Escolha o Idioma

6/26/2016

Esquizofrenia

A história sugere que a esquizofrenia atinge a humanidade há milênios, relegando doentes ao isolamento social. Apesar de vastas e profundas pesquisas, o transtorno - caracterizado por comportamento anormal e isolamento emocional - continua sendo um grande mistério.
Cerca de 24 milhões de pessoas no mundo tem esquizofrenia. Aproximadamente 10% das pessoas que têm o transtorno se suicidam. Esquizofrênicos normalmente apresentam sintomas como ilusões, alucinações, obsessão, delírios, além de alterações sociais e emocionais. O mal atinge 56.000 novos casos a cada ano no Brasil.
Embora esteja presente em toda a história da humanidade, o transtorno não havia sido classificado de modo preciso até o fim do século 19. No início do século 20, o psiquiatra alemão Eugen Bleuler criou o nome "esquizofrenia" a partir das palavras gregas "divisão" e "mente" para descrever a doença.
Ele escolheu esse termo baseado na ideia de dupla personalidade, um equívoco comum, principalmente em função de os esquizofrênicos apresentarem uma desconexão com a realidade. Bleuler também se referia à doença usando o termo no plural, considerando que o quadro poderia se apresentar de maneiras diferentes.
Embora normalmente sejam confundidas, a esquizofrenia é diferente do transtorno de dupla personalidade, agora conhecido como transtorno dissociativo de identidade. Normalmente, é difícil distinguir a esquizofrenia de quadros como depressão ou transtorno bipolar.
A esquizofrenia normalmente se desenvolve em homens a partir do fim da adolescência, próximo dos 20 anos, e nas mulheres por volta dos 25 a 30 anos. Sintomas de esquizofrenia podem se desenvolver gradualmente ou rapidamente.
Os sintomas normalmente são classificados como positivos ou negativos, no entanto, a razão desses nomes não tem relação com o fato de os sintomas serem bons ou ruins. Na verdade, sintomas positivos se referem às formas distorcidas ou exageradas de atividade normal, como por exemplo:
·         Ilusões
·         Alucinações
·         Discurso desorganizado
·         Atividades motoras sem propósito ou falta de atividade (conhecida como comportamento catatônico)
Por outro lado, os sintomas negativos se referem aos que apresentam ausência de comportamentos normais, como por exemplo:
·         Não conseguir expressar ou sentir emoções
·         Não sentir prazer na vida
·         Apresentar uma atitude de apatia geral
Alguns classificam os sintomas negativos como sendo cognitivos ou relacionados à atenção e à memória. Os sintomas cognitivos são:
·         Falta de atenção
·         Falta de habilidades de memória
·         Incapacidade de planejar ou organizar
Outros sintomas são problemas no trabalho, de relacionamentos e de higiene pessoal. Para que alguém seja diagnosticado como esquizofrênico, de acordo com os padrões oficiais do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-IV), um certo número de sintomas precisa ser identificado e o quadro deve se estender, no mínimo, por seis meses.
A esquizofrenia pode se apresentar de diversas formas que se subdividem em diferentes categorias.
·         Paranoia - caracteriza-se por ilusões e alucinações. Frequentemente, pessoas esquizofrênicas acreditam ser vítimas das demais.
·         Desorganização - consiste em um pensamento desorganizado, em comportamento que parece incoerente aos demais e falha na expressão de emoções.
·         Catatonia - pessoas com esquizofrenia catatônica podem ficar andando sem rumo ou falar excessivamente e sem razão, ou ainda, podem ficar paradas e caladas.
·         Indiferença - este tipo de esquizofrenia é uma categoria genérica para os que possuem uma mistura de sintomas que não se encaixam bem nas demais categorias.
·         Residual - se alguém tem histórico de esquizofrenia e passa por um período com sintomas negativos, sem apresentar os sintomas positivos, pode-se caracterizar esquizofrenia residual.
Alguns quadros são bem semelhantes à esquizofrenia. O transtorno esquizofreniforme, por exemplo, pode incluir sintomas positivos e negativos de esquizofrenia, mas dura apenas de um a seis meses.
Um outro quadro semelhante é o transtorno esquizoafetivo. Pessoas com transtorno esquizoafetivo sofrem tanto com sintomas de esquizofrenia como com transtornos do humor (como depressão).
Muitos sintomas de esquizofrenia podem ter efeitos drásticos sobre a vida do paciente em termos de atividades diárias, trabalho, vida social e relacionamentos. Ilusões se referem a crenças falsas e alucinações dizem respeito a falsas sensações.
Algumas ilusões típicas incluem crenças paranoicas sobre ser vítima dos outros ou acreditar ser uma famosa figura histórica (como Napoleão Bonaparte ou Jesus Cristo). Alucinações acontecem por meio de visões, de cheiros, de sons, de sentimentos ou até mesmo de gostos. Normalmente, os esquizofrênicos acreditam ouvir vozes. Essas vozes comentariam o comportamento da pessoa ou dariam ordens à pessoa.
