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11/25/2014

O Plano da Salvação de Deus - A salvação do alcoólatra também é possível

Vida Cristã
A Bíblia diz que só há um Caminho para o céu.

O Senhor Jesus disse: "Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por Mim." (João 14:6)
As tuas boas obras não te podem salvar.
"Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus;não vem das obras, para que ninguém se glorie."
(Efésios 2:8-9)

Confia em Jesus Cristo hoje! Isto é o que tens que fazer:
Admitir que és um pecador.
"Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus" (Romanos 3:23)
"Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porquanto todos pecaram." (Romanos 5:12)

"Se dissermos que não temos cometido pecado, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós." (1 João 1:10)
Estares disposto a te arrependeres e a te afastares do pecado.

Jesus disse: "Não, eu vos digo; antes, se não vos arrependerdes, todos de igual modo perecereis." (Lucas 13:5)"Mas Deus, não levando em conta os tempos da ignorância, manda agora que todos os homens em todo lugar se arrependam" (Actos 17:30)

Acredita que o Senhor Jesus Cristo morreu por ti, foi enterrado, e ressuscitou dos mortos.

"Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna." (João 3:16)

"Mas Deus dá prova do seu amor para conosco, em que, quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós." (Romanos 5:8)
"Porque, se com a tua boca confessares a Jesus como Senhor, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, será salvo." (Romanos 10:9)

Através da oração, convida o Senhor Jesus para o teu coração de modo a que Ele Se torne o teu Salvador pessoal.

"pois é com o coração que se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação."(Romanos 10:10)

"Porque: Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo" (Romans 10:13)

O que orar:

Querido Deus, eu sou um pecador e eu preciso de ser perdoado. Eu já menti na minha vida.

Eu já roubei, já tive maus pensamentos, já fui desobediente aos meus pais, já me relacionei intimamente com a minha namorada/meu namorado, e sei que isso vai contra a Tua Lei.

Sei também que todos aqueles que tais coisas façam vão ser lançados no fogo do inferno se não se arrependerem.

Hoje tomo a decisão de mudar de vida. Eu acredito que o Senhor Jesus Cristo derramou o Seu Precioso Sangue e que morreu pelo meu pecado. Estou disposto a afastar-me do pecado.

Eu convido agora o Senhor Jesus Cristo a vir para o meu coração e para a minha vida, e a tornar-Se No meu Salvador.

"Mas, a todos quantos o receberam, aos que crêem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus:" (João 1:12)

"Pelo que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo." (2 Corinto 5:17)

Se recebeste o Senhor Jesus Cristo como teu Salvador, como cristão isto é o que tens que fazer::

Lê a Bíblia todos os dias de modo que venhas a conhecer Cristo mais e mais.

"Procura apresentar-te diante de Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a Palavra da Verdade. (2 Timóteo 2:15)

"Lâmpada para os meus pés é a Tua Palavra, e Luz para o meu caminho." (Salmo 119:105)

Fala com Deus todos os dias através da oração
"e tudo o que pedirdes na oração, crendo, recebereis." (Mateus 21:22)"Não andeis ansiosos por coisa alguma; antes em tudo sejam os vossos pedidos conhecidos diante de Deus pela oração e súplica com ações de graças." (Filipenses 4:6)

Sê baptizado, adora, tem comunhão e serve a Deus com outros cristãos numa congregação onde Cristo e anunciado, e onde a Bíblia é a Suprema Autoridade.

"Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;" (Mateus 28:19)

"não abandonando a nossa congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais, quanto vedes que se vai aproximando aquele dia." (Hebreus 10:25)

"Toda Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça" (2 Timóteo 3:16)

Fala aos outros de Cristo.

"E disse-lhes: Ide por todo o mundo, e pregai o evangelho a toda criatura." (Marcos 16:15)

"Pois, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, porque me é imposta essa obrigação; e ai de mim, se não anunciar o evangelho!" (1 Coríntios 9:16)

"Porque não me envergonho do evangelho, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego" (Romanos 1:16)

11/23/2014

Porque ter um cão

Como alcoólatra que sou uma vez me disseram para criar um cão. Creio que graças a esse animal ainda estou vivo... Não sei descrever com palavras mas as imagens dizem tudo. 











11/22/2014

Delírio e loucura


Delírio às vezes denominado delusão é uma falsa crença mantida com grande convicção. É um sintoma que ocorre com frequência em transtornos psicóticoscomo na esquizofrenia no transtorno delirante persistente, nos episódios maníacos do Transtorno Bipolar ou na depressão psicótica. Podem ser classificados como delírios persecutórios, delírios de grandeza, ciúme patológico, delírios somatoformes, delírios amorosos ou um misto desses.

Delírios ocorrem tipicamente no contexto de doenças mentais ou neurológicas, embora não estejam ligados a qualquer moléstia em particular e tenham sido encontradas no contexto de muitos estados patológicos (tanto físicos quanto mentais). Todavia, elas são de particular importância no diagnóstico de desordens psicóticas e particularmente na esquizofrenia.

