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8/31/2011

Letra M


Mania
Transtorno no qual o humor está exaltado, em discordância com as circunstâncias em que o indivíduo se encontra e que pode variar desde uma jovialidade despreocupada até uma excitação quase incontrolável. A exaltação é acompanhada de aumento da energia que resulta em hiperatividade, verborréia e diminuição das necessidades do sono.
A atenção não pode ser mantida e, às vezes, há uma marcada distratibilidade. O amor próprio está às vezes exaltado com idéias de grandiosidade e autoconfiança exagerada. A perda da inibição social normal pode resultar em comportamento imprudente, rude ou inadequado às circunstâncias ou deslocado.
Em casos graves, a fuga de idéias e verborréia podem levar a que o indivíduo se torne incompreensível; a excitação pode dar lugar a agressão ou violência, negligência com o comer e o beber (que pode levar a uma situação perigosa como desidratação) e com a higiene pessoal.
Adicionalmente a este estado clínico de mania sem sintomas psicóticos, pode haver delírios (geralmente de grandeza) ou alucinações (geralmente vozes que falam diretamente com o indivíduo). O conteúdo destes sintomas psicóticos pode ser congruente com o estado do humor (p.ex., consistente com a exaltação) ou incongruente com o estado de humor (p.ex, neutro ou em contraste com a exaltação de humor).

Má-viagem
No jargão de usuários de drogas, um efeito adverso do uso de drogas que consiste em alucinose com ansiedade ou depressão marcante, idéias de referência, idéias delirantes, medo de enlouquecer, julgamento comprometido e alterações sensoperceptivas, tais como despersonalização, desrealização, alucinações e cinestesias. O episódio usualmente dura menos de 2 horas.
Os sintomas físicos podem incluir sudorese, palpitações, náuseas e parestesias. Embora reações adversas deste tipo estejam usualmente associadas ao uso de alucinógenos, elas também podem ser causadas pelo uso de anfetaminas e outros estimulantes psicomotores, anticolinérgicos, anti-histamínicos e sedativos/hipnóticos. Sínonímia: bode (Brás).

Mecanismo de defesa
Processo psicológico automático que protege o indivíduo da ansiedade e da consciência de estressores ou perigos internos ou externos. Os mecanismos de defesa intermediam a reação do indivíduo a conflitos emocionais e a estressores externos. Alguns mecanismos de defesa (por ex., projeção, cisão e atuação) são quase que invariavelmente mal­adaptativos. Outros, tais como a supressão e a negação, podem ser mal-adaptativos ou adaptativos, dependendo de sua gravidade, inflexibilidade e contexto no qual ocorrem.

Megalomania
Durante os Episódios de Mania do Transtorno Afetivo Bipolar, dependendo de sua gravidade, pode ocorrer um delírio de grandeza do tipo Delírio Humor Congruente, ou seja, um delírio cuja temática é consoante à Mania (humor francamente expandido e eufórico). Esse Delírio Humor Congruente é um delírio de grandeza, de superioridade, de poder sobrehumano, etc., é também conhecido por Megalomania (Mégalo = grande).

Melancolia
Termo originário da tradição hipocrática (séc. IV A.C.) usado até ao fim do séc. XIX para indicar a síndrome depressiva em geral. Enquanto Kraepelin e outros restringiram o seu uso à depressão na idade avançada, Freud redefiniu-o como um correspondente mórbido da tristeza normal. Perante um declínio geral no seu uso, o DSM-III retomou o termo dando-lhe ainda outro significado, segundo o qual a qualidade do humor deprimido (diferente da do luto normal) é a característica proeminente. Em face desta falta de precisão e às conotações contraditórias, não se recomenda continuar a usar este termo.

Memória
Uma maneira importante pela qual a percepção se torna consciente é através da Atenção que, em essência, é a focalização consciente e específica sobre alguns aspectos ou algumas partes da realidade. Assim sendo, nossa consciência pode, voluntariamente ou espontaneamente, privilegiar um determinado conteúdo e determinar a inibição de outros conteúdos vividos. Portanto, reconhece-se a Atenção como um fenômeno de tensão, de esforço, de concentração, de interesse e de focalização da consciência.
A Atenção pode ser entendida como uma atitude psicológica através da qual concentramos a nossa atividade psíquica sobre um estímulo específico, seja este estímulo uma sensação, uma percepção, representação, afeto ou desejo, a fim de elaborar os conceitos e o raciocínio. Portanto, de modo geral a Atenção parece criar a própria consciência.
A Memória, no sentido estrito, pode ser entendida como a soma de todas as lembranças existentes na consciência, bem como as aptidões que determinam a extensão e a precisão dessas lembranças. De modo geral a Memória necessita de duas funções neuropsíquicas fundamentais; a capacidade de fixação, que é a função responsável pelo acréscimo de novas impressões à consciência e graças à qual é possível adquirir novo material mnemônico, e a capacidade de evocação, ou reprodução, pela qual os traços mnêmicos são revividos e colocados à disposição livremente da consciência.

Mescalina
Substância alucinógena que se encontra no cacto peyote, no sudoeste dos Estados Unidos da América e no norte do México. Ver alucinógeno; planta alucinógena.

Metadona
Droga opiácea sintética usada na terapia de manutenção dos dependentes de opióides. Tem uma longa semivida e pode ser administrada oralmente uma vez ao dia, sob vigilância. Ver opióide; terapia de manutenção.

Miopatia relacionada com álcool ou drogas
Alterações dos músculos esqueléticos relacionada com o consumo de álcool ou outras drogas. A perturbação pode ser aguda (caso em que é denominada rabdomiólise aguda) com necrose extensa dos músculos, que ficam moles e inchados e pode complicar-se com mioglobinúria e insuficiência renal. A forma crônica apresenta-se com fraqueza insidiosa e deterioração dos músculos proximais.

Moral
É difícil definir moralidade sem englobar a questão do bem-estar. Pois, nenhum conjunto de regras morais promete a infelicidade. Os seres humanos têm a perspectiva do bem estar. A moralidade implica, portanto, no próprio bem-estar, levando em conta o bem-estar dos outros.
A construção do pensamento moral e sua legitimação é uma processo complexo para o ser humano, que começa nas primeiras inter-relações da infância e são modelados e reavaliados a todo instante pelo próprio sujeito.
Tanto a construção quanto a legitimação do pensamento moral abrangem, necessariamente, a afetividade, a interação social e a capacidade cognitiva da pessoa. A moralidade ser humano não é predeterminada, nem definida. Como qualquer percepção humana do outro e de si mesmo, a moralidade é dinâmica, temporalizada e especializada.
As regras morais se relacionam com as leis sociais também via economia. Na nossa sociedade, dependemos freqüentemente de pessoas que não conhecemos. Portanto, somos obrigados a nos relacionar bem com os desconhecidos. Se isto é necessário, o critério de honestidade, por exemplo, se torna extremamente importante. Quando o conceito moral de honestidade é declinante, a sociedade se torna violenta, sem escrúpulos para lesar o outro.

Motivação inconsciente
Qualquer força intrínseca da qual o indivíduo não está totalmente consciente, que serve para iniciar, manter ou dirigir o comportamento em direção a um objetivo. Muitas teorias psicológicas pressupõem a presença de uma porção inconsciente na estrutura mental que contém memórias, desejos, impulsos, etc, que não estão dentro do campo imediato da consciência e que apesar disso tem um efeito importante no comportamento.

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