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8/31/2011

O Alcoolismo Feminino I


A Revista Evangélica Novas de Alegria, publicou um excelente artigo, sobre este assunto, que tomamos a liberdade de transcrever alguns excertos, pelo valor do seu conteúdo.

Flagelo social instalado com o seu cortejo enorme de conseqüências graves, o alcoolismo define-se como uma doença provocada pelo consumo excessivo e prolongado de bebidas alcoólicas. Oito por cento da população portuguesa, de acordo com os números oficiais, sofre desta doença.

Catalogam-nas como grupo de muito alto risco. As mulheres alcoólicas são cada vez mais em Portugal. Mais de 300 mil, segundo as estatísticas oficiais. A grande maioria bebe às escondidas, procura disfarçar os efeitos do álcool e por isso escapa às estatísticas.

Trata-se de um gravíssimo problema de saúde pública, alerta a Dr.ª Odília Castelão, psiquiatra que, desde há longos anos, se dedica ao tratamento da doença, exercendo o cargo de diretora do Centro António Flores, organismo de combate ao alcoolismo.

Portugal é um país alcoolizante – diz-me a Dr.ª Odília Castelão. Fala no presente do indicativo e não está a referir-se necessariamente ao inacreditável slogan salazarista de que beber vinho é dar de comer a um milhão de portugueses.

A psiquiatra, que todos os dias lida com a degradação causada pelo álcool nos pacientes que lhe passam pelo consultório, decompõe a afirmação: elevada produção vinícola, baixo preço das bebidas, hábitos culturais que levam ao consumo fácil, falta de legislação que promova a redução da oferta desincentive a procura e claro, as causas sociais e psicológicas que empurram para a segregação.

O problema do alcoolismo, visto na sua globalidade, é extraordinariamente perturbador. Morre muita gente. Doentes e suas vítimas: milhares agonizam e morrem com cirrose hepática; morrem aos milhares nas estradas e também em acidentes de trabalho.

E há muito mais: é a degradação psicológica que conduz ao suicídio; é a degradação da família; são as deformações físicas, como a cegueira; são os déficits intelectuais e morais com graves repercussões na sociedade.

Estatísticas assustadoras

Outra área, que também exprime sem equívoco a obra do álcool: as prisões e o crime. Um estudo levado a cabo por uma psiquiatra em parceria com a advogada Carminda Canha, informa-nos que, mais de 50 por cento, cometeram crimes direta ou indiretamente influenciados pelo álcool.

A frieza dos números é esclarecedora: na amostra, 44,2 por cento praticaram homicídio; 37,2 por cento, foram condenados por furtos, 4,6 por cento por fogo posto, 2,6 por cento por roubo e 1,4 por cento por violação. Todos alcoólicos.

Este país, que produz anualmente mais de oito milhões de hectolitros de vinho, onde se fazem apetecer, com anúncios divulgados nos meios de comunicação em horários nobres, bebidas de alto teor alcoólico, onde se multiplicam as marcas de cerveja, onde já se chegou a implantar a idéia de que o álcool é um alimento, idéia repudiada no mais importante Congresso Mundial sobre o alcoolismo realizado em França, onde se morre mais do que em qualquer outra parte do mundo, por cirrose hepática.

Entretanto, as notícias policiais sobre o combate à droga dão freqüentes primeiras páginas dos jornais. Por seu lado, a Dr.ª Odília Castelão considera que o alcoolismo crescente é preocupante e um grave problema de saúde pública que urge enfrentar com realismo.

Mas as crianças...

Mas o aspecto do alcoolismo que se apresenta mais dramático prende-se com crianças filhos de pais alcoólicos: nascem marcados física e psiquicamente, muitas vezes sem remédio de recuperação ao longo de toda a vida.

