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6/02/2014

Demência


É a perda ou redução progressiva das capacidades cognitivas, de forma parcial ou completa, permanente ou momentânea e esporádica, suficientemente importante a ponto de provocar uma perda de autonomia do indivíduo.
Dentre as causas potencialmente reversíveis estão disfunções metabólicas, endócrinas e hidroeletrolíticas, quadros infecciosos, déficits nutricionais, distúrbios psiquiátricos, como a depressão (pseudodemência depressiva) e as doenças passíveis de tratamento neurocirúrgico, principalmente a hidrocefalia do idoso (hidrocefalia de pressão normal), hematoma subdural crônico, higroma e tumores cerebrais.
Tipicamente, essa alteração cognitiva provoca a incapacidade de realizar atividades da vida diária. Os déficits cognitivos podem afetar qualquer das funções cerebrais, particularmente as áreas da memória, a linguagem (afasia), a atenção, as habilidades visuoconstrutivas, as práxis e as funções executivas, como a resolução de problemas e a inibição de respostas.
A demência pode afetar também a compreensão, a capacidade de identificar elementos de uso cotidiano, o tempo de reação e os traços da personalidade. Durante a evolução da doença, pode-se observar a perda de orientação espaço-temporal e de identidade. À medida que a doença avança, os dementes também podem apresentar traços psicóticos, depressivos e delírios ou alucinações.
Embora a alteração da memória possa, em poucos casos, não ser um sintoma inicialmente dominante, é alteração típica da atividade cognitiva nas demências - sobretudo para a mais frequente delas, ligada à doença de Alzheimer e sua presença é condição essencial para o diagnóstico.
Prevalência
Os custos com demência no mundo passam de 600 bilhões, custo maior do que o de qualquer empresa do mundo. A estimativa da Alzheimer’s Disease International (ADI) é de que em 2010 havia 35,6 milhões de pessoas vivendo com demência no mundo. Este número deve subir para 65,7 milhões até 2030 e 115,4 milhões até 2050. No Brasil, estima-se que entre 70% e 94% dos pacientes com demência vivam em casa, subindo para 90 a 95% nas áreas rurais, média muito acima da dos países desenvolvidos que fica por volta de 66%.
Tipos
A demência é um termo geral para várias doenças neurodegenerativas que afetam principalmente as pessoas da terceira idade. Todavia a expressão demência senil, embora ainda apareça na literatura, tende a cair em desuso. A maior parte do que se chamava demência pré-senil é de fato a doença de Alzheimer, que é a forma mais comum de demência neurodegenerativa em pessoas de idade.
Embora existam casos raros diagnosticados de pessoas na faixa de idade que vai dos 17 aos 50 anos e a prevalência na faixa etária de 60 aos 65 anos esteja abaixo de 1%, a partir dos 65 anos ela praticamente duplica a cada cinco anos. Depois dos 85 anos de idade, atinge 30 a 40% da população.
A demência pode ser descrita como um quadro clínico de declínio geral na cognição como também de prejuízo progressivo funcional, social e profissional. As demências mais comuns são:
·        Demência no mal de Alzheimer;
·        Demência vascular e;
·        Demência com corpos de Lewy.

No dicionário internacional de doenças outras demências são classificadas como:
·        CID 10 - F02.0 Demência da doença de Pick
·        CID 10 - F02.1 Demência na doença de Creutzfeldt-Jakob
·        CID 10 - F02.2 Demência na doença de Huntington
·        CID 10 - F02.3 Demência na doença de Parkinson
·        CID 10 - F02.4 Demência na doença pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV)

Esses diagnósticos não são exclusivos sendo possível, por exemplo, a existência de Alzheimer simultaneamente com uma demência vascular. Outras classificações incluem a demência na Síndrome de Korsakoff. Nesse caso o álcool é um dos grandes responsáveis pelo aparecimento da doença.
Memória Reconstrutiva
Um estudo publicado no "Journal of Experimental Psychology: Learning, Memory and Cognition" conclui que os declínios que se verificam na memória reconstrutiva são indicio de um comprometimento cognitivo leve e de demência de Alzheimer, e não se verificam no envelhecimento saudável. "A memória reconstrutiva é muito estável em indivíduos saudáveis, de modo que um declínio neste tipo de memória é um indicador de comprometimento neurocognitivo".
Exercícios Mentais
O exercício mental tem um papel fundamental na preservação de uma boa saúde mental. Os exercícios deverão ser variados, com certo grau de complexidade, ensinar algo de novo e devem ser agradáveis e feitos com regularidade. Deve-se treinar o calculo mental, ler em voz alta, aprender uma língua nova e treinar as imagens mentais e também treinar os sentidos: da audição da visão e do cheiro.
A perda da sensibilidade do cheiro, relacionada com o primeiro nervo craniano, é uma das primeiras capacidades a serem afetadas pela demência. O treino intensivo de aprendizado altera a estrutura do cérebro aumentando o volume da matéria cinzenta na área do hipocampo posterior. O cérebro mantém a plasticidade mesmo em adultos e o treino mental intenso é fundamental para a criação de novos neurónios.
Exercícios físicos
Em questão aos exercícios físicos, estes apresentam um potencial de melhorar a plasticidade do cérebro, reduzindo as perdas cognitivas ou minimizando o curso progressivo da demência. A importância dos exercícios físicos no tratamento da demência pode ser apoiada por outros estudos. O levantamento de pesos, comparado com outros exercícios revelou melhores resultados embora um conjunto de exercícios envolvendo levantamento de pesos, aeróbica e equilíbrio tivessem melhorado as capacidades linguísticas.
Alimentação
Uma dieta funcional e exercícios físicos associados também demonstraram ser protetivos contra o desenvolvimento da demência ou para diminuir o curso progressivo dessa patologia. Não obstante, pessoas com tendência a demência que utilizaram vitaminas antioxidantes (vitaminas C e E, por exemplo) apresentaram menor perda cognitiva que pessoas que não utilizam tal recurso.
Comportamentos saudáveis
Metade das demências pode ser prevenidas ou pelo menos adiadas mantendo uma vida social, intelectual e profissional ativa.
Uma vida com compromissos e ativa também revelou melhorar as perdas cognitivas em demências mais moderadas. O uso do fumo também pode vulnerabilizar as pessoas para a demência. Desse modo, a mudança do estilo de vida é um fator fundamental para minimizar o curso das perdas evidenciadas na demência.
Assim, o diagnóstico precoce da demência é um aspecto importante para que os tratamentos existentes possam diminuir a progressão das perdas cognitivas, funcionais, sociais e profissionais em pessoas com essa patologia.
O tratamento deve ser integrativo, envolvendo uma equipe multidisciplinar, com medicações específicas e suplementação alimentar, além de uma mudança do estilo de vida que inclui exercícios físicos moderados, cessação do uso do fumo, uma alimentação adequada e uma vida com o máximo possível de atividades.
Uma abordagem integrativa pode reduzir o curso das perdas cognitivas da demência, porém, ainda não existem tratamentos que possam "curar" integralmente essa patologia. Assim, a prevenção ao longo da vida é o melhor recurso existente. É importante durante a vida manter uma alimentação saudável e exercícios físicos regulares; bem como, na aposentadoria, torna-se imprescindível manter um estilo de vida ativo.
Psicoterapia
É frequente a comorbidade entre depressão, transtornos de ansiedade, distúrbios comportamentais e transtornos delirantes e demências, por isso é importante o acompanhamento psicológico regular. Esse acompanhamento inclui os familiares, pois a demência causa grande impacto nos cuidadores, especialmente na família nuclear, os deixando vulneráveis a transtornos psicológicos como Síndrome de Burnout (exaustão física e psicológica).
Sintomas de Demência
Entre os sintomas da demência estão dificuldade em muitas áreas da função mental, como:
·        Linguagem;
·        Memória;
·        Percepção;
·        Comportamento emocional ou personalidade;
·        Capacidades cognitivas (como cálculo, pensamento abstrato ou capacidade de julgamento).

