Escolha o Idioma

12/18/2014

Dependência Química, Recuperação e Alimentação – Café

Café: planta (medicinal) utilizada como estimulante, aceleradora da absorção de outras moléculas (aumento da rapidez do efeito, por ex. do paracetamol), contra as dores de cabeça, enxaquecas e outras.

Constituintes 
Cafeína, ácidos clorogênicos

Partes utilizadas
Grãos

Efeitos do café 
Estimulante (do ponto de vista químico: consiste no bloqueio da adenosina), estimula a concentração, aumenta a memorização ou a associação de idéias (criatividade), exerce um estímulo positivo sobre o estado de espírito, antioxidante, efeito antibacteriano, vasoconstritor, protetor do fígado, diurético.


Indicações do café
Fadiga, enxaqueca (em associação a um analgésico), dor de cabeça (com ou sem associação a um analgésico), problemas de memória (efeito ainda não comprovado) cáries (em prevenção), diabetes (em prevenção), doença de Parkinson (em prevenção, diminui em 80% o risco de desenvolver o Mal de Parkinson), câncer de fígado (em prevenção), câncer do cólon (em prevenção, reduz em 25% o risco de desenvolver um câncer do cólon), câncer do útero, protetor do fígado em caso de alcoolismo (em prevenção), mau humor (humor depressivo), hipertensão (um café por dia provoca a diminuição da pressão arterial em algumas pessoas a até 9 milímetros de mercúrio, mais informações em conselhos sobre a hipertensão).

Efeitos secundários
Excitação, nervosismo, distúrbios do sono, problemas de ereção (em alta dose, como 10 a 12 cafés por dia), problemas na absorção metabólica de determinados minerais, desidratação, angústia ou medo, problemas cardíacos, incontinência (sobretudo nas mulheres), dependência (droga, risco de farmacodependência devido ao aumento do número de receptores da adenosina), distúrbios digestivos na região do estômago, geração de um fenômeno de tolerância, em crianças (taxa de cafeina nos refrigerantes), possível desenvolvimento de hiperatividade.

Contra-indicações 
Distúrbios cardíacos, esporte intensivo (diminui a oxigenação), gravidez (acreditamos que não se trata de uma contra-indicação absoluta mas é preferível evitar o café), osteoporose, distúrbios do sono. 



O café cresce principalmente nos países quentes (América Central, África, Brasil,...).

Observações
Bebida muito apreciada no Brasil, na Europa e no resto do mundo, consumida em dose moderada (3 a 4 cafés por dia), o café provoca nenhum ou somente poucos efeitos secundários. Todavia, nas pessoas sensíveis (como as crianças) e em fortes doses, o café pode ter os seguintes efeitos secundários: medo, angústia, hiperatividade, diarreia, problemas cardíacos, dores de cabeça e etc. Se você estiver apresentando algum desses efeitos secundários reduza o consumo ou pare totalmente com o café, opte pelo chá preto ou verde, que também exercem um efeito estimulante, porém possuem uma concentração menor de cafeina (teína). 

A cafeína (princípio ativo do café) intervém em inúmeras preparações farmacêuticas, como por exemplo, no efeito sonífero de medicamento (em antialérgicos, em medicamentos contra as dores de viagens) ou para ativar e potencializar o efeito de determinados antálgicos (paracetamol, AAS). É interessante mencionar ainda um estudo que prova que mulheres que consomem mais de 5 xícaras de café por dia engravidam com mais dificuldade. No entanto, o café ainda tem um papel preventivo em inúmeras doenças (incluindo o câncer), sendo assim, o benefício de tomar café é superior, e ele é portanto aconselhado para a população (menos para as pessoas sensíveis).

Dependência Química, Recuperação e Alimentação – Cacau

O cacau cresce geralmente nos países tropicais. O cacau está na origem do chocolate, um alimento bastante consumido em todo o mundo, principalmente no ocidente. A origem do cacau vem dos Maias, para os quais este era considerado o "alimento dos Deuses". Do ponto de vista médico e nutritivo, estudos comprovaram o efeito benéfico do cacau (do chocolate meio amargo, de preferência) para tratar uma depressão passageira ou melhorar o sistema cardiovascular. A concentração de cacau é superior no chocolate meio amargo, portanto, se você quiser ter os efeitos benéficos do cacau, dê preferência a este tipo de chocolate. 

Os antigos Incas, Maias e Astecas consideravam o cacau como uma fonte de poder. O nome científico para a semente de cacau é Theobroma cacao, que, literalmente, se traduz como “alimento dos deuses”. 

Grãos de cacau são carregados com antioxidantes poderosos, bem como, importantes minerais e vitaminas. Para ter uma ideia, o cacau contém mais antioxidantes, polifenóis, catequinas e epicatequinas que o vinho tinto, morango, romã e chá verde, combinados. 

Constituintes: Xantinas [teobromina], feniletilamina (responsável pelo efeito antidepressivo), flavonoides, endorfinas, polifenóis. 

Partes utilizadas: Grãos 

Benefícios do cacau 

  • Consumido em forma de chocolate, ele pode ter um efeito contra a depressão leve e uma ação positiva sobre o sistema cardiovascular (graças ao efeito antioxidante).
  • Em cápsula, ele pode ter um efeito positivo contra o excesso de peso e gordura. Atenção, na forma de chocolate (alimento) é completamente o oposto do que parece, especialmente se você consumir mais que duas barrinhas por dia.
  • Outro estudo britânico realizado com 114 mil pessoas, publicado em Agosto de 2011, mostrou que pessoas que consomem duas barrinhas de chocolate (de preferência preto) por dia, tinham um risco 37% menor de sofrer de doenças cardiovasculares (por exemplo, infarto do coração), 29% menor de sofrer de AVC e 31% menor de sofrer de diabetes.
  • . O cacau é um dos alimentos que mais possui magnésio. O magnésio é um mineral essencial para o funcionamento saudável do coração. Muitos distúrbios cardíacos estão relacionados com um nível insuficiente de magnésio no músculo do coração.
  • Além de ser rico em magnésio, o cacau também está repleto de flavonoides. Os flavonoides previnem o aparecimento de coágulos sanguíneos. Eles colaboram para tornar as plaquetas do sangue menos viscosas e, portanto, reduzem a principal causa de ataques cardíacos e derrames.
  • Frear o desejo por comida é outro benefício deste poderoso alimento. Ele contém dois nutrientes, teobromina e anandamida que aceleram o metabolismo e reduzem a comilança emocional.
  • O cacau também ajuda o corpo a metabolizar o açúcar e reduzir a resistência à insulina. Um pequeno estudo italiano da Universidade de L’Aquilia descobriu que, os participantes que consumiram o equivalente a uma barra de chocolate escuro ao longo de 15 dias, reduziram a resistência à insulina quase pela metade. Ponto para os diabéticos!
  • Este alimento dos deuses ainda contém quantidades significativas de triptofano, um aminoácido essencial que colabora para produção de serotonina e melatonina, dois neurotransmissores que servem como um “escudo de defesa contra o estresse”, e desempenham um papel importante na regulação do humor.
  • Reduzir o mau colesterol (LDL) e aumentar o bom colesterol (HDL)
  • Melhorar a saúde mental
  • Ter efeitos antidepressivos
  • Proteger a visão
  • Melhorar a saúde e o bem-estar de um modo geral
Efeitos secundários: Enxaqueca, distúrbios gastrointestinais, ganho de peso (no caso de consumo excessivo de chocolate).

Alcoolismo e Suicídio

Aspectos psicológicos, sociais que influenciam e/ou determinam a relação entre uso/abuso de álcool e suicídio

O consumo de bebida alcoólica ultrapassa gerações e padrões sociais, tem ocorrido em todas as culturas e os prejuízos causados em razão do consumo dessa substância são registrados desde a antiguidade. Estudos mostram que o uso demasiado de bebidas alcoólicas produz efeitos prejudiciais aos seres humanos, quer seja em relação aos fatores biopsicossociais ou individuais e são uma das causas do suicídio.