A reintegração de um esquizofrênico na sociedade tende a ser difícil, considerando-se que o transtorno normalmente se desenvolve quando a pessoa já tem profissão e é autossuficiente. A maioria não se casa, não forma família, nem se dá bem no trabalho. Infelizmente, 5% dos esquizofrênicos acabam virando moradores de rua.
Estes fatores podem contribuir para a alta porcentagem de esquizofrênicos que cometem suicídio (10%). No entanto, a estatística considera apenas casos de suicídio consumado. A estatística exata dos esquizofrênicos que tentam o suicídio é desconhecida, mas acredita-se que fique entre 18 e 55%.
Os especialistas divergem quanto à questão de a esquizofrenia deixar a pessoa violenta. Estatísticas mostram que a doença não causa comportamento violento e que a maioria dos doentes não são violentos.
Geralmente, os que têm histórico de violência antes do início do quadro tendem a continuar violentos, enquanto os não-violentos dificilmente se apresentam esse comportamento.
No entanto, estudos demonstram que alguns esquizofrênicos ficam mais propensos à violência do que a população em geral, se abusarem de drogas e álcool. E quando ficam violentos, isso geralmente acontece com amigos ou com a família dentro de casa. Notavelmente, as vítimas mais prováveis da violência são eles próprios, haja vista o alto índice de suicídio.
Para amigos e familiares de esquizofrênicos, lidar com as ilusões e com as alucinações é difícil. Recomenda-se não tentar competir nem brincar com a falsa noção do esquizofrênico. Em vez disso, deve-se discordar educadamente, falando que as pessoas possuem suas próprias opiniões.
Frequentemente, a esquizofrenia é tão súbita que é difícil entender suas causas. Apesar da profundidade dos estudos e das pesquisas sobre o transtorno, a causa ainda é pouco conhecida.
Cientistas não sabem o que causa a esquizofrenia, mas é provável que ela se desenvolva a partir de fatores genéticos e circunstanciais. Parentes de pessoas com esquizofrenia têm mais propensão de desenvolver a doença.
Por exemplo, você tem 10% de chance de desenvolver o transtorno se tiver um parente de primeiro grau (como pais ou irmão) com esquizofrenia (comparada à chance de 1% da população em geral).
Além disso, um gêmeo idêntico de um esquizofrênico possui de 40% a 65% de chances de desenvolver o transtorno. Embora as estatísticas indiquem que a genética certamente tem a ver com a doença, ela não explica tudo.
Apenas analisar a genética não ajuda os cientistas a determinar quem irá desenvolver o transtorno. É possível que diversos genes diferentes influenciem o aparecimento da esquizofrenia, mas outros fatores também contribuem para o transtorno.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) relata que 90% dos esquizofrênicos com tratamento inadequado vivem em países em desenvolvimento. Apesar disso, um estudo feito nos anos 60 feito pela OMS descobriu que o índice de recuperação de esquizofrenia nesses países era, na verdade, maior do que em outras áreas industrializadas do mundo.
Além disso, um estudo posterior tentou corrigir eventuais erros na amostragem do estudo inicial, mas a descoberta foi reconfirmada. Enquanto apenas um terço dos esquizofrênicos nos países industrializados se recuperam completamente, quase dois terços se recuperam nos países em desenvolvimento.
Muitas teorias tentam explicar essa disparidade. Uma delas diz que as pessoas nessas sociedades são, talvez, mais tolerantes e abertas aos esquizofrênicos. Outra teoria alega que um esquizofrênico se beneficia com um emprego produtivo adequado a suas capacidades individuais (tal conquista é mais difícil em sociedades competitivas e industrializadas).
Talvez, a natureza do trabalho nos países em desenvolvimento mais pobres, tais como agricultura de subsistência, seja um facilitador para o esquizofrênico conseguir um emprego.
Algumas pesquisas revelam possíveis causas para sintomas específicos de esquizofrenia. Por exemplo, as alucinações que muitos esquizofrênicos vivenciam podem ter relação com a desconexão do indivíduo com a realidade. Se suas ideias são separadas de suas verdadeiras sensações ou emoções, eles podem não ser capazes de prever o próprio comportamento.
Nesse caso, se não conseguem reconhecer a própria voz interna, eles podem chegar à conclusão de que ela não veio de si próprio. Isso também pode explicar a razão pela qual muitos acreditam que uma outra pessoa os esteja controlando.
Os cientistas têm buscado respostas através de estudos da composição química do cérebro de esquizofrênicos. Os medicamentos que tratam a esquizofrenia geram uma grande quantidade de dúvidas e respondem parcialmente às dúvidas de como as funções cerebrais atuam no transtorno.

