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8/19/2015

O SILÊNCIO DOS LOBOS

Pense em alguém poderoso. Essa pessoa briga e grita como uma galinha ou olha em calmo silêncio, como um lobo? Os lobos não gritam. Eles têm uma aura de força e poder. Observam em silêncio.

Somente os poderosos, sejam lobos, homens ou mulheres, respondem a um ataque verbal com o silêncio. Além disso, quem evita dizer tudo o que tem vontade, raramente se arrepende por magoar alguém com palavras ásperas e impensadas.

Exatamente por isso, o primeiro e mais óbvio sinal de poder sobre si mesmo é o silêncio em momentos críticos. Se você está em silêncio, olhando para o problema, mostra que está pensando, sem tempo para debates fúteis.

Se for uma discussão que já deixou o terreno da razão, quem silencia e continua a trabalhar mostra que já venceu, mesmo quando o outro lado insiste em gritar a sua derrota. Olhe… sorria… silencie… vá em frente.


Lembre-se de que há momentos de falar e há momentos de silenciar. Escolha qual desses momentos é o correto, mesmo que tenha que se esforçar para isso.

Por alguma razão, provavelmente cultural, somos treinados para a (falsa) ideia de que somos obrigados a responder a todas as perguntas e reagir a todos os ataques. Não é verdade. Você responde somente ao que quer responder e reage somente ao que quer reagir.

Você nem mesmo é obrigado a atender seu telefone pessoal. Falar é uma escolha, não uma exigência, por mais que assim o pareça. Você pode escolher o silêncio.

Além disso, você não terá que se arrepender por coisas ditas em momentos impensados, como defendeu Xenócrates, mais de trezentos anos antes de Cristo, ao afirmar: “Arrependo-me de coisas que disse, mas jamais de meu silêncio.”


Responda com o silêncio, quando for necessário. Use sorrisos, não sorrisos sarcásticos, mas reais, use o olhar, use um abraço ou use qualquer outra coisa para não ter que responder em alguns momentos. Você verá que o silêncio pode ser a mais poderosa das respostas. E, no momento certo, a mais compreensiva e real delas.

8/14/2015

Terapia Assistida com Animais

Os animais convivem com o homem desde a pré-história e estão presentes nas pinturas rupestres desde o período paleolítico - por volta de três milhões de anos atrás até 10 mil a.C..

A interação benéfica entre o homem e o animal sempre constituiu um vinculo afetivo de respeito e veneração. Em algumas sociedades e religiões, desde a antiguidade, o homem acreditava que os animais eram guardiões que os protegiam e garantiam seu bem-estar.


Entretanto, a interação terapêutica entre o ser humano e o animal ganhou força a partir dos anos 1792, com a realização de um programa terapêutico com deficientes mentais na Inglaterra, e em 1867, a técnica foi utilizada na Alemanha.

Somente nos anos 1980 surgiram as primeiras pesquisas científicas com o Uso de Terapias Assistidas com Animais (TAA) ou Atividade Assistida por Animais (AAA) que constitui a utilização de animais com finalidades terapêuticas, comprovando os benefícios à saúde humana a partir da interação com eles. 

Ao longo da história da humanidade a domesticação de algumas espécies transformou tanto os animais quanto os hábitos e o estilo de vida das pessoas. 

Sabemos que a convivência com um animal de estimação só traz benefícios à saúde.

Quem tem um animal de estimação sabe o quanto eles são companheiros e divertidos. Para algumas pessoas eles são tão importantes, que recebem tratamento especial com direito até à festa de aniversário. A interação com os animais pode proporcionar o controle da pressão arterial, do nível de estresse, ansiedade e contribuir para autoestima, motivação, redução do sentimento de solidão e isolamento.

A convivência com o animal proporciona a socialização e emoções positivas.


Estudos recentes realizados na Europa e Estados Unidos comprovam que famílias com animais de estimação têm menos despesas com saúde do que famílias sem animais. Isso torna-se bastante importante para compreender como o animal é vivenciado por cada pessoa. 

A Terapia Assistida por Animais (TAA) é uma prática com critérios específicos realizada por um profissional da área da saúde devidamente treinado e habilitado e tem objetivos: motivacional, educacional, lúdico ou terapêutico utilizados em programas de humanização em hospitais e em instituições de longa permanência para idosos.

