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9/02/2011

Os Doze Passos à Luz da Bíblia - Passo 5


PASSO 5

Admitimos perante Deus, perante nós mesmos e perante outro ser humano a natureza exata de nossas falhas.

Vencendo a Negação - Gênesis 38.1-30

1   Aconteceu, por esse tempo, que Judá se apartou de seus irmãos e se hospedou na casa de um adulamita, chamado Hira.
2   Ali viu Judá a filha de um cananeu, chamado Sua; ele a tomou por mulher e a possuiu.
3   E ela concebeu e deu à luz um filho, e o pai lhe chamou Er.
4   Tornou a conceber e deu à luz um filho; a este deu a mãe o nome de Onã.
5   Continuou ainda e deu à luz outro filho, cujo nome foi Selá; ela estava em Quezibe quando o teve.
6   Judá, pois, tomou esposa para Er, o seu primogênito; o nome dela era Tamar.
7   Er, porém, o primogênito de Judá, era perverso perante o SENHOR, pelo que o SENHOR o fez morrer.
8   Então, disse Judá a Onã: Possui a mulher de teu irmão, cumpre o levirato e suscita descendência a teu irmão.
9   Sabia, porém, Onã que o filho não seria tido por seu; e todas as vezes que possuía a mulher de seu irmão deixava o sêmen cair na terra, para não dar descendência a seu irmão.
10   Isso, porém, que fazia, era mau perante o SENHOR, pelo que também a este fez morrer.
11   Então, disse Judá a Tamar, sua nora: Permanece viúva em casa de teu pai, até que Selá, meu filho, venha a ser homem. Pois disse: Para que não morra também este, como seus irmãos. Assim, Tamar se foi, passando a residir em casa de seu pai.
12   No correr do tempo morreu a filha de Sua, mulher de Judá; e, consolado Judá, subiu aos tosquiadores de suas ovelhas, em Timna, ele e seu amigo Hira, o adulamita.
13   E o comunicaram a Tamar: Eis que o teu sogro sobe a Timna, para tosquiar as ovelhas.
14   Então, ela despiu as vestes de sua viuvez, e, cobrindo-se com um véu, se disfarçou, e se assentou à entrada de Enaim, no caminho de Timna; pois via que Selá já era homem, e ela não lhe fora dada por mulher.
15   Vendo-a Judá, teve-a por meretriz; pois ela havia coberto o rosto.
16   Então, se dirigiu a ela no caminho e lhe disse: Vem, deixa-me possuir-te; porque não sabia que era a sua nora. Ela respondeu: Que me darás para coabitares comigo?
17   Ele respondeu: Enviar-te-ei um cabrito do rebanho. Perguntou ela: Dar-me-ás penhor até que o mandes?
18   Respondeu ele: Que penhor te darei? Ela disse: O teu selo, o teu cordão e o cajado que seguras. Ele, pois, lhos deu e a possuiu; e ela concebeu dele.
19   Levantou-se ela e se foi; tirou de sobre si o véu e tornou às vestes da sua viuvez.
20   Enviou Judá o cabrito, por mão do adulamita, seu amigo, para reaver o penhor da mão da mulher; porém não a encontrou.
21   Então, perguntou aos homens daquele lugar: Onde está a prostituta cultual que se achava junto ao caminho de Enaim? Responderam: Aqui não esteve meretriz nenhuma.
22   Tendo voltado a Judá, disse: Não a encontrei; e também os homens do lugar me disseram: Aqui não esteve prostituta cultual nenhuma.
23   Respondeu Judá: Que ela o guarde para si, para que não nos tornemos em opróbrio; mandei-lhe, com efeito, o cabrito, todavia, não a achaste.
24   Passados quase três meses, foi dito a Judá: Tamar, tua nora, adulterou, pois está grávida. Então, disse Judá: Tirai-a fora para que seja queimada.
25   Em tirando-a, mandou ela dizer a seu sogro: Do homem de quem são estas coisas eu concebi. E disse mais: Reconhece de quem é este selo, e este cordão, e este cajado.
26   Reconheceu-os Judá e disse: Mais justa é ela do que eu, porquanto não a dei a Selá, meu filho. E nunca mais a possuiu.
27   E aconteceu que, estando ela para dar à luz, havia gêmeos no seu ventre.
28   Ao nascerem, um pôs a mão fora, e a parteira, tomando-a, lhe atou um fio encarnado e disse: Este saiu primeiro.
29   Mas, recolhendo ele a mão, saiu o outro; e ela disse: Como rompeste saída? E lhe chamaram Perez.
30   Depois, lhe saiu o irmão, em cuja mão estava o fio encarnado; e lhe chamaram Zera.

