Escolha o Idioma

9/02/2015

CACHORRO É MELHOR QUE GENTE


Cristal, a mãe super carinhosa: Com dois anos e meio, Cristal entrou no cio e resolvi que dessa vez ela teria que arrumar um namorado para perpetuar a sua linhagem.  Logo ... Clique no link para ler tudo...

9/01/2015

Lula e Dilma deveriam ler Foucault

"Diga uma mentira, simplifique ao máximo, repita exaustivamente e, ao final, todo o povo acreditará que é a mais pura verdade"

Tomando essa grande verdade como exemplo, vejamos o que ela tem em comum com o discurso de Foucault.

Foucault se indaga sobre a figura do sujeito de conhecimento ao se contrapor a uma certa noção de conhecimento proveniente do marxismo acadêmico. Esta noção marxista, segundo o autor, estaria pressupondo formas de conhecimento prévias ao sujeito humano, ao estabelecer uma relação entre as condições econômicas, sociais e políticas que iriam apenas se imprimir neste sujeito de conhecimento dado.

Corrupção, Mentira, Farsa e o estudo neurolinguístico dos mensaleiros e lava jateiros do PT e Cia.

Neurolinguística 

É a ciência que estuda a elaboração cerebral da linguagem. Ocupa-se com o estudo dos mecanismos do cérebro humano que suportam a compreensão, produção e conhecimento abstrato da língua, seja ela falada, escrita ou gestual.

Significado cultural dos gestos

Todos nós, mesmo inconscientemente, somos portadores de especificidades culturais em nossos corpos. Todo indivíduo desenvolve características corporais em relação à forma e movimento, de acordo com o seu contexto social, sua história familiar, suas experiências motoras e emocionais e sua bagagem cultural.

A maioria dos povos além das palavras usa gestos quando falam. Este uso por alguns grupos étnicos é mais frequente do que em outros, e esta variação da quantidade da gesticulação é considerada um fator cultural. Isto se dá porque diversas partes do corpo humano são solicitadas de forma diferenciada, de acordo com as demandas da vida individual e social.
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8/31/2015

Hipótese PT

Hipótese é uma palavra resultante da justaposição dos termos gregos "hypo" (debaixo) e "thesis" (tese), cujo significado nessa língua era atribuído ao que ficava como base ou princípio de sustentação das leis.


Na língua portuguesa, uma hipótese designa qualquer suposição de algo verosímil, possível de ser verificado, a partir da qual se extrai uma conclusão. Popularmente, o termo é geralmente utilizado como sinônimo de "chance" ou "possibilidade" de algo acontecer, como por exemplo, na frase "o colega afirmou que já não havia nenhuma hipótese de trabalharem juntos". (foi o Temer que disse isso...)

As hipóteses são o conjunto de condições iniciais a partir das quais, com base num raciocínio lógico, é elaborada a demonstração de um determinado resultado, chegando a uma tese.

Energúmena sapiens

Energúmeno significa possesso, aquele que está possuído pelo demônio. É uma palavra de origem grega energoumenos, que significa endemoninhado. 


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Ao povo brasileiro só restou a caixa de Pandora...(depois de aberta!)

Ao abrir a caixa na frente de seu marido, Pandora liberou todos os males que até hoje afligem a humanidade.


A história de Pandora e sua caixa está presente nas narrativas mitológicas dos antigos gregos. Conta a história que o titã Prometeu (aquele que vê antes) e seu irmão Epimeteu (aquele que vê depois) criaram os animais e os homens. Deram a cada animal um poder, como voar, caçar, coragem, garras, dentes afiados. O homem, criado por Prometeu a partir da argila, ficou sem nada por ser o último a ser feito. Prometeu deu um pouco de cada animal para o homem, mas faltava alguma coisa especial.

Prometeu ensinou diversas coisas ao homem. Ensinou a domesticar animais, fazer remédios, construir barcos, escrever, cantar, interpretar sonhos e buscar riquezas minerais. Porém, enfureceu Zeus ao roubar o fogo dos deuses e dá-lo aos homens. Zeus decidiu, então, vingar-se de Prometeu e dos homens.

Prometeu foi acorrentado a uma montanha. Sua condenação foi passar a eternidade preso a uma rocha, aonde uma ave viria comer seu fígado. Toda noite seu fígado se regeneraria e a ave voltaria no dia seguinte pra lhe comer o fígado novamente.

Para castigar os homens, Zeus ordenou que o Deus das Artes, Hefesto, fizesse uma mulher parecida com as deusas. Hefesto lhe apresentou uma estátua linda. A deusa Atena lhe deu o sopro de vida, a deusa Afrodite lhe deu beleza, o deus Apolo lhe deu uma voz suave e Hermes lhe deu persuasão. Assim, a mulher recebeu o nome de Pandora (aquela que tem todos os dons).

Pandora foi enviada para Epimeteu, que já tinha sido alertado por seu irmão a não aceitar nada dos deuses. Ele, por “ver sempre depois”, agiu de forma precipitada e ficou encantado com a bela Pandora. Ela chegou trazendo uma caixa (não era uma caixa, mas um jarro) fechada, um presente de casamento para Epimeteu.

Epimeteu pediu para Pandora não abrir caixa, mas, tomado pela curiosidade, não resistiu. Ao abrir a caixa na frente de seu marido, Pandora liberou todos os males que até hoje afligem a humanidade, como os desentendimentos, as guerras e as doenças. Ela ainda tentou fechar a caixa, mas só conseguiu prender a esperança.

Desde então a história de Pandora está associada com fazer o mal que não pode ser desfeito. Nesse mito também está o nascimento do pensamento sobre o bem e o mal que a mulher pode causar.

É interessante perceber o motivo de a esperança estar presente entre os males trazidos por Pandora à Terra. Para algumas interpretações, a esperança está guardada e isso é bom. Entretanto, compreendendo a lógica do mito, pode-se ler a história de forma pessimista, pois a esperança está guardada dentro da caixa e a humanidade está sem esperança. Essas duas leituras admitem que a esperança seja algo bom.

Diferente da leitura anterior, Friedrich Nietzsche (1844-1900) escreveu, em Humano, Demasiado Humano, que “Zeus quis que os homens, por mais torturados que fossem pelos outros males, não rejeitassem a vida, mas continuassem a se deixar torturar. Para isso lhes deu a esperança: ela é na verdade o pior dos males, pois prolonga o suplício dos homens”.

Outra leitura é traduzir a palavra grega Elpis como expectativa ao invés de esperança. Assim, o homem é poupado de ter a expectativa do mal a todo instante, tornando a vida algo suportável apesar dos males.

A Lula Oligofrênica e sua caraVANA

Oligofrenia é uma doença que provoca o retardo no desenvolvimento mental de um indivíduo. Do grego “oligos”, que significa pouco, mais “phren”, que significa mente. Oligofrênico é um adjetivo que se refere àquele que sofre de oligofrenia. A oligofrenia é uma doença que pode ser de origem hereditária, adquirida precocemente e que afeta o sistema nervoso central.



Deficiência mental ocasionada pela interrupção do desenvolvimento normal do sistema nervoso central, durante o período da gestação ou mesmo após o nascimento, o que pode se prolongar até os dezoito anos de idade.


A oligofrenia ocorre em diversos níveis. Enquanto a média do Quociente de inteligência (QI) de uma pessoa com normalidade intelectual varia entre 90 e 110, o nível de uma pessoa com oligofrenia oscila entre 0 e 90.

8/26/2015

Vanadismo ou Doença do PT

Ao contrário do que possa parecer não é Vanatismo, esse último um distúrbio de personalidade caracterizado pela fé cega, o fanatismo que toma conta de alguns poucos em relação à Vana. A Dilma, aquela que ainda está presidente. Vanadismo é uma intoxicação crônica por vanádio. Vanádio é um elemento químico cujo nome foi dado em homenagem à deusa Vanadis. Nada que ver com a Vana Sapiens.

Nas condições ambientes, é encontrado no estado sólido. É um metal dúctil, macio e apesar de ser bem mais abundante que o cobre, forma poucos minerais. Ela também é “sólida” na posição que ocupa, e costuma ser abundante em cobres lavados a jato para suas campanhas. Macia eu não acho porque onde haverá maciez em tanta rudeza? Já de dúctil eu não gosto, prefiro duto; do Valério, da Petrobrás, dos mensalões e mensalinhos, cobres cobrados sem piedade nos impostos que pagamos.

O vanádio é um elemento essencial em alguns organismos. Não é o caso da dona Vana se o organismo for o Estado, menos ainda se esse for de Direito. Em humanos não está demonstrada a sua essencialidade, ainda que existam compostos de vanádio que imitam e potencializam a atividade da insulina. Será que essa senhora causa diabetes nervosa, depressiva ou desesperada? Ou será hiperglicemia causada pelos maus hábitos alimentares.

Entenda-se aqui que, como alimento, me refiro àquela coisa imprescindível para a existência do PT, de Lulas e Dilmas. O dindim escuso, amealhado a rodo por comparsas, doleiros, empreiteiros, politiqueiros, ex-governeiros e mais quantos “eiros” vocês quiserem. Só não me esqueçam do Calheiros, "Comem tudo e não deixam nada! 

Em botânica, designam-se como ascídias ou urnas às folhas das plantas "insetívoras" ou "carnívoras", modificadas de forma a constituírem um recipiente com forma de jarro ou trombeta, escorregadio, onde são capturados insetos, de forma passiva (isto é, a planta não necessita de realizar qualquer movimento, como acontece com algumas destas plantas). 

Caramba, isso não se parece com a forma “passiva” com que o PT vê seus cofres e o de seus Lulas e Dilmas e Dirceus e Jenoínos falsificados encherem de dinheiro. Não os posso chamar de carnívoros. Quem sabe melhor se enquadre corruptívoros, explico – aqueles que devoram tudo que se lhes aparece na frente fruto de corrupção.

Apresentam, em geral, algum estímulo que atrai os insensatos, capturados porque as paredes do planalto se mostram particularmente lisas, ou por outros meios, como a disposição de “pelos” de cima para baixo, não os permitindo subir a rampa de novo. Os insetos são digeridos devido à presença, no seu interior, de um suco digestivo secretado por glândulas presentes na constituição própria. A esses sucos junta-se, por vezes, água da chuva, falta dela, ou ao regime hídrico muito complexo que a água apresenta.