Não há quantidade segura quando se trata da ingestão de substâncias desse porte, porque há “[...] indivíduos que bebem eventualmente, mas são incapazes de controlar ou adequar seu modo de consumo”, acarretando em problemas sociais (como brigas, falta de emprego etc.), físicos (acidentes) e psicológicos. Deste modo, é de fundamental importância investigar todas as formas de comportamentos resultantes do consumo de álcool que antecedem o suicídio, para informar a sociedade a respeito dos fatores desencadeantes do suicídio por uso do álcool.

Nessa perspectiva, considera-se que quanto mais informações adquiridas pelos profissionais de saúde, melhor será o planejamento para uma possível abordagem terapêutica, lembrando-se que cada indivíduo é diferente do outro e que o álcool, assim como outras drogas, atua de modo negativo no controle, na motivação, na atitude interna e contribui materialmente para o impulso do comportamento suicida.

O uso de bebidas alcoólicas é um hábito tão antigo quanto à própria civilização. Os efeitos benéficos sociais do uso moderado do álcool não podem ser medidos, mas certamente não podem ser negados. Como droga psicoativa mais utilizada em todo o mundo, tem sido responsável por 50% dos casos de morte em acidentes de trânsito e causa de aproximadamente 50% dos homicídios e 25% de suicídios. Para a Organização Mundial de Saúde (OMS), classifica-se como alcoolista a pessoa que ultrapassa os padrões de consumo de bebidas alcoólicas e torna-se dependente das mesmas, o que acarreta graves problemas para o indivíduo, pessoas próximas, comunidade e torna-se problema de saúde pública.

O uso crônico e excessivo de substâncias alcoólicas resulta em problemas físicos, psiquiátricos, ocupacionais e familiares. Trata-se de um grave problema médico-social e um dos malefícios mais frequentes no mundo, cujo tratamento tem resultado terapêutico limitado. O álcool produz efeitos depressores sobre o sistema nervoso central, porém efeitos paradoxalmente estimulantes ou euforizantes são observáveis em alguns alcoolistas, sendo que a maioria deles sofre desaprovação social, desenvolve sérios problemas de saúde e tende a negar a dependência.

O alcoolismo é, sem dúvida, a mais frequente das toxicomanias e a Organização Mundial da Saúde estima que sua prevalência esteja em torno de 13% da população, o que é alarmante. É mais frequente nos homens do que nas mulheres e o uso excessivo dessa substância comumente inicia-se entre 20 e 24 anos, sendo que a maior incidência de psicoses relacionadas ao alcoolismo ocorre na quinta década de vida. Alguns transtornos mentais encontram-se corroborando para o consumo do álcool, tais como: ansiedade; pânico; fobias; depressão e esquizofrenia e, muitas vezes, serve como sedativo para inquietação, ansiedade e insônia.

O suicídio é “a morte de si mesmo”, portanto voluntária e consciente. Assim, qualquer definição de suicídio reflete a intenção pessoal de morrer e muitas pessoas tentam o suicídio ou se auto agridem com tal seriedade a ponto de precisarem de cuidados médicos. Todo mundo já pensou, algum dia, na ideia de resolver alguma situação difícil morrendo, mas isso como uma ideia fugaz, passageira. É algo normal. A ideação suicida é caracterizada quando a pessoa tem a ideia frequente de tirar a própria vida. Esse é o primeiro nível de gravidade a ser identificado em uma triagem de saúde mental.

O plano suicida ocorre se, além de ter tal ideia, a pessoa estiver fazendo um plano, considerando como, quando e onde consumaria o fato e tomando providências concretas nesse sentido, esse é o segundo nível de gravidade. Juntos, a ideação e planos suicidas dão origem ao terceiro e mais grave nível, quando a pessoa dispõe de meios efetivos para consumar o plano, tais como fácil acesso a armas de fogo, venenos, acesso a lugares altos etc. Na relação entre suicídio e alcoolismo, em alguns casos, na fase da abstinência alcoólica o indivíduo fica totalmente descontrolado e a única saída encontrada para aliviar este sintoma é o suicídio.

Dentre os transtornos mentais relacionados ao suicídio encontra-se o alcoolismo ou transtorno por abuso de substâncias psicoativas. Em uma pesquisa desenvolvida pelos autores nos EUA constatou-se que 25 a 50% das mortes por suicídio encontram-se relacionadas ao uso e abuso de substâncias e álcool. A morte por suicídio relacionado ao transtorno de uso de álcool na população estudada ao longo da vida de cada indivíduo apresentou um percentual de 2 a 18%.

Segundo a Organização Mundial da Saúde - OMS, o Brasil ocupa a 10ª posição dentre os demais países no mundo em números de suicídios e as estimativas apontam que entre 10 a 20% dos brasileiros sejam alcoolistas. Um estudo epidemiológico no Brasil obteve prevalência de 11,2% de dependentes de álcool, sendo 17,1% entre os homens e 5,7% entre as mulheres.

Estima-se que aproximadamente 815 mil indivíduos se suicidaram em 2000. No ano de 2004, das 127.470 mortes por causas externas, 8.017 delas (6,3%) foram por suicídio. A taxa de suicídio no Brasil cresceu 21% de 1980 a 2000, principalmente entre os jovens de 15 a 24 anos. Calcula-se que até 2020 mais de 1,5 milhões de pessoas cometerão suicídio. Os dados da OMS (2010) indicam que o cigarro e o álcool juntos são responsáveis por 8,1% dos problemas de saúde dos brasileiros, tornando-se uma questão de saúde pública.

Para identificar a dependência alcoólica é necessário que se faça uma avaliação através de exames clínicos, psicológicos ou através de relatos com o próprio alcoolista e com familiares. Dentre as técnicas existentes, podem ser utilizadas entrevistas, exames clínicos e testes psicológicos, além de observar critérios de diagnóstico para dependência de substâncias psicoativas com a utilização de manuais diagnósticos.

O diagnóstico requer que um dano real deva ter sido causado à saúde física e mental do usuário. Padrões nocivos de uso são frequentemente criticados por outras pessoas e estão associados a consequências sociais diversas. O fato de um padrão de uso ou uma substância em particular não ser aprovado por outra pessoa, pela cultura ou por ter levado a consequências socialmente negativas, tais como prisão ou brigas conjugais, não é por si mesmo evidencia de uso nocivo. O uso nocivo não deve ser diagnosticado se a síndrome de dependência, um transtorno psicótico ou outra forma especifica de transtorno relacionado ao uso de drogas ou álcool está presente.

Critérios diagnósticos da dependência de substancias psicoativas

Compulsão para o consumo

A experiência de um desejo incontrolável de consumir uma substância. O indivíduo imagina-se incapaz de colocar barreiras a tal desejo e sempre acaba consumindo.

Aumento da tolerância

A necessidade de doses crescentes de uma determinada substância psicoativa para alcançar efeitos originalmente obtidos com doses mais baixas.

Síndrome de abstinência

O surgimento de sinais e sintomas de intensidade variáveis quando o consumo de substância psicoativa cessou ou foi reduzido.

Alívio ou evitação da abstinência pelo aumento do consumo

O consumo de substâncias psicoativas visando ao alivio dos sintomas de abstinência. Como o indivíduo aprende a detectar os intervalos que separam a manifestação de tais sintomas, passa a consumir a substância preventivamente, a fim de evitá-los.

Relevância do consumo

O consumo de uma substância torna-se prioridade, mais importante do que coisas que outrora eram valorizadas pelo indivíduo.

Estreitamento ou empobrecimento do repertório

A perda das referências internas e externas que norteiam o consumo. À medida que a dependência avança, as referências voltam-se exclusivamente para o alívio dos sintomas de abstinência, em detrimento do consumo ligado a eventos sociais. Além disso, passa a ocorrer em locais onde sua presença é incompatível, como por exemplo, o local de trabalho.

O ressurgimento dos comportamentos relacionados ao consumo e dos sintomas de abstinência após um período de abstinência. Uma síndrome que levou anos para se desenvolver pode se reinstalar em poucos dias, mesmo o indivíduo tendo atravessado um longo período de abstinência.