Geralmente, a demência começa com esquecimento. O comprometimento cognitivo leve é o estágio entre o esquecimento normal devido ao envelhecimento e o desenvolvimento da demência. As pessoas com MCI têm problemas leves com o raciocínio e a memória que não interferem nas atividades diárias. Muitas vezes, elas estão cientes do esquecimento. Nem todas as pessoas com MCI desenvolvem demência.
Os sintomas da MCI incluem:
·        Esquecer eventos ou conversas recentes
·        Dificuldade para realizar mais de uma tarefa ao mesmo tempo
·        Dificuldade para resolver problemas
·        Levar mais tempo para realizar atividades mentais mais complexas
Os primeiros sintomas da demência podem incluir:
·        Problemas de linguagem, como dificuldade para encontrar o nome familiar dos objetos;
·        Perder itens;
·        Perder-se em caminhos familiares;
·        Alterações de personalidade e perda das habilidades sociais;
·        Perda de interesse em coisas de que gostava antes, falta de ânimo;
·        Dificuldade de realizar tarefas que exigem algum raciocínio, mas que antes eram feitas com facilidade, como conferir os gastos no talão de cheques, jogar (buraco ou outros jogos) e aprender novas informações ou rotinas.
À medida que a demência avança, os sintomas se tornam mais óbvios e interferem com a capacidade da pessoa de cuidar de si mesma. Os sintomas podem incluir:
·        Esquecer detalhes de eventos recentes;
·        Esquecer eventos da própria história de vida, perder consciência de quem a pessoa é;
·        Alterações nos padrões de sono, acordando durante a noite frequentemente
·        Maior dificuldade de ler ou escrever;
·        Capacidade de discernimento diminuída e perda da capacidade de reconhecer o perigo;
·        Usar palavras erradas ou não pronunciar as palavras corretamente, falar em frases confusas;
·        Evitar contato social;
·        Ter alucinações, discussões, gestos e comportamentos violentos;
·        Ter delírios, depressão ou agitação;
·        Dificuldade de realizar tarefas básicas, como cozinhar, vestir-se adequadamente ou dirigir.
As pessoas com demência severa não conseguem:
·        Compreender a linguagem;
·        Reconhecer familiares;
·        Realizar atividade básicas e cotidianas, como comer, vestir-se e tomar banho.
Outros sintomas que podem ocorrer com a demência:
·        Incontinência;
·        Problemas de deglutição.
A demência é uma doença mental caracterizada por prejuízo cognitivo que pode incluir alterações de memória, desorientação em relação ao tempo e ao espaço, raciocínio, concentração, aprendizado, realização de tarefas complexas, julgamento, linguagem e habilidades visuais-espaciais. Essas alterações podem ser acompanhadas por mudanças no comportamento ou na personalidade (sintomas neuropsiquiátricos).
Os prejuízos, necessariamente, interferem com a habilidade no trabalho ou nas atividades usuais, representam declínio em relação a níveis prévios de funcionamento e desempenho e não são explicáveis por outras doenças físicas ou psiquiátricas. Muitas doenças podem causar um quadro de demência. Entre as várias causas conhecidas, a Doença de Alzheimer é a mais frequente.
O paciente com Alzheimer pode apresentar:
·        Perda de memória recente com repetição das mesmas perguntas ou dos mesmos assuntos.
·        Esquecimento de eventos, de compromissos ou do lugar onde guardou seus pertences.
·        Dificuldade para perceber uma situação de risco, para cuidar do próprio dinheiro e de seus bens pessoais, para tomar decisões e para planejar atividades mais complexas.
·        Dificuldade para se orientar no tempo e no espaço.
·        Incapacidade em reconhecer faces ou objetos comuns, podendo não conseguir reconhecer pessoas conhecidas.
·        Dificuldade para manusear utensílios, para vestir-se, e em atividades que envolvam autocuidado.
·        Dificuldade para encontrar e/ou compreender palavras, cometendo erros ao falar e ao escrever.
Alterações no comportamento ou na personalidade: pode se tornar agitado, apático, desinteressado, isolado, desinibido, inadequado e até agressivo. Interpretações delirantes da realidade, sendo comuns quadros paranoicos ao achar que está sendo roubado, perseguido ou enganado por alguém. Esquecer o que aconteceu ou o que ficou combinado pode contribuir para esse quadro.


