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8/31/2011

Letra A


Abstinência
A abstenção do uso de droga ou (particularmente) de bebidas alcoólicas, por questão de princípio ou por outras razões. Quem pratica a abstinência de álcool é chamado de “abstêmio” ou “abstêmio total”.
A expressão “atualmente abstinente”, freqüentemente empregada em inquéritos populacionais, geralmente define uma pessoa que não ingeriu bebidas alcoólicas nos últimos 12 meses; esta definição não coincide necessariamente com a descrição que o próprio indivíduo faz de si como um abstêmio. O termo “abstinênciao deve ser confundido com “síndrome de abstinência”.

Abstinência condicionada
Uma síndrome com sinais e sintomas semelhantes à abstinência, ocasionalmente vivenciada por indivíduos dependentes de álcool ou opiáceos em abstinência, que o expostos a estímulos previamente associados com o uso de álcool ou outras drogas.
De acordo com a teoria clássica do condicionamento, estímulos ambientais o condicionados, temporariamente associados a reações o condicionadas de abstinência tornam-se estímulos condicionados capazes de eliciar os mesmos sintomas de abstinência.
Em outra versão da teoria do condicionamento, uma resposta inata compensatória aos efeitos de uma substância (tolerância aguda) torna-se condicionalmente relacionada aos estímulos associados ao uso da substância.
Se os estímulos o apresentados sem a administração concreta da substância, a resposta condicionada é eliciada como uma reação compensatória do tipo da abstinência.
Deve-se, no entanto, diferenciar “abstêmio (pessoa que o bebe ou o usa drogas) de “abstinente (pessoa que presentemente o está bebendo, que o está usando drogas).

Abstinência protraída
A ocorrência de sintomas da síndrome de abstinência, geralmente leves, mas desconfortáveis, por várias semanas ou meses após a síndrome de abstinência física aguda ter passado. Esta é uma condição mal-definida descrita em dependentes do álcool, dependentes de sedativos, e dependentes de opióides.
Os sintomas psíquicos, como ansiedade, agitação, irritabilidade e depressão, o mais proeminentes que os sintomas físicos. Os sintomas podem ser precipitados ou exacerbados pela visão do álcool ou da droga de dependência, ou pelo retorno ao ambiente previamente associado ao uso de álcool ou de outra droga.

Abulia e hipobulia
Por Hipobulia e Abulia entende-se, respectivamente, a diminuição e a total incapacidade do potencial volitivo. Esse enfraquecimento da vontade pode ocorrer, fugazmente em indivíduos normais, em estados de fadiga ou em conseqüência de trauma emocional intenso. Nessa situação há lentidão concomitante das ações e dos movimentos (bradibulia e bradicinesia).
A debilidade da vontade é observada em todos os estados de depressão e de inibição. A Hipobulia pode ser permanente nas esquizofrenias e em oligofrênicos apáticos. O tipo mais característico de debilidade volitiva é encontrado na depressão, na qual a vontade está inibida em todo o período de duração do acesso. Em estados depressivos a Hipobulia é duradoura, onde surge junto com a baixa volição as típicas dificuldades de decisão.

Abuso
(de drogas, de álcool, de substâncias, de produtos químicos ou de substâncias psicoativas)
Um grupo de termos muito utilizado embora com significados variáveis. Na 3a edição revista do Manual Diagnóstico e Estatístico da Associação Psiquiátrica Norte-Americana (DSM-III-R), “abuso de substância psicoativa” é definido como “padrão desajustado de uso indicado pela continuação desse uso apesar do reconhecimento da existência de um problema social, ocupacional, psicológico ou físico, persistente ou recorrente, que é causado ou exacerbado pelo uso recorrente em situações nas quais ele é fisicamente arriscado”.
Trata-se de uma categoria residual, ao qual é preferível o diagnóstico de dependência, quando for o caso. O termo “abuso” é algumas vezes utilizado de forma desaprovativa para designar qualquer tipo de uso, particularmente o de drogas ilícitas.
Devido à sua ambigüidade, o termo não é usado na 10a revisão da Classificação Internacional de Doenças (CID-10) (exceto no caso de substâncias que não produzem dependência; veja mais adiante); uso nocivo e uso arriscado são os termos equivalentes na terminologia da OMS, embora eles geralmente digam respeito apenas aos efeitos físicos e não às conseqüências sociais.
O emprego de “abuso” também é desestimulado pelo Escritório de Prevenção do Abuso de Substâncias dos EUA, embora expressões como “abuso de substâncias” sigam sendo amplamente utilizadas na América do Norte, para se referir, de modo geral, aos problemas do uso de substâncias psicoativas.
Em outros contextos, o abuso já indicou padrões de uso não- médico ou não aprovado, independentemente das conseqüências. Assim, a definição publicada em l969 pela Comissão de Peritos da OMS em Dependência de Drogas foi “uso excessivo de droga, persistente ou esporádico, inconsistente ou sem relação com a prática médica aceitável”.