Amanita Muscaria

O Vanadismo pode também ocorrer pela ingestão do agário das moscas (Amanita muscaria) que é uma das espécies de cogumelos que crescem na natureza em quase todo o hemisfério norte. Cresce em simbiose com árvores como o vidoeiro, o pinheiro ou o abeto, tanto na Europa como na América. Estes cogumelos são conhecidos pela sua aparência distinta: são vermelhos com pintas brancas (estrelas). 

O agário das moscas está listado como venenoso na maioria das fontes micológicas e o seu uso psicodélico não é comum devido a relatórios de experiências iniciais, onde os efeitos do cogumelo variavam de pessoa para pessoa e por vezes na mesma pessoa. Os cogumelos variam em potência, sendo por vezes eficazes e outras vezes não. Todavia têm sido usados tradicionalmente por várias culturas. 

Efeito

Os efeitos do agário das moscas são distintamente diferentes dos da psilocibina, do LSD, ou da mescalina. Caracterizam-se por movimentos ondulantes no campo da visão, uma qualidade “viva” nos objetos inanimados, alucinações auditivas, e uma sensação de grande estabilidade e clareza mentais. 

Euforia, ataxia, e alterações sensoriais são habituais, sobretudo alterações na audição e no sabor. Efeitos visuais também se reportaram, assim como náuseas. 

Uma das características principais do agário das moscas é ter efeitos inesperados. Uma vez ingerido o cogumelo, o efeito tanto pode levar-te ao céu como ao inferno. Por isso, deves estar absolutamente seguro da tua decisão ao tomar este cogumelo, e de preferência ter alguma experiência com substâncias enteogênicas. 

Esse cogumelo não é a cara do PT?

Dilma Rousseff - Como chegar a Presidente

Dilma Vana Rousseff - Nascida em família de classe média alta, interessou-se pelo socialismo durante a juventude, logo após o Golpe Militar de 1964, ingressou na luta armada de esquerda: tornando-se membro do Comando de Libertação Nacional (COLINA) e posteriormente da Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares) – ambas organizações que defendiam a luta armada contra o regime militar. Passou quase três anos presa (1970–1972): primeiro pelos militares da Operação Bandeirante (OBAN), onde passou por sessões de tortura, e posteriormente pelo Departamento de Ordem Política e Social (DOPS).

O “DOPS” foi criado para manter o controle do cidadão e vigiar as manifestações políticas utilizado principalmente durante o Estado Novo e mais tarde na ditadura pós-64 instaurada pelos militares no Brasil. O DOPS perseguia, acima de tudo, as atividades intelectuais, sociais, políticas e partidárias de cunho comunista. Entre os anos de 1964 e 1974, em virtude da resistência ao regime militar crescente, o DOPS obteve maior autonomia. A partir do momento em que o Brasil se abriu para o processo de redemocratização, a instituição perdeu atividades e sentido pela sua existência. Hoje em dia, os arquivos do DOPS deveriam ser de acesso livre a todos, mas não é o que acontece em alguns estados. 

No caso do Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro (APERJ), o acesso é “restrito pela necessidade de autorização”. O site do APERJ não esclarece qual é a causa dessa restrição, mas deve ser a mesma que bloqueia, igualmente, o acesso a outros fundos: a questão da privacidade. Essa, por exemplo, é a razão alegada pelo Arquivo Público Mineiro para restringir o acesso a uma parcela – que eles garantem ser bem pequena – da documentação do DOPS de lá. 

Atualmente, o DOPS ainda existe em alguns estados da federação. A Divisão de Ordem Política e Social não consta mais do organograma da Polícia Federal, porém, esta ainda mantém a competência para apurar as "infrações penais contra a ordem política e social", nos termos do inciso I, do § 1º, do artigo 144, da Constituição Federal.

A Operação Bandeirante (OBAN) foi um centro de informações e investigações montado pelo Exército do Brasil em 1969, que a coordenava e integrava às ações dos órgãos de combate às organizações armadas de esquerda durante o regime autoritário.

Pode-se dizer que a partir daí o Exército entrou de corpo inteiro no combate às forças de esquerda e principalmente, naquele momento, às que se dispunham a desenvolver a luta armada. Sem vínculos formais, ou legais, a OBAN era em essência uma formação paramilitar de ação direta e violenta à margem da lei, o que lhe dava agilidade e brutal eficácia.

A OBAN foi financiada por diversos doadores privados como o Grupo Ultra, Ford, GM, Grupo Camargo Corrêa, Grupo Objetivo, Grupo Folha, Amador Aguiar (Bradesco), entre outros, e pelos bens tomados de suas vítimas. Entre os doadores, havia os que apoiavam com entusiasmo a repressão e outros que contribuíam a contragosto, sob pressão.

Em 1970, a OBAN, embora ainda conhecida como tal, já está mais legalizada. Está enquadrada pelo Destacamento de Operações Internas/Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-CODI). Funciona ainda como OBAN, mas ao colocá-la sob a jurisdição do DOI-CODI, pretendia-se diminuir a sua autonomia, o que na prática não acontecerá.

A ação da OBAN, como dos demais órgãos de repressão aos grupos de esquerda, só começou a arrefecer para enfim cessar a partir da abertura lenta e gradual promovida pelo presidente Ernesto Geisel.

A Organização Revolucionária Marxista – Política Operária (POLOP) representava uma ala dos radicais de esquerda que tinham ideais diferenciados, inclusive, aos do Partido Comunista Brasileiro. Formada em 1961, militava em favor do direito dos trabalhadores. A POLOP possuía também em seu interior várias dissidências, o que levou a formação de uma série de outros grupos revolucionários de esquerda, como o Comando de Libertação Nacional (COLINA) e a Vanguarda Popular Revolucionária (VPR). Em 1967, aos 19 anos, Dilma Roussef militava na POLOP.

Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares) foi uma organização política armada brasileira de extrema esquerda, que combateu a ditadura militar brasileira utilizando-se de tática de guerrilha urbana, visando à instauração de um regime comunista no Brasil. Surgiu em julho de 1969, como resultado da fusão do Comando de Libertação Nacional (COLINA) com a Vanguarda Popular Revolucionária (VPR) de Carlos Lamarca.

Carlos Franklin Paixão de Araújo (ex-marido da presidente Dilma Rousseff e pai de sua filha Paula) esteve no comando desse grupo.

Roubo do "cofre do Adhemar" - A ação mais conhecida da organização foi a "expropriação" do "cofre do Adhemar", contendo pouco mais de 2,5 milhões de dólares, em espécie, do ex-governador de São Paulo, Adhemar de Barros. Segundo Maurício Lopes Lima, um integrante de buscas da OBAN, Dilma Rousseff era o "cérebro" da organização clandestina. 

Comando de Libertação Nacional (COLINA)

O Comando de Libertação Nacional foi uma organização guerrilheira que atuou no Brasil durante a Ditadura Militar. Tratava-se, na verdade, de uma organização guerrilheira de extrema-esquerda com o claro objetivo de instalar um governo socialista no país. O COLINA seguia os ideais da Organização Latino-Americana da Solidariedade (OLAS), que era uma entidade internacional com o objetivo de estender algumas ideias do revolucionário Che Guevara, e adotava como prática táticas de guerrilha para alcançar seus objetivos. 

Suas ações começaram em 1968 e o grupo ficou conhecido por tentar fazer justiça à morte de Che Guevara, cujo assassino teria sido o militar boliviano Gary Prado. No início do mês de julho daquele ano, alguns revolucionários membros do COLINA assassinaram um indivíduo no Rio de Janeiro que acreditavam ser o executor de Che Guevara.

PORT - Partido Operário Revolucionário (Trotskista)

As primeiras dissidências de inspiração trotskista surgidas no Brasil remontam a 1929. Esse grupo criou um Partido Socialista Revolucionário, em 1943, que se dissolveu no final da mesma década. Em 1938 Trotsky fundou no México a IV Internacional e a partir daí o trotskismo brasileiro passou a ter nesse organismo sua referência fundamental.

Ala Vermelha (do Partido Comunista do Brasil)

A Ala Vermelha nasceu em 1967 como resultado de uma cisão ocorrida no PCdoB em decorrência das posições aprovadas na 6ª. Conferência, de junho de 1966, expressas no documento “União dos Brasileiros para livrar o país da ditadura e da ameaça neocolonialista”. A grande maioria de seus militantes provinha do meio universitário, onde a organização teve influência significativa nas lutas de 1968, principalmente em São Paulo e em Brasília. Havia também algumas bases operárias oriundas do PCdoB.

MRT - Movimento Revolucionário Tiradentes

Organização de contingente bastante reduzido e vida efêmera, o MRT existiu apenas em São Paulo. Começou a nascer no início de 1969, quando o Grupo Especial Nacional da Ala Vermelha, espécie de Comissão Militar daquela organização, assumiu uma atitude de confronto com a Direção Nacional Provisória, acusada de oportunismo e vacilações na aplicação de uma linha de luta armada.

PRT - Partido Revolucionário dos Trabalhadores

Quando por volta de 1967 começou a ficar clara a predominância das concepções maoístas no interior da AP, algumas dezenas de militantes se unificaram numa oposição a tal rumo e constituíram o embrião do que viria a ser, em seguida, o PRT. Faziam parte desse grupo dois ex-presidentes da UNE, um ex-sacerdote católico e ainda uma expressiva liderança camponesa de Goiás. 

CORRENTE - (Corrente Revolucionária de Minas Gerais)

A organização político-militar Corrente foi uma dissidência do PCB em Minas Gerais, resultante basicamente da cisão do Comitê Municipal de Belo Horizonte, ocorrida em 1967 no mesmo contexto de luta interna que gerou o surgimento da ALN, do PCBR, do MR-8 e outros grupos voltados para ações armadas urbanas. 

PCR - Partido Comunista Revolucionário

Resultou de uma cisão do PCdoB ocorrida a partir de 1966 em Pernambuco, reunindo ex-ativistas das Ligas Camponesas e militantes do ME daquele Estado e áreas adjacentes. O documento político fundamental do PCR é a “Carta de 12 Pontos aos Comunistas Revolucionários”, de maio de 1966, que assinala o rompimento com o PCdoB, cuja direção é apontada pelos dissidentes como oportunista e mantenedora da mesma linha de trabalho seguida pelo PCB na fase anterior a 1962. Entre os pontos de divergência destaque para a preparação da luta armada, tarefa diante da qual o PCdoB era acusado de omissão.

