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8/31/2011

Letra R


Racionalização
Racionalização é um Mecanismo de Defesa que se caracteriza por um procedimento de achar motivos lógicos e racionais aceitáveis para pensamentos e ações inaceitáveis. É o processo através do qual uma pessoa apresenta uma explicação que é logicamente consistente ou eticamente aceitável para uma atitude, ação, idéia ou sentimento que causa angústia. Usa-se a Racionalização para justificar comportamentos quando, na realidade, as razões para esses atos não são recomendáveis.
A afirmação cotidiana de que "eu só estou fazendo isto para seu próprio bem" pode ser a Racionalização do sentimento ou pensamento de que "eu quero fazer isto para você, eu não quero que me façam isto ou até mesmo, eu quero que você sofra um pouco". Também pode ser Racionalização a afirmação de que "eu acho que estou apaixonado por você". Na realidade poderia estar sentido que "estou ligado no teu corpo, quero que você se ligue no meu".
Racionalização é um modo de aceitar a pressão do Superego, de disfarçar verdadeiros motivos, de tornar o inaceitável mais aceitável. Enquanto obstáculo ao crescimento, a Racionalização impede a pessoa de aceitar e de trabalhar com as forças motivadoras genuínas, apesar de menos recomendáveis.

Reabilitação
Aplicada à incapacidade, é o uso combinado e coordenado de medidas médicas, sociais, educacionais e vocacionais para treinamento ou reaprendizagem do indivíduo, a fim de que este possa alcançar o mais alto nível possível de desempenho funcional. No campo das toxicomanias, é o processo pelo qual um indivíduo com transtorno por uso de substância consegue um ótimo estado de saúde e de funcionamento psicológico e bem-estar social.
A reabilitação segue a fase inicial do tratamento (que pode envolver desintoxicação e tratamento médico e psicológico). Ela compreende várias abordagens, que incluem terapia de grupo, terapias comportamentais específicas para impedir recaídas, participação em grupos de ajuda mútua, residência em comunidade terapêutica ou em pensões protegidas, treinamento vocacional e experiência de trabalho. A reintegração social na comunidade é o objetivo último da reabilitação.

Reação de rubor pelo álcool
Rubor da face, pescoço e ombros logo após a ingestão de álcool, freqüentemente acompanhado por náusea, tontura e palpitações. A reação de rubor pelo álcool é observada em cerca de 50% das pessoas que pertencem geneticamente a alguns grupos asiáticos e é causada pela deficiência hereditária da enzima aldeidodesidrogenase que cataliza a metabolização do acetaldeído.
Esta reação também ocorre em pessoas em tratamento com drogas que sensibilizam ao álcool tal como o dissulfiram (Antabuse), o qual inibe a enzima aldeidodesidrogenase.

Recaída
Retorno ao uso de bebida ou de outra droga após um período de abstinência, freqüentemente acompanhado pela reinstalação de sintomas de dependência. Alguns autores fazem distinção entre recaída e deslize, este último denotando uma ocasião isolada do uso de álcool ou droga.

Recuperação
Manutenção de qualquer forma de abstinência de álcool e/ou de drogas. O termo é particularmente associado com os grupos de ajuda mútua; entre os Alcoólicos Anônimos (AA) e outros grupos dos doze passos refere-se ao processo de atingir e manter a sobriedade. Dado que a recuperação é vista como um processo que dura toda a vida, um membro do AA é sempre visto internamente como um alcoólico “em recuperação”, embora o termo alcoólico “recuperado” possa ser usado para uma descrição externa.

Rede social
Conceito originário da sociologia analítica que se refere mais às características das ligações sociais entre pessoas, como meio de entendimento do seu comportamento, do que aos atributos dos indivíduos. O conceito foi usado pela primeira vez por Barnes, em 1954, para estudar o comportamento social da comunidade de uma ilha Norueguesa, através da análise dos padrões de ligação entre os seus membros.

Redução da memória recente
Diminuição do número de elementos ou itens desconexos cognitivamente (normalmente de 6 a 10) que pode ser reproduzido corretamente depois de apresentações sucessivas numa ocasião única. A memória recente é uma medida de capacidade perceptiva a curto prazo.

Redução das modalidades de beber (ou do consumo de droga)
Tendência do consumo de uma substância se tornar progressivamente estereotipado em torno de uma rotina de costumes e rituais auto-imposta, caracterizada por uma menor variabilidade da dose e do tipo de substância consumida e do tempo, lugar e modo de auto-administração. Este termo é incluído em algumas descrições da síndrome de dependência, mas não é um critério diagnóstico da CID-10.