Abuso de substâncias que não produzem dependência
Definido na CID-10 como o uso repetido e inadequado de uma substância que, embora isenta de potencial de dependência, se acompanha de efeitos físicos ou psicológicos nocivos ou envolve um contato desnecessário com profissionais da saúde (ou ambos).
Esta categoria poderia ser mais apropriadamente chamada de “uso indevido de substâncias não psicoativas” (compare com uso indevido de álcool ou droga). Na CID-10, este diagnóstico está incluído na secção “Síndromes comportamentais associadas a perturbações fisiológicas e fatores físicos”.
Uma ampla variedade de medicamentos à venda sob prescrição médica ou de venda livre e de remédios populares e fitoterápicos pode estar envolvida. Os grupos particularmente importantes são:
* Drogas psicotrópicas que não produzem dependência, tais como os antidepressivos e os neurolépticos ;
* Laxativos (o uso inadequado dos mesmos é chamado de “hábito laxativo”);
* Analgésicos que podem ser comprados sem prescrição médica, tais como aspirina (ácido acetilsalicílico) e paracetamol (acetaminofeno);
* Esteróides e outros hormônios;
* Vitaminas; e antiácidos.
Embora estas substâncias não produzam, tipicamente, efeitos psíquicos agradáveis, as tentativas de desencorajar ou proibir o seu uso freqüentemente encontram resistência. A despeito da forte motivação do paciente para tomar a substância, não há o desenvolvimento de síndrome de dependência nem de síndrome de abstinência. Estas substâncias não têm potencial de dependência no sentido de efeitos farmacológicos intrínsecos, mas são capazes de induzir dependência psicológica.

Abuso de substâncias
Uso patológico de agentes que modificam o humor, comportamento e cognição, criando um prejuízo no funcionamento social ou ocupacional.

Adicção
O uso repetido de uma ou mais substâncias psicoativas, a tal ponto que o usuário (designado como um adicto) fica periódica ou permanentemente intoxicado, apresenta uma compulsão para consumir a substância preferida (ou as substâncias preferidas), tem grande dificuldade para interromper ou modificar voluntariamente o uso da substância e demonstra uma determinação de obter substâncias psicoativas por quaisquer meios.
Numa situação típica, a tolerância é proeminente e quando o uso da substância é interrompido freqüentemente ocorre uma síndrome de abstinência. A vida de um adicto pode ser dominada pela substância a ponto de uma virtual exclusão de todas as demais atividades e responsabilidades.
O termo adicção também tem a conotação de que o uso de tal substância tem um efeito negativo para a sociedade, além de para o indivíduo; quando aplicado ao uso do álcool, é equivalente a alcoolismo.
Adicção é um termo antigo e de uso variado. É considerado por muitos como uma entidade nosológica específica, um transtorno debilitante baseado nos efeitos farmacológicos da droga, implacavelmente progressivos.
De 1920 a 1960 houve tentativas para se diferenciar adicção de “hábito”, uma forma menos grave de adaptação psicológica. Nos anos 1960 a Organização Mundial da Saúde recomendou que ambos os termos fossem abandonados em favor de dependência, que pode existir em vários graus de gravidade.