6/17/2016

Neuropatia periférica



O que é Neuropatia periférica?

A neuropatia periférica é uma condição comum que afeta os nervos periféricos, responsáveis por encaminhar informações do cérebro e da medula espinhal para o restante do corpo. A neuropatia periférica pode causar danos permanentes aos nervos, sendo muitas vezes um problema incapacitante e até mesmo fatal.

Causas

Nem sempre é fácil identificar a causa da neuropatia periférica, pois há inúmeros fatores que podem estar por trás deste problema. Confira:

Alcoolismo

Muitas pessoas desenvolvem neuropatia periférica pelo uso excessivo de álcool. Muitas vezes este problema está relacionado, também, à má alimentação e deficiência de nutrientes no corpo.

Doenças autoimunes

Estas doenças incluem:

Síndrome de Sjogren

Lúpus

Artrite reumatoide

Síndrome de Guillain-Barré

Polineuropatia desmielinizante inflamatória crônica

Vasculite necrotizante.



Diabetes

Quando o dano ocorre em vários nervos, é geralmente o diabetes que está por trás. Pelo menos metade das pessoas com essa condição desenvolve algum tipo de neuropatia, já que existem diversas formas de neuropatia causada por diabetes.

Exposição a venenos

A exposição a algumas substâncias tóxicas, tais como metais pesados ou produtos químicos, também pode levar a um caso de neuropatia periférica.

Medicações

Certos medicamentos, especialmente aqueles utilizados em quimioterapias, podem causar neuropatia periférica.

Infecções

Algumas infecções virais e bacterianas podem causar neuropatia periférica, incluindo a doença de Lyme, herpes-zóster, vírus de Epstein-Barr, vírus da hepatite C, hanseníase, difteria e HIV.

Doenças hereditárias

Distúrbios como a doença de Charcot-Marie-Tooth são tipos hereditários de neuropatia periférica.

Trauma ou pressão sobre o nervo

Traumas, como acidentes, quedas ou lesões esportivas podem romper ou danificar os nervos periféricos. Pressão sobre os nervos podem resultar da repetição excessiva de movimentos, como por exemplo, a digitação.

Tumores

O surgimento de tumores pode colocar pressão sobre os nervos próximos a ele. Tanto os tumores benignos quanto os malignos podem contribuir para a neuropatia periférica.

Deficiências da vitamina

Deficiências de Vitaminas B, incluindo B-1, B-6 e B-12, são particularmente importantes para a saúde do nervo. A vitamina E e niacina também são fundamentais neste sentido. Não ter quantidade suficiente dessas vitaminas no corpo pode levar a danos no sistema nervoso periférico.

Outras doenças

Doença renal, doença hepática, doenças do tecido conjuntivo, hipotireoidismo e amiloidose também podem causar neuropatia periférica.

Sintomas

Sintomas de Neuropatia periférica

Os sinais e sintomas da neuropatia periférica dependem principalmente do nervo que foi lesado. Os sintomas também dependem se a lesão afeta apenas um nervo, vários nervos ou o corpo todo.

Dor e dormência

Formigamento, dormência e sensação de queimação nos braços e nas pernas podem ser sinais precoces de nervo lesionado. Essas sensações geralmente iniciam nos pés, dedos dos pés e nas pernas.

Pode haver, ainda, a perda da sensação das pernas e dos braços. Por essa razão, uma pessoa com esse problema talvez não perceba se pisar em algo pontiagudo e talvez não consiga sentir a diferença entre superfícies frias ou quentes.

Problemas musculares

Os danos causados aos nervos podem dificultar o controle dos músculos e causar fraqueza, além de problemas para mover uma parte do corpo.

Tarefas simples, como abotoar uma camisa, podem se tornar mais difíceis por causa da neuropatia periférica. É possível que a pessoa note, também, contrações ou cãibras em seus músculos. Os músculos podem diminuir.

Problemas com órgãos do corpo

Pessoas com danos nervosos podem ter dificuldade para digerir os alimentos. Azia, vômitos, náuseas, tontura, fraqueza e problemas para deglutição são alguns dos principais sintomas.

