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8/30/2011

Sobre os problemas do álcool - o que a bíblia ensina?


Nos países onde o povo de Israel habitava, havia culturas de videiras e o povo bebia, como hábito, suco de uva (não fermentado), mosto (suco fermentado), ou vinho. Mas desde os tempos mais remotos o vinho causou desastres, como por exemplo, a queda moral de Noé. Duma maneira geral quando não há abusos, a Bíblia não proíbe o uso de vinho. Então por que é que algumas Igrejas resolveram exigir a abstinência do álcool aos seus membros?

O fato é que nos nossos povos o abuso da bebida é uma das maiores causas do estrago físico, moral e espiritual.

"Não erreis: os bêbados não herdarão o Reino de Deus". (I Cor. 6:10, Gal. 5:21).

O vinho, como as várias espécies de bebidas alcoólicas, tornaram-se para muitos milhares de pessoas em "escândalo" e uma pedra de tropeço.

Por isso Jesus, que conhece o coração humano, não diz: "Voltai a ser moderados", mas ordena que se renuncie inteiramente e para sempre:

"Portanto, se a tua mão ou o teu pé te fazem cair em pecado, corta-os e atira-os para longe! É melhor entrares na vida eterna sem uma das mãos ou um dos pés do que seres atirado ao fogo do inferno levando as duas mãos e os dois pés. Do mesmo modo, se um dos teus olhos te faz pecar, arranca-o e atira-o para longe! É melhor entrares na vida eterna só com um olho do que seres atirado com os dois ao fogo do inferno." Mateus 18:8-9

Portanto, a abstinência total é uma opção positiva dada por Jesus a todos aqueles para quem as bebidas alcoólicas são uma pedra de tropeço e que os faz cair no pecado.

Mas para quê pedir a abstinência a pessoas que não abusam? A Palavra de Deus mostra-nos que devemos, por causa dos fracos "não agradar a nós mesmos". "Nós que somos fortes na fé devemos suportar as fraquezas dos que não são como nós, sem procurarmos aquilo que nos é agradável. Cada um de nós deve agradar ao seu próximo naquilo que for bom para o fortalecer na fé. Pois também Cristo não procurou o que lhe era agradável. Pelo contrário, passou-se com ele o que diz a Escritura:

 Os insultos daqueles que te insultavam caíram sobre mim." Rom. 15:1-3

"Tudo é permitido, mas nem tudo convém. Tudo é permitido, mas nem tudo é útil à fé. Que ninguém procure o seu próprio bem, mas sim o dos outros." I Cor. 10:23,24

Quando Paulo fala de carnes compradas no mercado e que talvez tivessem sido sacrificadas aos ídolos, ele explica em I Cor. 8: 8-13 dizendo

"pela tua ciência perecerá o irmão fraco, pelo qual Cristo morreu", acrescentando "assim... pecais contra Cristo." e "se o manjar escandalizar a meu irmão, nunca mais comerei carne".

Paulo aplica também este pensamento ao vinho:

"É melhor não comer carne nem beber vinho nem fazer nada que leve o irmão na fé a cair no pecado." Romanos 14:21

Há milhares de pessoas que não são bastante fortes para usar moderadamente das bebidas alcoólicas, sem abusar delas. Para eles, beber um pouco que seja, já é uma ocasião de tropeço e na maior parte das vezes a sua recaída fatal. Querendo imitar a moderação dos que não abusam, eles caem depressa no pecado e perecem. Então é a lei do amor fraternal que leva o cristão a renunciar voluntariamente a um uso lícito para ele mesmo, mas que é ocasião de perdição para um irmão. Ele aceita por amor, o sacrifício ao qual o irmão mais fraco tem de se submeter, por força, para não se perder.

Pensando nos milhares, milhões de pessoas caídas, prejudicadas pelo álcool, resolvemos nunca mais beber álcool e, também, provar às pessoas enganadas pela falsa propaganda, de que podemos gozar da vida, ter saúde, ter festas e ser social sem beber uma gota de álcool. Mas há ainda uma outra razão que milita a favor da abstinência do povo de Deus: é a nossa condição de mordomos do Senhor.

A Bíblia ensina-nos que o nosso corpo é o templo de Deus e que não somos de nós mesmos:

"Não sabem que são templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vocês?" I Cor. 3:16 "Não sabem que não pertencem a vocês mesmos, mas que o vosso corpo é templo do Espírito Santo que está em vocês e que Deus vos deu?" I Cor. 6:19.

Ela nos chama portanto a glorificar a Deus no nosso corpo que lhe pertence, avisando-nos ao mesmo tempo da condenação que há de cair sobre todo aquele que destruir este templo.

Ora, é fácil convencer-se de que o abuso das bebidas alcoólicas, prejudica a saúde, leva o homem a expor sem necessidade o seu corpo a perigos, a desperdiçar as forças e as faculdades que ele devia utilizar para glorificar o seu Mestre. Pecando contra o seu corpo e não cuidando da sua saúde física e mental, o cristão peca contra Deus. Ele assemelha-se ao filho pródigo que desperdiçou o que tinha recebido do seu pai:

"Poucos dias depois, o mais novo vendeu o que era dele e partiu para uma terra muito distante, onde gastou todo o dinheiro numa vida desregrada." Lucas 15:13

e também ao mordomo infiel que dissipou os bens do seu senhor:

"Jesus disse aos seus discípulos: Havia um homem rico que tinha um feitor. Foram-lhe dizer que esse feitor desperdiçava os seus bens." Lucas 16:1.

