Escolha o Idioma

8/31/2011

Letra T


Temperança
Moderação e comedimento, a virtude do controle das paixões e dos impulsos pecaminosos (p.ex., a gula, a luxúria). Nos países de língua inglesa, este conceito tem vários usos em relação ao álcool e outras drogas; originalmente significava um compromisso com a moderação nos hábitos pessoais de beber (p.ex., abster-se de beber bebidas destiladas), mas após 1840 passou a significar um compromisso pessoal com a abstinência total.
Após 1850, passou a significar um compromisso com o controle de álcool local, nacional ou global, geralmente com o objetivo de uma eventual proibição da venda de bebidas alcoólicas (daí o termo proibicionista). Em consonância com preocupações mais amplas de algumas sociedades da temperança, tais como a União das Mulheres Cristãs para a Temperança, a temperança algumas vezes se refere também a comportamentos variados, que incluem a abstinência do tabaco e do uso de outras drogas.
Os termos “nova temperança” ou “neo-temperança” têm sido utilizados desde a década de 1980 para caracterizar indivíduos e grupos comprometidos com um maior controle do álcool ou uma política sobre o álcool mais coerente, ou com uma mudança da reação pública refletida em vários países com o declínio do consumo de álcool. “Neo-proibicionismo” é um termo utilizado mais pejorativamente para as mesmas referências.

Teor alcoólico no sangue
Concentração de álcool (etanol) presente no sangue. É geralmente expresso como massa por unidade de volume, mas diferentes países podem expressá-lo diferentemente ou usar diferentes unidades; p.ex., miligramas por 100 mililitros (mg/lOOmL ou, incorretamente, mg porcento), miligramas por litro (mg/L), gramas por 100 mililitros (g/lOOmL), gramas porcento, e milimoles por litro.
Uma concentração de 8 partes por mil é expressa em terminologia legal nos EUA como .08%, na Escandinávia como 0.8 promille, e no Canadá e outros países como 80mg/100mL. Também existem diferenças entre países quanto ao limite para se dirigir (Ver Dirigir Alcoolizado), com a maioria variando entre 50-lOOmg/lOOmL.
O TAS é freqüentemente extrapolado a partir da respiração, da urina e de outros fluidos biológicos nos quais a concentração do álcool guarda uma relação conhecida com a do sangue. O cálculo de Widmark é uma técnica para se estimar o TAS num dado momento após ingestão de álcool pela extrapolação dos TASs em momentos conhecidos, assumindo-se uma taxa fixa de eliminação do álcool (cinética de ordem zero).
Em algumas jurisdições i.é. considerado como uma suposição dúbia e não são aceitas estimativas de TASs em pontos anteriores no tempo. Sinonímia: alcoolemia; nível alcoólico sanguíneo.

Terapia aversiva
Tratamento que suprime um comportamento indesejável associando-o a uma experiência dolorosa ou desagradável. Este termo se refere a quaisquer das diversas formas de tratamento da dependência do álcool ou de outras drogas, direcionadas a estabelecer uma aversão condicionada à visão, cheiro, tato ou pensamento da substância indesejada.
Geralmente o estímulo é uma droga nauseante, tal como a emetina ou a apomorfina, administrada logo antes de uma bebida alcoólica, de forma que ocorra vômito imediato, sendo, ao mesmo tempo, evitada a absorção do álcool ou outra substância.
Outro estímulo envolve um choque elétrico dado em associação com uma bebida alcoólica ou com a sugestão visual de bebidas (garrafas, propagandas), administração de uma droga que causa breve paralisia da respiração ou sugestão verbal com ou sem hipnose. Uma técnica relacionada é a sensibilização dissimulada, na qual o procedimento de aversão é todo realizado na imaginação.