A angina é uma dor no peito que funciona como sinal de aviso para doença ou ataque cardíaco. O nervo danificado pela neuropatia periférica pode "ocultar" esse sinal de aviso.

Outros sintomas de danos nervosos

Problemas sexuais. Homens podem ter problemas com ereção e mulheres podem ter problemas com secura vaginal ou em orgasmos

Algumas pessoas podem não ser capazes de saber quando a glicose no sangue estiver muito baixa

Problemas de bexiga, entre os quais podem incluir vazamento de urina e dificuldades para urinar.

Diagnóstico e Exames

Buscando ajuda médica

Procure assistência médica imediatamente se você notar qualquer formigamento incomum, fraqueza ou dor nas mãos ou nos pés. Diagnóstico e tratamento precoces podem ajudar a controlar sintomas e prevenir danos mais graves aos nervos periféricos.

Na consulta médica

Entre as especialidades que podem diagnosticar uma neuropatia periférica estão:

Clínica médica

Neurologia

Imunologia

Oncologia

Endocrinologia.

Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo. Dessa forma, você já pode chegar à consulta com algumas informações:

Uma lista com todos os sintomas e há quanto tempo eles apareceram

Histórico médico, incluindo outras condições que o paciente tenha e medicamentos ou suplementos que ele tome com regularidade.

O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:

Você tem diabetes?

Você sente dores e dormência? Onde?

Você faz uso excessivo de álcool?

Você sente fraqueza ou fadiga muscular?

Você perdeu massa muscular recentemente?

Você já foi diagnosticado com alguma outra condição médica? Qual?

Seus sintomas são frequentes ou ocasionais?

Qual a intensidade de seus sintomas?

Diagnóstico de Neuropatia periférica

Um histórico médico detalhado ajudará o especialista a determinar a causa da neuropatia periférica. Um exame do cérebro e do sistema nervoso (chamando de exame neurológico) pode revelar problemas com o movimento, a sensibilidade ou o funcionamento dos órgãos.

Os exames de sangue podem ser feitos para detectar doenças como diabetes, deficiências vitamínicas, problemas na tireoide ou outras doenças. Mas outros exames são escolhidos pelos médicos para encontrar e classificar exatamente a neuropatia apresentada pelo paciente. Estes são:

Eletromiograma: um registro da atividade elétrica nos músculos

Testes de velocidade da condução nervosa (VCN): registro da velocidade na qual os sinais se deslocam ao longo dos nervos

Biópsia do nervo: retirada de uma pequena mostra do nervo para observá-la por meio do microscópio

Tratamento e Cuidados

Tratamento de Neuropatia periférica

Os principais objetivos do tratamento de neuropatia periférica é tratar a causa, controlar os sintomas, interromper a lesão ao nervo e garantir uma melhor qualidade de vida para o paciente. O tratamento da causa, geralmente, já ajuda a melhorar os sintomas.

O uso de álcool deve ser interrompido completamente e, se necessário, haverá, também, a necessidade de repor vitaminas e realizar alterações significativas na dieta.

Alguns pacientes podem precisar de cirurgia para interromper a lesão no nervo. Além disso, é possível que o tratamento também envolva seções de fisioterapia para retomar a força e o controle muscular.

Tratando a dor

Os medicamentos podem ajudar a reduzir a dor nos pés, nas pernas e nos braços, mas eles geralmente não trazem de volta a sensibilidade.

Analgésicos poderão ser indicados pelos médicos. Os medicamentos usados para tratar outros problemas médicos, como convulsões ou depressão, também podem ajudar a controlar a dor.

Há medicamentos que podem ajudar também nos problemas de ereção em homens. Consulte um médico sobre a possibilidade de fazer uso destes.

Medicamentos para Neuropatia periférica

Os medicamentos mais para o tratamento de neuropatia periférica são:

Mionevrix

Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique. Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

Convivendo (prognóstico)

Convivendo/ Prognóstico

Organização da casa

A segurança dentro de casa é muito importante para pessoas com neuropatia, pois ela pode aumentar o risco de quedas e outras lesões.

Remova os fios soltos e tapetes dos lugares por onde você caminha, não tenha animais pequenos em casa e conserte pisos irregulares nas portas. Garanta uma boa iluminação dos ambientes, instale corrimãos na banheira ou chuveiro e próximo ao vaso sanitário e procure colocar um tapete antiderrapante no box do chuveiro.

Cuidados com a pele

Use calçados para proteger seus pés de lesões. Verifique-os todos os dias, observe a parte de cima, os lados, a sola, o calcanhar e entre os dedos para verificar se há presença de feridas. Evite, também, pressionar as áreas com lesão dos nervos por muito tempo.