REDE - Resistência Democrática

Pequena organização voltada para guerrilha urbana em São Paulo que existiu por menos de um ano e ficou indissoluvelmente ligada ao nome de Eduardo Leite, mais conhecido por “Bacuri”, que morreu vitimado pelas torturas comandadas pelo delegado Fleury. “Bacuri” era ex-soldado do Exército, ligado a VPR desde sua constituição, despertando o interesse dos órgãos de repressão já em 1968 por ter participado do assalto ao hospital Geral do Exército. 

RAN - Resistência Armada Nacional

O grupo começou a se constituir no segundo semestre de 1969 quando foram soltos da prisão em Juiz de Fora e retornaram ao Rio de Janeiro algumas das figuras de direção na malograda experiência da “Guerrilha de Caparaó”. Foram recontatados remanescentes do MNR, que se articularam para a reorganização de um grupo clandestino que não teve nome de início e tentou constituir-se como organização revolucionária a partir da publicação de um jornal. Em dezembro de 1970 foi distribuído o primeiro número desse órgão, intitulado Independência ou Morte.

MAR - Movimento de Ação Revolucionária

Pequeno grupo que efetuou operações de guerrilha urbana no Rio de Janeiro no primeiro semestre de 1969, sendo inteiramente desarticulado em agosto daquele ano pela ação dos órgãos de segurança. O MAR foi estruturado a partir de um grupo de militares cassados em abril de 1964, especialmente marinheiros que tinham participado das mobilizações da Associação dos Marinheiros e Fuzileiros Navais do Brasil. Eles planejaram a constituição do novo grupo quando detidos na Penitenciaria Lemos Brito, de 1964 a 1968.

MR-26 - Movimento Revolucionário 26 de Março

O nome do grupo foi estabelecido como homenagem à coluna guerrilheira que o Coronel Jefferson Cardim Osório havia lançado em 26 de março de 1965 no Rio Grande do Sul, como tentativa de deflagrar uma luta armada nacional para a derrubada da ditadura militar. Em meados de 1966 começou a ser estruturado, a partir de um pequeno núcleo anteriormente ligado ao PCdoB, uma nova organização, vinculada aos exilados brasileiros residentes no Uruguai, que se propunha à preparação de ações armadas inspiradas pelo mesmo tipo de “nacionalismo revolucionário” que inspirou o MNR, Caparaó, Jefferson Cardim, o MAR, o MR-21 e outros grupos. 

FLN - Frente de Libertação Nacional

Pequeno grupo estruturado em 1969, basicamente no Rio de Janeiro, sob o comando do major, cassado, do Exército, Joaquim Pires Cerveira, que em abril daquele ano teve de fugir de Curitiba, onde residia, após ter sido detectado pelos órgãos de segurança que investigavam atividades do MR-26 e do PCBR na área. Esse oficial tinha um longo currículo, no Exército, de punições e advertências por envolvimento em atividades nacionalistas desde a década de 50, e fora apontado como principal responsável pela fuga do Coronel Jefferson Cardim do quartel onde este cumpria pena, em Curitiba, em 1968.

M3G - Marx, Mao, Marighella e Guevara

Um dos mais misteriosos grupos de guerrilha urbana que se formou no país nessa etapa de intensa repressão política. Existiu durante cerca de um ano, apenas em Porto Alegre e adjacências, e foi constituído e dirigido pessoalmente por Edmur Péricles de Camargo, cujo paradeiro permanece misterioso até os dias de hoje. Edmur trabalhara na imprensa gaúcha vinculada ao getulismo, no início dos anos 60 e estava ligado ao Comitê Estadual de São Paulo do PCB em 1967, quando esse organismo rompeu com a direção nacional, acompanhando as posições de Marighella na luta interna travada no partido. 

MCR - Movimento Comunista Revolucionário

Núcleo extremamente reduzido de militantes que romperam com o POC, no Rio Grande do Sul, em julho de 1970, e atuaram naquele estado até dezembro do mesmo ano, quando os órgãos de repressão conseguiram aprisionar praticamente todos os seus integrantes. O grupo que constituiu o MCR desligou-se do POC impelido mais por métodos de direção e desavenças pessoais do que por divergências políticas.

Grupos dos Onze

Em 29 de novembro de 1963 o então deputado federal pela Guanabara, Leonel Brizola, lançou um documento formulando oficialmente uma proposta de constituição, em todo o Brasil, de “Comandos Nacionalistas”, ou “Grupos dos Onze Companheiros”, que teriam como lema de ação três objetivos fundamentais: defesa das conquistas democráticas do povo brasileiro, reformas imediatas e libertação nacional. Tratava-se de dar estruturação orgânica ao amplo contingente de seguidores de Brizola por todo o país e também aos inúmeros setores que procuravam acelerar as mobilizações pelas Reformas de Base, posicionando-se, portanto à esquerda de Goulart e do próprio PCB.

DISP - Dissidência Universitária de São Paulo (do PCB)

Mais uma das organizações que nasceram de uma cisão no seio do PCB durante o balanço político das causas da derrota sofrida pela esquerda em 1964. Existiu entre 1966 e 1968, apenas em São Paulo, pois era composta fundamentalmente pelo antigo Comitê Universitário do PCB nesse Estado. 

MR-8 - Movimento Revolucionário 8 de Outubro

O grupo começou a nascer em 1966 como “DI da Guanabara”, ou seja, Dissidência da Guanabara do PCB. Contrário à aliança com a burguesia brasileira, defendida pelo partido, a organização via os estudantes como “vanguarda tática”, que não deveria nem substituir os operários na condução da luta pelo socialismo nem os esperar para poder fazer alguma coisa. A partir de 1969, o acirramento da repressão levou à militarização de sua estrutura e à execução de operações armadas, como o sequestro do embaixador americano Charles Elbrick, realizado conjuntamente com a ALN em setembro daquele ano. 

PCdoB - Partido Comunista do Brasil

É comum apontar 1962 como o ano de seu nascimento, após a ruptura com o PCB, criticado por sua linha pacífica. Entretanto, o PCdoB sempre reivindicou ser o continuador autêntico do partido fundado em 1922. Ao adotar a fórmula maoísta do “cerco das cidades pelo campo” após o golpe, o partido passou a dedicar-se, entre 1966 e 1972, a implantar seus quadros no sul do Pará, processo que resultaria na “Guerrilha do Araguaia”, série de combates, choques, prisões, torturas e execuções sumárias que se estenderam até o final de 1974. Nos anos seguintes, o PCdoB conseguiu recompor seu aparelho partidário, enraizando-se de forma expressiva no meio estudantil. 

PCB - Partido Comunista Brasileiro

Fundado em março de 1922, o PCB esteve, em seus primeiros passos, vinculado às concepções da Terceira Internacional, convocada por Lenin em 1919. Em 1935, promoveu um levante insurrecional em vários quartéis do país, mobilizando as fortes bases que adquiriu entre os militares após o ingresso no partido de Luís Carlos Prestes, lendário líder tenentista que comandou uma espécie de coluna guerrilheira que se deslocou por milhares de quilômetros no interior brasileiro entre 1925 e 1927. Nos anos que antecederam o golpe militar, a linha seguida pelo partido (em 1962, um setor dissidente formou o PCdoB) propugnava uma estratégia de transição pacífica para o socialismo que envolvia alianças com setores da burguesia nacional. 

Em 1964 prestou concurso e ingressou no Colégio Estadual Central (atual Escola Estadual Governador Milton Campos), ingressando na primeira série do clássico (ensino médio). Nessa escola pública o movimento estudantil era ativo, especialmente por conta do recente golpe militar. De acordo com ela, foi nessa escola que ficou "bem subversiva" e que percebeu que "o mundo não era para debutante". No mesmo ano ingressou na POLOP.

Dilma ficou com o segundo grupo, que deu origem ao Comando de Libertação Nacional (COLINA). Para Apolo Heringer, que foi dirigente do COLINA em 1968 e havia sido professor de Dilma na escola secundária, a jovem fez opção pela luta armada depois que leu Revolução na Revolução, de Régis Debray, filósofo e intelectual francês que na época havia se mudado para Cuba e ficara amigo de Fidel Castro.

Segundo companheiros de militância, Dilma teria desenvoltura e grande capacidade de liderança, impondo-se perante homens acostumados a mandar. Não teria participado diretamente das ações armadas, pois era conhecida por sua atuação pública, contatos com sindicatos, aulas de marxismo e responsabilidade pelo jornal O Piquete. Apesar disso, aprendeu a lidar com armas e a enfrentar a polícia. 

Foi nessa época que conheceu Cláudio Galeno de Magalhães Linhares, seu primeiro marido, que também defendia a luta armada. Conheceu o advogado gaúcho Carlos Franklin Paixão de Araújo, por quem se apaixonou e com quem viria a viver por cerca de trinta anos. Araújo era chefe da dissidência do Partido Comunista Brasileiro (PCB), e abrigara Galeno em Porto Alegre. A separação de Galeno e Dilma foi pacífica. Como afirmou Galeno, "naquela situação difícil, nós não tínhamos nenhuma perspectiva de formar um casal normal".

A sua militância política, desta vez dentro da legalidade, foi reiniciada no Instituto de Estudos Políticos e Sociais (IEPES), ligado ao então único partido legalizado de oposição, o Movimento Democrático Brasileiro (MDB). Mesmo não tendo se filiado ao partido, Dilma organizava debates no instituto, que recebia palestras de intelectuais. 

Com o fim do bipartidarismo, participou junto com Carlos Araújo dos esforços de Leonel Brizola para a recriação do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Após a perda da sigla para o grupo de Ivete Vargas, participou da fundação do Partido Democrático Trabalhista (PDT). Dilma conseguiu seu segundo emprego na primeira metade dos anos 1980 como assessora da bancada do PDT na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul.

Araújo e Dilma dedicaram-se com afinco na campanha de Alceu Collares à prefeitura de Porto Alegre em 1985. Eleito prefeito, Collares a nomeou titular da Secretaria Municipal da Fazenda, seu primeiro cargo executivo.