Redução de dano
No contexto de álcool ou outras drogas, refere-se a políticas ou programas que enfocam diretamente a redução do dano resultante do uso de álcool ou drogas. O termo é usado particularmente em políticas ou programas que buscam reduzir o dano sem necessariamente afetar o uso de droga subjacente; exemplos incluem a troca de agulhas/seringas para combater o partilhar de agulhas entre usuários de heroína e a inclusão de bolsas de ar auto-infláveis em automóveis para reduzir o dano em acidentes (especialmente como resultado de dirigir alcoolizado). As estratégias de redução de dano abrangem um espectro mais amplo do que a dicotomia redução da oferta/redução da procura. Sinonímia: Minimização de Dano.

Reinstalação
Retorno em um nível preexistente de uso de substância e de dependência em um indivíduo, após um período de abstinência; o indivíduo não apenas retorna ao padrão anterior de uso regular ou intensivo da substância, mas há também uma rápida reinstalação de outros elementos da dependência, tais como controle prejudicado, tolerância e sintomas de abstinência. O termo é usado principalmente na expressão “reinstalação rápida", característica de algumas descrições da síndrome de dependência do álcool, mas não incluída como um critério na CID-10.

Relevância (do comportamento de buscar uma substância)
Grau de proeminência da busca ou do uso de uma substância, no pensamento ou nas ações do usuário (p.ex., dar prioridade a obter e usar substâncias sobre qualquer outra atividade). O conceito está incluído nos critérios de dependência na CID-10 e no DSM-III-R, embora sem o uso do termo "relevância".

Reserpina
Alcalóide cristalino derivado principalmente da planta Ramwlfia serpentina com propriedades hipotensoras e sedativas que pode ser associado à depleção do armazenamento de catecolamina e indolamina em diversos órgãos, inclusive o cérebro. Um dos efeitos indesejáveis da reserpina é a precipitação de um estado depressivo.

Ressaca
Expressão popular que designa o estado pós-intoxicação que compreende os efeitos imediatos posteriores à ingestão de bebidas alcoólicas em excesso; certos componentes não etílicos de bebidas podem estar envolvidos na etiologia. Os aspectos físicos podem incluir fadiga, cefaléia, sede, vertigem, transtorno gástrico, náusea, vômitos, insônia, tremores finos das mãos e pressão sanguínea elevada ou diminuída.
Os sintomas psicológicos incluem ansiedade aguda, culpa, depressão, irritabilidade e sensibilidade aumentada. A quantidade de álcool necessária para produzir ressaca varia com a condição mental e física do indivíduo, embora geralmente quanto mais alto o teor alcoólico no sangue durante o período de intoxicação, mais intensos são os sintomas subseqüentes.
Os sintomas também variam com a atitude social. Usualmente, a ressaca não dura mais que 36 horas depois que todos os traços da bebida deixaram o organismo. Alguns dos sintomas da ressaca são similares aos da síndrome de abstinência do álcool, mas o termo ressaca é reservado usualmente aos efeitos posteriores a um episódio único de beber e não implica, necessariamente, nenhum outro transtorno por uso de álcool.

Revivência
Recorrência espontânea de distorções visuais, sintomas físicos, perda dos limites do ego ou emoções intensas que ocorreram quando o indivíduo consumiu alucinógenos anteriormente. Revivências (flashbacks) são episódios de curta duração (segundos ou horas) que podem reproduzir exatamente os sintomas de episódios alucinógenos prévios.
Algumas vezes são precipitados por fadiga, ingestão de álcool ou intoxicação por cannabis. As revivências são relativamente comuns e podem ocorrer em 25% ou mais dos consumidores de alucinógenos. Mais recentemente também tem sido relatadas por fumadores de pasta de coca.

Risco de abuso
Propensão de uma dada substância psicoativa a ser suscetível de abuso, definida em termos da relativa probabilidade de que o uso dessa substância resulte em problemas sociais, psicológicos ou físicos para um indivíduo ou para a sociedade. De acordo com os tratados internacionais sobre controle de drogas (Ver convenções internacionais sobre drogas), a OMS é responsável pela determinação do risco de abuso e do potencial de dependência, diferenciando-os da utilidade terapêutica das substâncias controladas. Ver Abuso; Potencial de Dependência; Uso Nocivo.

Rush
O efeito agradável imediato e intenso que segue à injeção intravenosa de certas drogas (p.ex., heroína, morfina, anfetamina, cocaína, propoxifeno).

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