A Dr.ª Odília Castelão é peremptória: a mulher, quando grávida, não pode tomar bebidas alcoólicas. Corre o risco de lesar os filhos de formas odiadas. Na verdade, o efeito tóxico do álcool sobre o embrião e o feto provoca a deformação dos ossos da cara, do crânio, dos membros, origina malformações cardíacas e vasculares, além de provocar deficiências mentais graves, com alterações comportamentais e convulsões. É aquilo a que, em linguagem científica, se chama a síndrome alcoólica fetal.

A mulher alcoólica, que normalmente bebe na clandestinidade, segundo nos revelou a Dr.ª Odília Castelão, começa a perder certos tabus e felizmente, já procura mais a consulta.

Imagens sinistras

A maioria das escravas do álcool submeteram-se como se lhes prometesse a liberdade das frustrações, das angústias e dos medos próprios de uma sociedade de domínios asfixiantes das necessidades de realização pessoal. A imagem do alcoolismo feminino é ainda mais sinistra do que a dos homens e o dito popular exprime-o muito bem: Um homem atrapalhado é pior do que uma mulher bêbeda.

Entretanto, hoje, a mulher já é vista freqüentemente, num bar ou num outro qualquer local público, ombreando com o homem, de copo na mão. Situação que era escandalosa há uns anos atrás. Deixou a clandestinidade para beber? Ou segue a moda dominante?

Certo é que, na exigência participada da vida contemporânea da mulher, têm sido acrescidos os problemas sociais que sobre ela se exercem. Lado a lado com os homens nos mais diversos domínios da atividade humana, faltou-lhe a originalidade feminina na fuga ou resposta ao stress quotidiano quando pega no copo para esquecer.

O alcoólico, afirmam os especialistas, exige uma notável capacidade de proselitismo. Como verdadeiro toxicômano que é, esforça-se para que os outros o sigam nos seus hábitos e o acompanhem na transgressão. A fuga à solidão, que poderá ser consubstanciada no gesto patético de brincar com a garrafa.

Entretanto, o alcoolismo cresce. Muita gente não o reconhece como uma doença, a começar pelas vítimas. A cura só é possível em regime de contrato: o tratamento só pode ser feito com a colaboração do doente.

Meira da Cunha
In " Novas de Alegria "
A síndrome do alcoolismo fetal
Este artigo foi publicado na revista "Info" da Federação Internacional da Cruz Azul, o qual tomamos a liberdade de transcrever.
Por ano nascem na Suíça cerca de 250 bebês portadores de lesões derivadas ao álcool.

Este fato ainda que esteja cientificamente provado, ainda não é do conhecimento geral; considera-se que é mais fácil ignorá-lo ou minimizá-lo, que admiti-lo.

Agora, o Instituto Suíço para a prevenção do alcoolismo e outras toxico-dependências (ISPA) decidiu-se a informar o público, pois as deformações à nascença, freqüentemente muito graves, poderiam ser evitadas.

O álcool ingerido pela grávida é inevitavelmente absorvido pelo organismo do bebê em gestação através do sistema circulatório. Se uma mãe bebe muito, o mesmo acontece com o seu bebê. Se ele beber com regularidade, a criança estará constantemente sob a influência do álcool.

Como o feto não possui ainda um mecanismo de defesa, o álcool pode impedir o seu desenvolvimento de diversas maneiras: pelo retardamento do crescimento, provocando lesões cerebrais e mal-formações físicas ou orgânicas. A sua gravidez depende de vários fatores: a duração do tempo em que a mãe bebeu, os seus hábitos de beber, a quantidade de álcool absorvida e a forma como o seu metabolismo elimina o álcool.

Nos últimos 30 anos este problema tem sido conhecido nos meios científico e médico como "Síndrome de Alcoolismo Fetal" (SAF). Apesar disso, ele é desconhecido do público em geral por se recear que, quando as grávidas fossem postas ao corrente dos fatos, elas iriam encarar a sua gravidez com medo em vez de alegria. Além disso, o SAF é considerado como sendo um problema de apenas uma minoria específica das mulheres.