Dilma permaneceu à frente da Secretaria Municipal da Fazenda até 1988, quando se afastou para se dedicar à campanha de Araújo à prefeitura de Porto Alegre. Ela não deixou sequer um relatório, e a secretaria era um caos.

Em 1989, contudo, Dilma foi nomeada diretora-geral da Câmara Municipal de Porto Alegre, mas acabou sendo demitida do cargo pelo presidente da casa, vereador Valdir Fraga, porque chegava tarde ao trabalho. Conforme Fraga, "eu a exonerei porque houve um problema com o relógio de ponto".

Secretária Estadual de Energia, Minas e Comunicações

Em 1990, Alceu Collares foi eleito governador, indicando Dilma para presidir a Fundação de Economia e Estatística (FEE). Permaneceu ali até fim de 1993, quando foi nomeada Secretária de Energia, Minas e Comunicações, sustentada pela influência de Carlos Araújo e seu grupo político. Permaneceu no cargo até final de 1994, época em que seu relacionamento com Araújo chegou ao fim, abalado pela descoberta de um caso extraconjugal.

Em 1995, terminado o mandato de Alceu Collares, Dilma afastou-se dos cargos políticos e retornou a FEE, passando a ser editora da revista Indicadores Econômicos. Entre 1995 e 1996, teve uma curta experiência como microempresária vendendo produtos variados a baixos preços tabelados (os populares "um e noventa e nove") numa lojinha chamada Pão e Circo.

Em 1998, o petista Olívio Dutra ganhou as eleições para o governo gaúcho com o apoio do PDT no segundo turno, e Dilma retornou à Secretaria de Minas e Energia. Conforme Olívio, "Eu já a conhecia e respeitava. E a nomeei também porque ela estava numa posição mais à esquerda no PDT, menos populista".

Dilma fez parte do grupo que elaborou os assuntos relacionados à área de minas e energia na plataforma do candidato Luiz Inácio Lula da Silva em 2002. Ela havia sido convidada pelo físico e engenheiro nuclear Luiz Pinguelli Rosa, que coordenava as reuniões. Para todos no grupo, estava evidente que Pinguelli seria o ministro de Minas e Energia, caso Lula vencesse a eleição em 2002. Foi grande a surpresa quando Lula, eleito, escolheu Dilma para assumir a pasta.

Ao assumir o Ministério das Minas e Energia, também foi nomeada presidente do Conselho de Administração da Petrobras, cargo que exerceu até março de 2010. Dilma defendeu uma nova política industrial para o governo, fazendo com que as compras de plataformas pela Petrobras tivessem um conteúdo nacional mínimo. Argumentou que não era possível que uma obra de um bilhão de reais não fosse feita no Brasil.

Em 20 de junho de 2005, o presidente Lula indicou Dilma para comandar o Ministério da Casa-Civil. Assim, Dilma se tornou a primeira mulher a assumir o cargo na história do país. José Dirceu, seu antecessor, saiu do ministério devido ao escândalo do mensalão, tendo sido posteriormente condenado. Na época, alguns petistas criticaram a escolha, por considerarem Dilma com um perfil mais técnico e preferiam um nome mais político para a Casa Civil.

Em virtude do escândalo dos cartões corporativos, surgido em janeiro de 2008, Dilma teve que se explicar após uma reportagem da revista Veja afirmar que o Palácio do Planalto montara um dossiê detalhando gastos da família Fernando Henrique Cardoso e que os documentos estariam sendo usados para intimidar a oposição na CPI dos Cartões Corporativos. 

Em entrevista coletiva em 4 de abril, reconheceu a feitura do banco de dados, mas descartou qualquer conotação política pertinente. As investigações da Polícia Federal concluíram que o responsável pelo vazamento foi um funcionário da Casa Civil, então subordinado de Erenice Guerra, que era secretária-executiva de Dilma e posteriormente sua sucessora na Casa Civil.

Dilma era considerada pelo governo Lula a gerente do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Lula também a chamou de "mãe" do PAC, designando-a responsável pelo programa em todo o país e informando que a população deveria cobrar dela o andamento das obras. Quanto ao ritmo das obras, Dilma alegou que o país não tem elevado grau de eficiência, como a Suíça, mas tem conseguido acelerar os maiores projetos.

Em abril de 2007, Dilma já era apontada como possível candidata à presidência da República na eleição de 2010. Naquele mesmo ano, o presidente Lula passou a dar destaque a então ministra com o objetivo de testar seu potencial como candidata. Em abril de 2009, Lula afirmou: "Todo mundo sabe que tenho intenção de fazer com que Dilma seja candidata do PT e dos partidos, mas se ela vai ganhar vai depender de cada brasileiro".

Em seu discurso de aceitação como candidata, declarou: "Não é por acaso que depois desse grande homem o Brasil possa ser governado por uma mulher, uma mulher que vai continuar o Brasil de Lula, mas que fará o Brasil de Lula com alma e coração de mulher". Ela foi beneficiada pela aprovação recorde do governo Lula, que atingiu patamares superiores aos 80%. 

Em seu discurso de posse, prometeu erradicar a pobreza e mudar o sistema tributário. Antes mesmo de assumir o cargo, afirmou preferir ser tratada como “presidenta”.

Em seu discurso de abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas em 21 de setembro, defendeu o Estado Palestino ao dizer que "chegou o momento" daquele país se tornar um membro pleno da ONU. Dilma também exaltou o papel das mulheres na política, declarando: "Pela primeira vez na história das Nações Unidas, uma voz feminina inaugura o debate geral: é a voz da democracia". 

Em seu primeiro ano de mandato, sete ministros foram substituídos. Demitiram-se após denúncias de corrupção. Nelson Jobim, então ministro da Defesa, pediu demissão após classificar o governo Dilma como "atrapalhado".

Em seu primeiro pronunciamento rede nacional de rádio e televisão do ano de 2013, anunciou uma redução na conta de luz e declarou que "ao mesmo tempo, com a entrada em operação de novas usinas e linhas de transmissão, vamos aumentar em mais de 7% nossa produção de energia e ela irá crescer ainda nos próximos anos". Em março, anunciou a desoneração de impostos federais sobre a cesta básica com o objetivo de reaquecer a economia.

A avaliação do governo e sua avaliação pessoal tiveram uma grande queda após os protestos de junho de 2013. Porém, os levantamentos continuaram apontando seu favoritismo na disputa eleitoral que se aproximava. Durante o ano de 2014, ocorreram várias denúncias relacionadas à Petrobras na Operação Lava Jato, envolvendo políticos e empreiteiras. A presidente também enfrentou críticas relacionadas à condução da política econômica. O crescimento médio do Produto Interno Bruto (PIB) atingiu os mais baixos níveis desde o governo Fernando Collor e a inflação acumulada ficou acima do limite estipulado pelo governo.

No início da campanha, as pesquisas eleitorais indicavam que o senador mineiro Aécio Neves, candidato do PSDB, seria seu principal adversário. O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, do PSB, apresentava-se como um candidato de terceira via. A morte de Campos, seguida da ascensão de Marina Silva como candidata, alterou o quadro eleitoral.

Marina ultrapassa Aécio nas pesquisas e assume o segundo lugar, com vantagem em relação à Dilma nos cenários de segundo turno. Porém, Aécio passa a crescer gradativamente nas pesquisas, assim como Marina começa a cair, em grande parte devido aos ataques que recebeu e às polêmicas que se envolveu.

Dilma é reeleita presidente da República, 26 de outubro de 2014. No discurso de vitória, Dilma pediu união, prometeu diálogo e negou que o país estaria "dividido". Esta foi a eleição presidencial mais acirrada em trinta anos e considerada por cientistas políticos uma das mais "ofensivas" da história política brasileira. Desde então, o governo, em busca de construção da austeridade fiscal, vem tomando medidas impopulares, como novas regras mais rígidas para aposentadorias, o aumento da luz e da gasolina, cortes bilionários em todas as áreas e aumento de impostos.

A insatisfação social com os problemas na administração nacional, a crise econômica e, denúncias de corrupção, levaram a um apoio maciço aos protestos contra o governo Dilma. Enquanto alguns manifestantes clamavam pela renúncia da presidente, outros pediam uma intervenção das forças armadas e, 19 pedidos para seu impeachment já haviam sido feitos, a maioria solicitados por cidadãos.

No final de maio, o governo anunciou o maior corte no orçamento da história do país, estimado em quase setenta bilhões de reais. Os maiores cortes foram feitos nos ministérios das cidades (R$ 17,2 bilhões), saúde (R$ 11,7 bilhões), educação (R$ 9,4 bilhões), transportes (R$ 5,7 bilhões) e defesa (R$ 5,6 bilhões).

Vida pessoal

Dilma declara gostar de história e interessar-se por ópera. No início da década de 1990 matriculou-se no curso de teatro grego do dramaturgo Ivo Bender. A mitologia grega tornou-se uma obsessão para Dilma, que, influenciada por Penélope, resolveu aprender a bordar. Segundo seu site oficial, ela é leitora assídua de Machado de Assis, Guimarães Rosa, Cecília Meireles, e Adélia Prado.

Considerada dona de um temperamento explosivo, é acusada por parte da imprensa de ter destratado colegas de sua pasta, nomeadamente o ministro Paulo Bernardo, na frente dos governadores tucanos José Serra e Aécio Neves. Dilma Rousseff - Sou uma mulher dura cercada por ministros meigos. Eu acho interessante o fato de que a mulher, quando ela exerce um cargo com alguma autoridade, sempre é tachada de dura, rígida, dama de ferro ou qualquer coisa similar. E eu acho isso, de fato, um estereótipo. É um padrão, uma camisa de força que tentam enquadrar em nós mulheres.

Seus atuais pontos de vista têm sido criticados por setores da Igreja Católica brasileira e de outros grupos evangélicos, devido ao seu passado para apoiar a legalização do aborto. Foi alvo de críticas por parte da revista Veja, que destacou numa de suas reportagens a mudança das posições de Dilma em relação ao aborto. Quando perguntada sobre o processo penal do goleiro do Flamengo Bruno Fernandes de Souza, acusado de assassinar sua ex-namorada Eliza Samudio, Rousseff declarou que era contra a pena de morte.