Álcool
Na terminologia química, os álcoois constituem um numeroso grupo de compostos orgânicos derivados de hidrocarbonetos que contém um ou mais grupos hidroxila (-OH). O etanol (ou álcool etílico, C H OH) é um dos membros dessa classe de compostos, e é o principal ingrediente psicoativo das bebidas alcoólicas.
Por extensão, o termo “álcooltambém é usado para referir-se a bebidas alcoólicas.
O etanol resulta da fermentação de açúcar produzida por lêvedos. Em condições normais, as bebidas produzidas por fermentação m uma concentração de álcool que o ultrapassa 14%. Na produção de álcoois por destilação, ferve-se uma mistura fermentada e o etanol que se evapora é recolhido como um condensado quase puro. Além do seu uso para consumo humano, o etanol é também usado como combustível, como solvente e na manufatura química.
O álcool absoluto (etanol anidro) é o etanol contendo o mais do que 1% de água por massa. Nas estatísticas sobre produção ou consumo de álcool, o álcool absoluto refere-se ao conteúdo de álcool (como 100% de etanol) das bebidas alcoólicas.
Do ponto de vista químico, o metanol (CH OH), também conhecido como álcool metílico e álcool de madeira (ou de amido), é o mais simples dos álcoois. É usado como um solvente industrial e também como um adulterador para desnaturar o etanol e torná-lo impróprio para o consumo (bebidas metiladas). O metanol é altamente tóxico; dependendo da quantidade consumida, pode produzir turvação da visão, cegueira, coma e morte.
Outros álcoois impróprios para o consumo, com efeitos potencialmente nocivos, o consumidos ocasionalmente, como, p.ex., o isopropanol (álcool isopropílico, freqüente em desinfetantes) e etilenoglicol (usado como anticongelante em automóveis).
O álcool é um sedativo/hipnótico com efeitos semelhantes aos dos barbitúricos. Além dos efeitos sociais do uso, a intoxicação pelo álcool pode resultar em envenenamento e até morte; o uso excessivo e prolongado pode resultar em dependência ou numa ampla variedade de transtornos mentais orgânicos e físicos.
Os transtornos mentais e de comportamento decorrentes do uso de álcool (F10) o classificados como transtornos decorrentes do uso de substância psicoativa na CID-10 (F10-F19).

Alcoolismo
Um termo antigo e de significado variável, em geral refere-se a um padrão crônico e continuado de ingestão de álcool, ou mesmo periódico, e que é caracterizado pelo comprometimento do controle sobre a ingestão, freqüentes episódios de intoxicação e preocupação com o álcool e seu uso, apesar das conseqüências adversas.
O termo alcoolismo foi originalmente cunhado em 1849 por Magnus Huss. Até os anos 1940, referia-se principalmente às conseqüências físicas do beber pesado, de longa duração (alcoolismo Beta na tipologia de Jellinek).
Um conceito mais restrito é o de alcoolismo como uma doença, caracterizada pela perda do controle sobre o beber, causado por uma anormalidade biológica pré-existente e que tem um curso progressivo previsível. Posteriormente, o termo foi usado por Jellinek e outros para indicar o consumo de álcool que leva a qualquer tipo de dano (físico, psicológico ou social, tanto para o indivíduo como para a sociedade). Jellinek subdividiu o alcoolismo assim definido em uma série de “tiposdesignados por letras gregas.
A inexatidão do termo levou uma Comissão de Peritos da OMS, em 1979, a desaprová-lo, preferindo estreitar a formulação para síndrome de dependência do álcool como um dos muitos problemas relacionados com o álcool. O alcoolismo o está incluído como uma entidade diagnóstica na CID 10.
Apesar de seu significado ambíguo, alcoolismo é ainda amplamente usado como termo diagnóstico e descritivo. Em 1990, por exemplo, a Sociedade Norte-americana de Adicções definiu o alcoolismo como “uma doença crônica primária que tem seu desenvolvimento e suas manifestações influenciados por fatores genéticos, psicossociais e ambientais.
A doença freqüentemente é progressiva e fatal. É caracterizada por uma perturbação contínua ou periódica do controle sobre a ingestão, uma preocupação com o álcool, o seu uso apesar das conseqüências adversas e distorções de pensamento, notadamente, negação”. Outras formulações m dividido o alcoolismo em diversos tipos: algumas o consideram como doença e outras, o.
Distingue-se: o alcoolismo essencial do alcoolismo reativo, sendo que “essencial tem o objetivo de indicar que o alcoolismo o é secundário nem provocado por nenhuma outra condição; alcoolismo primário de secundário, para indicar a ordem de início, em casos de duplo diagnóstico; e o tipo I do tipo II, tendo este último um componente genético fortemente ligado ao sexo masculino.
Antigamente, a dipsomania (ingestão episódica) e a adicção ao álcool referiam-se à perda do controle sobre a ingestão de bebidas; embriaguez tinha também uma relação mais estreita com a intoxicação habitual e seus efeitos prejudiciais.
Além da alucinose, que é produzida regularmente, o freqüentes outros efeitos adversos de alucinógenos, entre os quais:
·         más-viagens;
·         transtorno de percepção pós-alucinógeno ou flashbacks;
·         transtorno delirante, que geralmente segue-se à - viagem; as mudanças perceptuais atenuam-se, mas o indivíduo torna-se convencido de que as distorções perceptuais vivenciadas correspondem à realidade; o estado delirante pode durar apenas um ou dois dias, ou pode persistir além desse período;
·         transtorno afetivo ou do humor, que consiste em ansiedade, depressão ou mania que ocorre logo após o uso de alucinógeno e persiste por mais de 24 horas; tipicamente o indivíduo sente que nunca mais poderá voltar ao normal e expressa preocupação a respeito de um dano cerebral como resultado da ingestão de droga.
Os alucinógenos m sido usados como coadjuvantes de terapia através do “insight, mas esse uso tem sido restrito ou até mesmo banido pela legislação.

