Transtorno
do pânico é um problema sério de saúde. Este distúrbio é nitidamente diferente
de outros tipos de ansiedade, caracterizando-se por crises súbitas, sem fatores
desencadeantes aparentes e, frequentemente, incapacitantes. Depois de ter uma
crise de pânico - por exemplo, enquanto dirige, fazendo compras em uma loja
lotada ou dentro de um elevador - a pessoa pode desenvolver medos irracionais
(chamados fobias) destas situações e começar a evitá-las. Gradativamente o
nível de ansiedade e o medo de uma nova crise podem atingir proporções tais,
que a pessoa com o transtorno do pânico pode se tornar incapaz de dirigir ou
mesmo pôr o pé fora de casa.
Neste
estágio, diz-se que a pessoa tem transtorno do pânico com agorafobia. Desta
forma, o distúrbio do pânico pode ter um impacto tão grande na vida cotidiana
de uma pessoa como outras doenças mais graves - a menos que ela receba
tratamento eficaz e seja compreendida pelos demais.
Causas
De
acordo com uma das teorias, o sistema de "alerta" normal do organismo
- o conjunto de mecanismos físicos e mentais que permite que uma pessoa reaja a
uma ameaça - tende a ser desencadeado desnecessariamente na crise de pânico,
sem haver perigo iminente. Algumas pessoas são mais suscetíveis ao problema do
que outras. Constatou-se que o T.P. ocorre com maior frequência em algumas
famílias, e isto pode significar que há uma participação importante de um fator
hereditário (genético) na determinação de quem desenvolverá o transtorno.
Entretanto, muitas pessoas que desenvolvem este transtorno não tem nenhum
antecedente familiar.
O
cérebro produz substâncias chamadas neurotransmissores que são responsáveis
pela comunicação que ocorre entre os neurônios (células do sistema nervoso).
Estas comunicações formam mensagens que irão determinar a execução de todas as
atividades físicas e mentais de nosso organismo (ex: andar, pensar, memorizar, etc.).
Um desequilíbrio na produção destes neurotransmissores pode levar algumas
partes do cérebro a transmitir informações e comandos incorretos. Isto é
exatamente o que ocorre em uma crise de pânico: existe uma informação incorreta
alertando e preparando o organismo para uma ameaça ou perigo que na realidade
não existe. É como se tivéssemos um despertador que passa a tocar o alarme em
horas totalmente inapropriadas. No caso do Transtorno do Pânico os
neurotransmissores que se encontram
em desequilíbrio são: a serotonina e a noradrenalina.
Sintomas físicos de
uma crise de pânico
Como
se descreve acima, os sintomas físicos de uma crise de pânico aparecem
subitamente, sem nenhuma causa aparente (apesar de existir, mas fica difícil de
perceber). Os sintomas são como uma preparação do corpo para alguma "coisa
terrível". A reação natural é acionar os mecanismos de fuga. Diante do
perigo, o organismo trata de aumentar a irrigação de sangue no cérebro e nos
membros usados para fugir - em detrimento de outras partes do corpo, incluindo
os órgãos
sexuais. Eles podem incluir:
•
Contração
/ tensão muscular, rijeza
•
Palpitações
(o coração dispara)
•
Tontura,
atordoamento, náusea
•
Dificuldade
de respirar (boca seca)
•
Calafrios
ou ondas de calor, sudorese
•
Sensação
de "estar sonhando" ou distorções de percepção da realidade
•
Terror
- sensação de que algo inimaginavelmente horrível está prestes a acontecer e de
que se está impotente para evitar tal acontecimento
•
Confusão,
pensamento rápido
•
Medo
de perder o controle, fazer algo embaraçoso
•
Medo
de morrer
•
Vertigens
ou sensação de debilidade
Uma
crise de pânico dura caracteristicamente vários minutos e é uma das situações
mais angustiantes que podem ocorrer a alguém. A maioria das pessoas que tem uma
crise terá outras (se não tratar). Quando alguém tem crises repetidas ou sente
muito ansioso, com medo de ter outra crise, diz-se que tem transtorno do pânico







