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8/31/2011

Letra O


Obnubilação
A Obnubilação da Consciência é uma alteração da consciência e se caracteriza pela diminuição da sensopercepção, lentidão da compreensão e da elaboração das impressões sensoriais. Há ainda lentificação no ritmo e alteração no curso do pensamento, prejuízo da fixação e da evocação da memória, algum grau de desorientação e sonolência mais ou menos acentuada.
Devido ao prejuizo na fixação da memória, possivelmente devido também à alteração da atenção, a qual, embora possa ser despertada por estímulos sensoriais não representa um ponto inicial de alguma progressão psíquica, o paciente obnubilado não se lembra de quase nada do que se passa ou se passou consigo. Na consciência obnubilada nada de novo pode ser acrescentado.
Na Obnubilação da Consciência há também deterioração do pensamento conceptual, que se torna incoerente e fragmentário. Com freqüência surgem formas alucinatórias, pseudo-alucinatórias ou delirantes. Embora o paciente não tenha condições de apresentar qualquer queixa somática, é possível verificar, pela expressão fisionômica, algum sentimento de sofrimento, inquietação, ansiedade, depressão, habilidade emocional ou irritabilidade.
A Obnubilação da Consciência pode se apresentar em graus variados, desde leve torpor até à vizinhança do coma. Em muitos casos, a obnubilação da consciência pode representar o primeiro grau da confusão mental ou pode constituir a fase inicial da instalação do coma.

Obsessão
Idéia, emoção ou impulso indesejado que se intromete, de forma repetitiva e insistente, na consciência, a despeito de esforços em contrário, por parte da pessoa que os vivência. Ver compulsão; pensamentos obsessivos; transtorno obsessivo- compulsivo.

Opiáceo
Um dos grupos de alcalóides derivados da papoula (Papaver somniferum) que produz analgesia, euforia e, em doses mais altas, estupor, coma e depressão respiratória. O termo opiáceo não abrange os opióides sintéticos.

Opióide
Termo genérico aplicado a alcalóides da papoula (Papaver somniferum), seus análogos sintéticos e compostos sintetizados pelo organismo que interagem com os mesmos receptores específicos no cérebro. Tem a capacidade de aliviar a dor e de produzir uma sensação de bem-estar (euforia). Em altas doses, os alcalóides do ópio e seus análogos sintéticos também causam estupor, coma e depressão respiratória.
Os alcalóides do ópio e seus derivados semi-sintéticos incluem a morfina, a diacetilmorfina (diamorfina, heroína), a hidromorfina, a codeína e a oxicodona. Os opióides sintéticos incluem o levorfanol, o propoxifeno, o fentanil, a metadona, a petidina (meperidina) e o agonista-antagonista pentazocina. Os compostos endógenos com ações opióides abrangem as endorfinas e as encefalinas (ver opióides endógenos).
Os opióides utilizados mais comumente (como morfina, heroína, hidromorfina, metadona e petidina) ligam-se preferencialmente aos receptores u; eles produzem analgesia, alterações de humor (como euforia, que pode evoluir para apatia ou disforia), depressão respiratória, entorpecimento, lentificação psicomotora, fala arrastada, perturbações da concentração ou da memória, bem como do juízo crítico.
Com a persistência do uso, a morfina e seus análogos induzem tolerância e alterações neuroadaptativas responsáveis pela hiperexcitabilidade de rebote quando a droga é retirada. A síndrome de abstinência caracteriza-se por uma necessidade imperiosa (craving), ansiedade, disforia, bocejos, sudorese, piloereção (ondas de arrepio), lacrimejamento, rinorréia, insônia, náuseas ou vômitos, diarréia, cãibras, dores musculares e febre.
Com drogas de ação curta como a morfina e a heroína, os sintomas de abstinência aparecem dentro de 8-12 horas após a última dose, atingem o pico em 48-72 horas e desaparecem depois de 7-10 dias. Com drogas de ação mais prolongada como a metadona, o início dos sintomas de abstinência pode ocorrer apenas após 1-3 dias da última dose e o pico se dá entre o terceiro e o oitavo dia. Os sintomas podem persistir por várias semanas, mas geralmente são mais leves do que os que acompanham a abstinência de morfina ou heroína em doses equivalentes.
Há várias seqüelas físicas decorrentes do uso de opióides, principalmente como resultado do método de administração usual, o endovenoso. Estas incluem: hepatite B, hepatite C, infecção pelo HIV, septicemia, endocardite, abscessos pulmonares e pneumonia, tromboflebite e rabdomiólise. São comuns também perturbações psicológicas e sociais, freqüentemente resultantes da natureza ilícita da utilização não médica destas drogas.

Orientação
Orientação é um estado psíquico funcional em virtude do qual temos consciência plena, em cada momento de nossa vida, da situação real em que nos encontramos. É indubitável que a orientação depende, antes de mais nada, da integridade psíquica e do estado de consciência e, uma vez perturbada esta consciência, altera-se concomitantemente a orientação.
A orientação mobiliza, em sua execução, fatores que muito cooperam em sua eficácia funcional e que envolvem o exercício de certas operações mentais, bem mais complexas do que se conhece.
De regra, verifica-se a orientação autopsíquica e a orientação alopsíquica, através da entrevista com o paciente. Pode-se dizer que o paciente está bem orientado quanto a noção do eu, quando fornece ele próprio dados de sua identificação pessoal, revelando saber quem é, como se chama, que idade tem, qual sua nacionalidade, profissão, estado civil, etc. Este atributo da consciência lúcida chama-se Orientação Autopsíquica.
Chama-se de Orientação Alopsíquica a orientação da pessoa em relação ao tempo e ao espaço. A orientação no tempo e no espaço depende estritamente da percepção, da memória e da contínuo processamento psíquico dos acontecimentos.

Overdose
Uso de qualquer droga em quantidade suficiente para provocar agudamente efeitos físicos e mentais indesejáveis. A superdose deliberada é um meio comum de suicídio ou de tentativa de suicídio. Em números absolutos, as superdoses de drogas lícitas são geralmente mais comuns do que as de drogas ilícitas.
A superdose pode provocar efeitos transitórios, duradouros ou morte; entretanto, a dose letal de uma droga em particular varia com o indivíduo e com as circunstâncias do uso. Ver Intoxicação; Envenenamento por Álcool ou Droga.

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