Um diagnóstico definitivo de dependência deve usualmente ser feito somente se três ou mais dos seguintes requisitos tenham sido experienciados ou exibidos em algum momento do ano anterior.

a) um forte desejo ou senso de compulsão para consumir a substância. 

b) dificuldades em controlar o comportamento de consumir a substância em termos de seu início, término e níveis de consumo;

c) um estado de abstinência fisiológico quando o uso da substância cessou ou foi reduzido, como evidenciado por: síndrome de abstinência para a substância ou o uso da mesma substância (ou de uma intimamente relacionada) com a intenção de aliviar ou evitar sintomas de abstinência;

d) evidência de tolerância, de tal forma que doses crescentes da substância psicoativa são requeridas para alcançar efeitos originalmente produzidos por doses mais baixas;

e) abandono progressivo de prazeres e interesses alternativos em favor do uso da substância psicoativa, aumento da quantidade de tempo necessária para se recuperar de seus efeitos;

f) persistência no uso da substância, a despeito de evidência clara de consequências manifestamente nocivas. Devem-se fazer esforços claros para determinar se o usuário estava realmente consciente da natureza e extensão do dano.

Para se realizar o diagnóstico da dependência alcoólica é necessário que sejam avaliados três padrões principais da patologia: necessidade de uso diário de álcool para o funcionamento adequado; a ingestão regular e maciça de bebidas alcoólicas, limitada aos finais de semana; e longos períodos de abstinência intercalados com períodos de uso excessivo que duram desde semanas até meses.

Jellinek definiu alcoolismo como qualquer uso de bebidas alcoólicas que causa dano ao indivíduo, à sociedade ou a ambos, classificando os alcoolistas conforme o padrão de uso da bebida. Embora tal definição não seja perfeita, é utilizada porque evoca padrões clínicos, culturais e critérios de inclusão e exclusão. Divide-se os alcoolistas em dois tipos:

· Tipo I: bebedor árduo, início após 25 anos com reforço externo para beber;
· T ipo II: início precoce e desenvolve o alcoolismo independentemente de reforço externo.

Sendo assim, é imperativo ressaltar o alcoolismo em diferentes fases de desenvolvimento de dependência, sendo eles: 

· fase pré-alcoólica, que pode durar de 6 a 12 meses - seu uso é sintomático;
· fase prodrômica, que pode durar de 6 meses a 5 anos - há comprometimento orgânico maior;
· fase crucial, com perda de controle sobre o uso, presença de diversos sintomas e síndrome de abstinência, bem como graves problemas sociais e familiares;
· fase crônica, com embriaguez contínua e graves problemas psicológicos e físicos.

O uso excessivo do álcool pode causar alguns transtornos mentais, dentre eles:

· Intoxicação Alcoólica; 
· Intoxicação alcoólica idiossincrásica; 
· Síndrome de abstinência alcoólica; 
· Delirium de abstinência alcoólica (delirium tremens); 
· Alucinose alcoólica; 
· Ciúme patológico; 
· Síndrome amnéstica alcoólica (Síndrome de Wernicke-Korsakoff); 
· Demência associada ao alcoolismo. 

Diante dos transtornos causados, existem tratamentos que auxiliam na melhora do dependente. A seguir serão apresentados os tratamentos utilizados nas diferentes classificações do alcoolismo.

O alcoolismo constitui uma abordagem lógica para o problema ao considerar três possíveis causas: 

· Alcoolismo social;
· Alcoolismo neurótico;
· Alcoolismo psicótico. 

Importante lembrar que essas categorias são complementares.

As pesquisas revelam alguns fatores que estão associados à maior probabilidade de suicídios entre pessoas que abusam do álcool, tais como: serem homens, jovens, divorciados ou separados, desempregados, depressivos, viúvos, quando comparados a outros indivíduos suicidas que não abusaram do álcool nos meses que precederam seus suicídios. 

Em outra pesquisa constatou-se que entre 100 suicídios, 93% tinham doenças mentais, 85% tinham depressão ou alcoolismo. De igual forma, em um estudo realizado por com alcoolistas com maior risco de suicídio, identificou-se que a maioria era de homens brancos, em idades produtivas, tinham pouco apoio social, alguns portavam doenças físicas sérias, outros estavam desempregados, viviam sozinhos e tinham manifestado intenção de suicídio. Os dados apontam que cerca de 83% dos alcoolistas que cometeram suicídio apresentaram também pelo menos quatro dos sete fatores de risco.

Indivíduos que abusam do álcool apresentam maior probabilidade de morte por intoxicação alcoólica ou por overdose de medicamentos e outras drogas e, os suicídios relacionados ao álcool também tem os indivíduos com mais eventos vitais adversos próximos ao momento de seu suicídio, apesar de terem melhor ajustamento psicossocial anterior ao longo da vida”.

Em um estudo entre alcoolistas hospitalizados por depressão maior, identificaram que quase 40% deles tinham feito uma tentativa de suicídio na semana anterior à baixa e 70% haviam realizado uma tentativa em algum momento de sua vida, segundo os mesmos autores: “Havia uma associação significativa entre o comportamento suicida recente e o consumo exagerado de bebida recente, sendo que a maioria dos sujeitos também relatava ter bebido mais do que o habitual no dia de suas tentativas de suicídio, as quais geralmente eram impulsivas”.

Ao ser detectado o risco de suicídio a pessoa deverá ser acompanhada, amparada, vigiada por todos de sua família, da comunidade ou pelos profissionais que estão em sua volta. A hospitalização pode ser indicada nos casos graves.

As taxas de suicídio aumentam com a idade e ressaltam a importância da crise da meia-idade, embora o suicídio entre homens de 25 a 34 anos tenha aumento em cerca de 30% nos últimos anos. Há um aumento de suicídios entre jovens, homens de 15 a 24 anos e a taxa de suicídio para as mulheres no mesmo grupo etário vem aumentando significativamente (Associação Americana de Psiquiatria, 2008). Existe ainda diferença entre as taxas de suicídio de homens e mulheres conforme a faixa etária, sendo de 45 anos para homens e após os 55 para as mulheres.

Quanto ao gênero e orientação sexual, as pesquisas revelam que os homens cometem quatro vezes mais suicídio do que as mulheres. Os riscos de tentativas de suicídio e ideação suicida entre indivíduos homo e bissexuais foram avaliados por diferentes pesquisadores e as tentativas de suicídio mais comuns são identificadas em homens com orientação sexual para o mesmo gênero.

Variações nas taxas de suicídios estão associadas à raça, etnia e cultura. Dois em cada três suicídios são de homens brancos, mas o suicídio entre negros está crescendo, quatro vezes maior do que para as mulheres brancas e oito vezes maior do que para as mulheres negras. O suicídio entre jovens indígenas está crescendo significativamente e entre os imigrantes (mundialmente) são encontradas as taxas mais altas de suicídios do que a população nativa. O choque cultural é causa de suicídios na velhice, visto que os valores da sociedade como um todo se modificam alterando a identidade familiar que resulta no isolamento dos idosos e contribui para o suicídio.

Quanto ao estado civil e ocupação, o casamento reforçado por filhos tende a diminuir o risco de suicídio. A taxa de suicídio varia de 11 por 100 mil para pessoas casadas enquanto que para as solteiras que nunca se casaram a taxa global de suicido é duas vezes maior. O suicídio ocorre com maior frequência do que o usual entre indivíduos socialmente isolados e com história familiar de suicídio (tentativas ou suicídio consumado). 

Quanto maior a condição social de uma pessoa, maior é o risco de suicídio, mas uma queda na condição social também aumenta esse risco. Ter uma ocupação (emprego, trabalho) em geral protege a pessoa contra o suicídio e, dentre as profissões, os médicos apresentam um índice maior de possibilidades de suicídio, sendo a proporção de suicídio entre as mulheres médicas maior do que a relacionada a outras mulheres com mais de 25 anos de idade.