A abstinência é necessária também para quem quer levar uma vida vitoriosa: "Não sabem que, no estádio, todos os corredores tomam parte na corrida, mas só um é que recebe o prêmio? Corram, portanto, de maneira a poderem recebê-lo. Aqueles que se preparam para uma competição privam-se de tudo. E fazem-no só para ver se conseguem um prêmio, que, afinal, dura pouco. Mas nós trabalhamos por um prêmio que dura para sempre. É desta maneira que eu corro e não como quem corre sem saber para onde. É assim que eu luto e não como quem dá socos à toa. Mas eu luto contra o meu corpo, para o dominar, a fim de não acontecer que, andando a pregar aos outros, seja rejeitado por Deus." I Cor. 9:24-27.

O cristão é ainda chamado a subjugar o seu corpo, a disciplinar os seus sentimentos e a refrear os seus impulsos para obedecer aos mandamentos de Deus:

"A vontade de Deus é que vivamos honestamente, mantendo-nos longe da imoralidade. Que cada um saiba usar com dignidade e respeito o corpo que lhe pertence. Não se deixem levar pelos maus desejos como fazem aqueles que não têm fé em Deus." I Tes. 4:3-5.

Deus quer que sejamos livres e fortes, em vez de escravos do mal.

Ora, sabemos que o álcool ataca primeiramente o cérebro, que é o centro do juízo e da vontade. Pela sua ação sobre o sistema nervoso, as bebidas alcoólicas, mesmo tomadas em pequenas quantidades, diminuem a capacidade de vigiar, de dominar-se a si mesmo, de lutar contra o mal e de pegar-se ao bem. Mesmo sem se embriagar, o cristão que faz uso de bebidas alcoólicas torna-se mais fraco diante das tentações, mais exposto a transgredir as leis divinas por falta de perfeita lucidez.

Veja o que aconteceu aos dois filhos do sacerdote Aarão e o mandamento que Deus deu depois da morte deles. (Levítico 10:1-11).

Devemos evitar tudo o que possa enfraquecer o nosso juízo e a nossa resistência aos pecados que o álcool facilita, tais como:

• Irritabilidade e brutalidade
(Provérbios 23:29-30; 20:1);

• Egoísmo, deslealdade, injustiça
(Habacuc 2:5; Provérbios 31:4-5; Isaías 28: 7);

• Impureza, imoralidade
(Provérbios 23:33; Oséias 4:11);

• Preguiça
(Lucas 21: 34; Ecles. 10: 17-18), etc.

A Palavra de Deus insiste também sobre a necessidade de sermos sóbrios:

"Por isso mesmo, não andemos a dormir como os outros, mas sejamos vigilantes e vivamos com sobriedade. Tanto os que dormem como os que se entregam à embriaguez é de noite que o costumam fazer." I Tes. 5:6-7

"Mas tu, sê prudente em tudo, suporta as dificuldades, comporta-te como mensageiro da Boa Nova e cumpre a tua missão." II Tm. 4:5 "

Por isso, tenham o espírito preparado para a ação. Estejam atentos e ponham a esperança no dom que lhes será concedido quando Jesus se manifestar." I Pedro 1:13.

 Todos estamos sujeitos à fraqueza e por isso o apóstolo Paulo diz:

"Aquele que cuida estar em pé, olhe não caia" I Cor. 10: 12.

Ele exorta-nos também a olhar por nós mesmos para que não sejamos também tentados:

"Meus irmãos, se alguém for apanhado nalguma falta, vocês que têm o Espírito de Deus levem-no com mansidão ao bom caminho. E cada um de vocês tenha cuidado para não se deixar tentar." Gálatas 6:1.

Por todas estas razões achamos preferível renunciar às bebidas alcoólicas, não somente por amor dos irmãos que são fracos, mas também no nosso próprio interesse.

"Vigiemos e sejamos sóbrios."



Abstinentes na Bíblia

Há na Bíblia vários exemplos de homens que renunciaram às bebidas alcoólicas. Todos eles receberam a aprovação de Deus.

1. Os recabitas (Jeremias 35). Apesar de terem vinho oferecido eles disseram: "não beberemos vinho. Nosso pai nos mandou: nunca jamais bebereis vinho. E Deus disse: Pois que obedecestes ao mandamento de Jonadab, nunca faltará varão a Jonadab".

2. Sansão e até a mãe dele, logo que ela concebeu a criança. "Guarda-te de que bebas vinho ou bebida forte" Juízes 13: 4-7. João Baptista Lucas 1: 15 e, de maneira passageira, os sacerdotes quando deviam entrar no Tabernáculo, "para que não morrais" Levítico 10: 8-11.

3. Os narizeus, pessoas que "se separavam, para o Senhor". Faziam um voto de abstinência total de bebidas alcoólicas (Números 6: 1-4, etc.). Vimos aqui uma relação entre uma consagração mais completa e a abstinência. O profeta Amós fala dos nazireus como testemunhas de Deus (Amós 2: 11-12, etc.) junto aos profetas, num tempo de idolatria e imoralidade.

Enfim muitas vezes a Bíblia mostra o mal do alcoolismo. Prov. 23:29-35, 20:1; Oséias 4: 11, etc.; Isaías 5:11 - 22; I Cor. 5:11, etc.

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