Naloxona
Bloqueador dos receptores de opióides que antagoniza os efeitos das drogas opióides. Anula os sintomas da intoxicação opiácea e é prescrita no tratamento da surperdose (overdose) causada por este grupo de drogas.
Narcologia
Tanto o estudo dos fenômenos relacionados com as substâncias psicoativas como a especialidade médica que se ocupa destes problemas.
Narcótico
Agente químico que induz estupor, coma ou insensibilidade à dor. O termo refere-se, em geral, a opiáceos ou opióides chamados analgésicos narcóticos. Na linguagem comum ou na terminologia legal é muitas vezes usado com pouco rigor para significar drogas ilegais independentemente de sua farmacologia.
P.ex., a legislação para o controle dos narcóticos no Canadá, Estados Unidos e alguns outros países inclui cocaína e maconha além dos opióides (Ver convenções internacionais sobre drogas). Devido a estes vários significados, é preferível usar termos de conteúdo mais específico (p.ex., opióide).
Negação
Recusa em admitir ou ser capaz de conhecer uma verdade aparente. Em alguns casos de alterações cerebrais, pode existir anosognosia, caracterizada pela falta de consciência dos sintomas e incapacitação. Na teoria psicanalítica, a negação exterioriza um mecanismo psicológico de defesa pelo qual se nega uma dolorosa experiência ou um aspecto do self.
Neuroléptico
Classe de drogas utilizadas no tratamento de psicoses agudas e crônicas. Também são conhecidas como tranqüilizantes maiores e antipsicóticos. Os neurolépticos englobam as fenotiazinas (p.ex., clorpromazina, tioridazina, flufenazina) e as butirofenonas (p.ex., haloperidoí). Os neurolépticos têm baixo potencial de abuso (Ver abuso de substâncias que não produzem dependência).
Neuropatia periférica
Transtorno e alteração funcional dos nervos periféricos. Pode manifestar-se através de entorpecimento de extremidades, parestesia (sensação de alfinetadas e agulhadas), fraqueza dos membros ou emaciação dos músculos e perda de reflexos dos tendões profundos. A neuropatia periférica pode ser acompanhada de perturbações do sistema nervoso autonômico, com conseqüente hipotensão postural. A má nutrição, principalmente a deficiência de vitamina B decorrente do uso arriscado de álcool, é uma causa comum de neuropatia periférica. Outras drogas, como os opióides, podem, se bem que raramente, causar esta síndrome. Sinonímia: polineuropatia.
Neurose de caráter
Conceito psicanalítico que descreve traços de caráter ora como derivações de fases do desenvolvimento ora como análogos de sistemas particulares. Aquelas poderiam incluir o caráter oral ou anal; estes poderiam incluir o caráter histérico ou obsessivo. As manifestações da neurose de caráter são consideradas como intermediárias entre traços normais de caráter e sintomas neuróticos. O termo é inconveniente, já que pode incluir qualquer transtorno da personalidade e do comportamento.
Neurose de compensação
Sintomas psiquiátricos induzidos, exacerbados ou prolongados como resultado de políticas sociais ou socioculturais. Deve ser diferenciado de "compensação" enquanto processo psicológico. Esta condição pode ocorrer entre vítimas de acidente em litígio por compensação legal, veteranos de guerra que solicitam pensões ligadas ao serviço, e pacientes psiquiátricos que buscam benefícios por incapacidade junto ao seguro social. É especialmente freqüente em sociedades que têm seguros por acidentes e/ou por incapacidade e invalidez, pensões especiais para veteranos e indenizações para trabalhadores. Pode acompanhar quase todos transtornos psiquiátricos.
Neurose depressiva
Termo impreciso originado da teoria psicanalítica (depressão caracterológica), mas que subseqüentemente adquiriu vários significados, muitos dos quais contraditórios ou não relacionados a considerações psicodinâmicas. A neurose depressiva tem sido definida pela ausência de sintomas ou sinais de depressão endógena, por sua relação causal com uma situação ou evento estressante e por sua ligação a um padrão de personalidade mal-adaptativo. Não há evidências que alguma entidade clínica homogênea preencha todos esses critérios. Ver depressão endógena.
Neurose
É um quadro psiquiátrico onde a pessoa geralmente tem dificuldades de adaptação, apesar de ser possível trabalhar, estudar, ter vida amorosa, estar bem entrosada com a realidade (ao contrário da psicose). A pessoa neurótica vive permanentemente em conflitos psíquicos, não conseguindo, desta forma, aproveitar prazerosamente a existência. Geralmente inicia-se na infância e acompanha o indivíduo por toda a vida. Grande indicação da psicoterapia para o seu tratamento.
Nicotina
A principal substância psicoativa do tabaco (Nicotiana tabacum); um alcalóide que tem efeitos tanto estimulante quanto relaxante. Produz efeito de alerta no eletroencefalograma e, em alguns indivíduos, um aumento na capacidade de focalização da atenção; em outros, reduz a ansiedade e a irritabilidade.
A nicotina é utilizada sob forma de inalação da fumaça do tabaco ou como "tabaco sem fumaça" (tabaco de mascar, rapé ou goma de mascar com nicotina). Cada tragada de fumaça de tabaco inalada contém nicotina que é rapidamente absorvida através dos pulmões e chega ao cérebro em segundos.
A nicotina provoca tolerância e dependência consideráveis. Devido a um rápido metabolismo, seus níveis cerebrais caem rapidamente e o fumante sente desejo intenso (craving) de mais um cigarro em 30-45 minutos depois de fumar o último.
No usuário de nicotina que se tornou fisicamente dependente, desenvolve-se uma síndrome de abstinência depois de algumas horas da última dose: desejo intenso (craving) de fumar, irritabilidade, ansiedade, raiva, dificuldade de concentração, aumento do apetite, diminuição do ritmo cardíaco e, às vezes, dor de cabeça e perturbações do sono. O desejo intenso tem seu pico em 24 horas e declina ao longo de várias semanas, apesar de poder ser evocado por estímulos associados a hábitos anteriores de fumar.
O tabaco contém várias outras substâncias além da nicotina. O uso prolongado do tabaco pode resultar em câncer do pulmão, cabeça ou pescoço, doenças cardíacas, bronquite crônica, enfisema e outros transtornos físicos.
A dependência de nicotina (F17.2) está classificada na CID-10 como um transtorno por uso do tabaco no transtorno por uso de substância psicoativa. Ver transtornos por uso de tabaco.
Noz de Betel
A noz de betel, uma grande semente de uma palmeira asiática (Areca catechu), é embrulhada na folha da pimenteira de betel (Piper betle), às quais é adicionada uma pitada de um álcali e aromatizantes. Em contato com a saliva, a mistura libera arecolina, um anticolinérgico estimulante do SNC, algo similar à nicotina. Mascar betel é muito comum em algumas partes da Ásia e das ilhas do Pacífico.
Esta prática pode produzir dependência e seu uso habitual freqüentemente resulta em problemas de saúde, particularmente doenças da boca, incluindo o câncer. Tem havido pouco esforço oficial para controlar seu uso.
Noz de cola
Noz de uma árvore africana da família Sterculiaceae, contendo cafeína e comida socialmente na África ocidental. Um extrato que contém cafeína é amplamente usado em bebidas de cola gaseificadas de largo consumo, algumas das quais também contém extrato de folhas de coca das quais foi removida a cocaína.








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