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10/22/2014

ALECRIM


O alecrim é uma das plantas mais conhecidas do mundo devido a sua imensa funcionalidade. Ele pode ser usado em alimentos, como medicamento natural e ainda tem seus poderes esotéricos. Aqui vamos conhecer um pouco mais das principais características dessa planta tão popular e aprenda como usá-la em caso de tratamento de doenças, assim como uma deliciosa e muito fácil receita de batatas temperadas com alecrim.

O alecrim é um das espécies de plantas que faz parte da família das Lamiaceae e biologicamente recebe o nome de Rosmarinus officinalis. De origem do continente europeu, o alecrim já é hoje cultivado em diversos países ao redor do mundo e com isso, outras denominações para essa planta foram aparecendo e você pode encontrar o alecrim com outros nomes dependendo da área de cultivo.
Algumas dessas denominações são: Alecrim da horta, alecrim de jardim, alecrim rosmarino, alecrim de cheiro, alecrim rosmarinho, erva de graça, libanotis e rosmarino. Categorizado como um arbusto e erva condimental e/ou medicinal, o alecrim deve ser cultivado em sol pleno e de preferência em climas de características mediterrâneo, continental, oceânico, subtropical e tropical.

Sendo cultivado com as condições ideais de solo, umidade e iluminação, o alecrim pode crescer até 1,20 metros de altura. Sendo assim, você terá uma planta que floresce durante todo o ano, por isso o alecrim é considerado uma planta perene. O alecrim apresenta-se com folhas filiformes, com tamanho pequeno e sem variação de cor, sendo sempre verdes na parte superior e um pouco branca na parte inferior.
Apresenta alguns pelos bem finos e curtos, característicos da planta. As flores dessa planta variam entre as cores azuis, brancas, roxas e rosas, tendo seu florescimento durante o ano inteiro. Como é uma planta muito popular em jardins, é importante você conheça bem as condições de cultivo para ter sempre lindos ramos e alecrim florescendo. Além de ter uma planta que vai te ajudar bastante na hora de temperar pratos na culinária, você deixará o seu ambiente com um aroma muito mais agradável.

O alecrim é uma planta que gosta de terra bem umedecida e rica em componentes orgânicos. Pode ser cultivada ao sol, mas a planta não gosta de ambientes muito quentes, podendo murchar em caso de ficar muito tempo exposta ao calor. Você pode cultivar o alecrim diretamente no solo ou em vasos que ele se desenvolve bem, como a reprodução é por estaquias, não existe problema em ter essa planta dentro de casa.

O alecrim é muito usado na culinária como tempero. Ele possui um aroma muito agradável e dá um gosto todo especial aos seus pratos.

Com grandes propriedades medicinais, o alecrim possui diversos componentes que podem ser usados no tratamento de muitos problemas de saúde. Na sua composição, podemos encontrar alguns constituintes químicos como, por exemplo, o ácido ascórbico, ácido labiático, ácido rosmarínico, cânfora, elemol, mirceno, rosmanol, timol, tanino, entre outros. 

Cada um desses componentes vai ser responsável no tratamento de diversos problemas de saúde como depressão, reumatismo, cicatrização de feridas, cansaço, debilidade cardíaca, gases intestinais, inapetência, asma, calvície, entre outros problemas de saúde. Você pode usar o alecrim como infusão, pó das folhas, tintura, extrato fluido, decocção, vinho medicinal, banho, xampu, loções capilares e uso externo. Para saber exatamente como usar nesses casos, separamos as dosagens de acordo com a forma de uso.

- Infusão: Você vai fazer a infusão com 1 xícara de cafezinho com folhas secas ou frescas de alecrim para meio litro de água. Colocar no fogo e deixar ferver por 15 minutos. O ideal é tomar 1 xícara de chá com um intervalo mínimo de 6 horas entre elas.
- Pó: o pó é feito das folhas secas e deve ser jogado em ferimentos, ele age como um ótimo cicatrizante.
- Tintura: usar 50 gramas de folhas secas em 1 litro de álcool de cereais. Deixe de molho durante 5 dias, filtre o líquido e o conserve em um recipiente totalmente escuro. A dosagem correta é de 40 gotas diluídas em um copo de água por 10 ou 15 dias. O tratamento ideal para tintura de alecrim é de hemorroidas.

- Extrato Fluido: tomar de 1 a 5 mg por dia.
- Decocção: usar de 50 a 200 ml por dia.
- Banho: você vai ferver 3 xícaras de chá cheias com folhas de alecrim para 1 litro de água. Deixe fervendo por 5 minutos. Coe para retirar as folhas e banhe-se com o “chá” resultante.
- Vinho Medicinal: usar 50 gramas de folhas de alecrim para 1 litro de vinho e deixar apurando durante 10 dias. Filtre o liquido e adoce com mel. Tome 1 cálice da bebida sempre antes das principais refeições.


Existem poucas contra indicações para o alecrim, sendo totalmente tóxico para gestantes, se tomadas em excesso podem causar irritações no intestino, aborto, infecção e irritação na pele. Pessoas com problemas na próstata e com diarreia também não devem fazer uso de nenhum medicamento a base de alecrim.

MANJERICÃO ou BASÍLICO (Ocimum basilicum)

MANJERICÃO ou BASÍLICO (Ocimum basilicum)
UMA EXPLOSÃO DE SABORES E VANTAGENS MEDICINAIS!
ERVAS AROMÁTICAS


CONHECIDO POR AUMENTAR O SABOR DOS PRATOS, DIVERSOS ESTUDOS APONTAM QUE ESTA ERVA CONSUMIDA DIARIAMENTE, TAMBÉM PROMOVE AÇÕES ANTI-INFLAMATÓRIAS, ANTIBACTERICIDAS, ANTI-ENVELHECIMENTO; AUXILIA NO COMBATE AO DIABETES, AO STRESS E NA ARTRITE REUMATÓIDE, TORNANDO-SE UM PODEROSO ALIADO DA BOA SAÚDE!”

De uma riqueza de nutrientes, como a enorme quantidade de vitamina K e cálcio, aos seus óleos antioxidantes, o manjericão oferece uma variedade de benefícios para a saúde. Entre eles destacam-se o ataque aos danos ao DNA e o combate ao stress.

Além disso, semelhante as folhas de hortelã-pimenta, o manjericão é rico em beta-cariofileno, um composto anti-inflamatório que pode tratar doenças como a artrite reumatoide e inflamações do intestino. Usada há milhares de anos, atualmente nota-se uma abundância de evidências científicas para apoiar a reputação do Basílio como uma erva com propriedades medicinais.

HISTÓRIA

O manjericão é uma planta herbácea, aromática e medicinal, conhecida desde a antiguidade pelos indianos, gregos, egípcios e romanos. Ele é dotado também de vasta cultura espiritual e simbolismos, sendo, inclusive, considerado sagrado entre alguns povos hindus, por representar Tulasi, esposa do deus Vishnu. Está relacionado com sentimentos de ódio, amor e luto, mas com certeza é mais amplamente conhecido pelos seus poderes culinários. Do grego, Basílico significa real e possui mais de 60 variedades desta potente erva, diferenciando-se pelo formato e tamanho da folha.

Um dos maiores benefícios do manjericão é a sua habilidade em proteger o DNA, a grande reserva de informação genética do corpo. O DNA é guardado em pequenas unidades funcionais chamadas cromossomas. Os cromossomas podem se danificar em contato com a radiação, produzindo radicais livres, conhecidos por serem espécies reativas ao oxigênio, que alteram o material genético dentro das células e causam mutações que favorecem a produção e crescimento de cancro no organismo.

Dois tipos de flavonoides solúveis em água, a orientina e a vicenina, presentes no manjericão, podem promover proteção contra radicação a nível celular. Num estudo publicado no journal Radiation Research (jornal pesquisa de radiação), ratos receberam orientina ou vicenina antes de serem expostos a radiação nas células da medula óssea. Os cientistas concluíram que ambos os flavonoides reduziram significativamente os danos aos cromossomas por suas propriedades antioxidantes.

ANTI-BACTERICIDA
Numerosos estudos mostram que o manjericão possui propriedades capazes de inibir o crescimento de bactérias patogénicas. Este efeito antibactericida é atributo dos óleos essenciais presentes no manjericão, entre eles incluem-se: ácido rosmarínico, eugenol, linalol, estragol, eugenol, metil chavikol e ácido oleonólico. Num estudo feito por cientisitas iranianos, o óleo essencial de basílico mostrou em testes laboratoriais ser capaz de retardar o crescimento das bactérias nocivas: Staphilococcus aureus, Bacillus cereus e Escherichia coli.

Ainda mais o ácido rosmarínico mostrou ter propriedades efetivas em restringir o crescimento da bactéria Pseudomonas aeruginosa, associada à infecções de pulmão, de acordo com a pesquisa apresentada pelo journal Plant Physiology and Biochemistry.

Algumas espécies de bactérias se tornam resistentes a muitas drogas como antibióticos, tornando-se mais difíceis de tratar. Pesquisadores Búlgaros descobriram que algumas espécies de bactérias resistentes como Enterococcus, Pseudomonas e Staphilococcus, todas foram inibidas quando expostas ao óleo essencial de basílico.

BENEFÍCIOS CARDIOVASCULARES
Pelo seu alto poder antioxidante, pesquisadores encontraram no manjericão um grande protetor da saúde do coração. Num recente estudo plubicado no Journal Oxidative Medicine and Cellular Longevity, cientistas dividiram ratos em 3 grupos por 7 semanas: grupo 1: uma dieta rica em colesterol, grupo 2: dieta rica em colesterol mais extrato de folhas de manjericão e um 3º grupo de controle recebeu apenas uma dieta normal. 

Os resultados mostraram que o extrato de folhas do manjericão preveniu o desenvolvimento do alto colesterol total e colesterol LDL nos ratos alimentados com uma dieta rica em colesterol. Os cientistas concluíram que o extrato da folha do manjericão aumenta o uso do colesterol para a produção de ácidos da bile, fazendo com que se acumule menos no fígado e assim resulte no alto colesterol.

Um outro estudo sugere ainda que a erva também pode baixar a tensão arterial, um potente fator de risco para o desenvolvimento de doença cardiovascular e ataque cardíaco. Pesquisadores Chineses descobriram que ratos hipertensos alimentados com extrato de folhas de manjericão diariamente pós 4 semanas, tiveram a redução da pressão sistólica para 20 mmHg e a diastólica para 15 mmHg (valores padrões ideais).

Como o manjericão é uma rica fonte tanto de magnésio como de betacaroteno, são nutrientes chaves no suporte cardiovascular. O aumento de magnésio na dieta tem sido associado com baixos níveis de inflamação e disfunção endotelial, de acordo com um estudo revisto no American Journal of Clinical Nutrition.

Pesquisadores na Holanda no National Institute for Public Health andthe Environment (RIVM) avaliaram uma relação no consumo entre os carotenoides, tocoferol e vitamina C e a morte por problemas cardiovasculares em homens de 65 anos ou mais, por um período de mais de 15 anos. Os cientistas concluíram que um aumento da ingestão de carotenoides reduziu mortalidade por doenças cardíacas em 20% .

STRESS, ANSIEDADE E SISTEMA IMUNITÁRIO

Embora o stress agudo seja parte normal da vida, o stress crónico e seus distúrbios relacionados, tais como a ansiedade, podem desencadear alterações na resposta do sistema imunitário, inibindo-o.

O manjericão mostrou habilidades em aliviar o stress, de acordo com um estudo publicado no Journal Evidence-Based Complementary and Alternative Medicine. Os cientistas examinaram os efeitos do extrato de manjericão nos sintomas de stress em 158 homens e mulheres. 

Os pacientes receberam um placebo ou 1200 mg de extrato de manjericão por 6 semanas. No final do estudo, o grupo que recebeu o tratamento mostrou redução de até 39% nos sintomas de stress, como problemas de sono, cansaço e esquecimento e 87,5% relataram melhoras nos problemas sexuais ligados ao stress.

Outro estudo conduzido por cientistas Indianos, revelaram que 35 pessoas com ansiedade que tomaram 1000 mg de extrato de manjericão por 60 dias reduziram a ansiedade em 34,2% e o stress em 27,5%. O extrato da folha do manjericão possui um impacto positivo na regulação no eixo hipotálamo-hipófise-supra-renais (eixo HHA), o sistema que controla a reação do corpo ao stress.

O Manjericão também modula diretamente o sistema imunitário. Pesquisadores do All India Institute of Medical Sciences in New Delhi, na Índia forneceram à 22 homens e mulheres placebo ou 300 mg do extrato da folha do manjericão por 4 semanas. Os participantes que consumiram o manjericão possuíam, em relação ao grupo placebo, melhoras em todos os parâmetros imunológicos: a interleucina-4 e glóbulos brancos (células-T, o exército de defesa do corpo).

FINTAR O DIABETES

Em qualquer plano no controle das diabetes, um dos pontos fundamentais é a regulação do açúcar no sangue. Num estudo de 4 semanas, conduzido por Azad University of Agriculture and Technology in Kanpur, Índia, 40 pacientes com diabetes tipo 2, receberam placebo ou 2,4 gramas de pó seco de folhas de manjericão. No final das 4 semanas, o grupo de tratamento apresentou redução de 17,6% nos níveis de glicose em jejum e 7,3% nos níveis de glicose após as refeições.

É provável que um dos possíveis mecanismos para o efeito do manjericão na queda da glicose, seja o ácido ursólico, que tem demonstrado inibir a alfa-glucosidase, substância que reduz a absorção da glicose pelo intestino delgado e preveni que ela suba no sangue. Além disso, o ácido ursólico, também apresenta propriedades protetoras do coração e proteção anticâncer.

COMBATER A ARTRITE COM SABOR

Enquanto existem milhares de compostos nos óleos essenciais do manjericão, o eugenol demonstra o maior potencial para ajudar no combate a artrite. Ele demonstra uma habilidade em diminuir a atividade da ciclo-oxigenase (COX), uma enzima que diminui a produção de células pró-inflamatório.


Um estudo promovido pela University of Science Malaysia in Kelantan, na Malasia, aponta para os benefícios do eugenol no combate à artrite. Os cientistas induziram a artrite na pata direita e joelhos de ratos, resultando num aumento da inflamação e inchaço. Depois de 26 dias de toma de óleo de rico em eugenol e gengibre, observou-se significante redução do inchaço tanto na pata como no joelho.