Admitir os erros pode ser para nós a parte mais difícil do quinto passo. A negação pode cegar! Como se pode esperar que admitamos as coisas que não enxergamos? Aqui vai uma dica que pode nos ajudar. Muitas vezes, condenamos nos outros os erros que estão profundamente escondidos dentro de nós próprios.

De acordo com a antiga lei israelita, a viúva devia casar-se com o irmão vivo do seu marido a fim de gerar filhos (esse costume é descrito detalhadamente em Deuteronômio 25.5-1.

1   Em havendo contenda entre alguns, e vierem a juízo, os juízes os julgarão, justificando ao justo e condenando ao culpado.

Tamar foi casada sucessivamente com dois irmãos que morreram, sem que lhe dessem filhos. Judá, seu sogro, prometeu lhe dar também Selá, o filho mais novo, mas nunca fez isso. Em conseqüência, Tamar ficou sozinha e desamparada. No esforço de proteger-se, ela disfarçou-se de prostituta e ficou grávida do próprio Judá.

Ela guardou o sinal de identificação que Judá lhe tinha dado como garantia de pagamento (Gênesis 38.1-23).

1   Aconteceu, por esse tempo, que Judá se apartou de seus irmãos e se hospedou na casa de um adulamita, chamado Hira.
2   Ali viu Judá a filha de um cananeu, chamado Sua; ele a tomou por mulher e a possuiu.
3   E ela concebeu e deu à luz um filho, e o pai lhe chamou Er.
4   Tornou a conceber e deu à luz um filho; a este deu a mãe o nome de Onã.
5   Continuou ainda e deu à luz outro filho, cujo nome foi Selá; ela estava em Quezibe quando o teve.
6   Judá, pois, tomou esposa para Er, o seu primogênito; o nome dela era Tamar.
7   Er, porém, o primogênito de Judá, era perverso perante o SENHOR, pelo que o SENHOR o fez morrer.
8   Então, disse Judá a Onã: Possui a mulher de teu irmão, cumpre o levirato e suscita descendência a teu irmão.
9   Sabia, porém, Onã que o filho não seria tido por seu; e todas as vezes que possuía a mulher de seu irmão deixava o sêmen cair na terra, para não dar descendência a seu irmão.
10   Isso, porém, que fazia, era mau perante o SENHOR, pelo que também a este fez morrer.
11   Então, disse Judá a Tamar, sua nora: Permanece viúva em casa de teu pai, até que Selá, meu filho, venha a ser homem. Pois disse: Para que não morra também este, como seus irmãos. Assim, Tamar se foi, passando a residir em casa de seu pai.
12   No correr do tempo morreu a filha de Sua, mulher de Judá; e, consolado Judá, subiu aos tosquiadores de suas ovelhas, em Timna, ele e seu amigo Hira, o adulamita.
13   E o comunicaram a Tamar: Eis que o teu sogro sobe a Timna, para tosquiar as ovelhas.
14   Então, ela despiu as vestes de sua viuvez, e, cobrindo-se com um véu, se disfarçou, e se assentou à entrada de Enaim, no caminho de Timna; pois via que Selá já era homem, e ela não lhe fora dada por mulher.
15   Vendo-a Judá, teve-a por meretriz; pois ela havia coberto o rosto.
16   Então, se dirigiu a ela no caminho e lhe disse: Vem, deixa-me possuir-te; porque não sabia que era a sua nora. Ela respondeu: Que me darás para coabitares comigo?
17   Ele respondeu: Enviar-te-ei um cabrito do rebanho. Perguntou ela: Dar-me-ás penhor até que o mandes?
18   Respondeu ele: Que penhor te darei? Ela disse: O teu selo, o teu cordão e o cajado que seguras. Ele, pois, lhos deu e a possuiu; e ela concebeu dele.
19   Levantou-se ela e se foi; tirou de sobre si o véu e tornou às vestes da sua viuvez.
20   Enviou Judá o cabrito, por mão do adulamita, seu amigo, para reaver o penhor da mão da mulher; porém não a encontrou.
21   Então, perguntou aos homens daquele lugar: Onde está a prostituta cultual que se achava junto ao caminho de Enaim? Responderam: Aqui não esteve meretriz nenhuma.
22   Tendo voltado a Judá, disse: Não a encontrei; e também os homens do lugar me disseram: Aqui não esteve prostituta cultual nenhuma.
23   Respondeu Judá: Que ela o guarde para si, para que não nos tornemos em opróbrio; mandei-lhe, com efeito, o cabrito, todavia, não a achaste.