O mal do humor

Distimia é doença que já afeta 4% da população

Acordar de cara amarrada de vez em quando ou ficar irritado naqueles dias em que tudo parece dar errado é perfeitamente normal. Mas, se essa sensação de que a vida é chata e sombria se torna um estado de ânimo permanente por mais de dois anos, é preciso procurar ajuda terapêutica.

"Diferentemente do que se imaginava, o mau humor crônico não é um traço de personalidade, e sim uma variação moderada e prolongada da depressão, conhecida como distimia", explica o psiquiatra Táki Cordás, professor do departamento de psiquiatria da Universidade de São Paulo e autor do livro Distimia – Do Mau Humor ao Mal do Humor. 

Para se ter uma idéia da gravidade do problema, a doença atinge 4% da população mundial, ou cerca de 240 milhões de pessoas, das quais 15% chegam a tentar o suicídio. Um estudo realizado recentemente, no hospital da Faculdade de Medicina da mesma instituição de ensino, constatou que 4,3% dos moradores de dois bairros da capital paulista têm propensão a desenvolver a distimia em algum momento da vida.

De acordo com o psiquiatra Ricardo Moreno, coordenador do Grupo de Doenças Afetivas do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, a distimia pode ser desencadeada tanto na infância como na vida adulta, por fatores genéticos ou eventos traumáticos, como morte na família, por exemplo. Apesar de não ter cura, o distúrbio é controlável quando tratado com antidepressivos. "A psicoterapia deve ser apenas um coadjuvante, nunca substituir os medicamentos", alerta Moreno. 

Grande parte dos distímicos não faz o tratamento adequado, pois, em vez de ajuda psiquiátrica, eles procuram curar os sintomas associados à doença, como dor de cabeça, de estômago e indisposição física em geral. Outro obstáculo no diagnóstico da distimia é a dificuldade em reconhecê-la, já que o mal-humorado é sempre apontado como aquele chato que só sabe reclamar, nunca como alguém que está doente.

11/19/2014

Psiquiatria e álcool

Desde que descobri minha doença, que vem com um rótulo hediondo, tudo na minha vida mudou. ALCOÓLATRA! Já se vão 7 anos de conhecimento da doença e alguns 30 de beber como o que hoje entendo ser um alcoólatra.

Creio que como todo pensamento cartesiano, o mais simples é encontrar uma definição. A mais comum é a que diz que alcoólatra é aquela pessoa que bebe mais do que a maioria, que é compulsivo e que não consegue se controlar. Não é a definição médica mas serve para ilustrar.

Pois bem, aí começaram a me acometer algumas dúvidas como por exemplo porque conheço pelo menos uma dezena de médicos que são alcoólatras? 

Porque se usa uma definição formatada pela CID10 para definir estas pessoas? 

Porque? É muito simples, porque para saber o que é um alcoólatra só sendo um. O resto são dogmas, paradigmas e conceitos que não servem para 99% dos cachaceiros.

Porque eu, alcoólatra não conheço nenhum outro que beba porque gosta; porque eu sei que cada um tem motivos distintos para querer se livrar de sua realidade. Essa é a doença. 

Porque não sou capaz de lidar com meus problemas? Porque algo se torna tão insuportável que é melhor se anestesiar no álcool do que enfrentar o problema.

Então senhores, não me internem com doentes mentais, não me rotulem como depressivo, bipolar, antissocial ou qualquer outra porcaria. Tratem-me como um ser humano sim, desprovido de autoestima, com desejo de autoextermínio, cansado dessa vida e principalmente cansado de que me entupam de remédios que não resolvem nada. Fiquei assim e afirmo nada e ninguém que não passe por isso saberá lidar com isso.

É uma droga lícita pelo que não se pode comparar com as ilícitas. Qualquer cachaceiro bebe até sem dinheiro. Bebe tudo, de cerveja a álcool e perfume. Somos Piores de quem se esconde atrás da cocaína? Não creio. Creio sim que a única coisa em nosso desfavor é que demoramos mais para morrer.

Revejam seus conceitos senhores doutores.

11/18/2014

Mitos e verdades sobre alcoólatras

Sempre que pensamos num alcoólatra (hoje o termo é “alcoolista”), logo vem à mente a imagem clássica do tiozinho com barba mal-feita cambaleando pela rua com a garrafa de pinga pura, caindo na frente da calçada de casa vomitando, fazendo toda a vizinhança olhar com desprezo e vergonha para aquele vagabundo sem caráter, violento, que faz mal à família.
Nunca pensamos numa loira linda como a personagem da namoradinha de “Alfie, o sedutor“ ou na delicada personagem de Meg Ryan no filme “Quando um homem ama uma mulher“. O bêbado é sempre o pai dos outros ou o garotão de balada que sai com o energético e vodka na mão. Ele está sempre bem longe e nunca dentro de casa.
Pelos trajes e perfil de sucesso, seria difícil apontar Don Draper como alcoólatra
A realidade não é bem essa. Não nos é tão nítido ou perceptível quando alguém passou da dose “moderada” e incidiu numa doença silenciosa, socialmente estimulada, que rende bons papos entre amigos e mata muitas pessoas direta e indiretamente – ainda que os dados estatísticos não consigam revelar a extensão e gravidade do assunto.
Todo mundo já ouviu uma história envolvendo álcool que não terminou bem. O problema é que ignoramos o fato de que a história não precisa culminar em morte ou paraplegia para ser uma tragédia.

