psychology: Learning, Memory and Cognition" conclui que os declínios que se verificam na memória reconstrutiva são indicio de um comprometimento cognitivo leve e de demência de Alzheimer, e não se verificam no envelhecimento saudável. "A memória reconstrutiva é muito estável em indivíduos saudáveis??, de modo que um declínio neste tipo de memória é um indicador de comprometimento neurocognitivo" revela Valerie Reyna.
Exercícios Mentais
O exercício mental tem um papel fundamental na preservação de uma boa saúde mental. Os exercícios deverão ser variados, com um certo grau de complexidade, ensinar algo de novo e devem ser agradáveis e feitos com regularidade. Deve-se treinar o cálculo mental, ler em voz alta, aprender uma língua nova e treinar as imagens mentais (imagery),e também treinar os sentidos: da audição da visão e do cheiro. A perda da sensibilidade do cheiro, relacionada com o primeiro nervo craniano, é uma dos primeiras capacidades a serem afetados pela demência.
Um estudo do Wellcome Trust Centre for Neuroimaging do UCL demonstrou que o treino intensivo de aprendizado levado a cabo pelos taxistas de Londres para obterem o certificado de motorista de táxi altera a estrutura do cérebro aumentando o volume da matéria cinzenta na área do hipocampo posterior. O estudo revela que o cérebro mantém a plasticidade mesmo em adultos e o treino mental intenso é fundamental para a criação de novos neurônios.
Videogames
Jogos multitarefa
Uma pesquisa, publicada na revista Nature, revela que pessoas idosas com dificuldades cognitivas podem treinar a mente e melhorar a atenção (o foco de longo prazo) e a memória de curto prazo. Os neurocientistas revelam que alguns dos idosos de 80 anos que participaram da pesquisa conseguiram melhorar o seu desempenho e apresentar um padrão neurológico igual ao de um jovem de 20 anos.
O treino com o jogo multi-tarefa, NeuroRacer, um jogo muito simples, desenvolvido por uma equipa da Universidade da Califórnia permitiu ainda registar a alteração que se processa ao nível das ondas cerebrais.
Jogos de estratégia
Um outro estudo da UCL e Queen Mary University of London, usando o jogo StarCraft, também revela que após várias horas de treino há uma melhoria na flexibilidade cognitiva. O Jogo Halo também foi objeto de estudo, e revela que é capaz de melhorar a capacidade de decisão ao torná-la mais rápida.
Tiro em primeira pessoa
Um estudo da universidade dos Países Baixos indica que os jogos de Tiro em primeira pessoa melhoram a memória de curto prazo e a agilidade mental. Há ainda a possibilidade do habito de jogar determinados tipos de jogos melhorar o bem estar e diminuir a possibilidade de ter depressão.
Segundo o Dr Adam Gazzaley "Isso confirma nossa compreensão de que os cérebros de adultos mais velhos, como os dos jovens, são 'plásticos' - o cérebro pode mudar em resposta ao treinamento focado".
Um estudo revelou que jogar o jogo “Super Mario 64” provocava aumento nas regiões do cérebro responsáveis pela orientação espacial, pela formação da memória e planejamento estratégico, bem como uma melhoria das capacidades motoras finas das mãos.
Jogar jogos diferentes, cada jogo focado no desenvolvimento específico de uma capacidade cognitiva distinta, e não apenas um só tipo de jogo, treina e desenvolve um leque mais vasto de capacidades cognitivas.
Exercícios físicos
Em questão aos exercícios físicos, segundo Pérez e Carral (2008), estes apresentam um potencial de melhorar a plasticidade do cérebro, reduzindo as perdas cognitivas ou minimizando o curso progressivo da demência. A importância dos exercícios físicos no tratamento da demência pode ser apoiada por outros estudos.
O levantamento de pesos, comparado com outros exercícios revelou melhores resultados embora um conjunto de exercícios envolvendo levantamento de pesos, aeróbica e equilíbrio tivesse melhorado as capacidades linguísticas.