10/18/2014

Dislexia – A formação diferenciada do encéfalo dos políticos

Sempre acreditei que político é um ser diferente, (des)dotado de recursos sensoriais no mínimo diferentes do ser humano comum, aqueles a quem eles tudo prometem quando querem se eleger. Para tanto, do que é uma malformação estes indivíduos desenvolvem uma capacidade adaptativa única que, ao invés de os limitar, os torna ímpares no jogo de palavras, no esquecimento do que não interessa, na lembrança do que lhes aprouver em benefício próprio e de sua possível eleição. Aparece ainda mais evidente quando o indivíduo está doido para se reeleger. 

Para quem não sabe, dislexia é uma dificuldade na área da leitura, escrita e soletração, que pode também ser acompanhada de outras dificuldades, como, por exemplo, na distinção entre esquerda e direita (muito comum nos políticos brasileiros), na percepção de dimensões (distâncias, espaços, tamanhos, valores; coisas que se creem ser boas aumentam até o infinito ou se tornam o maior do mundo ou, no caso contrário, pequenos sem valor, quase nada.), na realização de operações aritméticas (discalculia: a Petrobrás que o diga) e no funcionamento da memória de curta duração. Ah, memória de político é algo que eu nem me arrisco a analisar.

A dislexia costuma ser identificada nas salas de aula durante a alfabetização, sendo comum provocar uma defasagem inicial de aprendizado. Não é uma doença e sim uma formação diferenciada do encéfalo que acarreta problemas na aprendizagem, pela dificuldade em decodificar os códigos que lhe são enviados durante os estudos.

A dislexia pode coexistir ou mesmo confundir-se com características de vários outros fatores de dificuldade de aprendizagem, tais como o déficit de atenção/hiperatividade, dispraxia, discalculia, e/ou disgrafia. Contudo a dislexia e as desordens do déficit de atenção e hiperatividade não estão correlacionados com problemas de desenvolvimento.

Tipos

Genética, hormônios durante a gravidez, influência familiar, sistema educacional, socialização, idioma e cultura estão envolvidos na dislexia. O caso mais comum no Brasil.

A dislexia pode ser classificada de várias formas, dependendo da abordagem profissional e dos testes usados no seu diagnóstico (testes fonoaudiológicos, pedagógicos, psicológicos, neurológicos...). Geralmente o diagnóstico é feito por equipe multiprofissional. Uma das possíveis classificações é em:

Dislexia disfonética: Dificuldades de percepção auditiva na análise e síntese de fonemas, dificuldades temporais, e nas percepções da sucessão e da duração (troca de fonemas e grafemas por outros similares, dificuldades no reconhecimento e na leitura de palavras que não têm significado, alterações na ordem das letras e sílabas, omissões e acréscimos, maior dificuldade na escrita do que na leitura, substituição de palavras por sinônimos); Não é a cara dos políticos?

Dislexia diseidética: dificuldade na percepção visual, na percepção gestáltica (percepção do todo como maior que a soma das partes – aqui me parece que posso encaixar a Dilma), na análise e síntese de fonemas (ler sílaba por sílaba sem conseguir a síntese das palavras, misturando e fragmentando as palavras, fazendo troca por fonemas similares, com maior dificuldade para a leitura do que para a escrita – porque ler eles tem que ler mas escrever qualquer um pode fazer para eles, embora não impeça a leitura equivocada daquilo que não escreveram, não entenderam e jamais saberão porque o disseram);

Dislexia visual: deficiência na percepção visual e na coordenação visomotora (dificuldade no processamento cognitivo das imagens – Tá aí a Dilma que não enxerga mais miséria, desemprego, inflação e quando olha para uma obra ou programa vê coisas que só ela enxerga, totalmente distantes da realidade);

Dislexia auditiva: deficiência na percepção auditiva, na memória auditiva e fonética (dificuldade no processamento cognitivo do som das sílabas – Ou seja, político não entende o que lhes é dito ou pior, só entendem o que lhes interessa e distorcem o resto para que lhes possa interessar);

Dislexia mista: que seria a combinação de mais de um tipo de dislexia.

10/16/2014

Alcoolismo: alerta, sinais e sintomas

Anasarca
Sintoma caracterizado por um inchaço distribuído pela pele de todo corpo devido ao derrame de fluido no espaço extracelular. Inclui também ascite. Embora por si só não leve à morte, a doença que a causa pode matar. Por exemplo, o alcoolismo. Algumas das doenças mais graves com este sintoma incluem falência renal e insuficiência hepática que matam por não eliminar todas as toxinas do corpo humano e porque os órgãos não realizam suas funções adequadamente.

Ascite
Acumulação de fluidos na cavidade do peritônio. É comum devido à cirrose e doenças graves do fígado, e sua presença pode esconder outros problemas médicos. Um deles pode ser o alcoolismo crônico.

Astenia
Fraqueza orgânica, porém sem perda real da capacidade muscular. Caso ocorra perda muscular, passa a ser chamado de miastenia. Aparece com frequência na síndrome de abstinência.

Ataxia
Ou distaxia é um transtorno neurológico caracterizado pela falta de coordenação de movimentos musculares voluntários e o equilíbrio que pode ser causada pelo abuso de álcool. É normalmente associada a uma degeneração ou bloqueio de áreas específicas do cérebro e cerebelo.

Ataxia cerebelar: Causada por danos à vias cerebelares, resultam da perda de coordenação motora e planejamento dos movimentos. Os sintomas dependem da área do cerebelo afetada.

Ataxia vestibular: Causada por danos à via vestíbulo-ponto-cerebelar, resultam da perda de equilíbrio gerando vertigem e náusea.

Ataxia sensorial: Causada por danos às vias aferentes e posteriores, resultam da perda de propriocepção (percepção de si mesmo no espaço).

Bradicardia
Termo utilizado na medicina para designar uma diminuição na frequência cardíaca. Convenciona-se como normal no ser humano uma frequência cardíaca entre 60 e 100 batimentos por minuto. Frequências abaixo de 60 constituem a bradicardia.

Disartria
Distúrbio neurológico caracterizado pela incapacidade de articular as palavras de maneira correta e, entre as principais causas, estão as lesões nos nervos centrais e doenças neuromusculares como a Miastenia Gravis (MG). O alcoolismo pode levar a esse distúrbio.

Dispneia
Também chamada de falta de ar é um sintoma no qual a pessoa tem desconforto para respirar, normalmente com a sensação de respiração incompleta. É um sintoma comum a um grande número de doenças.

Esplenomegalia
Também denominada megalosplenia, consiste no aumento do volume do baço, que normalmente pesa 150 g e tem até 13 cm de comprimento em seu maior eixo. A esplenomegalia pode ser causada por diversos motivos entre eles a cirrose decorrente de alcoolismo crônico.

Halitose
É um sinal de que algo no organismo está em desequilíbrio e deve ser identificado e tratado. Existem mais de 50 causas que podem ser de origem fisiológica (hálito da manhã, jejum prolongado, dietas inadequadas...), ou mesmo razões sistêmicas (diabetes, problemas renais ou hepáticos causados entre outros por alcoolismo crônico).

Hematêmese
Saída pela boca de sangue com origem no sistema gastrointestinal, habitualmente do esôfago ou do estômago. É também referido como "vômito de sangue". Pode ser causado por rotura de varizes esofágicas, ou ulceração com hemorragia do estômago, decorrentes de alcoolismo crônico.

Hemoptise
Expulsão sanguínea ou sanguinolenta através da tosse, proveniente de hemorragia na árvore respiratória.

Hepatomegalia
Condição na qual o tamanho do fígado está aumentado. Geralmente indica a existência de uma hepatopatia (doença do fígado). Normalmente a hepatomegalia é assintomática. O aumento pode ser causado por hepatite, a uma infiltração gordurosa, a uma congestão sanguínea ou a uma obstrução inicial das vias biliares; O alcoolismo crônico pode causar essa doença.

Hiperestesia
Distúrbio neurológico que se dá pelo excesso de sensibilidade de um sentido ou órgão a qualquer estímulo. É o aumento da intensidade das sensações. A Hiperestesia se acompanha, em geral, de exaltação dos reflexos tendinosos, maior excitabilidade da sensibilidade fisiológica e aceleração do ritmo dos processos psíquicos. Nos estados de grande ansiedade, de fadiga ou esgotamento, por exemplo, onde a capacidade adaptativa está comprometida, a audição e o tato podem estar aumentados. Pode também ser causada pelo alcoolismo crônico.

Hipoestesia
Perda ou diminuição de sensibilidade em determinada região do organismo. Ocorre com mais frequência em lesões de neurônios periféricos. O termo também é utilizado na psicopatologia e significa quando pacientes depressivos percebem que o mundo ao seu redor é mais escuro; os alimentos não tem mais sabor e os odores quase não são percebidos. O alcoolismo crônico pode ser causador dessa situação.

Icterícia
Sinal clínico caracterizado pela coloração amarelada de pele, mucosas e escleróticas devido a um aumento de bilirrubina no sangue maior que 2 mg/dl (hiperbilirrubinemia). Há algumas causas possíveis para o aumento dos níveis de bilirrubina no sangue. Uma delas é a hepatite alcoólica.

Melena
Ou Malena se refere a fezes pastosas de cor escura e cheiro fétido, sinal de hemorragia digestiva alta. A cor escura se refere às modificações bioquímicas sofridas pelo sangue na luz intestinal colonizada por bactérias. A hemorragia digestiva pode ser causada por alcoolismo crônico.

Noctúria
Necessidade de se levantar durante a noite para esvaziar a bexiga, interrompendo assim o sono. Pode ser causada por cirrose hepática e essa por alcoolismo crônico.

Parestesia
Parestesias são sensações cutâneas subjetivas que são vivenciadas espontaneamente na ausência de estimulação. Formigamento é a sensação causada por falta de circulação sanguínea. Acontece por obstrução momentânea da passagem de sangue a alguma região do corpo. Assim que a irrigação sanguínea é restabelecida, o corpo reage com a sensação de estímulo cutâneo. Pode ser causada por alcoolismo crônico.

Respiração de Cheyne-Stokes
Respiração periódica ou cíclica, é o padrão respiratório que se caracteriza por um movimento respiratório lento crescente e decrescente, que ocorre a cada 40 a 60 segundos. O mecanismo básico consiste em momentos de hiperventilação intercalados com apneia. momento da respiração profunda é o causador do retardo da condução do sangue para o centro respiratório cerebral, o qual sofre uma depressão excessiva.

Encefalopatia Alcóolica

A deficiência de tiamina (vitamina B1) pode levar a uma síndrome chamada de encefalopatia de Wernicke, que caracteriza- se pelo desenvolvimento de sintomas psicóticos, oftalmoplegia, nistagmo, ataxia do andar e do manter- se em pé. Os estágios agudos, se não tratados podem ser seguidos por uma situação prolongada e na maior parte das vezes irreversível, a síndrome de Korsakoff, caracterizada clinicamente por distúrbios da memória, alteração grave da memória remota (amnésia retrógrada), incapacidade de adquirir novas informações e confabulação. Como as duas síndromes estão intimamente ligadas, o termo síndrome de Wernicke-Korsakoff é frequentemente aplicado.

A síndrome é composta por uma tríade de anormalidades clínicas: oftalmoplegia, ataxia e confusão mental. Esses seriam os pilares no diagnóstico da síndrome; porém, não é necessária a presença de todos esses sintomas para diagnosticar a SWK, sendo mais rotineiramente encontrados sinais isolados (de oftalmoplegia e/ou desorientação e/ou estupor e/ou coma). 

Os movimentos oculares podem consistir em nistagmo horizontal e vertical, fraqueza ou paralisia do músculo reto lateral e do olhar conjugado. Em casos avançados, pode-se encontrar oftalmoplegia completa. A confusão mental é caracterizada por diminuição do estado de alerta e atenção e alteração senso-perceptual e da memória. Algumas vezes há progressão para coma.

A síndrome Wernicke-Korsakoff é particularmente comum no cenário do alcoolismo crônico. As características anatomopatológicas variam de acordo com o estágio e a gravidade da doença. Pacientes em fase aguda podem ter alterações em corpos mamilares, hipotálamo e região periventricular do tálamo (acima do aqueduto). Os corpos mamilares, especialmente os núcleos mediais, são as estruturas mais amiúde afetadas e estão acometidos em quase todos os casos. 

Exames histopatológicos, em casos agudos, demonstram edema, necrose, desmielinização, discreta perda neuronal, degeneração esponjosa e aumento de vasos sanguíneos como resultante da hiperplasia; quando há hemorragia petequial, eritrócitos e hemossiderina estão presentes, bem como macrófagos. Nos casos crônicos, há perda neuronal mais marcante e gliose. A ressonância nuclear magnética é um exame complementar útil na detecção dessas lesões cerebrais, enquanto a tomografia cerebral é, em muitos casos, ineficaz.

O tratamento da síndrome de Wernicke-Korsakoff deve ser imediatamente iniciado com a administração de tiamina, uma vez que esta previne a progressão da doença e revertem as anormalidades cerebrais que não tenham provocado danos estruturais estabelecidos. Os pacientes devem ser hospitalizados e deve ser administrada tiamina por via endovenosa diariamente por vários dias, em função da absorção intestinal comprometida dos alcoolistas.

Pode ocorrer uma recuperação significativa da função cognitiva, dependendo de fatores como idade e abstinência contínua, mas esta não pode ser predita acuradamente durante os estágios agudos da doença. Interessantemente, uma vez recuperado, o paciente com Korsakoff raramente solicita bebida alcoólica, mas poderá beber se lhe for oferecida.Encefalopatia Alcóolica 

A deficiência de tiamina (vitamina B1) pode levar a uma síndrome chamada de encefalopatia de Wernicke, que caracteriza- se pelo desenvolvimento de sintomas psicóticos, oftalmoplegia, nistagmo, ataxia do andar e do manter- se em pé. Os estágios agudos, se não tratados podem ser seguidos por uma situação prolongada e na maior parte das vezes irreversível, a síndrome de Korsakoff, caracterizada clinicamente por distúrbios da memória, alteração grave da memória remota (amnésia retrógrada), incapacidade de adquirir novas informações e confabulação. Como as duas síndromes estão intimamente ligadas, o termo síndrome de Wernicke-Korsakoff é frequentemente aplicado. 

A síndrome é composta por uma tríade de anormalidades clínicas: oftalmoplegia, ataxia e confusão mental. Esses seriam os pilares no diagnóstico da síndrome; porém, não é necessária a presença de todos esses sintomas para diagnosticar a SWK, sendo mais rotineiramente encontrados sinais isolados (de oftalmoplegia e/ou desorientação e/ou estupor e/ou coma). 