Alienação
Condição caracterizada pela perda de relacionamentos significativos com outros, com sua sociedade ou sua cultura. Este termo, também usado num sentido socioeconômico, passou a substituir o antigo conceito de loucura. A falha da sociedade em aculturar e socializar o desenvolvimento individual pode, por sua vez, produzir ou exacerbar perturbações psicopatológicas, tais como despersonalização, comportamento dissociativo e desavenças com outros indivíduos.

Alogia
Um empobrecimento do pensamento, inferido pela observação da fala e do comportamento relativo à linguagem. As respostas a perguntas podem ser breves e concretas e a quantidade de fala espontânea pode ser restrita (pobreza da fala). Ocasionalmente, a fala é adequada em quantidade, mas transmite poucas informações por ser excessivamente concreta, abstrata, repetitiva ou estereotipada (pobreza do conteúdo).

Alteração do humor
Uma mudança mórbida do afeto que ultrapassa as variações normais, e que leva a vários estados que incluem: depressão, exaltação, ansiedade, irritabilidade e raiva.

Alterações permanentes da personalidade
Um transtorno da personalidade e do comportamento adulto que se desenvolve após estresse catastrófico ou excessivamente prolongado, ou após várias doenças psiquiátricas graves num indivíduo sem transtorno de personalidade prévia. Há uma mudança definitiva e permanente no padrão individual de perceber, relacionar-se com ou pensar sobre o meio ambiente e o eu.
A mudança de personalidade é associada com comportamento inflexível e mal-adaptativo que não estava presente antes da experiência patogênica e não é uma manifestação de outro transtorno mental nem um sintoma residual de qualquer transtorno mental precedente. A síndrome de personalidade com dor crônica se enquadra nesta categoria.

Alucinação
Sensopercepção, de qualquer natureza, que se dá na ausência de estímulo externo apropriado. As alucinações podem subdividir-se de acordo com: a modalidade sensorial afetada; a intensidade; a complexidade; a clareza de percepção; e o grau subjetivo de sua projeção ao exterior.
Em indivíduos normais, podem ocorrer alucinações nos estados de transição vigília-sono (hipnagógicas) e sono-vigília (hipnopômpicas). Enquanto fenômeno mórbido, as alucinações podem ser sintomáticas de patologia orgânica cerebral, de psicoses funcionais e de intoxicação por drogas, com aspectos característicos para cada qual.
Dependendo da cultura, algumas alucinações podem ou não ser socialmente sancionadas como eventos reais (p.ex., comunicação com os mortos ou espíritos, mensagens de Deus). Alucinações do cativeiro são imagens visuais ou auditivas induzidas pelo isolamento e pelo estresse decorrente de situações de ameaça à vida, na ausência de disfunções psiquiátricas graves.