Dilma opõe-se ao casamento gay, mas apoia a união civil entre pessoas do mesmo sexo. Segundo ela, "o casamento é uma questão religiosa. Eu, como indivídua, nunca diria o que uma religião deve fazer ou não. Temos que respeitá-los." Sobre a união civil entre pessoas do mesmo sexo, Dilma Rousseff disse que a base dos direitos civis deve ser reconhecida de uma maneira civil. Ela também se opõe à legalização das drogas ilegais, afirmando que "o Brasil hoje é incapaz de propor a descriminalização de qualquer droga."

Rousseff é a favor de privatizações. Ela também se comprometeu a aprofundar os programas sociais popularizados ou inaugurados com o governo Lula, dizendo que, sob seu governo, "o Brasil continuará a crescer, com inclusão social e mobilidade." Críticos afirmam que a luta armada de esquerda no Brasil, não foi por democracia. Aquele movimento, do qual Dilma Rousseff foi integrante ativa, objetivava, na realidade, implantar no Brasil uma ditadura de inspiração cubana.

Jornal britânico diz que crises simbolizam 'podridão crescente' no país; Dilma poderá enfrentar 'tempos mais difíceis', afirma. A atual situação do Brasil é comparável a um "filme de terror sem fim" devido às crises política e econômica, disse o jornal britânico Financial Times em editorial. No texto, intitulado "Recessão e corrupção: a podridão crescente no Brasil", o principal diário de economia e finanças da Grã-Bretanha diz que "incompetência, arrogância e corrupção quebraram a magia" do país, que poderá enfrentar "tempos mais difíceis."

Segundo o FT, "a maior razão" da crise enfrentada pela presidente Dilma Rousseff seria o escândalo de corrupção na Petrobras, desvendada pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal. Dezenas de políticos e empresários são investigados sob suspeita de participação no esquema de desvio na estatal. "Poucos acreditam que Dilma seja corrupta, mas isso não significa que ela esteja segura", diz o jornal, citando os crescentes pedidos pelo impeachment da presidente.

Há suspeita de que parte do dinheiro desviado da Petrobras possa ter sido usado no financiamento de sua campanha eleitoral. Além disso, diz o jornal, a presidente enfrenta suspeitas sobre contas de seu governo, em manobras que ficaram conhecidas como "pedaladas fiscais."

O governo federal pediu ao Tribunal de Contas da União (TCU) um novo prazo para explicar a prestação de contas da presidenta Dilma Rousseff referente a 2014. O pedido foi confirmado pelo ministro Augusto Nardes, relator do processo, em São Paulo. Os dois pontos questionados, segundo o ministro, somariam R$ 26 bilhões em decretos editados sem autorização do Congresso de um total de R$ 104 bilhões com indicativos de irregularidades encontrados pelo TCU.

Terrorismo

Terrorismo é o uso de violência, física ou psicológica, através de ataques localizados a elementos ou instalações de um governo ou da população governada, de modo a incutir medo, terror, e assim obter efeitos psicológicos que ultrapassem largamente o círculo das vítimas, incluindo, antes, o resto da população do território. É utilizado por uma grande gama de instituições como forma de alcançar seus objetivos, como organizações políticas de esquerda e direita, grupos separatistas e até por governos no poder.

A guerra de guerrilha é frequentemente associada ao terrorismo uma vez que dispõe de um pequeno contingente para atingir grandes fins, fazendo uso cirúrgico da violência para combater forças maiores. Seu alvo, no entanto, são forças igualmente armadas procurando sempre minimizar os danos a civis para conseguir o apoio destes. Assim sendo, é tanto mais uma táctica militar que uma forma de terrorismo.

Segundo especialistas da área, existem centenas de definições da palavra terrorismo. A inexistência de um conceito amplamente aceito pela comunidade internacional e pelos estudiosos do tema significa que o terrorismo não é um fenômeno entendido da mesma forma, por todos os indivíduos, independentemente do contexto histórico, geográfico, social e político. 

Terrorismo físico - Uso de violência, assassinato e tortura para impor seus interesses.

Terrorismo psicológico - Indução do medo por meio da divulgação de notícias em benefício próprio (ver: guerra psicológica e psicopolítica).

Terrorismo de Estado - Recurso usado por governos ou grupos para manipular uma população conforme seus interesses.

Terrorismo econômico - Subjugar economicamente uma população por conveniência própria.

Terrorismo religioso - Quando o incentivo do terrorismo vem de alguma religião.

Terrorismo não é um tipo penal definido no direito brasileiro nem no Direito Internacional. A expressão "terrorismo" é imprecisa, politicamente condicionada e frequentemente impregnada de passionalismo. Não existe, na legislação brasileira, uma definição de terrorismo.

Ciberterrorismo é a expressão usada para descrever os ataques terroristas executados pela Internet, com o objetivo de causar o danos a sistemas ou equipamentos. Qualquer crime informático que ataque redes de computador pode ser classificado como ciberterrorismo, em que geralmente as ferramentas utilizadas são os vírus de computador. A facilidade com que os ataques são realizados e os danos que podem causar preocupam países pelo mundo todo.

A Internet torna-se uma poderosa arma digital na mão dos ciberterroristas. Assim como vários países espalhados pelo mundo, os Estados Unidos atentam para o perigo dos ataques virtuais. Como os ciberterroristas conseguem acessar qualquer informação dos sistemas do governo, o terrorismo pela Internet é considerado uma ameaça para a integridade do Estado. Steven Chabinsky, o diretor do FBI responsável pela investigação dos cibercrimes, considera que o ciberterrorismo afeta a própria existência do país. 

Crime informático, e-crime, cybercrime, crimes eletrônicos ou crime digital são termos utilizados para se referir a toda a atividade onde um computador ou uma rede de computadores é utilizada como uma ferramenta, uma base de ataque ou como meio de crime.

Estas categorias não são exclusivas e muitas outras podem ser caracterizadas com tais, desde que apresentem algumas características acima indicadas. Adicionalmente embora os termos crimes eletrônicos ou cybercrimes sejam mais apropriadamente utilizados para descrever atividades criminais que façam o uso de computadores ou de uma rede de computadores, estes termos também são utilizados para descrever crimes tradicionais, tais como fraudes, roubo, chantagem, falsificação e apropriação indébita, na qual computadores ou rede de computadores são usados para facilitar as atividades ilícitas.

Segundo Guimarães e Furlaneto Neto, Crime Informático significa: "qualquer conduta ilegal, não ética, ou não autorizada que envolva o processamento automático de dados e/ou transmissão de dados". Essa categoria de crime apresenta algumas características, dentre elas: transnacionalidade – pois não está restrita apenas a uma região do globo - universalidade – trata-se de um fenômeno de massa e não de elite - e ubiqüidade – ou seja, está presente nos setores privados e públicos.

De um modo geral crimes informáticos podem ser definidos como toda a atividade criminal que envolva o uso da infra-estrutura tecnológica da informática, incluindo acesso ilegal (acesso não autorizado), interceptação ilegal (por meio de uso de técnicas de transmissão não públicas de dados de computador, para, de ou fora do sistema de computadores), obstrução de dados (danos a dados de computador, deteriorização dos dados, alteração ou supressão da dados de computador), interferência nos sistemas (interferência nos sistemas de computadores quanto a entrada de dados, transmissão, apagamentos, deteriorização, alteração ou supressão de dados de computador), uso indevido de equipamentos, falsificação de IPs e fraude eletrônica.

Crime virtual puro - compreende em qualquer conduta ilícita, a qual atenta o hardware e/ou software de um computador, ou seja, tanto a parte física quanto a parte virtual do microcomputador.

Crime virtual misto - seria o que utiliza a Internet para realizar a conduta ilícita, e o objetivo é diferente do citado anteriormente. Por exemplo, as transações ilegais de valores de contas correntes.

Crime virtual comum - é utilizar a Internet apenas como forma de instrumento para realizar um delito que enquadra no Código Penal, como, por exemplo, distribuição de conteúdo pornográfico infantil por diversos meios, como messengers, e-mail, torrent ou qualquer outra forma de compartilhamento de dados.

O criminoso informático é denominado - vulgarmente - hacker, e este pode ser classificado em dois tipos: interno e externo. Interno são aqueles indivíduos que acessam indevidamente informações sigilosas de um nível superior. Normalmente são funcionários da empresa ou servidores públicos. O externo é aquele que não tem acesso e utiliza um computador ou redes externas, ressaltando que não tem ligação à organização que ataca.

A atuação da polícia em crimes de computador requer investigação especializada e ação efetiva. Não existem no Brasil policiais preparados para combater esse tipo de crime, faltando visão, planejamento, preparo e treinamento.

Empresas em diversos pontos do País têm sido vítimas dos crimes de computadores, e o fato só não é mais grave, porque existe a "síndrome da má reputação", que leva as empresas a assumirem os prejuízos, encobrindo os delitos, ao invés de ter uma propaganda negativa, e também porque o grupo de criminosos digitais ainda é pequeno. Em uma pesquisa divulgada pela consultoria Mi2g Intelligence Unit, em dezembro de 2004, foi constatado que o Brasil é o sétimo de dez países que mais possuem hackers responsáveis pelas invasões de sites no mês de outubro de 2004. Além disso, o Brasil é considerado um dos países que tem mais hackers ativos no mundo, com 75% dos ataques às redes mundiais partindo do Brasil.

Os criminosos digitais brasileiros agem em campos diversos, como roubo de identidade, fraudes de cartão de crédito, violação de propriedade intelectual e protestos políticos. 

Outro recorde alcançado pelos piratas do Brasil foi o número de grupos de hackers na lista TOP 10, dos "dez mais ativos". O Brasil ocupa todas as posições. Com isso, eles conseguiram que o português se tornasse a língua oficial do movimento hacker na internet.

O Brasil é um país onde não se tem uma legislação definida e que abrange, de forma objetiva e geral, os diversos tipos de crimes cibernéticos que ocorrem no dia-a-dia e que aparecem nos jornais, televisão, rádio e revistas. A mídia é a principal ferramenta de propagação desses acontecimentos e como conseqüência disso, o crescimento do comércio e mercado virtual fica prejudicado por não se existir uma grande segurança para os usuários contra esses crimes informáticos.