Alimentação
Uma dieta funcional e exercícios físicos associados também demonstraram serem protetivos contra o desenvolvimento da demência ou para diminuir o curso progressivo dessa patologia. Não obstante, pessoas com tendência a demência que utilizaram vitaminas antioxidantes (vitaminas C e E, por exemplo) apresentaram menor perda cognitiva que pessoas que não utilizaram tal recurso. A deficiência de vitamina D está associada a um risco significativamente maior do desenvolvimento de demências incluindo a doença de Alzheimer.
Pessoas com demência tenderam a ter uma alimentação mais pobre em macronutrientes, cálcio, ferro, zinco, vitamina K, vitamina A e ácidos gordurosos, o que pode acentuar o curso degenerativo da doença. Aspecto que justifica a administração de suplementos alimentares para essa população, devido à dificuldade de se alimentar, um dos sintomas que tendem a fazer parte do quadro de demência.
Em relação ao ácido alfalipóico e à coenzima Q10, potentes antioxidantes cerebrais, ou seja, redutores dos radicais livres, existem evidências em estudos que essas substâncias também contribuem significativamente para a redução da progressão das perdas cognitivas em pessoas com demência, além de serem agentes protetivos. Tais substâncias são produzidas naturalmente pelo organismo, mas essa produção tende a reduzir-se com a idade.
Comportamentos saudáveis
Metade das demências podem ser prevenidas ou pelo menos adiadas mantendo uma vida social, intelectual e profissional ativa. Uma vida com compromissos e ativa também revelou melhorar as perdas cognitivas em demências mais moderadas. O uso do fumo também pode vulnerabilizar as pessoas para a demência. Desse modo, a mudança do estilo de vida é um fator fundamental para minimizar o curso das perdas evidenciadas na demência.
Portanto, podemos observar que, no estudo de Bragin et al. (2005), foram utilizados como tratamento da demência vários recursos disponíveis para tanto. Ocorreu uma melhora significativa em funções cognitivas importantes, prejudicadas pela demência moderada.
Assim, o diagnóstico precoce da demência é um aspecto importante para que os tratamentos existentes possam diminuir a progressão das perdas cognitivas, funcionais, sociais e profissionais em pessoas com essa patologia. Conforme demonstrou o estudo de Bragin et al. (2005), o tratamento deve ser integrativo, envolvendo uma equipe multidisciplinar, com medicações específicas e suplementação alimentar, além de uma mudança do estilo de vida que inclui exercícios físicos moderados, cessação do uso do fumo, uma alimentação adequada e uma vida com o máximo possível de atividades.
Uma abordagem integrativa pode reduzir o curso das perdas cognitivas da demência, porém, ainda não existem tratamentos que possam "curar" integralmente essa patologia. Assim, a prevenção ao longo da vida é o melhor recurso existente. É importante durante a vida manter uma alimentação saudável e exercícios físicos regulares; bem como, na aposentadoria, torna-se imprescindível manter um estilo de vida ativo.
Psicoterapia

É frequente a comorbidade entre depressão, transtornos de ansiedade, distúrbios comportamentais e transtornos delirantes e demências, por isso é importante o acompanhamento psicológico regular. Esse acompanhamento inclui os familiares pois a demência causa grande impacto nos cuidadores, especialmente na família nuclear, os deixando vulneráveis a transtornos psicológicos como síndrome de Burnout (exaustão física e psicológica). São necessárias mais políticas públicas de apoio aos cuidadores pois, quando exaustos, tendem a colocar os idosos em asilos aumentando seriamente as despesas do governo.

12/04/2014

Memória Humana

Memória humana
A memória humana é caracterizada pela capacidade dos seres humanos de adquirir, conservar e evocar informações através de dispositivos neurobiológicos e da interação social. Os principais sistemas de memória reconhecidos pela psicologia cognitiva são a memória sensorial, a memória de trabalho também chamada memória operacional, a memória de curta duração e a memória de longa duração.Esta última divide-se ainda em memória declarativa (subdividida em memória episódica e memória semântica) e memória de procedimentos.
Memória de Trabalho e de Longo Prazo
A memória é um conjunto de procedimentos que permite manipular e compreender o mundo, levando em conta o contexto atual e as experiências individuais, recriando esse mundo por meio de ações da imaginação.