Os movimentos oculares podem consistir em nistagmo horizontal e vertical, fraqueza ou paralisia do músculo reto lateral e do olhar conjugado. Em casos avançados, pode-se encontrar oftalmoplegia completa. A confusão mental é caracterizada por diminuição do estado de alerta e atenção e alteração senso-perceptual e da memória. Algumas vezes há progressão para coma. 

A síndrome Wernicke-Korsakoff é particularmente comum no cenário do alcoolismo crônico. As características anatomopatológicas variam de acordo com o estágio e a gravidade da doença. Pacientes em fase aguda podem ter alterações em corpos mamilares, hipotálamo e região periventricular do tálamo (acima do aqueduto). Os corpos mamilares, especialmente os núcleos mediais, são as estruturas mais amiúde afetadas e estão acometidos em quase todos os casos. 

Exames histopatológicos, em casos agudos, demonstram edema, necrose, desmielinização, discreta perda neuronal, degeneração esponjosa e aumento de vasos sanguíneos como resultante da hiperplasia; quando há hemorragia petequial, eritrócitos e hemossiderina estão presentes, bem como macrófagos. Nos casos crônicos, há perda neuronal mais marcante e gliose. A ressonância nuclear magnética é um exame complementar útil na detecção dessas lesões cerebrais, enquanto a tomografia cerebral é, em muitos casos, ineficaz. 

O tratamento da síndrome de Wernicke-Korsakoff deve ser imediatamente iniciado com a administração de tiamina, uma vez que esta previne a progressão da doença e revertem as anormalidades cerebrais que não tenham provocado danos estruturais estabelecidos. Os pacientes devem ser hospitalizados e deve ser administrada tiamina por via endovenosa diariamente por vários dias, em função da absorção intestinal comprometida dos alcoolistas. 

Pode ocorrer uma recuperação significativa da função cognitiva, dependendo de fatores como idade e abstinência contínua, mas esta não pode ser predita acuradamente durante os estágios agudos da doença. Interessantemente, uma vez recuperado, o paciente com Korsakoff raramente solicita bebida alcoólica, mas poderá beber se lhe for oferecida.

Encefalopatia hepática

Dentre as complicações causadas pelo alcoolismo crônico pode-se destacar a encefalopatia hepática (EH), que é uma síndrome neuropsiquiátrica que ocorre em consequência de falência hepática aguda, subaguda ou crônica. A encefalopatia hepática (também denominada encefalopatia do sistema porta, ou coma hepático) é uma perturbação pelo qual a função cerebral se deteriora devido ao aumento no sangue de substâncias tóxicas como o álcool que o fígado devia ter eliminado em situação normal.

Manifesta-se de forma variável, desde pequenas alterações de personalidade e na cognição, até uma diminuição significativa da memória e da atenção. Do ponto de vista motor, pode ir desde ligeiros déficits motores até a hipertonia, hiperreflexia e sinal de Babinski positivo. No que se refere à consciência, pode alcançar o coma. 

A forma mais branda de encefalopatia hepática é difícil de detectar clinicamente, mas pode ser demonstrada em testes neuropsicológicos. Ocorre esquecimento, confusão leve e irritabilidade. A encefalopatia grave é caracterizada por um padrão de sono-vigília invertido (dormindo de dia, ficando acordado durante a noite), irritabilidade acentuada, tremores, dificuldades de coordenação, e problemas na escrita.

As formas mais graves de encefalopatia hepática levam a um rebaixamento do nível da consciência, letargia, sonolência e, eventualmente, coma. Nos estágios intermediários, um movimento característico ao se empurrar os membros é observado, o asterixis ou flapping, que desaparece à medida que piora a sonolência. Há desorientação e amnésia, e comportamento desinibido pode ocorrer. Coma e convulsões representam o estágio mais avançado; edema cerebral (inchaço do tecido cerebral) pode levar à morte.

Os sintomas da encefalopatia hepática são o resultado de uma função cerebral alterada, especialmente uma incapacidade de permanecer consciente. Nas primeiras etapas, aparecem pequenas mudanças no pensamento lógico, na personalidade e no comportamento. O humor pode mudar, e o juízo alterar-se. À medida que a doença avança, aparece sonolência e confusão e os movimentos e a palavra tornam-se lentos. A desorientação é frequente. Uma pessoa com encefalopatia pode agitar-se e excitar-se, mas não é habitual. Também são frequentes as convulsões. Finalmente, a pessoa pode perder o conhecimento e entrar em coma.

A encefalopatia ocorre frequentemente em conjunto com outros sintomas e sinais de insuficiência hepática. Estes podem incluir icterícia (coloração amarelada da pele e da esclera dos olhos), ascite (acúmulo de líquido na cavidade abdominal), e edema periférico (inchaço das pernas devido ao acúmulo de fluidos sob a pele). Os reflexos tendinosos podem ser exagerados, e o reflexo plantar pode ser anormal, ou seja, extensão e não de flexão (sinal de Babinski) na encefalopatia grave.

A encefalopatia desencadeia-se, em geral, devido a uma infecção aguda ou ao excesso de bebidas alcoólicas, o que aumenta a lesão do fígado. Certos medicamentos, especialmente alguns sedativos, analgésicos e diuréticos também podem originar encefalopatia. Quando se suprime a causa desencadeadora, a encefalopatia pode desaparecer.

Os sintomas devidos à alteração da função cerebral numa pessoa com uma doença hepática fornecem informação importante para o seu diagnóstico. A respiração pode ter um odor adocicado; além disso, ao estender os braços não consegue manter as mãos imóveis, apresentando um tremor notório. Nos comas graves provocados por uma inflamação agudo do fígado, a encefalopatia é mortal em mais de 80 por cento dos casos apesar da prescrição de um tratamento intensivo.

10/15/2014

Intoxicação alcoólica crônica

O regular e excessivo consumo de bebidas alcoólicas é responsável pela toxicodependência mais frequente em toda a população mundial.

O alcoolismo é uma doença que pode ser provocada quer por fatores psicológicos como sociais. Entre os fatores psicológicos com predisposição para a doença, destaca-se a influência que um meio em que se aceita ou se promove o consumo regular de álcool pode ter nas crianças e nos adolescentes, pois nestas idades a imitação dos atos dos adultos é extremamente importante no processo de aprendizagem. Para além disso, como o álcool tem um efeito desinibidor e atenuante da ansiedade, muitas pessoas têm tendência para consumir bebidas alcoólicas quando se encontram em situações difíceis ou, muito frequentemente, para vencerem inibições ou compensarem frustrações.

A influência do comércio e da publicidade, associada a alguns hábitos e ações socialmente aceites, como a ideia de que as bebidas alcoólicas são imprescindíveis em qualquer tipo de celebrações, também constituem um papel muito importante na motivação para se beber, logo, na origem desta doença.

Por último, é preciso referir que o desencadear dos mecanismos de dependência está intimamente relacionado com o álcool etílico, uma das características próprias desta droga.

Intoxicação aguda

A intoxicação alcoólica aguda, que costuma originar um estado de embriaguez (ou bebedeira), é provocada pelos efeitos deletérios do álcool sobre o sistema nervoso central.

O álcool ingerido com as bebidas alcoólicas costuma ser absorvido no tubo digestivo, de onde passa para a circulação sanguínea. Embora uma pequena quantidade do álcool seja eliminada através da urina, do suor e da respiração, a restante permanece na circulação sanguínea, onde é captada e gradualmente metabolizada pelas células hepáticas.

Os efeitos tóxicos do álcool sobre o sistema nervoso central são proporcionais à taxa de alcoolemia, a denominação atribuída à concentração de álcool no sangue. De fato, uma taxa de alcoolemia de 0,5 g/l provoca uma sensação de tranquilidade e bem-estar, enquanto que se essa taxa alcançar ou superar os 0,8 g/l costuma proporcionar a perda do sentido de autocrítica, desinibição e euforia. A partir dos 2 g/l, a alcoolemia causa dificuldades nas funções intelectuais, uma significativa diminuição dos reflexos, problemas ao nível da locomoção e da articulação das palavras e alterações do estado de ânimo. Uma taxa de alcoolemia de 3 g/l provoca um estado de coma e com 4 g/l costuma originar a morte do indivíduo por parada cardiorrespiratória.

Manifestações e evolução

Intoxicação alcoólica crônica

O regular e excessivo consumo de bebidas alcoólicas durante um prolongado período de tempo costuma provocar uma série de lesões orgânicas, correspondentes a uma intoxicação alcoólica crônica, que dá origem a várias repercussões significativas a nível afetivo, social e profissional. No entanto, estas lesões orgânicas e as suas manifestações podem levar entre 5 a 20 anos a evidenciarem-se, consoante a quantidade de álcool regularmente ingerida, a frequência das intoxicações agudas, o estado físico e nutricional do paciente e a sua relação com o meio que o rodeia.

As principais manifestações físicas da intoxicação alcoólica crônica costumam corresponder a determinados problemas hepáticos, do tubo digestivo e do sistema nervoso.

Os problemas hepáticos, normalmente provocados pelo efeito nocivo do álcool sobre as células do fígado, evoluem de forma progressiva ao longo dos anos. Na fase inicial da sua evolução, o álcool vai provocando a deterioração do fígado, um problema que normalmente não manifesta qualquer sintoma, no qual as células do fígado vão acumulando gordura no seu interior. Em alguns casos, o álcool também pode provocar uma grande inflamação do fígado, uma hepatite alcoólica que se manifesta através de dores abdominais, náuseas e vômitos, debilidade geral e coloração amarela da pele e da mucosa (icterícia). Embora estes dois problemas possam ceder, se se deixar de consumir álcool, as lesões continuam a evoluir até provocarem outros problemas mais graves e irreversíveis, tais como a cirrose alcoólica e a insuficiência hepática, com todas as suas complicações.

Os problemas digestivos característicos do alcoolismo são provocados pela inflamação crônica originada pela presença do álcool na mucosa do tubo digestivo. Entre as suas consequências mais graves destacam-se a úlcera gastroduodenal, o câncer do esôfago e o do estômago, a síndrome de má absorção intestinal, um problema que impede a correta absorção dos nutrientes, piora o estado nutricional do paciente e provoca lesões no encéfalo devido ao défice de vitamina B1.

Os problemas neurológicos são provocados pelos efeitos tóxicos do álcool sobre as células nervosas e pelo déficit sustentado de vitamina B1. Nas fases iniciais, costumam provocar uma encefalopatia, a qual se caracteriza por perda de memória, irritabilidade e delírios persecutórios. São igualmente frequentes as alucinações auditivas, em que o paciente ouve vozes inexistentes que o ameaçam. 

Embora estes problemas neurológicos sejam reversíveis, caso não se interrompa a ingestão de álcool, as lesões irão continuar a evoluir até originarem outro tipo de doenças igualmente típicas do alcoolismo, mas estas muitas vezes irreversíveis. Uma delas é a polineurite, uma inflamação simultânea de vários nervos, que se manifesta por formigueiros e atrofia muscular nos membros. 

Uma outra é a doença de Korsakov, que normalmente se caracteriza por uma considerável perda da memória, que o paciente tenta esconder com recordações inventadas. Por fim, um outro problema neurológico frequente é a encefalopatia de Gayet-Wernicke, que costuma provocar perda de memória e manifestações visuais, tais como perda da acuidade visual e paralisia dos globos oculares.

Por outro lado, a dependência do álcool, os problemas orgânicos provocados pela intoxicação alcoólica crônica e os eventuais episódios de intoxicação aguda acabam por deteriorar de forma evidente a relação do paciente com o ambiente afetivo, social e profissional que o rodeia, sendo por isso frequente que o alcoólico instigue com alguma frequência discussões domésticas, maltrate as crianças, abandone o lar, perca o emprego e, por fim, fique numa situação de completo isolamento, tendo na bebida o seu único refúgio.

O álcool etílico ou etanol, conhecido como álcool, apesar de ser uma substância utilizada para fins médicos devido às suas propriedades antissépticas, é igualmente um componente que define e está sempre presente nas bebidas alcoólicas. Embora a aquisição destas bebidas seja legal, o álcool deve ser considerado uma droga, pois pode provocar uma evidente dependência psíquica e física, tolerância ou necessidade de aumentar progressivamente as doses, de modo a conseguir os mesmos efeitos e uma síndrome de abstinência com graves manifestações. No fundo, o álcool tem, à semelhança de todas as substâncias psicoativas, as características necessárias para a dependência.

Síndrome de abstinência

Uma das manifestações mais típicas do alcoolismo é a síndrome de abstinência consequente da interrupção da ingestão de álcool. Os sinais e sintomas mais característicos são tremor, debilidade, diarreia e suores abundantes. Normalmente, estes sinais e sintomas manifestam-se de manhã, quando o álcool começa a desaparecer da circulação sanguínea, podendo diminuir de intensidade, se o paciente beber alguma bebida alcoólica, o que constitui uma das causas - e também uma desculpa - para que muitos indivíduos alcoólicos comecem a beber logo após acordarem, o que constitui um claro sinal de que a pessoa desenvolveu uma grande dependência do álcool.

Em alguns casos, as manifestações da abstinência são mais graves, como sucede, por exemplo, com o conhecido delirium tremens, que se costuma manifestar alguns dias após a interrupção da ingestão de bebidas alcoólicas, caracterizando-se por uma grande agitação psicomotora, tremor, suores, febre intensa, desorientação, confusão mental, convulsões e alucinações assustadoras, sobretudo visuais, nas quais o paciente costuma ter zoopsias (alucinações visuais de animais, geralmente insetos, répteis ou outros animais repugnantes) aterrorizadores que o perseguem e ameaçam. Embora os sintomas costumem, na maioria dos casos, desaparecer espontaneamente ao fim de alguns dias, convém hospitalizar o paciente, pois através do seu oportuno tratamento consegue-se atenuar o risco de morte.

Intoxicação Alcoólica Aguda

Geram preocupação clínica o uso e o abuso de drogas, e este comportamento é resultante de uma interação entre o indivíduo, sua cultura, sua sociedade, a farmacologia e a disponibilidade de certas substâncias.

Atualmente, uma das substâncias mais consumidas com a finalidade de induzir alterações da percepção, da emoção e do comportamento é o álcool etílico, ou etanol. As bebidas alcoólicas são produzidas com essa finalidade, sendo também uma fonte de calorias "vazias'' utilizada pelos grupos marginalizados. 

O local privilegiado para o encontro das consequências danosas do elevado consumo de álcool é o Serviço de Emergência. Aí defrontam-se com alarmante frequência tanto os episódios de intoxicação aguda, quanto intercorrências direta ou indiretamente relacionadas: acidentes de trânsito e atropelamentos, tentativas de suicídio, agressões, acidentes de trabalho, pancreatite aguda, crise de gota, hemorragia digestiva, coma hepático e tantas outras. 