Alucinações visuais (ver o que não existe) ou auditivas (ouvir vozes) podem ocorrer, sendo mais frequentes da metade para o final do dia. Alteração do apetite com tendência a comer exageradamente, ou, ao contrário, pode ocorrer diminuição da fome. Agitação noturna ou insônia com troca do dia pela noite.
Os sintomas não são os mesmos para todos os pacientes com demência, mesmo quando a causa de demência é a mesma. Nem todos os sintomas aparecerão em todos os pacientes. Como uma doença de curso progressivo, o quadro clínico do paciente com demência sofre modificações. Com a evolução da doença, há o aparecimento de novos sintomas ou o agravamento dos sintomas existentes.
Outras demências
Além da Doença de Alzheimer, existem muitos outros tipos de demência.
Demência vascular
Pode ser considerada a segunda maior causa de demência. A demência vascular é causada por lesões cerebrais de origem vascular e as manifestações clínicas dependem da localização e do número de lesões cerebrais. As lesões vasculares cerebrais podem ocorrer como infartos silenciosos, que não resultam em ataque reconhecido clinicamente, e como acidentes vasculares encefálicos, conhecidos popularmente como “derrame”. Os fatores de risco são: hipertensão arterial, diabetes mellitus, hipercolesterolemia, doença cardiovascular, fibrilação atrial, tabagismo, trombose, abuso de álcool e fatores genéticos.
Demência com corpos de Lewy
Causada pela presença de alterações cerebrais chamadas de corpos de Lewy. Os critérios para o diagnóstico clínico da doença incluem demência com sintomas da Doença de Parkinson (rigidez da musculatura, movimentos mais lentos; tremores são mais raros); alucinações visuais (ver coisas que não existem, geralmente pessoas, animais, objetos e crianças) e oscilação dos sintomas ao longo do dia.
Os sintomas parkinsonianos e alucinações ocorrem no estágio inicial, quando alterações importantes na memória podem não ocorrer. Outras características da doença incluem quedas repetidas, desmaios, delírios (acreditar em coisas que não existem), outras formas de alucinações (auditivas, ouvir coisas que não existem) e sensibilidade importante, com reações adversas intensas, ao uso de medicações para delírios e alucinações (antipsicóticos).
Demência na Doença de Parkinson
Cerca de 40% dos pacientes com Doença de Parkinson podem evoluir para quadros demenciais. Também é causada pela presença de corpos de Lewy, mas estão presentes em locais diferentes do cérebro. Para esse diagnóstico, é necessário que o quadro demencial ocorra após um ano do início do quadro da Doença de Parkinson.
Se a demência ocorrer em menos de um ano após o início dos sinais de Parkinson, a hipótese clínica principal passa a ser de demência por corpos de Lewy. A atenção é uma das funções mais prejudicadas. A memória também pode estar afetada, mas em um grau menos intenso do que é observado na Doença de Alzheimer. Outra capacidade muito comprometida é a de planejar, organizar e regular um comportamento motor (função executiva). Também são comuns os quadros de depressão e de alucinações visuais (ver animais, pessoas).
Demência frontotemporal
Quadro caracterizado por deterioração na personalidade e na cognição. A alteração típica no exame de neuroimagem é a redução da região frontal e temporal do cérebro. As mudanças no comportamento são mais importantes que os problemas na memória e orientação.
As mudanças podem incluir: desinibição, impulsividade, inquietude, perda do julgamento, oscilação emocional, apatia, desinteresse, perda de motivação, isolamento, sentimentalismo excessivo, hipocondria, comportamento exaltado, choro fácil, risos inadequados, irritabilidade, comentários sexuais inadequados, atos indecentes, comportamento muito inadequado como urinar em público, alterações importantes do hábito alimentar (por exemplo, preferência por doces), negligência da higiene pessoal.

As alterações cognitivas são menos evidentes que na Doença de Alzheimer e ocorrem após dois anos, aproximadamente, do início das alterações de comportamento. Ansiedade e depressão são comuns. O paciente pode apresentar atos violentos, comportamentos ruins que não apresentava antes da doença.

