Quanto aos efeitos maléficos do álcool, Walsh e outros em um estudo epidemiológico 5 de 2002 concluíram que altas doses de álcool (5 ou mais doses/dia) podem levar ao comprometimento do ventrículo esquerdo do coração. Problemas no ventrículo esquerdo podem levar à cardiomiopatia dilatada, sendo que nos Estados Unidos o uso excessivo de álcool é considerado o principal fator para a ocorrência de cardiomiopatia.
Apesar da cardiomiopatia ter diversas causas, inclusive um componente genético, ela esta associada a mais de 30% dos casos de alcoolismo, ocorrendo tipicamente em homens entre 30 e 55 anos que consomem mais de 5 doses diárias de álcool por mais de 10 anos.
A abstinência ou diminuição do álcool pode levar a uma melhora da cardiomiopatia?
Nicolas, J.M e outros (2002), acompanharam por 4 anos indivíduos com cardiomiopatia que consumiam 100 g de álcool/dia por mais de 10 anos. O estudo teve como objetivo verificar se a abstinência ou a diminuição do consumo diário de álcool levaria a uma melhora no quadro da doença.
Após o primeiro ano, todos os pacientes que pararam de beber apresentaram melhora significativa na função do ventrículo esquerdo do coração. O mesmo ocorreu com os pacientes que diminuíram o consumo para 20-60 gramas/dia. Em contraste, houve uma deterioração no ventrículo esquerdo de pacientes que continuaram consumindo mais de 80g álcool/dia.
Depois de 4 anos de estudo, tanto os indivíduos que pararam de beber quanto os que continuaram bebendo moderadamente continuaram apresentando melhoras nas funções do ventrículo esquerdo e 10 pacientes que continuaram bebendo mais de 80g/ dia morreram durante o estudo.










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