Depreendemos daí ser absolutamente indispensável o entendimento dos aspectos clínicos, sociais e psíquicos do uso do álcool para o atendimento adequado a um número sempre crescente de pacientes. 

Aspectos farmacológicos 

O etanol é um líquido volátil, incolor, ingerido geralmente por autoadministração e é o principal álcool responsável pelos efeitos da alcoolização. Em média, ele é encontrado nas seguintes concentrações: cerveja — 2-6%; vinho — 12-20%; uísque — 43-50%; aguardente — 30-50%. 

O etanol é uma substância altamente difusível tanto em água quanto em lipídios. É rapidamente absorvido a partir do estômago e do intestino para a corrente sanguínea. Sua alta difusibilidade permite a penetração em todos os compartimentos aquosos do corpo, tanto intra quanto extracelulares, em equilíbrio. 

A concentração no sangue reflete a concentração em outras partes do organismo, podendo ser usadas como medidas indiretas as concentrações do ar alveolar e da urina. Dois a 10% do etanol ingerido são eliminados diretamente por difusão pelos rins e pulmões. O restante é metabolizado, sofrendo oxidação, principalmente pelo fígado. 

A velocidade de oxidação é constante para qualquer nível sanguíneo, sendo a quantidade oxidada por unidade de tempo proporcional ao peso corporal e ao fígado. No adulto, a velocidade média de metabolização é de 10 ml/hora ou em torno de 7-10 g de álcool/hora. No não-alcoolista são necessárias aproximadamente 20 horas para redução de um nível de 400 mg% para zero. 

Interações medicamentosas 

Deve-se ter sempre em mente que uma intoxicação alcoólica pode complicar-se pelo uso simultâneo, intencional ou inadvertido, de outras drogas, que muitas vezes atuam sinergicamente com o álcool nos seus efeitos depressores do SNC. Entre elas, destacam-se os sedativos, os hipnóticos, as drogas anticonvulsivantes, os antidepressivos, os analgésicos como o propoxifeno, e os opiáceos. O uso simultâneo de um hipoglicemiante oral pode determinar flutuações imprevisíveis na glicemia, tanto pelo efeito hipoglicemiante do álcool como pela redução da meia-vida da tolbutamida. 

O álcool pode aumentar o metabolismo dos agentes cumarínicos. Seu efeito irritante sobre a mucosa gástrica pode ser responsável pela incidência aumentada de sangramento (hemorragia digestiva alta), quando usado simultaneamente com o ácido acetilsalicílico. 

Dentre as interações, é de bastante importância prática a que ocorre com o dissulfiram, medicamento algumas vezes utilizado no tratamento do alcoolismo. Esta substância altera o metabolismo intermediário do álcool, causando acúmulo de acetaldeído. Os sinais e sintomas surgem 5 a 10 minutos após a ingestão do álcool. Os mais frequentes são: calor e rubor faciais, latejamentos cefálico e cervical, cefaleia pulsátil, dificuldade respiratória, náuseas, vômitos, sudorese, sede, dor torácica, hipotensão, fraqueza, vertigem, confusão mental etc. 

Em relação ao uso do dissulfiram, é importante frisar que a decisão do paciente de tomar ou não o remédio é fator essencial para o tratamento. A decisão de beber ou não passa a ser substituída pela decisão de tomar ou não o medicamento. 

No entanto, infelizmente é comum em nosso meio a utilização desta droga sem o conhecimento do alcoolista, misturada à comida e às bebidas, para impedir a vontade de beber. Em decorrência da administração da droga e sua interação medicamentosa com o álcool, podemos ter graves problemas cardiovasculares, inclusive com êxito letal. 

Fisiopatologia 

Segundo teorias biológicas, a compulsão de beber até a embriaguez depende de características inatas. A incapacidade de se restringir a uma ou mais doses, conhecida como perda do controle, resultaria de uma reação fisiológica em cadeia, acionada por uma quantidade inicial da droga. Por este ângulo, a perda de controle independeria da vontade, estando subordinada exclusivamente a mecanismos fisiológicos disparados pelo álcool. Sob este enfoque, cabe considerar o alcoolista como sendo vítima de uma doença. 

Tem sido estudada a hipótese de que o alcoolista se caracteriza por uma diferença geneticamente determinada na metabolização do álcool. A biotransformação hepática do acetaldeído seria determinada pela presença ou não de uma enzima (ainda em estudo), que tem maior ou menor afinidade pelo acetaldeído, responsável pela resposta biológica ao álcool. 

Segundo teorias da aprendizagem, alcoolistas são os que aprenderam a lidar com os problemas existenciais por meio do efeito do álcool, onde este pode adquirir propriedades reforçadoras muito potentes, que poderiam explicar a perda de controle. 

Sem negar a ocorrência de alcoolismo secundário, como epifenômeno de um distúrbio psíquico adjacente, a teoria comportamental privilegia a ideia do alcoolismo como comportamento aprendido, que pode desenvolver-se em qualquer pessoa. Um pressuposto muito divulgado é o de que os alcoolistas se caracterizam por determinados traços de personalidade, como dependência, insegurança, passividade e introversão. 

Não há, portanto, uma explicação universal para o alcoolismo. Na gênese desta complexa condição estão diferentes fatores de vulnerabilidade. Todos os que bebem têm a possibilidade de se tornarem alcoolistas. A maior ou menor probabilidade dependerá da interação dos diferentes fatores de vulnerabilidade. 

Sistema nervoso 

É a sede dos principais efeitos do álcool, onde age como potente depressor. Este efeito depressor tende a se iniciar nas áreas mais superiores, progredindo de modo descendente. Chama a atenção nas intoxicações graves o acometimento dos centro respiratório, vasomotor e termorregulador. Resultam daí quadros caracterizados por depressão respiratória, vasodilatação periférica, hipotermia e choque. 

Outro efeito importante da intoxicação seria a diminuição das catecolaminas liberadas com aumento transitório dos níveis circulantes, ocorrendo hiperglicemia, hipertensão leve e dilatação pupilar. 

Trato gastrointestinal 

O efeito da ingestão alcoólica no aparelho gastrointestinal se dá principalmente quanto às funções secretoras e de motilidade. Concentrações altas são poderosos irritantes da mucosa gástrica, levando à hiperemia congestiva e inflamação, e até mesmo a uma gastrite erosiva. Quanto à função hepática, segundo alguns autores, ela não estaria associada a alterações graves. Outros relatam supressão de gliconeogênese e redução da liberação de glicose, podendo levar à hipoglicemia. 

Rins 

Ação no nível do sistema neuroipofisário, inibindo a secreção do hormônio antidiurético. 

Quadro clínico e diagnóstico 

Os dados de anamnese são obtidos a partir do próprio paciente ou de seus acompanhantes. É importante saber a quantidade e o tipo de bebida ingerida, alimentação concomitante ou não, associação com outras drogas, assim como etilismo pregresso e existência de patologias associadas. 

O exame físico deve ser primeiramente direcionado para a avaliação das funções vitais e da necessidade de suporte, depois para os sinais de intoxicação aguda e posteriormente para evidência de patologias e sequelas de uso crônico de álcool. 

Para finalidades médicas, seria ideal a determinação da concentração do álcool no sangue, no ar exalado ou na urina. Respeitando as tolerâncias individuais, a regularidade e a quantidade de ingestão alcoólica, tem-se que: 

· Níveis baixos (50-150 mg%) provocam leves sintomas de intoxicação, com desinibição, euforia, descoordenação motora leve a moderada — estes níveis geralmente não exigem a intervenção do médico; 
· Níveis moderados (150 a 300 mg%) acometem o sistema límbico e o cerebelo, originando sonolência, instabilidade emocional, fala arrastada, ataxia e diminuição das respostas motoras; 
· Níveis acima de 300 mg% acompanham-se de depressão mais acentuada das áreas anteriormente citadas e mais do sistema reticular ativador ascendente. Aumentam as disfunções motoras e cognitivas; há diminuição progressiva do estado de consciência, com letargia, estupor e coma. 

Com níveis muito altos (em torno de 500 mg%), predominam o acometimento bulbar com aprofundamento do coma, hipotermia, hipotensão e depressão respiratória. A morte ocorre raramente, estando associada à ingestão concomitante de outros depressores e aos comas prolongados (8-10 h); ao ocorrer, geralmente sobrevém a morte por parada respiratória. 

Em alguns indivíduos hipersensíveis, pode ocorrer o que se denomina intoxicação alcoólica patológica, provavelmente associada à epilepsia do lobo temporal. Após uso de pequenas quantidades de álcool, manifesta-se agitação extrema, acompanhada de confusão mental, desorientação e, às vezes, grande violência. Geralmente segue-se amnésia. 

A constelação de dados da anamnese e do exame físico deve guiar a escolha dos exames complementares, laboratoriais e radiológicos. Testes como o hemograma, a análise da urina, glicemia, ureia e creatinina podem revelar grosseiramente anormalidades renais, hepáticas ou metabólicas. 

Os eletrólitos séricos devem ser monitorados nos pacientes que necessitam de hidratação parenteral. Medidas seriadas dos gases arteriais podem mostrar-se necessárias à avaliação e ao controle da função respiratória. 

Diagnóstico diferencial 

Cetoacidose diabética; intoxicações exógenas; acidentes vasculares cerebrais; traumatismos cranioencefálicos; hipoglicemia; outros comas metabólicos. O alcoolismo associa-se a inúmeros distúrbios do sistema nervoso central, cardiovasculares (arritmias, distúrbios de condução, hipertensão, miocardiopatia alcoólica), gastrointestinais, hematológicos, metabólicos, desnutrição, risco aumentado de infecção, interação com outras drogas, etc. 

Tratamento 

Intoxicação alcoólica não-complicada 

Não requer tratamento e geralmente segue-se uma recuperação completa. Os indivíduos que se mostrarem muito deprimidos deverão receber suporte psicológico até a recuperação, uma vez que se sabe que cerca de 25% das tentativas bem-sucedidas de autoextermínio se acompanham de níveis alcoólicos elevados. 

Estupor alcoólico

Geralmente é de curta duração e, caso os níveis vitais permaneçam estáveis, não se justificam medidas específicas. O paciente deve ser mantido em observação para sinais avançados de depressão do SNC. É útil a administração de tiamina — 100 mg, intramuscular. 

Intoxicação patológica

O tratamento do episódio agudo consiste na injeção muscular de benzodiazepínicos. O tratamento a longo prazo exige a total abstinência, somada à terapia anticonvulsivante, nos casos diagnosticados como epilepsia do lobo temporal. 

Intoxicação alcoólica sintomática

Caso o paciente esteja inquieto, hiperexcitado, agressivo, deve-se usar a contenção e, se necessário, devem-se empregar sedativos, com a cautela de não aumentar a depressão do SNC. Recomenda-se o diazepam, 10 mg IM, ou a clorpromazina, 25-50 mg IM. A hidratação parenteral deve ser instituída quando necessário, e fazendo-se com o uso de tiamina, 100 mg IM. 

Coma alcoólico

O tratamento do coma alcoólico é direcionado principalmente no sentido de manutenção das funções vitais. Se possível, o paciente deve ser monitorado e tratado em Centro de Terapia Intensiva, pois esta é uma condição que apresenta risco imediato de vida. Devemos pedir auxílio do laboratório para a correção adequada dos distúrbios metabólicos que se instalam quase sempre. 

Medidas gerais 

· Manter o paciente em decúbito lateral para evitar aspiração de secreções; 
· Aquecer o paciente; 
· Avaliar periodicamente sinais vitais e intervir de acordo com a necessidade; 
· Monitoração da PVC para reposição hídrica adequada; 
· Passar sonda nasogástrica para lavagem até seis horas após a ingestão, e para descompressão do estômago; 
· Manter vias aéreas permeáveis; 
· Oxigenoterapia, e em alguns casos intubação orotraqueal. 

Tratamento medicamentoso

Reposição de volume e eletrólitos. A hipotensão geralmente responde bem à expansão de volume e oxigenoterapia; uso de vasopressores (p. ex., Dopamina), caso haja persistência de hipotensão severa ou choque; soro glicosado a 5% — 40-80 ml EV; tiamina — 100 mg, IM; soro glicosado a 50% — 160-200 ml, associado a 20 mg de piridoxina, diluídos em 500 ml de soro glicosado isotônico, é preconizado para acelerar o metabolismo da droga; tratamento sintomático das crises convulsivas (se houver), com diazepam, 10 mg EV, com o devido cuidado para não deprimir ainda mais a respiração; bicarbonato de sódio — para corrigir a acidose, de acordo com a gasometria. 

Síndrome aguda de abstinência do álcool

Indivíduos dependentes de álcool que passam longos períodos bebendo podem desenvolver uma reação clínica severa, denominada síndrome aguda de abstinência do álcool, quando reduzem ou suspendem a ingestão alcoólica. Seus sintomas são produzidos por: hiperirritabilidade cortical e/ou descarga beta-adrenérgica do tronco cerebral. 

A hiperirritabilidade cortical resulta em desorientação, alucinações e convulsões, enquanto a descarga beta-adrenérgica do tronco cerebral leva a agitação, alterações vasomotoras e tremores. Os dois mecanismos não são firmemente associados, podendo haver predominância de um ou de outro padrão. 

Havendo concomitância de alterações corticais e de tronco cerebral, temos o tipo mais grave de abstinência alcoólica, que é o delirium tremens, sendo esta uma emergência médica com índice de mortalidade em torno de 15%, se não tratada adequadamente. 

Quadro clínico

Desorientação, alucinações, tremores, sudorese profusa, taquicardia e taquisfigmia, instabilidade de pressão e temperatura. Dores musculares, parestesias e crises convulsivas são frequentes. 

Tratamento 

Utilização de droga de ação prolongada que tenha tolerância cruzada com o álcool. Benzodiazepínicos são as drogas de escolha. Em casos moderados, clordiazepóxido, 75-100 mg VO, quatro vezes ao dia, e doses decrescentes subsequentes. Tem sido indicado o uso de benzodiazepínicos full dose na abstinência grave (isto é, 10 mg EV, seguidos de 5 mg EV a cada 5 minutos), até que o paciente esteja calmo. Às vezes são necessárias doses de até 100 mg para acalmar um paciente. Após acalmado, o paciente é mantido com 5 mg EV a cada quatro horas, podendo este esquema ser necessário por dois a quatro dias. Manter observação rigorosa dos sistemas respiratório e cardiovascular. 

