É o fim inevitável de todo aquele que não para de beber. O álcool altera as faculdades da mente, o fígado se incha, sofre o coração, se produz úlcera, cirrose hepática e ninguém pode adivinhar o quê lhe causará a morte: será o coração, a cirrose hepática, um acidente automobilístico, morte violenta como conseqüência de um desajuste emocional ou mental, hemorragias internas?
Mas a morte pelo álcool costuma ser horrível, há quem não coma para não perder a bebedeira, esses praticamente são uns suicidas. Beber em demasia pode trazer com o tempo danos ao cérebro e ao coração. Pode produzir gastrites , lesões pancreáticas , ansiedade, desnutrição. A depressão é com freqüência o resultado dos bebedores pesados. Se uma mulher na gravidez bebe uns copos a mais, em minutos o feto terá a mesma quantidade de álcool no seu sangue; isto pode lesionar o cérebro vulnerável do feto. O álcool também é reconhecido historicamente como um perigoso anestésico com estreita ligação entre o frio e a morte. O envenenamento por álcool é a morte por asfixia.
O coração bombeia 36 milhões de vezes por ano, e ao aumentar o seu tamanho, pelo excesso de álcool, não bombeia bem e assim o sangue se vai acumulando nos pulmões causando o edema. O álcool em demasia é uma droga devastadora, afasta as famílias e amizades, estraga a saúde, enche as prisões, hospitais e necrotérios. O ponto ou a linha divisória entre o bebedor de fim-de-semana e o alcoólico é incerto.
O alcoolismo não pode ser explicado simplesmente por herança, mas um histórico de alcoolismo na família é um sinal de alto risco. O álcool é o culpado por 70 % dos acidentes, e na maioria dos homicídios. O álcool gera excesso de ácido clorídrico e este derrame de ácido acompanhado do álcool danifica os tecidos, as paredes estomacais e os vasos sanguíneos, originando úlceras e hemorragias. O excesso de ácido clorídrico produz a Gastrite Alcoólica.
O álcool queima o duodeno e produz úlceras duodenais muito dolorosas, mas às vezes o álcool adormece os terminais nervosos e as pessoas não sentem dor. O fígado cumpre 5 funções vitais importantes, entre elas, neutralizar as substâncias tóxicas e produzir muitas substâncias vitais para ter um corpo saudável. O álcool interrompe todas essas funções e é a principal causa de morte no alcoólico.
O álcool tem efeitos tóxicos que afetam o desenvolvimento das células embrionárias no feto da mulher grávida, pode afetar o cérebro em desenvolvimento, o que pode provocar algum atraso mental, e alguns rasgos faciais do embrião podem deformar-se. Os bebês das mães que consomem álcool tendem a pesar menos do que a média e, a medida que crescem, podem ter problemas de hiperatividade ou dificuldades na aprendizagem.
O cérebro é o órgão mais delicado do corpo e o seu peso representa apenas 2% do peso total do corpo. O cérebro contém mais de 15 bilhões de neurônios que se mantêm em comunicação para produzir os pensamentos, movimentos e sensações. O cérebro obtém a energia a partir do oxigênio e da glicose que lhe são fornecidos constantemente através de um intrincado sistema de artérias.
Devemos recordar que as células começam a morrer depois do nascimento e nunca são substituídas. Já a partir dos 30 anos morrem diariamente aproximadamente 100.000 neurônios. Mas o alcoólico destrói uma maior quantidade já que numa só bebedeira são destruídos aproximadamente 9 milhões.
A morte do bêbado é horrorosa. Nas clínicas e hospitais se põem nervosos por falta da bebida. Clamam, gritam, exigem a garrafa de álcool; seu desespero é terrível. Alguns morrem vomitando sangue, outros com terríveis diarréias sanguinolentas.
Dados da OMS
Pelo menos 2,3 milhões de pessoas morrem por ano no mundo todo devido a problemas relacionados ao consumo de álcool, o que totaliza 3,7% da mortalidade mundial, segundo um relatório elaborado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
A agência da ONU preparou o documento para chamar a atenção da comunidade internacional para as dimensões do problema. No relatório, a OMS afirma que "o consumo de álcool provoca grandes problemas de saúde pública". O produto é a terceira causa de morte prematura e de incapacidade no mundo todo e provoca 4,4% das doenças em todo o planeta.
Além disso, o álcool foi relacionado a 6,1% das mortes de homens ocorridas em todo o mundo em 2002, e de 1,1% entre as mulheres. Entre as mortes dos menores de 60 anos, a porcentagem atribuível à ingestão de álcool sobe para 5% (7,5% entre os homens e 1,7% entre as mulheres). Os efeitos fatais do consumo de álcool são maiores entre os mais jovens de ambos os sexos, especialmente devido a acidentes com morte.
Por regiões, os mais afetados por mortes resultantes da ingestão de álcool são os homens da Europa (10,8% das mortes), da América (8,7%) e da Oceania (8,5%). Os que sofrem menos conseqüências são os do Mediterrâneo Oriental (0,9%), da África (3,4%) e do Sudeste Asiático (3,7%). Entre as mulheres, onde há mais mortes relacionadas ao álcool é na Europa e na América (1,7% em ambos os casos), seguidos do Oceania (1,5%), da África (1%), do Sudeste Asiático (0,4%) e do Mediterrâneo Oriental (0,2%).
Em geral, o consumo de álcool é a terceira maior causa de doenças nos países desenvolvidos, e a primeira entre os homens nos países em desenvolvimento com taxas de mortalidade baixas. Por tipos de patologias, o efeito nocivo do álcool se relaciona com os transtornos neuropsiquiátricos (entre eles, o alcoolismo), que somam 34,3% das doenças e mortes ligadas a esse hábito.
Além desses problemas, o álcool está estritamente ligado a acidentes de trânsito, queimaduras, afogamentos e quedas (25,5%), além de se relacionar ao suicídio (11%), à cirrose hepática (10,2%), às doenças cardiovasculares (9,8%) e ao câncer (9%). Se apenas as mortes forem consideradas, as três categorias principais ligadas ao álcool são os acidentes (25%), as doenças cardiovasculares (22%) e o câncer (20%).
A agência defende, ainda, que, em muitas doenças - entre elas, o câncer de mama -, o risco aumenta em função da quantidade de álcool consumido. O documento indica, também, que "a acumulação de indícios sugere uma relação entre o consumo e as doenças infecciosas, tais como a AIDS e a tuberculose, embora essa relação ainda tenha que ser demonstrada e quantificada".
A OMS calcula que, em 2002, o custo total relacionado ao consumo nocivo de álcool pode ter chegado a US$ 665 bilhões, o que equivaleria a 2% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial.
No entanto, a parcela mais conservadora da organização acredita que pelo menos US$ 50 bilhões desse custo seriam correspondentes a despesas derivadas de doenças, US$ 55 bilhões, à mortalidade prematura, US$ 30 bilhões, à condução sob efeito do álcool, US$ 30 bilhões, ao abandono de emprego, US$ 80 bilhões, ao desemprego, US$ 30 bilhões, a despesas do sistema judiciário e US$ 15 bilhões, a danos à propriedade alheia.
Entre conseqüências sociais citadas pela OMS estão a embriaguez em público, os maus-tratos infantis, a violência juvenil e entre marido e mulher. A OMS alerta, ainda, que cada vez mais a produção e comércio de álcool são envolvidos pela globalização, o que implica novos desafios para combater o problema.








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