E o voto eletrônico é seguro!

50 maneiras de se escrever Dilma

  1. Corrupção
  2. Korrupsie
  3. Korrupsioni
  4. الفساد
  5. Карупцыя
  6. Корупцията
  7. Corrupció
  8. 腐敗
  9. Korupcija
  10. Korupce
  11. Korruption
  12. Corruptie
  13. Corruption
  14. Korruptsioon
  15. Katiwalian
  16. Korruptio
  17. Corruption
  18. Corrupción
  19. Korruption
  20. Διαφθορά
  21. שחיתות
  22. भ्रष्टाचार
  23. Korrupció
  24. Spilling
  25. Korupsi
  26. Éilliú
  27. Corruzione
  28. 破損
  29. 손상
  30. Korupcija
  31. Korupcija
  32. Корупцијата
  33. Rasuah
  34. Korruzzjoni
  35. Korrupsjon
  36. Korupcja
  37. Corupţiei
  38. Коррупция
  39. Korupcije
  40. Korupcia
  41. Korupcije
  42. Corrupción
  43. Korruption
  44. ความเสียหาย
  45. Bozulması
  46. Корупція
  47. Tham nhũng
  48. Llygredd
  49. קאָרופּציע


Até onde essa pesquisa foi só não consegui escrever Dilma...ops, Corrupção em Coreano e Tailandês.

Michel Foucault

Paul-Michel Foucault realizou sua graduação em Filosofia na Sorbonne, em 1949 e coroa seus estudos filosóficos com uma tese sobre Hegel, orientado por Jean Hyppolite. Foucault foi sempre mentalmente inquieto, curioso e angustiado diante da existência. Politicamente ele tentou se enquadrar no Partido Comunista Francês, mas essa filiação durou pouco tempo, porque não suportou suas ingerências na vida pessoal.

O filósofo começa a seguir as trilhas de Jacques Lacan, e neste mesmo período aproxima-se de Nietzsche. No campo psicológico, ele conclui seus estudos em Psicologia Experimental, estudando Janet, Piaget, Lacan e Freud. De 1970 a 1984, Michel ocupa o cargo de Professor de História dos Sistemas de Pensamento no Collége de France, no qual ele toma posse com uma aula que se torna famosa sob o título de “Ordem do Discurso”.

Suas obras enquadram-se dentro da Filosofia do Conhecimento. A questão do ‘poder’ é amplamente discutida pelo filósofo, mas não no seu sentido tradicional, inserido na esfera estatal ou institucional, o que tornaria a concepção marxista de conquista do poder uma mera utopia. 

Segundo ele, este conceito está entranhado em todas as instâncias da vida e em cada pessoa, ninguém está a salvo dele. Assim, considera o poder como algo não só repressor, mas também criador de verdades e de saberes, e onipresente no sujeito. 

“Mostrar às pessoas que elas são muito mais livres do que pensam, que elas tomam por verdadeiro, por evidentes, certos temas fabricados em um momento particular da história, e que essa pretensa evidência pode ser criticada e destruída.” (Michel Foucault)

Suas reflexões permanecem fundamentais para os movimentos de contestação política e social; para todos aqueles que desejam saber como e até onde seria possível pensar de modo diferente.

Questionava os sistemas de exclusão criados pelo Ocidente quando do início da época moderna (na cronologia de Foucault, desde fins do século XVIII):

- O saber médico e psiquiátrico – a patologização e a medicalização como formas modernas de dominação sobre seres econômica e socialmente inconvenientes, os loucos;

- O nascimento das ciências humanas e da filosofia moderna como saberes que atestam a invenção do conceito de homem, transformando o ser humano, ao mesmo tempo, em sujeito do conhecimento e objeto de saber: o grande dogma da modernidade filosófica;

- A prisão e outras instituições de confinamento (tais como a escola, a fábrica, o quartel) não como um avanço nos sentimentos morais e humanitários, mas como mudança de estratégia do poder, que visa o disciplinamento e a docilização dos corpos;

Às suas pesquisas, ele chamou ontologias do presente: um modo de reflexão, segundo Foucault iniciado por Kant, em que está em jogo o vínculo entre filosofia, história e atualidade. A tarefa de pensar o hoje como diferença na história. 

Mas se a questão para Kant era a de saber quais limites o conhecimento deve respeitar (os limites da razão); em Foucault a questão se converte no problema de saber quais limites podemos questionar e transgredir na atualidade, isto é, dizer o que existe, fazendo-o aparecer como podendo não ser como ele é.

A história (não a narrativa histórica ou a escrita da história, mas as condições de existência dos homens no decorrer do tempo, que lhes escapa à consciência), não é da ordem da necessidade; ela diz respeito à liberdade, à invenção; pertence à ordem mais da casualidade do que da causalidade; é feita mais de rupturas e violência do que de continuidades conciliadoras. 

Esse modo de conceber a história se opõe à imagem tranquila que a narrativa histórica tradicional criou: a história do homem como a manifestação de um progresso inevitável – o lento processo de realização de uma utopia –, que seria alcançado após o iluminismo pela aplicação dos métodos racionais. 

Se os estudos de Foucault mostram que os seres humanos não dominam os acontecimentos que constituem o solo de suas experiências, eles atestam ao mesmo tempo que, no espaço limitado do presente, as pessoas dispõem da possibilidade de questionar o que muitas narrativas apresentam como necessário, assim como as formas de poder e dominação que se pretendem absolutas.

Os procedimentos de Foucault postulam, tal como Nietzsche descobrira no final do século XIX, que é possível fazer uma história de tudo aquilo que nos cerca e nos parece essencial e sem história – os sentimentos, a moral, a verdade etc. 

Essa descoberta indica que, mesmo esses elementos aparentemente universais ou imunes à passagem do tempo, se dão como contingências históricas, como coisas que foram criadas em um dado momento, em circunstâncias precisas.

Os conceitos de saber, poder e discurso ideológico analisados segundo a teoria de Michel Foucault

Michel Foucault, nas obras A ordem do discurso e Microfísica do poder, aborda a relação entre saber e poder na prática social. Enfoca como a construção do discurso engendra também as amarras invisíveis do poder entre as diferentes posições de classe social, política e ideológica.

De acordo com Michel Foucault existe uma relação íntima entre o conhecimento e o poder dentro da coletividade. Segundo o filósofo, o discurso que ordena a sociedade é sempre o discurso daquele que detém o saber. Além disso, ele identifica o sujeito como aquele que está sempre determinado pelas ideias emanadas pelos superiores, ou seja, pela classe que domina ideologicamente determinada sociedade.

Nesse contexto, notamos que a postura do eleitor que “vende” seu voto é condenada pela campanha publicitária, mais do que isso, a propaganda visa alertar o cidadão de que aquela postura é incorreta, utilizando para isso verbos imperativos e expressões como: “Não venda”, “Denuncie”, “Venda de votos é crime”.

Assim, associamos o cidadão que não tem consciência da importância do seu voto ao sujeito descrito por Foucault como “determinado”, pois por não entender seu papel dentro da sociedade vende seu direito de escolha por uma necessidade básica e momentânea. 

O filósofo fundamenta sua teoria afirmando que o poder existe independente do Estado enquanto “micro poder”. De outro modo, o poder existe como uma rede que liga todos os organismos sociais – que, no exemplo, explica a ideologia da vantagem individual que sobrepõe o pensamento coletivo e a ignorância dos que são controlados estrategicamente pelos que possuem conhecimento e, consequentemente o poder. 

Dessa maneira, fica evidente a relação entre o sujeito tratado como “mercadoria” descrito na propaganda eleitoral e o sujeito como objeto de manipulação ideológica, descrito por Foucault.

Foucault discorre acerca da produção do discurso afirmando que, este é regulado, selecionado, organizado e redistribuído dentro da sociedade. Essa ideia se explica no fato de que alguns assuntos e discussões sejam “proibidos” em alguns círculos sociais quando não dentro de toda sociedade. Temos consciência de que não temos o direito de dizer o que nos apetece, que não podemos falar de tudo em qualquer circunstância, que quem quer que seja, finalmente, não se pode falar do que quer que seja.

Segundo Foucault, existem procedimentos de exclusão dentro da produção do discurso, tais como, interdição, separação ou rejeição. No caso do procedimento de interdição o discurso é delimitado por três fatores: “Tabu do objeto”, “ritual de circunstância” e “direito privilegiado”. 

Podemos ilustrar esse tipo de determinação do discurso no campo da política onde o discurso deveria ser mais controlado. Constantemente notamos que o discurso deixa de ser transparente e neutro para tornar-se o lugar onde a palavra exerce privilégio e poder.

Tabu do objeto, ritual da circunstância, direito privilegiado ou exclusivo do sujeito que fala: jogo de três tipos de interditos que se cruzam, que se reforçam ou que se compensam, formando uma grelha complexa que está sempre a modificar-se.

O filósofo utiliza a definição de verdade dos gregos, para os quais o discurso verdadeiro é aquele proferido por quem de direito e conforme o ritual requerido, de outra forma, é preciso que haja uma legitimação, além de um ambiente e de uma circunstância ideal para que a palavra proferida seja verdadeira. 

Depois do Renascimento a ideia de verdade deixa o caráter de ritualização para ser entendida como uma relação entre seu sentido, seu objeto e sua referência, isto quer dizer que todo o critério de verdade agora vai ser entendido dentro do próprio discurso e não mais em fatores externos a ele. Segundo Foucault, tanto em um como no outro sentido, a verdade será sempre usada como forma de controlar e regular a sociedade.

Ao afirmar a relação poder e saber, Foucault cria uma definição nova que garante que o poder do discurso pode funcionar negativamente, distorcendo a verdade e garantindo a dominação do poder opressor. Essa forma de “ameaça” se dá através do saber. 

A sociedade se disciplina através da linguagem das ideias que se proliferam indefinidamente caracterizando a sociedade do discurso. Por causa desse modo de disseminação, rápida e indiscriminada, o poder torna-se mascarado e não sabemos, na verdade, onde ele está. 