· Nas crises convulsivas, utiliza-se o diazepam EV
· Reposição hidreletrolítica
· Tiamina
· Aquecimento do paciente
· Controle rigoroso de infecções (quase sempre presentes)
· Apoio físico e psicológico

Comunicação com o alcoolista 

O profissional de qualquer área, ao lidar com o alcoolista, precisa saber o quanto ele bebe e com que frequência, ou em que situações o ato de beber se torna inevitável. Tais questões, embora possam ser importantes para definir a intoxicação, não levam muito longe no que se refere à compreensão do problema. As causas ou explicações do alcoolismo estão enraizadas na vida sóbria da pessoa, ou talvez, melhor falando, no estilo de sobriedade do sujeito. Ele é excessivamente sóbrio entre uma intoxicação e outra. Ou pode ser que ele sofra por sua própria sanidade e lhe seja intolerável ser mais sadio do que as pessoas que o cercam. De qualquer forma, o estado alcoólico é uma espécie de corretivo para um determinado estilo de estado sóbrio. 

O estado sóbrio recebe a aprovação cultural, mas é insustentável para a pessoa, pois a coloca em uma realidade que a encara com seriedade talvez excessiva. A rendição à intoxicação é um atalho para uma alternativa mais ou menos bem-sucedida de um estado mental mais aceitável. 

O alcoolismo depende da existência de estados dissociados na pessoa. O alcoolista procura evitar a rendição ao álcool pensando por negativas, em vez de pensar por afirmativas. Neste ponto, podemos inferir algumas regras simples sobre o que comunicar ou não comunicar ao paciente para ajudá-lo um pouco, ou pelo menos para não aumentar a confusão interna em que ele já vive. Reforçar o estado sóbrio aumenta a necessidade de beber.

Se você convidar o alcoolista a ter "mais responsabilidade'' ou a "levar a vida mais a sério'', ele concordará com você. É isto mesmo que ele faz quando está sóbrio, e é isto que o leva a beber. Dá melhor resultado convidá-lo a uma "vida sóbria'' menos carregada de obrigações, deveres sociais, desafios etc. Solicitar que ele não beba é o mesmo que ordenar que ele beba. 

Há duas maneiras de fazer com que uma pessoa pense em vermelho: (a) sugerir que ela pense na cor vermelha e (b) solicitar que ela não pense na cor vermelha. Também há dois modos de se levar um alcoolista a beber: convidá-lo diretamente, ou pedir que ele não beba. 

Ajude-o a pensar por afirmativas; muitas vezes, fazemos o que dizemos que "não vamos fazer''. Economizamos muito das nossas energias quando traçamos as nossas metas dizendo, para nós mesmos ou para os outros, o que vamos fazer. O caminho das afirmativas é mais econômico. 

Se o alcoolista for ajudado a integrar seus estados dissociados, ele beberá mais controladamente. Para integrá-los, é necessário que ele seja capaz de apreendê-los simultaneamente. A tarefa da integração completa não é fácil, mas todo aumento de consciência dos dois estados lhe será benéfico.

10/14/2014

Alcoolismo leva a morar na rua

Três em cada quatro moradores de rua usam álcool ou drogas. Entre pessoas de 18 a 30 anos a proporção atinge 80%. Metade dos jovens em SP nessa situação usa crack. O uso de substâncias psicoativas é uma constante nas ruas; 74% dos moradores utilizam álcool, drogas ou ambos. O álcool é a substância mais utilizada (65%) e é mais frequente entre os mais velhos. O consumo de drogas atinge 37% da população, mas alcança 66% dos jovens até 30 anos.
A maioria da população em situação de rua é formada por homens (86%), não-brancos (64%), possui entre de 31 a 49 anos e andam sozinhos. A escolaridade é baixa, com 9,5% de analfabetos e a maioria (62,8%) com ensino fundamental incompleto – 1,9% porém, possui nível superior completo.
A maioria (60%) tem filhos, grande parte diz ter parentes que vivem na mesma cidade. A população de rua tem um histórico de perdas, sobretudo de emprego. Há pessoas com mais de dez anos sem trabalho registrado, sem qualquer direito trabalhista ou cobertura previdenciária.
Para conseguir alguma renda, vivem de pequenos expedientes como catar material reciclável, fazer alguns bicos na construção civil, prestar serviços de carga e descarga, vender doces e pequenos objetos, distribuir panfletos, pedir esmolas e exercer algumas atividades ilícitas. Com isso, em um dia recebem em média, R$ 23 e gastam R$15 com alimentação. O resto com bebida ou droga.

Quase a metade dessa população não possui qualquer documento, o que as exclui da vida civil. Um em cada quatro moradores de rua vive nesta situação há mais de dez anos.

Problemas como alcoolismo e dependência de drogas em um morador de rua se agravam porque ele está sem teto, em meio às privações de toda ordem, ou esses nômades urbanos foram viver em espaços públicos como consequência de seus vícios? Segundo instituições assistenciais e religiosas que trabalham com esse segmento, as situações diversas são verificadas quase igualmente entre essas pessoas.

O certo, porém, é que uma vez na rua, crescem as chances de se intensificar o consumo de álcool e das drogas, comum em mais de 95% dessas pessoas. Junto com a dependência (e neste caso o crack demonstra ser mais devastador), vêm ainda a debilidade do organismo, a diminuição das chances de encontrar uma ocupação e as possibilidades de ingressarem em delitos, sobretudo furtos.


Mas as dificuldades não esbarram aí: entre essa população são comuns os distúrbios mentais, sobretudo a esquizofrenia. 

10/05/2014

O Teste de Sottam IV - Preparado para se tratar? Teste!

O Teste de Sottam IV (Specific Opportunity for Treatment, Therapy and Modification) é uma forma de avaliação pessoal e individual que pretende aferir o quanto você, dependente químico, está preparado para investir no abandono da droga e na luta para reconquistar tudo que foi perdido durante os anos de adicção. Por tudo entenda-se, saúde, autoestima, família, dinheiro, trabalho, enfim TUDO que você permitiu que a droga lhe tirasse para manter o vício e a ilusão de que só a ela lhe fazia feliz.
Quem sabe você já está sofrendo o bastante para pensar em se livrar dessa porcaria e lutar por uma vida feliz. Quem sabe os estragos ainda não são tão devastadores que lhe restem forças para lutar, quem sabe nesse cérebro devastado pela droga ainda existam neurônios dispostos a lhe ajudar a enxergar o problema e lutar contra ele? Já ficou irritado? É assim mesmo! Mas se já leu até aqui e vai continuar significa que ainda temos esperança. Afinal a NEGAÇÃO é tudo que você tem não é mesmo?
OK! O teste vai analisar a sua Espiritualidade e o seu nível de Sofrimento para estar preparado para passar por um período duro e muitas vezes desanimador e, principalmente e sobretudo, quão sofrido você já está para dar uma virada na sua vida e se tornar um ser humano NOVO. Acredite! É possível!
Responda a cada uma das 50 perguntas com honestidade e sem esperar pegadinhas. Cada pergunta tem um objetivo e seu resultado está diretamente relacionado à veracidade do que você responde. Até porque se for para mentir, para que fazer o teste...Ao final e de acordo com a pontuação obtida saberemos se você está pronto para se livrar das drogas, se tratar, aceitar ajuda, compartir sua dor com pessoas que sofrem como você e, quem sabe, muito lá para frente, descobrir que você é uma nova pessoa, em recuperação de uma doença SEM CURA, PROGRESSIVA E FATAL.
Como disse, nessa parte do teste serão avaliadas apenas a sua Espiritualidade e seu nível de Sofrimento
EU QUERO ME LIVRAR DAS DROGAS E PARA TANTO SOU CAPAZ DE BUSCAR A ESPIRITUALIDADE E TENTAR PARAR O SOFRIMENTO QUE JÁ NÃO SUPORTO.