ESQUIZOFRENIA E OUTROS TRANSTORNOS PSICÓTICOS


Esquizofrenia é uma doença mental que se caracteriza por uma desorganização ampla dos processos mentais. É um quadro complexo apresentando sinais e sintomas na área do pensamento, percepção e emoções, causando marcados prejuízos ocupacionais, na vida de relações interpessoais e familiares.
Nesse quadro a pessoa perde o sentido de realidade ficando incapaz de distinguir a experiência real da imaginária. Essa doença se manifesta em crises agudas com sintomatologia intensa, intercaladas com períodos de remissão, quando há um abrandamento de sintomas, restando alguns deles em menor intensidade.
É uma doença do cérebro com manifestações psíquicas, que começa no final da adolescência ou início da idade adulta antes dos 40 anos. O curso desta doença é sempre crônico com marcada tendência à deterioração da personalidade do indivíduo.
Como se desenvolve
Até hoje não se conhece nenhum fator específico causador da Esquizofrenia. Há, no entanto, evidências de que seria decorrente de uma combinação de fatores biológicos, genéticos e ambientais que contribuiriam em diferentes graus para o aparecimento e desenvolvimento da doença. Sabe-se que filhos de indivíduos esquizofrênicos têm uma chance de aproximadamente 10% de desenvolver a doença, enquanto na população geral o risco de desenvolver a doença é de aproximadamente 1%.
O que se sente
Os quadros de esquizofrenia podem variar de paciente para paciente, sendo uma combinação em diferentes graus dos sintomas abaixo:
1.    Delírios:
O indivíduo crê em ideias falsas, irracionais ou sem lógica. Em geral são temas de perseguição, grandeza ou místicos
O paciente percebe estímulos que em realidade não existem, como ouvir vozes ou pensamentos, enxergar pessoas ou vultos, podendo ser bastante assustador para o paciente
O paciente esquizofrênico fala de maneira ilógica e desconexa , demonstrando uma incapacidade de organizar o pensamento em uma sequência lógica
2.    Expressão das emoções:
O paciente esquizofrênico tem um "afeto inadequado ou embotado", ou seja, uma dificuldade de demonstrar a emoção que está sentindo. Não consegue demonstrar se está alegre ou triste, por exemplo, tendo dificuldade de modular o afeto de acordo com o contexto, mostrando-se indiferente a diversas situações do cotidiano
3.    Alterações de comportamento:
Os pacientes podem ser impulsivos, agitados ou retraídos, muitas vezes apresentando risco de suicídio ou agressão, além de exposição moral, como por exemplo falar sozinho em voz alta ou andar sem roupa em público.
Diagnóstico
Para fazer o diagnóstico , o médico realiza uma entrevista com o paciente e sua família visando obter uma história de sua vida e de seus sintomas o mais detalhada possível. Até o presente momento não existem marcadores biológicos próprios dessa doença nem exames complementares específicos, embora existam evidências de alterações da anatomia cerebral demonstráveis em exames de neuroimagem e de metabolismo cerebral sofisticados como a tomografia computadorizada, a ressonância magnética, entre outros.
Além de fazer o diagnóstico, o médico deve tentar identificar qual é o subtipo clínico que o paciente apresenta. Essa diferenciação se baseia nos sintomas que predominam em cada pessoa e na evolução da doença que é variada conforme o subtipo específico. Os principais subtipos são:
·        Paranoide (predomínio de delírios e alucinações);
·        Desorganizada ou hebefrênica (predomínio de alterações da afetividade e desorganização do pensamento);
·        Catatônico (alterações da motricidade);
·        Simples (diminuição da vontade e afetividade, empobrecimento do pensamento, isolamento social);
·        Residual (estágio crônico da doença com muita deterioração e pouca sintomatologia produtiva).
Como se trata
As medicações antipsicóticas ou neurolépticos são o tratamento de escolha para a esquizofrenia. Elas atuam diminuindo os sintomas (alucinações e delírios), procurando restabelecer o contato do paciente com a realidade; entretanto, não restabelecem completamente o paciente.
As medicações antipsicóticas controlam as crises e ajudam a evitar uma evolução mais desfavorável da doença. Em geral, as drogas antipsicóticas apresentam efeitos colaterais que podem ser bem controlados.
Em crises especialmente graves, ou em que não houve resposta às medicações, pode-se fazer uso da eletroconvulsoterapia (ECT) antigamente chamado de eletrochoque. Esse método é bastante seguro e eficaz para melhora dos sintomas, sendo realizado com anestesia.
Outra possibilidade é usar antipsicóticos mais modernos chamados de atípicos ou de última geração. As abordagens psicossociais, como acompanhamento psicoterápico, terapia ocupacional e familiar são também muito importantes para diminuir as recaídas e promover o ajustamento social dos portadores da doença.
Outros transtornos psicóticos
Transtorno Esquizofreniforme
Os pacientes com Transtorno Esquizofreniforme apresentam um quadro clínico muito parecido com a Esquizofrenia. A diferença deve-se ao tempo limitado em que os sintomas persistem. Ou seja, os sintomas devem estar presentes por mais de um mês, porém os pacientes não devem ultrapassar seis meses com o quadro.
A remissão (melhora) deve ocorrer durante esse período, sendo que quanto mais curto for o episódio, melhor é o prognóstico. Prejuízo social ou ocupacional em função de seus sintomas pode estar presente ou não.
Pacientes que persistirem com os sintomas psicóticos por um período superior a seis meses podem receber o diagnóstico de Esquizofrenia. O tratamento é similar ao da Esquizofrenia, geralmente necessitando de hospitalização para a realização de diagnóstico e tratamento mais adequados.
Transtorno Esquizoafetivo
Essa doença tem características tanto da Esquizofrenia quanto dos Transtornos de Humor. Em outras palavras, os pacientes que apresentam essa doença têm sintomas de esquizofrenia, "misturados" com sintomas de doença afetiva bipolar (antigamente conhecida como psicose maníaco-depressiva) ou de depressão.
Esses sintomas podem apresentar-se juntos ou de maneira alternada. Ocorre também na adolescência ou início da idade adulta e costuma ter uma evolução mais benigna que a Esquizofrenia e pior que o Transtorno de Humor.
O tratamento consiste em internação hospitalar, medicação e intervenções psicossociais. As principais medicações escolhidas para o tratamento do Transtorno Esquizoafetivo são as mesmas utilizadas no tratamento da Depressão e da Doença Bipolar, assim como antipsicóticos.
Transtorno Delirante
Delírio é um tipo de pensamento no qual o indivíduo tem uma crença inabalável em ideias falsas, irracionais ou sem lógica. E esse é o principal sintoma apresentado pelos pacientes com Transtorno Delirante.
Para que o paciente receba esse diagnóstico, os delírios devem estar presentes por um período maior que um mês. Diferem da Esquizofrenia por esses pacientes não serem tão gravemente comprometidos em seu comportamento e linguagem. Os pacientes podem apresentar alucinações, mais comumente relacionadas ao tato e ao olfato (cheiros).
O Transtorno Delirante antigamente recebia o nome de Paranoia, associando o nome da doença aos delírios persecutórios. Porém, hoje se sabe que esses pacientes podem apresentar outros tipos de conteúdo delirante, dividindo o diagnóstico em diferentes subtipos:
·        Tipo erotomaníaco:
Delírio cujo tema central é que uma pessoa está apaixonada pelo paciente. Esse delírio geralmente refere-se mais a um amor romântico idealizado ou uma união espiritual do que propriamente uma atração sexual.
·        Tipo grandioso:
Delírios de possuir uma grande talento, conhecimento ou ter feito uma importante descoberta ainda que isso não seja reconhecido pelas demais pessoas. Pode tomar a forma também da convicção de ser amigo de um presidente ou ser portador de uma mensagem divina.
·        Tipo ciumento:
Delírios de que está sendo traído pelo cônjuge.
·        Tipo persecutório:
Delírios de que está sendo alvo de algum prejuízo.
·        Tipo somático:
Delírios de que possui alguma doença ou deficiência física.
·        Tipo misto:
Delírios acima citados misturados.
·        Tipo inespecífico:
Delírios diferentes dos descritos acima.
De maneira geral o tratamento é realizado em consultório. Internação hospitalar pode ser necessária em situações em que há presença de riscos (agressão, suicídio, exposição moral). O tratamento é feito com medicação antipsicótica e psicoterapia.
Transtorno Psicótico Breve
O Transtorno Psicótico Breve pode ter um quadro clínico muito parecido com a Esquizofrenia ou com o Transtorno Esquizofreniforme, apresentando delírios, alucinações, linguagem ou comportamento desorganizado ou com o Transtorno Delirante.
Entretanto esses sintomas deverão estar presentes por um curto espaço de tempo e persistir no mínimo por um dia, e no máximo por 1 mês, melhorando completamente dentro desse período sem deixar sintomas residuais. Geralmente encontramos situações estressantes que precipitam o quadro.
O tratamento deve ser com medicações antipsicóticas, eventualmente necessitando internação hospitalar. A evolução desses quadros costuma ser benigna com total remissão dos sintomas.
Transtorno Psicótico Compartilhado (Folie à Deux, Codependência)
Trata-se de uma situação rara na qual uma pessoa começa a apresentar sintomas psicóticos (delírios), a partir da convivência próxima com um doente psicótico. Geralmente ocorre dentro de uma mesma família, entre cônjuges, pais e filhos ou entre irmãos.