Assim como no alcoolismo, a prevenção ainda é a melhor maneira de reduzir os danos causados ao indivíduo e a identificação de fatores de risco pode auxiliar na diminuição das tentativas. A prevenção do suicídio deve ser pautada no conhecimento dos fatores de risco e o profissional que atender o paciente com histórico de tentativas de suicídio deve reconhecer o que é uma ideação suicida, plano suicida e meio suicida, bem como tomar precauções para tentar evitar que o paciente atente contra a própria vida.

O comportamento suicida apresenta várias causas complexas e que interagem entre si. A identificação desses fatores e a compreensão de seu papel é essencial para a prevenção do suicídio. O psicólogo deve ficar atento a fatores como pobreza, conflitos intrafamiliares, perda de pessoas queridas ou amigos, rompimento de relacionamento e problemas jurídicos ou ocupacionais que são fatores de risco para suicídio.

A história de suicídio familiar é considerada também um fator de risco relacionado tanto a aspectos sociais quanto genéticos. O uso excessivo de álcool e outras drogas, o abuso físico ou sexual na infância, isolamento social, depressão, transtornos do humor, esquizofrenia, sentimento de desesperança e doenças físicas dolorosas e incapacitantes são fatores que predispõem o suicídio.

Psicoterapia é a aplicação de técnicas especializadas ao tratamento de distúrbios mentais ou a outros problemas de ajustamento cotidiano. O termo psicoterapia inclui diversas técnicas empregadas por especialistas de várias formações teóricas. Deste modo, para o tratamento do paciente alcoolista com risco de suicídio, algumas terapias como: Cognitivo Comportamental, Breve, Psicodinâmicas e Interpessoais e de Apoio são utilizadas na saúde mental.

A psicoterapia do comportamento consiste na aplicação dos princípios da aprendizagem ao tratamento da conduta desordenada, sendo elas:

- Dessensibilização Sistemática: baseia-se no princípio comportamental de contra condicionamento, pelo qual a pessoa supera a ansiedade mal adaptativa induzida por uma situação ou um objeto abordado, de forma gradual, a situação terminada, em um estado psicofisiológico que inibe a ansiedade. São utilizados recursos de relaxamento para aliviar a ansiedade;

- Exposição Gradual Terapêutica: semelhante à dessensibilização sistemática, porém não utiliza técnicas de relaxamento, o indivíduo deve entrar em contato com o estímulo temido para ficar sabendo que não haverá consequências perigosas (ex: medo de gatos, podem progredir de olhar a figura de um gato até segurar um);

- Inundação: também conhecida como implosão, é semelhante à exposição gradual na medida em que envolve a exposição in vivo ao objeto temido. Tal abordagem baseia-se na premissa de que fugir de uma experiência provocadora de ansiedade reforça a ansiedade mediante o condicionamento. Este método funciona melhor com fobias;

- Modelagem Participante: os pacientes aprendem um novo comportamento por imitação, primariamente por observação, sem ter que realizar o comportamento até que se sintam prontos. Esta técnica tem sido usada com sucesso na agorafobia.

A terapia cognitiva, de acordo com seu criador, Aaron Beck é desenvolvida onde o afeto e o comportamento de um indivíduo são determinados pela forma como o mesmo estrutura o mundo. É uma terapia de curto prazo que utiliza colaboração ativa entre paciente e terapeuta para atingir os objetivos terapêuticos, orientada para problemas atuais e sua resolução.

A psicoterapia cognitiva e comportamental consiste em técnicas como: “auto monitoramento, fixação de objetos, gratificação pela realização de metas, analise funcional das situações de ingestão de bebidas alcoólicas e aprendizado de habilidades de enfrentamento alternativas”.

O objetivo da psicoterapia breve é o alívio dos sintomas no paciente para que esse atinja equilíbrio. Se necessário, motivá-lo a aderir um tratamento mais prolongado com o objetivo de reduzir o uso ou abuso de álcool e outras drogas.

A psicoterapia dinâmica engloba quase todas as variedades de psicoterapia breve, intervindo nas crises do paciente. O objetivo é a resolução do desconforto cronicamente suportada e da autoimagem negativa do paciente. O foco de intervenção é o desconforto presente e cronicamente suportado pelo paciente alcoolista.

A psicoterapia de Apoio é uma forma de terapia em que o terapeuta, pelo encorajamento, exortação (animação), sugestão e estímulo de confiança, tenta fortalecer o funcionamento do ego no paciente suicida, sobretudo durante os períodos mais penosos no curso de uma psicoterapia de profundidade. Na psicoterapia de apoio o psicólogo recorre principalmente, a manipulação do meio cultural do paciente, para que lhe sejam propiciados fatores necessários a sua satisfação pessoal/individual, cuja ausência é uma das causas que precipita o comportamento suicida.

A psicoterapia familiar pode tratar as preocupações de qualquer membro da família, tem maior probabilidade de influenciar os filhos, cuja realidade cotidiana é diretamente afetada pelo contexto familiar. A técnica focaliza em intervenções que visem melhorar o funcionamento da família, tem duração de até duas horas por sessão e acontece uma vez por semana.