Espiritualidade e Sofrimento
1.    Vontade: Dentre as respostas a seguir qual representa melhor a forma como você lida com a vontade para com outras pessoas (e dessas para você):
É a capacidade por meio da qual tomamos posição frente ao que nos aparece. Diante de um fato, podemos desejá-lo ou rejeitá-lo. Ante um pensamento, podemos afirmá-lo, negá-lo ou suspender o juízo. Agostinho e Descartes também concordam em afirmar que o fato de termos vontade não só nos torna responsáveis por nossos atos e decisões.
1.    Sei lidar bem. Aceito plenamente e preciso ter vontade mas ainda não tenho - (3)
2.    Lido com dificuldade mas procuro ter vontade - (5)
3.    Tenho dificuldades em aceitar ou demonstrar vontade - (4)
4.    Não aceito; não sei lidar - (2)
5.    Não se aplica a mim - (1)
2.    Vingança: Dentre as respostas a seguir qual representa melhor a forma como você lida com a vingança para com outras pessoas (e dessas para você):
Consiste na retaliação contra uma pessoa ou grupo em resposta a algo que foi percebido ou sentido como prejudicial. Embora muitos aspectos da vingança possam lembrar o conceito de igualar as coisas, na verdade a vingança em geral tem um objetivo mais destrutivo do que construtivo. Quem busca vingança deseja forçar o outro lado a passar pelo que passou e/ou garantir que não seja capaz de repetir a ação nunca mais.
1.    Sei lidar bem. Não sou vingativo - (3)
2.    Lido com dificuldade mas procuro não ser vingativo - (4)
3.    Tenho dificuldades em aceitar ou demonstrar vingança - (5)
4.    Não aceito; não sei lidar - (2)
5.    Não se aplica a mim - (1)
3.    Tristeza: Dentre as respostas a seguir qual representa melhor a forma como você lida com a tristeza para com outras pessoas (e dessas para você):
É um estado afetivo duradouro caracterizado por um sentimento de insatisfação e acompanhado de uma desvalorização da existência e do real. A tristeza é uma das "seis emoções básicas" junto com felicidade, raiva, surpresa, medo e nojo. A tristeza é uma experiência comum na adolescência e reconhecer tais emoções pode tornar mais fácil para as famílias enfrentar problemas emocionais mais graves.
1.    Sei lidar bem. Mas não sou triste - (3)
2.    Lido com dificuldade mas procuro evitar a tristeza - (4)
3.    Tenho dificuldades em aceitar ou demonstrar tristeza - (5)
4.    Não aceito; não sei lidar - (2)
5.    Não se aplica a mim - (1)
4.    Tranquilidade: Dentre as respostas a seguir qual representa melhor a forma como você lida com a tranquilidade para com outras pessoas (e dessas para você):
Em que reina a calma, a ordem, o equilíbrio; Sem agitação, preocupação ou inquietação; calmo, quieto.
1.    Sei lidar bem. Mas não sou tranquilo - (3)
2.    Lido com dificuldade mas procuro ser tranquilo - (4)
3.    Tenho dificuldades em aceitar ou demonstrar tranquilidade - (5)
4.    Não aceito; não sei lidar - (2)
5.    Não se aplica a mim - (1)
5.    Teimosia: Dentre as respostas a seguir qual representa melhor a forma como você lida com a teimosia para com outras pessoas (e dessas para você):
Ser teimoso é persistir no mesmo erro, em algo que não funciona, é manter a mesma estratégia, repetir os mesmos passos, existindo pouca abertura para a mudança ou para a verdadeira troca de ideias. É resistir à verdade, muitas vezes por orgulho, não querendo dar o braço a torcer, mesmo quando as evidências o demonstram. Está no comportamento do dependente que recusa aceitar sua dependência, que insiste em que não está doente, que não precisa de ajuda e menos ainda de largar a droga.
1.    Sei lidar bem. Mas sou muito teimoso - (3)
2.    Lido com dificuldade mas procuro evitar a teimosia - (4)
3.    Tenho dificuldades em aceitar ou demonstrar teimosia - (5)
4.    Não aceito; não sei lidar - (2)
5.    Não se aplica a mim - (1)
6.    Sonho: Dentre as respostas a seguir qual representa melhor a forma como você lida com os sonhos para com outras pessoas (e dessas para você):
1.    Sei lidar bem. Mas não sou sonhador - (3)
2.    Lido com dificuldade mas procuro evitar sonhar - (5)
3.    Tenho dificuldades em aceitar sonhos - (4)
4.    Não aceito; não sei lidar - (2)
5.    Não se aplica a mim - (1)
7.    Solidão: Dentre as respostas a seguir qual representa melhor a forma como você é capaz de lidar com a solidão para com outras pessoas (e receber dessas para você):
É um sentimento no qual uma pessoa sente uma profunda sensação de vazio e isolamento. A solidão é mais do que o sentimento de querer uma companhia ou querer realizar alguma atividade com outra pessoa não por que simplesmente se isola mas por que os seus sentimentos precisam de algo novo que as transforme. O único companheiro do dependente é a droga. Com o tempo só ela resta, só ela permanece e só dela vive. É muita solidão!
1.    Não sei lidar com a solidão que sinto o tempo todo - (5)
2.    Lido com dificuldade mas procuro evitar a solidão - (4)
3.    Tenho dificuldades em aceitar ou demonstrar solidão - (3)
4.    Não aceito; não sei lidar - (2)
5.    Não se aplica a mim - (1)
8.    Serenidade: Dentre as respostas a seguir qual representa melhor a forma como você lida com a serenidade para com outras pessoas (e dessas para você):
O termo é definido de várias maneiras: a calma, o sossego, a paz, e tranquilidade, a paz da mente, o equilíbrio emocional, o estado não perturbado, o domínio de si mesmo. Contudo, do ponto de vista prático, talvez a melhor definição seria "a capacidade de viver em paz com os problemas não resolvidos". Nem sempre concordamos, ou gostamos, do modo como as coisas acontecem ou são conduzidas a nossa volta, temos este direito. Temos o direito de escolher nossos gostos e opiniões, como todas as pessoas o tem; mas temos obrigação de respeitar quem é, sente e pensa diferente de nós e vice-versa. Queiramos ou não, precisamos encarar o mundo da realidade e aceitar a vida tal qual ela é, com todas as suas crueldades e inconsistências. Talvez, em última análise, o início da SABEDORIA esteja na simples admissão de que as coisas nem sempre são como queríamos que fossem. E que nós mesmos somos imperfeitos e não tão bondosos e trabalhadores quanto gostaríamos de ser.
1.    Tento lidar bem. Mas não tenho serenidade- (5)
2.    Lido com dificuldade mas procuro a serenidade - (4)
3.    Tenho dificuldades em aceitar a serenidade - (3)
4.    Não aceito; não sei lidar - (2)
5.    Não se aplica a mim - (1)
9.    Separação: Dentre as respostas a seguir qual representa melhor a forma como você lida com a separação para com outras pessoas (e dessas para você):
A mente pensa em termos de separação, divisão, análise. Por intermédio da mente, a vida se fragmenta. A vida, em si mesma, não é dividida; a vida, em si mesma, é uma unidade.
1.    Sei lidar bem. Mas não gosto da separação - (2)
2.    Lido com dificuldade mas procuro evitar a separação - (5)
3.    Tenho dificuldades em aceitar a separação - (4)
4.    Não aceito; não sei lidar - (3)
5.    Não se aplica a mim - (1)
10. Sensatez: Dentre as respostas a seguir qual representa melhor a forma como você lida com a sensatez para com outras pessoas (e dessas para você):
Que é equilibrado ou age com bom senso. Maneira ponderada de abordar um assunto vulnerável ou difícil. Comportamento da pessoa que é discreta; em que há discrição.
1.    Sei lidar bem. Mas não sou sensato - (4)
2.    Lido com dificuldade mas procuro ser sensato- (5)
3.    Tenho dificuldades em aceitar ou demonstrar sensatez - (3)
4.    Não aceito; não sei lidar - (3)
5.    Não se aplica a mim - (1)
11. Sabedoria: Dentre as respostas a seguir qual representa melhor a forma como você lida com a sabedoria para com outras pessoas (e dessas para você):
Excesso de conhecimento; erudição. Quantidade excessiva de conhecimento(s) que se acumula(m); ciência. Conhecimento adquirido a partir da experiência sobre (algo ou alguém). Em que há ou demonstra sensatez; com reflexão.
1.    Sei lidar bem. Sou muito sábio - (2)
2.    Lido com dificuldade mas procuro exercitar a sabedoria - (5)
3.    Tenho dificuldades em aceitar ou demonstrar sabedoria - (4)
4.    Não aceito; não sei lidar - (3)
5.    Não se aplica a mim - (1)
12. Rancor: Dentre as respostas a seguir qual representa melhor a forma como você lida com o rancor para com outras pessoas (e dessas para você):
Mágoa profunda, ocasionada por uma ofensa recebida ou instigada por situações (anteriormente) vividas; grande ressentimento. Excesso de ódio guardado; ódio não demonstrado; raiva, ira.
1.    Sei lidar bem. Mas não sinto rancor - (3)
2.    Lido com dificuldade mas procuro evitar o rancor - (4)
3.    Tenho dificuldades em aceitar ou demonstrar rancor - (5)
4.    Não aceito; não sei lidar - (2)
5.    Não se aplica a mim - (1)
13. Raiva: Dentre as respostas a seguir qual representa melhor a forma como você lida com a raiva para com outras pessoas (e dessas para você):
É um sentimento de protesto, insegurança, timidez ou frustração, contra alguém ou alguma coisa, que se exterioriza quando o ego se sente ferido ou ameaçado. A intensidade da raiva, ou a sua ausência, difere entre as pessoas. A raiva também pode ser um sentimento passageiro ou prolongado (rancor) e a expressão da irritabilidade e agressão humana. Outros nomes como fúria, ira, cólera, ódio, crueldade, etc. aplicam-se à distintas formas ou modulações desse sentimento. Na maioria dos casos um dependente químico experimenta com muita frequência todas as nuances desse sentimento.
1.    Sei lidar bem. Tenho muita raiva dentro de mim - (3)
2.    Lido com dificuldade mas procuro evitar a raiva - (5)
3.    Tenho dificuldades em aceitar ou demonstrar raiva - (4)
4.    Não aceito; não sei lidar - (2)
5.    Não se aplica a mim - (1)
14. Perturbação: Dentre as respostas a seguir qual representa melhor a forma como você lida com a perturbação para com outras pessoas (e dessas para você):
1.    Sei lidar bem. Mas não sou perturbado - (4)
2.    Lido com dificuldade mas procuro evitar a perturbação - (5)
3.    Tenho dificuldades em aceitar ou demonstrar perturbação - (3)
4.    Não aceito; não sei lidar - (2)
5.    Não se aplica a mim - (1)
15. Perda: Dentre as respostas a seguir qual representa melhor a forma como você lida com a perda para com outras pessoas (e dessas para você):
Ato ou efeito de perder ou ser privado de algo que possuía. Diminuição que alguma coisa sofre em seu volume, peso, valor. Prejuízo financeiro. O ato de não vencer.
1.    Sei lidar bem. Mas não sou um perdedor - (4)
2.    Lido com dificuldade mas procuro não ter perdas - (3)
3.    Tenho dificuldades em aceitar ou demonstrar que tive perdas - (5)
4.    Não aceito; não sei lidar - (2)
5.    Não se aplica a mim - (1)
16. Paz: Dentre as respostas a seguir qual representa melhor a forma como você lida com a paz para com outras pessoas (e dessas para você):
É geralmente definida como um estado de calma ou tranquilidade, uma ausência de perturbações agitação. No plano pessoal, paz designa um estado de espírito isento de ira, desconfiança e de um modo geral todos os sentimentos negativos. Assim, ela é desejada por cada pessoa para si próprio e, eventualmente, para os outros, ao ponto de se ter tornado uma frequente saudação (que a paz esteja contigo) e um objetivo de vida.
1.    Sei lidar bem. Mas não tenho paz - (3)
2.    Lido com dificuldade mas procuro ser pacífico - (5)
3.    Tenho dificuldades em aceitar ou demonstrar paz - (4)
4.    Não aceito; não sei lidar - (2)
5.    Não se aplica a mim - (1)
17. Pânico: Dentre as respostas a seguir qual representa melhor a forma como você lida com o pânico para com outras pessoas (e dessas para você):
É um sentimento arrasador de medo e ansiedade. É um medo repentino e uma ansiedade sobre eventos antecipados. Na natureza, o "estado de pânico" é um sistema de defesa normal e útil que ativa todas as regiões do cérebro que estão relacionadas à atenção. É como se o animal entrasse em alerta máximo e num processo de fuga. Uma característica, por exemplo, é perder um pouco da sensibilidade nas extremidades do corpo para facilitar a fuga; ferimentos leves são ignorados enquanto um animal foge de seu predador. Porém, para o ser-humano, o pânico em situações que não expressam real perigo, pode ser uma doença que atrapalha o convívio social, chamada de síndrome do pânico relacionada a outros tipos de patologia psiquiátrica como crise de ansiedade, depressão, estresse e outros, muito comum na vida dos dependentes químicos.
1.    Sei lidar bem. Mas não tenho pânico de nada - (3)
2.    Lido com dificuldade mas procuro evitar entrar em pânico - (4)
3.    Tenho dificuldades em aceitar ou demonstrar pânico - (5)
4.    Não aceito; não sei lidar - (2)
5.    Não se aplica a mim - (1)
18. Paciência: Dentre as respostas a seguir qual representa melhor a forma como você lida com a paciência para com outras pessoas (e dessas para você):
Paciência é uma virtude de manter um controle emocional equilibrado, sem perder a calma, ao longo do tempo. Consiste basicamente de tolerância a erros ou fatos indesejados. É a capacidade de suportar incômodos e dificuldades de toda ordem, de qualquer hora ou em qualquer lugar. É a capacidade de persistir em uma atividade difícil, tendo ação tranquila e acreditando que irá conseguir o que quer, de ser perseverante, de esperar o momento certo para certas atitudes, de aguardar em paz a compreensão que ainda não se tenha obtido, capacidade de ouvir alguém, com calma, com atenção, sem ter pressa, capacidade de se libertar da ansiedade. A tolerância e a paciência são fontes de apoio seguro nos quais podemos confiar. Ser paciente é ser educado, ser humanizado e saber agir com calma e com tolerância. A paciência também é uma caridade quando praticada nos relacionamentos interpessoais.
1.    Sei lidar bem. Mas não sou paciente - (3)
2.    Lido com dificuldade mas procuro evitar a paciência - (4)
3.    Tenho dificuldades em aceitar ou demonstrar paciência - (5)
4.    Não aceito; não sei lidar - (2)
5.    Não se aplica a mim - (1)
19. Ódio: Dentre as respostas a seguir qual representa melhor a forma como você lida com o ódio para com outras pessoas (e dessas para você):
É um sentimento intenso de raiva e aversão. Traduz-se na forma de antipatia, desgosto, rancor, inimizade ou repulsa contra uma pessoa ou algo, assim como o desejo de evitar, limitar ou destruir o seu objetivo. O ódio pode se basear no medo a seu objetivo, seja justificado ou não. O ódio é descrito com frequência como o contrário do amor, ou a amizade. Os usuários de drogas convivem com esse sentimento de forma frequente a tal ponto de achar que ele é normal e faz parte das formas que encontra para se defender ou se esconder.
1.    Sei lidar bem. Mas não tenho ódio de ninguém - (4)
2.    Lido com dificuldade mas procuro evitar o ódio - (5)
3.    Tenho dificuldades em aceitar ou demonstrar ódio - (3)
4.    Não aceito; não sei lidar - (2)
5.    Não se aplica a mim - (1)
20. Melancolia: Dentre as respostas a seguir qual representa melhor a forma como você lida com a melancolia para com outras pessoas (e dessas para você):
É um estado psíquico de depressão com ou sem causa específica. Caracteriza-se pela falta de entusiasmo e predisposição para atividades em geral. Na prática médica a conceituação exata da melancolia é de extremo valor no diagnóstico dos distúrbios mentais. No caso da dependência química é um sinal muito importante da presença das drogas na vida do indivíduo.
1.    Sei lidar bem. Mas não sofro de melancolia - (4)
2.    Lido com dificuldade mas procuro evitar a melancolia - (5)
3.    Tenho dificuldades em aceitar ou demonstrar melancolia - (3)
4.    Não aceito; não sei lidar - (2)
5.    Não se aplica a mim - (1)
21. Medo: Dentre as respostas a seguir qual representa melhor a forma como você lida com o medo para com outras pessoas (e dessas para você):
O medo é uma sensação que proporciona um estado de alerta demonstrado pelo receio de fazer alguma coisa, geralmente por se sentir ameaçado, tanto fisicamente como psicologicamente. Pavor é a ênfase do medo. É também uma reação obtida a partir do contato com algum estímulo físico ou mental (interpretação, imaginação, crença) que gera uma resposta de alerta no organismo. Sendo ilícito, o uso de drogas faz com que o dependente viva com medo. É um sentimento que só diminui ou até desaparece durante os momentos em que está sob o efeito da droga.
1.    Sei lidar bem. Mas não sou medroso - (5)
2.    Lido com dificuldade mas procuro evitar o medo - (4)
3.    Tenho dificuldades em aceitar ou demonstrar medo - (3)
4.    Não aceito; não sei lidar - (2)
5.    Não se aplica a mim - (1)
22. Ira: Dentre as respostas a seguir qual representa melhor a forma como você lida com a ira para com outras pessoas (e dessas para você):
É um intenso sentimento de raiva, ódio ou rancor, um conjunto de fortes emoções e vontade de agressão geralmente derivada de causas acumuladas ou traumas. Pode ser vista como uma cólera e um sentimento de vingança, ou seja, uma vontade frequentemente tida como incontrolável dirigida a uma ou mais pessoas por qualquer tipo de ofensa ou insulto. Ira é um sentimento mental e emotivo de conflito com o mundo externo ou consigo mesmo. Quando surge a ira, as emoções dela decorrentes fazem perder a racionalidade, obscurecendo o juízo normal. Por ter componentes irracionais, a ira não deve ser confundida com o ódio, que pode atingir seus objetivos destrutivos somente pela racionalidade. A ira é uma explosão forte de um sentimento ruim, proveniente de uma contrariedade, de uma desilusão, de um acontecimento inesperado e ruim, de uma inconformidade ou de uma culpa. A ira é um sentimento rápido e breve, enquanto o ódio pode durar até uma vida inteira. Apesar disso, num ataque de ira, pode-se cometer erros até mais graves que as vinganças movidas pelo ódio, tamanho seu poder de estimular os ímpetos maléficos de uma pessoa. Pergunte a qualquer dependente e se surpreenderá com o fato de que a grande maioria sente ira com muita frequência.
1.    Sei lidar bem. Mas não tenho ira - (4)
2.    Lido com dificuldade mas procuro evitar a ira - (5)
3.    Tenho dificuldades em aceitar ou demonstrar ira - (3)
4.    Não aceito; não sei lidar - (2)
5.    Não se aplica a mim - (1)
23. Inveja: Dentre as respostas a seguir qual representa melhor a forma como você lida com a inveja para com outras pessoas (e dessas para você):
A inveja é o desejo exagerado por posses, status, habilidades e tudo que outra pessoa tem e consegue. Uma pessoa invejosa ignora suas próprias bênçãos e prioriza o status de outra pessoa no lugar do seu próprio crescimento. O invejoso ignora tudo que possui para cobiçar o que é do próximo. A inveja é frequentemente confundida com a avareza. É também um sentimento de tristeza perante o que o outro tem e a própria pessoa não tem. Este sentimento gera o desejo de ter exatamente o que a outra pessoa tem. Ao ter prejudicado seu desempenho em quase todas as situações de sua vida, o dependente não consegue realizar sonhos, crescer no trabalho, manter um relacionamento afetivo duradouro, etc. Assim, muitas vezes passa a invejar nos outros aquilo que não consegue para si.
1.    Sei lidar bem. Mas não tenho inveja de ninguém - (5)
2.    Lido com dificuldade mas procuro evitar a inveja - (4)
3.    Tenho dificuldades em aceitar ou demonstrar inveja - (3)
4.    Não aceito; não sei lidar - (2)
5.    Não se aplica a mim - (1)
24. Ilusão: Dentre as respostas a seguir qual representa melhor a forma como você lida com a ilusão para com outras pessoas (e dessas para você):
A ilusão é uma confusão dos sentidos que provoca uma distorção da percepção. A ilusão pode ser causada por razões naturais (mudança de ambiente, deformação do ambiente, mudança de clima, etc.) ou artificiais (camuflagem, mimetismo, efeitos sonoros, ilusionismo, entre outros). Todos os sentidos podem ser confundidos por ilusões, mas as visuais são mais conhecidas. Uma vez que a percepção é baseada na interpretação dos sentidos, as pessoas podem experimentar ilusões de formas diferentes.
1.    Não sou uma pessoa iludida - (5)
2.    Lido com dificuldade mas procuro evitar a ilusão - (4)
3.    Tenho dificuldades em aceitar ou demonstrar ilusão - (3)
4.    Não aceito; não sei lidar - (2)
5.    Não se aplica a mim - (1)
25. Frustração: Dentre as respostas a seguir qual representa melhor a forma como você lida com a frustração para com outras pessoas (e dessas para você):
É uma emoção que ocorre nas situações onde algo obstrui o alcance de um almejo pessoal. Quanto mais importante for o objetivo, maior será a frustração. As fontes da frustração podem ser internas ou externas. As fontes internas da frustração envolvem deficiências pessoais como falta de confiança ou medo de situações sociais que impedem uma pessoa de alcançar uma meta; causas externas da frustração, por outro lado, envolvem condições fora do controle da pessoa, tal como falta de dinheiro, por exemplo. A incapacidade de alcançar objetivos de vida é sem dúvida uma das principais causas de frustração entre os dependentes químicos. Recaídas frequentes também provocam a frustração quando o indivíduo se depara com a dificuldade de deixar a droga.
1.    Sei lidar bem. Mas não sou frustrado - (3)
2.    Lido com dificuldade mas procuro evitar a frustração - (5)
3.    Tenho dificuldades em aceitar ou demonstrar frustração - (4)
4.    Não aceito; não sei lidar - (2)
5.    Não se aplica a mim - (1)
26. Incoerência: Dentre as respostas a seguir qual representa melhor a forma como você lida com a incoerência para com outras pessoas (e dessas para você):
Discrepância, falta de lógica, inconsequência.
1.    Não sou incoerente - (4)
2.    Lido com dificuldade mas procuro evitar a incoerência - (5)
3.    Tenho dificuldades em aceitar ou demonstrar incoerência - (3)
4.    Não aceito; não sei lidar - (2)
5.    Não se aplica a mim - (1)
27. Fé: Dentre as respostas a seguir qual representa melhor a forma como você lida com a fé para com outras pessoas (e dessas para você):