Terapia de manutenção
Tratamento da dependência de droga através da prescrição de uma droga de substituição para a qual exista dependência cruzada e tolerância cruzada. O termo, por vezes, refere-se a uma forma menos perigosa de uso da mesma droga usada no tratamento.
Os objetivos da terapia de manutenção são eliminar ou reduzir: (i) o consumo de uma substância específica, especialmente se for ilegal, ou reduzir o dano de um determinado método de administração, (ii) os perigos concomitantes para a saúde (p.ex., da partilha de agulhas) e (iii) as conseqüências sociais. A terapia de manutenção é muitas vezes acompanhada por tratamentos psicológicos e outros.
Exemplos de terapia de manutenção são a utilização de rnetadona para o tratamento da dependência de heroína e de goma com nicotina para substituir o fumar tabaco. A terapia de manutenção pode durar desde várias semanas até 20 anos ou mais. É por vezes diferenciada da terapia de diminuição gradual (Ver desintoxicação).

Terapia familiar
Tratamento de mais de um membro de uma família simultaneamente na mesma sessão.

Terapia ocupacional
Método de tratamento de problemas físicos ou psicológicos, baseado numa ocupação proposital e com o objetivo de restaurar a motivação, confiança e habilidades específicas. A diferença entre terapia ocupacional e laboraterapia (ou terapia industrial) fundamenta-se principalmente na grande ênfase dada às preferências individuais, à auto-expressão e às atividades de lazer.

Teste de realidade
A atividade cognitiva de distinguir uma fantasia interna da realidade do mundo externo; a habilidade do indivíduo para discernir com precisão seu meio físico, social e cultural. Este conceito diz respeito não apenas à orientação em relação à pessoa, ao espaço e ao tempo do indivíduo, mas também à orientação quanto a status, normas, valores, relacionamentos e comportamento no domínio sociocultural.
Os médicos que atendem pacientes pertencentes a grupos socioculturais diversos do seu devem avaliar a habilidade do paciente para testar a realidade a partir das perspectivas dos pacientes, não das suas. Isto pode requerer um “assessor cultural” ou, pelo menos, algum conhecimento por parte do médico sobre a realidade sociocultural do paciente.

Teste de Rorschach
Teste psicológico desenvolvido pelo psiquiatra suíço Hermann Rorschach (1884-1922) que busca revelar traços da personalidade e conflitos emocionais conscientes e inconscientes, através da obtenção das associações que a pessoa faz para um conjunto padronizado de manchas de tinta.

Teste de triagem
Instrumento ou procedimento de avaliação, tanto biológico como psicológico, cujo objetivo principal é descobrir, numa dada população, o maior número possível de indivíduos que tenham atualmente um transtorno ou condição, ou que estejam arriscados a desenvolvê-lo em algum momento no futuro.
Os testes de triagem não são diagnósticos no sentido estrito da palavra, embora um resultado positivo seja tipicamente seguido por um ou mais testes definitivos para confirmar ou rejeitar o diagnóstico sugerido pelo teste de triagem).
Um teste com alta sensibilidade é capaz de identificar a maioria dos casos que efetivamente apresentam a condição em consideração. P.e.x., sensibilidade de 90% significa que o teste irá identificar como positivas 90 de cada 100 pessoas com a condição e deixará de identificar os outros 10 (chamados de "falso-negativos").
A especificidade, por sua vez, refere-se à capacidade de um teste para excluir os casos falsos; ou seja, quanto maior a especificidade, menor a probabilidade que o teste dê resultados positivos para indivíduos que não têm de fato a doença em questão ("falso-positivos").
O termo “instrumento de triagem” é também de uso comum, referindo-se tipicamente a um questionário ou a uma breve entrevista estruturada. Há, atualmente, uma infinidade de tais instrumentos, alguns gerais (p.ex., o Questionário de Auto-Relato (SRQ) e o Questionário de Saúde Geral (GHQ) e outros para transtornos específicos (p.ex., depressão, alcoolismo). Ver Marcador Biológico; Teste Diagnóstico.