12/16/2014

Mitomania ou mentira compulsiva


O que é a mitomania
Mentir é o ato de intencionalmente e deliberadamente fazer uma declaração falsa. A mitomania ou mentira compulsiva é uma tendência patológica pela mentira. A maioria das pessoas fazem isso por medo, mas a mentira compulsiva interfere no julgamento racional, no relacionamento familiar e especialmente social. Os termos mentiroso patológico, mitômano e mentiroso crônico são frequentemente usados para se referir a um mentiroso compulsivo.
Quais são as causas da mitomania?
A literatura aponta que não existe uma causa da mitomania, mas um conjunto de fatores associados podem provoca o problema: histórico de vida, relacionamentos, padrão de relação parental, genética e experiências. Acredita-se que a baixa autoestima, necessidade de apreço ou atenção e a tentativa de se proteger de situações constrangedoras marquem o início da mitomania.
Como a mentira compulsiva pode se desenvolver desde a infância?
Na infância, devido a imaturidade ­mental, as crianças podem mentir com alguma recorrência. Muitas crianças tem dificuldade de enfrentar algumas frustrações e críticas e acabam mentindo para os pais na tentativa de preservar sua auto imagem. Essa característica só assume um caráter patológico quando a criança inclinada à mitomania constata que sua mentira pode ser entendida como verdade sem nenhuma consequência negativa associada.
Por outro lado, um sentimento de prazer e de poder pode facilmente incitá-la a repetir o mesmo comportamento. À medida que os colegas acreditam em suas histórias e ela começa a se sentir aceita e interessante, o mitômano passa a contar cada vez histórias mais incríveis e a tornar disso um hábito com a repetição do comportamento de mentir sem nenhuma finalidade específica. Esse distúrbio pode ter origem na baixa autoestima da criança e na supervalorização de suas crenças, com o não enfrentamento da angústia ou frustração associada a uma situação.
Qual a diferença entre um o indivíduo que fala uma mentira esporádica e o mentiroso compulsivo
Um mentiroso compulsivo é definido como alguém que mente como um hábito, desde a infância. Mentir, neste caso, é a sua forma normal de responder à qualquer pergunta, por mais simples que seja. Algumas vezes são pequenas mentiras, outras são muito elaboradas, cheias de detalhes, que induzem a própria pessoa a acreditar nelas. Mentirosos compulsivos podem esconder a verdade sobre tudo, quer seja algo grande ou pequeno. Por outro lado, para um mentiroso compulsivo, dizer a verdade pode chegar a ser muito estranho e desconfortável.
Qual é a diferença entre um sociopata e um mentiroso compulsivo?
Um sociopata é normalmente definido como alguém que mente incessantemente para obter uma vantagem a sua maneira, ele faz isso com pouca preocupação com os outros. Um sociopata é muitas vezes orientado por um objetivo, ou seja, a mentira é focada para obter um ganho ou vantagem. Sociopatas têm pouca ou nenhuma consideração ou respeito pelos direitos e sentimentos dos outros.
Eles podem ser encantadores e carismáticos, mas usam suas habilidades e talentos sociais de forma manipuladora e egocêntrica. A maior parte dos mentirosos compulsivos não são necessariamente manipuladores, eles sofrem com seu hábito de mentir, tendo as relações sociais sempre sob risco de serem quebradas.
O mitômano possui consciência de que está mentindo?
O mitômano sempre sabe, no fundo, o que ele diz não é totalmente verdadeiro, embora não possuam consciência plena da intenção de cada mentira. Por isso, acabam por iludir os outros em histórias de fins mirabolantes, com o intuito de suprirem aquilo que falta em suas vidas. A tendência a mentira parece ser perseverante, não é provocada pela situação imediata ou pressão social, mas representa uma característica inata da personalidade. As histórias contadas tendem a apresentar o mentiroso sempre favoravelmente. Por exemplo, a pessoa pode ser apresentada como sendo fantasticamente corajosa ou estar relacionado com muitas pessoas famosas.
Como é feito o diagnóstico?
Com o tempo, é natural as pessoas que rodeiam um mitômano perceberem a mentira. Porém, mais importante do que identificar a ação repetida de mentir, é reconhecer este ato como um hábito patológico. Mentira excessiva é um sintoma comum de diversas doenças mentais. Por exemplo, pessoas que sofrem de transtorno de personalidade antissocial usualmente mentem para se beneficiar dos outros.
Alguns indivíduos com transtorno de personalidade borderline podem mentir para chamar a atenção, alegando que eles foram mal tratados ou pressionados. A mentira patológica, pode ser descrita como um vício em mentir. É quando o indivíduo mente sem nenhum ganho pessoal. As mentiras são geralmente brancas e muitas vezes parecem sem sentido. O diagnóstico da mitomania pode ser feito pelo médico psiquiatra ou psicoterapeuta após uma avaliação.
Existem diferenças no cérebro do mentiroso compulsivo?
Yang e colaboradores, 2007 examinaram os volumes de substância branca em quatro sub-regiões pré-frontais, utilizando a ressonância magnética estrutural em 10 mentirosos patológicos, 14 controles antissociais e 20 controles normais. Mentirosos patológicos mostraram um aumento relativamente generalizado na substância branca (23-36%) nas regiões orbito frontal, médio e inferior, mas não superior nos giros frontais em comparação com os controles antissociais e normal. Este aumento da substância branca podem predispor algumas pessoas a mentira patológica.
A mitomania tem cura?
Os mitômanos veem que estão sofrendo de um mal e desejam curar-se, mas raramente procuram ajuda por vontade própria. A compreensão dos companheiros ou familiares é muito importante. Se houver punição o tratamento é dificultado. É preciso fazer uma reinserção social da melhor maneira possível, trazendo o indivíduo positivamente à realidade.
Como é o tratamento?
O mais importante que o indivíduo consiga reconhecer os prejuízos que seu comportamento pode trazer para si e para terceiros e que queira mudá-lo. O tratamento geralmente envolve acompanhamento psicológico e, no caso de pessoas que também apresentem outros quadros psiquiátricos (como depressão e ansiedade), tratamento medicamentoso pode ser recomendado.
Psicoterapia parece ser um dos poucos métodos para tratar uma pessoa que sofre de mentira patológica pois ajuda o indivíduo a desenvolver novos repertórios, reforçando relatos verdadeiros e ignorando relatos falsos. Neste contexto trabalha-se a extinção deste hábito disfuncional através do foco na visão distorcida de si mesmo. Algumas pesquisas indicam que certas pessoas podem ter uma predisposição para mentir.
Quais os riscos para o mitômano que não busca tratamento

Há muitas consequências de ser um mentiroso patológico. Devido à falta de confiança, relacionamentos e amizades tendem a ser destruídos. Se a doença continua a progredir, a mentira pode se tornar tão grave que eventualmente pode causar problemas de ordem social, psicológica e até legal. A pessoa geralmente é excluída do grupo que frequenta por vivenciar situações sem saída, passar por situações embaraçosas e perder a confiança de todos ao seu redor.

12/15/2014

Dependência Química, Recuperação e Alimentação – Cacau

Cacau: planta (medicinal) com um efeito estimulante sobre o sistema nervoso, utilizado para tratar uma depressão ou depressão leve, mas também utilizado na prevenção de doenças cardiovasculares, se apresenta na forma de alimento (chocolate), bem como de cápsula.

O cacau cresce geralmente nos países tropicais. O cacau está na origem do chocolate, um alimento bastante consumido em todo o mundo, principalmente no ocidente. A origem do cacau vem dos Maias, para os quais este era considerado o "alimento dos Deuses". Do ponto de vista médico e nutritivo, estudos comprovaram o efeito benéfico do cacau (do chocolate meio amargo, de preferência) para tratar uma depressão passageira ou melhorar o sistema cardio-vascular. A concentração de cacau é superior no chocolate meio amargo, portanto, se você quiser ter os efeitos benéficos do cacau, dê preferência a este tipo de chocolate.

Constituintes 
Xantinas [teobromina,...], feniletilamina (responsável pelo efeito anti-depressivo), flavonoides, endorfinas, polifenóis.

Partes utilizadas 
Grãos 

Efeitos do cacau 
Ação sobre o sistema nervoso (leve anti-depressivo), antioxidante, emagrecedor, diurético.

Benefícios do cacau
- Consumido em forma de chocolate, ele pode ter um efeito contra a depressão leve e uma ação positiva sobre o sistema cardiovascular (graças ao efeito antioxidante.

- Em cápsula, ele pode ter um efeito positivo contra o excesso de peso e gordura. Atenção, na forma de chocolate (alimento) é completamente o oposto do que parece, especialmente se você consumir mais que duas barrinhas por dia.

- Outro estudo britânico realizado com 114 mil pessoas, publicado em Agosto de 2011, mostrou que pessoas que consomem duas barrinhas de chocolate (de preferência preto) por dia, tinham um risco 37% menor de sofrer de doenças cardiovasculares (por exemplo, infarto do coração), 29% menor de sofrer de AVC e 31% menor de sofrer de diabetes.

Efeitos secundários 
Enxaqueca, distúrbios gastrointestinais, ganho de peso (no caso de consumo excessivo de chocolate).

Preparações à base de cacau

- Em forma de alimento: chocolate

- Infusão de cacau

- Cápsula de cacau

- Em forma de manteiga de cacau (contra o ressecamento labial)

Dependência Química, Recuperação e Alimentação – Alfazema

Alfazema: planta medicinal utilizada em uso interno para tratar a ansiedade ou o nervosismo, e em uso externo para desinfetar os ferimentos leves. Ela pode ser encontrada em cápsulas ou líquido. - A alfazema é uma planta muito comum na França e no Midi (Provence,...), e muitos moradores dessa região a colhem e a destilam através de um aparelho, para obter um óleo essencial. Ela também pode ser utilizada em infusão para os distúrbios do nervosismo e da ansiedade.  Esta planta tem um perfume extraordinário e pode ser utilizada para vários fins, experimente. 

O óleo essencial de lavanda é um bom óleo para tratar a acne. Este é o único óleo essencial que pode ser aplicado puro diretamente na pele, mas tenha cuidado com os olhos. 

Basta aplicar diretamente sobre a acne uma vez por dia. Este óleo essencial desinfeta e ajuda a pele a cicatrizar. É aconselhável aplicar na hora de dormir, uma vez que a lavanda, além do cheiro bom pode causar sonolência. 

Constituintes 

Óleos essenciais de alfazema 

Partes utilizadas 

Flores secas 

Propriedades da alfazema 

Em uso interno: 

Calmante, leve sonífero (distúrbios do sono), ansiolítico 

Em uso externo: 

Desinfetante, hiperemiante, antisséptico, anti-inflamatório, antifúngico, antimicrobiano 

Indicações da alfazema 

Em uso interno: 

Ansiedade, nervosismo, distúrbios do sono, estresse 

Em uso externo: 

Ferimentos leves, piolhos (essência para aplicar na nuca), acne 

Preparações à base de alfazema 

- Infusão de alfazema 

- Cápsulas de alfazema 

- Banho de alfazema 

- Óleo essencial de alfazema 

- Spray contra micoses 

- Tintura de alfazema 

- Alfazema para dormir

12/14/2014

Dependência Química, Recuperação e Alimentação – Alface

Planta medicinal utilizada na fitoterapia devido principalmente ao seu efeito calmante, como por exemplo, em casos de insônia. Geralmente utilizado na forma de chá ou decocção.