Na TAA o animal é a parte integrante do tratamento, objetivando promover a melhora social, emocional, física e/ou cognitiva de pacientes humanos; partindo do princípio de que a relação, a interação e a amizade que podem surgir entre seres humanos e animais geram inúmeros benefícios servindo como auxílio no tratamento de diversas patologias como síndromes genéticas, hiperatividade, depressão, demências, lesão cerebral, entre outras.

É importante ressaltar que os animais, geralmente cães, devem ter o acompanhamento de médico veterinário garantido a saúde física e o bem-estar do mesmo, pois a qualidade de vida desses terapeutas animais é essencial para o bom funcionamento da TAA.

7/25/2015

Cães: Melhores amigos, melhores terapeutas

Cristal uma cadela da raça Cão de Crista Chinês veio para mim no dia 7 de setembro de 2012.  Era  muito pequena apesar de já ter 9 meses. Tímida, assustada, fugia de todos e se escondia pela casa. Aos poucos fui conquistando sua confiança, com muito cuidado, mas já com muito carinho e amor... 

leia mais no link abaixo.

Esse é um depoimento real, triste, mas que mostra a importância do amor de um cão e o quanto pode ser benéfico para a saúde emocional e física de quem os possui e ama.

Para ler o texto todo acesse o link abaixo:

7/22/2015

Mantendo a recuperação na dependência Química

Quando estava para sair da internação por alcoolismo, alguém muito sábio me disse: "Quando sair, compre um vaso de plantas, se ao final de um ano sua planta ainda estiver viva, saia e compre um cachorro. Lembre-se que a vida dele sempre dependerá da sua sanidade."

Enfim, assim fiz e hoje minha planta continua bonita e sempre flore. Tenho um cão que este mês completou 7 anos. Creio que funcionou muito bem comigo até hoje. Porque você não tenta ou sugere para alguém necessitado de apoio nesses momentos tão difíceis de um novo recomeço de vida.

Minha planta


Meu cachorro



12/07/2014

História Do cão na Terra

O cão, no Brasil também chamado de cachorro, é um mamífero canídeo e talvez o mais antigo animal domesticado pelo ser humano. Teorias postulam que surgiu do lobo cinzento no continente asiático há mais de 100 000 anos. Ao longo dos séculos, através da domesticação, o ser humano realizou uma seleção artificial dos cães por suas capacidades, características físicas ou tipos de comportamentos. O resultado foi uma grande diversidade de raças caninas, as quais variam em pelagem e tamanho dentro de suas próprias raças, atualmente classificadas em diferentes grupos ou categorias.

Com uma expectativa de vida que varia entre dez e vinte anos, o cão é um animal social que, na maioria das vezes, aceita o seu dono como o "chefe da matilha" e possui várias características que o tornam de grande utilidade para o homem. Possui excelente olfato e audição, é um bom caçador e corredor vigoroso, relativamente dócil e leal, inteligente e com boa capacidade de aprendizagem. 

Deste modo, o cão pode ser adestrado para executar um grande número de tarefas úteis, como um cão de caça, de guarda ou pastor de rebanhos, por exemplo. Assim como o ser humano, também é vítima de doenças como o resfriado, a depressão e o mal de Alzheimer, bem como das características do envelhecimento, como problemas de visão e audição, artrite e mudanças de humor.

O carinho e a companhia deste animal são alguns dos motivos da famosa frase: "O cão é o melhor amigo do homem", já que não há registro de amizade tão forte e duradoura entre espécies distintas quanto a de humano e cão. Esta relação figura em filmes, livros e revistas, que citam, inclusive, diferentes relatos reais de diferentes épocas e em várias nações. 

Entre os cães mais famosos que viveram e marcaram sociedades estão Balto, Laika e Hachiko. Na mitologia, o Cérbero é dito um dos mais assustadores seres. No cinema, Lassie é um dos mais difundidos nomes e, na animação, Pluto, Snoopy e Scooby-Doo há décadas fazem parte da infância de várias gerações.