O tratamento consiste em separar as duas pessoas. Se houver persistência dos sintomas, pode ser necessário usar medicação antipsicótica. Psicoterapia e terapia familiar também ajudam no tratamento e prevenção.

5/30/2014

A bíblia ensina sobre os problemas do álcool

Nos países onde o povo de Israel habitava, havia culturas de videiras e o povo bebia, como hábito, suco de uva (não fermentado), mosto (suco fermentado), ou vinho. Mas desde os tempos mais remotos o vinho causou desastres, como por exemplo, a queda moral de Noé. Duma maneira geral quando não há abusos, a Bíblia não proíbe o uso de vinho. Então por que é que algumas Igrejas resolveram exigir a abstinência do álcool aos seus membros?
O fato é que nos nossos povos o abuso da bebida é uma das maiores causas do estrago físico, moral e espiritual. 

· "Não erreis: os bêbados não herdarão o Reino de Deus". I Cor. 6:10, Gal. 5:21.

O vinho, como as várias espécies de bebidas alcoólicas, tornaram-se para muitos milhares de pessoas em "escândalo" e uma pedra de tropeço. Por isso Jesus, que conhece o coração humano, não diz: "Voltai a ser moderados", mas ordena que se renuncie inteiramente e para sempre: 

· "Portanto, se a tua mão ou o teu pé te fazem cair em pecado, corta-os e atira-os para longe! É melhor entrares na vida eterna sem uma das mãos ou um dos pés do que seres atirado ao fogo do inferno levando as duas mãos e os dois pés. Do mesmo modo, se um dos teus olhos te faz pecar, arranca-o e atira-o para longe! É melhor entrares na vida eterna só com um olho do que seres atirado com os dois ao fogo do inferno." Mateus 18:8-9

Portanto, a abstinência total é uma opção positiva dada por Jesus a todos aqueles para quem as bebida alcoólicas é uma pedra de tropeço e que os faz cair no pecado.

Mas para quê pedir a abstinência a pessoas que não abusam? A Palavra de Deus mostra-nos que devemos, por causa dos fracos "não agradar a nós mesmos". "Nós, que somos fortes na fé, devemos suportar as fraquezas dos que não são como nós, sem procurarmos aquilo que nos é agradável. Cada um de nós deve agradar ao seu próximo naquilo que for bom para fortalecê-lo na fé”. Pois também Cristo não procurou o que lhe era agradável. Pelo contrário, passou-se com ele o que diz a Escritura:

· “Os insultos daqueles que te insultavam caíram sobre mim." Rom. 15:1-3 

· "Tudo é permitido, mas nem tudo convém. Tudo é permitido, mas nem tudo é útil à fé. Que ninguém procure o seu próprio bem, mas sim o dos outros." I Cor. 10:23,24

Quando Paulo fala de carnes compradas no mercado e que talvez tivessem sido sacrificadas aos ídolos, ele explica dizendo: 

· "Pela tua ciência perecerá o irmão fraco, pelo qual Cristo morreu", acrescentando "assim... pecais contra Cristo." e "se o manjar escandalizar a meu irmão, nunca mais comerei carne". I Cor. 8: 8-13

· Paulo aplica também este pensamento ao vinho: 

· "É melhor não comer carne nem beber vinho nem fazer nada que leve o irmão na fé a cair no pecado." Romanos 14:21

Há milhares de pessoas que não são bastante fortes para usar moderadamente as bebidas alcoólicas, sem abusar delas. Para eles, beber um pouco que seja já é uma ocasião de tropeço e na maior parte das vezes a sua recaída fatal. Querendo imitar a moderação dos que não abusam, eles caem depressa no pecado e perecem. 

Então é a lei do amor fraternal que leva o cristão a renunciar voluntariamente a um uso lícito para ele mesmo, mas que é ocasião de perdição para um irmão. Ele aceita por amor, o sacrifício ao qual o irmão mais fraco tem de se submeter, por força, para não se perder.

Pensando nos milhares, milhões de pessoas caídas, prejudicadas pelo álcool, resolvemos nunca mais beber álcool e, também, provar às pessoas enganadas pela falsa propaganda, de que podemos gozar da vida, ter saúde, ter festas e ser social sem beber uma gota de álcool. Mas há ainda outra razão que milita a favor da abstinência do povo de Deus: é a nossa condição de mordomos do Senhor. 

A Bíblia ensina-nos que o nosso corpo é o templo de Deus e que não somos de nós mesmos: 

· "Não sabem que são templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vocês?" I Cor. 3:16

· "Não sabem que não pertencem a vocês mesmos, mas que o vosso corpo é templo do Espírito Santo que está em vocês e que Deus vos deu?" I Cor. 6:19 

Ela nos chama a glorificar a Deus no nosso corpo que lhe pertence, avisando-nos ao mesmo tempo da condenação que há de cair sobre todo aquele que destruir este templo.