A alface (e suas variedades) cresce mais ou menos em todo o mundo, mas especialmente nas regiões temperadas e subtropicais.

É interessante notar que a origem o termo Lactuca do latim significa branco, devido à presença de látex desta cor nessa planta. Você pode secar ao sol o látex da alface para obter uma massa escura chamada "lactucarium", que possui um efeito calmante, mas pergunte ao seu médico ou farmacêutico sobre a dosagem e possíveis contraindicações. A espécie chamada alface-brava (Lactuca virosa) parece dar uma concentração e quantidade maior de "lactucarium".

Existem muitas variedades de alface incluem alface, alface romana, crespa, lisa, roxa, etc. A maioria dessas alfaces são consumidos como salada.

Componentes
Ferro, potássio, cálcio, magnésio, lactonas sesquiterpenicas (lactucopicrine, lactucine), vitaminas.

Partes utilizadas
Folhas, látex (como um “leite” branco), hastes.

Efeitos
Sedativo, calmante, emoliente, antioxidante.

A alface é um alimento muito nutritivo
A alface é uma fonte de vitaminas importantes para o organismo, é rica em vitamina A, vitaminas do complexo B (B1, B2 e B3), vitamina C e vitamina K. Contém ainda fibras, betacaroteno, pectina, lactucina, ferro, cálcio, potássio, magnésio e sódio.
  • Ajuda a combater a insônia. 
  • Ajuda a prevenir e a combater a anemia.
  • Ajuda a melhorar os níveis de colesterol. 
  • Ajuda a fortalecer as vias respiratórias.
  • Ajuda a combater resfriados (estados gripais).
  • Tem propriedades analgésicas e acalma dores musculares.
  • Regula os níveis de açúcar no sangue (excelente para diabéticos).
  • Ajuda a combater problemas de flatulência
  • Ajuda contra prisão de ventre.
  • Ajuda a combater o envelhecimento celular
  • Auxilia no combate aos radicais livres
  • Problemas digestivos