As origens do cão doméstico baseiam-se em suposições, por se tratar de ocorrências de milhares de anos, cujos crescentes estudos mudam em ambiente e datação dos fósseis. Uma das teorias aponta para um início anterior ao processo de domesticação, apresentando a separação de lobo e cão há cerca de 135 000 anos, sob a luz dos encontrados restos de canídeos com uma cor próxima à do cinzento, misturados com ossadas humanas. 

Outras, cujas cronologias são mais recentes, sugerem que a domesticação em si começou há cerca de 30 000 anos, os primeiros trabalhos caninos e o início de uma acentuada evolução entre 15 000 e 12 000, e por volta de 20% das raças encontradas atualmente, entre 10 000 e 8000 anos no Oriente Médio. 

Além das imprecisões (falta de precisão) do período, há também discordâncias sobre a origem. Enquanto observa-se que os cães sejam descendentes de uma outra variação canídea, as mais aceitáveis são a descendência direta do lobo cinzento ou dos cruzamentos entre lobos e chacais(pequenos canídeos que abitam o continente africano).

As evidências baseiam-se também em achados arqueológicos, já que foram encontrados cães enterrados com humanos em posições que sugerem afeto. Segundo estes trabalhos de pesquisa, o surgimento das variações teria ocorrido por seleção artificial de filhotes de lobos-cinzentos e chacais que viviam em volta dos acampamentos pré-históricos, alimentando-se de restos de comida ou carcaças deixadas como resíduos pelos caçadores-coletores. 

Os seres humanos perceberam a existência de certos lobos que se aproximavam mais do que outros e reconheceram certa utilidade nisso, pois eles alertavam para a presença de animais selvagens, como outros lobos ou grandes felinos. Mais sedentários devido ao desenvolvimento da agricultura, os seres humanos então deram um novo passo na relação com os caninos. 

Eventualmente, alguns filhotes foram capturados e levados para os acampamentos na tentativa de serem utilizados. Com o passar dos anos, os animais que, ao atingirem a fase adulta, mostravam-se ferozes, não aceitando a presença humana, eram descartados ou impedidos de se acasalar. Deste modo, ao longo do tempo, houve uma seleção de animais dóceis, tolerantes e obedientes aos seres humanos, aos quais era permitido o acasalamento e que, quando adultos, eram de grande utilidade, auxiliando na caça e na guarda. Esse processo, baseado em tentativas e erros, levou eventualmente à criação dos cães domésticos.

Foi ainda durante a Pré-História que surgiram os primeiros trabalhos caninos e, com isso, começaram a fortalecer os laços com o ser humano. Cães de caça e de guarda ajudavam as tribos em troca de alimento e abrigo. Com o tempo, aperfeiçoaram o rastreio e dividiram o abate das presas com os humanos. Por possuírem alta capacidade de adaptação, espalharam-se ao redor do mundo, levados durante as migrações humanas e aparecendo em antigas culturas romanas, egípcias, assírias, gaulesas e pré-colombianas, tendo então sua história contada ao lado da do homem.

No Egito Antigo, os cães eram reverenciados como conhecedores dos segredos do outro mundo, bem como utilizados na caça e adorados na forma do deus Anúbis (Deus da morte). Esta relação com os mortos teria vindo do hábito de se alimentarem dos cadáveres, assim como os chacais. No continente europeu, mais precisamente na Grécia Antiga, cães eram relacionados aos deuses da cura, com templos que abrigavam dezenas deles para que os doentes pudessem ser levados até lá e terem suas feridas lambidas. 

Durante o período do Império Romano, os cães, sempre fortes e de grande porte, foram utilizados para a diversão do público em grandes brigas no Coliseu de Roma. Trazidos da Bretanha e da parte ocidental da Europa, eram mantidos presos e sem alimentos, para que pudessem ficar agressivos durante os espetáculos, nos quais deviam matar prisioneiros, escravos e cristãos. Sua fama ficou tão grande que as raças da época quase foram extintas, devido ao exagerado uso em guerras e apresentações.

Com o fim do Império Romano, o mundo entrou na fase da Idade Média, já com os cães espalhados pelo continente europeu, levados pelos mercadores fenícios do Oriente Médio à região mediterrânea e adentrado a região seguindo soldados romanos. Foi nessa época que os caninos perderam o relativo prestígio de antes, já que doenças como a peste negra “dominavam” a Europa e eram os cães que comiam os cadáveres nas periferias das cidades. 