Todavia, para os especialistas em prevenção, este problema diz respeito a todos, incluindo homens que freqüentemente, pelo seu exemplo, encorajam as suas esposas a beberem apesar da sua gravidez tornando-se-lhes difícil abandonarem a bebida, os amigos conhecidos, a sociedade no geral compartilham esta responsabilidade; ao condenarem o alcoolismo nas mulheres eles só estão encorajando-as a beber às escondidas.

O ISPA, baseado em pesquisas levadas a cabo noutros países, chegou à conclusão de que na Suíça (população total: 6,5 milhões) uma criança em cada 200 ou 300 exibe lesões de nascença devidas ao álcool. E mesmo assim este assunto é ainda "tabu", largamente ignorado tanto pelo público como por círculos especializados. É claro que toda a mulher sabe que beber durante a gravidez é perigoso para o bebê, mas no geral desconhece até que ponto e em que quantidade.

É assim que, ano após ano, sem querer e geralmente sem intencionalidade, mulheres dão à luz bebês sofrendo de SAF, crianças que evidenciam sintomas de graves anomalias, por vezes irreparáveis, que as vão acompanhar por toda a sua vida. E ainda o que é mais perturbador, é sabermos que essas malformações poderiam ter sido evitadas.

Estes bebês nascem subdesenvolvidos e com peso abaixo do normal. Nos casos mais graves eles sofrem de problemas físicos e orgânicos tais como malformações do coração, olhos, dedos ou dos órgãos genitais externos. Uma cabeça pequena e certos traços faciais são característicos: pequenas cavidades oculares, nariz pequeno e achatado, lábio superior achatado e estreito.

Apresentam perturbações do seu comportamento, tais como hiperatividade, dificuldades de linguagem e de aprendizagem, descoordenação de movimentos, desenvolvimento emocional retardado e atraso mental. Os sintomas da SAF tanto podem ser ligeiros como extremamente sérios. Variam desde a falta de capacidade de concentração, o que se torna evidente na idade escolar, às dramáticas malformações e anomalias acima mencionadas. Muitas crianças são mais ou menos atrasadas no seu desenvolvimento físico e mental; outras mostram desarranjos mentais ou de comportamento.

À medida que as crianças crescem, a maior parte das anomalias externas desaparecem. Contudo, as deficiências mentais subsistem na maioria dos casos. Estudos demorados cobrindo o período do nascimento à adolescência e levados a cabo em crianças que sofrem do SAF provam os fatos expostos.

Dez anos mais tarde, dois terços das crianças estavam atrasadas ou eram deficientes mentais. Mais de 80% não conseguiram completar a escolaridade.

Pesquisas européias parecem indicar que uma grávida poderá, quando muito beber uma bebida "normal" por dia, ou seja 1dl de vinho ou 3dl de cerveja. Um copo a mais já pode ter efeitos graves no bebê.

Estudos em larga escala levados a cabo nos Estados Unidos, com mulheres que continuaram a beber "normalmente" durante a gravidez, isto é, 29g de álcool puro por dia, o equivalente a 2,5 dl de vinho, provaram que o QI das suas crianças era, em média, 7 pontos abaixo do normal. E não devemos esquecer que a inteligência é apenas uma das múltiplas funções do cérebro.

As crianças que são mais severamente afetadas são evidentemente os filhos de mães alcoólicas, mas um exagero na bebida, mesmo ocasional, expõe subitamente o feto a uma alta concentração de álcool e também isso, pode ser perigoso.

Contudo, a quantidade de álcool consumida pela mãe não é o único fator decisivo que determina o efeito do álcool na criança; a tolerância individual da mãe e da criança também têm um papel importante. Conseqüentemente, não é possível estipular qual a quantidade que a mãe pode beber sem provocar danos ao nascituro.