Quando Judá ouviu que Tamar estava grávida sem estar casada, ele exigiu a execução dela. “Quando a estavam tirando da sua casa, ela mandou dizer ao seu sogro: ‘Quem me engravidou foi o dono destas coisas. Examine e veja de quem são o sinete com o cordão e o bastão. ’Judá reconheceu as coisas e disse: ‘Ela tem mais razão do que eu. ’” (Gênesis 38.25-26)

25   Em tirando-a, mandou ela dizer a seu sogro: Do homem de quem são estas coisas eu concebi. E disse mais: Reconhece de quem é este selo, e este cordão, e este cajado.
26   Reconheceu-os Judá e disse: Mais justa é ela do que eu, porquanto não a dei a Selá, meu filho. E nunca mais a possuiu.

Não é fácil ser honesto consigo mesmo. “Não há nada que engane tanto como” o coração humano. “Ele está doente demais para ser curado” (Jeremias 17.9). Porém nós podemos olhar para as coisas e não condenarmos nos outros o que está escondido em nós.

9   Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?

Infinito Amor – Oséias 11:8-11

8   Como te deixaria, ó Efraim? Como te entregaria, ó Israel? Como te faria como a Admá? Como fazer-te um Zeboim? Meu coração está comovido dentro de mim, as minhas compaixões, à uma, se acendem.
9   Não executarei o furor da minha ira; não tornarei para destruir a Efraim, porque eu sou Deus e não homem, o Santo no meio de ti; não voltarei em ira.
10   Andarão após o SENHOR; este bramará como leão, e, bramando, os filhos, tremendo, virão do Ocidente;
11   tremendo, virão, como passarinhos, os do Egito, e, como pombas, os da terra da Assíria, e os farei habitar em suas próprias casas, diz o SENHOR.

Podemos estar dolorosamente conscientes da profunda vergonha, do problema e dor que causamos para a nossa família quando éramos controlados pela nossa dependência. Podemos ter medo de admitir a natureza exata de nossos defeitos porque não entendemos como Deus pode amar alguém que é tão mau.

Oséias foi um profeta para a nação rebelde de Israel. Deus usou a vida de Oséias para demonstrar seu amor incondicional por nós, o seu povo. O Senhor disse a Oséias para se casar com uma prostituta. Oséias casou-se com ela, amou-a e se dedicou a ela.

Mais tarde, sua esposa voltou a seu modo de vida passado, quebrou o coração de Oséias e levou vergonha para sua família. Ela caiu na escravidão. Deus, então, deixou Oséias perplexo dizendo a ele: “Vá e ame uma adúltera, uma mulher que tem um amante. Ame-a assim como eu amo o povo de Israel, embora eles adorem outros deuses e lhes ofereçam bolos de passas” (Oséias 3.1)

1   Disse-me o SENHOR: Vai outra vez, ama uma mulher, amada de seu amigo e adúltera, como o SENHOR ama os filhos de Israel, embora eles olhem para outros deuses e amem bolos de passas.

Podemos estar perguntando: Como poderia Deus (ou qualquer um) ainda assim me amar? Mas Deus responde: “Israel, como poderia eu abandoná-la? Como poderia desampará-la?... Não posso fazer isso, pois o meu coração está comovido, e tenho muita compaixão de vocês.

Pois eu sou Deus e não um ser humano; eu, o Santo Deus, estou no meio do meu povo e não o destruirei novamente” (Oséias 11.8-9)

8   Como te deixaria, ó Efraim? Como te entregaria, ó Israel? Como te faria como a Admá? Como fazer-te um Zeboim? Meu coração está comovido dentro de mim, as minhas compaixões, à uma, se acendem.
9   Não executarei o furor da minha ira; não tornarei para destruir a Efraim, porque eu sou Deus e não homem, o Santo no meio de ti; não voltarei em ira.

Não existe nada que possamos fazer ou confessar a Deus que o leve a deixar de nos amar. (Romanos 8.38-39)

38   Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes,
39   nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.