Como saber que estou passando do ponto de “beber moderadamente”?

Todas as propagandas de bebida alcoólica estimulam os usuários a beber moderadamente. Ocorre que não fica muito claro exatamente qual seria esta medida. Muitos questionam, então, à partir de quando se pode diagnosticar o alcoolismo. Ou continuam bebendo, então, sem fazer a mínima ideia de que passaram do  ponto.
A Organização Mundial da Saúde alerta sobre o que é o razoável.
O consumo não pode superar o equivalente a três copos de chope ou apenas uma dose de uísque por dia. Para quem costuma beber diariamente mais de duas latas de cerveja ou duas doses de destilado, como uísque ou pinga, aqui vai um alerta: o nível de álcool presente nessas quantidades de bebida está acima do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), podendo causar danos ao organismo. De acordo com os especialistas, as pessoas saudáveis podem consumir, no máximo, 30 gramas de álcool por dia. “
Doses razoáveis. Mais do que isso começa a configurar algum tipo de dependência que pode ter sintomas declarados ou sutis. A questão é que muita gente perde a linha com menos que esse “razoável” e outras aguentam bem mais do que essa dose aconselhada.
Cada organismo reage de um jeito. Eu tenho um critério que uso para avaliar caso a caso, usando os seguintes marcadores.

Frequência

Alguém que toma bebida uma vez ao dia é alcoolista? E aquele que usa apenas uma vez por semana? Em ambos os casos, se ele faz isso com regularidade ininterrupta ao longo de 3 meses, sim.
Por isso, sempre peço para que a pessoa fique de 3 a 5 meses sem colocar uma gota de álcool na boca, para que ela perceba algum tipo de alteração substancial na sua rotina e humor como irritabilidade, descontrole dos impulsos (come, transa ou grita mais), tristezas súbitas e sem razão, mudança do sono (insônia ou sonolência), comportamento acuado ou retraído.
Normalmente a própria pessoa não consegue perceber essas mudanças, o que talvez torne mais efetivo perguntar para aqueles que estão à sua volta.
E, sim, podemos ter os alcoolistas constantes, ocasionais e de fim-de-semana. O que faz entrar na categoria é o fato de, na sua devida frequência, a bebida ser considerada “sagrada”.

Irrecusabilidade

O outro critério é o grau de controle que a pessoa tem sobre as quantidades. Ela se comprometeu a tomar uma dose e toma duas, disse que ia beber dia sim e dia não e toma todos os dias. Ela cria situações sociais com frequência e está sempre bebendo. Acha que aguenta sempre um pouco a mais e já não fica alterada com a mesma quantidade de bebida de antes.
Esses são indicadores sérios, afinal, se uma pessoa vai criando resistência ao álcool é um sinal de avanço da doença. Os adeptos ao álcool adoram dizer que podem beber a vontade que nunca vão cair ou dar vexame. Esses são os mais doentes.
Já notou aqueles mendigos que se alimentam de cachaça pura e nunca comem nada? Pois é, eles tem uma baita resistência. Isso não quer dizer nada, a não ser que estão para além do comprometimento alcoólico.

Seqüelas

Os efeitos do uso constante do álcool é visível em pelo menos 3 campos mais diagnosticáveis.
1. Físico: alteração no organismo e doenças decorrentes do alcoolismo que afetam o  sistema cardíaco, nervoso e gastrointestinal – fígado, pâncreas, estômago e intestino, só para citar os órgãos mais afetados.
2. Social: faltas e atraso no horário de trabalho, diminuição da produtividade pessoal, perdas de compromissos sociais, problemas de relacionamentos conjugais – agressão física, discussões – infrações no trânsito e acidentes caseiros.
3. Psicológica: alteração do sono/sexualidade/alimentação, mudança de comportamento, alterações de temperamento, ansiedade constante, perda de motivação global, distrabilidade (perda de atenção em atividades que exijam concentração), falta de rumo pessoal.

O autoengano

O grande problema é que a pessoa que transpôs o uso moderado e adentrou a zona do alcoolismo, em geral, não percebe quando isso aconteceu. Ela entende que se consegue manter a família, o trabalho e as contas pagas, está tudo ok. A pergunta é: em que condições isso é mantido? O sujeito que chega em casa e toma o uísque dele sem – na própria cabeça – perturbar ninguém, deveria ser condenado e chamado alcoolista?
Os adeptos do álcool vão dizer que é exagero afirmar que sim. Afinal, “bêbado é quem bate na mulher”.
Homens de família não cometem agressões
O álcool – como qualquer outra substância que altera o funcionamento do corpo e da mente – pode, no começo, causar muito prazer e nenhum desprazer, depois causar algum prazer e pouco desprazer, depois causar raro prazer e muito desprazer.
Nenhum dependente de álcool vai admitir que chegou nesse ponto. E o pior, em geral, ele próprio não está em condições de identificar isso.