Em termos gerais, o álcool é um veneno para o nascituro e muitos especialistas, como precaução, recomendam abstinência total durante a gravidez. Também as mulheres que desejam ter um filho devem ser cuidadosas pois só virão a saber da sua gravidez umas semanas depois da concepção.

Há alguma cura possível para as crianças afetadas pelo SAF? Infelizmente a resposta é NÃO! É verdade que certas malformações podem ser corrigidas ou reduzidas, mas para o atraso no desenvolvimento não existe tratamento médico.

Felizmente, ao tempo do nascimento muito órgãos ainda não estão completamente desenvolvidos; isto é especialmente verdade no caso do cérebro e através da estimulação podem-se obter melhorias espetaculares, mesmo nos casos em que a cura completa é impossível.

O alcoolismo feminino é um dos problemas mais cuidadosamente ocultados, por causa da condenação social que recai sobre ele. As grandes bebedoras são objeto de maior desprezo, comparativamente ao homem.

Estas são consideradas pessoas irresponsáveis, perturbadas que provocam a sua própria ruína e conseqüentemente da sua família conseqüentemente, as mulheres não se querem identificar como alcoólicas e além disso os seus familiares incentivam-nas a ocultar a situação para salvar a reputação. Com freqüência, as famílias resistem a aceitar esta realidade; com efeito não agrada a ninguém saber que a mão que embala o bebê, é uma mão trêmula.

Esta forma consciente ou inconsciente em reconhecer o alcoolismo feminino faz com que as mulheres careçam de estímulo para se tratarem. Inclusivamente, alguns médicos e psiquiatras não chegam a reconhecer o alcoolismo nas mulheres. Assim, ao não interpretar corretamente os sintomas, são prescritos tranqüilizantes que por sua vez, causam uma maior dependência e ainda mais perigosa.

As causas do alcoolismo na mulher são muito variadas. Nos Estados Unidos, o tipo da mulher alcoólica corresponde às mulheres na casa dos quarenta anos, casadas e com dois ou três filhos. Cerca de 15% das donas de casa dependem do álcool ou de drogas até ao seu oitavo ano de casamento. É evidente que o hábito de beber começa, normalmente nas reuniões "sociais", mas rapidamente se descobrem os efeitos tranqüilizadores do álcool.

Este, é usado com diferentes fins, entre eles, para provocar o esquecimento ou para atenuar o ódio, a ansiedade, a pressão ou o tédio.

Existem provas de que o alcoolismo na mulher está freqüentemente relacionado com situações especificas da vida, como o divórcio, a morte de um ente querido, as más relações conjugais ou o ocultamento das necessidades emocionais insatisfeitas: falta de amor, de segurança de reconhecimento e de pertença.

A solidão da dona de casa urbana é um fator que convida ao consumo do álcool. Por outro lado, a mulher profissional que tem que atuar no mundo dos negócios altamente competitivo e onde é considerada inferior, não obstante o seu êxito profissional, pode compensar com o álcool ou com as drogas os sentimentos que causam esta situação de competência injusta. Assim, ao avaliar a situação não podemos limitar a pergunta apenas ao que aconteceu à mulher mas a todo o meio ambiente que faz com que ela se queira evadir da realidade.

Um sério exame da destruição da mulher em todos os países é indispensável para uma compreensão mais adequada do problema.

Alguns estudos indicam que dois terços das mulheres estão ou estiveram casadas com grandes bebedores e que mais de 25% tiveram pais alcoólicos. O número crescente de alcoólicos entre os adolescentes obriga a que nos perguntemos acerca da influência que uma mãe alcoólica exerce nos seus filhos, principalmente se tiver em conta que a maioria das mulheres bebem no lar, ao passo que os homens bebem, freqüentemente, nos lugares públicos, na companhia de outros.

As mulheres têm de ocultar os seus hábitos de bebida, visto que num bom número de casos bebem no seu domicilio que é o seu "posto de trabalho ". As chamadas bebedoras " caseiras" podem ocultar o seu problema, em certa medida, aos seus maridos, mas não podem, ou não o poderão ocultar com tanta facilidade aos seus filhos.