A Linha de Prumo Divina – Amós 7.7-8

7   Mostrou-me também isto: eis que o Senhor estava sobre um muro levantado a prumo; e tinha um prumo na mão.
8   O SENHOR me disse: Que vês tu, Amós? Respondi: Um prumo. Então, me disse o Senhor: Eis que eu porei o prumo no meio do meu povo de Israel; e jamais passarei por ele.

Os tipos de instrumentos que usamos para medir nossa vida normalmente irão determinar os tipos de problemas que encobrimos. Se usarmos as orientações falsas, não poderemos fazer uma avaliação precisa. Podemos nos perguntar por que não estamos progredindo no programa de recuperação. Pode ser que precisemos olhar mais profundamente as medidas que estamos usando para encobrir nossas áreas de problema.

O profeta Amós lembrou-se desta visão: “O Senhor me mostrou numa visão isto também: ele estava perto de um muro construído direito, a prumo, e tinha um prumo na mão. Ele me perguntou: - Amós, o que é que você está vendo? – Um prumo! – respondi. Então ele me disse: - Eu vou mostrar que o meu povo não anda direito: é como um muro torto, construído fora de prumo. E nunca mais vou perdoar o meu povo.” (Amós 7.7-8)

7   Mostrou-me também isto: eis que o Senhor estava sobre um muro levantado a prumo; e tinha um prumo na mão.
8   O SENHOR me disse: Que vês tu, Amós? Respondi: Um prumo. Então, me disse o Senhor: Eis que eu porei o prumo no meio do meu povo de Israel; e jamais passarei por ele.

Um prumo é um pedaço de corda que possui um peso amarrado em um extremo. Quando a corda é segurada com o extremo do peso para baixo, a gravidade assegura que a corda está perfeitamente na vertical. Quando segurado ao lado de uma construção, o prumo promove uma medição certa para ver se a estrutura está alinhada em relação ao universo físico. Uma construção alinhada com o prumo ficará firme e funcionando bem. Se as paredes da construção estiverem fora da linha, não estarão ajustadas e poderão, a qualquer momento, cair.

O mesmo é verdadeiro no contexto espiritual. A Palavra de Deus é nosso prumo espiritual. Assim como não podemos discutir acerca da lei da gravidade, não podemos mudar as leis espirituais reveladas na Bíblia. Deveríamos medir nossa vida pelo prumo da Palavra de Deus. Quando as coisas não estão aprumadas, é importante admitirmos que há um problema e começar a nos reconstruir de modo devido.

Sentimentos de Vergonha - João 8.3-11

3   Os escribas e fariseus trouxeram à sua presença uma mulher surpreendida em adultério e, fazendo-a ficar de pé no meio de todos,
4   disseram a Jesus: Mestre, esta mulher foi apanhada em flagrante adultério.
5   E na lei nos mandou Moisés que tais mulheres sejam apedrejadas; tu, pois, que dizes?
6   Isto diziam eles tentando-o, para terem de que o acusar. Mas Jesus, inclinando-se, escrevia na terra com o dedo.
7   Como insistissem na pergunta, Jesus se levantou e lhes disse: Aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire pedra.
8   E, tornando a inclinar-se, continuou a escrever no chão.
9   Mas, ouvindo eles esta resposta e acusados pela própria consciência, foram-se retirando um por um, a começar pelos mais velhos até aos últimos, ficando só Jesus e a mulher no meio onde estava.
10   Erguendo-se Jesus e não vendo a ninguém mais além da mulher, perguntou-lhe: Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou?
11   Respondeu ela: Ninguém, Senhor! Então, lhe disse Jesus: Nem eu tampouco te condeno; vai e não peques mais.

A vergonha tem mantido muitos de nós escondidos. A idéia de admitir os nossos pecados e de nos revelarmos a outro ser humano provoca sentimentos de vergonha e de temor de sermos expostos publicamente.

