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5/03/2013

Nicotina

A principal substância psicoativa do tabaco (Nicotiana tabacum); um alcaloide que tem efeitos tanto estimulante quanto relaxante. Produz efeito de alerta no eletroencefalograma e, em alguns indivíduos, um aumento na capacidade de focalização da atenção; em outros, reduz a ansiedade e a irritabilidade. 

A nicotina é utilizada sob forma de inalação da fumaça do tabaco ou como "tabaco sem fumaça" (tabaco de mascar, rapé ou goma de mascar com nicotina). Cada tragada de fumaça de tabaco inalada contém nicotina que é rapidamente absorvida através dos pulmões e chega ao cérebro em segundos. A nicotina provoca tolerância e dependência consideráveis. Devido a um rápido metabolismo, seus níveis cerebrais caem rapidamente e o fumante sente desejo intenso (craving) de mais um cigarro em 30-45 minutos depois de fumar o último. 

No usuário de nicotina que se tornou fisicamente dependente, desenvolve-se uma síndrome de abstinência depois de algumas horas da última dose: desejo intenso (craving) de fumar, irritabilidade, ansiedade, raiva, dificuldade de concentração, aumento do apetite, diminuição do ritmo cardíaco e, às vezes, dor de cabeça e perturbações do sono. O desejo intenso tem seu pico em 24 horas e declina ao longo de várias semanas, apesar de poder ser evocado por estímulos associados a hábitos anteriores de fumar.

O tabaco contém várias outras substâncias além da nicotina. O uso prolongado do tabaco pode resultar em câncer do pulmão, cabeça ou pescoço, doenças cardíacas, bronquite crônica, enfisema e outros transtornos físicos. 

A dependência de nicotina (F17.2) está classificada na CID-10 como um transtorno por uso do tabaco no transtorno por uso de substância psicoativa. Ver transtornos por uso de tabaco.