O alcoolismo das mães tem efeitos negativos nos filhos que ainda se encontram num estádio de desenvolvimento físico, emocional e intelectual. Além disso, as grandes bebedoras têm muito mais possibilidades de dar à luz filhos com certas anomalias congênitas, desenvolvimento retardado ou anormalidades várias detectáveis mediante exame neurológico.

A chamada síndrome da embriopatia alcoólica (alcoolismo fetal) pode provocar partos prematuros. Outro indício de que as funções reprodutoras da mulher ficam afetadas pelo forte consumo de álcool é o reconhecimento de que as alcoólicas podem ter mais defeitos ginecológicos e maiores taxas de esterilidade do que as não alcoólicas.

A mulher, principalmente na fase pré- menstrual, fica mais sensível fisiologicamente ao álcool do que o homem. Infelizmente, é precisamente nesse período que a mulher bebe mais para atenuar a depressão. O fígado da mulher acusa os efeitos do álcool mais depressa e com maior gravidade que o do homem. Uma pesquisa feita recentemente no hospital londrino revelou que o número de alcoólicas com graves problemas de fígado era maior do que o de alcoólicos, ainda que as mulheres absorvessem menos álcool; mesmo assim, as mulheres respondiam menos favoravelmente ao tratamento e morriam mais jovens do que os homens.

Apesar das suas graves conseqüências, o alcoolismo da mulher vai crescendo. As admissões hospitalares para tratamento do alcoolismo na Inglaterra e no País de Gales, nesta ultima década, aumentaram cerca de 77% para os homens e 137% para as mulheres. No mesmo período, os falecimentos por cirrose aumentaram em 27% nos homens e 64% nas mulheres.

As conseqüências psicológicas e sociais do alcoolismo feminino são extremamente graves. A mulher tende a assumir a sua culpabilidade extrema. Interioriza a reação da sociedade acerca de si e com freqüência, detesta-se a si própria. Por sua vez, esta falta de respeito próprio dá lugar a uma perda de identidade que só agrava o problema.

A bebedora, muito mais que o bebedor, é condenada por abandonar o lar e os filhos; assim, quando a mulher é a doente, a família corre um risco muito maior de decomposição. Enquanto que nove em cada dez mulheres permanecem com o seu marido alcoólico, nove em cada dez homens abandonam a sua mulher alcoólica. As conseqüências não são só devastadoras para a família, como também para o processo de reabilitação da mulher.

Esta fica abandonada, carente do apoio emocional dos seus entes queridos e muitas vezes sem recursos financeiros suficientes.

A sociedade deve aprender a considerar o alcoolismo como uma doença social e física que carece de uma terapia específica. Esta mensagem deve ser comunicada à mulher alcoólica, que atualmente é um ser isolado que não é comunicativo e que recorre a mecanismos de defesa como a negação, a racionalização e a auto- decepção para contornar maiores sofrimentos psicológicos.

A reabilitação não se faz de um dia para o outro. Uma recuperação satisfatória exige, no mínimo, dois ou três anos e abrange, no mínimo, a totalidade da pessoa: o físico, o psicológico, o emocional e o espiritual. O processo de reabilitação da mulher deverá ter em conta a baixa auto- estima e os elevados níveis de depressão e de ansiedade. A reconstrução da auto- confiança deverá contemplar o tratamento.

A generalização do alcoolismo na mulher é um fenômeno relativamente recente e para o qual se terá dado, até à data, uma resposta muito insuficiente. O mais freqüente é que, quando o tratamento começa e mais precisa de ajuda emocional, a mulher já foi abandonada pelo marido, pela família e pelos amigos. É necessário ajudar a mulher alcoólica para que conheça os seus talentos e para que se considere um ser humano útil e capaz, que tem poder suficiente para reconstruir a sua própria vida.

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