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8/20/2015

O que são drogas depressoras

Depressoras: são drogas que diminuem a velocidade de funcionamento do cérebro.

ÁLCOOL

O que o álcool faz no organismo?

O álcool é absorvido principalmente no intestino delgado, e em menores quantidades no estômago e no cólon. A concentração do álcool que chega ao sangue depende de fatores como: quantidade de álcool consumida em um determinado tempo, massa corporal, e metabolismo de quem bebe, quantidade de comida no estômago.

Quando o álcool já está no sangue, não há comida ou bebida que interfira em seus efeitos. Num adulto, a taxa de metabolismo do álcool é de aproximadamente 8,5g de álcool por hora, mas essa taxa varia consideravelmente entre indivíduo.

Os efeitos do álcool dependem de fatores como: a quantidade de álcool ingerido em determinado período, uso anterior de álcool e a concentração de álcool no sangue. O uso do álcool causa desde uma sensação de calor até o coma e a morte dependendo da concentração que o álcool atinge no sangue.

Drunkorexia ou Anorexia Alcoólica

Drunkorexia, ou anorexia alcoólica termo criado nos EUA para definir o alcoolismo associado a distúrbios alimentares. Este distúrbio é muito comum entre jovens e adultos de idade entre 20 e 40 anos, que ingerem bebidas alcoólicas no lugar da refeição.

Sedativos e Hipnóticos não Barbitúricos (ANSIOLÍTICOS)

Incluem-se nesse grupo agentes, que em certos casos, substituíram os barbitúricos, ou que apesar de terem uso restrito ainda são utilizados na medicina atual. Esses compostos foram introduzidos devido à necessidade de sedativos e hipnóticos "não barbitúricos". No entanto, tornaram-se drogas de significante uso abusivo. As drogas que podem ser assim classificadas são: benzodiazepínicos, paraldeídos e brometos.


Benzodiazepínicos

O que os benzodiazepínicos fazem no organismo?
As drogas desse grupo promovem a ligação do ácido (a-aminobutírico (GABA), principal neurotransmissor inibidor, a receptores na membrana dos neurônios). Com isso permitem um aumento de correntes iônicas através dos canais de cloreto, inibindo a atividade neuronal. Os benzodiazepínicos tem um efeito sedativo-hipnótico dependo da dose utilizada. Como o aumento progressivo da dose os efeitos são: sono, inconsciência, anestesia cirúrgica, coma e por fim a depressão fatal da regulação respiratória e cardiovascular. O coma só ocorre em doses muito elevadas, e a ocorrência de depressão respiratória fatal é muito difícil. Ainda em doses terapêuticas os benzodiazepínicos têm a capacidade de dilatar os vasos coronarianos, já em doses altas pode também bloquear a transmissão neuromuscular.

Paraldeído

O paraldeído é um líquido incolor, com forte odor e gosto desagradável. Após a ingestão, o paraldeído é um hipnótico eficaz e de ação rápida. Devido à sua ação anticonvulsivante e de limitar a excitação motora, ele pode ser utilizado em convulsões do estado epiléptico, do tétano, e na abstinência de usuários crônicos de álcool e barbitúricos. O abuso de paraldeído é raro, devido ao seu gosto e odor. A superdosagem caracteriza-se por: depressão grave do sistema nervoso central, respiração rápida e difícil, acidose, gastrite hemorrágica, hepatite tóxica, nefrose e edema pulmonar. A síndrome de abstinência lembra a do alcoolismo, incluindo "delirium tremens" e alucinação.

Brometos

O uso de brometos como sedativo não é mais justificável, devida à existência de outras drogas e a possível intoxicação que podem causar. Os sinais de intoxicação são: vermelhidão na pele ("rash" cutâneo), depressão do sistema nervoso central, delírio ou alucinações, e sinal de Babinski presente. Como a excreção do íon brometo é feita pelo rim, alguns diuréticos e sais podem aumentar sua excreção.