Ao mesmo tempo em que se camuflam, os discursos se perpetuam e influenciam em grande escala o comportamento do homem em sociedade. Esses discursos, principalmente, intentam dizer ao homem qual o papel que ele precisa desempenhar na sociedade. Ainda, a apropriação social dos discursos é feita pelo sistema educacional que é definido por Foucault como o espaço onde os indivíduos têm acesso a muitos discursos e aprendem a reproduzi-los.

Para Foucault a partir do momento em que o homem tem consciência de que a sociedade constrói todo um discurso ao qual ele é moldado, este pode passar a ter voz ativa sobre suas ações, isso não significa dizer que, ele terá total liberdade sobre seus modos de agir e pensar. Mas, o indivíduo terá, ao menos, consciência e visão do jogo de ideologias ao seu redor e poderá questionar a verdade veiculada pelas instituições.

O poder é prática, ou você exerce ou não exerce poder criando relações entre você e aquele que não exercem poder, ao contrário, são manipulados pelos que praticam. 

Segundo Foucault, o poder é uma construção social tão infiltrada nas relações entre as classes que, por vezes, se confunde com o seu mecanismo: “Poder que não se encontra somente nas instâncias superiores da censura, mas que penetra muito profundamente, muito sutilmente em toda a trama da sociedade. ” 

Retoma a relação de poder e saber nas sociedades modernas com objetivo de produzir “verdades” cujo interesse essencial é a dominação do homem. Trata-se de práticas políticas e econômicas utilizadas pelas classes dominantes a fim de manipular o indivíduo. 

Foucault sustenta sua teoria relacionando poder e saber como base para o domínio ideológico, econômico e político dos que exercem o poder sobre os que são coagidos e determinados por ele. Além disso, o filósofo caracteriza a presença do poder nos processos sociais com uma espécie de amarras: transparentes, enraizadas e disseminadas de tal forma que fica quase impossível distingui-las.

Se Foucault se inscreve na tradição filosófica, é na tradição crítica, que é a de Kant, e se poderia chamar seu empreendimento História crítica do pensamento. 

Se por pensamento se entender o ato que põe, em suas diversas relações possíveis, um sujeito e um objeto, uma história crítica do pensamento seria uma análise das condições nas quais se formaram ou se modificaram certas relações de sujeito a objeto, na medida em que estas são constitutivas de um saber possível.

São questões que só podem ser entendidas após um exame cuidadoso da crítica que Foucault faz à modernidade, e o ponto de partida para este questionamento é o vínculo que Foucault estabeleceu com Kant, desde o início de sua obra até seus últimos textos. 

Segundo Foucault, a filosofia crítica de Kant instituiu o corte epistemológico que funda a modernidade. Esse corte kantiano coincide com o que Foucault chama, nas Palavras e as coisas, de “acontecimento” – entendido positivamente como fato discursivo, o acontecimento que deu origem à modernidade localiza-se precisamente na curva entre os séculos XVIII e XIX, quando emerge uma nova configuração epistemológica.

O corte epistemológico instituído com a crítica kantiana, de acordo com o ponto de vista de Foucault, não pode ser efetivamente superado porque a modernidade não é pensada como uma época, cujo fim poderia ser decretado, mas como uma atitude que, enquanto tal, não tem época. A filosofia crítica tem a obrigação ética de reatualizar permanentemente a crítica como atitude, instituindo novas rupturas, seu correlato prático necessário.

Para Foucault, Kant está vinculado à modernidade porque foi o primeiro filósofo a analisar filosoficamente um acontecimento histórico, a pôr o presente em questão, quando se perguntou em seu famoso texto de 1784: “Quem somos nós? Quem somos nós enquanto Aufklärer, enquanto testemunhos desse século das Luzes? Comparemos com a questão cartesiana: quem sou eu? Eu, enquanto sujeito único, mas universal e não histórico? ”

A análise do momento presente como sendo precisamente na história aquele da ruptura, ou aquele da culminância [sommet], ou o da consumação [accomplissement], ou o da aurora que retorna. A solenidade com a qual toda pessoa que produz um discurso filosófico reflete seu próprio momento me parece um estigma. 

Digo isso justamente por já ter acontecido comigo; digo além do mais que, em alguém como Nietzsche, isso se encontra sem parar, ou ao menos de maneira por demais insistente. Creio que é preciso ter a modéstia de dizer que, por um lado, o momento em que vivemos não é esse momento único, fundamental ou irruptivo da história a partir do qual tudo termina e tudo recomeça; é preciso ter a modéstia de dizer, ao mesmo tempo, que – mesmo sem esta solenidade – o momento em que vivemos é muito interessante, e precisa ser analisado, decomposto e que, com isso, temos que nos colocar a questão: o que é o hoje? 

Para Foucault, a tarefa específica da filosofia crítica seria a reflexão sobre os limites, mas a noção foucaultiana de limite rompe com a perspectiva transcendental e normativa de Kant. Em Kant, os limites são entendidos como a fronteira intransponível do conhecimento (a da experiência possível), que não poderia ser ultrapassada sob risco de ir além das prerrogativas legítimas da razão humana. 

Contrariamente, Foucault pensa o limite como a transgressão necessária, como destruição de falsas evidências e rompimento radical com hábitos instituídos de pensamento. Daí a divergência de Foucault com Kant quanto ao sentido da noção de limite:

A crítica é a análise dos limites e a reflexão sobre eles. Mas, se a questão kantiana era de saber a quais limites o conhecimento deve renunciar a ultrapassar, me parece que a questão crítica hoje deve ser revertida em questão positiva: no que nos é dado como universal, necessário, obrigatório, qual é a parte do que é singular, contingente e devida a obstáculos arbitrários. 

A noção de limite, portanto, é vista por Foucault de forma oposta à da filosofia transcendental de Kant. Foucault põe de cabeça para baixo a crítica kantiana ao renunciar ao sujeito transcendental, substituindo as condições formais de possibilidade da experiência por condições históricas (e, portanto, sempre variáveis e contingentes) de possibilidade. 

Para Foucault, Nietzsche teria sido aquele que realizou a verdadeira crítica imanente da razão. A genealogia nietzscheana seria o acabamento e a consequência lógica da crítica kantiana da razão. Parafraseando o que diz Marx sobre Hegel, poderíamos dizer que a crítica estava de cabeça para baixo, era ainda idealista, por isso era preciso recolocá-la sobre seus pés, fazê-la operar ao revés. 

A genealogia nietzscheana seria a conclusão lógica, o acabamento da crítica kantiana. Ao invés de submeter a análise de toda a experiência possível ao sujeito transcendental como ponto fixo não histórico, a genealogia suprime o privilégio do sujeito, a perspectiva transcendental, e passa a buscar as condições de possibilidade da experiência e do conhecimento na contingência da história. 

Poderíamos dizer que Foucault faz a crítica das políticas da verdade com Kant numa mão e Nietzsche na outra, procurando uma síntese (talvez impossível) entre os dois lados.

Por meio de uma investigação histórica, ele desenvolveu uma genealogia do poder. Em vez de pensar o poder como uma coisa, Foucault dizia que o poder estava nas relações, em uma rede de poderes que se expande por toda a sociedade, com o intuito não somente repressivo, mas, também, normalizador.

“Foucault fala que na sociedade capitalista urbano-industrial, que vai até mais ou menos os anos 1960/70, o tipo de poder é disciplinar. Segundo ele, a sociedade que liberta o escravo, que fala em democracia, a tal da sociedade do contrato, é a sociedade onde esse poder disciplinar, que é invisível, sofisticado, que passa pelas coisas, nos captura, daí a ideia de instituições de sequestro. Ele diz que esse poder está na estruturação do espaço, na organização do espaço

A capacidade de atuação, positiva ou negativa de um chefe de governo depende de sua relação com as lideranças políticas; estas, por sua vez, têm seu raio de ação traçado de acordo com as relações entre partidos e lideranças, que dependem, por sua vez, do sistema eleitoral. Os acordos do governo com as lideranças deixam de se cumprir não apenas porque as lideranças prefiram trair, mas porque os partidos não as seguem. E os partidos não seguem as lideranças porque seria irracional fazê-lo, já que o sistema eleitoral não pune a irresponsabilidade política, e assim é porque o sistema eleitoral obriga o eleitor a dar um cheque em branco ao eleito.

Portanto, se fosse eu, estaria menos preocupado em ruminar sobre a vontade política dos governantes, do que com a relação irresponsável que o sistema eleitoral estabelece entre eleitores e eleitos. Porque se o resultado do voto é irrelevante, o eleitor também se torna irresponsável. Já que o voto é um cheque em branco, é melhor limitar o prejuízo, e votar no dentista do bairro. Pelo menos é certo que não fará mal nenhum ao País, porque sequer será eleito.

Nosso passaporte para o mundo das democracias estáveis, da inflação baixa, dos governos confiáveis, até agora só tem um visto de turismo que é o Plano Real. O visto definitivo só virá quando começarmos a mexer no voto e fizermos dele, não um cheque em branco, mas um vínculo de poder.