“Ai alguns mestres da Lei e fariseus levaram a Jesus uma mulher que tinha sido apanhada em adultério e a obrigaram a ficar de pé no meio de todos. Eles disseram: ‘Mestre... de acordo com a lei que Moisés nos deu, as mulheres adúlteras devem ser mortas a pedradas. Mas o senhor, o que é que diz sobre isso? ’ Jesus endireitou o corpo e disse a eles: ‘Quem de vocês estiver sem pecado, que seja o primeiro a atirar uma pedra nesta mulher! ’

Depois abaixou-se outra vez e continuou a escrever no chão. Quando ouviram isso, todos foram embora, um por um, começando pelos mais velhos. Ficaram só Jesus e a mulher, e ela continuou ali, de pé.” (João 8.3-9)

3   Os escribas e fariseus trouxeram à sua presença uma mulher surpreendida em adultério e, fazendo-a ficar de pé no meio de todos,
4   disseram a Jesus: Mestre, esta mulher foi apanhada em flagrante adultério.
5   E na lei nos mandou Moisés que tais mulheres sejam apedrejadas; tu, pois, que dizes?
6   Isto diziam eles tentando-o, para terem de que o acusar. Mas Jesus, inclinando-se, escrevia na terra com o dedo.
7   Como insistissem na pergunta, Jesus se levantou e lhes disse: Aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire pedra.
8   E, tornando a inclinar-se, continuou a escrever no chão.
9   Mas, ouvindo eles esta resposta e acusados pela própria consciência, foram-se retirando um por um, a começar pelos mais velhos até aos últimos, ficando só Jesus e a mulher no meio onde estava.

Muitos crêem que o que Jesus estava escrevendo na terra foi o que fez com que os acusadores se fossem. Talvez estivesse fazendo uma lista dos pecados secretos dos líderes judeus. Se isso for verdade, temos uma preciosa ilustração do tipo de pessoa que Jesus é: uma pessoa a quem podemos revelar os nossos segredos com toda confiança.

O nosso confessor tem que ser uma pessoa que não se surpreenda pelo pecado nem que esteja esperando para nos condenar. Tal pessoa necessita tomar nota em particular dos nossos erros, escrevê-los na terra e não gravá-los em pedra e exibi-los em público. Como a vergonha pode disparar a conduta aditiva, necessitamos escolher com cuidado a pessoa na qual vamos confiar.

Recebendo Perdão – Atos 26.12-18

12   Com estes intuitos, parti para Damasco, levando autorização dos principais sacerdotes e por eles comissionado.
13   Ao meio-dia, ó rei, indo eu caminho fora, vi uma luz no céu, mais resplandecente que o sol, que brilhou ao redor de mim e dos que iam comigo.
14   E, caindo todos nós por terra, ouvi uma voz que me falava em língua hebraica: Saulo, Saulo, por que me persegues? Dura coisa é recalcitrares contra os aguilhões.
15   Então, eu perguntei: Quem és tu, Senhor? Ao que o Senhor respondeu: Eu sou Jesus, a quem tu persegues.
16   Mas levanta-te e firma-te sobre teus pés, porque por isto te apareci, para te constituir ministro e testemunha, tanto das coisas em que me viste como daquelas pelas quais te aparecerei ainda,
17   livrando-te do povo e dos gentios, para os quais eu te envio,
18   para lhes abrires os olhos e os converteres das trevas para a luz e da potestade de Satanás para Deus, a fim de que recebam eles remissão de pecados e herança entre os que são santificados pela fé em mim.

Enquanto trabalhamos nosso programa de recuperação, passamos pelo processo de aceitar a verdade sobre a nossa vida e sobre as conseqüências das nossas decisões. Talvez sintamos que temos de merecer o perdão em vez de somente recebê-lo. Talvez pensemos que é mais fácil perdoar os que nos machucaram do que perdoar a nós mesmos pelo dano que causamos.

Quando Jesus confrontou o apóstolo Paulo, deu a ele a seguinte missão. “Mas levante-se e fique de pé. Eu apareci a você para o escolher como meu servo, a fim de que você conte aos outros o que viu hoje e anuncie o que lhe vou mostrar depois. Vou livrar você dos judeus e também dos não-judeus, a quem vou enviá-lo.

Você vai abrir os olhos deles a fim de que eles saiam da escuridão para a luz e do poder de Satanás para Deus. “Então, por meio da fé em mim, eles serão perdoados dos seus pecados e passarão a ser parte do povo escolhido de Deus.” (Atos 26.16-18)

16   Mas levanta-te e firma-te sobre teus pés, porque por isto te apareci, para te constituir ministro e testemunha, tanto das coisas em que me viste como daquelas pelas quais te aparecerei ainda,
17   livrando-te do povo e dos gentios, para os quais eu te envio,
18   para lhes abrires os olhos e os converteres das trevas para a luz e da potestade de Satanás para Deus, a fim de que recebam eles remissão de pecados e herança entre os que são santificados pela fé em mim.