É a firme opinião de que algo é verdade, sem qualquer tipo de prova ou critério objetivo de verificação, pela absoluta confiança que depositamos nesta ideia ou fonte de transmissão. A fé é o fundamento da esperança, é uma certeza a respeito do que não se vê. A fé acompanha absoluta abstinência à dúvida pelo antagonismo inerente à natureza destes fenômenos psicológicos e lógica conceitual. Ou seja, é impossível duvidar e ter fé ao mesmo tempo. É geralmente associada a experiências pessoais e herança cultural podendo ser compartilhada com outros através de relatos, principalmente (mas não exclusivamente) no contexto religioso, e usada frequentemente como justificativa para a própria crença em que se tem fé, o que caracteriza raciocínio circular. A fé se manifesta de várias maneiras e pode estar vinculada a questões emocionais e a motivos considerados moralmente nobres ou estritamente pessoais e egoístas. Pode estar direcionada a alguma razão específica (que a justifique) ou mesmo existir sem razão definida. E, como mencionado anteriormente, não carece de qualquer tipo de argumento racional.
1.    Não tenho fé em nada - (4)
2.    Lido com dificuldade mas procuro ter fé em algo - (5)
3.    Tenho dificuldades em aceitar ou demonstrar fé - (3)
4.    Não aceito; não sei lidar - (2)
5.    Não se aplica a mim - (1)
28. Exaustão: Dentre as respostas a seguir qual representa melhor a forma como você lida com a exaustão para com outras pessoas (e dessas para você):
Com a rotina corrida do dia a dia, o tempo que se dedica a tarefas para descansar o corpo e a mente é cada vez mais reduzido. Entramos num processo em que o corpo começa a ficar desgastado e a mente não consegue se "desligar" daquele projeto no trabalho, das contas para pagar, do boletim das crianças, da pia que começou a vazar e de outras situações. Tudo isso acaba acelerando um quadro de exaustão emocional, uma condição que é mais grave que a estafa e está a um passo do estresse e de suas consequências sérias para a saúde. O conceito de exaustão está ligado ao conceito de estresse. O estresse é dividido em três níveis, chamados de alerta, reestruturação e, por fim, exaustão, que corresponde à fase em que o indivíduo já apresenta pensamentos negativos, falta de vontade de fazer as coisas, perda de sono, ansiedade acentuada, irritabilidade, entre outras características físicas como alergias, gastrites e enxaqueca.
1.    Sei lidar bem. Mas estou exausto de viver assim - (5)
2.    Lido com dificuldade mas procuro evitar a exaustão - (4)
3.    Tenho dificuldades em aceitar ou demonstrar exaustão - (3)
4.    Não aceito; não sei lidar - (2)
5.    Não se aplica a mim - (1)
29. Estresse: Dentre as respostas a seguir qual representa melhor a forma como você lida com o estresse para com outras pessoas (e dessas para você):
Estresse pode ser definido como a soma de respostas físicas e mentais causadas por determinados estímulos externos (estressores) e que permitem ao indivíduo (humano ou animal) superar determinadas exigências do meio ambiente e o desgaste físico e mental causado por esse processo. O estresse pode ser causado pela ansiedade e pela depressão devido à mudança brusca no estilo de vida e a exposição a um determinado ambiente, que leva a pessoa a sentir angústia. Quando os sintomas de estresse persistem por um longo intervalo de tempo, podem ocorrer sentimentos de evasão (ligados à ansiedade e depressão). Os nossos mecanismos de defesa passam a não responder de uma forma eficaz, aumentando assim a possibilidade de doenças.
1.    Sei lidar bem. Mas sou estressado - (4)
2.    Lido com dificuldade mas procuro me livrar do estresse - (5)
3.    Tenho dificuldades em aceitar ou demonstrar estresse - (3)
4.    Não aceito; não sei lidar - (2)
5.    Não se aplica a mim - (1)
30. Espiritualidade: Dentre as respostas a seguir qual representa melhor a forma como você lida com a espiritualidade para com outras pessoas (e dessas para você):
A espiritualidade pode ser definida como uma "propensão humana a buscar significado para a vida por meio de conceitos que transcendem o tangível, à procura de um sentido de conexão com algo maior que si próprio". A espiritualidade pode ou não estar ligada a uma vivência religiosa. Alguns defendem a existência de uma espiritualidade inclusive em meio ao ateísmo. Atualmente, a espiritualidade tem sido bastante estudada no que se refere às suas relações com a saúde humana. A Organização Mundial de Saúde (OMS) vem aprofundando as investigações sobre a espiritualidade enquanto constituinte do conceito multidimensional de saúde; atualmente, o bem-estar espiritual vem sendo considerado mais uma dimensão do estado de saúde, junto às dimensões corporais, psíquicas e sociais.
1.    Sei lidar bem. Mas não tenho espiritualidade - (5)
2.    Lido com dificuldade mas procuro a espiritualidade - (4)
3.    Tenho dificuldades em aceitar ou demonstrar espiritualidade - (3)
4.    Não aceito; não sei lidar - (2)
5.    Não se aplica a mim - (1)
31. Esperança: Dentre as respostas a seguir qual representa melhor a forma como você lida com a esperança para com outras pessoas (e dessas para você):
É uma crença emocional na possibilidade de resultados positivos relacionados com eventos e circunstâncias da vida pessoal. A esperança requer uma certa perseverança, acreditar que algo é possível mesmo quando há indicações do contrário. O sentido de crença deste sentimento o aproxima muito dos significados atribuídos à fé.
1.    Sei lidar bem. Mas não tenho esperança - (4)
2.    Lido com dificuldade mas procuro evitar a esperança - (5)
3.    Tenho dificuldades em aceitar ou demonstrar esperança - (3)
4.    Não aceito; não sei lidar - (2)
5.    Não se aplica a mim - (1)
32. Esgotamento: Dentre as respostas a seguir qual representa melhor a forma como você lida com o esgotamento para com outras pessoas (e dessas para você):
A síndrome de Burnout pode ser muito parecida com a depressão, apresentando sintomas típicos do esgotamento mental como pensamentos negativos, falta de ânimo para ir ao trabalho, falta de gosto por atividades que antes eram prazerosas, alteração de humor fazendo com que haja dias melhores mas em seguida e sem causa aparente a pessoa sente-se péssima, comportamentos agressivos ou vontade de agir rispidamente com todos.
1.    Sei lidar bem. Mas estou esgotado - (3)
2.    Lido com dificuldade mas procuro evitar o esgotamento - (5)
3.    Tenho dificuldades em aceitar ou demonstrar esgotamento - (4)
4.    Não aceito; não sei lidar - (2)
5.    Não se aplica a mim - (1)
33. Dor: Dentre as respostas a seguir qual representa melhor a forma como você lida com a dor para com outras pessoas (e dessas para você):
É qualquer experiência aversiva (não necessariamente indesejada) e sua emoção negativa correspondente. Ela é geralmente associada com sofrimento e infelicidade, mas qualquer condição pode gerar dor se ela for subjetivamente aversiva. Termos relacionados são tristeza, pesar e sofrimento. Alguns veem a raiva como um tipo de sofrimento.
1.    Sei lidar bem. Mas não tenho dor - (3)
2.    Lido com dificuldade mas procuro evitar a dor - (5)
3.    Tenho dificuldades em aceitar ou demonstrar dor - (4)
4.    Não aceito; não sei lidar - (2)
5.    Não se aplica a mim - (1)
34. Desinteresse: Dentre as respostas a seguir qual representa melhor a forma como você lida com o desinteresse para com outras pessoas (e dessas para você):
Ausência de interesse; indiferença: não entendo seu desinteresse por cultura. Desprovido de sentimentos e propósitos que visam somente o interesse; falta de interesse por dinheiro e/ou bens materiais generosidade: a caridade deve ser exercida com desinteresse. Falta de cuidado, de zelo; negligência.
1.    Sei lidar bem. Mas não sou desinteressado - (4)
2.    Lido com dificuldade mas procuro evitar o desinteresse - (5)
3.    Tenho dificuldades em aceitar ou demonstrar desinteresse - (3)
4.    Não aceito; não sei lidar - (2)
5.    Não se aplica a mim - (1)
35. Desilusão: Dentre as respostas a seguir qual representa melhor a forma como você lida com a desilusão para com outras pessoas (e dessas para você):
É uma decepção ou desencantamento decorrente de uma experiência negativa profunda; é ato de desiludir-se, desenganar-se, o que pressupõe que nos enganamos sobre algo ou alguém, que em um momento qualquer, acreditamos.
1.    Sei lidar bem. Mas não sou desiludido - (4)
2.    Lido com dificuldade mas procuro evitar a desilusão - (5)
3.    Tenho dificuldades em aceitar ou demonstrar desilusão - (3)
4.    Não aceito; não sei lidar - (2)
5.    Não se aplica a mim - (1)
36. Desgosto: Dentre as respostas a seguir qual representa melhor a forma como você lida com o desgosto com outras pessoas (e dessas para você):
Escassez de prazer; falta de gosto; ausência de alegria; desprazer, aborrecimento. Condição ou característica de quem é desgostoso; tristeza. Falta de satisfação; sofrimento.
1.    Sei lidar bem. Mas não tenho desgosto - (3)
2.    Lido com dificuldade mas procuro me livrar do desgosto - (5)
3.    Tenho dificuldades em aceitar ou demonstrar desgosto - (4)
4.    Não aceito; não sei lidar - (2)
5.    Não se aplica a mim - (1)
37. Desgaste: Dentre as respostas a seguir qual representa melhor a forma como você lida com o desgaste para com outras pessoas (e dessas para você):
Cansado, sofrido, debilitado, enfraquecido.
1.    Sei lidar bem. Mas não sofro de desgaste- (5)
2.    Lido com dificuldade mas procuro evitar o desgaste - (4)
3.    Tenho dificuldades em aceitar ou demonstrar desgaste - (3)
4.    Não aceito; não sei lidar - (2)
5.    Não se aplica a mim - (1)
38. Desespero: Dentre as respostas a seguir qual representa melhor a forma como você lida com o desespero para com outras pessoas (e dessas para você):
Circunstância de quem está ou se encontra em desespero (sem esperança). Quando o homem alcança o estado de desesperança, ele age por desespero. Como a própria palavra diz "des esperar" é deixar de esperar, é chegar ao limite ou fim de alguma coisa. Agir por desespero é tomar atitudes que, se pensadas, jamais se tomaria. É se deixar levar por emoções que acabam comandando nossas ações. Há pessoas que desesperam-se facilmente, são mais frágeis e vivem uma vida de inquietudes.
1.    Sei lidar bem. Mas não sou de entrar em desespero - (3)
2.    Lido com dificuldade mas não procuro evitar o desespero - (4)
3.    Tenho dificuldades em aceitar ou demonstrar desespero - (5)
4.    Não aceito; não sei lidar - (2)
5.    Não se aplica a mim - (1)
39. Desamparo: Dentre as respostas a seguir qual representa melhor a forma como você lida com o desamparo para com outras pessoas (e dessas para você):
Abandono. Falta de auxílio ou de proteção. Falta de meios. Em que há ou se encontra no abandono; que não possui amparo; sem auxílio financeiro e/ou moral; desvalido. Que precisa de ajuda, auxílio, apoio ou proteção: crianças desamparadas. Que não tem segurança. Que não é habitado; ermo. Indivíduo que não possui amparo; aquele que se encontra abandonado.
1.    Sei lidar bem. Mas não sou desamparado - (3)
2.    Lido com dificuldade mas procuro evitar o desamparo - (5)
3.    Tenho dificuldades em aceitar ou demonstrar desamparo - (4)
4.    Não aceito; não sei lidar - (2)
5.    Não se aplica a mim - (1)
40. Depressão: Dentre as respostas a seguir qual representa melhor a forma como você lida com a depressão para com outras pessoas (e dessas para você):
Transtorno psiquiátrico que afeta pessoas de todas as idades. Caracteriza-se pela perda de prazer nas atividades diárias (anedonia), apatia, alterações cognitivas (diminuição da capacidade de raciocinar adequadamente, de se concentrar ou/e de tomar decisões), psicomotoras (lentidão, fadiga e sensação de fraqueza), alterações do sono (mais frequentemente insônia, podendo ocorrer também hipersonolência), alterações do apetite (mais comumente perda do apetite, podendo ocorrer também aumento do apetite), redução do interesse sexual, retraimento social, ideação suicida e prejuízo funcional significativo (como faltar muito ao trabalho ou piorar o desempenho escolar). Alguns tipos de drogas podem levar a depressão crônica.
1.    Não sei lidar bem, mas não sofro de depressão - (5)
2.    Lido com dificuldade mas procuro evitar depressão - (4)
3.    Tenho dificuldades em aceitar ou demonstrar depressão - (3)
4.    Não aceito; não sei lidar - (2)
5.    Não se aplica a mim - (1)
41. Decepção: Dentre as respostas a seguir qual representa melhor a forma como você lida com a decepção para com outras pessoas (e dessas para você):
É a obtenção de um resultado negativo de uma situação na qual era esperado um resultado positivo. Acabar com a ilusão ou encantamento que se cria por uma pessoa ou alguma coisa. Esperança frustrada. Desonra, tristeza, amargura de si próprio em relação a mudanças, pessoas, atos e principalmente comportamento e erros. Decepção causa tristeza.
1.    Sei lidar bem. Mas não tenho decepções - (3)
2.    Lido com dificuldade mas procuro evitar a decepção - (5)
3.    Tenho dificuldades em aceitar ou demonstrar decepção - (4)
4.    Não aceito; não sei lidar - (2)
5.    Não se aplica a mim - (1)
42. Culpa: Dentre as respostas a seguir qual representa melhor a forma como você lida com a culpa para com outras pessoas (e dessas para você):
O sentimento de culpa é o sofrimento obtido após reavaliação de um comportamento passado tido como reprovável por si mesmo. A base deste sentimento, do ponto de vista psicanalítico, é a frustração causada pela distância entre o que não fomos e a imagem criada pelo superego daquilo que achamos que deveríamos ter sido. Há também outra definição para "sentimento de culpa", quando se viola a consciência moral pessoal (ou seja, quando erramos), surge o sentimento de culpa. Aparece em geral após o uso da droga quando começa a cessar seu efeito. A culpa está sempre presente na vida de um dependente químico, principalmente quando o vício já fez estragos consideráveis em sua vida.
1.    Sei lidar bem. Não sinto culpa - (3)
2.    Lido com dificuldade mas procuro evitar a culpa - (5)
3.    Tenho dificuldades em aceitar ou demonstrar culpa - (4)
4.    Não aceito; não sei lidar - (2)
5.    Não se aplica a mim - (1)
43. Crença: Dentre as respostas a seguir qual representa melhor a forma como você lida com a crença para com outras pessoas (e dessas para você):
É o estado psicológico em que um indivíduo detém uma proposição ou premissa para a verdade, ou ainda, uma opinião formada ou convicção. Descartes começou diferenciando crença de dúvida, para ele, esses são dois estados de mente relativamente fáceis de distinguir, o estado de dúvida, ele observa, é "um estado irritante e insatisfatório, do qual lutamos para nos libertar"; diferentemente, o estado de crença "é clamo e satisfatório". Não somente sentido um forte desejo de converter a dúvida em crença, mas chegamos a nos esforçar para manter as crenças que já temos, para evitar cair novamente em dúvida. Peirce diz "Atemo-nos tenazmente, não somente em crer, mas a crer exatamente naquilo que já cremos. Acreditar que drogas não são fatais ou que “comigo isso não acontece” é como crer que o demônio é um santo. É o passo para o inevitável. A morte.
1.    Sei lidar bem. Mas não sou crente - (3)
2.    Lido com dificuldade mas procuro evitar crenças - (5)
3.    Tenho dificuldades em aceitar ou demonstrar crenças - (4)
4.    Não aceito; não sei lidar - (2)
5.    Não se aplica a mim - (1)
44. Consciência: Dentre as respostas a seguir qual representa melhor a forma como você lida com a consciência para com outras pessoas (e dessas para você):
Consciência é o termo que significa conhecimento, percepção, honestidade. Também pode revelar a noção dos estímulos à volta de um indivíduo que confirmam a sua existência. Por esse motivo se costuma dizer que quem está desmaiado ou em coma está inconsciente. A consciência também está relacionada com o sentido de moralidade e de dever, pois é a noção das próprias ações ou sentimentos internos no momento em que essas ações são executadas. A consciência pode ser relativa a uma experiência, problemas, experiências ou situações.
1.    Sei lidar bem. Mas não tenho consciência - (3)
2.    Lido com dificuldade, mas não procuro a consciência - (4)
3.    Tenho dificuldades em aceitar ou demonstrar consciência - (5)
4.    Não aceito; não sei lidar - (2)
5.    Não se aplica a mim - (1)
45. Calma: Dentre as respostas a seguir qual representa melhor a forma como você lida com a calma para com outras pessoas (e dessas para você):
É uma virtude de controlar as emoções, sem se alterar por algo que lhe deixa irritada(o), sossego, paz interior. Via de regra é um sentimento que o dependente químico termina por esquecer ao longo dos anos de consumo de drogas.
1.    Sei lidar bem. Mas não sou calmo - (3)
2.    Lido com dificuldade mas procuro ser calmo- (5)
3.    Tenho dificuldades em aceitar ou demonstrar calma - (4)
4.    Não aceito; não sei lidar - (2)
5.    Não se aplica a mim - (1)
46. Apreensão: Dentre as respostas a seguir qual representa melhor a forma como você lida com a apreensão para com outras pessoas (e dessas para você):
A apreensão é um dos estados psíquicos da ansiedade devido à antecipação de uma situação desagradável ou mesmo perigosa. É uma reação do organismo ao perigo ou ameaça que pode nunca ocorrer e que, na grande maioria das vezes, não acontece. É um problema psicológico que se traduz por um sentimento de insegurança, ou, medo sem fundamento real. O nível de medo não é determinado pela situação em si, mas pela interpretação que se faz dela e é algo muito mais grave do que estar sujeito às preocupações do cotidiano. Esta característica biológica ou estado emocional acompanha o ser humano ao longo de sua evolução e está muito presente no nosso dia-a-dia como também esteve na vida de nossos antepassados, hoje, talvez um pouco mais acentuada pelas rápidas e intensas transformações da sociedade contemporânea. Este estado afetivo caracterizado por um sentimento de insegurança; é um desejo ardente, uma aflição, uma incerteza em relação ao amanhã. É a sensação, às vezes, vaga de que algo desagradável está por acontecer.
1.    Sei lidar bem. Mas não sou apreensivo - (3)
2.    Lido com dificuldade mas procuro não ter apreensão - (5)
3.    Tenho dificuldades em aceitar ou demonstrar apreensão - (4)
4.    Não aceito; não sei lidar - (2)
5.    Não se aplica a mim - (1)
47. Ansiedade: Dentre as respostas a seguir qual representa melhor a forma como você lida com a ansiedade para com outras pessoas (e dessas para você):
É uma característica biológica do ser humano, que antecede momentos de perigo real ou imaginário, marcada por sensações corporais desagradáveis, tais como uma sensação de vazio no estômago, coração batendo rápido, medo intenso, aperto no tórax, transpiração, e outras alterações associadas à disfunção do sistema nervoso autônomo. É muito comum em dependentes químicos principalmente quando o uso pesado já levou ao aparecimento de neuroses diversas.
1.    Sei lidar bem. Mas não sofro de ansiedade - (4)
2.    Lido com dificuldade mas procuro evitar a ansiedade - (5)
3.    Tenho dificuldades em aceitar ou demonstrar ansiedade - (3)
4.    Não aceito; não sei lidar - (2)
5.    Não se aplica a mim - (1)
48. Angústia: Dentre as respostas a seguir qual representa melhor a forma como você lida com a angústia para com outras pessoas (e dessas para você):
Forte sensação psicológica, caracterizada por "abafamento", insegurança, falta de humor, ressentimento e dor. Na psiquiatria é considerada uma doença que pode produzir problemas psicossomáticos. A angústia é também uma emoção que precede algo (um acontecimento, uma ocasião ou circunstância). É muito comum por exemplo quando o dependente chega à casa e tem que interagir com os familiares sempre tentando ocultar o vício, quando percebe que a droga está acabando no meio da noite, quando lhe falta o dinheiro para comprar ou quando o efeito do uso diminui ou acaba, fazendo com que se sinta angustiado por mais droga.
1.    Sei lidar bem. Mas não me sinto angustiado - (4)
2.    Lido com dificuldade mas procuro evitar a angústia - (5)
3.    Tenho dificuldades em aceitar ou demonstrar angústia - (3)
4.    Não aceito; não sei lidar - (2)
5.    Não se aplica a mim - (1)
49. Amargura: Dentre as respostas a seguir qual representa melhor a forma como você lida com a amargura para com outras pessoas (e dessas para você):
Amargura significa tristeza, sofrimento, mágoa, amargor. Assim, a amargura não fica sozinha, ela acarreta normalmente tanto a tristeza (estado de alma) como sofrimento (que pode ser de alma e corpo). Já a mágoa é geralmente um sentimento da falta de perdão. Podemos reconhecer a amargura através dos seguintes sintomas: Silêncio vingativo; Respostas rápidas e ríspidas; Isolamento; Agressões verbais.       A pessoa se transforma numa pessoa amarga e todos passam a evitá-la. Começa a arquitetar vingança. É como uma maçã podre que faz apodrecer todo o restante. Assim, a pessoa amargurada atinge todo o seu grupo, seja familiar, escolar, profissional, de amizades, etc. Dependentes são amargurados e assim vivem praticamente o tempo todo.
1.    Sei lidar bem. Mas não sou amargurado - (4)
2.    Lido com dificuldade mas procuro evitar a amargura - (5)
3.    Tenho dificuldades em aceitar ou demonstrar amargura - (3)
4.    Não aceito; não sei lidar - (2)
5.    Não se aplica a mim - (1)
50. Abatimento: Dentre as respostas a seguir qual representa melhor a forma como você lida com o abatimento para com outras pessoas (e dessas para você):
Enfraquecimento físico ou moral; depressão, prostração. Todo dependente químico padece desse sentimento que se torna uma rotina quando o uso de drogas se torna pesado e a necessidade de mais e mais quantidades é a única coisa com que a pessoa se preocupa. Conseguir mais droga. Nos momentos em que o efeito da droga é pouco ou passa, surge o abatimento que faz com que o dependente deixe de ter uma vida ativa, produtiva, saudável, enfim.
1.    Sei lidar bem. Mas não sou abatido - (3)
2.    Lido com dificuldade mas procuro não me abater - (5)
3.    Tenho dificuldades em aceitar ou demonstrar abatimento - (4)
4.    Não aceito; não sei lidar - (2)
5.    Não se aplica a mim - (1)