Provérbios sábios dedicados à sábia Vana, ao sapo barbudo e à escória política desse país, companheiros e companheiras

· Ignorante calado por sábio é contado.
· O sábio sabe que não sabe, e o ignorante cuida que sabe.
· O que o sábio faz primeiro, faz o ignorante por derradeiro.
· Um sábio muda de opinião; um ignorante nunca.
· O ignorante está bem em toda a parte, o sábio nunca melhor que no retiro e solidão.
· O sábio ouve muito antes de falar, o ignorante fala muito antes de ouvir.
· O sábio executa, enquanto o ignorante planeja.
· O sábio desabafa escrevendo e o ignorante maldizendo.
· Ninguém se considera tão ignorante como o sábio, nem tão sabedor como o ignorante.
· O ignorante, se é calado, por sábio é reputado.
· Melhor é chorar com os sábios que rir com os ignorantes.
· Até o mais ignorante pode ter o seu momento de sábio.
· Mais vale uma hora com um sábio que uma vida inteira com um ignorante.
· Quando o sábio está fazendo, o ignorante está sonhando.
· O sábio pensa para falar, o ignorante fala sem pensar.
· Melhor inimigo sábio que amigo ignorante.
· O sábio pode mais com uma palavra que o ignorante com cem.
· Quem te fala mal de outra pessoa, falará mal de ti também.
· A generosidade consiste em dar antes de ser solicitado.
· Hoje é o amanhã que tanto nos preocupava ontem.
· Se alguém está tão cansado que não possa te dar um sorriso, deixa-lhe o teu.
· Volta teu rosto sempre na direção do sol e, então, as sombras ficarão para trás.
· A honra é um vestido transparente.
· As lágrimas dos bons caem por terra, mas vão para o céu, para o seio da divindade.
· Só se pode juntar as mãos quando estas estão vazias.
· A terra atrai tanto que os velhos andam curvados.
· Quando estás certo, ninguém se lembra; quando estás errado, ninguém se esquece.
· Para os erros alheios temos os olhos de um lince; para os nossos próprios, os olhos de uma toupeira.
· Quem queimou a língua nunca esquece de soprar a sopa.
· Não podes fazer uma omelete sem quebrar os ovos.
· Quem procura um amigo sem defeitos nunca terá amigos.
· Se estão dando, pegue. Se vierem buscar, corra.
· Quem gasta tudo o que tem, muitas vezes, diz o que não convém, faz o que não deve, julga o que não vê e gasta o que não pode.
· Nada está no intelecto que não tenha passado antes pelos sentidos.
· Começar já é metade de toda ação.
· Antes de começar o trabalho de mudar o mundo, dê três voltas dentro de sua casa.
· Não há remédio para o medo.
· Aquele que pergunta, pode ser um tolo por cinco minutos. Aquele que deixa de perguntar, será um tolo para o resto da vida.
· A sabedoria vem de escutar; de falar vem o arrependimento.
· Conhece-se o coração de um homem pelo que ele faz, e a sua sabedoria pelo que ele diz.
· Ninguém consegue ser sábio com o estômago vazio.
· O homem comum fala, o sábio escuta, o tolo discute.
· Os ignorantes, que acham que sabem tudo, privam-se de um dos maiores prazeres da vida: APRENDER.
· Os sábios aprendem com os erros dos outros, os tolos com os próprios erros e os idiotas não aprendem nunca.
· Os sábios não dizem o que sabem, os tolos não sabem o que dizem.
· Saber demasiado é envelhecer prematuramente.
· Diga a verdade e saia correndo.
· Meia-verdade é mentira inteira.
· Não há melhor negócio que a vida. A gente a obtém a troco de nada.
· É inútil preocupar-se com os cabelos, quando se está prestes a perder a cabeça.
· Só percebemos o valor da água depois que a fonte seca.
· Nunca se esquecem as lições aprendidas na dor.
· Não aponte as faltas alheias nem mesmo com o dedo limpo.
· Não é mérito o fato de não termos caído, e, sim, o de termos levantado todas as vezes que caímos.
· Uma das causas do fracasso na vida é deixar para amanhã o que se pode fazer hoje, e depois, fazer tudo apressadamente.
· Não se esquenta uma casa com a promessa de lenha.
· Um punhado de paciência vale mais do que um barril de talento.
· Cura-se a ferida que uma espada faz; é incurável a que faz uma língua.
· Se Deus não perdoasse, o paraíso ficaria vazio.
· Realiza mesmo chorando aquilo que prometeste sorrindo.
· Deus mora onde o deixam entrar.
· Faça trabalhar a cabeça e dê férias à língua.
· Amigo mesmo é aquele que sabe o pior a teu respeito e assim mesmo continua a gostar de ti.
· Quando uma pessoa perde dinheiro, perdeu muito; quando perde um amigo, perdeu mais; quando perde a coragem e a fé, perdeu tudo.
· As águas calmas são profundas.
· Quanto menos matéria existir, mais substância haverá.
· A amizade é um caminho que desaparece na areia, se não se pisa constantemente nela.
· A prosperidade traz amigos, a adversidade os afasta.
· A simpatia dá amigos; o interesse, companheiros.
· Censura teus amigos na intimidade e elogia-os em público.
· O vitorioso tem muitos amigos, mas o vencido tem bons amigos.

A democracia brasileira está doenta!

Já lá vão trinta anos que a democracia voltou ao Brasil. A nação abstinenta da prática democrática deixou de ser adolescenta e entrou na idade adulta com uma política ambivalenta, tornando-se benevolenta e anuenta com uma prática ideológica incoerenta e carenta de fundamentação filosófica congruenta com os preceitos democráticos de que supostamente é conscienta.

A chegada do PT ao poder só foi convenienta para uma minoria prepotenta, coniventa com a perpetuação da roubalheira generalizada que sempre deixou muito contenta a classe dominante, agenta da corrupção, cienta da fragilidade do PT e que como assistenta privilegiada da incompetenta política, fez dessa codependenta e coadquirenta de toda a safadeza que lhes é beneficenta.

A atitude coagenta sempre esteve presenta entre essa genta(lha) formada por ex-combatentes e combatentas dos então movimentos revolucionários que lutavam contra o imperialismo e o regime militar imposto. Sua ação nunca foi coerenta. Cognoscenta da própria incapacidade e de sua evidenta falta de preparo, sempre apelaram para a retórica eloquenta, travestida de clarividenta, confidenta do promissor futuro por vir. 

Complacenta com os “mal feitos”, clementa com sua corja de ladrões, também se tornou clienta do dinheiro sujo lavado a jato e repassado à governança para financiar campanhas de seus integrantes manipuladores da população crenta, vítimas da ideologia corrompenta. Essa genta, cada vez mais condescendenta com a contundenta roubalheira, tornou-se adquirenta de uma capacidade consistenta de criar novas maneiras de roubar, correspondentas apenas à sua competenta capacidade de se declarar inocenta.

A situação deprimenta a que são capazes de levar a nação fala por si só. É concludenta. Correspondenta apenas à decadenta moral e ética que afirmam ter, sem concorrentas na história do país. Qualquer pessoa conhecenta do que acontece no dia a dia, se for decenta, precisa agir de maneira consequenta e buscar, pelo voto, acabar com essa decadenta vida que, de forma malevolenta, nos tem sido imposta. 

Não é preciso procurar uma consulenta. A história delinquenta dessa raça descendenta de um comunismo já falido em todo o mundo, continua defendenta dessa deficienta gestão de poder. Não é diferenta de bolivarianos, cubanos e tantos outros. Sua tática na verdade é convergenta, e não diferenta; funciona como aquelas, comcupiscenta, diligenta e envolventa. Promete tudo e nada cumpre. Displicenta com a maioria dissidenta, deixa de ser atendenta e se transforma numa monstruosidade incongruenta, excludenta, incapaz de agir de forma decenta com as contrapartes contrárias ou desobedientas à onipotenta, seduzenta, iludenta manipulação.

A nação dita resplandecenta é hoje equivalenta a um estado de fato, governado pela classe dirigenta mais experienta na latenta podridão de atitudes, improvidenta, malfazenta, insolenta, negligenta, producenta da pior situação já aqui vivida. Não são pessoas exigentas de um estado de direito, exigentas com o cuidado da coisa pública. Ao contrário, são pessoas irreverentas, maldizentas, emitentas de uma imagem polivalenta, no mal fazer. Impertinenta, se confunde com eficienta, excelenta, protegenta dos mais necessitados, daquelas pessoas já desistentas de novas épocas opulentas que tão pouco duraram.

Passou o sapo barbudo cuja personalidade dependenta do álcool e sua origem emergenta, transformava a sua pessoa de remanescenta de uma era já impotenta, em exercenta do cargo supremo do país. Não obstante, pessoa essa indulgenta, com os companheiros e companheiras, pouco ou nada sapienta, fluenta na articulação escusa, sedenta, servienta, aos interesses externos, estridenta, gerenta da política mais imprevidenta, imprudenta, e serventa aos coleguinhas de outros países companheiros.

Para isso, a iminenta criatura esqueceu-se da classe docenta, mal paga e desconsiderada, da discenta, sem escolas e ensino de qualidade, da saúde sofrenta mas resilienta, desse povo teimoso em sobreviver, dessa gente obedienta, valenta, mas à beira de se tornar desistenta de ver esse país de fato ser uma potência.

Depois dele veio a outra, a Vana, mulher sapiens e, portanto, inteligenta, multicomponenta, multiscienta, previdenta, dona de extrema capacidade resilienta, já que verga, mas não quebra, nunca desistenta, escreventa do pior capítulo da história, mas que apesar de tudo não deixa de ser prepotenta, expoente do mais grotesco despreparo, fluenta em frases de efeito mas sem nenhum nexo, proficiente em colocar a culpa em qualquer um menos nela mesma, que ao fim se autoanalisa como omniscienta, omnissapienta, omnividenta, onicompetenta, expoenta feminina da classe governante, conferenta assídua das contas públicas, pronta a mostrar sua incapacidade de esconder que está malcontenta com a forma que é tratada.

Não é multivalenta, nem sequer binária, monovalenta talvez ou nada valenta mais provavelmente. Continua com suas palavras veementas, inquirentas ao invés de prestadoras de contas de seus erros grosseiros, de seu mais absoluto despreparo, incapaz de ser prudenta, persistenta, sem ser de uma arrogância nojenta, recipicenta de uma obliteração exponente, sociopata, incapaz de ser ou fingir ser sorridenta. Como portadora dessa doença crônica crê-se onipresenta, oniscienta, onividenta, persuadenta, influenta, e tenenta do mais profundo saber.

A melhoria de vida da população residenta, fruto do aprendido clientelismo foi insipienta, a situação é depoenta da potenta condição indigenta, muito será se sobreviventa a que estamos chegando, sem que alguma alma iluminada assuma uma posição intervenienta, oponenta ao descalabro político, com dons de videnta para encontrar tanta roubalheira, que seja capaz de se transformar em escreventa das provas que ponham essa malta de malfeitores na cadeia. Que seja a agenta oferenta daquilo que eles realmente merecem.

Outra vez, não é preciso nenhuma videnta para nos dizer que a nação não está convalescenta, padece sim de uma doença recorrente, crônica remetenta a lembranças da população tementa do porvir, da morte que se anuncia em uma estrutura incapaz de sobreviver à sedenta presidenta. Está muito doenta sim e a culpa é, tão somente, dessa arrogante presidenta, dessa mulher sapiens apelidada de Monica dentuça, que trocou o coelho por uma lula embriagada.

A nação está doenta e a culpa é dessa jumenta que se crê uma grande presidenta!