O propósito de Deus ao nos enviar a sua Palavra é que possamos receber o seu perdão. O processo inclui que primeiro abramos os olhos perante a nossa verdadeira condição (o que ocorre nos Passos 1,2 e 4). Isso nos dá a oportunidade para nos arrependermos e mudar a nossa mente, de maneira que estejamos de acordo com Deus e prontos para confessar os nossos pecados.

Deus quer que recebamos perdão imediato, baseado na obra consumada por Jesus Cristo. Não somos cidadãos de segunda categoria no Reino de Deus. Não temos de passar pelo restante dos Doze Passos como se isso fosse uma forma de penitência. O perdão nos espera neste exato momento; basta apenas recebê-lo.

Liberdade Através da Confissão - Romanos 2.12-15

12   Assim, pois, todos os que pecaram sem lei também sem lei perecerão; e todos os que com lei pecaram mediante lei serão julgados.
13   Porque os simples ouvidores da lei não são justos diante de Deus, mas os que praticam a lei hão de ser justificados.
14   Quando, pois, os gentios, que não têm lei, procedem, por natureza, de conformidade com a lei, não tendo lei, servem eles de lei para si mesmos.
15   Estes mostram a norma da lei gravada no seu coração, testemunhando-lhes também a consciência e os seus pensamentos, mutuamente acusando-se ou defendendo-se

Todos lutamos com a nossa consciência, tentando fazer as pazes dentro do nosso coração. Podemos negar o que fizemos, buscar desculpas ou tentar lançar fora todo o peso da nossa conduta. Podemos nos esforçar para ser “bons”, tentando contrabalancear os nossos erros.

Fazemos todo o possível por empatar o jogo. No entanto, para podermos nos desfazer do nosso passado, temos de deixar de dar desculpas pelos nossos pecados e confessar a verdade.

Todos nascemos com um sistema de alarme interno que nos alerta quando fazermos algo errado. Deus diz que todos somos responsáveis: “Eles [os não judeus] são a sua própria lei, embora não tenham a lei. Eles mostram, pela sua maneira de agir, que têm a lei escrita no seu coração. A própria consciência deles mostra que isso é verdade, e os seus pensamentos, que às vezes os acusam e às vezes os defendem, também mostram isso.” (Romanos 2.14-15)

14   Quando, pois, os gentios, que não têm lei, procedem, por natureza, de conformidade com a lei, não tendo lei, servem eles de lei para si mesmos.
15   Estes mostram a norma da lei gravada no seu coração, testemunhando-lhes também a consciência e os seus pensamentos, mutuamente acusando-se ou defendendo-se

No quinto passo nós procuramos deter essa luta interior e admitir que o erro é errado. É tempo de sermos sinceros com Deus e conosco mesmos a respeito das nossas desculpas e da natureza exata dos nossos erros. Precisamos confessar os pecados que cometemos e o sofrimento que causamos aos outros.

Talvez tenhamos passado anos elaborando álibis, inventando desculpas e tentando fazer barganhas. É tempo de dizer a verdade. É tempo de admitir o que sabemos muito bem que é certo: “Sim, sou culpado da acusação”.

Tiramos dos nossos ombros o peso das nossas mentiras e desculpas. Quando confessarmos os nossos pecados, encontraremos a paz interna que tínhamos perdido havia tanto tempo. Também estaremos um passo mais próximos da recuperação.

Escapando do Auto-Engano - Gálatas 6.7-10

7   Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará.
8   Porque o que semeia para a sua própria carne da carne colherá corrupção; mas o que semeia para o Espírito do Espírito colherá vida eterna.
9   E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não desfalecermos.
10   Por isso, enquanto tivermos oportunidade, façamos o bem a todos, mas principalmente aos da família da fé.

Podemos nos enganar ao pensar que é possível simplesmente enterrar os nossos erros e seguir adiante sem ter de admiti-los, Com o tempo, todos descobrimos que aqueles atos que pensávamos que estavam enterrados para sempre eram realmente sementes. Crescem e dão frutos. Com isso, teremos de enfrentar uma colheita de conseqüências e o fato de que o auto-engano não nos beneficia em nada.

“Não se enganem: ninguém zomba de Deus. O que uma pessoa plantar, é isso esmo que colherá. Se plantar no terreno da sua natureza humana, desse terreno colherá a morte. Se plantarem no terreno do Espírito de Deus, desse terreno colherão a vida eterna.” (Gálatas 6.7-8)

7   Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará.
8   Porque o que semeia para a sua própria carne da carne colherá corrupção; mas o que semeia para o Espírito do Espírito colherá vida eterna.