Violência e álcool

O álcool é um dos co-responsáveis por grande parte dos crimes, pois em maior ou menor grau, está presente como coadjuvante nas tomadas de decisões criminosas.
Nos crimes passionais está quase sempre atuante como fator desencadeador da ação violenta. Nas vinganças e brigas de bar/balada fazem parte do gatilho impulsivo que transforma um simples desentendimento numa guerra.
Além disso, temos os crimes domésticos contra mulheres e crianças em que vemos o álcool como motivo de discussões e desinibidor de agressividades latentes entre casais, pais e filhos.
Os acidentes de trânsito com ou sem vítimas fatais quase sempre estão associados ao uso do álcool.

Cultura do álcool

O álcool sempre esteve presente em diversas culturas e não é na atualidade que ele celebra a roda de amigos ou a reunião de negócios. Até as tentativas de tornar o álcool ilegal fracassaram. Isso reflete o apelo que ele tem na vida cotidiana.
Vivemos num mundo mais enjaulado emocionalmente. Apesar da aparente liberdade de expressão que existe, a real comunicação, de coração para coração, não acontece tão naturalmente. Isso criou a ideia coletiva de que algum tipo de liberdade especial precisa ser mobilizada para que o sujeito se sinta plenamente feliz. Viagens, praias, amigos, pé na estrada, sexualidade sem tabus, enfim, tudo o que remeta a clichês sobre a sensação de ser dono do próprio nariz e senhor do próprio destino.
As empresas e os publicitários sabem como utilizar essas imagens para vender seus produtos. Associam a liberdade a pacotes turísticos, carros, comidas, álcool e outros tantos produtos que apontam como ingredientes para uma vida bem vivida.
Às vezes, alguém em pleno surto alcoólico vira herói
Assumir em público ou entre uma roda de amigos que não bebe é até considerado careta ou sinal de moralismo e chatice. Se duvidar, leia com atenção alguns comentários nesse texto.
Na nossa cultura, histórias de bêbados são contadas de forma engraçada e cheias de aventuras. Feliz é quem bebe. Se você não bebe (está implícito), corre o sério risco de se descobrir uma pessoa infeliz.
Ou seja, a associação felicidade-bebida em oposição a infelicidade-abstinência é forjada pela mídia e perpetuada sutilmente pelas pessoas.

O glamour de cada bebida

A cultura do álcool acaba associando as bebidas aos momentos distintos de descontração para induzir ao consumo de acordo com o público-alvo. Cervejas associadas com homens jovens, uísque com homens mais velhos, batidas de vodka para o público jovem em geral (mesmo tradicionalmente sendo dos mais velhos) e os vinhos como bebidas para casais românticos.
Baladas, jantares e happy hours são sempre regados a álcool. As pessoas falam das bebidas como se falassem de amigos queridos que não podem faltar em nenhum ambiente de descontração e paquera. O mais intrigante é ninguém questionar isso.
Por que a leveza, o riso e as paqueras estão sempre sendo intermediadas e facilitadas pelo uso de algum aditivo?
Se no começo uma pessoa bebia porque tinha vida social, do meio para a instalação do alcoolismo, ela tem vida social para beber.

Os adolescentes

A adolescência é a fase mais vulnerável da vida de uma pessoa. Quando já não se tem mais a presença constante dos pais, mas ainda não se tem uma identidade adulta que cria e fortalece a autoestima. Quando se procura uma tribo para se inserir, identificar e criar seu modo próprio de agir.
Nesta fase cria-se uma aversão por qualquer forma de autoridade e regra de vida que venha de pessoas que não são da sua idade. Os garotos com comportamento mais impositivos e as garotas mais carismáticas e sexy tornam-se mais populares e ditam as regras. São eles que decidem quem pertence ou não ao grupo.
Nessa luta por pertencimento – frequente em casos de estruturas familiares frágeis – adolescentes se submetem a qualquer tipo de código de conduta para sentir e mostrar que existem como seres independentes.
Se o álcool é um desses códigos, eles vão beber até cair para passar no ritual de aprovação. Quanto mais fortes forem para aguentar shots de tipos variados de bebidas, mais valor têm no grupo. Como nossa sociedade está carente de rituais de passagem legítimos, a bebedeira fecha de um jeito estranho essa lacuna importante do desenvolvimento social do jovem.
Se esse adolescente traz consigo problemas de autoafirmação, patologias prévias, comportamento compulsivo e genética desfavorável, a possibilidade de instalar-se o vício desde jovem será bem alta.

Homens bebem mais

O mito de que os homens bebem mais que as mulheres só é justificável pela massa física distinta entre os gêneros. Afinal, o metabolismo de um indivíduo maior dá conta de uma quantidade maior de álcool. Porém, o índice de alcoolismo vem crescendo no público feminino, que em geral toma bebidas mais adocicadas e equiparando-se aos homens.
Vejo apenas motivações diferentes nos gêneros. Os homens buscando projetar uma imagem socialmente mais poderosa, afugentar sua vulnerabilidade e buscar sua interioridade. E as mulheres usam o álcool como “remédio” para suas dores emocionais.