Tratando outros sintomas

Usar meias elásticas pode ajudar a tratar a baixa pressão arterial e eventuais desmaios decorrentes da neuropatia. Dormir com a cabeça elevada também pode ajudar, assim como alguns medicamentos.

Há algumas formas de ajudar a combater os problemas de bexiga. Além de medicamentos, aprender exercícios para fortalecer os músculos do assoalho pélvico e usar um tubo fino inserido na bexiga (cateter urinário) pode ajudar no tratamento caseiro aliado ao tratamento médico.

Complicações possíveis

Complicações da neuropatia periférica podem incluir:

Sensação reduzida

Como partes do corpo pode apresentar dormência, um paciente com essa condição pode ser menos propenso a sentir mudanças de temperatura ou dor. Isso pode torná-lo mais suscetível a queimaduras ou traumas na pele.

Infecções

A ausência de sensibilidade em regiões inferiores do corpo, como pernas, pés e dedos dos pés pode causar infecções, especialmente em pessoas com diabetes.

Expectativas

O resultado do tratamento da neuropatia periférica depende da causa da lesão do nervo. Quando a doença é detectada e tratada, o prognóstico costuma ser excelente. Entretanto, em neuropatias graves, a lesão nervosa pode ser permanente, mesmo que a causa seja tratada.

A dor crônica pode ser um grande problema para alguns pacientes. As pessoas com dormência nos pés podem ter feridas na pele que não cicatrizam. Elas também correm o risco de deformidades na articulação. Raramente, a dormência nos pés pode levar à amputação.

Na maior parte das neuropatias hereditárias, não há cura. Alguns desses problemas não interferem na vida diária, outros pioram muito rapidamente e podem levar a sintomas e problemas graves e de longo prazo.

Prevenção

Você pode reduzir o risco de neuropatia periférica por meio de algumas medidas. Confira:

Beba álcool com moderação

Siga uma dieta balanceada e rica em vitaminas

Mantenha o diabetes e outros problemas médicos controlados.

Perguntas sobre neuropatia periférica

O que fazer quando um reumatologista diagnostica alguém com neuropatia periférica, mas a eletroneuromiografia não indicou nada?

Sentir choques nos pés e pernas todas as madrugadas é sintoma de neuropatia?

Fontes e referências

Ministério da Saúde

National Institute of Neurological Disorders and Stroke

American Podiatric Medical Association

The Neuropathy Association

6/10/2016


Estudos ligam uso de maconha a depressão e esquizofrenia

Os estudos levam em conta apenas usuários pesados


Estudos publicados na última edição do British Medical Journal indicam que o uso frequente da maconha pode levar à depressão, principalmente entre garotas adolescentes.

Pesquisadores descobriram também fortes indícios de que a droga pode aumentar consideravelmente os riscos de esquizofrenia.

Os estudiosos afirmam que seus estudos ressaltam a necessidade de reduzir o uso intenso e freqüente de maconha.

Todos os pesquisadores afirmaram que os efeitos negativos estão relacionados ao uso da maconha, não de outras drogas, e destacaram que há poucas provas de que o uso ocasional da droga provoque danos semelhantes.

Suécia

Um dos estudos, conduzido por médicos na Austrália, acompanhou 1,6 mil adolescentes que usavam a droga diariamente e descobriu que elas têm cinco vezes mais chances de sofrerem de ansiedade e depressão.

Aquelas que usam a droga uma vez por semana têm duas vezes mais chances de desenvolver depressão.

Outro estudo, na Suécia, confirmou pesquisas anteriores que indicavam que o uso da maconha aumenta os riscos de depressão.

Na pesquisa, que envolveu mais de 50 mil homens, os médicos descobriram que aqueles que tinham consumido a droga no fim dos anos 60 tinham 30% de chances a mais de desenvolver esquizofrenia.

Os autores disseram que os resultados significam que um em cada oito casos de esquizofrenia na Grã-Bretanha podem ser evitados se o controle sobre o uso de maconha for mais rígido.

O terceiro estudo, desenvolvido entre mais de mil pessoas com cerca de 20 anos, na Nova Zelândia, indica que um em cada dez usuários adolescentes de maconha sofrem de esquizofrenia.

No editorial que acompanha os estudos, Joseph Rey, professor de psiquiatria infantil e adolescente na Universidade de Sydney, na Austrália, disse que as descobertas confirmam estudos anteriores.

"Esses indícios reforçam o argumento de que o uso maconha aumenta o risco de esquizofrenia e depressão", disse Rey.