“Se dizemos que não temos pecados, estamos nos enganando, e não há verdade em nós. Mas, se confessarmos os nossos pecados a Deus, ele cumprirá a sua promessa e fará o que é correto: ele perdoará os nossos pecados e nos limpará de toda maldade.” (1 João 1.8-9)

8   Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós.
9   Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.

O quinto passo diz adeus ao auto-engano e dá boas-vindas ao perdão e à purificação. Devemos notar que há purificação de cada maldade, não do “fazer o mal” em sentido geral. Reconhecer a natureza exata dos nossos erros inclui prestar contas de maneira exata e específica.

Quando confessarmos especificamente os nossos pecados, deixaremos de nos enganar em relação à natureza de nossos erros. Como, de todas as formas, não podemos deixar Deus de lado e fugir com nossos erros, o melhor que podemos fazer é ser sinceros e receber o perdão.

Sentindo Tristeza – Gênesis 23.2-4; 35.19-21

2   Morreu em Quiriate-Arba, que é Hebrom, na terra de Canaã; veio Abraão lamentar Sara e chorar por ela.
3   Levantou-se, depois, Abraão da presença de sua morta e falou aos filhos de Hete:
4   Sou estrangeiro e morador entre vós; dai-me a posse de sepultura convosco, para que eu sepulte a minha morta.

19   Assim, morreu Raquel e foi sepultada no caminho de Efrata, que é Belém.
20   Sobre a sepultura de Raquel levantou Jacó uma coluna que existe até ao dia de hoje.
21   Então, partiu Israel e armou a sua tenda além da torre de Éder.

O caminho da recuperação e do encontro de nova vida também envolve um processo de morte. Os diferentes meios usados e que achávamos que nos ajudariam na luta eram “defeituosos” mas ainda assim, nos davam conforto ou companhia. Desistir deles, muitas vezes, é semelhante a sofrer a morte de um ente querido.

Abraão e seu neto Jacó perderam entes queridos quando viajavam para a Terra Prometida. “Sara morreu na cidade de Hebron, também chamada Quiriate-arba, na terra de Canaã. Abraão chorou a sua morte. Depois saiu do lugar onde estava o corpo e disse: - Eu sou um estrangeiro que mora no meio de vocês. Portanto, me vendam um pedaço de terra para que eu possa sepultar a minha mulher. Depois disso Abraão sepultou sara.” (Gênesis 23.1-4,19)

1   Tendo Sara vivido cento e vinte e sete anos,
2   Morreu em Quiriate-Arba, que é Hebrom, na terra de Canaã; veio Abraão lamentar Sara e chorar por ela.
3   Levantou-se, depois, Abraão da presença de sua morta e falou aos filhos de Hete:
4   Sou estrangeiro e morador entre vós; dai-me a posse de sepultura convosco, para que eu sepulte a minha morta.
19   Depois, sepultou Abraão a Sara, sua mulher, na caverna do campo de Macpela, fronteiro a Manre, que é Hebrom, na terra de Canaã.

Uma geração depois Jacó recebeu novo nome, Israel, e a promessa de uma grande herança na Terra Prometida. No caminho para lá, ele também perdeu sua amada esposa. Ela morreu enquanto dava à luz ao filho Benjamim. “Assim, Raquel morreu e foi sepultada na beira do caminho de Efrata, que agora se chama Belém. Jacó pôs sobre a sepultura uma pedra como pilar e ela marca o lugar da sepultura até hoje. Depois Jacó saiu dali. “ (Gênesis 35.19-21)

19   Assim, morreu Raquel e foi sepultada no caminho de Efrata, que é Belém.
20   Sobre a sepultura de Raquel levantou Jacó uma coluna que existe até ao dia de hoje.
21   Então, partiu Israel e armou a sua tenda além da torre de Éder.

Enquanto prosseguimos na caminhada da nova vida, necessariamente perdemos alguns dos nossos meios adictivos de luta. Quando isso acontece, precisamos parar e gastar tempo para sepultar nossas perdas. Necessitamos colocá-las de lado, cobrir a vergonha e lamentar a perda de uma coisa que era muito nossa. Quando o tempo de luto passar nós também poderemos continuar a viagem.

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