As fases, os animais e o cérebro com o álcool

Metáforas de animais quando se referindo a pessoas que bebem não estão muito longe da realidade. Ainda que dividam opiniões, são úteis para ilustrar como começa a se comportar o cérebro humano.
A principal e primeira área afetada do cérebro é o córtex frontal (quase na região da testa), responsável – entre tantas funções – por regular os nossos comportamentos sociais e o planejamento futuro. É ali que se concentram os registros de moralidade e noção de consequência.
Por isso, o macaco é considerado o primeiro animal da escala da embriaguez, já que a pessoa fica leve, divertida e desinibida.
Depois, o álcool atinge outras áreas cerebrais como as amígdalas, responsáveis por regular as emoções básicas. O leão e o cordeiro ilustram esta fase, já que a pessoa pode ficar destemida e briguenta (liberando impulsos agressivos reprimidos) ou mansa e chorosa (mais emotiva e amorosa).
Por fim, o porco, por ser a fase final em que todo o córtex é atingido e só permanecem as funções básicas do tronco cerebral que regulam estar ou não em pé, respiração e coordenação motora. Nessa hora o sujeito já está vomitando, entrando em colapso, coma alcoólico e caindo sujo onde estiver. É o apagão total.

Psicopatologias ocultas

Muitas pessoas desconhecem os problemas subliminares do alcoolismo, pois ele costuma ser consequência de psicopatologias pré-existentes que se agravam com seu uso e por isso criam um ciclo destrutivo. A pessoa bebe para não ficar deprimida e fica deprimida porque bebe. O álcool acaba sendo uma maneira ineficaz de automedicação para “ludibriar” os sintomas originais.
Os principais quadros associados ao alcoolismo são:
1. Transtornos de personalidade: transtornos que afetam o humor como quadros de narcisismo, histriônicos, borderline, obsessivos e esquiva.
2. Transtornos de humor: depressão, bipolaridade, distimia.
3. Psicoses: esquizofrenia.
4. Transtornos ansiosos: TOC, ansiedade generalizada, síndrome do pânico, ansiedade social.
Traduzindo, o álcool não cura estas patologias. Ao invés disso, as potencializa. Por esta razão, elas são tratadas em conjunto com médicos, psicólogos e grupos de apoio.
Como esses transtornos possuem componentes genéticos, o risco é ainda maior de sedimentar patologias que poderiam ficar hibernando por toda uma vida.

Psicologia do alcoolismo

O alcoolismo é um tipo de compulsão. Ou seja, a pessoa passa pelas fases de angústia seguida de aumento de tensão, uso do álcool, culpa, remissão e novo ciclo de angústia-tensão-álcool-culpa-remissão.
A pessoa pode já ter bebido muitas vezes e, se estava num estado emocional equilibrado, o álcool foi um distrator menor na sua dinâmica de personalidade. No entanto, se a fase é de baixa e falta de estabilidade, é aí que pode ser criada uma janela de oportunidade para que o alcoolismo se instale.
Então, aquele sujeito que nunca se viu dominado por uma necessidade compulsiva de beber começa a usar níveis cada vez maiores, mais frequentes e irrecusáveis de bebida. De repente, a trama está criada com consequências imprevisíveis na vida de uma pessoa.
Eric Berne, psicólogo criador da Análise transacional e escritor do livro “Os jogos da vida” diz que não existe um alcoolismo, mas um papel de de alcoólatra que uma pessoa desempenha e que é alimentado inconscientemente por outras figuras. Segundo ele, existem 5 atuantes nesse jogo que podem pertencer a cinco pessoas ou a apenas duas que se revezam nos papéis.
1. Alcóolatra;
2. Perseguidor: cobra, persegue, humilha, costuma ser o parceiro(a) afetivo ou um dos pais;
3. Salvador: médico, terapeuta, amigo, sacerdote que vai tentar livrar o alcoólatra do vício;
4. Otário: aquele amigo que incentiva a bebedeira, paga a bebida ou a própria mãe que financia o filho por medo de que algo pior aconteça ou por fazer de conta que acredita na mentira contada para pedir o dinheiro.
5. O profissional: dono do bar/balada que dá o suprimento do álcool, mas sabe a hora de parar vender, até que o alcoólatra encontre outra fonte de álcool mais permissiva.
Em muitos casos, a mãe/esposa cumpre três dos cinco papéis. O papel 4, arrumando o filho/marido depois da bebedeira. Depois, o papel 2, cobrando e punindo. E, finalmente, o 3 tentando ser a pessoa bondosa que tenta salvar.
Com isso, acaba alimentando e realimentando essa dinâmica doentia onde é a ressaca o principal evento, já que é ali onde o alcoólatra vai em busca da redenção e do perdão. E faz as promessas acompanhadas de autopiedade e autoacusação.
Ele está sempre contando para os outros o quanto sofre e é perseguido por um mundo de pessoas que não o compreendem. É um jogo de desastre-redenção em que se busca um pai severo para dar palmadas em sua bunda. Uma maneira infantil de agir sobre uma vida sempre levada de forma inconsequente e cheia de acusações externas.
O domingo é o dia da ressaca, o sujeito vai reerguendo sua moral na segunda e terça-feira, começa os encontros sociais na quarta e quinta-feira, na sexta-feira já está na febre e o pico do sábado sem limites de semana em semana, sem que ninguém nota como esse indivíduo tão festiva pode ter algum problema sério. Pessoas que sorriem são vistas como felizes. Quem irá reparar no desastre oculto?
Aquela pessoa que era inibida se sente socialmente mais encorajada para paquerar ou demonstrar seus sentimentos de afeto e alegria. Se antes era bloqueada e apática se vê cheia de vivacidade e acaba alimentando esse ciclo de muleta psicológica que no meu entendimento é o principal mantenedor do alcoolismo, muito mais até do que a dependência física, que por si só já é explosiva. Não há palhaço sem um circo ou platéia, não há um bêbado dissociado de um mundo que superestima o álcool e uma família e parceiros amorosos que completam o espetáculo.
É como se todos estivessem na mesma trama de preguiça emocional. O alcoolista usa tanto a muleta que atrofia sua habilidade psicossocial que os outros também se envolvem num drama sem fim, nunca assumindo suas próprias dores, já que têm uma pessoa “tão doente” ao lado. A casa emocional de todos está em ruínas, mas a mais gritante é daquele que termina caído na sarjeta.
Acredito que uma vida genuína é aquela que consegue transcender os papéis típicos que giram em torno da tríade neurótica vítima-algoz-salvador para assumir um protagonismo consistente e transformador do mundo interno e externo.