Teste diagnostico
Procedimento ou instrumento usado junto com a observação de padrões comportamentais, história e exame clínico para ajudar a estabelecer a presença, natureza ou fonte de (ou vulnerabilidade) a um transtorno ou para medir uma característica específica de um indivíduo ou grupo.
Os espécimes testados variam de acordo com a natureza da investigação: urina (p.ex., para detectar a presença de drogas), sangue (p.ex., para medir o teor de alcoolemia), sêmen (p.ex., para medir a motilidade de espermatozóides), fezes (p.ex., para detectar a presença de parasitas), líquido amniótico (p.ex., para detectar um transtorno fetal hereditário), tecidos (p.ex., para a presença e atividade de células neoplásicas), etc.
Os métodos de teste também variam e incluem exames bioquímicos, imunológicos, neurofisiológicos e histológicos. Técnicas diagnósticas por imagem incluem Raios X (RX), tomografia computadorizada (CAT Scan), tomografia por emissão de pósitrons (PET Scan) e imagem por ressonância magnética (MRI).
As investigações psicológicas podem envolver testes de inteligência, de personalidade e projetivos (tais como o teste das manchas de Rorschach) e baterias de testes neuropsicológicos para determinar o tipo, localização e grau de qualquer disfunção cerebral e suas expressões comportamentais. Ver Marcador Biológico, Teste De Triagem.

Testes projetivos
Testes psicológicos diagnósticos nos quais o material de teste d desestruturado, de modo que qualquer resposta refletirá urna projeção de algum aspecto da personalidade e psicopatologia subjacente do indivíduo.

Tipologia de Jellinek
A classificação do alcoolismo feita em 1960 por Emíl Jeilinek em seu livro The disease concept of alcoholism [O conceito de alcoolismo como doença} postulava a existência dos seguintes tipos:
alcoolismo alfa — caracterizado por dependência psicológica, sem desenvolvimento de dependência fisiológica; também chamado beber problemático, beber como fuga.
alcoolismo beta — caracterizado por complicações físicas, envolvendo um ou mais sistemas orgânicos, com enfraquecimento geral da saúde e tempo de vida reduzido.
alcoolismo gama — caracterizado por aumento da tolerância, perda de controle e síndrome de abstinência após interrupção do consumo de álcool; também chamado alcoolismo "Anglo-Saxão".
alcoolismo delta — caracterizado por aumento de tolerância, sintomas de abstinência e incapacidade de abster-se, mas nunca perda do autocontrole sobre a quantidade consumida (Ver alcoolização).
alcoolismo épsilon — beber paroxística ou periodicamente, beber compulsivo; às vezes referido como dipsomania.

Tolerância cruzada
Desenvolvimento de tolerância para uma substância, como resultado da ingestão aguda ou crônica de uma outra substância à qual o indivíduo não tenha sido exposto previamente. As duas substâncias geralmente, mas nem sempre, têm efeitos farmacológicos similares. A tolerância cruzada é evidenciada quando a dose de uma nova substância não produz o efeito esperado. Ver Dependência Cruzada; Desintoxicação.

Tolerância
Diminuição de resposta a uma dose de determinada substância que ocorre com o uso continuado da mesma. No consumidor freqüente ou de grandes quantidades de bebidas alcoólicas (ou de outras drogas), p.ex., são necessárias doses mais elevadas de álcool para alcançar os efeitos originalmente produzidos por doses mais baixas. Tanto fatores psicológicos como psicossociais podem contribuir para o desenvolvimento da tolerância, que pode ser física, comportamental ou psicológica.
Com referência aos fatores fisiológicos, podem desenvolver-se tanto a tolerância metabólica como a funcional. Aumentando-se a taxa de metabolismo da substância, o organismo pode ser capaz de eliminar a substância mais rapidamente. A tolerância funcional é definida pela diminuição da sensibilidade do sistema nervoso central para a substância.
A tolerância comportamental é uma mudança no efeito da droga como resultado de aprendizado ou de alterações ambientais. Tolerância aguda é uma acomodação rápida, temporária, ao efeito de uma substância após uma única dose. Tolerância reversa, também conhecida como sensibilização, refere-se a uma condição na qual a resposta a uma substância aumenta com o uso repetido. A tolerância é um dos critérios para a síndrome de dependência. Ver Síndrome de Dependência; Transtorno por uso de Opióides.