Ora, é fácil convencer-se de que o abuso das bebidas alcoólicas prejudica a saúde, leva o homem a expor sem necessidade o seu corpo a perigos, a desperdiçar as forças e as faculdades que ele devia utilizar para glorificar o seu Mestre. 

Pecando contra o seu corpo e não cuidando da sua saúde física e mental, o cristão peca contra Deus. Ele assemelha-se ao filho pródigo que desperdiçou o que tinha recebido do seu pai: 

· "Poucos dias depois, o mais novo vendeu o que era dele e partiu para uma terra muito distante, onde gastou todo o dinheiro numa vida desregrada." Lucas 15:13

E também ao mordomo infiel que dissipou os bens do seu senhor: 

· "Jesus disse aos seus discípulos: Havia um homem rico que tinha um feitor. Foram-lhe dizer que esse feitor desperdiçava os seus bens." Lucas 16:1 

A abstinência é necessária também para quem quer levar uma vida vitoriosa: 

· "Não sabem que, no estádio, todos os corredores tomam parte na corrida, mas só um é que recebe o prêmio? Corram, portanto, de maneira a poderem recebê-lo. Aqueles que se preparam para uma competição privam-se de tudo. E fazem-no só para ver se conseguem um prêmio, que, afinal, dura pouco. Mas nós trabalhamos por um prêmio que dura para sempre. É desta maneira que eu corro e não como quem corre sem saber para onde. É assim que eu luto e não como quem dá socos à toa. Mas eu luto contra o meu corpo, para o dominar, a fim de não acontecer que, andando a pregar aos outros, seja rejeitado por Deus." I Cor. 9:24-27

O cristão é ainda chamado a subjugar o seu corpo, a disciplinar os seus sentimentos e a refrear os seus impulsos para obedecer aos mandamentos de Deus: 

· "A vontade de Deus é que vivamos honestamente, mantendo-nos longe da imoralidade. Que cada um saiba usar com dignidade e respeito o corpo que lhe pertence. Não se deixem levar pelos maus desejos como fazem aqueles que não têm fé em Deus." I Tes. 4:3-5

Deus quer que sejamos livres e fortes, em vez de escravos do mal.

Ora, sabemos que o álcool ataca primeiramente o cérebro, que é o centro do juízo e da vontade. Pela sua ação sobre o sistema nervoso, as bebidas alcoólicas, mesmo tomadas em pequenas quantidades, diminuem a capacidade de vigiar, de dominar-se a si mesmo, de lutar contra o mal e de pegar-se ao bem. 

Mesmo sem se embriagar, o cristão que faz uso de bebidas alcoólicas torna-se mais fraco diante das tentações, mais exposto a transgredir as leis divinas por falta de perfeita lucidez. 

Veja o que aconteceu aos dois filhos do sacerdote Aarão e o mandamento que Deus deu depois da morte deles. Levítico 10:1-11

Devemos evitar tudo o que possa enfraquecer o nosso juízo e a nossa resistência aos pecados que o álcool facilita, tais como:

· Irritabilidade e brutalidade Provérbios 23:29-30; 20:1;

· Egoísmo, deslealdade, injustiça Habacuque 2:5; Provérbios 31:4-5; Isaías 28: 7;

· Impureza, imoralidade Provérbios 23:33; Oséias 4:11; 

· Preguiça Lucas 21: 34; Ecles. 10: 17-18, etc. 

A Palavra de Deus insiste também sobre a necessidade de sermos sóbrios: 

· "Por isso mesmo, não andemos a dormir como os outros, mas sejamos vigilantes e vivamos com sobriedade. Tanto os que dormem como os que se entregam à embriaguez é de noite que o costumam fazer." I Tes. 5:6-7 

· "Mas tu, sê prudente em tudo, suporta as dificuldades, comporta-te como mensageiro da Boa Nova e cumpre a tua missão." II Tm. 4:5

· Por isso, tenham o espírito preparado para a ação. Estejam atentos e ponham a esperança no dom que lhes será concedido quando Jesus se manifestar." I Pedro 1:13

Todos estamos sujeitos à fraqueza e por isso o apóstolo Paulo diz: 

· "Aquele que cuida estar em pé, olhe não caia" I Cor. 10: 12 

Ele exorta-nos também a olhar por nós mesmos para que não sejamos também tentados: 

· "Meus irmãos, se alguém for apanhado nalguma falta, vocês que têm o Espírito de Deus levem-no com mansidão ao bom caminho. E cada um de vocês tenha cuidado para não se deixar tentar." Gálatas 6:1 

Por todas estas razões achamos preferível renunciar às bebidas alcoólicas, não somente por amor dos irmãos que são fracos, mas também no nosso próprio interesse. Vigiemos e sejamos sóbrios

Abstinentes na Bíblia

Há na Bíblia vários exemplos de homens que renunciaram às bebidas alcoólicas. Todos eles receberam a aprovação de Deus.

Os recabitas (Jeremias 35). Apesar de terem vinho oferecido eles disseram: 

"Não beberemos vinho. Nosso pai nos mandou: nunca bebereis vinho. E Deus disse: Pois que obedecestes ao mandamento de Jonadab, nunca faltará varão a Jonadab".

Sansão e até a mãe dele, logo que ela concebeu a criança. 

· "Guarda-te de que bebas vinho ou bebida forte" Juízes 13: 4-7

Os narizeus, pessoas que "se separavam, para o Senhor". Faziam um voto de abstinência total de bebidas alcoólicas (Números 6: 1-4). Vimos aqui uma relação entre uma consagração mais completa e a abstinência. O profeta Amós fala dos nazireus como testemunhas de Deus (Amós 2: 11-12) junto aos profetas, num tempo de idolatria e imoralidade.

Enfim muitas vezes a Bíblia mostra o mal do alcoolismo. Prov. 23:29-35, 20:1; Oséias 4: 11, Isaías 5:11 - 22; I Cor. 5:11, etc.