Por que alimentamos essa cultura?

Eu respondo com outra pergunta: por que o álcool deveria perder o prestígio se ele causa tanta felicidade?
Entre numa roda de amigos que já estão alterados e as histórias são previsíveis: acontecimentos de outros carnavais “engraçados”. O amigo que perdeu a estação de trem porque estava bêbado, o outro que enfrentou o segurança da balada e saiu com olho roxo, a menina que não faz ideia de onde foi parar no celular, aquele que beijou muita mulher mas não lembra quais foram da metade da balada para frente, o sujeito que caiu da área VIP e arrebentou o cóccix.
Alguns copos depois e eles não lembram de onde surgiu a cabra
Nada grave, tudo diversão. E de história em história criamos a celebração do desastre como pico da alegria. Alguém tem que sair vitimado por algum tipo de agressão física, verbal ou social para render boas risadas.
Aqueles que se sentem excluídos acabam entrando na roda para ser o palhaço da vez e assim se sentirem inseridos no grupo daqueles que aguentam muita bebida na cabeça.
Se você não bebe, não é boa companhia e não vai criar histórias “uhuuuu!!! Loucura total mêo!”

A família

Como eu descrevi acima, todos fazem parte do jogo e realimentam o tormento do alcoolismo. Por esse motivo existem grupos de co-dependentes do álcool, pois todos acabam fazendo parte do drama e da doença.
Existem ganhos secundários para aqueles que estão envolvidos indiretamente com o álcool. Eles se sentem importantes (ao tentar ajudar) e diferentes do parente alcoolista (por não beberem). Com isso, fogem à própria tarefa de desenvolvimento pessoal enquanto são vistos como mártires de uma causa nobre ou acusadores que atacam mas com justiça, afinal de contas quem suportaria um bêbado em casa?
Se o dependente é um jovem, a mãe super-protetora se sente no seu papel eternamente e, sem o saber, realimenta essa loucura familiar já que sempre terá um filho pelo qual lutar e cuidar. Como expliquei em meu livro “Mães que amam demais” o cenário para essa mulher perceber a dependência emocional de seu filho alimentada pelo álcool não é fácil, mas é o ponto central de alavancagem para a solução do conflito.

Possíveis caminhos e soluções

Sempre vejo um tripé que pode amenizar qualquer tipo de problema psicológico: o suporte físico, psicológico e social.
O tratamento físico acontece com o suporte médico, com medicamentos que ajudem a aplacar os sintomas-sequelas da abstinência do alcoolismo, assim como as psicopatologias subjacentes ao vício. Além disso, práticas físicas e alimentação adequada ajudam a recuperar o quadro.
O tratamento psicológico pode ser feito com psicoterapia associada a práticas recreativas de lazer, trabalho voluntário, práticas meditativas e buscas espirituais.
O tratamento social é feito pelo dependente e seus familiares em grupos de apoio como o Alcoólicos Anônimos e os grupos de co-dependentes Al-Anon. Além disso o engajamento em grupos de amigos com dinâmicas mais positivas e comunidades religiosas (que fortalecem o indivíduo com buscas de autoconhecimento e pessoas com objetivos comuns).
Na maior parte dos casos, vejo que o desafio principal não é apenas parar de beber, mas encontrar uma função social significativa para o ex-dependente. É muito comum perceber que aqueles que se recuperaram agem como prisioneiros que foram soltos após muitos anos de carceragem. Ou seja, não sabem como agir quando não estão arranjando problemas, vivendo aventuras alcoólicas ou se redimindo de familiares ressentidos.
Como sempre buscaram a socialização com a ajuda do álcool, muitos precisam aprender a paquerar, trabalhar, aguentar as pressões da vida e sorrir de forma autônoma, sem aditivos. E muitos deles se descobrem solitários, mau humorados ou impregnados de autopiedade. E com um agravante: agora são diagnosticados como doentes.
Não gosto de tratar o alcoolismo como uma doença, mas como um jogo psicológico que tem raízes culturais, sociais, familiares e psicológicas, num mundo onde é só mais um dos inúmeros jogos que nos distraem do verdadeiro sentimento de intimidade emocional que tanto buscamos mas tememos.
Quando pudermos viver de um jeito em que o papel do campeão não seja necessário para sentir o direito de pertencer e ter dignidade psicológica e social, abriremos caminho para que não hajam pessoas que encarnem o script de perdedores, fracassados, degenerados.
O alcoolismo não se restringe ao álcool, mas a uma série de comportamentos, valores e visões de mundo que precisam do bode expiatório que pague um preço alto enquanto o restante do mundo permanece paralisado em suas vidas autocentradas, apontando o dedo para condenar, ou se calando e sentindo uma vergonha alheia inoperante.
O alcoolismo começa no falso modo em que encaramos a ideia de felicidade. É na mudança dessa visão cheia de miragens que a superação do problema começa de verdade.
Frederico Mattos

