
Todos nós sabemos que, um praticante da arte do bonsai, desenvolve paciência, ou ao menos a deveria desenvolver. Além dessa característica, o bonsai em si, nos "ocupa" a cabeça, levando a desestressar da rotina do cotidiano.
Na cultura budista, o bonsai está amplamente associado à exercícios de meditação, proporcionando a constante evolução da harmonia do "ser".
Como muitos de vocês, já pude comprovar a eficácia dessa arte no auxilio da terapia; ao chegar em casa com algum "fardo" e ser "recepcionado" por suas plantas e voltar sua atenção à elas, mesmo que por alguns instantes, esquecendo o stress e relaxando.
Todas formas de harmonização e relaxamento (seja ela qual for) do seu "ser", são consideradas vertentes da meditação, e o bonsai é uma delas.
Quando você tem alguma coisa ou atividade que seja alheia ao seu dia-a-dia para se concentrar e se dedicar, algo que somente lhe dê prazer, a rotina e o peso da vida em parte, lhe é aliviado. Há pessoas que usam certos mecanismos como válvula de escape para o seu "stress" e de sua realidade, com o bonsai, em parte isso é possível, em uma situação onde você se reencontra com seus sentimentos, poder de observação, superação e sem falar no puro contato com a natureza.
Em alguns casos, o bonsai é usado como modo de terapia ocupacional, afim de gerar uma sensação de auto realização e relaxamento, mesmo sendo em um ambiente muitas vezes secundário.
Empregando alguém em alguma tarefa, a pessoa se sentirá útil e reforçará o sentimento de inclusão e de auto estima elevada, a terapia ocupacional também se enquadra nos tratamentos de mentais e sociais, através de atividades específicas para ajudar as pessoas a alcançarem seu nível máximo de funcionalidade e independência e o bonsai, auxilia muito nesses aspectos.
Terapia ocupacional no Cuidar de Idosos
A Terapia Ocupacional é uma profissão que vem crescendo e se consolidando na área de Gerontologia pela contribuição que pode ter no cuidado de idosos saudáveis ou com qualquer condição de saúde que interfira no seu desempenho ocupacional.
Vale ressaltar, que é desta relação com o desempenho das pessoas nas suas ocupações que houve a origem do termo “Terapia Ocupacional” (tantas vezes mal entendido, não é?).
Os terapeutas ocupacionais que trabalham com idosos conhecem o peculiaridades do corpo, da mente e até das questões sociais dessa geração. Vou além, conhecem o desempenho ocupacional desta fase da vida. Sendo assim, encontram-se aptos a trabalhar em quaisquer questões relacionadas às ocupações da terceira idade.
A prática do terapeuta ocupacional em Gerontologia começa desde a prevenção de condições que interfiram na qualidade de vida dos idosos. Terapeutas ocupacionais podem orientar sobre: planejamento/adaptação do ambiente domicilar (evitando quedas), de trabalho (adaptando equipamentos) ou lazer (planejando atividades de acordo com as capacidades).
Podem melhorar a eficiência e a eficácia na realização de atividades de vida diária (a melhor forma de calçar o sapato, adaptar roupas…) e até da rotina. Pois é, são os terapeutas ocupacionais que podem ajudar a organizar a rotina de forma que hábitos saudáveis potencializem e mantenham as capacidades de indivíduos idosos.
Quando já existe uma doença crônica que interfere de forma significativa no desempenho das atividades do idoso, o terapeuta ocupacional também pode ajudar. A partir de uma avaliação centrada no desempenho ocupacional atual e anterior do idoso, bem como na sua rotina e interesses, esse profissional irá usar estratégias que visam tornar a execução da atividade satisfatória para o cliente.
Quando digo aqui “satisfatória” entenda-se o que é bom para o cliente; a família pode até achar que ele pode fazer mais ou menos, mas o parâmetro do terapeuta está na satisfação de quem realiza(rá) as ocupações.
Como exemplos de intervenções do terapeuta ocupacional do cuidar de idosos temos: – a prescrição de tecnologias assistivas como talheres adaptados, que podem ajudar clientes com Parkinson ou com Artrose na alimentação; – o uso de atividades sensório-motoras, que podem contribuir para manutenção da postura sentada de cadeirantes ou de clientes pós-AVC; – a aplicação de atividades e exercícios cognitivos, que podem ajudar clientes com Alzheimer a manterem seu desempenho em atividades do cotidiano o máximo de tempo possível.
O básico que precisa ser entendido sobre a Terapia Ocupacional no cuidar de idosos é: terapeutas ocupacionais são os profissionais que entendem sobre as ocupações dos idosos.
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