Mais pesquisas

No entanto, ele acrescenta que mais pesquisas ainda são necessárias.

"Ainda não foi estabelecido se o uso da droga detona o início da esquizofrenia e da depressão em pessoas que já são vulneráveis, ou se ele realmente provoca os problemas em pessoas sem predisposição a eles", explicou.

A ONG britânica Repensar, antiga Sociedade Nacional de Esquizofrenia, disse que as descobertas reforçam a necessidade de uma campanha de educação pública sobre os riscos da maconha.

Cliff Prior, diretor-executivo da instituição, afirmou que os estudos são muito importantes.

"Eles ressaltam como a maconha pode ser o detonador de doenças mentais graves como esquizofrenia e depressão", disse Prior.

"Eles mostram como é importante que mais pesquisas na área sejam desenvolvidas para que pessoas com doenças mentais graves tenham mais chances de recuperar sua qualidade de vida"

"A maconha não é uma droga sem riscos. As pessoas precisam entender os riscos potenciais de se desenvolver doenças mentais", completou.

Marjorie Wallace, diretora-executiva da ONG Sane, que milita pelos doentes mentais, concluiu que a revelação mais importante desses estudos não são as alucinações imediatas que a droga provoca.

"Ela pode levar a sintomas psicóticos e depressão mais tarde", disse Wallace.

2/06/2016

Anemia Hemolítica



A anemia hemolítica é uma doença autoimune, mais comum entre as mulheres do que entre os homens. Ela é caracterizada pela produção de anticorpos que reagem contra os eritrócitos, que são as células vermelhas do sangue, destruindo-as e produzindo a anemia.

Esta doença tem uma evolução muito rápida e, na maioria dos casos, não se identifica a causa. Seu tratamento pode ser medicamentoso ou cirúrgico.

Sintomas da anemia hemolítica

Os sintomas da anemia hemolítica são:

  • Fraqueza
  • Sensação de desmaio
  •  Palidez
  • Falta de apetite
  • Tontura
  • Cansaço
  • Sono
  • Indisposição
  • Dor de cabeça
  • Unhas fracas
  • Pele seca
  • Queda de cabelo
  • Falta de ar
  • Palidez nas mucosas dos olhos e boca
  • Falhas na memória
  • Dificuldades na concentração
  • Tipos de anemia hemolítica

Existem vários tipos de anemia hemolítica, entre elas, uma que é ativada por temperatura baixas e é denominada anemia hemolítica de anticorpos reativos ao frio. Já outra é ativada por temperaturas altas, conhecida como anemia hemolítica de anticorpos reativos ao calor.

Diagnóstico da anemia hemolítica

O diagnóstico da anemia hemolítica é feito através de exames ao sangue que identificam anticorpos contra as próprias células do sangue. Saiba mais em: Exames que confirmam a anemia.

Tratamento para anemia hemolítica

O tratamento pode envolver a remoção cirúrgica do baço, a administração de corticosteroides, como a prednisona, ou drogas imunossupressoras, como a ciclosporina e ciclofosfamida, por exemplo.

Melhores sucos para curar a anemia

Os sucos de frutas cítricas e vegetais folhosos de cor verde escura são excelentes para curar a anemia ferropriva porque são ricos em ferro e vitamina C, que ajuda a absorver melhor o ferro.
Estes sucos podem ser ingeridos diariamente, mas não devem ser a única forma de tratamento, sendo importante também o consumo diário de alimentos ricos em ferro como bife de fígado, carne de vaca e gema de ovo. Veja mais exemplos destes alimentos em: Alimentos ricos em Ferro.
Se os sintomas da anemia permanecerem mesmo após a alimentação rica em ferro deve-se ir ao médico para investigar o tipo de anemia que possui para iniciar o tratamento adequado, que pode incluir o uso de outros medicamentos como a penicilina ou imunossupressores e, quando a anemia é muito grave, pode ser necessária a transfusão sanguínea.

Sintomas de falta de ferro

O ferro é um mineral essencial para a saúde e sua falta gera anemia. Os sintomas da falta de ferro no organismo são:

·         Cansaço extremo, sono frequente ou desânimo;
·         Dificuldade para aprender ou ficar atento;
·         Tornozelos inchados ou inchaço em outras articulações;
·         Queda de cabelo ou fios fracos e quebradiços;
·         Pele pálida ou interior das pálpebras sem cor;
·         Falta de apetite, alterações no paladar ou língua lisa;
·         Infecções frequentes, devido à baixa da imunidade.