Demência

Demência é a perda ou redução progressiva das capacidades cognitivas, de forma parcial ou completa, permanente ou momentânea e esporádica, suficientemente importante a ponto de provocar uma perda de autonomia do indivíduo.
Dentre as causas potencialmente reversíveis estão disfunções metabólicas, endócrinas e hidroeletrolíticas, quadros infecciosos, déficits nutricionais, distúrbios psiquiátricos, como a depressão (pseudodemência depressiva) e as doenças passíveis de tratamento neurocirúrgico, principalmente a hidrocefalia do idoso (hidrocefalia de pressão normal), hematoma subdural crônico, higroma e tumores cerebrais.
Tipicamente, essa alteração cognitiva provoca a incapacidade de realizar atividades da vida diária. Os déficits cognitivos podem afetar qualquer das funções cerebrais, particularmente as áreas da memória, a linguagem (afasia), a atenção, as habilidades visuo construtivas, as práxis e as funções executivas, como a resolução de problemas e a inibição de respostas.
A demência pode afetar também a compreensão, a capacidade de identificar elementos de uso cotidiano, o tempo de reação e os traços da personalidade. Durante a evolução da doença, pode-se observar a perda de orientação espaço-temporal e de identidade. À medida que a doença avança, os dementes também podem apresentar traços psicóticos, depressivos e delírios ou alucinações.
Embora a alteração da memória possa, em poucos casos, não ser um sintoma inicialmente dominante, é alteração típica da atividade cognitiva nas demências - sobretudo para a mais frequente delas, ligada à doença de Alzheimer -, e sua presença é condição essencial para o diagnóstico. A depender da origem etiológica, a demência pode ser reversível ou irreversível.
Prevalência
O envelhecimento da população leva a um aumento das doenças crônicas e degenerativas, acarretando um maior custo-paciente na área de saúde e a necessidade de inúmeras adaptações sociais, ambientais e econômicas. É provável que em 2025, o Brasil se torne o 6o país com mais idosos no mundo então é importante começar o trabalho preventivo o mais cedo possível.
O número de vítimas de demências aumenta exponencialmente com a idade afetando apenas 1,1% dos idosos entre 65 e 70 anos e mais de 65% depois dos 100 anos. A doença de Alzheimer, o tipo de demência mais comum, é mais comum em mulheres enquanto as demências vasculares, segundo tipo mais comum, são mais comuns em homens.
A prevalência média de demência, acima dos 65 anos de idade, é de 2,2% na África, 5,5% na Ásia, 6,4% na América do Norte, 7,1% na América do Sul e 9,4% na Europa.
Tipos
A demência é um termo geral para várias doenças neurodegenerativas que afetam principalmente as pessoas da terceira idade. Todavia a expressão demência senil, embora ainda apareça na literatura, tende a cair em desuso. A maior parte do que se chamava demência pré-senil é de fato a doença de Alzheimer, que é a forma mais comum de demência neurodegenerativa em pessoas de idade.
Embora existam casos raros diagnosticados de pessoas na faixa de idade que vai dos 17 anos aos 50 anos e a prevalência na faixa etária de 60 aos 65 anos esteja abaixo de 1%, a partir dos 65 anos ela praticamente duplica a cada cinco anos. Depois dos 85 anos de idade, atinge 30 a 40% da população. Segundo a Organização Mundial da Saúde a exposição aos disruptores endócrinos poderá desencadear a doença deAlzheimer.
A demência pode ser descrita como um quadro clínico de declínio geral na cognição como também de prejuízo progressivo funcional, social e profissional. As demências mais comuns são:
* Demência no mal de Alzheimer;
* Demência vascular e;
* Demência com corpos de Lewy.
No dicionário internacional de doenças outras demências são classificadas como:
CID 10 - F02.0 Demência da doença de Pick
CID 10 - F02.1 Demência da doença de Creutzfeldt-Jakob
CID 10 - F02.2 Demência da doença de Huntington
CID 10 - F02.3 Demência da doença de Parkinson
CID 10 - F02.4 Demência da doença pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV)
Esses diagnósticos não são exclusivos sendo possível, por exemplo, a existência de Alzheimer simultaneamente com uma demência vascular. Outras classificações incluem a demência na Síndrome de Korsakoff.
Demência reversiva
Há fatores que podem causar demência e que podem ser revertidos.
O uso de drogas
Depressão
Hipotiroidismo, encefalite de Hashimoto
Perda progressiva de visão e audição
Infecções , SIDA, sífilis
Deficiência de vitamina b12, ácido fólico: anemia.
Tumores, hidrocefalia
Reações tóxicas a medicamentos: antidepressivos, antihistaminicos, anticonvulsivos, corticosteroides, sedativos, antiparkinsonianos, anticonvulsivos, antiansiolíticos
Tratamento integrativo
O tratamento integrativo que pretendemos avaliar foi proposto no estudo de. A amostra do estudo foi formada por 35 pacientes (20 do sexo masculino, 15 do feminino) com uma idade média de 71 anos, diagnosticados com demência moderada e depressão. O tratamento proposto pelos autores incluiu: antidepressivos (sertralina, citalopram ou venlafaxina XR, apenas ou em combinação com bupropiona XR), inibidores de colinesterase (donepezil, rivastigmine ou galantamine), como também vitaminas e suplementos (multivitaminas, vitamina E, ácido alfa lipóico, omega-3 e coenzima Q-10).
As pessoas participantes do estudo foram encorajadas a modificar a sua dieta e estilo de vida bem como a executarem exercícios físicos moderados. Os resultados do estudo demonstraram que a abordagem integrativa não apenas diminuiu o declínio cognitivo em 24 meses, mas até mesmo melhorou a cognição, especialmente a memória e as funções executivas (planejamento e pensamento abstrato).
Memória Reconstrutiva
Um estudo publicado no "Journal of Experimental Psychology: Learning, Memory and Cognition" conclui que os declínios que se verificam na memória reconstrutiva são indicio de um comprometimento cognitivo leve e de demência de Alzheimer, e não se verificam no envelhecimento saudável. "A memória reconstrutiva é muito estável em indivíduos saudáveis??, de modo que um declínio neste tipo de memória é um indicador de comprometimento neurocognitivo" revela Valerie Reyna.
Exercícios Mentais
O exercício mental tem um papel fundamental na preservação de uma boa saúde mental. Os exercícios deverão ser variados, com um certo grau de complexidade, ensinar algo de novo e devem ser agradáveis e feitos com regularidade. Deve-se treinar o cálculo mental, ler em voz alta, aprender uma língua nova e treinar as imagens mentais (imagery),e também treinar os sentidos: da audição da visão e do cheiro. A perda da sensibilidade do cheiro, relacionada com o primeiro nervo craniano, é uma dos primeiras capacidades a serem afetados pela demência.
Um estudo do Wellcome Trust Centre for Neuroimaging do UCL demonstrou que o treino intensivo de aprendizado levado a cabo pelos taxistas de Londres para obterem o certificado de motorista de táxi altera a estrutura do cérebro aumentando o volume da matéria cinzenta na área do hipocampo posterior. O estudo revela que o cérebro mantém a plasticidade mesmo em adultos e o treino mental intenso é fundamental para a criação de novos neurônios.
Videogames
Jogos multitarefa
Uma pesquisa, publicada na revista Nature, revela que pessoas idosas com dificuldades cognitivas podem treinar a mente e melhorar a atenção (o foco de longo prazo) e a memória de curto prazo. Os neurocientistas revelam que alguns dos idosos de 80 anos que participaram da pesquisa conseguiram melhorar o seu desempenho e apresentar um padrão neurológico igual ao de um jovem de 20 anos.
O treino com o jogo multi-tarefa, NeuroRacer, um jogo muito simples, desenvolvido por uma equipa da Universidade da Califórnia permitiu ainda registar a alteração que se processa ao nível das ondas cerebrais.
Jogos de estratégia
Um outro estudo da UCL e Queen Mary University of London, usando o jogo StarCraft, também revela que após várias horas de treino há uma melhoria na flexibilidade cognitiva. O Jogo Halo também foi objeto de estudo, e revela que é capaz de melhorar a capacidade de decisão ao torná-la mais rápida.
Tiro em primeira pessoa
Um estudo da universidade dos Países Baixos indica que os jogos de Tiro em primeira pessoa melhoram a memória de curto prazo e a agilidade mental. Há ainda a possibilidade do habito de jogar determinados tipos de jogos melhorar o bem estar e diminuir a possibilidade de ter depressão.
Segundo o Dr Adam Gazzaley "Isso confirma nossa compreensão de que os cérebros de adultos mais velhos, como os dos jovens, são 'plásticos' - o cérebro pode mudar em resposta ao treinamento focado".
Um estudo revelou que jogar o jogo “Super Mario 64” provocava aumento nas regiões do cérebro responsáveis pela orientação espacial, pela formação da memória e planejamento estratégico, bem como uma melhoria das capacidades motoras finas das mãos.
Jogar jogos diferentes, cada jogo focado no desenvolvimento específico de uma capacidade cognitiva distinta, e não apenas um só tipo de jogo, treina e desenvolve um leque mais vasto de capacidades cognitivas.
Exercícios físicos
Em questão aos exercícios físicos, segundo Pérez e Carral (2008), estes apresentam um potencial de melhorar a plasticidade do cérebro, reduzindo as perdas cognitivas ou minimizando o curso progressivo da demência. A importância dos exercícios físicos no tratamento da demência pode ser apoiada por outros estudos.
O levantamento de pesos, comparado com outros exercícios revelou melhores resultados embora um conjunto de exercícios envolvendo levantamento de pesos, aeróbica e equilíbrio tivesse melhorado as capacidades linguísticas.
Alimentação
Uma dieta funcional e exercícios físicos associados também demonstraram serem protetivos contra o desenvolvimento da demência ou para diminuir o curso progressivo dessa patologia. Não obstante, pessoas com tendência a demência que utilizaram vitaminas antioxidantes (vitaminas C e E, por exemplo) apresentaram menor perda cognitiva que pessoas que não utilizaram tal recurso. A deficiência de vitamina D está associada a um risco significativamente maior do desenvolvimento de demências incluindo a doença de Alzheimer.
Pessoas com demência tenderam a ter uma alimentação mais pobre em macronutrientes, cálcio, ferro, zinco, vitamina K, vitamina A e ácidos gordurosos, o que pode acentuar o curso degenerativo da doença. Aspecto que justifica a administração de suplementos alimentares para essa população, devido à dificuldade de se alimentar, um dos sintomas que tendem a fazer parte do quadro de demência.
Em relação ao ácido alfalipóico e à coenzima Q10, potentes antioxidantes cerebrais, ou seja, redutores dos radicais livres, existem evidências em estudos que essas substâncias também contribuem significativamente para a redução da progressão das perdas cognitivas em pessoas com demência, além de serem agentes protetivos. Tais substâncias são produzidas naturalmente pelo organismo, mas essa produção tende a reduzir-se com a idade.
Comportamentos saudáveis
Metade das demências podem ser prevenidas ou pelo menos adiadas mantendo uma vida social, intelectual e profissional ativa. Uma vida com compromissos e ativa também revelou melhorar as perdas cognitivas em demências mais moderadas. O uso do fumo também pode vulnerabilizar as pessoas para a demência. Desse modo, a mudança do estilo de vida é um fator fundamental para minimizar o curso das perdas evidenciadas na demência.
Portanto, podemos observar que, no estudo de Bragin et al. (2005), foram utilizados como tratamento da demência vários recursos disponíveis para tanto. Ocorreu uma melhora significativa em funções cognitivas importantes, prejudicadas pela demência moderada.
Assim, o diagnóstico precoce da demência é um aspecto importante para que os tratamentos existentes possam diminuir a progressão das perdas cognitivas, funcionais, sociais e profissionais em pessoas com essa patologia. Conforme demonstrou o estudo de Bragin et al. (2005), o tratamento deve ser integrativo, envolvendo uma equipe multidisciplinar, com medicações específicas e suplementação alimentar, além de uma mudança do estilo de vida que inclui exercícios físicos moderados, cessação do uso do fumo, uma alimentação adequada e uma vida com o máximo possível de atividades.
Uma abordagem integrativa pode reduzir o curso das perdas cognitivas da demência, porém, ainda não existem tratamentos que possam "curar" integralmente essa patologia. Assim, a prevenção ao longo da vida é o melhor recurso existente. É importante durante a vida manter uma alimentação saudável e exercícios físicos regulares; bem como, na aposentadoria, torna-se imprescindível manter um estilo de vida ativo.
Psicoterapia

É frequente a comorbidade entre depressão, transtornos de ansiedade, distúrbios comportamentais e transtornos delirantes e demências, por isso é importante o acompanhamento psicológico regular. Esse acompanhamento inclui os familiares pois a demência causa grande impacto nos cuidadores, especialmente na família nuclear, os deixando vulneráveis a transtornos psicológicos como síndrome de Burnout (exaustão física e psicológica). São necessárias mais políticas públicas de apoio aos cuidadores pois, quando exaustos, tendem a colocar os idosos em asilos aumentando seriamente as despesas do governo.

Demência

A demência é um transtorno cognitivo em que ocorre uma deterioração gradual do funcionamento do cérebro afetando a memória, o julgamento, a linguagem e outros processos cognitivos avançados. A demência pode ocorrer em qualquer período da vida do indivíduo, mas é mais comum e freqüente em idosos.