Barbitúricos

Os barbitúricos (ou derivados do ácido barbitúrico) foram por muito tempo, a droga de escolha para o tratamento da insônia. O declínio de seu uso deu-se por vários motivos como: mortes por ingestão acidental, o uso em homicídios e suicídios, e principalmente pelo aparecimento de novas drogas como os benzodiazepínicos. Hoje em dia, os barbitúricos ainda são utilizados no tratamento de distúrbios convulsivos e na indução da anestesia geral. Os barbitúricos são produzidos através da condensação de derivados do ácido malônico e da ureia. Atualmente existem diversos barbitúricos disponíveis:

O que os barbitúricos fazem no organismo?
A principal ação do barbitúrico é sobre o Sistema Nervoso Central. Eles podem causar depressão profunda, mesmo em doses que não têm efeito sobre outros órgãos. A depressão pode variar sendo desde um efeito sedativo, anestésico cirúrgico, ou até a morte. Outro efeito dos barbitúricos é o de causar sono, podendo induzir apenas o relaxamento (efeito sedativo) ou o sono (efeito hipnótico), dependendo da dose utilizada.

Inalantes e Solventes

Como os inalantes agem no organismo?
Os solventes podem ter efeitos estimulatórios, ou de depressão e até causar alucinações. Devido a essa complexidade de efeitos, considera-se que essas substâncias tenham efeitos em vários processos fisiológicos cerebrais simultaneamente. Até o momento, não se conhece a interação dos solventes com nenhum neurotransmissor conhecido. 

A intoxicação aguda pode ser descrita em quatro fases:

- Primeira fase: excitação, euforia, exaltação, tonturas, perturbações visuais e auditivas. Além disso, podem ocorrer: náuseas, espirros, tosse, salivação, fotofobia e rubor na face. 

- Segunda fase: confusão, desorientação, obnubilação, perda do autocontrole, visão embaçada, diplopia, cólicas abdominais, dor de cabeça e palidez. 

- Terceira fase: redução acentuada do alerta, incoordenação motora, ataxia, fala pastosa, reflexos deprimidos e nistagmo. 

- Quarta fase: depressão acentuada do alerta, chegando até a inconsciência, sonhos bizarros e convulsões epileptiformes. A exposição crônica aos solventes pode causar: prejuízo de memória, diminuição da destreza manual, alteração no tempo de reação aos estímulos, cansaço, dor de cabeça, confusão mental, incoordenação motora e fraqueza muscular. Essa fraqueza pode ser causada por lesão em nervos motores, em casos graves, pode resultar em paralisia.

Lança-perfume

O lança-perfume é um solvente à base de cloreto de etila, éter, clorofórmio e essência perfumada, fabricado na Argentina. É armazenado em tubos de alta pressão, permitindo com que seja facilmente evaporado e inalado de forma eficaz. Essa substância é absorvida pela mucosa pulmonar, sendo seus componentes levados, via corrente sanguínea, aos rins, fígado e sistema nervoso. Liberando adrenalina no organismo, acelera a frequência cardíaca, proporcionando sensação de euforia e desinibição ao mesmo tempo em que confere perturbações auditivas e visuais, perda de autocontrole e visão confusa.

Cheirinho da Loló

O que é o cheirinho da loló?

O cheirinho da loló é também conhecido como loló ou apenas cheirinho. É um preparado clandestino (fabricado ilegalmente), à base de éter mais clorofórmio e usado apenas para fins de abuso. Sabe-se que esses "fabricantes" quando não encontram uma daquelas substâncias a substituem por qualquer outro solvente; portanto há muita confusão quanto à composição do cheirinho da loló o que complica quando se tem um caso de intoxicação aguda por esta mistura.

B 25

B-25, é uma cola feita para superfícies acrílicas e plásticos que vem sendo usada como droga e tomando o lugar do lança-perfume nas baladas. Despejada em potinhos pequenos, a cola é escondida dentro da calça, ou da meia. As meninas costumam entregar o B-25 para os meninos esconderem. "Meus colegas despejam em latas de refrigerante", conta Thais, 20 anos, de São Paulo. 