A Igreja Católica, enquanto instituição mais influente passou a relacioná-los à morte e considerá-los criaturas das trevas. Sua mentalidade supersticiosa popularizou-os como animais de bruxas, vampiros e lobisomens. Tal influência, por incentivo da Inquisição, resultou em matanças de lobos, cães e híbridos. Indo ainda mais além, determinou decretos que diziam que se qualquer preso acusado de bruxaria fosse visitado por um cão, gato ou pássaro, seria imediatamente considerado culpado de bruxaria e queimado na fogueira. Apesar de toda a perseguição, no fim deste momento, os cães já começavam a ser vistos como companhia infantil.

Durante o Renascimento, a visão negativa sobre os cães foi desaparecendo, já que caíram no gosto dos nobres. Durante este período, os caninos eram utilizados para a caça esportiva e criados com cuidado dentro dos canis de cada castelo. Com as famílias livres para desenvolverem suas próprias raças, as variedades de cada região começaram a surgir. Estas novas raças eram consideradas tesouros não encontrados em nenhum outro lugar do mundo, e por isso, dados de presente entre a nobreza, por representarem grande sinal de riqueza. 

Esta atitude ajudou a espalhar ainda mais a variedade e a preservar determinadas raças, quando em seu lugar de origem acabavam exterminadas. Adiante, também na Europa, nasceram os cães de companhia, já que o apreço por eles crescia, conforme se via a fidelidade. Guilherme de Orange dos Países Baixos chegou a declarar que seu cão o salvou de um atentado. Ao mesmo tempo em que a diversidade crescia no continente, tribos siberianas usavam seus cães para praticamente tudo, já que eram bastante fortes e úteis para locomoção e outras atividades. Estes caninos, importados da Sibéria, ajudaram o ser humano na conquista dos polos pelos primeiros homens a pisar no Polo Sul e Polo Norte, puxando seus trenós.

No período das grandes navegações, os homens migraram ao Novo Mundo com seus caninos. Apesar de não ser desconhecido dos povos pré-colombianos, a variedade o era. Também durante a conquista, a presença deste animal teve sua utilidade: nas guerras contra os nativos, farejadores eram utilizados para encontrar e matar os índios. 

A respeito disso, há a lenda de que, na atual República Dominicana, milhares de indígenas foram exterminados por uma tropa de 150 soldados de infantaria, trinta cavaleiros e vinte cães rastreadores. Durante o século XIX, apesar de polêmicos, os treinamentos dos caninos para lutas e guerras, ganhou popularidade como na época de Alexandre. Nessa fase, algumas raças foram compostas por animais menores, mais brutos e de musculatura mais forte, como o Bull Terrier.

No século seguinte, eventos tornaram a marcar a evolução canina. As guerras mundiais extinguiram as raças das regiões mais afetadas e ajudaram a popularizar as variedades militares, como o Pastor Alemão e o Dobermann, enquanto rastreadores. No Japão, em plena guerra, o imperador decretou que todos os cães que não Pastores Alemães fossem mortos para a confecção de uniformes militares com seu couro. 

Devido a isso, muitos criadores de Akitas cruzaram seus animais com pastores alemães, para tentar fugir ao decreto. Os resultantes destes cruzamentos, levados aos Estados Unidos pelos soldados, foram os primeiros na criação de mais uma nova raça. Foi também após as guerras mundiais que surgiram os primeiros centros de treinamento de cães-guia de cego.

Modernamente, apesar de fazer parte da história humana desde a imagem divina aos soldados das guerras, o cão tornou-se um animal de estimação apenas no século XX, já adaptado aos modos de vida dos seres humanos, devido a sua habilidade de fazer de diversos ambientes os melhores possíveis, e ao voltar suas capacidades de aprendizado à domesticação. Diz-se que esta relação entre os dois mais numerosos carnívoros do mundo deve-se à compreensão e à evolução cerebral canina em entender o que querem as pessoas.

11/23/2014

Porque ter um cão

Como alcoólatra que sou uma vez me disseram para criar um cão. Creio que graças a esse animal ainda estou vivo... Não sei descrever com palavras mas as imagens dizem tudo.