Existem vários tipos de memórias que se relacionam para formar "a memória" que usamos no dia-a-dia. A memória de trabalho, por exemplo é uma delas, a utilizamos em ocasiões rápidas como por exemplo, quando retemos um número de telefone apenas por tempo suficiente para discarmos.Além da sua baixa capacidade de retenção da informação - alguns segundos ou no máximo poucos minutos - a memória de trabalho é responsável por gerir nossa realidade. Ela também determina se a informação é útil se deve ser realmente armazenada, e ainda verifica se existem outras informações semelhantes em nossos arquivos de memória e, por último, se esta informação deve ser descartada quando já existe ou não possui utilidade.
Já a memória de longo prazo tem o objetivo de formar arquivos e consolidá-los em nossas mentes, e estas informações pode durar de minutos e horas a meses e décadas. São exemplos desse tipo de memória as nossas lembranças da infância ou de conhecimentos que adquirimos na escola. Os sistemas de curto e longo prazo de memória estão ligados, transferindo informações continuamente de um para outro. Quando necessário, o conteúdo da memória de longo prazo é transferido para o armazenamento da memória de curto prazo. O sistema de curto prazo ou memória de trabalho recupera as memórias, tanto de curto quanto de longo prazo.
Memória sensorial
As memórias sensoriais consideram-se uma espécie de armazéns de informação provenientes dos diversos sentidos que alargam a duração do estímulo. Isto facilita o seu processamento na Memória Operativa. Os armazéns mais estudados são os dos sentidos da visão e da audição. O armazém icônico encarrega-se de receber a informação visual. Considera-se um depósito de grande capacidade na qual a informação armazenada é uma representação isomórfica da realidade de carácter puramente físico e não categorizado (ainda que não se tenha reconhecido o objeto). Esta estrutura é capaz de manter 9 elementos aproximadamente, por um intervalo de tempo muito curto -sensivelmente 250 milisegundos. Os elementos que finalmente se transferiram para a Memória Operativa serão aqueles a que o usuário prestará atenção.
O armazém onomatopaico, por sua vez, mantém armazenados os estímulos auditivos até que o receptor tenha recebido a informação suficiente para a poder processar definitivamente na Memória Operativa.
Memória operativa (ou memória de trabalho)
A Memória Operativa (também chamada de tabalho), ao contrário da memória de curto prazo que é imediata, é uma extensão do tempo que uma memória participa da memória de curto prazo, sendo portanto um sistema temporário de guardar e manipular informações associadas a aprendizado, raciocínio e compreensão, onde o usuário lida com a informação a partir da qual está interatuando com o ambiente. Além de também ser vista como termo mais genérico para o armazenamento da informação temporária da MCP. Apesar desta informação ser mais duradoura que a armazenada nas memórias sensoriais, está limitada a aproximadamente 7±2 elementos durante 20 segundos findos os quais é apagada. Esta limitação de capacidade manifesta-se em efeitos de primazia e recência.
Quando se apresenta uma lista de elementos a algumas pessoas (palavras, desenhos, ações...) para que sejam memorizados, ao fim de um breve lapso de tempo recordam com maior facilidade aqueles itens que se apresentaram ao princípio (primazia) e no final (recência) da lista, mas não aqueles intermédios. O efeito de primazia diminui com o aumentar da lista, mas o mesmo não se passa com a recência.
A explicação que se dá a estes dados é que as pessoas podem repassar mentalmente os primeiros elementos até os armazenar na memória de longo prazo, à custa de não poder processar os elementos intermédios. Os últimos itens, por sua vez, permanecem na Memória Operativa até finalizar a fase de aprendizagem, pelo que estariam acessíveis na altura de recordar a lista. As funções gerais deste sistema de memória abarcam a retenção de informação, o apoio na aprendizagem de novo conhecimento, a compreensão do ambiente em dado momento, a formulação de metas imediatas e a resolução de problemas. Devido às limitações de capacidade quando uma pessoa realiza uma determinada função as demais não se poderão levar a cabo nesse momento.
A Memória Operativa é formada por vários subsistemas: um sistema supervisor (o Executivo Central), e dois armazéns secundários especializados em informação verbal (o Laço de Articulação) e visual ou espacial (a Agenda Visoespacial). O Executivo Central coordena os recursos do sistema e faz a sua distribuição por diferentes armazéns chamados escravos segundo a função que se pretenda levar a cabo. Centra-se, portanto, em tarefas ativas de controle sobre os elementos passivos do sistema, neste caso os armazéns de informação.