Cola de Sapateiro

A cola de sapateiro é uma droga pertencente ao grupo dos inalantes, uma vez que é utilizada dessa forma, com absorção pulmonar. Segundo pesquisa feita pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas, é a quarta droga mais consumida em nosso país, depois do tabaco, álcool e maconha. Composta por diversas substâncias, como o tolueno e n-hexana, proporciona sensações de excitação, além de alucinações auditivas e visuais que, em contrapartida, são acompanhadas de tontura, náuseas, espirros, tosse, salivação e fotofobia. Tais efeitos são bastante rápidos, levando o indivíduo a inalar novamente.

GHB OU ECSTASY LIQUIDO

O GHB ou ácido gama hidroxibutirato é a mais nova substância usada em festas noturnas, chamadas festas "rave" (rave=delírio, entusiasmo). Conhecido como "líquido X" ou "êxtase líquido", a droga é facilmente adquirida durante estas festas ou até mesmo pela internet. A droga já foi usada como anestésico e por fisiculturistas, como alternativa em substituição ao uso de esteroides e atualmente sua utilização passou a ser recreacional. Uma das grandes preocupações da sociedade sobre o consumo é o fato do GHB estar relacionado com atos de violência sexual. Elevadas doses provocam efeito depressor central. O GHB é uma droga altamente potente, mesmo em pequenas doses pode causar intoxicações intensas. Um dos problemas do uso do GHB está na pequena diferença entre as doses que podem provocar o efeito desejado ou as que causam intoxicações agudas ("overdoses").

PCP OU FENCICLIDINA

O PCP ou Fenciclidina tem nomes de rua como angel dust, pó de anjo, krystal ou peace pill. Tem uma ação alucinógena e apresenta-se sob a forma de pó branco cristalino com sabor amargo, cápsulas ou líquido amarelado. Pode ser fumado, inalado, ingerido ou injetado. Provoca anestesia dissociativa, isto é, deprime os centros nervosos responsáveis pela dor e impede que a percepção corporal chegue às funções cerebrais. É um anestésico geral, no entanto, o seu uso terapêutico foi abandonado. Os seus efeitos duram entre 2 e 48 horas e pode traduzir-se por dissociação psicofísica, distorção das mensagens sensoriais, desinibição, sensação de flutuar no espaço, desaparecimento de dores, alucinações, agitação, euforia, sensação de força, poder e invulnerabilidade. A nível físico, pode ocorrer descoordenação muscular, taquicardia, depressão cardiovascular e respiratória.

KETAMINA OU SPECIAL K

Hidroclorido de ketamida, um depressor do sistema nervoso central e anestésico geral de ação rápida. Possui propriedades sedativas, hipnóticas, analgésicas e alucinógenas. É comercializado como anestésico para uso tanto em humanos quanto em animais. É encontrado na forma líquida injetável, é convertido em pó (Similar à cocaína) e comercializado em papelotes. A ketamida é, em geral, aspirada, mas também costuma ser misturada com tabaco ou com maconha e fumada. Alucinações profundas e duradoura, com distorções visuais e perda das noções de tempo e espaço. Outros efeitos relatados são delírios, perda do controle motor, distúrbios respiratórios potencialmente letais, convulsões, vômitos quando misturado com álcool e sensação de sair do corpo. Em pequenas doses, pode elevar a pressão cardíaca e, em doses elevadas ou contínuas, provoca perda de consciência e parada respiratória. O uso frequente também pode induzir neuroses e distúrbios mentais graves. A substância cria elevado grau de dependência.


MEFEDRONA

Defensivo agrícola ou Repelente de Insetos

O uso da mefedrona, uma droga sintética muitas vezes utilizada como uma alternativa legal para as anfetaminas ou a cocaína, está se espalhando em diferentes partes do mundo, principalmente na Europa, na América do Norte e na Austrália. A mefedrona, também conhecida como "drona", "miau-miau" ou "m-gato", não está sob controle internacional, e a dimensão e seus padrões de uso ainda não são claros e, provavelmente, estejam sendo subestimados. Como mefedrona é relativamente nova no mercado, há pouca pesquisa sobre seus efeitos, sua farmacologia e sua toxicidade.