O uso do Vinho na Ceia do Senhor

· Jesus usou uma bebida fermentada ou não fermentada de uvas, ao instituir a Ceia do Senhor (Mt 26.24-29; Mc 14.22-25; Lc 22.17-20; 1 Co 11.23-26)? Os dados abaixo levam à conclusão de que Jesus e seus discípulos beberam no dito ato suco de uva não fermentado.

· Nem Lucas nem qualquer outro escritor bíblico emprega a palavra “vinho” (gr. oinos) no tocante à Ceia do Senhor. Os escritores dos três primeiros Evangelhos empregam a expressão “fruto da vide” (Mt 26.24; Mc 14.25, Lc 22.18). O vinho não fermentado é o único “fruto da vide” verdadeiramente natural, contendo aproximadamente 20% de açúcar e nenhum álcool. A fermentação destrói boa parte do açúcar e altera aquilo que a videira produz. O vinho fermentado não é produzido pela videira.

· Jesus instituiu a Ceia do Senhor quando Ele e seus discípulos estavam celebrando a Páscoa. A lei da Páscoa em Êx 12.14-20 proibia, durante a semana daquele evento, a presença de seor (Êx 12.15), palavra hebraica para fermento ou qualquer agente fermentador. Seor, no mundo antigo, era frequentemente obtido da espuma espessa da superfície do vinho quando em fermentação. 

· Além disso, todo o hametz (i.e., qualquer coisa fermentada) era proibido (Êx 12.19; 13.7). Deus dera essas leis porque a fermentação simbolizava a corrupção e o pecado (Mt 16.6,12; 1 Co 5.7,8). Jesus, o Filho de Deus, cumpriu a lei em todas as suas exigências (Mt 5.17). Logo, teria cumprido a lei de Deus para a Páscoa, e não teria usado vinho fermentado.

· Um intenso debate perpassa os séculos entre os rabinos e estudiosos judaicos sobre a proibição ou não dos derivados fermentados na videira durante a Páscoa. Aqueles que sustentam uma interpretação mais rigorosa e literal das Escrituras hebraicas, especialmente (Êx 13.7), declaram que nenhum vinho fermentado devia ser usado nessa ocasião.

· Certos documentos judaicos afirmam que o uso do vinho não fermentado na Páscoa era comum nos tempos do Novo Testamento. Por exemplo: Segundo os Evangelhos Sinóticos, parece que no entardecer da quinta-feira da última semana de vida aqui, Jesus entrou com seus discípulos em Jerusalém, para com eles comer a Páscoa na cidade santa; neste caso, o pão e o vinho do culto de Santa Ceia instituído naquela ocasião por Ele, como memorial, seria o pão asmo e o vinho não fermentado do culto Seder.

· No AT, bebidas fermentadas nunca deviam ser usadas na casa de Deus, e um sacerdote não podia chegar-se a Deus em adoração se tomasse bebida embriagante (Lv 10.9). Jesus Cristo foi o Sumo Sacerdote de Deus do novo concerto, e chegou-se a Deus em favor do seu povo (Hb 3.1; 5.1-10).

· O valor de um símbolo se determina pela sua capacidade de conceituar a realidade espiritual. Logo, assim como o pão representava o corpo puro de Cristo e tinha que ser pão asmo (i.e., sem a corrupção da fermentação), o fruto da vide, representando o sangue incorruptível de Cristo, seria representado por suco de uva não fermentado (1 Pe 1.18-19). Uma vez que as Escrituras declaram explicitamente que o corpo e sangue de Cristo não experimentaram corrupção (Sl 16.10; At 2.27; 13.37), esses dois elementos são corretamente simbolizados por aquilo que não é corrompido nem fermentado.

· Paulo determinou que os coríntios tirassem dentre eles o fermento espiritual, o agente fermentador “da maldade e da malícia”, porque Cristo é a nossa Páscoa (1 Co 5.6-8). Seria contraditório usar na Ceia do Senhor um símbolo da maldade, algo contendo levedura ou fermento, se considerarmos os objetivos dessa ordenança do Senhor, bem como as exigências bíblicas para dela participarmos.

Portanto, o suco de uva, não embriagante e não fermentado, é a bebida mais apropriada para representar o sangue de Jesus na Ceia do Senhor. Por coerência, o pão, representativo do corpo de Cristo, deve ser sem fermento. O vinho fermentado é uma bebida alcoólica. Um sacerdote que tome vários goles de vinho dessa natureza por dia, em celebrações várias, tende a se tornar viciado. 

Qualquer espécie de bebida que contenha álcool é considerada uma droga, capaz de levar a dependência. A cachaça, por exemplo, é uma droga. Os alcoólatras em recuperação são orientados para não tomarem o primeiro gole, a fim de não desencadear um impulso incontrolável. O fornecimento de bebida embriagante a irmãos nessa situação é desaconselhável. 

A bebida Alcoólica segundo a Palavra de Deus

A mensagem principal do Senhor Jesus é a vida e a sua preservação em santidade e pureza.

A Palavra de Deus nos diz em João 10;10:

· "O ladrão não vem senão a roubar, a matar, e a destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância."

Nós já aprendemos anteriormente um breve resumo do que o álcool faz na vida da sociedade, aspectos e alguns efeitos, portanto claramente é possível tirar a conclusão que o álcool é algo destrutivo, pois acaba com lares, famílias, empregos, destrói relacionamentos enfim ele vai destruindo e o fim é a morte.

Percebe-se na Palavra de Deus citada que em João 10;10 que isso provém do diabo ele quer destruir o máximo que puder e levar as pessoas até a morte, pois ele já esta condenado por Deus.

A Palavra de Deus nos ensina que Ele quer que tenhamos vida e vida com abundância, ou seja, Jesus Cristo não quis dizer que é para sermos ricos que abundemos na vida material tenhamos posses, carros, mansões, salários exorbitantes, Jesus Cristo quer dizer uma vida espiritual digna diante de Deus , ele quer que cheguemos mais perto de Deus para que Deus possa nos abençoar, termos uma vida tranquila de paz, bondade, fé, amor para com o próximo de união em família de saúde física, mas principalmente uma vida espiritual ativa , quando estamos em comunhão com Deus às outras coisas sendo elas matérias ou não são apenas uma consequência daquilo que Deus já tem preparado para nós.

