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8/27/2011

As quatro fases do alcoolismo


O Alcoolismo é uma doença caracterizada por quatro fases:

PRIMEIRA FASE: Fase social, sem dependência física, apenas dependência emocional. Inicia-se na primeira vez que se bebe (lembrando-se que dois fatores são fundamentais: Predisposição Orgânica e fatores sociais que reforçam o uso, do contrário a doença não se desenvolve).

O primeiro sintoma é a dependência Emocional. O desenvolvimento emocional pára e a pessoa torna-se pouco tolerante. Como geralmente isso acontece na infância ou na adolescência, a mudança emocional geralmente não é percebida, pois se confunde com mal criação, infantilidade ou temperamento forte.

A partir daí, a doença desenvolve-se mais ou menos devagar, dependendo da predisposição orgânica. Bebe-se pouco e socialmente, não há perdas em virtude do uso. Não há problemas físicos.

SEGUNDA FASE: Fase social, sem dependência física, apenas dependência emocional. O organismo modifica-se: tem-se a tolerância aumentada (bebe-se mais que na primeira fase). Não há problemas físicos.

Nesta Fase o usuário pensa que pode minimizar o uso do álcool; Admite saber seu limite de consumo e de que pode parar quando quiser; Pensa que o vício não o atingirá e coloca os prejuízos num futuro muito distante;Justifica os momentos de excesso, como conseqüência de problemas que os outros vêm causando-lhes. Ex: Brigas com a família, com o (a) namorado (a).

TERCEIRA FASE: Fase problemática, com dependência física e emocional. Bebe-se muito (altíssima tolerância). O beber torna-se um problema. Muitos problemas emocionais, ressacas constantes, problemas em decorrência da bebida, problemas familiares, problemas de relacionamento.

A síndrome de abstinência tem início de 6 a 8 horas após a última dose; causa também a impotência sexual; começam as "PARADAS ESTRATÉGICAS", pode-se haver internações; Há boas expectativas de recuperação física; Há muitas perdas; Perda de controle; Compulsão ou intenso desejo de beber; Não controla o consumo, ou seja, não sabe quando tem que parar;

O organismo causa tolerância (aumento das doses para obter efeitos antes produzidos por doses menores); Demora mais para recuperar-se dos efeitos da bebida; Abandono progressivo do trabalho, com faltas freqüentes; Dificuldade de relacionamento social e familiar.

QUARTA FASE: Fase problemática, com dependência física e emocional. Bebe-se muito pouco, menos que na primeira fase. Inicia-se a atrofia do cérebro. O alcoólatra pode ter delírios, não tem interesse pela sua vida e nem por atividades de lazer; nervosismo; apatia; insônia; causa tremores generalizados por períodos excessivamente longos, com problemas físicos e emocionais extremos.

Pode ter Esquizofrenia. Muitas vezes confunde-se com PMD (psicose maníaco-depressiva). Tem perdas extremas. Há poucas expectativas de recuperação física, pois pode adquirir todas as possíveis complicações clínicas (náuseas, azia, vômito, diarréia, hemorragia digestiva, emagrecimento, convulsão, cirrose); E pode levar a morte por coma alcoólico.

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