Toxicomania, Adicção ou Drogadicção
Desajuste psiquiátrico causado por drogas, geralmente as ilícitas (maconha, cocaína, LSD, heroína), que leva a prejuízos ao indivíduo e à sociedade. É um problema de saúde pública .O toxicômano geralmente tem um desejo incontrolável de obter a droga e tentará obtê-la sob qualquer modo, até criminalmente. O toxicômano também tem a tendência de aumentar as doses do tóxico para obter os mesmos efeitos, em virtude do fenômeno da tolerância. A retirada das drogas geralmente causa sintomas de abstinência, fazendo o toxicômano sofrer horrivelmente. Geralmente são indivíduos problemáticos, os quais buscam nos tóxicos a fuga dos seus problemas. Incide mais nos jovens e menos na vida adulta.

Tranqüilizante
Agente calmante; termo geral para várias classes de drogas empregadas no manejo sintomático de várias doenças mentais, usadas para aliviar a ansiedade (tranqüilizantes menores) ou para fazer diminuir sintomas psicóticos (tranqüilizantes maiores). O termo pode ser utilizado para diferenciar estas drogas dos sedativos/hipnóticos: os tranqüilizantes tem um efeito depressor e calmante sobre os processos psicomotores sem interferirem na consciência e no pensamento, a não ser em altas doses.

Transtorno Bipolar (PMD)
Transtorno Bipolar é um transtorno caracterizado por dois ou mais episódios de alteração do humor onde o nível de atividade do sujeito está profundamente perturbado, sendo que este distúrbio consiste em algumas ocasiões de uma elevação patológica do humor e aumento da energia e da atividade (hipomania ou mania) e em outras, de um rebaixamento patológico do humor e de redução da energia e da atividade (depressão). Pacientes que sofrem somente de episódios repetidos de hipomania ou mania são classificados como bipolares. Esse transtorno chamava-se Psicose Maníaco-Depressiva até antes de editar-se o CID.10.
O DSM.IV já classifica o Transtorno Afetivo Bipolar em dois tipos: Bipolar I e Bipolar II. A característica essencial do Transtorno Bipolar I é um curso clínico caracterizado pela ocorrência de um ou mais Episódios Maníacos ou Episódios Mistos. Com freqüência, mas não obrigatoriamente, os indivíduos também tiveram um ou mais Episódios Depressivos Maiores. A característica essencial do Transtorno Bipolar II é um curso clínico marcado pela ocorrência de um ou mais Episódios Depressivos Maiores, acompanhados por pelo menos um Episódio Hipomaníaco. Os Episódios Hipomaníacos não devem ser confundidos com os vários dias de eutimia que podem seguir-se à remissão de um Episódio Depressivo Maior.

Transtornos da personalidade
Padrões profundamente enraizados, inflexíveis e disfuncionais de relacionar-se, perceber e pensar, graves o suficiente para causar ou prejuízo no desempenho pessoal ou angústia. Os transtornos de personalidade são geralmente identificáveis na adolescência ou antes, continuam até a idade adulta e tornam-se menos óbvios no meia-idade ou velhice.

Transtornos fóbicos
A diferença entre a Fobia sintoma e o Transtorno Fóbico, deve ser considerada como a diferença que se faz entre o sintoma e a doença. A Fobia, como sintoma faz parte da alteração do pensamento, aparece como um medo imotivado e patológico, ilógico e especificamente orientado para um determinado objeto ou situação.
Normalmente é acompanhada de intensa ansiedade e outros sintomas autossômicos. O Transtorno Fóbico-Ansioso se caracteriza, exatamente, pela prevalência da Fobia sintoma entre os demais sintomas de ansiedade, ou seja, um medo anormal, desproporcional e persistente diante de um objeto ou situação específica. Dentro dos quadros fóbicos-ansiosos destacam-se três tipos:
1 - Agorafobia;
2 - Fobia Social e;
3 - Fobia Específica.
A FOBIA ESPECÍFICA (anteriormente Fobia Simples) tem como característica essencial o medo acentuado e persistente de objetos ou situações claramente discerníveis e circunscritos. A exposição ao estímulo fóbico provoca, quase invariavelmente, imediata resposta de ansiedade com muitos sintomas físicos. A FOBIA SOCIAL também é um quadro fóbico-ansioso.

Nenhum comentário:

Postar um comentário