Opiáceos

Os opioides incluem tanto drogas opiáceas naturais, quanto as drogas sintéticas relacionadas, como a meperidina e a metadona. Os opiáceos são substâncias derivadas da papoula. A codeína e a morfina são derivadas do ópio, e a partir destas produz-se a heroína.

2. O que os opiáceos fazem no organismo?

Logo após a injeção de opioides, o usuário experimenta um "rush", uma "onda de prazer". Isso ocorre devido à rápida estimulação de centros cerebrais superiores, que pode ser seguido de depressão do sistema nervoso central. A dose necessária para causar esses efeitos pode também causar agitação, náuseas e vômitos. Com o aumento da dose, há a sensação de calor no corpo, boca seca, mãos e pés pesados, e um estado em que o "mundo é esquecido".

CODEÍNA

Codeína é uma substância extraída do ópio, produto natural da papoula (Papaver Somniferum). Dessa mesma planta, é extraída a morfina, que pode ser transformada em heroína por meio de uma pequena transformação química. Tecnicamente, diz-se que a codeína é um alcaloide (por ser extraído da planta), opiáceo (derivado do ópio). A codeína pode ser natural (extraída diretamente da papoula), ou produzida sinteticamente, a partir da morfina. As substâncias derivadas do ópio são depressoras do sistema nervoso central.

Efeitos no organismo

Além disso, o uso da codeína tem todos os efeitos comuns aos opiáceos (morfina), só que em menor intensidade: é analgésico, induz o sono, lentidão, diminui os batimentos cardíacos, a pressão sanguínea e a respiração. Os efeitos colaterais do uso da codeína são má digestão (sensação), prisão de ventre e dilatação das pupilas.

MORFINA

A morfina é a mais conhecida das várias substâncias existentes no pó de ópio. A palavra morfina vem do deus da mitologia grega Morfeu, deus dos sonhos. Foi isolada em 1806, sendo uma das mais potentes drogas analgésicas. Após a constatação das desastrosas consequências do seu largo emprego, a morfina foi relegada a um plano secundário em medicina. Os mecanismos de fiscalização sobre a sua produção e comercialização são severos. Só está disponível em soluções injetáveis e comprimidos e seu uso é restrito a algumas situações médicas onde se impõe o uso de um analgésico potente (como cânceres, queimaduras extensas, grandes traumatismos). O mercado clandestino é restrito, quase insignificante.

Efeitos

Os efeitos agudos (ou seja, quando ocorrem apenas algumas horas após o uso) da morfina são semelhantes aos do ópio, mas mais potentes. Tolerância e dependência também se instalam rapidamente. O dependente de morfina vive em um estado de torpor e insensibilidade. Injetada, provoca torpor e uma sensação de euforia. Sua overdose leva à morte por parada respiratória.

HEROÍNA

A heroína é uma droga derivada da papoula, sintetizada a partir da morfina: substância bastante utilizada no século XIX pelas suas propriedades analgésicas e antidiarreicas. Como outras drogas originárias desta planta, a heroína atua sobre receptores cerebrais específicos, provocando um funcionamento mais brando do sistema nervoso e respiratório. Descoberta sua potencialidade em causar dependência química e psíquica de forma bastante rápida, sua comercialização foi proibida na década de vinte. Entretanto, principalmente no sudeste asiático e Europa, essa substância é produzida e distribuída para todo o mundo clandestinamente.

Apresentando-se em sua forma pura como um pó branco de coloração esbranquiçada, é utilizada mais frequentemente de forma injetável, após aquecimento. Além disso, alguns usuários a inalam ou aspiram. Seus efeitos duram aproximadamente cinco horas, proporcionando sensações de bem-estar, euforia e prazer; elevação da autoestima e diminuição do desânimo, dor e ansiedade. Como esta droga desenvolve dependência e tolerância de forma bastante rápida, o usuário passa a consumi-la com mais frequência com o intuito de buscar o mesmo bem-estar provocado anteriormente, e também de fugir das sensações provocadas pela abstinência. Essa, que surge aproximadamente vinte e quatro horas após seu uso, pode provocar diarreia, náuseas, vômitos, dores musculares, pânico, insônia, inquietação e taquicardia.

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