Alucinógeno
Uma substância que induz alterações do senso-percepção, do pensamento e dos sentimentos parecidos aos das psicoses funcionais, sem, no entanto, produzir as importantes alterações da memória e da orientação características das síndromes orgânicas. O ácido lisérgico (LSD, ou dietilamida do ácido lisérgico), a dimetiltriptamina (DMT), a psilocibina, a mescalina, a tenanfetamina (MDA, ou 3, 4-metilenodio- xianfetamina), o êxtase (MDMA, ou 3,4-metilenodioximetanfetamina) e a fenciclidina (PCP) o exemplos de alucinógenos.
A maioria dos alucinógenos é ingerida; contudo, a DMT é aspirada ou fumada. O uso característico é episódico, sendo que o uso crônico e freqüente é extremamente raro. Os efeitos manifestam-se de 20 a 30 minutos após a ingestão e consistem em dilatação pupilar, elevação da pressão arterial, taquicardia, tremor, hiperreflexia e a fase psicodélica (que consiste em euforia ou alterações variadas do humor, ilusões visuais e distorções perceptivas, borramento dos limites entre o eu interior e o mundo exterior, e freqüentemente uma sensação de fusão com o cosmos).
São comuns as flutuações rápidas entre a euforia e a disforia. Após umas 4 a 5 horas, esse quadro pode ser substituído por idéias de auto-referência, sentimentos de aumento da consciência do eu interior, e uma sensação de controle mágico.

Alucinose
Um transtorno que consiste em alucinações persistentes ou recorrentes, em geral visuais ou auditivas, e que ocorrem com clareza de consciência, mas que o indivíduo afetado pode ou o reconhecer como irreais. Pode ocorrer uma elaboração delirante das alucinações, mas os delírios o dominam o quadro clínico.

Amnésia
Perda ou perturbação da memória (completa ou parcial, permanente ou temporária), atribuível tanto a causas orgânicas como a psicológicas. A amnésia anterógrada é a perda da memória de duração variável para eventos e vivências subseqüentes a um incidente causal, após a recuperação da consciência. A amnésia retrógada é a perda da memória de duração variável para eventos e vivências que precederam um incidente causal.

Anedonia
Ausência da capacidade de experimentar prazer, associada freqüentemente com estados esquizofrênicos e depressivos. O conceito foi introduzido por Ribot (1839-1916).

Anfetamina
Uma classe das aminas simpatomiméticas com poderosa ação estimulante do sistema nervoso central. Esta classe inclui a anfeta- mina, a dexanfetamina e a metanfetamina. Outras drogas farmaco- logicamente relacionadas incluem o metilfenidato, a fenmetrazina e a anfepramona (dietilpropiona). Em linguagem de rua, as anfetaminas o freqüentemente referidas como “bolinhas”.
Os sinais e sintomas sugestivos de intoxicação por anfetaminas ou outros simpatomiméticos de ação semelhante incluem taquicardia, dilatação pupilar, aumento da pressão arterial, hiperreflexia, sudorese, calafrios, anorexia, náusea ou vômito, e comportamentos anormais, tais como agressividade, grandiosidade, hipervigilância, agitação e perturbação do juízo crítico.
Em raros casos pode-se desenvolver um delirium a menos de 24 horas da ingestão. O uso crônico em geral induz alterações da personalidade e do comportamento tais como impulsividade, agressividade, irritabilidade, desconfiança e psicose paranóide. A interrupção da ingestão após uso prolongado ou intenso pode produzir uma reação de abstinência, com humor deprimido, fadiga, hiperfagia, transtornos do sono e aumento dos sonhos.
Atualmente, a prescrição de anfetaminas e de substâncias similares está limitada principalmente ao tratamento da narcolepsia e do transtorno de hiperatividade por ficit de atenção. o é recomendado o uso dessas substâncias como agentes anorexígenos no tratamento da obesidade.

Anomia
Inexistência de normas e valores no repertório pessoal ou na realidade sociocultural. Ausência de lei e a discórdia numa sociedade devido a normas conflituosas. A anomia pode precipitar transtornos psiquiátricos caracterizados particularmente por ansiedade, isolamento e/ou desorientação pessoal e pode culminar com o suicídio.