É comum encontrarmos dentro das igrejas, vidas que anseiam por uma latinha de cerveja ou uma dose de uísque, estas, não vigiaram devidamente e foram influenciadas pela astuta mensagem do inimigo; preferem satisfazerem à carne e sua “sede” a ouvir a voz do Espírito Santo, que misericordiosamente se materializa na instrumentalidade dos irmãos. A palavra dita por Deus a Ezequiel se aplica muito bem a eles, veja:

· “Os filhos são de duro semblante e obstinados de coração; eu te envio a eles, e lhes dirás: Assim diz o Senhor Deus. Eles, quer ouçam quer deixem de ouvir, porque são casa rebelde, hão de saber que esteve no meio deles um profeta.” Ez 2:4,5

O Senhor Deus também fala com profundidade em Sua Palavra sobre a ingestão de bebidas alcoólicas, desaconselhando o seu consumo.

No livro de Levítico capítulo 10 Deus condena claramente a ingestão de bebida alcoólica, Nadabe e Abiú sacerdotes do templo morreram diante do Senhor porque beberam bebidas alcoólicas e entraram alcoolizados em um lugar Santo. 

“E falou o Senhor a Arão, dizendo: Não bebereis vinho nem bebida forte, nem tu nem teus filhos contigo, quando entrardes na tenda da congregação, para que não morrais; estatuto perpétuo será isso entre as vossas gerações e para fazer diferença entre o santo e o profano e entre o imundo e o limpo”. Levítico 10; 8-10

Vejam meus amados que o Próprio Deus falou a Arão para não beber vinho ou bebida forte, pois estavam sujeitos à morte caso isso acontecesse. Ainda hoje é assim, nós não devemos beber seja pouco ou muito, seja vinho ou bebida forte. Qualquer tipo de bebida como cachaça, caipirinha, cerveja, uísque, vodca ou qualquer outra que contenha álcool, pois podemos acabar com nossas vidas. Deus fala ainda que este seja um estatuto perpétuo, ou seja, nunca devemos beber bebidas alcoólicas. 

· "E não vos embriagueis com vinho, em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito." Efésios 5.18

· "E olhai por vós, não aconteça que os vossos corações se carreguem de glutonaria, de embriaguez, e dos cuidados da vida, e venha sobre vós de improviso aquele dia”. Lucas 21.34 

· "Invejas, homicídios, bebedeiras, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro como já antes vos disse que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus.” Gálatas 5.21

Veja que a palavra de Deus mais uma vez claramente condena um grupo, entre aqueles que fazem ingestão de bebidas alcoólicas, eles não herdarão o Reino de Deus.

· “Mas também estes erram por causa do vinho, e com a bebida forte se desencaminham; até o sacerdote e o profeta erram por causa da bebida forte; são absorvidos pelo vinho; desencaminham-se por causa da bebida forte; andam errados na visão e tropeçam no juízo”. Isaias 28.7

Efeitos do vinho e bebidas alcoólicas segundo a Palavra Deus 

Provérbios 23; 29-35 

· Para quem são os ais? Para quem os pesares? Para quem as pelejas? Para quem as queixas? Para quem as feridas sem causa? E para quem os olhos vermelhos? Para os que se demoram perto do vinho, para os que andam buscando vinho misturado. Não olhes para o vinho quando se mostra vermelho, quando resplandece no copo e se escoa suavemente. No fim, picará como a cobra, e como o brasílico morderá.

· Os teus olhos olharão para as mulheres estranhas, e o teu coração falará perversidades. 

· E serás como o que se deita no meio do mar, e como o que jaz no topo do mastro. 

· E dirás: Espancaram-me e não me doeu; bateram-me e nem senti; quando despertarei? Aí então beberei outra vez. 

Estes são apenas alguns efeitos escarnecedores do vinho e outras bebidas alcoólicas. Quantas vezes você já fez uso de bebidas alcoólicas e sentiu esses efeitos após estar sobre o seu efeito?

Isto relata bem o que pode acontecer com quem faz uso de bebidas alcoólicas. O problema é que as pessoas podem perder a família, nem os amigos vão querer ajudar, pode perder o emprego e virar um escravo da bebida pelo resto da sua vida. Pode sofrer um acidente e ficar lesado pelo resto da sua vida, pode perder a sua vida e ir direto para o inferno, pois já aprendemos pela Bíblia Sagrada que os que bebem não herdarão o Reino de Deus. Ou seja, se a pessoa faz uso de bebidas alcoólicas e por conta dos efeitos da bebida cometeu algo ilícito vai dar conta disso a Deus.

No livro de Romanos 14.12 diz:

· "Cada um dará conta de si mesmo a Deus"

· "Andemos honestamente, como de dia; não em glutonarias, nem em bebedeiras, nem em desonestidades, nem em dissoluções, nem em contendas e inveja” Romanos 13.13

Serão Destituídos do Reino de Deus

· "Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus." 1 Coríntios 6.10

Os que fazem uso de bebidas alcoólicas não são boas companhias

· "Não estejas entre os beberrões de vinho, nem entre os comilões de carne" Provérbios 23.20

Serão Punidos e descerão ao inferno

· Ai dos que se levantam pela manhã, e seguem a bebedeira; e continuam até à noite, até que o vinho os esquente! Isaías 5.11-14

· E harpas e alaúdes, tamboris e gaitas, e vinho há nos seus banquetes; e não olham para a obra do SENHOR, nem consideram as obras das suas mãos. 

· Portanto o meu povo será levado cativo, por falta de entendimento; e os seus nobres terão fome, e a sua multidão se secará de sede. 

· Portanto o inferno grandemente se alargou, e se abriu a sua boca desmesuradamente; e para lá descerão o seu esplendor, e a sua multidão, e a sua pompa, e os que entre eles se alegram!

· Ai dos que são poderosos para beber vinho e homens de poder para misturar bebida forte. Isaias 5;22