O Laço Articulatório, por sua vez, encarrega-se do armazenamento passivo e manutenção ativa de informação verbal falada. O primeiro processo faz com que a informação se perca num breve lapso de tempo, sendo que o segundo (repetição) permite refrescar a informação temporal. Mais ainda, é responsável pela transformação automática da linguagem apresentada de forma visual até à sua forma fonológica, pelo que na prática processa a totalidade da informação verbal.
Isto demonstra-se quando se trata de recordar uma lista de letras apresentadas de forma visual ou auditiva: em ambos os casos uma lista de palavras de som semelhante é mais difícil de recordar do que uma em que estas não sejam tão parecidas. Assim, a capacidade de armazenamento do Laço Articulatório não é constante como se acreditava (o clássico 7 ±2), antes diminui à medida que as palavras a recordar são maiores.
Finalmente, a Agenda Visoespacial é o armazém do sistema que trabalha com elementos de carácter visual ou espacial. Como o anterior, a sua tarefa consiste em manter este tipo de informação. A capacidade de armazenamento de elementos na Agenda Visioespacial sai afetada – tal como no Laço Articulatório - pela semelhança dos seus componentes, sempre e quando não seja possível traduzir os elementos ao seu código verbal (p.e. porque o Laço Articulatório esteve ocupado com outra tarefa). Assim, será mais difícil recordar um pincel, uma caneta e um lápis do que um livro, um balão e em lápis.
Investigou-se como a limitação de recursos da Memória Operativa afeta a execução de várias tarefas simultâneas. Nas investigações deste tipo pede-se às pessoas que realizem uma tarefa principal (p.e. escrever um artigo) e de outra secundaria (p.e. escutar uma canção) ao mesmo tempo. Se a tarefa principal se realizar pior que quando se realiza sozinha, pode-se constatar que ambas tarefas repartem recursos.
Em linhas gerais, o rendimento em tarefas simples piora quando estas requerem a participação de um mesmo armazém secundário (p.e. escrever um texto e estar atento ao que se diz na canção) mas não quando os exercícios se levam a cabo de forma separada nos dois armazéns ou subsistemas (p.e. escutar uma notícia e ver umas imagens de televisão). Quando a complexidade das tarefas aumenta e se requer o processamento de informação controlado pelo Executivo Central a execução em ambas as tarefas diminui de velocidade mas não piora.
Também se demonstrou que as pessoas de mais idade mostram pior rendimento nas tarefas que requerem o uso do componente do executivo central da memória de trabalho. Pelo contrário, as tarefas que precisem da parte fonética não serão tão afetadas pela variável idade. No entanto, atualmente esta questão não é pacífica.
Memória de Longo Prazo
Este armazém faz referência ao que geralmente se entende por memória, a estrutura na qual se armazenam recordações, conhecimento acerca do mundo, imagens, conceitos, estratégias de atuação, etc. É um armazém de capacidade ilimitada (ou desconhecida) e contém informação de natureza distinta. Considera-se como a “base de dados” na qual se insere a informação através da Memória Operativa, para se poder posteriormente fazer uso dela.
Uma primeira distinção dentro da Memória de Longo Prazo (MLP), é a que se estabelece entre Memória Declarativa e Procedimental. A Memória Declarativa é aquela em que se armazena informação sobre ações, sendo que a Memória Procedimental serve para armazenar informação baseada em procedimentos e estratégias que permitem interatuar com o meio ambiente, mas que se posta em marcha tem lugar de maneira inconsciente ou automática, resultando praticamente impossível a sua verbalização.
Classificação por tipo de informação
Memoria procedimental
Pode-se considerar como um sistema de execução, implicado na aprendizagem de tipos distintos de habilidades que não estão representadas como informação explícita sobre o mundo. Pelo contrário, estas ativam-se de modo automático, como uma sequência de pautas de atuação, perante os pedidos de uma tarefa. Consistem numa série de reportórios motores (datilografar, utilizar o mouse...) ou estratégias cognitivas (programar numa linguagem conhecida por parte do usuário, efetuar um cálculo) que levamos a cabo de modo inconsciente.