Sonhador nato, psicólogo provocador, autor dos livros "Relacionamento para Leigos" e "Como se libertar do ex". Adora contar e ouvir histórias de vida. Nas demais horas cultiva a felicidade, lava pratos, medita, oferece treinamentos de maturidade emocional no Treino Sobre a Vida escreve no blog Sobre a vida. No twitter é @fredmattos.

11/17/2014

Loucura

A loucura, longe de ser uma anomalia, é a condição normal humana. Não ter consciência dela, e ela não ser grande, é ser homem normal. Não ter consciência dela e ela ser grande, é ser louco. Ter consciência dela e ela ser pequena é ser desiludido. Ter consciência dela e ela ser grande é ser gênio.

Fernando Pessoa

Loucura

A psicologia nunca poderá dizer a verdade sobre a loucura, pois é a loucura que detém a verdade da psicologia...

11/15/2014

Loucura

Sem a loucura, que é um...

Loucura

Prefiro ser louco em um...

O louco era careta, o "normal" se fazia de "doido". 
O louco se foi, o normal ficou aí escrevendo besteira...Quem é o louco?

Loucura

A loucura é inseparável do homem; umas vezes toma-lhe a cabeça e deixa-lhe em paz o coração, que nunca se empenha no desvairar a que ela é arrastada; outras vezes há na cabeça a frieza da razão e ao coração desce a loucura para o perturbar com afectos. (Júlio Dinis)

Loucura

Loucura

Loucura

Loucura

Transtornos do Humor

Distimia

11/14/2014

Principais Benefícios do açafrão

Os principais benefícios do açafrão são dedicados aos cuidados da pele, e para o controle da diabetes, sendo que também previne doenças como o Alzheimer. Regula a pigmentação da pele, trata a acne, eczema e a psoríase. Comer açafrão com frequência ajuda a diminuir manchas escuras na face, causadas pelo sol, e deixe o tom de pele com sua cor natural.

Para fazer uma máscara facial para acelerar o processo de clareamento da face, misture meia colher de sopa de açafrão, uma colher de sopa de suco de limão, ou com uma colher de sopa de suco de pepino. Mescle bem os ingredientes e passe no rosto. Deixe agir 20 minutos e retire com água fria. O uso regular desta máscara proporciona uma pele clara, hidratada, com aspecto brilhante.

Para eliminar as marcas deixadas pela acne, há uma cura bem simples. Misture uma pitada de açafrão em um colher de sopa de pó de sândalo, acrescente água o suficiente para obter uma pasta lisa, passe no rosto e deixe cerca de meia hora. Repita 2 vezes na semana, ou três, dependendo da gravidade.

Para exfoliar e tonificar o corpo, separe 2 colheres de sopa (ou mais, dependendo do seu tamanho) de farinha de grão de bico, que pode ser obtida a partir da trituração dos grãos secos, e adicione meia colher de chá de açafrão. Produza uma pasta acrescentando leite se tiver a pele normal, e água de rosas se tiver pele oleosa. Passe por todo o corpo em movimentos suaves e circulares, deixe agir por 10 minutos, e em seguida tome banho normalmente.

Para remover estrias, pegue uma colher de sopa de iogurte natural e adicione 2 pitadas de açafrão. Esfregue sobre as marcas todos os dias. Deixe agir por 10 minutos e enxague.

Para curar cortes, feridas, psoríase ou eczema, aplique o açafrão puro sobre a área a ser tratada. Repita 2 vezes por dia.

Para eliminar cravos, esfregue o pó de açafrão diretamente sobre ele, durante 5 minutos, todos os dias, até que seja eliminado.

O açafrão também previne leucemia, impede que o câncer de mama se espalhe, reduz inchaço e inflamações, inclusive nas articulações, fortalece o sistema digestivo, auxília a circulação sanguínea, regula o nível de açúcar no sangue, e aumenta a imunidade do organismo. Para todas essas condições, basta ingerir meia colher de chá misturada na água, todos os dias.