Pontuação:
0 a 50 - NEGAÇÃO
A reação mais comum do doente que recebe o diagnóstico de uma enfermidade grave é, diante do desespero, negar que aquilo esteja acontecendo com ele. A negação funciona como um para-choque depois de notícias inesperadas e chocantes, deixando que o paciente se recupere com o tempo. Em geral, essa fase é temporária, pois ele logo percebe que é necessário lutar pela vida, sendo raro o caso em que ele nega seu estado até o fim.
Muitas vezes, a reação de negar a própria doença é acompanhada por uma tendência a se isolar. A negação também pode se manifestar sob a máscara da ironia.
50 a 100 - RAIVA
Esta fase é caracterizada pela inveja, culpar os outros, ressentimento e, por vezes fúria. A raiva pode ser especifica e direcionada, ou pode ser geral, atirada ao acaso. Pode ser racional ou irracional, justificada ou injustificada, sensata ou sem sentido. É a raiva da perda. Pode-se culpar os outros e a si mesmo pela situação em que se encontra.
Por que é que eu não posso beber algo antes do jantar sem acabar bêbado e sem sentidos à meia-noite? Ou por que não posso fumar apenas um baseado, sem ir logo depois cheirar cocaína ou fumar crack? Podemos manter esse lengalenga interminavelmente, assumir maus sentimentos ou mesmo explodir num grande abuso verbal. Esta raiva pode por vezes ser perigosa, tanto para a pessoa que sente como para a pessoa que é objeto dela.
Trocamos, nesta fase, o “eu não!” Para “por que eu?” “É culpa sua” e “não é justo”. Estamos loucos. Normalmente por trás da raiva está o medo, a culpa e a vergonha. Tal como precisamos da negação, precisamos agora da raiva. Não há problema em atravessar esta fase. A raiva é um combustível se não for trabalhada. Mas precisamos lidar com ela de maneira apropriada.
100 a 150 - NEGOCIAÇÃO
Após ventilar a fúria, pode-se tentar adiar de modo a evitar ou adiar a perda. Estas negociações podem ser feitas com Deus ou vagamente com a vida. Esta fase é normalmente caracterizada por SE... ENTÃO... frases que medem o que damos conta daquilo que recebemos. Algumas vezes os nossos acordos são construtivos, realistas e obtém o resultado pretendido. Se eu for buscar ajuda para o meu problema de bebida, então não vou ter de morrer. No entanto, normalmente, as nossas negociações não são realistas. O alcoólico vai tentar um acordo em que apenas bebe cerveja, ou que só bebe em um final de semana por mês.
150 a 200 - DEPRESSÃO
Avançamos agora para um período de tristeza. Desde que pela primeira vez dissemos: “Isto não pode ser verdade”, que fomos empurrados para este momento. É talvez a essência da dor – estando de luto completamente. É o ponto mais alto do processo de aceitação e da emocional na sua forma mais pura. Choramos pelo que perdemos e sobre o que vamos perder no futuro. Chegou a hora de chorar. Esta tristeza pode levar horas, dias semanas, ou meses. “Quando humildemente nos rendemos, este processo começa”. “Esta depressão só desaparecerá quando o processo for ultrapassado pela aceitação”.
200 a 250 - ACEITAÇÃO
Quando já não precisamos bloquear, sentir raiva ou fazer acordos depois de ter lidado com a tristeza, vamos chegar a uma fase de aceitação. Não é a resignação e nem o desespero de desistir é uma sensação de para que? Elas também indicam o início do fim da luta, apesar de as últimas não serem indícios de aceitação. A aceitação não deve ser confundida com uma fase feliz. É praticamente vazia de sentimentos. É como que se a dor tivesse ido embora, a luta acabou. Estamos em paz com o que é e livremente admitimos a nossa impotência sobre as adicções. Deus nos deu a serenidade de aceitar o que podemos modificar.
A seguir a aceitação cresce. Isto implica que não nos limitamos a sobreviver à experiência, mas que mudamos ou fomos melhorados por ela. De algum modo, consideramo-nos mais ricos. Se não podemos ver como isso nos beneficiou, temos pelo menos a confiança de que está certo tudo está bem, e que algum dia poderemos perceber o propósito.
Podemos aceitar a perda e crescer, mas o caminho não é fácil, nem particularmente confortável. Pode ser estranho e por vezes parecer que vai nos destruir. No momento em que começa, podemos nos sentir em choque e em pânico. Enquanto o vivemos podemos nos sentir confusos, vulneráveis, sozinhos e isolados. Podemos ter uma sensação de falta de controle. Temos de confiar na graça de um poder superior; precisamos nos agarrar a esperança. Em todas as fases exceto na negação, a esperança é uma linha da vida.
Você está pronto para se tratar e deixar as drogas para começar uma nova vida. Parabéns!

Em que fase você está?
Pronto para uma vida nova?
Você é capaz como outros tantos!
Boa sorte!