A aprendizagem destas habilidades acontece de modo gradual, principalmente através da execução da retro alimentação que se obtenha desta; de fato, também podem influir as instruções (sistema declarativo) ou por imitação. O grau de desenvolvimento destas habilidades depende da quantidade de tempo empregue na sua prática, bem como do tipo de treino que se leve a cabo.
Como prevê a lei da prática, nos primeiros ensaios a velocidade de execução sofre um rápido incremento exponencial que vai diminuindo de ritmo conforme aumenta o número de ensaios de prática. A aprendizagem de uma habilidade implica que esta se realize otimamente sem demandar demasiados recursos de atenção que podem estar em uso com outra tarefa ao mesmo tempo. A dita habilidade levar-se-à a cabo de maneira automática.
A unidade que organiza a informação armazenada na Memória Procedimental é a regra de produção que se estabelece em termos de condição-ação, sendo a condição uma estimulação externa ou uma representação desta na memória operativa; e a ação considera-se uma modificação da informação na memória operativa ou no ambiente. As características desta memória são importantes chegada a hora de desenvolver uma série de regras que ao aplicarem-se permitam obter uma boa execução de uma tarefa.
Memoria declarativa
A memória declarativa contém informação que se refere ao conhecimento sobre o mundo e experiências vividas por cada pessoa (memoria episódica), bem como informação referida ao conhecimento geral, melhor referido a conceitos extrapolados de situações vividas (memoria semântica). Ter em conta estas duas subdivisões da Memória Declarativa é importante para entender de que modo a informação está representada e é recuperada de uma forma distinta.
A distinção de Memoria Semântica da conta de um armazém de conhecimentos acerca dos significados das palavras e as relações entre estes significados, ao constituir uma espécie de dicionário mental, mostra que a Memória Episódica representa eventos ou sucessos que refletem detalhes da situação vivida e não somente o significado.
A organização dos conteúdos na Memória Episódica está sujeita a parâmetros espaço-temporais, ou seja, os eventos que se recordam representam os momentos e lugares em que se apresentaram. De fato, a informação representada na Memória Semântica segue uma pauta conceptual, de maneira a que as relações entre os conceitos se organizem em função do seu significado.
Outra característica que diferencia ambos tipos de representação refere-se a que os eventos armazenados na Memória Episódica são aqueles que foram explicitamente codificados, sendo que a Memória Semântica possui uma capacidade inferencial e é capaz de manejar e gerar nova informação que nunca se havia apreendido explicitamente, mas que se havia implícita nos seus conteúdos (entender o significado de uma nova frase ou de um novo conceito).
Memória e os hemisférios
HE
·         Memória factual, ou semântica (quatro operações aritméticas; lembranças informativas: qual é a capital de França...).
HD
Memória autobiográfica ou episódica (associada aos sentimentos; as últimas férias, uma festa boa...).
·         Aprendizagem
·         Atenção
·         Codificação
·         Armazenamento
·         Recuperação
Várias estruturas cerebrais estão envolvidas
·         Sistema Límbico (Retenção, consolidação: emoções):
·         Hipocampo (informações novas);
·         Amígdala: percepção do perigo e resposta ao combate e fuga (medo preservação);
·         Cerebelo: Respostas esqueléticas;
·         Córtex: Períodos prolongados, principalmente lobo frontal, (memória de trabalho).

Lesão córtex
  • Incapacidade de evocar memória antiga (retrógrada);
Sistema límbico
  • Aprendizagem e memória
Podem se confundir do seguinte modo: quando chega uma informação conhecida, ele gera uma lembrança, que nada mais é do que uma memória;
Quando chega ao SNC uma informação nova, ela nada evoca, e sim produz uma mudança – isso é o aprendizado do ponto de vista neurobiológico. Aprender é um processo de plasticidade cerebral ou neuroplasticidade.
·         Memória, amnésia;
·         Dificuldade/Incapacidade de reconhecer rostos familiares – prosopagnosia;
·         Problema em encontrar palavras;

·         Dificuldade do equilíbrio;
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