A falta de ferro no sangue pode estar relacionada à má alimentação, isto é, uma alimentação pobre em ferro, ou à perda de grandes quantidades de sangue, seja através de uma hemorragia ou através de grande fluxo durante menstruação, como ocorre nas mulheres que possuem um mioma, por exemplo.

Como aumentar a quantidade de ferro no organismo

Para combater estes sintomas, recomenda-se o consumo de alimentos ricos em ferro, como os de origem animal, assim como as frutas como damasco seco, ameixa preta seca e morangos, que são ricas em ferro.

No entanto, em qualquer caso é importante fazer um exame de sangue para confirmar o diagnóstico e observar os níveis de ferro. Se o médico achar que os níveis de ferro estão muito baixos na corrente sanguínea, ele poderá indicar a suplementação de ferro, com 1 ou 2 comprimidos por alguns meses. Mas, geralmente, isto fica reservado para os indivíduos que tenham sofrido de uma hemorragia, por exemplo.

Frutas ricas em ferro

As frutas ricas em ferro são ótimas para prevenir, ou tratar, anemia. A vantagem de utilizar frutas ricas em ferro é que estas são, em geral, também ricas em vitamina C, elemento indispensável para a absorção do ferro de origem vegetal pelo organismo. Conhecer as frutas ricas em ferro pode ser útil, especialmente, para aqueles vegetarianos que precisam enriquecer a dieta em ferro.
Tabela das frutas ricas em ferro
Frutas
Peso
Quantidade de ferro
Morango
152 g
0,6 mg
Abacate
100 g
1 mg
Damasco seco
14 g
0,66 mg
Coco 
33 g 
0,79 mg
Cereja
145 g
0,57 mg
Uva rosa ou vermelha
160 g
0,42 mg
Uvas passa
36 g 
1,75 mg
Amora preta
72 g
0,41 mg

Nozes e amendoins são outros alimentos de origem vegetal com um alto teor de ferro e, por isso, são uma excelente alternativa para enriquecer o lanche da tarde, por exemplo. Para potencializar a absorção do ferro presente nessas frutas deve-se evitar o consumo de alimentos com cálcio na mesma refeição, porque o cálcio diminui a absorção do ferro.

As frutas ricas em ferro são uma ótima alternativa para enriquecer a dieta em ferro e servem também como alternativa complementar na prevenção e tratamento da anemia de crianças, adultos ou gestantes.

Alimentos ricos em ferro de origem vegetal como o feijão, as ervilhas ou a salsa. Estes alimentos devem ser consumidos sempre com uma fonte de vitamina C como laranja, morango ou pimentão, para melhorar a absorção de ferro. Por exemplo, comer arroz com feijão preto e laranja de sobremesa. Além dos alimentos ricos em ferro para anemia, é também importante seguir outras dicas de alimentação como:

Evitar comer alimentos ricos em cálcio com as principais refeições, como iogurtes, pudim, leite ou queijo porque o cálcio é um inibidor natural da absorção do ferro;

Evitar comer alimentos integrais ao almoço e jantar, pois os fitatos presentes nos cereais e fibras dos alimentos integrais, diminuem a eficiência da absorção do ferro presente nos alimentos;

Evitar comer doces, vinho tinto, chocolate e algumas ervas para fazer chá, porque possuem polifenóis e fitatos, que são inibidores da absorção do ferro;

Cozinhar em uma panela de ferro é uma forma de aumentar a quantidade de ferro de alimentos pobres, como o arroz, por exemplo.

Misturar frutas e legumes nos sucos também pode ser uma excelente forma de enriquecer a dieta em ferro. Duas ótimas receitas ricas em ferro são o suco de abacaxi batido no liquidificador com salsinha fresca e o bife de fígado acebolado.

A necessidade diária de ferro, como se pode verificar na tabela, varia consoante a idade e gênero, pois as mulheres têm uma maior necessidade de ferro que os homens, especialmente durante a gravidez.

Faixa etária
Necessidade diária de Ferro
Bebês: 7-12 meses
11 mg
Crianças: 1-3 anos
7 mg
Crianças: 4-8 anos
10 mg
Meninos e Meninas: 9-13 anos
8 mg
Meninos: 14-18 anos
11 mg
Meninas: 14-18 anos
15 mg
Homens: >19 anos
8 mg
Mulheres: 19-50 anos
18 mg
Mulheres: > 50 anos
8 mg
Grávidas
27 mg
Nutrizes: < 18 anos
10 mg
Nutrizes: > 19 anos
9 mg

As necessidades diárias de ferro aumentam na gravidez porque aumenta a quantidade de sangue no organismo e, por isso, é necessário ferro para produzir mais células do sangue, assim como o ferro é necessário para o desenvolvimento do bebê e da placenta. 