Anorexia nervosa
Perda de peso deliberada, induzida e mantida pelo paciente, com uma psicopatologia específica na qual um receio de engordar e da flacidez do contorno corporal persistem como uma idéia intrusiva e supervalorizada. Os pacientes impõem a si próprios um limite baixo de peso, geralmente resultando em subnutrição de intensidade variável, alterações secundárias endócrinas e metabólicas, e perturbações de funções fisiológicas (p.ex., amenorréia).
Os sintomas incluem uma dieta restritiva, exercícios excessivos, vômito induzido e uso de laxantes, bem como uso de supressores do apetite e diuréticos. O transtorno ocorre mais freqüentemente em meninas adolescentes e mulheres jovens, mas mulheres de mais idade, até a época da menopausa, assim como meninos adolescentes e homens jovens também podem ser afetados.

Ansiedade
Apreensão, tensão ou inquietação que se deriva da antecipação de perigo, cuja fonte é amplamente desconhecida ou não - reconhecida; de origem basicamente intrapsíquica, contrariamente ao medo que é a resposta emocional a uma ameaça ou perigo conscientemente reconhecido e habitualmente externo.

Antidepressivos
Um grupo de substâncias psicoativas prescritas para o trata-mento dos transtornos depressivos; também o usados em outras condições, tais como o transtorno do pânico. Há três classes principais: os antidepressivos tricíclicos (quer o principalmente inibidores da recaptura de noradrenalina); os agonistas de receptores e bloqueadores da recaptura da serotonina; e os inibidores da monoamino-oxidase, menos comumente prescritos.
Os antidepressivos tricíclicos m um risco de abuso relativamente baixo, mas algumas vezes o usados sem finalidade terapêutica por seus efeitos psíquicos imediatos. Desenvolve-se tolerância aos seus efeitos anticolinérgicos, mas o está esclarecido se ocorre uma síndrome de dependência ou uma síndrome de abstinência. Por estas razões, o uso impróprio de antidepressivos está incluído na categoria F55 da CID-10, abuso de substâncias que o produzem dependência.

Anti-histamínicos
Um grupo de drogas terapêuticas usadas no tratamento de transtornos alérgicos e, por vezes, devido aos seus efeitos sedativos, para aliviar a ansiedade e induzir o sono. Farmacologicamente, os anti-histamínicos o classificados como bloqueadores dos receptores H1. Estas drogas o ocasionalmente utilizadas sem finalidade terapêutica, particularmente por adolescentes, nos quais pode causar sedação e desinibição. Um grau moderado de tolerância se desenvolve, mas o uma síndrome de dependência ou uma síndrome de abstinência.
Uma segunda classe de anti-histamínicos, os bloqueadores de receptores H2, suprime a secreção ácida gástrica e é usada no tratamento da úlcera péptica e do refluxo esofágico; esta o tem um potencial de dependência conhecido e o seu uso indevido é incluído na categoria F55 da CID-10, abuso de substâncias que o produzem dependência.

Antipsicótico
Termo genérico aplicado de maneira ampla a diversas classes químicas de drogas empregadas no manejo sintomático de várias condições psicóticas, especialmente a esquizofrenia e estados de excitação. As substâncias incluem fenotiazinas, butirofenonas e tioxantenos, assim como drogas mais recentes como difenilbutilpiperidinas, pimozide e fluspirileno. A maioria delas pode provocar reações adversas, das quais as síndromes extrapiramidais são as mais incômodas.

Apagamento
Termo vulgar para designar a amnésia anterógrada aguda, não associada com perda de consciência, resultante de ingestão de álcool e de outras substâncias; um período de perda de memória durante o qual há pouca ou nenhuma lembrança do que passou. Quando isto ocorre no curso da ingestão contínua de álcool, é algumas vezes chamado de “palimpsesto alcoólico”.

Arritmia
Qualquer irregularidade do ritmo ou padrão, mais comumente usado em referência a anormalidades do batimento cardíaco. O eletrocardiograma é usado para detectar anormalidades na propagação do impulso elétrico através do tecido cardíaco. Arritmias cardíacas podem ser causadas por vários fatores, incluindo desequilíbrio eletrolítico, agentes psicofarmacológicos e outras drogas, doença cardíaca e ansiedade.

Assimilação
Um processo psicossocial no qual um grupo étnico ou cultural dominante absorve um outro grupo étnico ou cultural não dominante, tornando-se, em decorrência, um só grupo étnico ou cultural. A identidade étnica original é perdida em favor da identidade do grupo assimilador.

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