Tendo ainda de ser acompanha pelo menos de uma perturbação cognitiva (afasia, apraxia, agnosia ou perturbação do funcionamento executivo), grave comprometimento do funcionamento ocupacional ou social, e um declínio em relação a um nível anteriormente superior de funcionamento.

A demência pode ser causada por diversas doenças: o abuso de álcool e drogas que resultam em mudanças prejudiciais no funcionamento cognitivo; doenças infecciosas ou depressão também podem causar demência, mas essa pode ser reversível por meio de tratamento da doença principal. No entanto há outros transtornos que são irreversíveis como, por exemplo, a doença de Alzheimer.

A demência e o delirium se diferenciam em dois aspectos: o delirium tem início agudo e a demência avança gradativamente; as pessoas com demência não ficam desorientadas ou confusas no estágio inicial, no delirium sim.

Mas se igualam em causas incluindo trauma cerebral, como o derrame (destrói os vasos sanguíneos), doenças infecciosas (sífilis e HIV), lesão grave na cabeça, introdução de certas substancias tóxicas ou venenosas, e doenças, como o Parkinson e a mais comum da demência, a doença de Alzheimer.

As demências podem ser de vários tipos: Demência do Tipo Alzheimer, Demência Vascular, Demência Devida à Doença do HIV, Demência Devida a Traumatismo Craniano, Demência Devida à Doença de Parkinson, Demência Devida a Doença de Pick, Demência Devida à Doença de Creutzfeldt-Jakob, Demência Devida a Outras Condições Médicas Gerais e Demência Persistente Induzida por Substância.

Insanidade mental

A insanidade mental e a neurastenia

Representando o estado normal do ego por uma linha horizontal as divergências que ocorrem nesta linha mental de “normalidade” são classificadas por graus de alienação na seguinte ordem de grandeza crescente, ou seja: demência precoce, paranoia, insanidade maníaco-depressiva, melancolia, psicoses e psicoses tóxicas e/ou por exaustão.

A insanidade na puberdade e adolescência, ocorre antes da idade de 20 anos, às vezes pode entrar em silêncio e insidiosamente com um longo período de pseudo-neurastenia.

A paranoia é uma forma de grave e progressivo transtorno mental que vem depois da adolescência e tem uma tendência a um curso cíclico em que co-existem na primeira depressão com mau humor, desconfiança, egoísmo, e um sentido de ser mal tratado, em seguida com delírios sistematizados e às vezes, explosões de excitação ativa. O curso é longo, mas a tendência é menor para a demência, pois, embora o grau de alienação é grande a deterioração orgânica do cérebro é quase desprezível.

A condição conhecida como insanidade maníaco-depressiva, é mais difícil de se reconhecida. Percebemos com maior facilidade alguns sintomas, mas a melancolia da mania aguda é um fato verdadeiro e raro.

Mas há uma insanidade depressiva que começa cedo na vida, freqüentemente se desenvolve por pequenas causas e se repete uma e outra vez, com ligeira tendência para a demência. A melancolia crônica de meia-idade e mais tardia e muitas vezes é anunciada por um “histórico de prostração nervosa ou do obscuro ataques nervosos a partir dos 20 anos ou mais tarde”.

Esta melancolia pode ser facilmente entendida por uma psicose pura, ou como se chama vulgarmente de loucura maníaco-depressiva na juventude que pode se tornar crônica com complicações e alterações degenerativas da vida adulta.

12/13/2014

Dependência Química, Recuperação e Alimentação – Beladona

Beladona: Planta Medicinal indicada em caso de problemas do sistema nervoso ou da digestão bem específicos. É prescrita sob estrita supervisão médica e é geralmente encontrada em forma de gotas.

Descrição: Família das Solanáceas. É um arbusto cujos frutos, semelhantes a cerejas escuras, encerram os alcaloides "atropina", "hiosciamina" e "escapolamina". O primeiro é usado sobretudo na oftalmologia, e os demais no tratamento de doenças nervosas. "Nenhuma planta conhecida, nem mesmo o ópio e a quina, tem mais aplicações na terapêutica; principalmente no tratamento do vasto grupo das neuroses" (Caminhoá). 

Os homeopatas incluíram a beladona nos doze medicamentos policrestos, isto é, que têm muitas aplicações medicinais. É empregada contra a epilepsia, a afonia, o tétano, a tosse, asma e coqueluche, sendo útil também na afonia, na disenteria, na nevralgia, convulsões, hidrofobia. delirium tremens, cólica hepática, reumatismo, gripe, resfriado, hérnia estrangulada, estreitamento da uretra, escarlatina, metrite, flegmasia, pneumonia, panarício, hematese e palpitações do coração.

Parte utilizada: Flores, folhas.

Indicações: Relaxa os músculos lisos, reduz as dores das cólicas urinárias e da vesícula biliar, aliviam as crises de asma (antiasmático). São igualmente usados para reduzir os suores noturnos dos tuberculosos. O efeito da atropina (dilatação da pupila ocular) é utilizado nos exames oftalmológicos. Usada no tratamento externo das hemorroidas. Tratamento anticolinérgico, cólicas gastrointestinais ou abdominais, asma, prisão de ventre,

* Atenção, não utilize medicamentos à base de beladona ou a própria planta em automedicação, estes remédios devem sempre ser prescritos por um médico. 

Princípios Ativos: Contêm 1% de alcaloides derivados do tropano (hiosciamina, atropina), ácido atrópico, beladonina e escopolamina.

Toxicologia: A atropina (alcaloide) é de uso perigoso, pois torna toda a planta extremamente venenosa. Essa planta nunca deve ser usada em preparados caseiros. Utilize somente medicamentos industrializados, seguindo rigorosamente as indicações dos profissionais de saúde. São conhecidos casos de envenenamentos mortais em crianças e em adultos, que confundem as bagas da beladona com as do murtilho; não se deve lançar mão dela, nem em quantidades pequenas, sem a supervisão de um médico. O simples fato de manipulá-la pode ser perigoso. Tem efeitos psicoativos, provocando alucinações, náuseas, cegueira; a ingestão de dez bagas é mortal.

Modo de usar: - cigarros de beladona: abrandar os acessos de asma, bronquite e coqueluche; - pomadas diminuir a dor dos pacientes com caxumba, reumatismos e outras nevralgias; - internamente: cólicas intestinais e renais; - externamente: pomadas e cataplasmas; - internamente: tintura (dose máxima diária: 50 gotas); extrato fluido (dose máxima diária: 5 gotas).

Propriedades: Antiasmático, relaxante muscular. Parasimpatolítico, espasmolítico, inibidor da secreção, analgésico 

Efeitos secundários

Podem ocorrer vários efeitos secundários. Na compra de um medicamento, queira ler a bula e pedir orientações a um especialista. 

Contra-indicações 

Inúmeras contra-indicações; consulte seu médico

Dependência Química, Recuperação e Alimentação – Alcachofra

Planta medicinal protetora do fígado, utilizada contra problemas hepáticos como os cálculos biliares, má digestão, ou ainda, em caso de cirrose. É apresentada em forma de cápsulas. Esta planta utilizada há muito tempo, pôde mostrar efeitos protetores do fígado (graças à cinarina, um composto da alcachofra) e é uma das mais utilizadas e indicadas para esse tipo de problema. A alcachofra cresce de preferência em zonas quentes. A as folhas e capítulos de alcachofra são colhidas no início do verão (sul do Brasil).

Constituintes 

Cinarina, princípios amargos, flavonóides

Partes utilizadas 

Folhas

Propriedades da alcachofra

Hepatoprotetora, colerética (estimula a produção da bile), colagoga (estimula a eliminação da bile).

Indicações 

Problemas do fígado, doença do fígado (cálculos biliares), dispepsia (problema digestivo) e sintomas de dispepsia funcional (síndrome do desconforto pós-prandial), síndrome do cólon irritado, inchaços, náuseas, icterícias (amarelão), cirrose, dor de barriga, colesterol (hipercolesterolemia leve a moderada).

Contra-indicação 

Alergia à planta. Gravidez e amamentação.