Atingir as necessidades de ferro na gestação é muito importante, mas pode ser necessário suplementação de ferro na gravidez, que deve ser sempre aconselhada pelo médico.

Sintomas do excesso de Ferro

Os sintomas de excesso de ferro no sangue podem ser difíceis de se perceber, principalmente nos bebês. Os principais sintomas do excesso de ferro no sangue são:

·         Cansaço;
·         Fraqueza;
·         Impotência;
·         Dor abdominal;
·         Perda de peso;
·         Dor nas articulações;
·         Queda de cabelo;
·         Alterações nos ciclos menstruais;
·         Arritmias;
·         Inchaço;
·         Atrofia testicular.

Geralmente, os indivíduos com excesso de ferro têm a pele cor cinza-azulada ou metálica. O acúmulo de ferro no organismo pode gerar, ainda, o envelhecimento precoce devido ao acúmulo de radicais livres nas células.

Quando o excesso de ferro ocorre após os 40 anos, podem surgir lesões hepáticas e alguns sintomas de excesso de ferro no fígado podem ser aumento de gordura e endurecimento do fígado, cirrose ou câncer de fígado.

O acumulo de ferro no organismo pode ser causado por problemas genéticos, como na hemocromatose, anemia prolongada, transfusões de sangue, alcoolismo ou dieta rica em ferro. O acumulo de ferro é bastante prejudicial à saúde podendo causar doenças cardíacas, câncer, diabetes e artrite.

O diagnóstico do excesso de ferro no organismo é feito através de exame de sangue, o hemograma que avalia também a ferritina. Este exame deve ser realizado anualmente pela população em geral, e duas vezes ao ano por quem sofre de hemocromatose, uma doença genética que altera a absorção de ferro no intestino, ou possui casos como este na família.

Tratamento para excesso de ferro 

O tratamento para excesso de ferro consiste em retirar o excesso de ferro do organismo e tratar os órgãos danificados. Para isso, o ferro deve ser removido do organismo através de flebotomia, um procedimento que consiste na retirada periódica de sangue, cerca de uma ou duas vezes por semana, dependendo da gravidade da doença.

Além deste tratamento, o paciente deve seguir uma dieta específica para reduzir os níveis de ferro no corpo, evitando alimentos ricos em ferro e em vitamina C, e consumindo alimentos ricos em cálcio. Não deve também consumir bebidas alcoólicas, ingerir comprimidos ou vitaminas contendo ferro, comer frutos do mar crus, alimentos processados ou fortificados e não usar utensílios de cozinha de ferro.

Ferritina

A ferritina é uma proteína produzida pelo fígado, que armazena o ferro dentro das células do organismo. Por isso, o exame de ferritina sérica é muito utilizado para diagnosticar a falta ou o excesso de ferro.

Normalmente, em indivíduos saudáveis o valor de referência da ferritina sérica é de 16 a 300 ng/mL em homens e de 4 a 161 ng/mL em mulheres.

Porém, na mulher é normal existir ferritina baixa na gravidez devido ao aumento da quantidade de sangue e da passagem de ferro pela placenta para o bebê.

Ferritina baixa

A ferritina baixa está sempre relacionada com níveis de baixos de ferro e as suas causas podem ser:

·         Anemia ferropriva;
·         Hipotireoidismo;
·         Sangramento gastrointestinal;
·         Sangramento menstrual intenso;
·         Alimentação pobre em ferro e vitamina C;

Os sintomas de ferritina baixa, geralmente, incluem cansaço, fraqueza, palidez, falta de apetite, queda de cabelo, dores de cabeça e tonturas e o tratamento pode ser feito com a ingestão diária de ferro ou com dietas ricas em alimentos com vitamina C e ferro, como carne, feijão ou laranja.

Ferritina alta

Os sintomas de ferritina alta podem indicar o acúmulo excessivo de ferro, porém, em alguns casos, também pode ser sintoma de inflamações ou infecções, estando associada a:

·         Anemia hemolítica e megaloblástica;
·         Doença hepática alcoólica;
·         Hemacromatose;
·         Linfoma de Hodgkin;
·         Infarto do miocárdio em homens;
·         Leucemia.

Geralmente, os sintomas do excesso de ferritina são dor nas articulações, cansaço, falta de ar ou dor abdominal e o tratamento para ferritina alta depende da causa, mas normalmente também é complementado com a retirada de sangue para equilibrar os níveis de ferro e a adoção de dietas com poucos alimentos ricos em ferro ou vitamina C.