10 EVIDENTES BENEFÍCIOS DO AÇAFRÃO PARA A SAÚDE.


O açafrão provavelmente é o suplemento nutricional mais completo que existe. Muitos estudos de alta qualidade e rigor demonstram os seus benefícios para o corpo e para o cérebro. Veja 10 benefícios do açafrão mais que evidentes:
1.    O açafrão tem componentes bioativos com poderosas propriedades medicinais. O açafrão é a especiaria que dá a cor amarela ao caril, usada na India há milhares de anos como especiaria e erva medicinal. Recentemente a ciência ocidental tem vindo a descobrir o que os indianos sabem há muito tempo: os componentes do açafrão, nomeadamente os curcuminóides, tem efeitos anti inflamatórios e anti oxidantes. Uma vez que os curcuminóides representam apenas 3% da composição do açafrão, devem ser usados extractos ou suplementos para se obterem efeitos relevantes.
2.    O açafrão tem poderes anti inflamatórios, 100% naturais. A curto prazo as inflamações são importantes. Ajudam o corpo a combater invasores e a reparar tecidos. Sem inflamações, bactérias e fungos podiam matar-nos. Apesar da inflamação de curto prazo ser benéfica pode-se tornar num problema se for crónica. Sabe-se que inflamações ligeiras, mas crónicas são responsáveis por muitas doenças ocidentais, incluindo doenças do coração, cancro, síndroma metabólico, Alzheimer e outras.  O açafrão consegue inibir algumas das moléculas e enzimas que se sabe serem responsáveis por inflamações crónicas.
3.    Açafrão aumenta a capacidade anti oxidante do corpo. Os danos oxidativos são uns dos mecanismos associados ao envelhecimento e a várias doenças. Envolvem radicais livres, moléculas altamente reactivas com electrons desemparelhados. Os anti oxidantes do açafrão protegem o organismo dos radicais livres e dos danos oxidativos, neutralizando-os graças à sua estrutura química. Para além disso os curcuminóides fortalecem a actividade anti oxidante das enzimas, incluindo a glutationa peroxidase, catálase e a superóxido dismutase.
4.    O açafrão reforça o factor neurotrófico derivado do cérebro, ligado à melhoria da função cerebral e a menor risco de doenças. Antigamente achava-se que os neurónios não eram capazes de se dividir e multiplicar depois da infância. Hoje sabe-se que não é assim. Os neurónios conseguem formar novas ligações, sinapses, e em certas áreas do cérebro multiplicam-se graças ao BDNF (Brain-Derived Neurotrophic Factor). O açafrão contribui para aumentar os níveis de BDNF, atrasando ou mesmo revertendo doenças do cérebro. Há também a possibilidade de conseguir melhorar a memória e lucidez.
5.    O açafrão reduz o risco de doenças do coração. As doenças do coração tem sido um flagelo há muitas décadas e investigadores sabem cada vez mais sobre o assunto. Estas doenças são complexas e vários factores contribuem para elas. A curcumina, presente no açafrão, reverte muitos dos passos do processo patológico das doenças do coração, nomeadamente na melhoria do funcionamento do endotélio, revestimento dos vasos sanguíneos. A curcumina reduz também as inflamações e a oxidação, importantes para as doenças de coração.
6.    O açafrão previne (e talvez trate) o cancro. O cancro é uma doença terrível caracterizada pelo crescimento descontrolado de células. Dos vários tipos de cancro, a maior parte é afectada pelos suplementos de curcumina com impacto no desenvolvimento do cancro ao nível molecular. Estudos revelam que o açafrão pode reduzir a angiogênese nos tumores e a metástase, bem como contribuir para a morte de células cancerígenas. Há também evidências da sua acção preventiva, sobretudo ao nível dos cancros do sistema digestivo.
7.    A curcumina do açafrão pode prevenir e tratar Alzheimer.  A doença de Alzheimer é a mais comun das doenças neurodegenerativas e a maior causa de demência. Uma vez que não existe tratamento garantido e eficaz, prevenir esta doença é de grande importância.  A curcumina consegue atravessar a barreira hematoencefálica o que permite melhorias no processo patológico da doenças de Alzheimer. 
8.    Os doentes com artrite respondem bem a suplementos de curcumina. A artrite é um problema comum no mundo ocidental. Há vários tipos de artrite, mas a maior parte envolve inflamações nas juntas. O poder anti inflamatório da curcumina  ajuda a tratar e prevenir a artrite.
9.    Estudos demonstram que a curcumina tem benefícios  incríveis contra a depressão. Num teste controlado em 60 pacientes, um grupo tomou Prozac, outro uma grama de curcumina e o 3ª grupo tomou ambas, Prozac e curcumina. Ao fim de 6 semanas os gupos Prozac e curcumina revelavam melhorias semelhantes e o grupo com ambas as doses foi o que se saiu melhor. Curcumina demonstrou o seu poder anti depressivo.
10.    A curcumina tem efeito anti aging e combate doenças crónicas relacionadas com o envelhecimento. Se a curcumina ajuda a prevenir doenças de coração, cancro e Alzheimer, então tem óbvios benefícios anti aging. Isto para além dos efeitos anti inflamatórios e anti oxidantes.